Capítulo 28 – Caiu na net
De repente Cuddy começa a apresentar sinais de perda de consciência.
"Cuddy, olha pra mim", House falou assustado.
"Calma Cuddy! Eu estou aqui", House apertou forte a mão dela. "Respire devagar, nada vai acontecer, eu estou com você aqui, nossos filhos estão bem". House colocou a mão na barriga dela, "veja, eles estão se movendo demais, por isso você precisa se acalmar, você está os deixando agitados".
Cuddy foi se acalmando e voltou à consciência.
"House, estou com medo". Ela falou com a voz fraca.
"Eu sei, vamos ao hospital para garantir que tudo está bem, mas te digo que isso foi um ataque de pânico".
No hospital House colheu sangue para exames toxicológicos, aferiu a pressão de Cuddy que estava um pouco elevada e também fez um ultrassom. Cuddy ficou aliviada quando ouviu os batimentos de seus filhos.
"Precisamos normalizar sua pressão arterial senão eu não lhe darei alta", House falou.
"Você não é meu médico". Cuddy falou sorrindo e voltando a sentir-se mais tranquila.
"Eu sou algo pior que isso: seu marido", ele riu.
"House... Ela jogou sujo dessa vez". Cuddy disse referindo-se a Stacy.
"Eu sei. Não sairemos mais de nossa zona de conforto para encontrá-la e nem encontrar nenhum grande chefão de hospital. Nem mesmo se Deus, que não existe, viesse para nos convidar para sair com essa mulher, iríamos". Ele falou fazendo Cuddy rir.
"Eu não quero perder nossos filhos", ela falou com a voz hesitante.
"Não iremos!". House falou acariciando o rosto de sua esposa.
Voltaram pra casa e House fez um chá para ela, deitaram e colocaram um filme para assistir na televisão do quarto. House a abraçou bem perto e cruzou suas mãos sobre sua barriga para proteger ela e seus filhos. Se ele pudesse, iria até o quarto pegar Rachel e colocar sobre suas asas também. Tudo o que ele queria era agarrá-los bem forte e nunca mais soltar.
No dia seguinte Cuddy passou rapidamente na casa de Fran, sua amiga e médica de Princeton para deixar um documento, já que Fran estava de férias, e quando voltou seu carro não estava mais.
"House", ela ligou para ele. "Acho que roubaram meu carro".
O fato é que seu laptop também estava nele.
House foi buscá-la na casa de Fran. "Como isso aconteceu?". Ele perguntou assim que chegou.
"Entrei por cinco minutos na casa de Fran e quando sai o carro havia sumido".
"Você trancou...", ele falava, mas foi interrompido.
"Claro!". De repente o pânico bateu. "House, nosso vídeo de sexo estava naquele laptop". Ela falou em pânico.
"Você não apagou depois do incidente?", ele perguntou surpreso.
"Acho que sim, não me lembro...", ela falou.
"Estava criptografado?"
"Não sei, você protegeu o arquivo de alguma maneira?" Ela voltou a pergunta para ele.
"Não, eu pensei...".
"Oh meu Deus!", ela congelou.
"Calma! Você nem tem certeza se apagou o vídeo".
"Oh meu Deus! Mesmo se apagarmos eles podem recuperar com algum software", ela repetiu.
"Eles podem querer formatar o laptop para vender, sem nem se importarem com os seus dados", House tentou acalmá-la pensando nos bebês.
"Oh meu Deus!", ela repetiu.
"Mas não dá nem pra reconhecer nossos rostos no vídeo, mesmo se vazar não nos reconhecerão", House tentou acalmar a situação.
"Mas falamos nossos nomes em vários momentos", ela disse apavorada.
"Bom ponto!", House respondeu com olhos vidrados.
"Eu avisei que não devíamos ter gravado isso, o vídeo só tem nos ocasionado problemas", ela gritou.
"E você deveria ter apagado quando disse que iria", ele devolveu.
"Agora a culpa é minha?". Cuddy se exaltou.
"Não é culpa de ninguém. Vamos nos acalmar e ir até a policia fazer um boletim de ocorrência. Temos que ser práticos", House contornou a situação e foram até a delegacia.
Na delegacia...
"Tinha alguma outra coisa de valor dentro do veiculo?" O policial questionou.
"Sim, meu laptop. Ele tinha algumas informações... Sensíveis. Confidenciais". Ela falou corando.
"Entendo. Se localizarmos algo avisaremos vocês", o policial disse.
Os dias passaram e nenhuma noticia de Stacy ou do carro roubado. O exame de Cuddy saiu, e estava normal, sem sinal de toxinas. A pressão normalizou e ela entrou na 26° semana gestacional. Dr. Phillips prescreveu Progesterona para Cuddy, isso evitaria risco de parto prematuro, ele queria esperar pelo menos até a 37° semana para que os pulmões estivessem completamente formados e não fosse considerado um parto prematuro.
"Isso vai me deixar mais inchada", Cuddy argumentou.
"E vai evitar que nossos filhos saiam pra passear antes de terem pulmões para respirar", House falou concordando com Dr. Phillips.
"Phillips, eu estou com muitas dores nas costas, não consigo ficar muito tempo em pé. Além disso, meu nervo ciático está me matando. Eu estou fazendo só alongamentos leves na yoga, o que você sugere?". Cuddy perguntou.
"Você pode fazer fisioterapia, Cuddy. Isso tende a ajudar".
"E sexo? Podemos continuar?", ela falou corando e os olhos de House arregalaram, pois cortar o sexo já, seria difícil.
"Você sente alguma dor durante a relação sexual?", Dr. Phillips perguntou.
"Não, nenhuma". Cuddy respondeu.
"O que ela sente é bem diferente de dor", House se gabou.
"House!", Cuddy falou corando.
"Temos que ser específicos Lisa", House respondeu.
"Eu... eu... tenho outra duvida", Cuddy continuou. "O orgasmo é prejudicial de alguma maneira? Sei que existe contração uterina".
"Isso sim é pertinente, pois ela sempre tem um ou mais...", House começou e Cuddy o cortou.
"Cale-se marido, não tão especifico".
Dr. Phillips riu. O casal era bastante interessante.
"Veja Cuddy, os bebês recebem todas as endorfinas que o orgasmo libera no organismo da mãe, então eles podem ficar mais calmos ou mais agitados, isso é um reflexo das reações químicas do seu organismo, mas de nenhuma maneira isso é prejudicial a seus filhos. Quanto ao sexo induzir o parto prematuramente, isso seria mais no final da gestação, por ora a progesterona dará conta do recado, só peço que não exagerem, por favor". Ele falou e sorriu. Dr. Philips tinha uma maneira particular de transmitir tranquilidade a seus pacientes.
"Te amo Phillips. Se tivesse dito algo diferente minha vida sexual estaria em sério risco", House falou saindo da sala e fazendo Dr. Phillips rir.
Cuddy estava na sua sala passando instruções a Dra. Clemens quando recebeu uma visita de Dorothy e Alice.
"Que bom vê-las!", Cuddy falou.
"Bom te ver também!", as duas responderam.
"Sua barriga está enorme, oh meu Deus!", Alice falou para Cuddy.
"Sim. Tommy e Bella estão se desenvolvendo bem", Cuddy falou. "E você Dorothy. Como está?", Cuddy perguntou cuidadosa.
"Grávida de dois meses. Morrendo de enjoo matinal e não... não contei a ninguém e não pretendo contar ao pai da criança. E estou apavorada que a criança possa ser portadora de nanismo".
"Oh Dorothy minha amiga", Cuddy falou a abraçando. "Sabe que meu hospital está a sua disposição, não sabe?".
"Sei sim, só... Não quero pensar nisso hoje. Viemos para te ver e ter uma conversa feliz". Dorothy falou e Alice concordou.
"Ela chora o tempo todo, Lisa. Precisamos ajudá-la a pensar em outras coisas", Alice informou.
Enquanto isso na sala de Wilson...
"Algo aconteceu", House falou.
"Do que você está falando?", Wilson perguntou com ares triste.
"De você! Semana passada te disse que desconfiava que a sócia fosse uma informante de Stacy, você não acreditou em mim e ficou de ir vê-la para finalmente iniciar uma vida sexual e voltou assim de Nova Iorque...".
"Assim como?".
"Com cara de: fui lá e voltei com o rabo entre as pernas e sem nenhum sexo. Ou ela te deu um pé na bunda ou você descobriu que ela é homem".
"Eu realmente não tive sexo e não estamos mais juntos", Wilson anunciou.
"E quando vocês estiveram juntos?", House falou para Wilson fechar a cara. "Tudo bem, conte-me tudo". House falou sentando no sofá. "Tenho a tarde toda".
"Mas eu não tenho tempo", Wilson falou expulsando House.
"Você sabe que não sairei daqui antes de saber o que aconteceu", House ameaçou.
"Então fique ai", Wilson falou saindo.
House ficou surpreso, não deve ter sido nada bom o que aconteceu em Nova Iorque.
Naquela noite estavam jantando.
"Papai eu não gosto dele", Rachel discutia com seu pai sobre seu amiguinho da escola.
"Você tem muito crush por ele", House ria. "Como é o nome dele? Leo?".
"O que é crush?", ela perguntou. "Ele chama Theo". Rachel corrigiu pela décima vez.
"Quando você gosta tanto de um menino que quer colocar a língua na sua boca. Como você e Leo".
"Eca!", Rachel respondeu com nojo enquanto Cuddy veio correndo para o lado dele.
"House! Você está louco?".
"Eu não quero colocar a língua em ninguém", Rachel disse rindo.
"Que Deus a conserve assim!", House falou fazendo Cuddy arregalar os olhos novamente.
"Mas que você gosta dele, você gosta!", House concluiu.
"Não gosto!", Rachel respondeu.
"Chega! Vamos jantar", Cuddy cortou.
Após Rachel ir para a cama, House e Cuddy foram assistir televisão juntos.
"O que você tem? Está nervosa", House perguntou.
"Será porque você disse que minha filha quer colocar a língua na boca de um menino? E disse para minha filha?".
"O que aconteceu com NOSSA filha?".
"Stacy ligou". Ela admitiu.
"O que? Por que você não me disse?". House falou preocupado.
"Estou dizendo agora".
"O que ela queria?"
"Eles chegaram a um acordo e querem conversar. Ela queria ir um restaurante amanhã mas sugeri uma reunião no hospital".
"Ótimo", House falou alisando o braço de sua esposa. "Vamos decidir logo isso e dar adeus para Stacy Warner".
"Eu queria que fosse tão simples", Cuddy falou.
No dia seguinte e no horário agendado Stacy e Dr. Jones chegaram a Princeton.
"Você está esplendida Lisa", Stacy falou estendendo a mão.
"De fato!", agora era a vez de Dr. Jones elogiá-la.
"House!", ele o cumprimentou também.
"Greg, você está muito bem", Stacy falou maliciosa para o desagrado de Cuddy.
"Vamos direto ao ponto senhores, pois me desculpo antecipadamente, mas tenho um compromisso em breve", Cuddy queria resolver o assunto e se livrar de Stacy.
"Entendo Cuddy, nós temos boas noticias. O board aceitou os termos de vocês e vamos seguir com nosso acordo", Dr. Jones falou sorridente.
"Ótimo! Grande noticia", todos estavam felizes exceto Stacy que parecia contrariada. De fato Stacy tentou argumentar junto aos hospitais para lutar por um acordo diferente, mas o board não levou em consideração sua opinião.
Assinaram o contrato e iniciariam imediatamente os serviços de consultoria.
"Obrigada senhores, espero que os atendamos a contento", Cuddy falou apertando a mão de Dr. Jones. "Transmita meus sinceros agradecimentos a todos do board".
"Cuddy, Greg. Nos veremos em breve!", ela falou sorrindo e saiu.
"Eu não quero te ver nem no inferno sua vadia!", Cuddy falou assim que eles deixaram a sala.
"Eu teria dito UAU se você dissesse isso na presença dela", House falou sorrindo.
"Temos nosso acordo House. Ganharemos muito dinheiro e você não estará preso ao hospital 100% do seu tempo". Ela disse dando um selinho no marido.
"Todo o dinheiro que conseguiremos só me rende um selinho?", House falou descontente puxando sua esposa para mais perto e dando um verdadeiro beijo nela.
Mais tarde naquele dia House conversou com Chase que ficou muito animado com a possibilidade de ser o médico responsável pelo departamento e ainda ter House como consultor.
"Não se anime tanto. Sabe que Foreman lhe trará momentos difíceis e que Treze não cairá nas suas garras só porque você é chefe agora". House disse. "Por outro lado... tia Ann".
"Cale-se House".
"Ei... eu ainda sou seu responsável, não se esqueça disso". Ele disse para Chase. "E você ainda não pagou a aposta".
De fato o anuncio sobre as mudanças deixaram Foreman muito irritado.
Mais tarde, em casa...
"Sabe que agora meu serviço na clinica será zero, certo?", House perguntou para Cuddy.
"Eles já eram bem perto disso", ela falou sorrindo e acariciando os ombros de seu marido.
"Com o dinheiro que ganharei comprarei aquela lingerie que te devo", ele falou carinhoso.
"Pois é, você me deve mesmo!".
Eles começaram a se beijar, a mão de House foi parar na bunda dela. Cuddy moeu sua pelve contra a ereção crescente de seu marido. House começou a apertar a bunda dela e a tirar sua blusa com urgência para liberar seus seios. Cuddy continuava a se esfregar contra seu marido, ambos estavam ofegantes e excitados. De repente Rachel começou a chorar.
"Outra vez?", House falou.
"Ela está com infecção no ouvido nesses últimos dias, temos que ter paciência".
"Mas não fazemos sexo há dias! Ela passa a noite na nossa cama".
"Três dias, você não aguenta três dias?", ela perguntou rindo.
"Não! Isso é muito tempo!" House fez drama.
"E como você aguentará 40 dias após o nascimento de Tommy e Bella?".
"Oh mulher má, não me lembre de tempos apocalípticos que estão por vir", ele disse fazendo Cuddy rir.
"Eu tenho um pau duro. Sou obrigado a assistir pornô agora", House gritou quando Cuddy saia da sala indo até Rachel.
House abriu um site de pornografia grátis e buscou por novidades. Clicou em alguns e nada o interessou, ele queria mesmo era a coisa real e não vídeo.
Achou um link curioso: Homem maduro faz mulher grávida feliz. Ele clicou e paralisou. Eram eles!
Continua...
