Capítulo 29 – O filho de Jacó tem poder
House abriu um site de pornografia grátis e buscou por novidades. Clicou em alguns e nada o interessou, ele queria mesmo era a coisa real e não vídeo.
Achou um link curioso: Homem maduro faz mulher grávida feliz. Ele clicou e paralisou. Eram eles!
House ficou paralisado, eram eles. Ele e Cuddy fazendo sexo.
Antes de surtar ele resolveu analisar a situação friamente. Só estava disponível um trecho do vídeo. A edição estava muito ruim, bastante amadora. As vozes estavam distorcidas. Não era possível reconhecê-los, definitivamente. Isso trouxe certo alívio para House.
A data de publicação era de um dia anterior, pouco tempo, ele pensou. Ele cogitou a possibilidade de denunciar o vídeo, mas ele perderia a chance de encontrar rastros de quem o publicou.
Outra coisa que chamou a atenção de House foi o fato de que publicaram o vídeo sem antes tentarem ganhar algum dinheiro com chantagem, isso parece mais molecagem do que algum profissional tentando tirar algum dinheiro deles. "Que idiota!", ele pensou.
House foi olhar os comentários e alguns chamaram sua atenção.
Que grávida gostosa. Quero fazer ela feliz também. Usuário: 25 centímetros.
Uau, eu quero esse homem bem dotado aqui em casa pra me fazer feliz. Usuário: mulher carente.
Esses foram dois dos comentários mais leves, alguns fizeram House arregalar os olhos, o fato é que ele e Cuddy fizeram muito sucesso no site pornográfico.
Ele não poderia deixar Cuddy ver isso de jeito nenhum, ela iria surtar, não seria bom para ninguém.
Então House pegou o telefone e ligou imediatamente para Wilson.
"Olha que hora são! Você não dorme não?", Wilson atendeu reclamando.
"Wilson, isso é sério. Você ainda tem contato com aquele seu primo gênio que é hacker daquela multinacional japonesa?".
"Quem? Levi?", Wilson perguntou.
"Você tem quantos primos gênios do mal?", House perguntou.
"Levi não é um gênio do mal. Ele é um judeu ortodoxo que vive de acordo com os princípios religiosos...", Wilson falava e House interrompeu.
"Ok Wilson, deve ser esse. Me passa o contato dele!".
"Pra que?", Wilson perguntou surpreso.
"Coisas cotidianas", House desconversou.
"House...".
"Wilson, isso é sério!".
"Não vou passar até você me dizer", Wilson chantageou.
"Você é um chantagista, ainda bem que o vídeo não foi parar em suas mãos...", House pensou alto.
"Que vídeo?", Wilson perguntou sem entender.
"Nada. Wilson, você vai me passar o contato dele?".
"Depende, se sua justificativa me convencer".
"A NASA roubou um vídeo de sexo meu e de Cuddy para estudar como é possível um casal ser tão sexy e tão bom de cama", House ironizou.
"Então tchau House, quando você resolver falar a verdade me avise".
"Não Wilson. Por favor! Te prometo que eu estou sendo o bom moço aqui". Ele implorou.
"Tudo bem House, mas se você me fizer passar vergonha eu te mato!".
House anotou o telefone de Levi e ligou imediatamente. Para sua surpresa ele atendeu rápido, pois trabalhava durante a madrugada. House explicou que era amigo de Wilson e precisava contratar os serviços dele.
"Eu pagarei o dobro se prometer sigilo absoluto. Inclusive de Wilson", House falou.
"Eu nunca trabalho diferente", Levi explicou.
"Ótimo. Vou te passar o link do site e preciso que você tire o vídeo do ar imediatamente, mas quero descobrir tudo o que puder sobre quem fez o upgrade disso".
"Pode deixar comigo, vou me dedicar a isso e amanhã cedo falamos". Levi garantiu e desligou.
"House?", era Cuddy. "Com quem você estava falando?".
"Wilson".
"Vocês estavam falando a essa hora?".
"Ele me ama demais", House respondeu disfarçando. "E Rachel?".
"Consegui fazê-la dormir".
"Que bom". House disse puxando a coberta sobre ele.
"Ué... quem estava tão excitado e chateado por não fazer sexo há dias", ela disse subindo na cama e rastejando até ele.
"Cuddy, eu estou muito cansado agora".
"Você negando sexo? O que está acontecendo no mundo?", Cuddy estranhou.
"Eu estou cansado, amanhã...". House falou cobrindo-se e virando para o outro lado.
Cuddy ficou sem entender nada.
"House, o que Wilson te disse?".
"Nada demais".
"Você mudou depois da ligação dele", ela falou preocupada.
"Lisa eu... estou realmente cansado". Ele tentou cortar o assunto.
"Ou você está me achando gorda e não sente tesão...", ela falava, mas House a cortou.
"Claro, pois não é como se eu estivesse excitado minutos atrás quando estávamos nos esfregando um no outro".
"Então o que é?", ela insistiu.
"Melhor eu ir para a Caverna do homem essa noite". Ele falou levantando e ela não entendeu nada.
Cuddy não dormiu bem durante a noite, mas não queria invadir o espaço de House. Quando amanheceu ela foi atrás dele, mas tudo o que encontrou foi um bilhete na geladeira.
C
Tive que sair, depois conversamos.
Não duvide que te amo.
H
O que estava acontecendo com seu marido?
House foi encontrar Levi cedo.
"Encontrou alguma coisa?", House perguntou entrando em sua casa e sentando-se em frente à mesa do primo de Wilson.
"Primeiro eu tirei o vídeo do ar e bloqueei o usuário. Depois achei o IP da máquina que publicou e descobri o endereço físico onde está localizada essa máquina. Não achei nenhum indicio de publicação em outro local. Já enviei todos esses dados para meu amigo na inteligência da policia, eles já estão indo ao local". Levi informou para um House bastante impressionado. "É só aguardar que em breve meu amigo me dará um retorno. Eu... eu trabalho para a policia também, mas isso fica entre nós".
"Claro!", House respondeu espantado.
- Enquanto isso no hospital...
Cuddy intrigada foi até a sala de Wilson.
"Sobre o que você e House conversaram ontem?"
"Bom dia pra você também!", Wilson respondeu. "Eu prefiro que você pergunte para seu marido".
"O que? Por que tanto segredo?". Cuddy começou a ficar irritada.
"Não tem segredo nenhum só...".
"Então conte-me", Cuddy interrompeu Wilson.
"Sinto muito Cuddy, você terá que falar com ele", Wilson falou e saiu de sua própria sala para algum lugar qualquer evitando o confronto com sua chefe.
Cuddy tinha certeza de que Stacy estava envolvida com essa mudança súbita em House. Mas por que ele não contou o que era? Cuddy estava começando a pensar em hipóteses absurdas quando foi interrompida por uma emergência no hospital.
- Enquanto isso na casa de Levi...
O policial investigativo amigo de Levi chegou e trouxe o laptop de Cuddy.
"Como? Como vocês encontraram tão rápido?", House perguntou espantado.
"Tecnologia e cérebro", Levi falou sorrindo.
"Eu encontrei o galpão com muitos eletrônicos roubados, mas o único laptop era esse e o IP confere", o policial explicou. "Chegamos a uma quadrilha que procurávamos, prendemos dois suspeitos". O policial falou antes de ir embora.
"Agora vamos ligar esse laptop para pegar todos os logs de acesso e rastrear o que mais pudermos. Você quer esperar aqui ou... se quiser podemos falar mais tarde, só precisarei ficar com o equipamento mais um tempo", Levi falou.
House não queria que ele abrisse o vídeo original que estava no HD do computador e resolveu ficar monitorando as atividades. "Eu fico".
"Ótimo, vai levar algumas horas, mas você pode ficar e acompanhar. Quem sabe aprenda algo", Levi riu.
"Você não me conhece nenhum pouco, hein?", House falou. "Você pode rastrear esses equipamentos, trocar peças danificadas, parar quando estiver cansado e voltar dias depois que não haverá problemas. Eu preciso lidar com a pessoa viva, não posso me demorar no diagnostico senão será tarde, e nem trocar peças, pelo menos não na maioria dos casos", House se gabou.
Eles riram juntos.
House mandou uma mensagem de texto para Cuddy.
Desculpe mas me atrasarei hoje, resolvendo umas coisas, depois falamos. H
Cuddy recebeu a mensagem e ligou pra ele imediatamente.
"O que está acontecendo House?" Ela perguntou quase implorando por uma resposta.
"Depois eu explico".
"Não, não. Me diz agora. Onde você está?", ela exigiu.
"Estou na casa de Levi".
"Quem é Levi?", ela perguntou sem entender.
"O filho de Jacó, fundador da tribo dos levitas", House respondeu.
"House... Eu juro que se você não me disser nada agora não colocará os pés em casa tão cedo", ela ameaçou.
"Tudo bem... Levi é primo de Wilson. Depois conversamos, não posso falar agora", e desligou.
Então realmente algo tinha a ver com a ligação de Wilson ontem à noite, Cuddy pensou. Mas, quem era Levi?
House havia se afastado um pouco para atender ao telefone e quando voltou Levi comentou.
"Mulher grávida é assim mesmo, bastante hormonal", ele falou e riu.
"Como você sabe? Que pergunta estúpida. Você sabe tudo da minha vida a essa altura".
Levi riu e House balançou a cabeça em rendição.
- No hospital...
"Wilson. Quem é Levi?", Ela encontrou Wilson na sala de mamografia.
"Lisa, não podemos falar agora. Paciente", ele despistou.
"Wilson, ou você fala agora ou amanhã você não terá mais nenhum paciente". Ela ameaçou alguém pela segunda vez no dia.
"Meu primo".
"E o que mais? Por que House foi até ele?"
"Não sei por que, House me pediu o contato dele, mas não quis me dizer", Wilson respondeu sinceramente.
"E por que House te pediu o contato dele? O que seu primo faz de especial?", ela perguntou confusa.
"Ele é... hacker". Wilson falou com a voz baixa.
Os olhos de Cuddy arregalaram e ela não tinha mais nada a dizer.
- Na casa de Levi...
"Você não trabalha para uma empresa japonesa? Você não tem que ir trabalhar?", House perguntou enquanto esperava.
"Eu trabalho de casa e tenho horário flexível". Levi respondeu.
"Nunca pensei que os japoneses seriam tão abertos. Pensei que eles trabalhavam doze horas por dia ou mais".
"As vezes trabalho mais que isso", Levi comentou. "Terminei aqui".
House levantou-se e foi até ele.
"Já tenho todos os registros de acesso desde o roubo do laptop e não me pareceu muita coisa, eles são bastante amadores. Publicaram aquele vídeo e tentaram acessar alguns arquivos profissionais de sua esposa que estavam criptografados então não conseguiram. Também tentaram entrar no banco, mas não tinham senha e aparentemente desistiram. Nada demais. Também não fizeram cópias de nada. Vou mandar os logs para a policia e você pode levar o equipamento, pois já conseguimos tudo o que interessava". Levi falou.
"Uma curiosidade: Você vai receber pagamento de mim e também da policia?".
"Claro! Afinal, trabalhei para os dois de uma única vez. Otimizando tempo", ele falou rindo.
"Gosto de como você pensa", House falou simpatizando bastante com o sujeito.
"Agora... Cuidado com esses vídeos no futuro, hein? Se um cara como eu, mas que não é um bom sujeito tivesse pegado essas imagens poderia ter feito um estrago muito maior", ele alertou.
"Fique tranquilo Levi, filho de Jacó. De agora em diante somente meus olhos capturarão a beleza de minha esposa".
Eles riram e House seguiu seu caminho.
House chegou ao hospital perto da hora do almoço e foi direto para o escritório de sua esposa. Ele entrou sem bater e com o laptop nas mãos.
"Eis aqui senhora, o filho que se desviou do caminho e volta arrependido ao encontro de sua mãe", ele falou estendendo o laptop para ela.
"Esse é... meu?".
"Exatamente. A fonte de todo o mal que agora volta regenerado".
"House... Como?", ela tinha muitas perguntas e também estava muito irritada com ele.
"Você tem tempo?", ele perguntou.
"Espere". Cuddy ligou para sua secretaria e pediu para remarcar a reunião que teria nos próximos minutos.
"Tudo bem. Não surte porque está tudo resolvido", ele começou.
"Se você quer que eu fique calma está fazendo um péssimo trabalho", ela disse.
"Quando roubaram seu carro com o laptop dentro, eles encontraram o nosso vídeo de sexo que não havia sido deletado e publicaram em um site pornográfico".
"O que?", o grito de Cuddy foi tão alto que deve ter sido ouvido do quarto andar.
"Eu disse para não surtar".
"E eu digo continue e chegue logo na parte de que tudo foi resolvido".
"Tudo bem. Eu fui até Levi, primo de Wilson, porque ele é hacker e me ajudaria a rastrear quem publicou o vídeo e também o excluiria. E ele fez isso, excluiu tudo, sem deixar nenhum registro e localizou o IP e endereço onde estava o laptop".
Cuddy estava começando a entender.
"A policia já foi acionada e prenderam dois suspeitos, trata-se de uma quadrilha. O fato é que nosso vídeo está fora de ar, não houve copia e ele o apagou sem deixar nenhum rastro. Só na nossa mente, claro", ele falou brincalhão.
"E na mente de quem assistiu antes de excluírem", Cuddy estava em choque.
"A edição estava muito ruim, não dava para nos reconhecer. A nossa voz estava distorcida e o vídeo editado, só publicaram a parte final. Ninguém nos reconheceria". Ele tentou acalmá-la.
"Você tem certeza?".
"Sim. Se eu visse não saberia que era você, pensaria: quem é essa grávida gostosa e esse cara bem dotado, sim, porque meu pênis enorme apareceria em qualquer vídeo". Ele se gabou a fazendo revirar os olhos.
"E tem mais. Fizemos muito sucesso. Vários elogios ao nosso desempenho".
"Oh meu Deus! Chega, não quero saber de mais nada. Ela falou corando.
Ao final daquele dia a família estava em casa. Rachel brincava enquanto seus pais estavam no sofá assistindo televisão.
"Por que você não me contou?", Cuddy começou.
"Porque eu não queria que você ficasse nervosa e tivesse outro ataque de pânico".
"Então você vai começar a esconder coisas de mim?", ela perguntou ferida.
"Eu... eu tinha que resolver um problema que, de certa forma, eu iniciei. E proteger minha família. O que eu seria se não conseguisse proteger minha família?", ele falou com sinceridade fazendo Cuddy derreter.
"Você acha que Stacy está envolvida?", ela perguntou.
"Acho que não". Ele falou abraçando sua esposa. Ela aconchegou-se nele, deixou sua cabeça cair no peito de seu marido.
"Hoje... Hoje vamos fazer sexo?", ele perguntou ansioso.
Cuddy virou para ele. "Só se me prometer que nunca mais vamos gravar ou fotografar absolutamente nada intimo".
"Só na minha mente", ele respondeu.
Assim que Rachel foi dormir House ia puxando Cuddy para o quarto, mas ela resistiu.
"Não".
"Não?", House perguntou confuso e frustrado.
"Não lá... Quero fazer sexo com você na Caverna do homem", ela olhou maliciosa e House sorriu.
Chegando lá Cuddy antecipou-se e retirou toda a roupa, ficando apenas de lingerie preta. House se aproximou lentamente por trás dela e começou a acariciar sua barriga enquanto plantava beijos molhados e lambidas no pescoço dela.
Cuddy começou a esfregar sua bunda na ereção dele já bastante proeminente sob sua calça de pijama. O clima foi esquentando. House colocou as duas mãos por baixo do sutiã dela para acariciar os seios. Cuddy estendeu sua mão para trás apertando a bunda dele contra ela.
"Você me deixa louco", ele falou no ouvido dela enquanto começava a desafivelar o sutiã.
"Tira essa calça House, preciso te sentir mais perto", ela pediu.
House tirou o sutiã dela e puxou rapidamente a calça dele junto com a boxer para baixo. Ele a virou e desceu o corpo lambendo e puxando seus mamilos com a boca. Enquanto isso ela acariciava sua ereção com a mão. House continuou sua descida, ergueu uma perna dela apoiando em seu braço e começou a lamber sua vagina. Cuddy estava tremula tentando se equilibrar, House notou e a virou. Cuddy ficou de quatro sobre o braço do sofá e House a penetrou por trás.
O ritmo já começou intenso. Cuddy gemia muito enquanto era embalada por House. Os seios aumentados devido a gravidez saltavam e House pegou um deles com a mão enquanto a outra mão foi parar na cintura dela para que ele controlasse a penetração. Chegaram ao clímax com um gemido alto, sorte que eles estavam no porão.
"Oh meu Deus. Vou amar esse lugar ainda mais depois disso", House falou com a voz cansada.
Cuddy deitou-se de costas para o sofá e House olhou preocupado.
"Eu te machuquei?".
"Nem um pouco", ela falou sorrindo e o puxando para que ele se juntasse a ela no sofá.
Eles ficaram agarrados no sofá trocando caricias e beijos leves.
"A próxima será sobre a mesa de sinuca", House falou fazendo Cuddy sorrir e morder o lábio inferior.
Os dias passaram e House esteve muito envolvido com as consultorias. Mais alguns hospitais demonstraram interesse e Cuddy estava negociando, dessa vez sem a representação de Stacy, o que era por si só, um alívio. Ele recebeu dois casos de consultoria em paralelo e o time de Chase estava demandando sua atenção para um caso que se agravou.
"Eu pensei que teria meu marido mais em casa comigo e não o contrário", Cuddy reclamou.
"Precisamos de alguns ajustes", House falou muito cansado caindo em sua poltrona em sua sala no hospital.
"Você não vai voltar pra casa hoje novamente?", ela reclamou.
"Não sei...". Ele falou desanimado.
"Eu já estou com 27 semanas e cada dia fica mais difícil realizar as atividades cotidianas. Nem dormir eu tenho conseguido mais, e não me ajuda o fato de meu marido não estar ao meu lado na cama. Rachel tem sentido muito sua falta, ela reclamou ontem a noite que o pai dela não volta pra casa, que ela deve ter feito algo errado".
"Eu expliquei pra ela hoje pelo telefone".
"Telefone? Você quer criar seus filhos pelo telefone? Precisamos sim de ajustes, quero meu marido em casa e não passando noites a fio trabalhando aqui". Ela falou com cara de choro.
"Eu sei. Acabando esses dois casos vamos pegar um por vez, ok?", House propôs.
"Ok. Mas vou conversar com Chase, ele precisa ser mais independente também". Ela falou deitando no colo de seu marido e o abraçando.
"Você não é contra intimidades durante o expediente?", ele perguntou sorrindo.
"O expediente aqui já acabou faz tempo, você já devia estar no expediente da minha cama". Ela o beijou.
"Amanhã precisamos ver um carro pra mim. Não posso ficar dependente de taxi". O carro roubado de Cuddy não havia aparecido. "O ideal seria vender aquela moto assassina e compra dois carros".
"Não mãe!", ele reclamou.
"Você será pai agora, pense sobre isso". Ela o beijou, despediu-se e foi pra casa deixando House no hospital.
No dia seguinte House havia resolvido dois dos casos, o outro estava sob controle. Ele decidiu ficar em casa e passar o dia com Rachel.
"Macaca vamos dar uma volta hoje?".
"Oba! Senti saudades papai". A menina falou se jogando nos braços dele.
"Aonde você quer ir?" House perguntou.
"Shopping", ela disse.
"Então que seja!".
E eles foram. Chegando lá Rachel quis um sorvete, seu pai tratou de comprar. Depois a menina quis ir à loja de brinquedos e escolheu uma boneca, House comprou. Almoçaram hambúrgueres, escolha de Rachel que House aceitou também.
"Se sua mãe souber que fiz tudo o que você quis ela me castra", ele falou sorrindo.
"O que é castrar papai?", a menina perguntou com a boca cheia.
"Ela cortará minha torneirinha", ele respondeu.
"Nossa papai, mas como você vai fazer xixi?". Ela perguntou preocupada e House riu.
"Xixi é o de menos menina".
"Se você não fizer xixi vai explodir de tanto xixi que vai ficar dentro da sua barriga", ela falou e House caiu na gargalhada. Aquela menina tinha o poder de fazê-lo esquecer dos problemas e da vida real.
Depois do almoço Rachel quis ir ao banheiro, ai que começou o pior drama de House.
"Eu não posso entrar no banheiro feminino Rachel, você terá que ir comigo ao banheiro masculino". Ele disse, pois naquele shopping não havia um banheiro unissex para casos como esse.
"Mas eu sou menina", ela falava.
"Eu sei, mas você é uma menina criança. Eu sou um menino adulto. Meninos adultos não podem entrar no banheiro feminino", ele tentava explicar e pensava que seria tão mais fácil ir ao shopping com Tommy.
"Vamos Rachel, você fecha seus olhos e só abre quando eu disser que pode. Tudo bem?", ele propôs e a menina aceitou.
Entraram em uma cabine do banheiro.
"Pode abrir Rack", ele disse.
Ela fez xixi, House a ajudou com a higienização e a recolocar sua roupa e saíram para lavar as mãos.
"Vou fechar meus olhos outra vez porque não quero ver torneirinhas", a menina disse fazendo alguns homens que estavam no banheiro sorrirem.
"Tudo bem. Espero que Deus conserve assim pra sempre", House falou e um dos homens respondeu.
"Sinto muito amigo, mas acho que daqui a alguns anos essa aversão acabará".
Chegaram em casa e Cuddy já estava lá. House estranhou.
"Já está aqui?".
"Sai mais cedo pra ficar com minha família. E também porque minhas costas estão me matando", ela respondeu beijando sua filha.
"Eu não ganho um beijo?", House reclamou.
"Vem aqui amor da minha vida", ela falou puxando House para o sofá e cobrindo todo o seu rosto de beijos.
"Eca! Mamãe quer enfiar a língua na sua boca". Rachel disse.
"É porque ela tem um crush em mim", ele falou rindo.
"Eu tenho um enorme crush no seu pai", Cuddy falou sorrindo.
Rachel fez cara de assustada, mas em seguida caiu na gargalhada.
"Mamãe, eu fui no shopping com papai e ele comprou essa boneca pra mim, um sorvete de baunilha enorme e comemos hambúrguer com batatas fritas. E eu fechei meus olhos pra não ver nenhuma torneirinha no banheiro dos meninos". Ela resumiu.
Cuddy olhou para ele e levantou a sobrancelha.
"Ótimo resumo, me favoreceu muito", House falou pra filha. "Veja bem, o sorvete nem era tão grande e o hambúrguer era de carne magra sem bacon. Não havia banheiro unissex".
"Tudo bem papai. Estou orgulhosa de você. Agora preciso da minha massagem nas pernas". Cuddy falou sorrindo.
No dia seguinte House e Cuddy resolveram tirar a manhã para irem atrás de um carro para ela. O dinheiro da seguradora foi depositado e eles iriam até a concessionária de veículos.
Antes House recebeu uma mensagem de texto.
Bom dia Gregory. Como está a família?
Era seu pai Arthur. Desde a volta de House eles estavam conversando por mensagens basicamente. As novidades ainda eram muito estranhas para ambos então as mensagens tinham poucas palavras, mas eram sinceras.
"Quem é?", Cuddy perguntou quando viu House respondendo.
"Stacy... ops... Arthur. Confundi", ele respondeu.
"Não brinque com isso. Essa mulher está muito quieta e cobra quando está quieta só está se preparando para dar o bote".
"Não é como se ela fosse me sequestrar", House falou e Cuddy olhou pra ele séria.
"Você não sabe do que uma mulher ferida é capaz". Ela disse e House calou-se.
Minutos depois saíram para a concessionária de veículos. O vendedor foi atendê-los e Cuddy pediu para House dar espaço que ela começaria a jogar seu charme em busca de um bom negócio.
"Nossa família vai crescer então estou pensando em um veiculo maior", ela falou para o vendedor enquanto House olhava alguns modelos mais esportivos.
"Entendo. Temos muitas opções". O vendedor começou a mostrar as opções.
"Eu me interessei por esse", Cuddy mostrou uma minivan com sete lugares.
"Boa escolha senhora...".
"Lisa, pode me chamar de Lisa".
"Lisa, esse modelo é o que temos de mais tecnológico em termos de minivan atualmente". O vendedor olhou para ela encantado.
"Qual o valor?", ela perguntou e ele informou cifras que arrepiariam o cabelo da nuca até de uma pessoa careca.
"Uau. Acredito que a negociação podemos chegar a um acordo", Cuddy falou mordendo o lábio inferior se e inclinando.
House estava muito atento a tudo e a postos para interferir se julgasse necessário.
"Claro. Vamos sentar e tratar de fechar negócio", o vendedor falou.
Depois de alguns minutos ela saiu com ares vitoriosos e pegou a mão de House.
"Consegui um desconto de 20% no valor", ela sussurrou no ouvido dele.
"O que você fez pra isso?".
"Só sorri e fui simpática".
"Homens são tão idiotas", House falou.
"Plenamente de acordo", ela respondeu rindo.
"Qual modelo você comprou?".
"Esse", Cuddy apontou para a minivan de sete lugares. "Ficará disponível daqui a dois dias".
"Realmente você pretende me castrar. Uma minivan de sete lugares?", ele reclamou.
"Agora você é pai, devia vender a moto e comprar um veiculo menor e com câmbio automático".
"Ai você não só me castra, mas corta fora minhas bolas também", ele respondeu bravo fazendo Cuddy rir.
Mais tarde naquela noite Cuddy se aproximou de House na cama vestindo uma camisola sensual.
"Deixa eu te mostrar como eu não tenho intenção de te castrar e como eu quero explorar sua masculinidade".
E fizeram amor.
No dia seguinte Cuddy foi até o escritório de Wilson para esclarecer uma questão que a perturbava há tempos.
"Cuddy a grávida do ano!", Wilson falou quando ela entrou.
"Eles estão cada vez mais pesados e agitados", ela falou sorrindo. "Veja, dê sua mão". Wilson colocou a mão na barriga de Cuddy e sentiu seus filhos se movimentando.
"Oh meu Deus!", ele sorriu feliz.
"Eles estão acabando com minha bexiga e costelas", Cuddy falou.
"O que você esperava? São filhos de House! Em momentos como esse lembro-me de que House será pai", Wilson falou arregalando os olhos.
"Ele já é pai, Wilson". Cuddy corrigiu.
"É verdade... Rachel", Wilson falou envergonhado por esquecer-se da menina.
"Wilson preciso que você seja sincero", Cuddy começou.
"Você está me chamando de mentiroso?", Wilson brincou.
"Não Wilson, mas especialmente nesse momento preciso de sua sinceridade". Ela falou séria.
"Ok, continue".
"Você sabia de nosso projeto para tornar House um consultor de diagnóstico. Stacy apareceu do nada oferecendo seus serviços para a junta hospitalar que negociava conosco. Por acaso você falou sobre isso com Kelly?".
"Não Cuddy, não falei em nenhum momento".
"Você tem certeza? Em nenhum momento em que você pudesse estar vulnerável. Em que você pudesse estar tomado por emoção...", ela falava mas foi interrompida.
"Cuddy, eu e Kelly nunca chegamos a isso. House estava certo, ela estava saindo com um ex-namorado enquanto nos cozinhávamos. Não conte isso pra ele jamais, por favor. Mas o filho da puta estava certo outra vez". Ele desabafou.
"Tudo bem e sinto muito! Estou no escuro, alguém abriu nosso plano para Stacy". Cuddy falou pensativa.
"Richard", Wilson falou.
"O que?", Cuddy perguntou confusa.
"Richard do conselho. Deve ter sido ele. O conselho sabia".
"Claro que sabia mas, como Richard falou com Stacy?", Cuddy ainda estava confusa.
"Kelly me disse que Stacy estava vendo Richard".
"O que?".
"Stacy estava vendo Richard. Eu estranhei mas agora tudo faz sentido. Provavelmente Stacy queria se infiltrar aqui em Princeton".
"Oh meu Deus! Ela está obcecada". Cuddy concluiu.
