É muito tolo de minha parte ainda escrever fanfic sonhando com uma reunião de House MD?
Capítulo 30 – Não quero perder nada
Duas semanas passaram. Cuddy descobriu que Richard e Stacy estavam realmente em um relacionamento, e agora ela tinha outro problema, qualquer tópico levado ao conselho seria de conhecimento de Stacy. Ela tentou algumas manobrar políticas para resolver a situação, mas nada eficaz. Stacy estava realmente tentando infiltrar-se no seu hospital.
A novidade não surpreendeu House, ele conhecia Stacy há anos, e em seu relacionamento com ela, Stacy se gabava das artimanhas que fazia para conseguir informações privilegiadas. Ele achava isso sexy na época, mas agora ele achava deplorável.
Cuddy ligou para Blythe na semana anterior, ela precisava desabafar e contou toda a história.
"Lisa, como comentei com você, essa mulher é capaz de tudo para ter o que quer. Ela não mede esforços. Estou preocupada com vocês". Blythe comentou.
"Eu não queria ligar para assustá-la, só precisava falar com alguém que a conhece e que não fosse House. Ele é ótimo, mas ele é homem, precisava falar com uma mulher". Cuddy desabafou.
"Eu entendo Lisa. Pode me ligar sempre que precisar, é ótimo te ouvir. Minha sugestão seria para que vocês fiquem atentos a tudo e na primeira oportunidade que ela der, vá até a polícia. Eu não falei com meu filho ainda mas estou cogitando a possibilidade de passar algum tempo aí perto de vocês, para ajudar com o que puder, para estar próxima. Arthur quer ir comigo, pensamos em alugar alguma casa". Blythe falou.
"Seria ótimo! Tenho certeza de que House vai apreciar". Cuddy sentiu um conforto extremo ao pensar em ter Blythe por perto. Ela estava desenvolvendo uma relação de confiança e respeito com a mãe de House.
Voltando aos dias atuais, Cuddy completou 29 semanas de gestação. As contrações de Braxton-Hicks aumentaram de intensidade e frequência, Cuddy estava preocupada, ainda era muito cedo para o parto. House evitava ao máximo aborrecê-la, ele estava tentando ser útil e não levar preocupações, mesmo as relacionadas ao trabalho. Dra. Clemens estava se saindo bem e a cada dia Cuddy delegava mais responsabilidades à ela e chegava mais cedo em sua casa.
Nesse final de semana, em particular, Cuddy decidiu que deixariam os quartos dos bebês prontos. House comprou as tintas rosa e azul, de acordo com orientação de Cuddy, e eles estavam pintando as paredes. Deixariam três paredes pintadas e em uma colocariam papel de parede temático.
"Eu disse que podíamos ter chamado alguém profissional para fazer isso, ou Wilson que é o tio", House disse todo sujo de tinta azul e rosa. Pois já haviam dado uma demão de tinta no quarto de Bella e agora estavam no quarto de Tommy.
"Não tem necessidade, nós podemos fazer isso pelos nossos filhos. Ficará para sempre na nossa memória", Cuddy falou sorrindo e um pouco suja.
"Você diz isso porque eu é quem estou fazendo todo o trabalho duro", House argumentou.
"Eu estou pintando os rodapés", Cuddy justificou.
"E você acha isso muito?".
"Eu acho muito carregar seus dois filhos 24 horas por dia. Quer trocar de lugar?", ela provocou.
"Bom ponto". House falou e calou-se fazendo Cuddy rir.
"Além do mais, você está tão sexy assim, todo cheio de tinta", ela falou.
"Ah é?", de repente House pegou um galão com sobras de tinta rosa e jogou em Cuddy.
"Você está louco?", ela falou surpresa e tentando limpar os olhos e a boca.
"Uh... mamãe Barbie, você está tão sexy", House falou a abraçando.
Eles começaram a rir abraçados, mas de repente as risadas deram espaço para beijos e as roupas começaram a voar. Eles fizeram amor ali mesmo, no chão do quarto, sujos de tinta.
"Agora tem tinta até na minha uretra", House falou após o orgasmo fazendo Cuddy rir.
"Olha... meu esperma está azul", House falou apontando para seu sêmen que escorria pelas coxas de Cuddy.
"Cala a boca, você está estragando o momento", ela respondeu rindo e abraçando seu marido.
Depois do sexo colorido que tiveram, Cuddy foi tomar banho enquanto House concluía a pintura. Quando ele terminou 98% de seu corpo estava na coloração rosa ou azul. Rachel voltou da casa de sua amiga e olhou para seu pai e para o quarto de Tommy que era um festival de cores pelo chão.
"Papai, você brincou com tinta?". A menina perguntou empolgada.
"Papai pintou as paredes dos quartos de seus irmãos, mas mamãe é mal e fez o papai rolar pelo chão com ela". Ele respondeu.
"Mamãe não é má. Quero brincar também", a menina falou rolando pelo chão e se sujando toda.
House ria e Cuddy chegou irritada. "Rachel, sua roupa nova".
"Mamãe, eu estou brincando também", a menina falou toda pintada e feliz.
"House, você não fez nada para impedir isso?", Cuddy falou para o marido.
"Eu não tive tempo", ele falou rindo e passando o pincel no rosto da filha.
Nos últimos dias Cuddy encheu o quarto das fraldas, como House chamava o cômodo.
"Cuddy podemos convidar Stacy aqui pra casa", ele falou um dia.
"O que? Você está louco?", ela respondeu sem entender.
"Podemos pedir para ela pegar alguma coisa no quarto das fraldas e ela nunca mais sairá de lá. Será engolida pelas fraldas", ele falou rindo.
Cuddy também havia deixado prontas as malas que levaria para o hospital no dia do parto. Eram duas malas que haviam sido revisadas pelo menos cinco vezes por ela. Nas malas era possível encontrar absolutamente tudo o que ela e os bebês poderiam precisar.
"Com essas malas você e os bebês poderão viver cinco anos no hospital", House zombou do exagero de sua esposa.
"Preferia uma mãe relapsa?", ela respondeu irritada.
"Não, mas esperava uma mãe que não planejasse deixar o marido assim que os filhos nascessem. Sim porque a impressão que dá é que você sairá da maternidade com os bebês direto para as Ilhas Canárias e que ficará por lá pelos próximos anos". Ele falou fazendo Cuddy rir.
House também insistiu que ele deixaria algo interessante no quarto de seus filhos além de ursinhos de pelúcia fofos, girafas, lhamas, carrinhos e bonecas. No quarto de Tommy ele colocou uma replica de um Monster Truck e no de Bella uma réplica de uma guitarra rosa. House não deixou Rachel de lado e trouxe para ela um urso de pelúcia que tocava bateria e tinha cara de mal. Cuddy contestou, mas aceitou e até achou graça no fim das contas.
Nos últimos dias House estava com insônia. Cuddy dormia mal por não ter uma posição confortável, além do refluxo insistente e da dor no nervo ciático. Já House não dormia porque o parto se aproximava e ele estava entrando em pânico com a possibilidade de algo dar errado no procedimento, bem como dele não ser o pai que Cuddy esperava que ele fosse. Mas ele não queria que Cuddy percebesse nada então ele evitava sair da cama, House acordava e ficava lá... Olhando para o teto e pensando. Mas Cuddy percebeu que algo estava acontecendo na mente de seu marido, ela o conhecia há anos, ele não poderia disfarçar ou fingir para ela.
Naquela noite ele saiu com Wilson e foram a um bar.
"Cuddy deixou você sair hoje?", Wilson estava zombando de seu amigo porque fazia duas semanas que não saiam juntos.
"Muito engraçado!", House falou.
"Vamos House... Ela tem suas bolas nas mãos".
"Isso ela realmente tem". House falou malicioso. "E na maioria das vezes, não só nas mãos".
"Ok, você já deixou bem claro que Cuddy gosta de... descer", Wilson falou baixo.
"Por que falar baixo? Sou casado e minha mulher gosta de sexo oral, qual o problema?", House praticamente gritou.
"Obrigado por isso", Wilson disse corando.
"Na próxima vez que for me zombar pense duas vezes", House falou levando sua cerveja a boca.
"Como estão as coisas em casa?", Wilson puxou assunto.
"Tudo bem. Quartos estão quase prontos só falta o tio Wilson vir me ajudar a montar os berços. Eles terão fraldas até os cinquenta anos de idade. Cuddy já tem as malas prontas para o parto e para os primeiros dez anos de vida dos bebês".
Wilson riu. "Cuddy quer ter tudo sob controle".
"Sim. Até minhas bolas, segundo sua teoria".
"Como você está lidando com tudo isso?", Wilson perguntou conhecendo seu amigo.
"Bem".
Wilson olhou profundamente em seus olhos.
"Vai me beijar Jimmy?" House tentou fugir do assunto mas ele mesmo voltou em seguida. "Eu... estou... preocupado. Acho válido, saudável, normal um homem se preocupar em uma situação assim", House disse.
"Claro que é".
"Eu... você me conhece. Eu sou dependente químico, por mais que minha perna esteja sob controle eu posso recair a qualquer momento. Cuddy parece esquecer-se disso. E se conviver com três crianças em casa for demais? E se Tommy me odiar?", House desabafou.
"Por que Tommy te odiaria?"
"Porque ele é um menino. Não tenho experiências com meninos. Meu pai... minha infância não foi nada legal, e se eu for como John?".
"Sei pai biológico é Arthur então não teria nada genético para se preocupar. John... Você sentiu na pele, duvido que faria algo parecido".
"Arthur é alcoólatra. Eu sou dependente químico. Ótima genética para transmitir aos meus filhos".
"Isso não quer dizer que seus filhos terão inclinação a qualquer vício". Wilson tentou acalmá-lo.
"Você não sabe disso".
"Nem você. Penso que o papel de um pai é educar com exemplos, você tem todas as possibilidades de explicar e exemplificar para seus filhos o que a droga ocasiona, o que fez com você por tantos anos, mas também como você virou a página e recomeçou. E no final, será decisão deles. Os pais criam os filhos para que eles mesmos tomem suas próprias decisões na vida, e não podem ser responsabilizados por tudo, eles errarão por conta própria muitas vezes e vocês estarão lá por eles".
"Eu não sei por quanto tempo estarei lá. Meu corpo não deve resistir muito tempo depois de tudo o que eu fiz com ele. Vou deixar Cuddy sozinha".
"House você é um filho da puta de sorte, talvez viva mais que todos nós. No mais, pare de se preocupar com cada coisa que pode dar errada e viva o presente. Você não sabe o que vai acontecer, ninguém sabe".
"Essa é a merda Wilson. Quando se tratava apenas de mim, tudo bem. Eu nem me importava tanto. Agora não é mais assim. Tem Cuddy, as crianças...".
"Eles ficarão machucados se algo acontecer com você? Claro que sim! Como você ficará se algo acontecer com eles, mas faz parte da vida. Quando criamos laços é assim que funciona".
"Se algo acontecer com eles eu sou capaz...", House calou-se com lagrimas nos olhos. Ele tentou disfarçar mas Wilson viu.
"Bem-vindo a fase adulta House!", Wilson estendeu o copo em um movimento de brinde e riu. "Você já é um ótimo pai".
Ao final da noite House percebeu Wilson tomando algum comprimido e indo ao banheiro em seguida. Quando ele voltou, House notou a pupila de Wilson levemente dilatada.
"O que você tomou?", House questionou.
"Quando?", Wilson se fez de desentendido.
"Agora antes de ir ao banheiro. Suas pupilas estão dilatadas". House acusou.
"Nada! Você está louco". Wilson desconversou.
No dia seguinte House estava encucado com a história de Wilson, o que seu amigo estava usando? Será que ele começou com alguma coisa ilícita depois que Kelly o chutou? Wilson nunca foi dessas coisas. House foi cortado em seu pensamento pelas batidas na porta.
"Ei". Era o próprio Wilson que foi ajudar House a montar os berços.
"As caixas estão nos quartos, você pode ir começando que eu logo estarei lá", House falou.
"Eu vim ajudar e não fazer tudo", Wilson disse enquanto House o ignorou indo até a cozinha.
"Onde está Cuddy?", Wilson gritou.
"Saiu com Rachel e com Julia", House gritou de volta. "Quando ela voltar quer ver os berços montados. Ela nos ameaçou".
"Ameaçou você que é o marido e o pai, eu só estou aqui para ajudar", Wilson resmungou para si mesmo.
Após 50 minutos House apareceu. Wilson já estava terminando a montagem do primeiro berço.
"Você realmente acha que eu sou idiota?", Wilson falou bravo.
"Não. Claro que não! Eu estive ocupado sabe? Sou pai de família agora".
"O que você estava fazendo?".
"Sujando a louça para Cuddy lavar", House disse.
"Seu idiota! Eu vou terminar esse, mas você é quem vai montar o outro".
"Vamos Wilson, você tem tanto jeito para montar coisas fofas de bebês. Eu faço os bebês e você cuida de todo o resto, pode ser?", House falou.
"Vai se foder!", Wilson respondeu irritado e tomou outro comprimido. "Vou até o banheiro e já volto".
House olhou perturbado. Quando Wilson voltou ele ficou escondendo os olhos de House mas ele conseguiu notar as pupilas de seu amigo novamente dilatadas.
"Wilson seu... O que você tem tomado?"
"Nada".
"Como nada? Eu vi. Outra vez!". House o acusou.
"Vamos montar o outro berço, não enrole". Wilson disfarçou.
"Não farei nada até que você fale o que está tomando", House estava irredutível.
"Então eu vou embora e você vai se virar sozinho". Wilson ameaçou.
No final das contas House cedeu, com medo da ira de Cuddy, e montou o outro berço junto com Wilson, que também cedeu e ajudou o amigo.
Ao fim notaram algo estranho.
"O bebê não vai cair se o colocarmos aí?", House perguntou.
"Espere". Wilson colocou uma boneca de Rachel e a boneca rolou para o chão.
"Seu idiota, você trocou os lados dos suportes", House falou.
"E se você é tão inteligente como não viu antes?", Wilson disse.
"Isso que dá ter um drogado montando os móveis de meus filhos", House falou.
"Não sou drogado e estou fazendo um favor, não tenho nenhuma obrigação".
O fato é que eles precisaram desmontar tudo e recomeçar.
Na segunda-feira House foi buscar Rachel na escola ao final do dia. Chegando ele viu uma menina dando um tapa em sua filha e correu para lá.
"O que foi isso?", ele perguntou para as duas.
"Ela está brava porque Davi me deu esse anel de casamento e não deu um pra ela?", Rachel falou.
"Quem é Davi? Por que ele te deu um anel de casamento?", House perguntou.
"Porque ele quer casar comigo que nem você quis se casar com mamãe".
"Você é uma criança. Cadê esse Davi?".
"Ele foi embora já, você devia bater nela". Lenna, a menina que estava batendo em Rachel minutos atrás, respondeu.
"E você, porque você estava batendo na minha filha?", House perguntou.
"Porque ela não presta, roubou Davi de mim. Ela é o que minha mãe chama de vagabunda", Lenna respondeu.
House ficou vermelho de ira.
"David foi inteligente e trocou você por minha filha que é mais bonita e mais esperta. E você, mal-amada, resolve bater nela?", House perguntou irritado.
"É Davi, papai". Rachel disse.
Lenna começou a chorar e sua mãe chegou. "O que é essa grosseria com minha filha seu velho louco!".
"Antes ser um velho louco do que uma mãe que cria sua filha para ser uma bruxa insuportável e frigida", ele respondeu.
"Eu não admito! Seu... seu... filho do diabo". A mulher partiu para cima de House, mas ele se esquivou.
"E você também deve ser uma senhora frigida e mal-amada", House falou.
O fato é que ambos foram parar na sala da diretora da escola, enquanto Lenna chorava e Rachel achava tudo muito interessante.
"Vocês dois não têm vergonha do exemplo que estão dando para seus filhos e para todas as outras crianças?", a diretora começou seu sermão.
"Foi ela quem começou", House disse apontando para a mãe da menina.
Ao chegar em casa Rachel correu para os braços da mãe.
"Que demora, porque chegaram tão tarde?", Cuddy perguntou.
"Porque papai e a mãe de Lenna foram parar na diretoria". Rachel falou.
"Ótimo". House sussurrou. Sua filha não era capaz de esconder nada da mãe.
"O que?", Cuddy estava sem entender.
House contou a história para sua esposa que estava chocada.
"Você ofendeu uma criança?", Cuddy indignada perguntou.
"Ela mereceu, ela começou", House respondeu.
"Papai me defendeu, ele é um super-herói", Rachel falou feliz.
"Filha, não é certo brigar assim, temos que resolver as coisas com conversa. O que papai fez não foi bonito e nem é certo". Cuddy tentava contornar o estrago.
"Tem mais. Sua filha está noiva", House falou enquanto ia para a cozinha.
Cuddy ficou muito brava com a atitude de House e o proibiu de voltar a escola nos próximos dias. Ela conversou com Rachel sobre Davi, sobre Lenna, ela tentou deixar claro que o diálogo é sempre o melhor negócio.
Na terça-feira ela foi buscar sua filha na escola.
Rachel saiu brava.
"O que foi filha?".
"Lenna me enche o saco porque Davi quer casar comigo e não com ela".
"Cadê Lenna?". Cuddy perguntou e a menina apontou.
"Oi Lenna, como vai? Eu sou a mãe de Rachel".
"A mãe daquela vadia?", Lenna falou e Cuddy arregalou os olhos.
"Lenna, você não deve usar esses termos. É feio", Cuddy disse.
"O que foi filha?", a mãe de Lenna chegava.
"Sua filha está ofendendo a minha e usando termos chulos", Cuddy explicou.
"Com certeza sua filha fez algo para merecer. Aliás, você é a esposa daquele senhor mal-educado? Deve ser uma prostituta também". A mãe da menina falou.
Cuddy ficou indignada e começou a bater boca com a mãe de Lenna, ambas foram parar na diretoria.
Chegando em casa Rachel foi contar as novidades para seu pai.
"Papai... Mamãe e a mãe de Lenna foram parar na diretoria", Rachel disse quando entraram fazendo Cuddy corar.
House sorriu. "Ora... Ora... Pensei que sua mãe havia dito algo sobre o diálogo..."
"Não foi bem isso o que aconteceu", Cuddy se defendeu.
"Foi sim mamãe", Rachel a entregou e House riu.
"Cuddy assuma, aquela família é do mal", ele disse rindo. "E Derek tem bom gosto. Aliás, e seu noivo Rachel? Como está Derek?".
"É Davi!", Rachel falou irritada.
Aquele dia era o Dia dos Namorados. House não gostava de celebrar datas assim, ele dizia que era tudo um jogo de marketing para fazer girar o capitalismo, porém desde que começou o relacionamento com Cuddy, ele apreciava mais esses momentos. Para essa noite eles deixaram Rachel com Arlene e se prepararam para sair.
"Não coloque nada muito formal Cuddy, vamos a um lugar diferente". House disse.
"Lugar diferente? Você não vai me levar para ver Monster Truck no Dia dos Namorados, não é?".
"Não. Vou te levar para jantar na casa da família de Lenna". Ele provocou e ela deu um leve tapa no braço do marido.
No carro a caminho do local misterioso Cuddy fez questão de procurar por uma rádio que tocava músicas lentas, ela encontrou uma que gostava e deixou lá. Deitou sua cabeça no ombro do marido e não conteve um sorriso no rosto enquanto acariciava sua própria barriga. Ela estava feliz.
House sentiu uma paz de espírito como poucas vezes provou na vida, e continuou dirigindo para seu destino embalados pela música que Cuddy encontrou no rádio.
I follow the Moskva
Down to Gorky Park
Listening to the wind of change
An August summer night
Soldiers passing by
Listening to the wind of change
The world is closing in
Did you ever think
That we could be so close, like brothers
The future's in the air
I can feel it everywhere
Blowing with the wind of change
Take me to the magic of the moment
On a glory night
Where the children of tomorrow dream away
In the wind of change
(…)
House estacionou em frente à praia.
"Vamos descer aqui? Mas está frio". Cuddy falou.
"Eu trouxe isso". Ele mostrou alguns cobertores. "Venha, vamos!".
Ele deixou o farol do carro ligado para iluminá-los, o rádio ligado, estendeu uma toalha grande na areia, colocou uma cesta cheia de guloseimas e os cobriu com dois cobertores quentes. Ficaram abraçados e olhando para o oceano enquanto comiam.
"Eu... eu precisava vir aqui. Ficar sozinho com você", House falou e ela olhou em seus olhos percebendo que algo mais estava por vir.
"Eu te amo tanto que todos os dias tenho medo de te decepcionar e perdê-la", ele continuou e a abraçou mais forte. "Você é mais do que eu mereço, sempre foi, desde Michigan. Eu nunca pensei ou quis ter uma família, a primeira e única vez que lidei com a possibilidade de ser pai foi com Stacy, ela pensou que estava gravida, fizemos um teste de farmácia e saímos para festejar quando deu negativo. Senti um enorme alívio, mas com você... Você é diferente de todas. Com você isso é real e estou com medo. Medo de falhar, medo de perder todos vocês, eu não iria suportar".
"Meu amor, você é o melhor homem que eu já conheci e isso não significa que você tem que ser perfeito, são suas imperfeições que me fazem te amar. Você é o melhor pai que eu poderia querer para meus filhos. O único marido que eu já quis. Você nos defende até o ponto da insanidade". Eles riram nessa hora.
"Olha!" Cuddy mostrou a pedra ametista que House havia lhe dado. "Ela sempre está no meu bolso para me lembrar que você está sempre comigo. Existem homens e famílias que parecem perfeitos, que vivem uma vida cheia de ilusões e fantasias. Eu mesma já cai nessa cilada de buscar por uma família assim, ainda bem que acordei antes que fosse tarde e eu completamente infeliz. Nossa família será disfuncional como nós, mas... se ensinarmos nossos filhos a se amarem como nos amamos, a lutarem pelo que acreditam, como fazemos. A não se abandonarem como nunca nos abandonamos, teremos cumprido com êxito nosso papel como pais".
Eles trocaram um beijo profundo e suave. As bocas dançando em conjunto e a mão de House descansando na barriga de Cuddy coberta pela mão dela, enquanto o rádio continuava tocando uma trilha sonora para eles.
I could stay awake
Just to hear you breathin'
Watch you smile while you are sleepin'
While you're far away and dreamin'
I could spend my life
In this sweet surrender
I could stay lost in this moment forever
Every moment spent with you
Is a moment I treasure
Don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you, babe
And I don't wanna miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream would never do
I'd still miss you, baby
And I don't wanna miss a thing
Lyin' close to you
Feelin' your heart beatin'
And I'm wonderin' what you're dreamin'
Wonderin' if it's me you're seein
(...)
Músicas do capítulo:
Wind of Change – Scorpions
I Don't Want to Miss a Thing - Aerosmith
