Capítulo 33 – Tem mais dois em casa

House demorou em responder e Stacy chegou perto da borda do telhado com Tommy.

"Stacy, se você fizer algo com meu filho, eu nunca vou te perdoar".


Tommy começou a chorar e Stacy se descontrolou.

"Stacy, me dê Thomas". Ele a fitou profundamente nos olhos e Stacy cedeu. Entregou Tommy para seu pai.

Assim que Thomas estava com House ela se curvou encostada na parede, agarrou suas próprias pernas e caiu em prantos.

Um policial se aproximou e a levantou.

"Eu só queria ter alguém". Stacy falou enquanto era detida pela polícia.

Cuddy passou correndo para chegar até House e Tommy.

"Oh graças a Deus!". Ela falou pegando seu filho e o abraçando. "Meu filho, me desculpe por isso".

"Você não tem culpa de nada". House disse passando a mão nas costas de sua esposa.

"House... obrigada! Não sei o que eu faria se algo acontecesse com ele".

"Eu também não".


Depois do susto Cuddy foi muito rígida com a segurança do hospital e do setor de pediatria infantil. Ela se deu alta para irem para casa, e foram.

"Bem vindo a casa filhos. É aqui que irão morar". Cuddy disse.

O casal resolveu deixar seus filhos no quarto com eles nos primeiros dias, o susto com o parto de Bella e com o sequestro de Tommy ainda estava muito recente, eles queriam estar próximos dos filhos o tempo todo.

Rachel ficou enciumada e quis dormir com eles nas primeiras noites, depois seus pais começaram a incentivá-las a ir para seu próprio quarto como uma menina crescida, já que agora ela era a irmã mais velha.

Na primeira noite em casa, Cuddy não dormiu preocupada com seus filhos. Ela estava impressionada com tudo o que havia acontecido recentemente, preocupada que seus filhos parassem de respirar subitamente, que alguém entrasse sorrateiramente para levá-los, que algo acontecesse e eles precisassem dela. Mas nas noites posteriores ela foi vencida pelo sono.

Esses primeiros dias foram de adaptação. Os bebês acordavam a cada duas horas para mamar, House e Cuddy dormiam sempre que podiam devastados pelo cansaço. Cuddy estava ainda mais cansada, pois a amamentação de dois bebês sugava toda sua energia.

"Cuddy, vamos começar com leites formulados. Não precisamos parar a amamentação materna, mas podemos incluir as fórmulas como complemento". House tentava convencer sua esposa.

"Não, depois eles só vão querer a mamadeira". Cuddy era contra.

"Eu quero seus seios, se isso é um conforto".

Não adiantou.

"House, precisamos falar sobre o Brit Milah e o Simchat Bat". Cuddy começou.

"Nunca que vou circuncidar meu filho". House foi enfático.

"Mas é minha religião".

"Mas não é a minha".

"Mas se você não tem religião, eles podem crescer de acordo com a religião materna".

"Ou de acordo com a religião paterna".

Cuddy olhou pra ele cansada.

"Por que não?". Ela perguntou.

"Porque eu não vou deixá-la mutilar meu filho".

"Mutilar?". Cuddy estava começando a se irritar.

"Sim".

"Circuncidar não é mutilação".

"Há controvérsias. Em caso de necessidade médica sou totalmente a favor, em caso de uma crença religiosa ridícula sou totalmente contra".

"Ele não vai ser mutilado, existem vários estudos médicos que indicam os benefícios de um pênis circuncidado".

"Ele vai ser como o pai: vai ter a coisa toda".

"Wilson é circuncidado".

"Você já viu?".

"Não, mas... ele é judeu".

"Bom ponto. Meus filhos vão decidir a religião deles e aí, se eles quiserem fazer como Abraão fez com Isaque, será decisão deles".

"Eu pensei em fazer isso agora, com oito dias de vida como a tradição manda".

"A tradição não manda nada em nossa família. Quem manda somos nós. Se você quiser fazer esses rituais para apresentar nossos filhos à sociedade, tudo bem, eu suporto com todas as minhas forças. Mas não haverá circuncisão".

"House, você está sendo teimoso".

"Só eu?". Ele retrucou. "Tudo bem. Vamos retirar o clitóris de Bella e de Rachel e então, eu deixo você retirar o prepúcio do meu filho".

Cuddy riu irritada. "Não vamos privar seu filho de prazer, você sabe que não é a mesma coisa, não é mutilação".

"Mas para que tirar algo que está bem lá? Você sabe que o prepúcio proporciona mais prazer ao homem durante o sexo? Não entendo porque recorrer a uma tradição milenar sem nenhuma justificativa médica só para fins religiosos".

Cuddy muito irritada calou-se.

"Cuddy, você gosta de meu pênis do jeito que ele é, concentre-se nele e deixe o do nosso filho em paz".


Cuddy decidiu que não faria nenhum evento tão cedo, eles precisavam de tempo para a adaptação e descanso. Nada de bom poderia resultar do cansaço em que estavam.

Durante o dia Marina levava Rachel até a escola e a buscava, passava o dia com o casal ajudando com os bebês, mas a noite eram apenas os dois e seus três filhos. House pediu comida todos os dias, pois eles não tinham disposição para preparar nada.

Após os primeiros cinco dias, eles encontraram uma rotina que os permitia dormir um pouco mais. Colocaram os bebês em seus quartos, separados para evitar que o choro de um acordasse o outro. House conseguiu convencer Cuddy a bombear seu leite, assim eles revezavam durante as madrugadas.

As 3:00 House estava amamentando Tommy enquanto Bella ainda dormia no outro quarto.

"Você é muito esfomeado rapaz". Ele falava com seu filho. "Aos oito anos você vai estar mais alto que eu se continuar assim. Imagine: garoto gigante em Princeton".

Tommy olhou para ele e arregalou os olhos azuis acinzentados, típicos dos recém-nascidos.

"Você reconhece minha voz não é? Pois é rapazinho, sou seu pai. Espero fazer um bom trabalho, não seja muito exigente, por favor".

Ele falava, Tommy mamava e olhava pra ele curioso e House acariciava os cabelos loiros do filho.

Assim que Tommy acabou de mamar, Bella acordou chorando de fome. Ele agitava seu filho para que ele arrotasse e foi buscar a filha com o outro braço.

"Se vocês fossem trigêmeos eu não sei o que faria".

Então ele chacoalhava os dois até que Tommy arrotou. Colocou o filho na cama e sentou-se ao lado do berço do filho para amamentar Bella.

"Minha menininha linda". Ele falou apaixonado pela filha. Ela estava focada em mamar e não estava dando muita bola para o pai, o negócio dela era a mamadeira.

"Como eu falei para seu irmão, repito para você. Tenha paciência com o seu velho, ele tem muitos defeitos, mas ama muito vocês dois, Rachel e sua mãe".

Depois de colocar seus filhos para dormirem, ele voltou ao quarto e Cuddy acordou.

"Eles mamaram?".

"Sim. Tudo certo. Estão dormindo". House informou.

"Arrotaram?".

"Claro. Eu não sou irresponsável, sei o que fazer". House respondeu sério.

"Desculpe, eu não estou muito bem esses dias. Estou tão cansada". Ela falou alisando o braço do marido.

"Então... já que você está acordada. Deixa-me ver como ficou sua vagina". House pediu.

"Nunca!". Ela falou indignada.

"Por quê? Sou médico".

"Você não vai ver nem como médico e nem como meu marido".

"Quero ver se está cicatrizando bem".

"Cale-se House, você não vai ver nada".

Ela jogou o travesseiro nele e caíram no sono quase imediatamente.


Família e amigos deixaram House e Cuddy alguns dias sozinhos com seus filhos. Era importante essa adaptação. Depois de uma semana foram visitá-los. Estavam presente: Blythe, Arthur, Arlene, Joseph, Julia e seus filhos e Wilson.

"Eles estão enormes". Blythe falou pegando Bella em seu colo. "Tão lindos".

"Não me conformo que vocês não farão Brit Milah e o Simchat Bat". Arlene falou enquanto estava com Tommy nos braços.

"Mamãe, decidimos que não". Cuddy disse conformada.

"Sabem que a circuncisão é o símbolo da aliança com Deus". Joseph disse.

"Sim rabino, mas meu marido não é judeu, não teria sentido para ele". Cuddy tentou contornar.

"Mas tem para sua família, Lisa". Arlene disse.

"Que bom que me casei com uma Cuddy só, seria difícil duas dando palpites". House falou cortando o assunto.

"Mas os outros meninos judeus com quem ele conviverá, seus primos, por exemplo, estranharão a falta de circuncisão, ele poderá sofrer algum tipo de bulling". Arlene argumentou.

"Em primeiro lugar, porque meu filho vai mostrar o pênis dele para os primos ou para qualquer outro garoto? Em segundo lugar, quem disse que meus filhos são judeus e em terceiro lugar, os outros meninos que se sentirão constrangidos se virem meu filho nu?". House falou irritado.

"Mas sua esposa é judia". Arlene focou só nessa parte ignorando as demais.

"Minha esposa tem origem judaica, mas não é praticante. Meus filhos terão origem judaica por parte de mãe, e pênis completo por parte de pai". House decretou.

"Mãe, os deixem decidirem o que for melhor para a família deles". Julia disse.

"Eu trouxe os ursos que estavam na sua sala no hospital". Wilson tentou mudar de assunto. "Estão no meu carro, preciso de alguém para me ajudar a trazê-los".

Depois de alguns minutos Wilson entra com os ursos auxiliado por Arthur.

"Uau que ursos enormes". Rachel fica encantada.

"São para seus irmãos mas você também pode brincar com eles". Wilson fala.

"Obrigada tio Wilson". A menina vai correndo e se joga nos braços dele. "Eles não vão brincar mesmo, só choram alto, fazem coco e chupam os seios da mamãe".

Wilson corou.

"Cuddy, Tommy precisa de uma troca de fraldas". House fala.

"E você não pode trocar?". Cuddy responde.

"Sim, só estou dizendo". House foi para o quarto irritado com a resposta atravessada da esposa.

Wilson foi atrás dele.

"Releve, não é fácil esses primeiros dias". Wilson falou.

"Eu entendo agora perfeitamente porque dizem que filhos acabam com o sexo no casamento. Quem vai querer transar estando tão cansado e sem dormir?". Ele disse retirando a fralda suja de Tommy.

"Deixe que eu cuido disso". Wilson se disponibilizou.

"Você sabe como fazer?". House perguntou desconfiado.

"Claro que sei! Sou expert em troca de fraldas".

"Você anda trocando as suas e acha que é a mesma coisa trocar a de um recém-nascido?".

"Muito engraçado".

Wilson começou a limpar Tommy tentando conter o nojo mas um jato quente atingiu sua camisa. Tommy fazia xixi nele.

House riu alto. "Devia ter registrado esse momento. Muito bem filho!".

"Ele só podia ser filho de quem é mesmo". Wilson falou levantando-se.

"Claro que sim, você viu o tamanho do pênis dele? Enorme para um recém-nascido, hein?".

"Cala a boca House, preciso de uma camisa".

House foi até seu quarto e pegou uma camiseta para Wilson.

"Aqui tio Jimmy. Pode se trocar agora que já está batizando pelo meu filho". House falou rindo.

Enquanto isso na sala...

"Eu estou tão cansada... Ele tem ajudado eu não posso ser grosseira e descontar meu cansaço nele". Cuddy falava para a irmã culpada.

"Ele entende Lisa, tenho certeza disso".

"Mas ele também está cansado. Estamos os dois. Ele tem dormido pouco também, a única diferença é que ele não tira leite direto dos seus seios".

"E é uma grande diferença. Isso desgasta muito. Desgastava-me com um filho, imagino dois".

"Ele quer entrar com fórmula, mas eu não quero. Pelo menos não nos primeiros meses".

"Lisa, deixa eu te contar uma novidade terrível, mas que vai desviar um pouco seu pensamento". Julia começou.

"Oh meu Deus. Lá vem".

"John, meu ex-marido. Ele está namorando".

"O que? Quem?".

"Um açougueiro. Costumávamos comprar carne lá, agora penso, será que ele sempre teve um crush nele e por isso insistia que a carne de lá era de alta qualidade?".

"Oh meu Deus!". Cuddy riu. "Desculpe mas não posso evitar, é muito bizarro".

"Sim". Julia riu alto também. "Como eu pude me enganar tanto?".

"E as crianças?". Cuddy perguntou preocupada.

"Não sabem ainda e não sei como será quando souberem". Julia respondeu.

Foram interrompidas por Blythe.

"Lisa, eu poderia ficar essa noite e cuidar dos bebês para que vocês tenham uma noite inteira de sono".

"Oh Blythe, você não precisa". Cuddy falou.

"Mas eu quero. Faço questão. Será um prazer cuidar de meus netos".

"Eu também posso ficar". Arlene não ia deixar a outra avó tomar pose dos bebês assim.

"Mãe...". Cuddy começou mas foi cortada.

"Decidido, nós duas ficaremos a noite e você e Greg dormem sem perturbação".

Elas ficaram. O casal foi para a cama.

"É estranho pensar que dormiremos sem precisar acordar para amamentá-los e trocá-los". Cuddy quebrou o gelo entre eles.

"Sim". House estava monossilábico.

Ele se aconchegou e deitou-se virado do lado oposto de Cuddy. Ela suspirou e o abraçou.

"Desculpe. Eu não queria ter sido grosseira, sei que você está ajudando muito com os bebês, é que estou cansada". Cuddy falou.

Ele se virou para ela. "Eu sei".

"Sinto falta de nós dois", ela falou e o beijou suavemente na boca. Depois as testas se encontraram e ficaram assim, olhando um para o outro.

"Vamos ficar bem". House disse e Cuddy concordou.

"Me abraça. Quero dormir abraçada com você". Ela pediu e assim ele fez.

Dormiram por dez longas horas ininterruptas. Um luxo para pais de gêmeos recém-nascidos. Quando acordaram sentiram que saiam de um longo sonho.

"Que horas são?". House perguntou.

"Dez horas. Meu Deus, dormimos muito!". Cuddy falou levantando rapidamente.

"Isso é um sonho? Dormir até às 10:00?". House perguntou.

O fato é que os bebês ficaram bem com as avós. Elas até prepararam café para o casal.

"Uau, vou contratar vocês duas". House disse.

"Eles são dois anjinhos. Se comportaram bem, só acordavam para mamar e trocar a fralda. Tommy tem um apetite como o seu". Blythe falou para House.

"Ele é mesmo esfomeado como meu marido". Cuddy disse sorrindo e muito mais leve do que no dia anterior.

Naquele dia Cuddy voltou para consulta com Dr. Phillips. Ela estava indo muito bem, ele só se preocupou como o emagrecimento muito acelerado, por conta do stress natural da adaptação e da amamentação.

"Lisa, eu acho que seu marido está certo e precisamos entrar com fórmula junto com o leite materno". Ele disse.

"Não podemos esperar pelo menos os primeiros meses?".

"Vamos entrar com alguns suplementos e vitaminas então". Ele disse e Cuddy concordou.

"Você me trás os bebês daqui a quatro dias para os avaliarmos, tudo bem?".

"Combinado. Obrigada Phillips".


À noite o casal estava em casa com seus filhos e o telefone de Cuddy tocou.

"Cuddy, sou Kelly. Sócia de Stacy".

Cuddy bufou frustrada, esse assunto não iria terminar nunca?

"Quem é?". House se aproximou.

"Kelly, a sócia de Stacy", ela falou tampando o telefone.

"Coloque no viva voz". Ele orientou e assim ela fez.

"Pode falar Kelly, estou com meu marido aqui". Cuddy disse.

"Eu gostaria de me desculpar em nome de Stacy. Ela não está passando por um bom momento, foi direcionada para uma unidade psiquiátrica ontem, estou cuidando de perto do processo". Ela começou.

"Você não tem que se desculpar por isso, esperamos que ela fique bem, mas longe de nós". Cuddy falou.

"Eu tenho que explicar o que aconteceu. Stacy está sofrendo de Transtorno Disssociativo oriundo de um trauma. Há um ano e meio ela sofreu um acidente de carro e precisou passar por uma cirurgia para conter uma hemorragia no baço e acabou sendo necessária uma histerectomia, ela retirou apenas o útero na ocasião, não foi preciso retirar trompas".

"Oh meu Deus!". Cuddy falou surpresa e olhou para House que também arregalou os olhos.

"Ela não quis buscar ajuda psicológica desde então. Estava lidando com um casamento em ruínas e isso... foi demais para ela. Creio que quando ela viu você grávida, de Greg, ela sucumbiu. Não é uma justificativa, mas é uma explicação que sinto que devia para vocês".

"Agradeço o esclarecimento. Espero sinceramente que ela fique bem, mas não vou negar que não quero vê-la nunca mais". Cuddy falou.

"Entendo. Espero que os bebês estejam bem". Kelly continuou.

"Eles estão ótimos, não graças a Stacy. Aliás, acho que você deve satisfações para Wilson, talvez mais do que para nós". House falou com sinceridade.

"Eu... eu...". Ela gaguejava e Cuddy a cortou.

"Kelly, nós agradecemos seu contato e desejamos melhoras para Stacy e felicidades para você". E desligou.

"Por essa eu não esperava". Cuddy falou.

"Não justifica nada do que ela fez".

"Ela está doente". Cuddy falou.

"E quase matou nosso filho". House foi firme.

Cuddy o abraçou e ficaram assim por alguns minutos até ouvirem o choro de Bella.


Cuddy e House levaram os bebês para a primeira consulta com Dr. Phillips dias depois e tudo realmente estava bem. Eles estavam crescendo e engordando muito satisfatoriamente. Cuddy começou a sentir-se menos cansada com a ingestão dos suplementos e vitaminas.

"Eles estão ótimos e muito espertos". Dr. Phillips disse.

"Eles são nossos filhos, o que você esperava?". House falou orgulhoso.

"Claro que sim. Temos um pai coruja, quem diria?". Dr. Phillips e Cuddy riram.

Saindo do consultório havia uma multidão de funcionários do hospital para verem os bebês da reitora e do polêmico médico.

"Sinto-me o príncipe William apresentando o herdeiro ao trono". House falou fazendo Cuddy rir.

Cuddy foi solicita e mostrou os bebês para todos, os comentários eram os mesmos. Como bebês tão fofos podiam ser filhos de Gregory House?


Duas semanas do nascimento haviam passado e a rotina ainda era puxada, mas estavam mais adaptados. House e Cuddy quase não haviam se tocado desde então, foram poucos beijos e abraços. Cuddy percebia que seu marido demorava mais do que o normal no banho em alguns dias e imaginava que ele deveria estar tratando de suas necessidades sozinho. Mas não comentaram nada sobre isso.

Naquela madrugada Cuddy acordou sentindo a ereção de seu marido ainda dentro da boxer sendo pressionada contra a sua bunda. Ela começou também a participar do movimento e House a abraçou forte na barriga e começou a beijar seu pescoço.

"House, não podemos".

Mas ele não disse nada e continuaram a fricção e os beijos progrediram e alcançaram a boca de Cuddy. Eles trocavam beijos e carícias apaixonadas e cheias de desejo. Cuddy colocou a mão atrás da cabeça de seu marido o puxando mais para ela

"Sinto saudades". House sussurrou.

"Eu também". Cuddy respondeu.

Nesse momento, Cuddy empurrou House de costas para cama e desceu arrancando sua boxer e levando seu pênis a boca.

"Oh meu Deus!". House gemeu.

Ela continuou sua mágica por mais alguns minutos e House se desfez em sua boca. Depois disso ela subiu e o abraçou. Quando House voltou da nuvem de prazer ele quis retribuir.

"Não precisa". Cuddy falou.

"Eu quero!". House disse beijando o pescoço dela.

"Você sabe que estou sangrando". Cuddy falou.

"Não me importo".

"Mas eu sim".

"Então deixe meus dedos fazerem o serviço". Ele falou e ela, muito excitada, cedeu.

House tirou a calcinha dela e começou a acariciar seu clitóris com o dedo. "Olá. Que saudades de você!". House disse para a vagina dela.

Cuddy gemia alto e House não se controlou, ele desceu e começou a lamber o clitóris da esposa. Em poucos segundos Cuddy estava provando seu orgasmo que havia sido reprimido há semanas.

Depois ele voltou a beijar o pescoço dela enquanto Cuddy voltava à realidade.

"Eu disse que não...". Cuddy começou mas foi interrompida.

"Eu te amo!".