Capítulo 35 – Bebês vão dominar o mundo

Chegando lá Cuddy ficou séria. Deixou as sacolas de compras na mesa e levou para o quarto um pacote. Ela abriu o embrulho e retirou dois testes de gravidez comprados na farmácia.


Ela guardou os testes na gaveta de seu criado-mudo, olhou no espelho para ajeitar o cabelo e voltou para a sala. Chegando lá, aproximou-se do sofá e sentou no colo do marido que a abraçou na região da cintura.

"Oi bebês, mamãe estava com saudades". Ela falou para Tommy e Bella que se agitaram quando viram a mãe.

"Eles estão tão espertos para terem apenas dois meses e meio". Wilson falou.

"Olhe para nós. Eles são nossos filhos. O que você esperava?". House falou pretencioso.

"Só espero que as características de Cuddy atenuem um pouco os seus genes transmitidos para esses pobres bebês". Wilson zombou.

"Você não conhece mesmo minha esposa". House falou levando um cutucão divertido dela.

Na manhã seguinte Cuddy acordou mais cedo e saiu da cama sorrateiramente levando consigo os dois testes de gravidez que estavam na gaveta. No banheiro ela respirou fundo antes de urinar nos palitos. Ela fez isso com os dois testes que comprou, duas marcas diferentes para garantir o resultado.

Esperar por cinco minutos pelo resultado a lembrou de quantas vezes no passado ela esteve nessa situação, sozinha em sua casa, esperando por um resultado positivo que nunca vinha. Agora ela não sabia ao certo o que queria. Positivo iria tornar sua vida, ainda em fase de adaptação, de cabeça para baixo. Negativo seria um alívio, mas também seria isso, o fim de sua vida reprodutiva, sem mais filhos para eles. Seria o sensato, mas por alguma razão existia uma esperança de ver mais um descendente seu e de House, eles haviam se saído tão bem nesse negócio de fazer bebês, Tommy e Bella eram tão lindos e espertos. Ela não sabia qual resultado queria ver.

Cinco minutos passado, o resultado que talvez mudasse suas vidas estava ali, disponível, bastava ela olhar. O marido dormindo tranquilamente atrás daquela porta. Seu coração disparou. Ela pegou os dois testes fechou os olhos, respirou fundo e olhou. Positivo. Ambos positivos.

Ela saiu do quarto atordoada, feliz, preocupada, tensa, ansiosa, tudo ao mesmo tempo. Ela tinha outra vida sendo gerada dentro dela, mas, e se fossem gêmeos novamente? Oh meu Deus!

Ela deitou-se ao lado do marido e ficou olhando para o teto e imaginando os diversos cenários. Ela poderia sofrer um abordo também, acabou de dar a luz, não era muito precipitado? Seu corpo ainda estava cheio de hormônios descompensados. Ela acabou de descobrir que tinha uma vida sendo gerada em seu ventre, mas já não suportaria lidar com a perda desse ser.

House suspirou e abriu os olhos.

"Você está pensando muito alto, não consigo dormir". Ele falou.

"Desculpe se agora meus pensamentos fazem barulho".

"Sempre fazem. Sempre posso dizer quando você está preocupada, tensa e ansiosa. Ou quando você está feliz e tranquila".

"Isso não existe". Ela disse.

"Então como eu sei que você está tensa, preocupada e ansiosa agora?".

"Precisamos conversar". Cuddy falou.

"Sabia!". House falou. "O que aconteceu logo cedo? Não é nada com os bebês senão você estaria lá e não aqui".

"Estou grávida".

"Cuddy... Não fique tensa assim, seu ciclo está irregular ainda por conta de tudo, isso não significa nada". Ele falou com voz de sono e tentando acalmá-la.

"Eu fiz o teste. Na verdade, os testes". Ela respondeu.

"O que?". House estava confuso.

Cuddy levantou-se foi até o banheiro e voltou com os dois palitos que indicavam o resultado positivo.

"Dois". Ela entregou para o marido.

House olhou limpando os olhos ainda cheios de secreções. "Mas... os bebês ainda não têm nem três meses".

"E esse já tem 19 dias". Cuddy respondeu.

"Você tem certeza?". House ainda estava chocado com a notícia.

"House... o que você quer mais para se convencer?".

"As chances disso acontecer eram muito baixas. Foi uma única vez que não ...". Ele ia dizendo, mas calou-se sem completar o pensamento.

"Para quem era estéril até um ano atrás, engravidar de gêmeos, e logo após o parto engravidar novamente te parece o que? Provável?".

"Somos tudo menos normais". House falou.

"E se forem gêmeos novamente? O que faremos?". Cuddy perguntou ansiosa.

"Vamos precisar abrir uma creche só para os bebês House". Ele disse divertido.

"Isso não é brincadeira". Ela respondeu séria.

"Eu sei. Mas se tivéssemos ficado juntos há 20 anos, provavelmente já teríamos povoado Nova Jersey só com nossos filhos". Ele continuou.


Alguns minutos depois, o casal ligou para Blythe e pediu para ela e Arthur ficarem com seus filhos por algumas horas, pois eles precisavam sair para resolver algo importante.

Eles foram até Dr. Phillips.

"Lisa, aconteceu alguma coisa? Não era suposto nos vermos até a próxima semana". Dr. Phillips perguntou surpreso.

"Pode-se dizer que sim". House respondeu.

"Eu... eu... eu engravidei". Ela falou envergonhada e House complementou.

"Durante uma montaria louca".

Cuddy corou e Dr. Phillips riu alto.

"Mas foi culpa do filme, ela ficou empolgada e se jogou em cima de mim. Não podemos mais assistir comédias românticas Cuddy". House continuou para que Cuddy quisesse se esconder embaixo da mesa de Phillips.

"Tudo bem, deixa eu ver se entendi. Vocês fizeram sexo desprotegido e Lisa engravidou. Mas, como você sabe que está grávida Lisa?". Dr. Phillips perguntou.

"Eu estava tomando os anticoncepcionais, mas acho que era muito cedo e meu ciclo estava desajustado. Eu fiz teste de gravidez, dois. Estou grávida de 19 dias". Ela respondeu.

"Realmente após o parto o organismo da mãe leva um tempo para normalizar, por isso nos primeiros meses é aconselhável usar outro método anticoncepcional junto com a pílula". Dr. Phillips disse.

"Ele não quis". Cuddy falou apontando para House.

"O que é isso agora? Estamos nos justificando para seu pai?". House perguntou divertido.

Dr. Phillips riu.

"Vocês são o casal mais interessante que eu já recebi em meu consultório".

Cuddy e House se olharam.

"Obrigada?". Ela falou.

"Vamos fazer exames de sangue, pois é muito cedo para um ultrassom. Você já está tomando vitaminas e suplementos para a amamentação, mas vou prescrever mais alguns. Você precisará reforçar sua dieta se quiser manter a amamentação dos gêmeos. A amamentação não prejudicará o feto, não há contraindicação, você só precisa garantir energia suficiente para amamentar e formar o bebê em seu útero, tudo ao mesmo tempo. Ou bebês... Talvez sejam trigêmeos dessa vez". Dr. Phillips falou rindo enquanto House e Cuddy olhavam para ele em choque, com olhos esbugalhados.


House e Cuddy voltaram para casa e no caminho combinaram de guardar a informação para eles, pelo menos nesse primeiro momento.

Quando Tommy e Bella completaram 3 meses de vida, Cuddy deveria voltar ao trabalho, mas ela tinha férias vencidas e voltaria apenas no próximo mês.

Os bebês agora estavam mais ativos. Adoravam músicas e objetos coloridos. Reconheciam seus pais e sorriam na presença deles. Tommy era muito expansivo, Bella não era tanto quanto seu irmão, mas estava longe de ser uma bebê tímida. Tommy continuava chorão e comilão. Bella já era mais tranquila e podia ficar acordada por um bom tempo sem que ninguém a notasse. House tocava piano e violão para eles, aprendeu algumas canções infantis. Cuddy cantava para eles dormirem.

"Bebês vou contar um segredo para vocês". House começou a falar para seus dois filhos. "Não contem para ninguém, nem para sua irmã mais velha e nem para o tio Jimmy ou para a vovó Blythe. Mas vocês serão promovidos a irmãos mais velhos daqui a poucos meses. Eu sei... não parece justo, vocês nem aproveitaram o posto de caçulas, mas... é a vida. Os pais de vocês são bons assim".

Cuddy, que ouvia atrás da porta, pensou em como seu marido podia ser fofo quando queria.

Naquela noite estavam na cama e Cuddy começou.

"Já tentei engravidar muitas vezes e nada... Agora eu mal posso chegar perto de você que seu espermatozoide fecunda meu óvulo". Ela disse.

"Corrigindo: espermatozoides e óvulos. Plural!". House disse.

Cuddy riu se aproximando do marido.

"Eu já te disse que você estava buscando os espermas errados. Outra coisa, você sabe que o orgasmo ajuda a fecundação, logo... não temos problemas nesse quesito também". House continuou.

Eles trocaram um beijo amoroso que se transformou em dois, três... Em pouco tempo estavam fazendo sexo apaixonadamente. De repente ouvem o choro de Tommy.

"Não acredito!". House disse dentro de Cuddy, pois não haviam chegado ao orgasmo ainda.

"Preciso ir". Cuddy disse enquanto House ainda se movia dentro dela.

"Vamos terminar antes". House falou enquanto a penetrava mais uma vez.

"Não consigo assim... com nosso filho chorando no quarto ao lado. Desculpe!". Ela falou saindo de baixo de House, colocando uma camisa e indo até Tommy.

Logo House aparece só com a calça de pijama e uma barraca armada muito visível.

"House, e se Rachel acordar?". Ela falou apontando para a ereção do marido. "Vá para o quarto e me espere. Só vou trocar a fralda dele".

Quando Cuddy voltou House a esperava, mas sem a ereção visível.

"Agora sou toda sua, quer dizer... até alguém chorar". Ela disse.

"Então venha que temos pouco tempo". House disse a puxando para a cama apressadamente.


Os bebês completaram 4 meses, Cuddy estava com 8 semanas de gestação.

Tommy e Bella certamente tinham os olhos de House.

"Mamãe, os olhos deles parecem os do papai". Rachel disse.

"Sim filha, teremos que viver com isso". Cuddy falou divertida e Rachel não entendeu.

"Mas eu gosto dos olhos de papai". A menina disse.

"Eu amo os olhos de papai, agora teremos mais dois olhos como o dele para amar". Cuddy falou.

"Seus olhos também são bonitos mamãe".

"Os seus também princesa". Cuddy falou abraçando sua filha.

A cor dos olhos era similar a de seu pai, mas o olhar de Bella era igual ao de Cuddy. Os cabelos escuros, o formato do rosto, a boca. Tommy não se discutia, era a cópia exata de seu pai. Cuddy não achava nada dela nele, talvez as sobrancelhas parecessem as dela no futuro.

House passava horas no chão brincando com seus bebês e Rachel junto. Os três achavam House super engraçado e não era incomum que muitas risadas fossem ouvidas sempre que o pai estava junto deles. Cuddy achava isso muito fofo e tirava fotos com frequência, algumas ela postava nas redes sociais fazendo a festa dos que conheciam o misantrópico Gregory House.

Ela lia para os filhos e os estimulava a brincarem com objetos educativos. House falava e cantava em outros idiomas para eles, pois House disse que essa era a melhor fase para que eles aprendessem, seus cérebros eram como esponjas.

Tommy já mostrava ímpetos de engatinhar e Bella de falar. Eles dormiam muito melhor o que era um alivio, pois Cuddy precisava descansar agora com a nova gestação.

Ela foi a uma reunião com o conselho na semana anterior. Propôs uma redução salarial para continuar trabalhando de casa assessorando o hospital e a Dra. Clemens. Ela não poderia e não queria estar no hospital todos os dias com tudo o que estava acontecendo em sua vida pessoal. House estava ganhando um bom dinheiro então ela poderia se dar a esse luxo. Combinaram que ela estaria meio período no hospital quatro vezes na semana.

Nessa altura Cuddy resolveu convidar familiares e alguns amigos para um churrasco em sua casa. Seria o primeiro evento desde o nascimento dos gêmeos.

Cuddy estava com um vestido vermelho muito bonito, ainda não era possível notar nenhum sinal da gravidez. House com uma calça jeans preta e uma camisa social rosa.

Os convidados começaram a chegar.

"Eu trouxe um Mohel caso mudem de ideia e resolvam circuncidar Thomas". Arlene disse apresentando o senhor.

"Senhor Mohel, você pode ficar a vontade, temos álcool. Pode beber, comer, fazer o que bem entender, pois certamente não precisaremos dos seus serviços hoje". House disse.

Arlene olhou descontente e House fingiu que nem viu.

"House". Cuddy o chamou. "Fica comigo". Ela falou pegando a mão dele.

"O que é isso?". Ele estranhou.

"Não posso querer ficar com meu marido? Quero ficar perto de você". Ela falou apertando a mão dele.

"Tudo bem". House respondeu estranhando.

Foram receber Dorothy que estava muito grávida. Julia e seus filhos. Blythe e Arthur. Joseph.

Tommy e Bella fizeram sucesso, todos os acharam lindos e fotogênicos.

"Eles realmente são muito lindos, puxaram minha família. Poderiam facilmente serem bebês de comerciais de televisão". Eles ouviram Arlene falando para seus familiares.

"Sua mãe está usando nossos filhos e nossas genéticas para se exibir". House falou.

"Ignore, pelo menos ela não está nos incomodando e ainda está elogiando nossos filhos". Cuddy respondeu.

"Ei". Era Wilson. "Cuddy, você está exuberante. Nem parece que estava grávida de gêmeos há pouco tempo".

"Obrigada!". Ela respondeu sorrindo.

"Ei, pare de dar em cima da minha esposa". House falou fingindo contrariedade.

"Não... eu não... é só um elogio". Wilson justificou.

"Wilson relaxe, não ligue para House". Cuddy falou divertida. Ela adorava ver seu marido ciumento.

"Uma dica, tire os olhos de Cuddy e de tia Ann hoje, ela já tem companhia". House disse.

"Ann tem companhia?". Wilson e Cuddy olharam para House curiosos.

"Aqui. Chase!". House chamou. "Chase, hoje é o dia de você pagar sua aposta. Tia Ann está aqui". House disse.

"Esquece isso House". Ele respondeu.

"Nunca! Aposta é dívida".

"Eu te dou 300 dólares para quitar a aposta". Chase propôs.

"Uhhhh... não. Obrigado!".

"Eu hoje vou finalmente ficar com Treze". Chase disse e House riu alto.

"Você está a fim de Treze?". Wilson perguntou tentando acompanhar a conversa.

"Esqueça ela Chase, invista em alguém que te quer também".

"Tia Ann?".

"Claro. Tia Ann é uma mulher a frente de seu tempo. Mente aberta".

"Deixem minha tia em paz!". Cuddy falou.

"Estou tentando fazer uma senhora feliz". House disse.

"House vem aqui". Ela falou puxando seu marido pelo braço.

"Eu não fiz nada demais, não precisa me dar sermão". Ele falava, mas ela o arrastava para o quarto das fraldas. Eles entraram e ela trancou a porta.

"O que?". House perguntou confuso.

"Quero você!". Cuddy disse levantando o vestido e retirando a calcinha.

"Oh meu Deus!". House exclamou já ficando excitado com a situação.

Ele a pegou e a encostou na parede, levantou o vestido dela até a cintura e começou a desabotoar sua a calça. Tudo isso enquanto beijava o pescoço de sua esposa.

"Me diz que me quer!". House surrurrou no ouvido dela.

"Eu te quero tanto que estou toda molhada".

"Oh... Você me mata ainda".

"Me fode marido, agora".

E assim ele fez. Ele a penetrou rápido e forte e ela gemeu alto. Ele continuava a penetrando no mesmo ritmo. As mãos de House seguravam as coxas de sua esposa mantendo-as abertas para ele e as costas dela batia contra a parede a cada nova penetração.

"Oh meu Deus. Eu estou perto". Cuddy disse.

"Eu também".

Nesse momento Arlene passava por ali e olhou confusa para o quarto barulhento.

"Oh... Meu Deus... eu... ah... te amo... amo se pau!". E Cuddy gozou seguida pelos gemidos roucos de seu marido.

"Eu amo hormônios de gravidez". House disse enquanto limpava seu pênis gasto e molhado antes de colocá-lo dentro da boxer novamente.

"E eu amo que você sempre está disposto a atender meus desejos de gravidez". Ela falou maliciosa enquanto ajustava o vestido. "Vou me limpar e ajeitar no banheiro, desça lá e disfarce".

House deu um selinho na esposa e saiu dando de cara com Arlene.

"Bruxa má, o que faz aqui?". House perguntou assustado e preocupado que ela pudesse ter ouvido algo.

"Cadê sua esposa devassa que fica de sacanagem com o marido durante uma festa familiar?". Arlene perguntou fazendo House arregalar os olhos e Cuddy corar dentro do quarto ouvindo a conversa.

Ambos não falaram nada.

"Avise ela que sua amiga Dorothy está dando a luz na sala".

"O que?". Cuddy apareceu.

"Aquela sua amiga veio quase parindo e agora literalmente está parindo". Arlene disse e saiu.

"House vai ver o que acontece enquanto eu vou rapidamente ao banheiro". Cuddy disse e House saiu.

"House, ela está já em trabalho de parto adiantado. A bolsa estourou e as contrações estão muito próximas". Treze falou quando House chegou a sala.

"Como? Como alguém vem a uma festa se está em trabalho de parto?". House estava confuso.

"Eu não pensei que fossem contrações de parto, achei que fossem as contrações regulares da gravidez". Dorothy falou.

"Eu a levo ao hospital". Taub se ofereceu.

"Taub, ela já teve um anão na vida dela, não precisa de um segundo. O primeiro já fez estragos suficientes, vide a cena a nossa frente". House falou.

"Estou sentindo algo sair". Dorothy falou.

"Vamos levá-la para cima para que eu possa examiná-la". Tia Ann disse.

"Ei, a senhora é médica?". Chase perguntou confuso.

"Não, mas eu era uma parteira renomada, vamos logo. Levantem ela rapazes". Ann ordenou.

"Calma lá, temos um monte de médicos aqui hoje e você quer fazer o parto? Acredito que os médicos estão em uma escala superior a das parteiras". House falou indignado.

"Sem mais discussões, vamos levá-la para cima". Ann ordenou e os rapazes a carregaram para a cama no quarto de hospedes.

"Agora tranque a porta que eu vou examiná-la". Ann ordenou.

"Espere, eu também vou". House falou.

"Não se atreva! Homens ficam esperando do lado de fora. Me deixe trabalhar em paz". Ann falou permitindo a entrada de Treze e de Cuddy.

"O que?". House estava indignado.

"House, por mais que você pense que eu não sou médica de verdade, estou aqui. Fique tranquilo e espere". Cuddy falou.

"Você está grávida", House falou baixo para ela.

"Fique tranquila, isso não fará mal ao bebê. Vá atrás de Tommy e Bella. Nós somos fortes". Cuddy falou dando um selinho em House e trancando a porta.

Os homens ficaram do lado de fora do quarto esperando. Em poucos minutos começaram a ouvir gritos, Dorothy estava realmente parindo.

"Deus inventou os hospitais com uma finalidade". House reclamou.

"Não dava mais tempo". Wilson disse.

"Mas como ela veio para uma festa em trabalho de parto?". Chase perguntou.

"Exatamente meu ponto. Mas ela é amiga de Cuddy, as amigas dela são peculiares". House disse.

"O marido dela também". Taub falou.

"Muito engraçado parente do filho de Dorothy". House respondeu.

"Como assim?". Taub não entendeu.

"O pai do filho dela é um anão". House esclareceu.

"O que?". Chase e Taub falaram ao mesmo tempo.

"Ele está brincando". Wilson concluiu.

"Não dessa vez". House disse

Uma hora depois...

"Pelo tempo que ela está berrando já era para ter nascido um filhote de elefante, quem dirá um anão". House comentou.

"É real essa coisa de anão? Qual é a história?". Chase perguntou.

"Longa história. Você... depois disso... Terá que beijar tia Ann se ela conseguir tirar essa criança viva e saudável". House disse.

"Quantos filhos essa mulher está parindo? Minha filha teve gêmeos e duvido que gritou assim". Arlene chegou falando.

"Ah, acredite em mim. Ela me ameaçou muito antes e durante o parto". House respondeu.

"Isso não conta. Você merece todas as ameaças que fizerem". Arlene respondeu afiada.

"Onde estão meus filhos, bruxa má?".

"Com sua mãe e seu pai, genro grosseiro". Arlene disse e abriu a porta do quarto. As cabeças dos homens se inclinaram para conseguirem ver algo, mas logo alguém lá dentro trancou a porta. Arlene gritou de fora: "peçam para a moça gritar menos, os convidados estão incomodados". E saiu.

"Que mulher insuportável". Chase desabafou.

"Bem vindo a meu mundo!". House respondeu.

Depois de alguns minutos os paramédicos chegaram, alguém deve ter chamado a ambulância.

"Onde está a mãe?". Um deles perguntou.

"Estão nesse quarto, mas eu não entraria aí. Várias mulheres feministas e loucas estão fazendo o parto e se alguém com pênis entrar aí, está ameaçado de sair sem nada balançando no meio das pernas". House falou e os paramédicos se juntaram aos demais médicos e ficaram esperando do lado de fora também.

Depois de mais alguns minutos...

Blythe levou Tommy e Bella para House.

"Nada ainda de nascer?". Ela perguntou para House que havia levado para cima uma geladeira portátil com cervejas e refrigerantes e uma bandeja com churrasco. Todos os homens estavam comendo e bebendo enquanto ouviam os gritos atrás da porta.

"Nada... Deve ter saído os pés do elefante e agora falta o resto". Ele falou sarcástico pegando seus filhos que sorriram quando o viram.

"E Rachel?". Ele perguntou.

"Ela está brincando com algumas crianças lá embaixo. Arthur está com ela. Eu já alimentei os bebês". Blythe falou e saiu.

Após meia hora ouviu-se o choro de um bebê. Era Jennifer que vinha ao mundo.

"Aeeeee!". Todos aplaudiam e celebravam quando ouviram o som, inclusive os paramédicos. Parecia uma final de campeonato. De repente tia Ann saiu com Jennifer e a levantou.

"Eis, Jennifer!". Ela disse e todos os homens aplaudiram, Wilson estava com lágrimas nos olhos.

"Espera, espera". House falou e pegou seu celular rapidamente dando play em Circle of Life, uma das músicas temas do filme Rei Leão.

"Agora sim tia Ann, a levante novamente".

Todos riram.

"Não House, eu nunca irei beijar tia Ann". Chase falou balanço a cabeça em negação.


No dia seguinte chegaram para o ultrassom, Cuddy estava muito ansiosa.

"Dê a mão para mim House, fique aqui do meu lado". Ela falou.

"Parece que estou de volta ao passado, quando estivemos aqui nessa mesma situação? Não faz nenhum ano...". House comentou.

Dr. Phillips começou o ultrassom e parou com cara de assustado depois de alguns segundos. "Oh meu Deus, eu sabia! Fiquem tranquilos".

Cuddy e House arregalaram os olhos em pânico esperando que ele complementasse a informação.

Continua...


Música do capítulo: Circle of Life / Nants' Ingonyama - Lindiwe Mkhize, Lebo M.