Capítulo 36 – O sonho da paternidade

Dr. Phillips começou o ultrassom e parou com cara de assustado depois. "Oh meu Deus, eu sabia! Fiquem tranquilos".

Cuddy e House arregalaram os olhos em pânico esperando que ele complementasse a informação.


"Eu imaginava que dessa vez seria... um único feto". Dr. Phillips riu.

House e Cuddy continuaram olhando para ele sem reação.

"E é! Um único feto". Dr. Phillips falou quando percebeu que eles ainda não haviam entendido.

Marido e mulher voltaram a respirar.

"Vocês pensaram que eu ia dizer... trigêmeos?". Ele riu alto.

"Isso é maldade". Cuddy falou. "Quase morri do coração".

"Foi muito boa!". House falou estendendo a mão para cumprimentar Dr. Phillips.

"O bebê está saudável?". Cuddy perguntou preocupada.

"Tudo normal por aqui. Em algumas semanas voltamos a avaliar".


Um mês havia se passado desde o ultrassom. Cuddy agora estava trabalhando de segunda à quinta-feira por meio período no hospital. House ficava a maior parte dos dias em casa, mas as vezes precisava ir até o hospital.

Cuddy estava agora com 12 semanas de gravidez. Tommy e Bella estavam com 5 meses, os dentes começaram a nascer e Bella teve febre e ficou manhosa enquanto Tommy queria morder tudo o que visse pela frente. Ela só queria o colo de sua mãe e de seu pai, não queria mais ninguém nessa fase e isso estava dificultando o dia a dia da família. Tommy não ligava, ele ia no colo de todos e começou a balbuciar muito, o tempo todo ele emitia sons de vogais, principalmente quando ouvia música, televisão ou alguém falava com ele. Boa coisa é que eles passaram a dormir a noite toda, mas Cuddy precisou aderir a fórmula, pelo menos a noite. Tommy estava acabando com sua energia, o menino mamava demais.

Rachel gostava de ver a evolução de seus irmãos, agora sim parecia que eles progrediam.

"Tommy não morde meu ursinho". Rachel falou para o irmão e ele riu. "Não é para rir, você está fazendo errado". Ela tentava educar o irmão um dia desses durante o café da manhã, e House e Cuddy acharam graça.

Essa era a família deles.


Cuddy estava radiante e notando a diferença entre a gravidez atual e a anterior. Dessa vez ela estava muito menos cansada, apesar de ter uma criança em casa e dois bebês. Além disso, Cuddy estava com muito mais tesão.

House estava fazendo um bom dinheiro com a consultoria, mais hospitais foram credenciados e ele começou a contar com a ajuda de Chase nas consultas, sempre que o pupilo tinha possibilidades. Assim Chase fazia um dinheiro extra e House podia lidar com mais de um caso ao mesmo tempo.

Cuddy estava tomando banho com Rachel, enquanto House estava na sala assistindo à televisão e os gêmeos dormiam.

"Mamãe porque você tem pelos aí embaixo?". Rachel perguntou fazendo Cuddy corar e engasgar com sua própria saliva.

"Porque sou adulta. Você também terá quando crescer".

"Papai é adulto. Ele também tem pelos?".

"Papai também tem sim. Todo o adulto tem".

"Você já viu papai pelado?".

Cuddy tossiu para ter tempo de pensar em uma resposta que soasse o mais natural possível.

"Sim. Marido e mulher tem intimidade, eles geralmente se veem pelado em alguns momentos".

"Posso ver papai pelado também?". Rachel perguntou curiosa.

"Você é menina e mamãe é menina, por isso estamos tomando banho juntas. Papai é menino".

"Ele tem torneirinha, não é?".

"Sim. Ele tem".

"O Davi tem torneirinha também?".

"Sim filha. Deixa-me passar xampu no seu cabelo, vire de costas". Cuddy tentou mudar de assunto.

"Eu vou pedir para o Davi me deixar ver a torneirinha dele". Rachel disse com naturalidade.

Cuddy arregalou os olhos.

"Rachel, você é criança e não deve se preocupar com isso agora. Suas partes de menina só podem ser tocadas por mim e papai e pelos médicos por motivos de higiene, para que você não fique com nenhum dodói. E também para vermos se está desenvolvendo certinho. Por mais ninguém. Qualquer outra pessoa que queira ver, você não deixa e conta para mamãe ou para o papai. Entendeu?".

"Sim, mamãe".

"Davi também não deve deixar ninguém que não seja os pais dele ou o médico verem suas partes de menino". Cuddy concluiu.

Terminaram o banho e Cuddy ficou preocupada, mas ela não queria falar para House ainda, não de qualquer jeito, pois ele poderia surtar e tomar medidas precipitadas.


Naquela noite Cuddy contou para House a conversa com Rachel durante o banho.

"O que?". House quase gritou.

"House, eu disse para você ficar calmo, isso é normal nessa idade. Crianças são curiosas sobre tudo". Cuddy falou pegando a mão de seu marido.

"Ela tem cinco anos! O que acontecerá quando ela tiver sete anos? No que ela estará interessada?". House perguntou preocupado.

"Temos que pensar em uma maneira de esclarecer a curiosidade dela de forma educacional e saudável". Cuddy falou.

"Eu mato esse David se mostrar suas coisas para ela". House disse.

"É Davi! E ele é uma criança também". Cuddy corrigiu. "Como falei, vamos pensar em alguma forma de explicar para ela".

"Talvez trancar ela no quarto e só liberar quando ela estiver com 30 anos". House falou e Cuddy virou os olhos.

"Um livro!". Cuddy falou. "Uma vez vi um livro infantil sobre sexo. Haviam imagens e uma linguagem para crianças. Vou procurar esse livro". Ela pegou o laptop e deu um selinho em House.

"Saiba que eu ainda estou chocado". House falou fazendo Cuddy rir.


Quando os gêmeos fizeram 6 meses, os primeiros dentes finalmente apareceram. Bella é bastante falante, tenta se comunicar com os pais o tempo todo, mas por ora o que ela pode fazer é dar gritinhos e soltar algumas vogais. Ela é muito apegada aos pais e venera House, mas estranha algumas pessoas diferentes. Já Tommy é muito ativo, ele tenta engatinhar, sentar, não para um segundo sequer. Não suporta cobertores ou roupas quentes. Ele não estranha ninguém, mas tem um apego especial por sua mãe, quando ficou em estado febril por conta do nascimento do dente, ele não queria sair do colo de sua mãe. Já com seu pai ele é só risadas, é só perceber a presença de House que ele começa a rir e se animar para brincar.

Cuddy não havia contato para ninguém ainda além de seu marido e Dr. Phillips, apesar dela estar com 17 semanas de gestação, não era possível ninguém notar. Ela caprichava na roupa para disfarçar, mas agora estava ficando difícil negar, eles teriam que abrir a informação para todos. House teria contado, mas Cuddy queria guardar isso só para eles pelo tempo que pudesse.

A família foi para um piquenique. Estavam em um parque próximo de casa.

"Ei bebês, aproveitem o primeiro piquenique de vocês". Cuddy falou beijando os filhos e os colocando sobre uma toalha que ela estendeu por cima da grama.

"Quero comer, papai... quero um sanduiche". Rachel falou ansiosa.

"Essa menina só perde para mim e Tommy no quesito apetite". House falou e Cuddy riu.

Agora que os bebês estavam se alimentando com papinhas e frutas. Os olhos dos dois saltavam quando viam comida ao redor, Tommy não demorava a chorar expressando seu desejo pela comida. Cuddy não deixou de amamentá-los, mas agora exclusivamente na mamadeira já que eles não aceitavam mais o peito, por isso ela ainda bombeava leite para seus filhos intercalando com a oferta de leite formulado. Foi um choque para Cuddy quando eles passaram a recusar o peito, ela chorou e House a consolou, mas ela entendeu que era uma fase que passou. Talvez imaginar que havia outro ser sendo formato em seu útero e que iniciaria essa fase da amamentação tenha tido um efeito positivo nessa aceitação.

House fez seus filhos passarem a mão na grama e eles adoraram a sensação. Sorriam muito e batiam a mãozinha na grama. Apesar do gramado em sua casa, os bebês nunca tinham estado sentados sobre a grama fresca.

"Eu tenho que gravar isso, é muita fofura". Cuddy disse com o celular na mão capturando o momento.

"Obrigado!". House disse.

"Não você... os bebês são fofos. Você é sexy". Ela disse e House riu.

"Mamãe... olha". Rachel disse e deu uma cambalhota no gramado.

Ela estava em uma fase em que sentia ciúmes de seus irmãos, então ela queria chamar a atenção dos pais a todo o momento.

"Uau, Rachel. Estou vendo que suas aulas de ginástica artística estão progredindo". Cuddy falou.

"A professora disse que eu sou boa". Rachel falou.

"Ela está certa". Cuddy disse.

"Papai... você me viu?". Ela perguntou.

"Vi sim, mas eu acho que você nos enganou. Para provar o que você fez tem que repetir". Ele falou.

"Não enganei não! Vou fazer outra vez para você ver que eu não te enganei". E ela fez outra vez.

"Oh meu Deus! Como você consegue fazer isso?". House falou.

"Porque eu sou boa". Rachel falou orgulhosa.

Rachel começou a brincar caçando borboletas e seus pais tiveram um momento de privacidade.

"Menino ou menina?". Cuddy perguntou para o marido.

"Tanto faz". Ele respondeu.

"Para mim também". Ela disse deitando a cabeça no ombro dele.

"Se for menino eu escolho o nome, se for menina você escolhe. Pois você escolheu Tomas e eu escolhi Isabella". Cuddy disse.

"Não é justo. Você escolheu Rachel também. 2x1, esse deve ser meu para empatar". House provocou.

"Você não estava na minha vida quando eu escolhi o nome de Rachel".

"Independente. Continua 2x1. Esse eu faço questão de escolher Mick se for menino".

"Nem pensar! Não esqueça que teremos o poder do veto". Cuddy disse rindo. "Eu... adorei a ideia do piquenique", ela disse para ele o beijando na bochecha.

"De nada!". House respondeu.

"Estou com um desejo de gravidez". Cuddy falou.

"Agora? Como vou buscar alguma comida e deixá-la sozinha com os três? Só se eu for depois que voltarmos".

"Esse desejo é diferente". Cuddy falou.

"Como assim?".

"Quero que você deixe sua barba crescer um pouco mais". Cuddy falou.

"Para você comer meu rosto depois?". House perguntou divertido.

"Não. Para você me comer". Ela disse e House sorriu malicioso.

"Uhhh. Gostei disso!". Ele disse.


No dia seguinte os bebês tomaram vacina e a noite eles estiveram febril e manhosos. House e Cuddy estavam morrendo de sono, já que passaram a noite praticamente em claro.

"House, estou indo trabalhar, você precisa levantar". Cuddy falou.

"Agora eles dormem...". House murmurou.

"A febre baixou e eles pegaram no sono. Já os alimentei e troquei as fraldas, eles devem dormir por algumas horas". Cuddy disse.

"Então eu vou dormir por algumas horas". Ele falou.

"Você tem paciente. Dois! Não esqueça. Temos bastante conta para pagar agora" Cuddy falou divertida e saiu.

No hospital Cuddy teve reunião com o conselho, sugeriram uma palestra de House para o próximo mês. A consultoria era um sucesso e os pedidos para que ele escrevesse um livro e começasse a palestrar estavam aumentando.

"Será aqui mesmo em Princeton para 200 pessoas, as inscrições acontecerão com antecedência, apenas médicos e estudantes". Dra. Clemens disse.

"Não sei... preciso ver com ele". Cuddy falou.

"Isso será muito importante para nosso hospital, você sabe. Receberíamos visitantes de toda parte, até de fora dos Estados Unidos. Para House também, a visibilidade seria ainda maior sobre ele". Dra. Clemens sabia muito bem como ser política e persuasiva, Cuddy pensou. Ela havia escolhido bem.

"Prometo que falarei com ele e darei um breve retorno". Cuddy disse já saindo para o pronto atendimento.

Um surto viral havia acometido o hospital e diversos médicos não estavam presentes, Cuddy monitorava de perto o fluxo do pronto atendimento, contrariando as recomendações de House para que ela ficasse longe dos narizes escorrendo.

"Dra. Cuddy. Tenho um problema". Uma jovem médica a chamou.

"O que é Dra. Flitz?".

A jovem apontou para o senhor que estava nu no consultório.

"Eu sei que meu pênis é enorme e chama a atenção de vocês senhoras, mas eu preciso fazer algo, pois ele não... desce". O homem orgulhoso disse com uma ereção exposta.

"Há quanto tempo o senhor está com essa ereção?". Cuddy perguntou.

"Duas horas". Ele respondeu nada tímido.

"O senhor tomou algum estimulante?".

"Apenas o de sempre... um remédio caseiro que é receita de minha avó".

"Já teve esse problema antes?".

"Uma vez, mas passou mais rápido, essa está demorando. Agora... se a senhora quiser aproveitar, eu estou a postos". O homem disse para Cuddy fazendo a jovem médica corar.

"O senhor será examinado por um de nossos especialistas, isso se chama Priaprismo e é perigoso para sua saúde, recomendo que evite essa receita caseira de sua avó no futuro e qualquer outro medicamente não indicado por um médico. No mais, seu pênis não me impressiona, tenho um maior e mais grosso em casa". Ela disse isso e recomendou para Dra. Flitz consultar o urologista de plantão e saiu.


Naquela noite a família jantava quando ouviram batidas na porta.

"Eu abro!". Rachel gritou e correu para lá.

"Rachel, filha, não! Não abra sem saber quem é antes". Cuddy falou pela milésima vez.

"Quem é?". Rachel perguntou.

"Wilson!".

"É o tio Wilson!". Ela falou abrindo a porta deixando Wilson entrar.

"Se fosse o lobo mal imitando a voz de Wilson já teria te comido a essa altura". House gritou da cozinha.

"Por que o lobo mal imitaria minha voz?". Wilson perguntou confuso.

"Para engolir Rachel". House respondeu.

"Faz sentido". Wilson falou.

"Wilson, quer jantar conosco?". Cuddy o convidou.

"Ah, tudo bem. Obrigado!".

"Quem aparece na casa de alguém na hora das refeições? Só mesmo alguém que pretende ser convidado para comer". House falou com a boca cheia.

"É para compensar todos os anos que você roubou minha comida". Wilson respondeu.

"Você é sempre bem vindo Wilson. Em qualquer hora". Cuddy disse e House olhou para ela. Marido e mulher trocaram um olhar divertido e sorriram.

"Os bebês estão dormindo?". Wilson perguntou.

"Sim tio Wilson. Eles dormem muito porque estão crescendo". Rachel respondeu e Wilson riu.

"Eu preciso falar com vocês após o jantar". Wilson disse.

"Lá vem!". House falou.

Após o jantar Rachel foi brincar de vídeo game, Cuddy permitia algumas horas por dia em jogos menos violentos. House às vezes burlava essa recomendação, mas não vem ao caso.

Wilson, House e Cuddy foram para a sala de estar.

"Diga Wilson". Cuddy falou.

"Eu... Ver vocês como uma família reforçou o desejo de eu ter algo assim também na minha vida". Wilson disse.

"Você vai casar com alguma enfermeira?". House interrompeu.

"House, o deixe falar". Cuddy repreendeu o marido.

"Como eu não tenho ninguém especial na minha vida, resolvi que quero ter um filho ou filha sozinho". Wilson concluiu.

House e Cuddy ficaram olhando para ele esperando maiores esclarecimentos, que não veio.

"Então... você virou um ser hermafrodita que é capaz de se autofecundar como uma tênia?". House perguntou recebendo um olhar repreensivo de sua esposa.

"Claro que eu sei que preciso de uma ajudinha". Wilson disse tímido.

"Não Wilson! Eu não vou doar esperma para você". House falou fingindo contrariedade.

"Muito engraçado!". Wilson respondeu.

"Nem Cuddy vai doar óvulos". House continuou.

"Eu... eu estive pensando em duas possibilidades. Tenho algumas colegas que não têm filhos. Pensei em perguntar se alguma delas estaria interessada em iniciar a vida materna e então nós seriamos pais juntos. Eu doaria esperma e teríamos uma fecundação in vitro. Mas, eu não quero ter que dividir meu filho ou filha com ninguém e continuar sozinho em casa durante a maior parte do tempo". Wilson disse. "Eu quero a guarda integral".

"Então..." House disse.

"Eu vou procurar uma doadora de óvulos anônima de um banco de óvulos. E com meu próprio esperma o óvulo será fecundado in vitro. Depois crescerá em uma barriga de aluguel". Wilson explicou.

"Uau!". House disse.

"Tem certeza Wilson? Não é como se você tivesse um relógio biológico e seus espermatozoides estivessem morrendo". Cuddy estava preocupada com a decisão do amigo.

"Tenho, já pensei bem".

"Em primeiro lugar, é estranho minha esposa falando de espermatozoides de outro homem, não gostei disso, raio de sol". House falou para Cuddy que virou os olhos e sorriu. "Em segundo lugar, você Wilson, parece uma mulher de quarenta anos apavorada para realizar o desejo de ser mãe. E em terceiro lugar, como você tem certeza de que isso vai dar certo? E se a barriga de aluguel foge com sua cria?".

"É tudo anônimo e seguro. Haverão vários registros, é tudo muito profissional e impessoal. Não teremos contato durante a gestação. Não saberei quem é a doadora de óvulos e nem a mulher que carregará meu filho/filha". Wilson respondeu.

"Pelo visto você já pesquisou a fundo o assunto". Cuddy disse.

"Sim. Já sim e decidi, é isso o que farei".

"Você não verá nem o parto?". Cuddy perguntou.

"O parto sim. Mas ficarei em um local onde não possa identificar a mãe, só ver meu filho/filha. Nem ela poderá me identificar. O hospital já tem experiência com esse tipo de reprodução". Wilson esclareceu.

"E você criará o bebê sozinho? Não acha importante uma figura materna?". Cuddy continuou o interrogatório.

"Eu contratarei alguém para me ajudar, mas é para isso que existem as fórmulas e cursos sobre paternidade. Claro que acho importante a figura materna, mas, se não tenho ninguém...".

"Realmente você parece uma mulher de quarenta e cinco anos enfrentando o fim de seu período reprodutivo". House falou.

"House, aparentemente Wilson pensou em tudo e tomou uma decisão. Temos que apoiá-lo". Cuddy falou para seu marido.

"Obrigado Cuddy". Wilson respondeu.

"Aliás, temos uma novidade para você Wilson". Cuddy falou pegando a mão de House e a apertando forte. "Você será o primeiro a saber. Estamos grávidos outra vez!".

"Eu não estou grávido. Você está!". House argumentou.

"É modo de dizer, House. Já que nós dois seremos os pais. Você precisa contestar tudo?". Cuddy falou irritada.

"Mas eu não tenho útero, logo você é quem está grávida". Ele disse e Cuddy revirou os olhos.

"Uau... uau... calem-se!". Wilson disse. "Vocês estão? Quer dizer... Você está grávida novamente?".

"Sim. Meu espermatozoide fecundou novamente um óvulo dela. 3x0 pra mim contra o in vitro. E depois dizem que os cientistas estão fazendo progresso". House exibiu-se.

"Uau... vocês não perdem tempo". Wilson disse surpreso.

"Culpa do galope alucinante".

"House!". Cuddy chamou a atenção do marido.

"Estou grávida de 17 semanas". Cuddy explicou.

"Já 17 semanas? E você não contou nada... E ninguém percebeu? Parabéns! Eu... eu quero viver isso também". Wilson disse.

"Ficar grávido de 17 semanas?". House perguntou.

"House! Deixe Wilson em paz". Cuddy falou e House controlou a risada.

"Eu sonho com a paternidade, vendo vocês... Tommy, Bella e Rachel. Quem me dera ter um bebê tão fofo assim". Wilson falou e House ainda estava se controlando. "Eu estava pensando em pedir a ajuda de vocês para analisarem algumas fichas de doadoras de óvulo que recebi. Estou fazendo tudo através da clínica de fecundação: Casa dos Óvulos - A Origem".

House tentou com todas as forças, mas não conseguiu segurar a risada nem mais um segundo e soltou o riso que estava enrustido.

Continua...