Capítulo 37 – Espião da porta ao lado
"Eu sonho com a paternidade, vendo vocês... Tommy, Bella e Rachel. Quem me dera ter um bebê tão fofo assim". Wilson falou e House ainda estava se controlando. "Eu estava pensando em pedir a ajuda de vocês para analisarem algumas fichas de doadoras de óvulo que recebi. Estou fazendo tudo através da clínica de fecundação: Casa dos Óvulos - A Origem".
House tentou com todas as forças, mas não conseguiu segurar a risada nem mais um segundo e soltou o riso que estava enrustido.
"Desculpem, desculpem. Não pude me conter". House falou quando Wilson e Cuddy o encaravam com os semblantes sérios.
"Ou você ajuda ou vai brincar de vídeo game com Rachel". Cuddy falou.
"Tentadora a ideia do vídeo game, principalmente porque eu comprei um jogo novo de guerra". Ele falou e Cuddy arregalou os olhos. "Mas, a ideia de olhar as fichas das doadoras da Casa dos Óvulos – A Origem, é melhor. Isso supera qualquer coisa".
"Se você deixar Rachel jogar esse novo jogo de guerra que você comprou, eu vou castrá-lo, e nunca mais teremos problemas com gravidez inesperada". Cuddy ameaçou.
"Vocês não planejaram a gravidez?" Wilson perguntou.
"Não". Cuddy respondeu. "Mas já amo meu bebê". Cuddy disse acariciando sua barriga.
"Como planejaríamos uma concepção quando nossos gêmeos não tinham nem 3 meses de vida?". House disse. "Mas ela ama meu pênis também, por isso temos um crescimento anormal no útero dela".
"House!". Cuddy falou corando.
"Tudo bem, voltando a Wilson e as fichas das candidatas da Casa dos óvulos – A Origem. Onde estão essas pérolas?". House perguntou.
"Eu não esperava que você levasse a sério mesmo". Ele disse.
"E mesmo assim você quis compartilhar comigo porque...".
"Porque você é meu amigo. Vocês são meus melhores amigos. Não é fácil viver isso sozinho". Wilson disse.
"E você está buscando viver isso sozinho porque...". House continuou.
"House! Quieto!". Cuddy chamou a atenção do marido. "Wilson ignore os comentários imaturos e foque apenas no que for útil. Onde estão as fichas?".
"Trouxe algumas que separei". Ele entregou as fichas para Cuddy, mas House as tirou das mãos dela.
"Vamos ver...". House começou. "Loira, olhos azuis, praticante de esgrima, judia... sabia que tinha que ter o gene da hipocrisia". House falou.
"Eu... procurei alguém como Amber". Wilson falou tímido.
"Essa não é como Amber, ela trabalha em uma ONG de animais e ajuda velhinhos a atravessarem a rua". House disse.
"Amber era uma boa pessoa". Wilson falou e Cuddy apertou a perna do marido em um sinal para ele se conter.
"Wilson, ela tem casos de albinismo na família. Sei que você também deveria ter o gene para isso ser uma questão, mas...". Cuddy falou.
"Fora!". House decretou. "Não pelo albinismo, mas porque ela é uma hipócrita mentirosa. Próxima: mulher de 39 anos. Fora! Os óvulos já estão velhos". House continuou. "Próxima: mulher 25 anos, loira, olhos castanhos, o pai é pastor. Fora! Genética ruim".
"House, você não pode descartar todas. Se você lesse minha ficha me descartaria também, mulher com mais de 40 anos, judia, reitora de medicina". Ela falou.
"Com certeza eu te descartaria, mas a realidade não segue as fichas, quando você está com essas informações em mãos é tudo o que você tem. Não consigo ver a bunda delas, nem os seios para deixar meu pênis confuso". House disse e Cuddy sorriu balançando a cabeça.
"Desculpe Wilson, ele é um idiota, mas eu o amo". Cuddy falou dando um selinho no marido.
"Oh Deus!". Wilson falou já se arrependendo de ter pedido a opinião do casal de amigos.
"Essa é boa: 34 anos, professora de catecismo. Além de hipócrita ela ainda dissemina a mentira. Certamente sofre de alucinação". House falou.
"Que tal essa?". Cuddy perguntou mostrando uma ficha para House.
"Só se Wilson quiser ter uma filha que pareça o lobisomem ou o Chewbacca, veja que ela tem o gene da hipertricose na árvore genealógica". House apontou e Cuddy riu.
"Desculpe Wilson, mas ainda bem que temos House para analisar todas as variáveis". Ela falou bem humorada.
"Se eu fosse ficar com alguém na vida real, não ia me preocupar se ela tem um gene defeituoso ou mutante". Wilson falou.
"Então por que você está analisando as fichas? Sorteie qualquer uma". House disse.
Wilson ficou bravo, House sempre tinha razão e isso era irritante.
"Ok. Escolha uma que não tenha nada que desabone os óvulos dela". Wilson falou.
"Já ouvi isso antes". Ele disse olhando para Cuddy que corou.
Continuaram analisando as fichas e House fazendo apontamentos aqui e ali.
"Veja essa se você quiser ter um filho já maduro Wilson. Ela tem o gene da Progeria na família. Bom é que seu filho nascerá e logo terá 60 anos de idade". House continuou.
"Vejam o tema de vida que essa aqui escolheu". Cuddy falou rindo. "Se não puder fazer tudo, faça tudo o que puder".
"Gene da derrota conformista". House disse rindo. Ele e Cuddy estavam se divertindo.
"Até você Cuddy?". Wilson reclamou.
"Eu gostei dessa. Ficha 290324". House disse e os dois olharam para ele em choque.
"Você gostou de alguma?". Wilson perguntou.
"31 anos, ruiva, olhos verdes, 1.70 metros de altura, 58 quilos, arquiteta. Já parece que é gostosa". House disse ganhando um olhar atento de sua esposa. "Ela diz que consome álcool socialmente. Ela é praticamente de tiro ao alvo e também de arco e flecha. Ela gosta de Heavy Metal, de corridas de automóveis e de astronomia, optou por não escolher uma frase preferida, é ateia e não tem nenhuma condição genética que salta aos olhos. Mulher muito foda!". House falou empolgado.
"Que bom que você se apaixonou por ela, quando eu te chutar você já tem uma substituta". Cuddy falou enciumada.
"Qual é esposa, eu estou escolhendo óvulos para Wilson da Casa dos óvulos - A Origem, somente isso". House falou.
"E precisa se empolgar tanto?". Cuddy perguntou.
House a abraçou forte e deu um leve beijo em sua boca. "Você dá de 10x0 nessa ruiva e em qualquer outra". Ele disse.
Cuddy sorriu e retribuiu o beijo.
"Ei... ei... ei... estou aqui!". Wilson disse.
"Que pena". House falou e Cuddy riu.
"Fique com a 290324". House orientou.
No sábado seguinte House e Cuddy decidiram convidar seus parentes mais próximos para um jantar com a finalidade de divulgarem a notícia da gravidez.
Durante o dia Davi foi brincar com Rachel. Quando o menino chegou viu House lavando sua moto e ficou muito interessado.
"Que moto legal. É sua?". Davi perguntou.
"Não, eu só a lavo porque tenho um coração muito bom e gosto de trabalhar de graça para as pessoas". House falou sarcasticamente.
"Que pena!". Davi disse.
House achou graça da inocência do menino.
"É minha sim, Derek". House disse.
"Meu nome é Davi. Que legal!". O menino falou.
"Você gosta de motos pelo visto". House perguntou.
"Eu gosto muito". O menino falou com os olhos brilhando. "Posso te ajudar?".
"A lavar a moto?". House perguntou desconfiado.
"Sim!".
"Tudo bem". Ele falou dando a esponja para ele.
No final, House deixou o menino lavar a moto praticamente sozinho enquanto assistia e ficava dando instruções.
"Papai, Davi veio para brincar comigo". A menina falou brava.
"Não me culpe, foi ele quem quis me ajudar". Ele disse para a filha.
"Davi, vamos brincar!". Rache falou para o menino.
"Depois...". O menino respondeu e House riu baixinho.
Rachel foi emburrada para dentro de casa reclamar para sua mãe.
"Ele veio brincar comigo, mas agora está lá com papai lavando a moto. Que coisa sem graça". A menina estava irritada.
"Acostume-se filha, homens são assim". Cuddy falou divertida com um sorriso no rosto. Sua filha estava começando desde cedo a entender os dilemas dos relacionamentos com o sexo oposto.
"Posso sentar?". Davi pediu para House assim que terminaram de enxugar a moto.
"Claro". House falou colocando o menino no acento da moto.
"Uau! Que legal!". O menino falou. "Você me leva dar uma volta qualquer hora?".
"Seus pais teriam que permitir, não posso fazer isso sem a permissão deles". House respondeu.
"Você é legal!". O menino falou para House.
"Você também não é tão chato como pensei. Mas se você tocar na minha filha...".
À noite os parentes chegaram para o jantar. Estavam todos na mesa, o jantar já havia iniciado.
"Sabiam que John está ganhando carne de graça agora?". Arlene falou maldosa.
"Mamãe!". Julia a repreendeu, pois seus filhos estavam presentes.
"Até que é útil, a carne está cara". Arlene continuou.
House riu e Cuddy deu um cutucão nele por debaixo da mesa.
"Ok pessoal, chamamos vocês aqui porque temos uma noticia". Cuddy começou olhando para House.
Ele a fez prometer horas antes que não viria com "estamos grávidos" novamente.
"Não me diga que você está grávida outra vez?". Arlene falou e riu.
Cuddy fechou a cara. "É isso mesmo. Estou grávida outra vez".
"Tudo bem Lisa, pode falar... Desculpe a brincadeira sem graça". Arlene disse.
"Não... não é brincadeira". Cuddy disse.
"Oh meu Deus! Isso é sério?". Blythe perguntou.
"Sim mãe. Estamos grávidos!". House disse e Cuddy olhou para ele surpresa.
"Oh! Que ótima notícia". Blythe levantou-se e foi abraçar o casal.
"Inesperado!". Julia disse parabenizando ambos.
"Vocês são coelhos ou o que?". Arlene perguntou.
"As minhas partes intimas são semelhantes às de uma baleia-azul macho, o resto é humano". House falou.
"House!". Cuddy falou.
"Vamos ter outro bebê?". Rachel perguntou ansiosa.
"Sim querida". Cuddy respondeu para a filha.
"Meu Deus quanta gente nessa casa!". A menina disse com sinceridade fazendo todos rirem.
"Menino ou menina?". A sobrinha de Cuddy perguntou.
"Não sabemos ainda". Cuddy respondeu.
"Quero um menino para brincar com Tommy, porque eu já tenho Bella para brincar comigo". Rachel falou fazendo todos suspirarem com a fofura.
"Meu filho é um garanhão". Arthur disse fazendo Cuddy corar e House ficar sem jeito.
"Ah, meu genro ficou com vergonha? Nunca o vi com vergonha". Arlene não deixou de denunciá-lo.
"A Bruxa de Blair está ficando louca". House tentou disfarçar.
"O bebê foi planejado? Vocês foram loucos a esse ponto? Os gêmeos estão com 6 meses. Com quanto tempo de gestação você está Lisa?". Arlene perguntou.
"17 semanas e não foi planejado". Cuddy respondeu.
"Obviamente que não, quando você engravidou os bebês não tinham nem três meses...". Arlene continuou. "E você nos conta só agora? 17 semanas?".
"Obviamente você ficou muito feliz por nós". House falou para ela. "Vamos brindar!". Ele disse cortando o assunto.
Todos brindaram com vinho, exceto Cuddy e as crianças que levantaram seus copos com suco de uva.
O casal foi para o ultrassom, será que descobririam hoje o sexo do bebê? No ultrassom passado não foi possível, já que o bebê estava com as pernas fechadas e não houve meios de fazê-lo mudar de posição. House até quis fazer outro exame depois, mas Cuddy quis esperar. De certa forma ela estava gostando da expectativa, além disso não é como se ela precisasse comprar roupas para o bebê, fosse menino ou menina ela teria roupas novas que já não serviam mais nos gêmeos.
"Vamos ver se dessa fez o bebê quer mostrar seu sexo". Dr. Phillips falou.
"Se for menina eu já gostei da atitude recatada". House disse fazendo Dr. Phillips rir e Cuddy virar os olhos.
"Sinto dizer, mas esse é um menino recatado". Dr. Phillips disse.
"Menino?". Cuddy perguntou com lágrimas nos olhos.
"Menino, sem nenhuma dúvida". Phillips falou.
"Claro que não, a joia de família é inconfundível". House disse orgulhoso.
"Teremos outro menino". Cuddy falou com lágrimas nos olhos pegando a mão de House.
"Sim! Os pais das meninas da vizinhança que se cuidem!". House falou.
Tommy e Bella completaram 7 meses. Eles começaram a prestar muita atenção em Rachel, tudo o que a menina fazia era interessante para eles. Bella ficou mais tímida com desconhecidos, cada vez mais apegada à seus pais. Tommy ainda não estranhava ninguém. O menino sentava sozinho desde o mês passado e agora se arrastava pelo chão e em breve começaria a engatinhar, com certeza. Bella conseguiu sentar-se sozinha há pouco tempo e era menos ativa que o irmão. Tommy berrava quando sentia fome, ou quando via seus pais e irmã comendo. Bella odiava qualquer coisa com volume alto, barulho não era com ela.
Cuddy estava com 21 semanas de gestação, ela sentia-se muito bem, nem enjoo ela experimentou nessa gravidez. O bebê mexia bastante, afinal, ele tinha mais espaço com um útero só para ele. Ainda não haviam falado sobre o nome do bebê, mas Cuddy insistia que seria decisão dela e seu marido contestava.
House continuava seu tratamento para a perna diariamente. Exercícios de fortalecimento, alongamento e fisioterapia. Ter uma academia em casa era um grande facilitador. Ele não podia correr maratonas, mas já dispensava a bengala e a dor era muito inferior, comparado a antes. Além da perna o resto também era fortalecido, para o deleite de Cuddy. Inclusive, House estava cultivando uma barba maior, atendendo ao pedido dela.
"Vamos filho. Vem para o papai!". House chamava seu filho balançando um biscoito.
Cuddy estava gravado.
"Vem filho!". Ele estimulava.
"Vem Tommy". Rachel ajudava seu pai.
Tommy se esforçou já que o desejo de comer o biscoito era superior. Ele começou se arrastando, mas terminou engatinhando.
"Aeee! Isso mesmo filho!". House levantou o menino orgulhoso.
"Ele conseguiu!". Rachel gritou feliz.
Cuddy largou a gravação e se juntou a House e Rachel abraçando o filho que engatinhou pela primeira vez.
"Agora sua vez Bella!". House disse e fez o mesmo com ela, mas a menina deitou e começou a brincar com sua própria perna.
Cuddy e Rachel riram e House se aproximou da bebê. "Vamos filha". Enquanto ele falava Tommy se aproximou engatinhando e tirou o biscoito da mão de seu pai.
"Meu Deus, tenho um filho ladrão!". House falou surpreso e Cuddy ria muito.
"Esse é definitivamente seu filho!". Cuddy disse.
"Bella, viu o que seu irmão fez?". Ele falou e Bella ria e passava sua pequena mão pelo rosto do pai.
O pai olhou para sua filha com tanto amor. A menininha tinha seu pai na palma de sua mão.
Cuddy contou para o conselho sobre sua gravidez e logo a notícia espalhou-se pelo hospital. House havia aceitado realizar uma palestra em Princeton e o dia havia chegado. 200 lugares esgotaram-se rapidamente, a procura era tanta que já estavam propondo uma segunda palestra para o próximo mês. Além disso, House iria ganhar um ótimo dinheiro por cada palestra.
Ele chegou ao hospital perto das 13:00. Estava muito elegante com calça social e uma camisa, mas não usava gravata. Sua barba crescida e o corpo bastante esguio devido aos exercícios diários.
"Uau... Você está bem!". Treze falou.
"Esperava o que? Um velho caindo aos pedaços?". House perguntou.
"Não..., mas... você parece realmente bem". Treze concluiu.
"Caramba, você não dá folga para o útero de sua esposa, hein?". Chase se aproximou falando.
"Claro que as fofocas já correram... Meus meninos não perdem tempo, ao contrário de você". House disse apontando os olhos para Treze e Chase corou.
"Já temos três apostas em andamento". Chase disse tentando mudar de assunto.
"Devido a minhas técnicas avançadas de reprodução humana, eu mereço ao menos 20% do valor". House disse fazendo Chase rir.
"Nunca!". Chase disse.
"Então pela falta do cumprimento de sua parte na aposta...". House falou.
"Como é bom vê-lo aqui Dr. House". Wilson chegou feliz interrompendo a conversa para alívio de Chase.
"E então Wilson, você já decidiu sobre aquele caso?" House perguntou sobre as doadoras de óvulos, pois Wilson ainda estava analisando fichas e mais fichas.
"Ainda em fase de análise". Wilson falou corando e apavorado com a possibilidade de House falar mais do que devia.
"Olha... melhor agir logo, senão Tommy terá 18 anos e você ainda estará em fase de análise. Te disse, fique com a 290324".
"Do que vocês estão falando?". Chase perguntou.
"Tratamento de um paciente de Wilson". House disfarçou.
"House!". Cuddy chegou e olhou para ele de cima a baixo, seu marido estava lindo e tudo o que ela queria era pular nele, mas ela se conteve. "Você está pronto? O anfiteatro está lotado".
"Pronto como um pinto na chuva". House disse fazendo Wilson e Chase rirem. "Mas até as 14:00 tenho tempo".
"Não tanto tempo assim". Cuddy disse ajeitando a gola da camisa do marido.
"Sobre o que será a palestra?". Chase perguntou curioso.
"Aguarde e verá!". House falou.
"Eu não consegui um lugar para assistir sua palestra, parece o evento do século, os ingressos esgotaram-se em minutos. Você está mais popular do que uma banda de Rock". Chase disse.
"É como eu digo, Mick e seu pai são Rockstars". House provocou Cuddy.
"Nunca que ele se chamará Mick". Cuddy falou sorrindo.
"Vou falar sobre os desafios do diagnóstico contra o tempo". House disse. "Basicamente será um show do papai aqui!".
"Eu gostaria de assistir!". Treze disse.
"Eu também!". Chase e Wilson concordaram.
"Vamos ver o que posso fazer". Cuddy falou.
House entrou no auditório com Cuddy faltando dez minutos para o início da palestra. Ele foi saldado por todos os presentes com veneração, afinal, Gregory House era uma lenda no mundo médico. Era um privilégio ter a oportunidade de ver uma palestra desse gênio.
"Olá Dr. House. Muito obrigada por sua presença!". Dra. Clemens disse.
Ele também foi saudado por reitores de outros hospitais e por alguns membros do conselho, os demais membros não suportavam o médico.
"House, comporte-se!". Cuddy falou para o marido quando teve um minuto a sós. "E... você está lindo e sexy". Ela falou mordendo os lábios e House sorriu.
Cuddy conseguiu um lugar improvisado para Treze, Chase e Wilson. Foreman e Taub continuaram seu dia a dia regular.
House foi excelente. Ele tinha o carisma de um rockstar e o conhecimento técnico de um gênio, os presentes ficaram encantados. Ele respondeu com educação e bom humor à todas as perguntas, mesmos as mais estupidas. Cuddy estava suspirando de orgulho de seu marido.
Ao término, após muitos aplausos, todos queriam ter uma palavrinha com House. Ele odiava isso, mas estava disfarçando bem. Sua esposa a distância reparava atentamente ao desconforto do marido. Então ela resolveu se aproximar.
"Agradeço a todos vocês, mas House tem um compromisso e infelizmente precisará ir". Ela falou puxando o marido.
"Para onde estamos indo?". House perguntou.
"Para o meu escritório". Cuddy respondeu enquanto arrastava House.
No escritório de Cuddy estava Wilson, ele entrou para pegar algumas fichas de candidatas a doadoras de óvulos que deixou com Cuddy. House estava certo, ele precisava decidir. Quando ele ouviu a porta abrindo, pegou as fichas e correu para o banheiro. Wilson não sabia ao certo porque se escondia, mas parecia errado estar no escritório de Cuddy sem a presença dela, mesmo que ele estivesse pegando algo que lhe pertencia.
House e Cuddy entraram no escritório e ela tratou de fechar a porta e as persianas.
"Você vai me estuprar agora?". House perguntou divertido.
"Praticamente isso". Ela respondeu com olhos maliciosos.
"Não é sua a regra não termos intimidades em horário de expediente?". House falou sem acreditar que Cuddy iria querer alguma intimidade com ele ali. Eles já fizeram sexo no banheiro masculino do hospital, mas foi em um dia tarde da noite quando House estava trabalhando em um caso e eles não se viam há dias. Além disso o hospital estava vazio. Agora, ali fora do escritório dela, havia um fluxo muito intenso de pessoas.
"Regras são feitas para serem quebradas, sobretudo quando seu marido faz uma palestra como a que acabei de ver, ele estava tão sexy enquanto falava. Fiquei me contorcendo por uma hora com vontade de tê-lo". Cuddy disse se aproximando do marido e o beijando.
"Oh meu Deus. Você será meu fim, mulher!". House disse enquanto Cuddy o beijava no pescoço e ele a guiava para a mesa.
Quando Cuddy notou que sua bunda encostou na mesa, ela com um gesto rápido limpou a mesa arremessando tudo o que havia nela para o chão, exceto o laptop.
"Oh, isso é quente". House disse.
"Então vem logo marido, quero você em mim". Ela falou com voz de desejo.
House se aproximou e começaram o beijo. Cuddy enroscou suas pernas na cintura dele o puxando mais para perto dela. O roçar das pélvis causou uma ereção em House e deixou Cuddy muito molhada. House subiu o vestido de sua esposa e afastou a calcinha deixando seus dedos brincarem com o clitóris e a vagina dela.
"Como você está molhada". Ele sussurrou no ouvido dela.
"É você que faz isso comigo".
Em pouco tempo House enfiou dois dedos dentro dela e Cuddy gemeu alto.
"Shhh... senão todo o hospital irá ouvir". House disse e ela o beijou para abafar seus gemidos.
Em seguida Cuddy abriu o zíper da calça dele e começou a massagear sua ereção. Ambos gemiam um na boca do outro.
"Sabe que essa é uma fantasia minha tornando-se realidade, não sabe?". House falou agora com três dedos dentro de sua esposa.
"Minha também". Ela disse. "Sempre sonhei em você entrar aqui e me colocar nessa mesa fazendo tudo o que queria comigo".
Cuddy tirou a ereção de House de dentro de sua boxer e alisava da base até a cabeça.
"Eu preciso de você dentro de mim". Ela quase gritou.
"Seu desejo é uma ordem madame". Nisso House a penetrou forte e urgente. Ambos gemeram alto quando isso aconteceu. O ritmo era acelerado, forte, apaixonado. Muitos gemidos e sussurros abafados. Cuddy mordia os ombros do marido enquanto suas pernas cruzavam na cintura dele. House beijava, lambia e mordia o pescoço de sua esposa.
"Oh, você é tão bom em mim... tão... grande... me sinto tão cheia". Cuddy dizia entre gemidos.
"E você está muito molhada... Oh... muito bom". Ele respondia com dificuldades.
Então House a virou, ela ficou de frente para a mesa, seus seios subiam e desciam na madeira fria enquanto House a levava por trás.
"Eu sempre sonhei assim". Ele disse.
"Então me fode forte". Ela pediu.
House obedeceu. O sexo era forte, duro, apaixonado.
"Oh meu Deus... eu vou... eu vou gozar no seu pau, meu amor!".
"Goza! Porque eu também vou... encher sua buceta".
E chegaram ao orgasmo quase simultaneamente. O orgasmo foi forte, eles levaram um tempo para descerem de sua onda e ficaram abraçados. Cuddy de costas para House e ele a abraçando por trás.
"Oh meu Deus! Foi muito bom". House disse.
"Como sempre". Cuddy falou se virando e abraçando o marido. "Eu te amo!".
"Eu também!".
"Você deve ir antes que alguém note". Cuddy falou.
"Se não ouviram nada eles vão perceber agora vendo meu cabelo assim e minha camisa amassada". House falou.
"Deixa eu te ajeitar". Cuddy começou a ajudar o marido com o cabelo, camisa e calça.
"Eu preciso ir ao banheiro". Cuddy disse.
Wilson que estava no banheiro sem sentidos e com olhos esbugalhados tremeu. A ideia de se esconder foi pior do que ele poderia prever. E agora?
Ele pegou o celular e ligou para Cuddy. Ela atendeu.
"Cuddy, emergência na radiologia, você precisa vir urgente". Ele falou sussurrando.
"Wilson, por que você está falando assim?". Cuddy perguntou e House olhou curioso.
"Não faça perguntas, venha urgentemente!".
"Eu vou ao banheiro e já...". Ela respondia, mas foi interrompida.
"Não... não... nada de banheiro. Venha já!". Wilson ordenou e desligou.
"O que Wilson queria?". House perguntou.
"Não sei, ele estava estranho...". Cuddy falou. "Disse que eu tinha que ir até a radiologia imediatamente".
House suspeitou, pediu para Cuddy se calar. "Ele está aqui". House disse no ouvido dela.
"O que?". Ela perguntou.
"Quieta mulher". House falou novamente no ouvido dela.
"Aqui no meu escritório?". Ela arregalou os olhos.
House balançou a cabeça positivamente e olhou embaixo da mesa. Por sorte ele não estava lá. Teria sido muito ruim, pois ele teria tido uma visão muito privilegiada do que aconteceu minutos atrás.
"Ele está no banheiro!". House apontou e apenas movimentou os lábios ao invés de falar.
"O que?". Cuddy fez o mesmo.
"Ligue no celular dele!". House falou e Cuddy assim o fez. House encostou a cabeça na porta e ouviu uma vibração.
"Sabia!". Ele disse apenas movimentando os lábios.
"Oh meu Deus! Ele ouviu tudo! Será que ele viu também?". Cuddy estava chocada.
"Então Cuddy... Deixa que eu vou até a radiologia e vejo o que está acontecendo. Pode responder seu e-mail urgente". House disse e Cuddy não entendeu nada. "Já volto com novidades". Ele saiu arrastando Cuddy para fora com ele.
"O que?". Cuddy perguntou quando estava fora de seu escritório.
"Vamos deixar Wilson preso aí por dias, sem comida e só com água da pia ou da descarga". House propôs.
"Como?". Cuddy perguntou.
"Tenho um plano". House falou malicioso.
Continua...
