Espero que a Fanfic ainda esteja interessante para vocês como está para mim. Estou aberta a sugestões e feedbacks respeitosos e produtivos.


Capítulo 39 – Dilemas masculinos

Cuddy estava com 25 semanas de gestação, essa era uma gravidez muito tranquila, mas nessa semana ela começou a sentir azia.

Os gêmeos completaram 8 meses de vida. Bella começou a engatinhar. Um dia Rachel estava brincando com seu ursinho de pelúcia e Bella, que estava no chão brincando com blocos, ficou tão encantada com o brinquedo de sua irmã que foi até ela para pegá-lo.

"Mamãe... Papai... Bella engatinhou". Rachel gritou.

"O que?". Cuddy gritou. "Oh meu Deus, e perdemos isso?".

"Filha sua safada, quer fazer as coisas pelas costas de todos? Eu gosto disso!". House falou pegando sua filha do chão e a erguendo.

Cuddy havia forrado todo o chão da sala de estar com placas de EVA para seus filhos ficarem seguros enquanto engatinhavam e descobriam o mundo. Ela também protegeu as tomadas e todos os cantos. Além de colocar travas nas portas de armários e gavetas.

Tommy mordeu toda a mesa de centro da sala, o menino não parava, era a energia em forma de bebê. Ele também abriu a gaveta da cozinha e saiu correndo com uma faca sem ponta outro dia. Cuddy em pânico resolveu tomar as providencias para a segurança da casa.

House chamava Tommy de Diabo da Tasmânia, ou simplesmente Taz. Cuddy ficava muito irritada.

Naquela manhã House estava com Bella no colo. A menina adorava estar nos braços de seu pai, ela chorava para ele pegá-la no colo. Cuddy dizia para ele não mimá-la, mas House não resistia.

"Rachel fará aniversário em breve, o que faremos para ela?". Cuddy perguntou para o marido.

"Você quer mesmo fazer uma grande festa?". House perguntou.

"Não. Talvez só algo pequeno aqui em casa para os mais próximos".

"Por mais próximo você diz... 100 pessoas? Sim porque você sempre diz isso e vem toda a sua família".

"Nunca! Se eu convidasse toda a minha família seriam pelo menos uns 200 convidados, e não os 20 que geralmente estão conosco incluindo sua família e seus amigos".

Nesse momento Tommy atravessa a sala engatinhando com um bicho de pelúcia todo rasgado".

"Tommy, o que é isso?". Cuddy saiu atrás dele.

"Meu urso! Tommy larga!". Rachel saiu atrás também.

Bella ria no colo de seu pai e batia palmas. Ela começou a bater palmas para tudo desde que completou 8 meses.

"Taz larga isso!". House falava rindo.

"House! Para com esse apelido horrível para nosso filho". Cuddy o repreendeu.

"Mamãe, Taz acabou com meu ursinho". Rachel reclamou.

House riu.


Durante a noite, House saiu do banho e se juntou a Cuddy na cama.

"Na sua próxima gravidez..." House ia dizendo e Cuddy o cortou.

"Próxima gravidez?". Ela falou indignada e arregalando os olhos. "Aliás, precisamos falar sobre algo".

"Lá vem". House suspirou.

"É sério. Precisamos pensar agora em um método anticoncepcional seguro e eficaz para garantir que não haverá uma próxima gravidez".

"Mas somos tão bons nisso, em fazer bebês". House disse.

"Você só pode estar mesmo louco ou querendo brincar comigo". Cuddy disse.

"Tudo bem. No que você pensou?".

"Vasectomia". Ela disse e para House foi como se uma bomba tivesse caído ali, no meio do quarto.

"O que? Você está querendo me castrar?". House perguntou indignado.

"Você nem parece um médico". Cuddy o advertiu. "Você não quis circuncidar seu filho, certamente não vai querer circuncidar esse também e não quer fazer vasectomia. Qualquer coisa relacionada a pênis é um tabu?".

"Claro!". Ele respondeu.

"O pênis não é um órgão intocável".

"Claro que não, você pode tocar o meu sempre que quiser". Ele respondeu.

"Digo, intocável para procedimentos médicos".

"Heresia!". House gritou.

"Fala baixo, os bebês estão dormindo". Cuddy chamou a atenção dele.

"O pênis foi feito com a finalidade de urinar e de ser participante nas atividades recreativas, qualquer coisa diferente está fora das leis divinas".

"Então eu posso parir pela minha vagina, mas você não pode fazer um pequeno corte em seu escroto e nos seus canais deferentes?". Cuddy perguntou irritada.

House olhou para ela chocado e não disse nada.

"Você sabe que isso não altera nada sobre sua virilidade ou sobre nossa vida sexual, certo?". Cuddy continuou.

"Você terá um homem castrado, mas funcional, exceto se eles fizerem uma bobagem e me deixarem impotente".

"House pare de drama. Você sabe que esse é um procedimento simples e rápido, pare de agir como um machista lunático".

"Ainda não me convenceu". House provocou.

"Você pretende engravidar outras mulheres? Não entendo a razão real para você se negar a isso?".

House ficou quieto.

"Depois de engravidar, carregar três bebês por meses, parir, ainda você espera que eu faça laqueadura?".

"Não foi isso que eu disse. Podemos tentar outros métodos".

"Tudo bem House, você deve entender melhor assim: Ou você pensa de verdade na ideia, ou vou ficar muito infeliz e minha libido vai diminuir muito". Ela falou.

"Isso é uma ameaça?".

"Entenda como quiser".

"Não foi você quem disse que não iria mais barganhar sexo?".

"Não estou barganhando e nem te chantageando, estou apontando fatos. Mulher infeliz igual a menos libido". Cuddy falou chacoalhando os ombros.

"Nunca pensei em fazer isso". House falou baixo.

"Acostume-se se quiser fazer sexo tranquilo antes e depois do nascimento de Gael". Ela falou.

"Gael? Quem é Gael?". House estava confuso.

"Nosso filho". Ela respondeu com naturalidade.

"Você quer um nome irlandês?". Ele estranhou. "O que aconteceu com Mick?".

"Quem disse uma vez que eu deveria escolher um nome que gostasse, que era um processo simples? Mick nunca foi cogitado".

"Gael é... surpreendente. Eu gosto! Não é como Mick, mas...". House disse.

"Gael Matthew House". Cuddy falou.

"Matthew pelo seu pai, eu imagino".

"Exatamente". Cuddy disse.

"Aceito com uma condição".

"Ah não!". Cuddy resmungou.

"Negociação, Cuddy". Ele disse.

"Qual a condição?". Ela perguntou resignada.

"Não fazer a vasectomia".


No dia seguinte House foi até o hospital com o intuito de falar com Wilson. Logo que chegou foi direto para o escritório do amigo. Abriu a porta sem bater e sentou-se na cadeira e não disse nada.

"Já cansei de repetir que eu não sou vidente, então fique ai o dia todo se quiser". Wilson falou.

"Cuddy quer me castrar". House falou pensativo.

"O que você fez pra ela?".

"Eu a engravidei... repetidamente".

"E ela quer cortar fora seu pênis agora?". Wilson estava confuso.

"Pior. Ela quer que eu faça vasectomia".

"Como isso é pior?". Wilson perguntou confuso.

"Bom ponto! Acho que exagerei".

"House, faça a vasectomia e seja feliz". Wilson disse naturalmente.

House arregalou os olhos. "Você sabe que eles vão cortar minhas bolas e meus fios, não sabe?".

"Um corte mínimo. Você nem fica internado". Wilson falou com desdém.

"Não acredito que você concorda com esse absurdo". House estava chocado.

"Você quer ter mais filhos? Quer povoar a América sozinho? Quer provar que você pode? Tudo bem House, você já provou seu ponto, você pode fazer bebês".

"Você é meu amigo, deveria ficar a meu lado". House reclamou.

"Eu sou amigo dos dois, e estou do seu lado. Não quero vocês sobrecarregados com dez filhos".

"Você faria vasectomia?".

"Se eu tivesse quatro filhos e minha esposa pedisse, sim!".

"Você não vai ser um pai, você será uma mãe. Está falando e agindo como Cuddy". House acusou.

"Tudo bem House, preciso trabalhar".

"Tá vendo? Igual ela!".

"Não faça a vasectomia então". Wilson desistiu.

"Então ela não fará mais sexo depois que Gael nascer".

"Quem é Gael?". Wilson perguntou sem entender.

"Meu filho".

"Ah... vocês tem um nome? Gael. Gostei!". Wilson falou com um sorriso.

"Ela escolheu o primeiro nome, o segundo nome e decidiu que eu serei castrado. O que mais falta ela escolher? A cor das minhas calcinhas?".

"Pare de drama House. Isso não mudara sua virilidade ou sua vida sexual".

"Outra vez! Igual Cuddy!". House falou em choque. "Você é uma mãe".


Naquela tarde Wilson foi falar com Cuddy.

"Seu marido está em pânico porque você quer castrá-lo". Ele disse.

"Ele te falou? Tanto drama por conta de uma vasectomia, não entendo".

"É House. Você acha mesmo que ele deixará alguém mexer nas bolas dele sem reclamar antes?". Wilson falou sorrindo e fez Cuddy rir também.

"Como está a gestação?". Cuddy perguntou.

"Até o momento tudo bem. A gravidez é de apenas duas semanas, temos que aguardar, tantas incertezas e possibilidades". Wilson disse ansioso.

"Vai dar tudo certo". Cuddy falou pegando a mão dele.

"Não vejo a hora do primeiro ultrassom". Ele disse.

"Eu te entendo". Cuddy disse.

Wilson parou assustado pensando que realmente ele estava parecendo Cuddy.


Na semana seguinte aconteceu a festa de Rachel. Só foram convidados alguns amigos do casal, parentes mais próximos e amiguinhos da menina.

As oito luzes do Hanukkah ainda estavam na casa. Cuddy contratou palhaços, ilusionistas, Buffet. Ela não tinha tempo para decorar e preparar a festa.

"Eu faria mágica melhor do que esse mágico profissional que você contratou". House resmungou.

"Tenho certeza, mas quero você comigo na festa". Ela falou dando um selinho no marido.

Davi estava lá e Rachel saiu arrastando o menino para toda a parte o apresentando como seu namorado.

"Você sabe que isso é um absurdo não sabe? Uma menina de 6 anos apresentando um namorado para a família toda?". House falou incomodado.

"E você ficou preocupado com essas coisas tradicionais depois de velho?". Cuddy riu.

"Velho?". House falou irritado.

"É modo de falar".

"Velho, mas te faz gritar alto na cama". Ele falou e saiu irritado. Cuddy ficou sem entender nada.

"O que Greg tem?". Blythe se aproximou de Cuddy.

"Não sei. Ele está estranho. Ficou bravo com Davi o namoradinho de Rachel, depois ficou irritado por uma bobagem que falei".

"Homens quando sentem que estão perdendo espaço ficam assim. Quando eles não se sentem o macho da casa". Blythe falou. "Mas isso passa!".

Cuddy automaticamente pensou no assunto da vasectomia, será que isso o estava afetando tanto assim?

"Tenho que desabafar com você, Lisa". Blythe começou. "Não conte para Greg, mas... eu voltei a ter uma vida sexual e estou me sentindo tão bem". Ela disse fazendo Cuddy corar.

"Que bom!". Cuddy falou sem graça.

"John... John era machista e não pensava em mim, se é que me entende. Mas Arthur... Arthur sempre foi diferente, ele... ele pensa muito em mim". Blythe disse.

Algo mais que House puxou do pai, Cuddy pensou. "Fico feliz por você estar feliz". Ela falou para a sogra.

"Obrigada Lisa. É como se eu voltasse a viver depois de velha". Ela falou suspirando. "Esperto que meu filho tenha puxado o pai biológico".

"Sim, fique tranquila". Cuddy só queria sair de lá. Foi quando Thomas chorou.

"Desculpe Blythe, preciso ver Tommy".

Enquanto isso House estava na varanda.

"Davi, venha aqui". House chamou o menino.

"O senhor aprendeu meu nome. Finalmente". Davi falou com sinceridade.

"Quantos anos você tem?". House perguntou para o menino.

"Sete".

"E você não acha que é muito novo para namorar?".

"Não". O menino respondeu fazendo House bufar.

"Me explique como é esse namoro. O que vocês fazem?".

"Nós brincamos".

"Brincam com o que?".

"Brinquedos".

"Você... você pega na mão dela?".

"Não, o senhor me disse para não pegar e eu não faço isso. Mas, ela me obriga a fazer as vezes".

House arregalou os olhos. "Como assim ela te obriga?".

"Ela quer pegar minha mão no intervalo entre as aulas e eu fujo dela. As vezes ela quer me dar um beijo na bochecha, mas eu acho isso nojento". O menino disse torcendo a boca.

"Oh meu Deus. Minha filha é uma mulher assanhada". House falou baixo para si mesmo.

Cuddy o encontrou.

"O que vocês dois fazem aqui?". Ela perguntou surpresa.

"O senhor House estava me perguntando como é meu namoro com Rachel". Davi respondeu.

Cuddy olhou para House e dispensou Davi para voltar a brincar.

"Antes que diga alguma coisa, eu preciso zelar por minha filha". House disse.

"Eu admiro o pai que você é, entendo sua preocupação, mas são crianças e não fazem nada demais".

"Ah é? Por acaso descobri que Rachel é a instigadora no relacionamento deles".

"Como assim?". Cuddy perguntou confusa.

"Davi me disse que ele tenta fugir, mas Rachel o obriga a pegar na mão dela e trocarem beijos na bochecha". Ele falou indignado fazendo Cuddy segurar uma risada.

"Pegar na mão e beijar a bochecha não tem nada demais". Ela disse.

"Hoje você diz isso, quando ela tiver doze anos e engravidar você me dirá outra coisa".

"House, ela não irá engravidar com doze anos, que absurdo!".

"Quem sabe? Ela já queria pedir para Davi mostrar as partes masculinas para ela".

"Ela é uma criança, tem curiosidade de criança, isso é saudável e natural. Como pais dela temos que educá-la esclarecendo suas dúvidas e apontando os caminhos, faz parte da paternidade".

"Não sei se me darei bem nesse negócio de paternidade, por mim já a trancava no quarto e liberava quanto ela fosse para a faculdade, ainda assim com cinto de castidade".

Cuddy se aproximou dele e o abraçou pelas costas dando um beijo no pescoço dele.

"Você é um ótimo pai. O resto é prática e dia a dia".

Ele ficou quieto olhando para o jardim.

"Tenho algo interessante para te dizer". Cuddy começou. "Sua mãe veio me falar sobre a vida sexual dela".

"Oh não! Por favor, já chega essa história de Rachel, isso seria demais". House falou saindo correndo de lá enquanto Cuddy ria.

Os convidados divertiam-se com Tommy engatinhando para cima e para baixo na sala. O menino era um furacão de energia ilimitada. Lindos olhos azuis brilhantes, cabelos loiros espetados, um mini House. Mas agora, depois de conseguir engatinhar, quando ele caia para dormir, realmente ele dormia profundamente. Bella já era mais cuidadosa, graciosa com seus lindos olhos azuis enormes, sua boca carnuda e bochechas rosadas.

"Seus filhos são lindos!". Wilson falava para House com voz de bobo, ele imaginava seu bebê daqui a alguns meses.

"E tem mais um bebê maravilha por vir! Espero que você tenha uma menina, será ótimo para meus dois rapazes". House provocou.

"Nem pense nisso!". Wilson falou sério.

"No que? Meus filhos dando em cima de sua filha ruiva?". House disse.

Nesse momento Wilson sentiu vontade de bater em House sem entender a exata razão, ele preferiu sair de perto do amigo e ir tomar um pouco de ar. Encontrou Cuddy na varanda.

"Ei, o que faz aqui? House também te irritou?". Ele perguntou.

"Não. Por quê? O que ele fez para você?".

"Ele... ele ficou falando que se eu tiver uma menina seus filhos vão dar em cima dela". Wilson falou percebendo o qual tolo ele parecia.

Cuddy riu alto. "E você liga para isso?".

"Acho que estou sensível com a gravidez e tudo mais". Ele respondeu apertando os olhos com o som disso, realmente ele parecia uma mulher gravida e hormonal.

Cuddy abraçou o amigo. "Isso faz parte do processo, é o que torna tão poderosa essa coisa da maternidade e da paternidade. Não temos controle sobre o tamanho de nosso amor por esses pequenos".

"Ora... ora... Já está traindo o grosseiro do meu genro!". Arlete falou enquanto chegava na varanda.

Cuddy riu. E Wilson corou.

"Não senhora, veja bem... ela é minha amiga e estava me falando sobre a paternidade agora que serei pai". Wilson justificou.

"Você não precisa se explicar para ela". Cuddy disse.

"Você será pai? Onde está sua esposa?". Arlene questionou.

"Não tenho esposa". Wilson respondeu.

"Então com quem você esteve de safadeza?".

"Mamãe!".

"Se não existe esposa ele fez como você e meu genro que ficavam de sacanagem antes do altar".

Cuddy virou os olhos pois não adiantava tentar falar nada para a mãe.

"Eu... eu não tive nenhuma relação sexual para a procriação, foi uma fertilização in vitro". Wilson falou sério.

"Sim, mas quem é a mãe? E por que você quis uma procriação no laboratório?".

"Mamãe, isso não te diz respeito. É a privacidade de Wilson". Cuddy estava envergonhada pela intromissão de Arlene.

"É um segredo?". A mulher insistia.

"Não tem problema, Lisa. Não é segredo nenhum. Eu queria ter um filho e não tinha um relacionamento então comprei óvulos de uma doadora e contratei uma barriga de aluguel". Ele falou para Arlene ficar chocada e abrir a boca sem palavras.

Depois de alguns segundos de silencio a mulher voltou a falar.

"Isso é um absurdo! Você acha que será a mãe do ano?".

"Mamãe, mais uma vez eu te peço...". Cuddy foi interrompida por Arlene.

"Me pede que eu fique quieta e não expresse opinião com essas modernidades absurdas. Mas ele não conseguirá criar uma criança sozinho, sem uma mãe. Isso é contra as leis de Deus, o homem não tem condições de suprir tudo o que uma criança precisa. Vocês da ciência acham que sabem e que podem tudo, mas o fato é que não podem. Agora não me diga que você irá amamentar o bebê diretamente de seus mamilos também? Já descobriram como produzir leite materno em homens?".

House que havia chegado quando ouviu a voz de Arlene aumentar, junto com alguns outros convidados, segurou a risada. Essa mulher ia dar um inferno de tempo para o seu amigo.

Wilson ficou à beira do choro com as palavras duras de Arlene. Cuddy tentou contornar a situação levando Wilson para dentro longe de sua mãe.

"Não preste atenção nela, Wilson. Você não estará sozinho, sempre estaremos aqui para ajudá-lo. No mais, tenho certeza de que encontrará uma mulher para compartilhar a vida com você e seu bebê". Cuddy disse.

"Será que me precipitei?". Ele perguntou em dúvida.

"Não. Você pensou bastante a respeito e fez a escolha que queria fazer, ninguém tem direito de dizer nada. Você é dono de sua vida".


Naquela noite, House estava na cama vendo televisão, ele colocou no canal do programa de culinária.

"Você só assiste a esse programa agora?". Cuddy falou contrariada.

"Você também gosta, sempre assiste comigo". Ele retrucou.

"Porque quero ficar perto de você, não pelo programa em si". Cuddy falou deitando-se na cama e se aproximando do marido.

"Até parece. Você estava que nem louca anteontem enquanto assistia".

"Porque é uma competição, competições aguçam meus sentidos".

"Nem vem! Você é louca sim quando o assunto é competição, mas você gosta do programa". Ele respondeu.

Ela deitou-se na frente dele e House envolveu sua cintura com os braços.

"Ele está agitado hoje, talvez por conta das emoções no aniversário de Rachel". Cuddy falou.

"Nossas festas são sempre emocionantes de alguma maneira peculiar". House respondeu e Cudy riu.

"Minha mãe foi maldosa, Wilson ficou arrasado".

"Isso passará". House falou beijando a orelha dela e alisando Gael.

"Sabe... se você fizer vasectomia, prometo que farei coisas loucas com seu pênis, suas bolas e seu esperma até que a morte nos separe". Cuddy disse surpreendendo seu marido.

"Você não pode continuar fazendo isso sem a necessidade de nenhum corte?". Ele falou.

"Eu te amo meu garanhão". Cuddy disse virando-se. "Não são os seus espermatozoides que o torna mais ou menos homem, você já é meu garanhão e sempre será". Ela montou nele.

"Então me prove isso". House gemeu.

Eles fizeram amor lento. Cada um prestando muita atenção a cada detalhe do corpo do outro. O ritmo perfeito entre eles, inconscientemente eles sabiam o que seus parceiros queriam e como queriam. Ritmo, pele, ritmo, suor, ritmo, toques, ritmo, bocas. Foi assim até o clímax e depois eles dormiram abraçados e felizes.