Capítulo 41 – Bolinho francês

Ele não havia dito para ninguém que viria, mas ele precisava falar com algum especialista na melhor clínica de Nova Jersey.

"Fique tranquilo Dr. House, como você sabe é um procedimento simples que não leva mais do que 20 minutos". Explicou Dr. Davis.

"Disso eu sei, mas quero números. Qual a probabilidade de algo errado acontecer?". House perguntou.

"De 0,2% a 5,3% de não atingir a esterilidade, por isso realizamos um espermograma para confirmar o sucesso cirúrgico. Nessa clínica houve um único caso até hoje".

"Mas você não me respondeu o percentual de risco de impotência após a cirurgia". House continuou.

"Isso nunca aconteceu aqui. Fique tranquilo Dr. House, é apenas uma pequena infiltração local com anestésico e uma incisão de um centímetro de cada lado do saco escrotal. Então isolamos digitalmente os canais deferente e os cortamos. O paciente é liberado em seguida e pode retomar suas atividades diárias. Você sabe que após a vasectomia, o homem continua ejaculando normalmente, embora o sêmen deixe de conter espermatozoides. Após um ou dois meses faremos o espermograma, até lá você precisa usar preservativo, pois em média leva 20 ejaculações para liberar todos os espermatozoides que estão nos canais. A vasectomia não provoca qualquer alteração no prazer sexual, não causa nenhuma alteração sensorial no pênis, além disso, você continuará produzindo espermatozoide normalmente. O sêmen continua sendo liberado...".

House o cortou. "Eu sei de tudo isso, sou um médico, esqueceu?".

"Não quis ser...".

House o cortou novamente. "Eu sei... desculpe-me. Eu... minha mulher está exigindo... eu nunca havia pensado nisso e precisava ouvir um profissional especializado".

"Eu entendo, eu sou vasectomizado, mas isso foi minha iniciativa após duas lindas filhas". Ele mostrou a foto das filhas para House.

"Eu tenho quatro filhos, quer dizer, três nascidos e outro a caminho". Ele disse.

"Uau! Eu entendo sua esposa". Ambos riram. "Fique tranquilo que eu mesmo farei seu procedimento se optar por isso, eu sou o chefe da urologia e não costumo fazer esse procedimento simples, deixo a cargo dos meus residentes e médicos menos experientes, mas farei isso por você".

"Obrigado?". House disse fazendo Dr. Davis rir.

"E após a cirurgia, quanto tempo de abstinência sexual?". House perguntou.

"Recomendo repouso de 48 horas, sem realização de esforço brusco, curativos diários por dez dias e uma semana sem sexo, pelo menos. O ideal seria 10 dias. Na primeira semana sem ejaculação nenhuma".

"E se eu tiver um sonho molhado?". House provocou.

"Dificilmente isso vai acontecer". Dr. Davis disse.

"Você está me dizendo que tudo estará tão dolorido que meu organismo vai evitar usar essas partes inconscientemente para a autopreservação?".

"Mais ou menos isso. Mas menos dor, não será nada insuportável". Dr. Davis explicou.

"Você se surpreenderia se soubesse o que já suportei com relação à dor".

"Tenho certeza que isso não será nada comparado".

O sujeito era educado e demonstrava confiança, o que House precisava nesse momento.


"Tenho uma grande notícia!". Wilson ligou para House.

"Você descobriu que tem um pênis?". House o provocou.

"Você acaba com toda a graça de qualquer grande notícia".

"Diga Jimmy, não se ofenda".

"Serei pai de uma menina".

"Uau! Vocês fizeram exame de sangue? Quantas semanas? Onze?".

"Isso, 11 semanas e exame de sangue feito. É uma menina! Já comprei algumas roupas de cor rosa que são lindas".

House riu. "Sua cara mamãe Jimmy".

"Cale a boca House!".

"Meus filhos agradecem!". House continuou a provocação.

"Se seus filhos chegarem perto de Madeleine...".

"Wow... wow... Madeleine?". House falou com sotaque francês.

"Sim".

"Sua cara também. Parece que está tendo uma filha que já nascerá com 80 anos de idade".

"Significa: aquela que vive na Torre de Deus, e eu gosto do som disso".

"Também é um nome de um bolinho francês, sabia? Aliás, ela vive na Torre de Deus até a adolescência, depois viverá no quarto dos meus filhos".

"Você é um idiota! Nem sei por que ainda sou seu amigo".

"Porque eu falo a verdade na sua cara, qualquer outro mentiria nesse momento e diria que é um nome lindo e que ela será uma virgem casta pela eternidade, mas o fato é que isso não é nome de uma mulher gostosa".

"É da minha filha não nascida ainda que você está falando". Wilson estava indignado.

"Desculpe Wilson pela minha insensibilidade à seus hormônios da gravidez". House disse segurando uma risada e Wilson desligou.

Mais tarde em casa...

"Madeilene... Só Wilson mesmo". House falou para Cuddy enquanto jantavam.

"Eu gosto, acho que tem personalidade".

"Você está inundada de hormônios, sua opinião é altamente influenciável quando o assunto é bebê".

"E você é um idiota". Ela disse com voz baixa e sorrindo para seus filhos não ouvirem.

"Como ele a chamará? Madeilene? Mad? Leine?".

"Ele disse que será Mandy".

"Wilson... Wilson...". House balançou a cabeça. "Espero que pelo menos seja uma menina bonita para que nossos filhos possam ter alguma bela visão enquanto crescem".

"Isso é machista de sua parte. Além disso, sabe que eles serão como primos, não sabe?". Cuddy falou.

"E quando isso impediu alguma coisa? Se você não se lembra de minha história com minha prima...".

"Cale-se House". Cuddy ficou irritada com a lembrança do passado dele com a prima.

"Só estou dizendo... Tenho razão".

Mais tarde foram para a sala, Tommy e Bella estavam em um cercadinho para andarem e rolarem a vontade, sem risco. Bella começou a querer dar os primeiros passos, Tommy já corria a essa altura.

"Mamãe, Tommy tá cheio de sangue na boca". Rachel gritou para sua mãe.

"O que?". Cuddy chegou à sala em um segundo, o coração batendo forte, correu para Tommy e quando o virou... Tommy estava com o rosto todo pintado de vinho e um batom na mão.

"Filho... Onde você conseguiu esse batom?". Ela disse e House ria muito.

"House, ele está comendo o batom todo". Cuddy falou preocupada tirando o batom da mão do menino.

"Quem manda você não alimentar seu filho?". Ele disse ainda rindo.

O fato é que os bebês estavam com 10 meses agora. Tommy é o terror da casa e Bella ainda está com preguiça para andar, ela adora animais e ursos de pelúcia, é muito meiga e carinhosa. Ela chora quando seus pais a repreendem enquanto Tommy ri. O menino come tudo o que lhe dão, Bella é mais seletiva, adora iogurte natural e frutas.

"Essa sua filha está indo para o mau caminho, querendo virar vegetariana como você". House provocou Cuddy nos dias anteriores.

Rachel estava cada dia mais empolgada com o desenvolvimento dos irmãos, ela e Bella se davam muito bem, ela adorava brincar com os cabelos escuros de sua irmã, mas com Tommy ela brigava muito, já que o menino roubava os brinquedos dela, puxava seus cabelos e comia sua comida.

Eles ouviram batidas na porta e Rachel correu para atender.

"Filha, não abra sem saber quem é". Cuddy gritou enquanto pegava Tommy.

Era Wilson.

Ele entrou muito feliz e olhou para Tommy. "O que aconteceu?".

"Ele comeu o batom da mãe por falta de comida". House disse.

"O que?". Wilson perguntou confuso.

"Ele pegou meu batom para brincar". Cuddy explicou levando o filho para o banho.

"Taz come tudo o que vê pela frente, ele agora está desenvolvendo gostos particulares". House falou e Cuddy gritou do andar superior.

"Eu ouvi isso!".

"Eu... eu não queria vir em uma má hora, é que eu precisava compartilhar isso". Wilson disse entregando algo para House.

"Ultrassom do bolinho francês?". House provocou.

"O primeiro ultrassom de Madeleine".

"Deixe-me ver... olha só, um feto normal". House falou.

Wilson tirou as imagens da mão dele. "Aposto que você não age assim com os ultrassons de seus filhos, espero muito isso por Cuddy".

"São meus filhos, como você bem disse. Sou biologicamente programado para achar até o cocô deles lindo".

Bella engatinhou até o pai e olhou para ele com olhos penetrantes e sorriu. House a pegou e a colocou sentada em seu colo.

"Está vendo? Biologicamente programado...". Ele disse morrendo de amores pela filha.

Rachel sentou do outro lado e abraçou seu pai.

"Eu estou ferrado com essas mulheres na minha vida. Se tenho algo para te dizer é isso, você está ferrado, você ficará a mercê de Mad para sempre". House falou para seu amigo.

"Não a chame de Mad, é Mandy. Até que foi bonito o que você falou agora". Wilson disse.

Cuddy chegou com Tommy limpo e ele também quis se juntar ao pai.

"Oh meu Deus, como vou dar conta de tanto cacho?". House disse divertido.

"Não esqueça que tem outro a caminho". Cuddy disse rindo.

Wilson mostrou as imagens do ultrassom para ela e Cuddy foi bem mais sensível, cumprimentou Wilson e apontou uma e outra coisa nas imagens.

"Você está grávida de 34 semanas já, logo mais Gael virá ao mundo". Wilson comentou para Cuddy. "Mal vejo a hora de Mandy vir também".

"Pois é, estou ansiosa". Ela disse.

"Meus filhos homens também ficarão ansiosos para conhecer Mad". House provocou.

"É Mandy! E vai se... vai se lascar, House". Wilson falou.

"Mad". Tommy repetiu e House riu alto enquanto Wilson e Cuddy olhavam feio.


O dia seguinte era sábado, Rachel foi passar o dia com Julia e seus filhos. Os bebês dormiam então House e Cuddy que estavam de bobeira resolveram fazer algo juntos.

"Que tal... sexo?". House perguntou.

"Você só pensa nisso! Temos que terminar o quarto de Gael". Cuddy falou fingindo irritação.

"O quarto já está mais do que pronto, dessa vez eu montei o berço sozinho, sem a ajuda de ninguém. A sua mala para levar ao hospital já está pronta. As fraldas já enchem ainda mais o quarto das fraldas. Marina já ganhou uma ajudante para cuidar das crianças. Acho que o calendário de tudo o que você fará nos próximos cinco anos já está pronto".

Cuddy escolheu a cor verde para o quarto de Gael.

"Depois ficaremos semanas sem sexo...". House fez beicinho.

"O que não faço pelo meu marido". Ela disse se aproximando.

"Como se você não quisesse". House falou.

Fizeram amor e dormiram profundamente depois.

Quando House acordou, Cuddy não estava no quarto. Ele colocou a calça e uma camiseta e saiu a procura da esposa.

"É assim que você faz mulher insensível. Faz sexo alucinante e depois some, me deixa sozinho..." House ia gritando, mas parou quando viu Arlene na sala junto a sua esposa.

"Bom saber que vocês ficam de safadeza mesmo com a gravidez quase no fim e no meio da tarde". Arlene disse.

"Existe uma norma que proíbe sexo a tarde?". House disse pegando um biscoito que estava servido sobre a mesa. "E sobre sexo na gravidez?".

"Você não precisava morder o pescoço de sua esposa". Arlene observou a marca recente no pescoço da filha e Cuddy corou.

"Mamãe!". Ela disse sem graça.

"Você deveria ficar feliz que sua filha tem sexo quente, um casamento saudável e um marido que gosta mais do pescoço dela do que desses biscoitos". Ele respondeu.

"Você acha que tem resposta e razão para tudo, não acha?". Arlene provocou.

"Eu não acho, eu tenho certeza". House disse com a boca cheia.

"Aliás, imagino que você não vai querer circuncidar Gael". Ela provocou.

"Claro que não. Como eu faria diferença entre meus filhos?". Ele respondeu.

"Basta circuncidar Thomas também". Ela falou e House riu alto, uma risada macabra.

"Sonhe!". Ele respondeu.

"Tudo bem, vocês dois, parem!". Cuddy ordenou.

"Vamos fazer o Purim aqui, Lisa?". Arlene perguntou.

"Sim". Cuddy respondeu para a mãe.

"O que? Eu não fui avisado que acontecerá na minha casa um encontro hipócrita?". House contestou.

"Não será nada demais, faremos um almoço aqui apenas. Wilson virá também. Nós geralmente fazemos algumas caridades e presenteamos os amigos com comida. Nesse caso, cada um trará alguma coisa para o almoço". Cuddy explicou.

"Uau, até Wilson já estava sabendo, menos seu marido". Ele disse ferido.

"House!". Cuddy tentou contornar a situação.

"Não, tudo bem. Espero que Gael não queira nascer no meio do Purim e estragar a festa". Ele disse saindo.


Naquela manhã, o casal acordou e foram preparar-se para receber os parentes de Cuddy para o Purim. House contrariado disse que não participaria de nenhum ritual, somente do almoço.

"Eu ficarei jogando vídeo game enquanto vocês fazem todos os ritos hipócritas que quiserem". Ele resmungou.

"Oh meu marido é tão compreensivo". Cuddy disse com uma voz manhosa se aproximando dele.

"Não precisa me zombar".

"Eu não estou". Cuddy puxou-o para ela e o beijou. As bocas se encontraram, os dois trataram de abri-las dando acesso as línguas, pescoços inclinados, línguas que dançavam em conjunto. O beijo foi apaixonado, intenso.

"Eca!". Rachel resmungou interrompendo o beijo de seus pais.

"O que foi filha?". Cuddy perguntou.

"Eu nunca vou gostar de beijar alguém assim". Ela disse fazendo seus pais rirem.

"Continue assim filha". House falou.

"Daqui a alguns anos você vai pensar diferente". Cuddy esclareceu.

"Não dê ouvidos para sua mãe, isso é realmente nojento, eu só faço porque ela me obriga". House falou.

"Ah é? Eu te obrigo?". Cuddy perguntou fingindo irritação.

Ele chegou perto dela, a abraçou e sussurrou em seu ouvido. "Entre no jogo".

Ela o afastou sorrindo. "Nunca!".

Mais tarde a família de Cuddy chegou para o almoço. Cada um trouxe um prato de comida diferente, e estavam alegres e festivos, até Arlene estava mais animada que o usual.

Wilson, que viria, declinou o convite no último momento, House nem perguntou nada ou incomodou o amigo, ele entendeu que Wilson sofreria muito nas mãos de Arlene. Apesar de ser algo engraçado de ver, o amigo estava muito sensível desde o começo do processo de fecundação e era mesmo melhor evitar o confronto nesse momento. Afinal, House só queria que esse dia acabasse logo.

Cuddy estava grávida de 37 semanas e Gael poderia vir a qualquer momento. Ela sentia-se muito menos inchada do que na gestação anterior, já que essa era uma gestação de um único bebê, também estava mais disposta. O sexo entre o casal não parou, apenas tomavam mais cuidado que o habitual.

As crianças estavam fantasiadas seguindo o costume do Purim.

Durante o almoço Tommy, que não parava por nada, ficou brincando em volta da mesa. Bella estava sentada no colo de seu pai.

"Hoje eu entreguei cinco Matanot La'evyonim aos pobres". Arlene começou a contar vantagens sobre suas qualidades caridosas. É hábito dar presentes aos pobres durante a celebração do Purim.

House enojado revirou os olhos.

"Também levei comida para todos os meus vizinhos". A sogra continuou explicando tudo o que fez para cumprir a tradição da celebração.

"Não adianta nada fazer isso só nessa época, você precisa se esforçar por ser uma pessoa melhor em todas as outras épocas". House falou para a sogra levando um cutucão de Cuddy por baixo da mesa.

"E o que você fez?". Arlene perguntou para House.

"Eu não fui hipócrita". Ele respondeu. "Aliás, você devia ter vindo fantasiada de bruxa". Ele disse. "Afinal, não seria nada além de sua vestimenta normal então eu retiro o que disse, você já está vestida de bruxa". Ele continuou fazendo os filhos de Julia rirem.

"Ignorando o que esse ateu diz". Arlene falou.

"Você vai acabar comendo toda a refeição sozinha, isso que dá fazer jejum de três dias quando a maioria só jejua no dia anterior". House cutucou a sogra novamente.

"Sim porque sua esposa judia nem jejum fez". Arlene cutucou.

"Estou grávida de 37 semanas, mamãe". Cuddy falou irritada.

"Vocês precisam educar melhor essas crianças". Arlene continuou. "Veja que o menino não para, parece um desequilibrado. A menina manhosa só quer ficar no colo".

"Mamãe, eu não admito que chame meu filho de desequilibrado, ele é uma criança saudável e tem muita energia, graças a Deus. Ela é carinhosa e gentil. Não podemos esquecer que eles têm 10 meses". Cuddy falou irritada.

"Mamãe, melhor você parar". Julia disse.

"É vovó, eles são fofos". A filha mais velha de Julia completou.

House só observava em silencio. De repente Arlene grita "Ai!".

Todos olham para ela sem entender.

"Esse pestinha me mordeu no braço". Ela falou e Tommy saiu rindo.

"Tommy!". Cuddy chamou a atenção do filho.

House riu.

"Esse menino é insano como o pai". Arlene comentou.

"Mamãe, não admito que fale assim do meu marido e do meu filho. Você está na minha casa, respeite minha família". Cuddy falou irritada e confusa com tudo o que aconteceu. Por que Tommy mordeu a avó?

"Filho vem aqui. Você não pode fazer isso". Cuddy continuou. "House você precisa me ajudar ao invés de ficar rindo".

"Mamãe, talvez ele pensou que o braço da avó Arlene era algo para comer. Tommy adora comer". Rachel falou fazendo seu pai rir mais alto, bem como seus primos.

Cuddy olhou séria para House.

"Tudo bem. Thomas Gregory House". O pai do menino começou. "Quantas vezes tenho que te falar para não comer carne velha? Isso pode te fazer mal!".

Todos os filhos de Arlene caíram na gargalhada, até Cuddy estava segurando uma risada.

Mais tarde naquele dia Cuddy foi falar com o marido.

"Ele não tem nem 11 meses, não sabe o que faz. Além disso, sua mãe é insuportável, Tommy reagiu como sabia e podia". House justificou.

"Você me faz parecer fraca perto dos outros e tira minha autoridade diante de nossos filhos". Ela disse.

"Você está fazendo uma tempestade a toa. Não foi para tanto, foi um bebê mordendo uma velha chata, acontece todos os dias".

Nisso foram interrompidos por Joseph, que também estava presente.

"Venham! Vou ler o Meguilá". Ele disse.

"Você sabe que eu não vou, certo?". House perguntou para a esposa.

"Sim. Mas comporte-se, por favor. E cuide de Tommy e Bella". Cuddy falou.

House pegou seus dois filhos bebês e foram para a sala de estar, onde estava o piano, deixando todos os outros na cozinha. Ele se aproximou do piano e começou a tocar enquanto seus filhos brincavam no chão.

De tempos em tempos ele ouvia uma gritaria vindo da cozinha, fazia parte do ritual que os presentes fizessem barulho sempre que o nome Haman era mencionado. Ele sorriu pensando que a única coisa que prendia as crianças nessa leitura chata era esse fato.

De repente ele sentiu uma mãozinha em sua perna. Era Bella que andou até seu pai pedindo colo.

"Ei menina, você andou finalmente? E fui eu quem te motivou a isso? Você queria ficar com seu pai?". Ele a erguei beijando-a. "Eu te amo minha filha".

Então Tommy olhou para os dois rindo.

"Vem cá Tommy, vamos abraçar sua irmã". Ele disse e o menino foi até eles.

"Filho sua irmã andou. Sei que não parece muito para você que já está nessa vida de andarilho há algum tempo, mas para ela foi uma evolução". Ele disse beijando o menino e abraçando os dois filhos.

Menos de uma hora depois a leitura terminou e Cuddy foi olhar seu marido e seus filhos, qual não foi sua surpresa quando chegando lá a menina estava andando junto com seu pai.

"Oh meu Deus!".

"Ela andou?". Rachel chegou também.

"Andou para o papai aqui". House falou orgulhoso.

"Oh meu amor, filha. Parabéns". A mãe disse indo até a menina e a abraçando.

Arlene chegou. "Ela quis andar para poder dançar e brincar no Purim, ela é uma judia nata".

House bufou.

"Ela pode finalmente brincar comigo agora?". Rachel ansiosa perguntou. "Afinal, eu queria uma irmã para isso".


No dia seguinte, House estava procurando um endereço que anotou em um pedaço de papel, chegando lá bateu na porta e uma mulher alta e imponente atendeu.

"Você é Stephanie?". House perguntou para a mulher grávida.

"Sim. Por quê?". Ela perguntou confusa.

"Fui enviado pela Casa dos óvulos – A Origem para checar se você estava bem". Ele disfarçou. "Já que você está grávida de 14 semanas".

Continua...