Capítulo 43 – Cortando os canos

Assim que Gael nasceu ele chorou, nada estridente como Tommy, foi um choro educado, se é que se pode classificar um choro dessa maneira. House fez as honras ao cortar o cordão umbilical e pegá-lo levando até a mãe que estava ansiosa para vê-lo.

"Ei... meu filho. Como você é lindo! Estou tão feliz em te ver". Cuddy disse.

Ela conferiu os dedinhos dos pés e das mãos, olhou para os detalhes no corpinho de seu filho e cheirou sua cabeça.

"Olha que cheiro gostoso". Ela falou para House que se abaixou para cheirá-lo também. "Aproveite papai, pois é a última vez que você vai cheirar a cabecinha de um filho seu recém-nascido".

"Para quem pensava que nunca teria filhos, cheirar três cabeças em menos de um ano parece bom". Ele falou e Cuddy riu.

"Eu te amo! Amo nossa família". Ela falou.

"Agora só falta um cachorro para completar". House respondeu.

"House, menos! Acabei de parir". Ela disse sorrindo.

Nesse momento Dr. Phillips interrompeu o momento familiar para realizar o primeiro exame em Gael, ainda no colo da mãe. O menino era muito atento a tudo ao seu redor. Quando o exame rápido terminou os dois beijaram a cabecinha de Gael, e ele estranhou a barba de seu pai, a sensação causou-lhe um arrepio. Os pais riram.

A enfermeira veio para ajudar Cuddy a amamentar Gael pela primeira vez. Não foi difícil, visto sua experiência recente. Gael começou a mamar com vontade, não como seu irmão Tommy que até machucava a mãe em alguns momentos, mas o menino estava com apetite.

Ficaram mais alguns minutos tendo um momento familiar, pais e filho.

"É verdade que você fará vasectomia?". Cuddy perguntou enquanto alisava a cabeça de Gael.

"Você estava parindo quando eu disse isso, ainda se lembra?".

Ela riu.

"Eu farei. Já fui a uma consulta, inclusive".

"Sério? Quando?". Cuddy estava surpresa.

"Mês passado".

"Onde?".

"Na melhor clínica especialista em Nova Jersey".

Ela sorriu.

"Ei bebê". House começou a falar com seu filho. "Bem vindo à loucura que é esse planeta e nossa família. Desculpe-me desde já pela sua avó Arlene. Mas eu não tive muito que fazer, ela veio no pacote de sua mãe".

Cuddy riu.

"Mas sua mãe vale totalmente o preço a se pagar".

"Que fofo!". Ela disse e eles trocaram um selinho carinhoso.

Quando Tommy terminou de mamar e arrotar, a enfermeira disse que precisavam levá-lo para mais exames regulares pós-parto.

"Fique tranquila Dra. Cuddy, nem vamos deixá-lo no berçário, ele voltará rapidamente para você". A enfermeira a tranquilizou.

"Tudo bem, mas o pai vai junto". Cuddy ordenou como mãe e como reitora.

House acompanhou todos os exames enquanto Cuddy dormiu cansada. Após um pouco mais de uma hora, levaram Gael de volta e o acomodaram em um berço ao lado da cama de Cuddy que ainda dormia. Gael dormiu também. Nessa hora House saiu para ligar para Blythe e dar notícias a Wilson e Arlene.

Ele ligou para a mãe que ficou emocionada com a notícia. Ela e Arthur estavam na casa cuidando dos netos, junto com Marina.

"Rachel que falar com você". Blythe disse passando o telefone para ela.

"Papai, Gael nasceu?".

"Sim filha. Ele nasceu forte e bonito e agora está dormindo com sua mãe".

"Mamãe e ele vão vir pra casa hoje?".

"Não Rachel, eles precisam dormir aqui no hospital hoje. Talvez amanhã eu leve eles pra casa. Mas sua avó vai te trazer aqui amanhã cedo para que você conheça seu irmão. Tudo bem?"

"SIM!". A menina gritou feliz e House riu.

"Cuide de seus irmãos mais novos junto com vovó. Tudo bem?".

"Sim, vou cuidar bem deles como uma verdadeira irmã mais velha".

Depois de desligar ele precisou dar a notícia para Arlene.

"Como assim? Nasceu e ninguém me disse nada?".

"Estou dizendo agora Arlene. Ele nasceu não faz nem duas horas".

"Ele é saudável?".

"Sim. Saudável e lindo como o pai".

"Pobre bebê". Arlene provocou o genro, mas sentindo uma grande felicidade no coração com o nascimento de seu neto.

House então foi encontrar Wilson que esperava na recepção da ala pediátrica.

"E ai?". Wilson perguntou ansioso e com um braço engessado.

"O que aconteceu?". House perguntou surpreso.

"Torci o pulso na sua casa quando... cai". Ele respondeu.

"Só você Wilson para tropeçar em um caminhão de brinquedo e torcer o pulso".

"Acidentes acontecem". Wilson justificou. "E ai?".

"Tudo bem! Gael está dormindo com Cuddy". House disse sorrindo.

"Parabéns papai! Trouxe charutos". Wilson disse.

"Você vai ficar com essa tala no pulso por quanto tempo?". House perguntou.

"Não sei ainda".

Foram até a varanda da sala de Wilson para fumar os charutos, Chase percebeu o movimento e saiu na varanda da sala de Diagnósticos encontrando os dois.

"Nasceu?". Chase perguntou.

"Quer celebrar conosco?". Wilson convidou.

"Claro! Parabéns Papai!". Ele disse antes de ir até os dois.

Os homens fumavam.

"Agora você vai cortar as bolas para não engravidar sua esposa novamente?". Chase perguntou.

"Como Wilson é linguarudo". House respondeu encarando o amigo.

"Eu não achei que era um segredo". Wilson defendeu-se.

"Ou isso ou não a engravidarei de qualquer maneira, pois não terei sexo". House justificou.

"O bom é que depois da vasectomia você também não engravidará nenhuma outra mulher". Chase disse fazendo House e Wilson o encarar.

"O que você quer dizer com isso?". Wilson perguntou.

"Nada... só... pode ser útil". Chase continuou.

"Fala isso na frente da Cuddy e ela te castra na hora e você também não poderá nunca mais engravidar ninguém". Wilson falou rindo.

"Como é seu filho?". Chase perguntou mudando de assunto e tentando se recuperar do comentário anterior.

"Lindo. Uma melhora na escala evolutiva do ser humano". House respondeu orgulhoso.

"Suspeito! Você é o pai, claro que vai achá-lo lindo". Chase disse.

"Vocês não conhecem Tommy e Bella? Sabem o meu histórico e ainda duvidam?". House falou. "Até Rachel que não é minha filha biológica é linda".

"Vai que ele puxou você...". Chase falou.

"Mais do que Tommy? Impossível, só se fosse um clone". Wilson disse.

"E Tommy não é fofo?". House perguntou.

"Muito! Com aqueles grandes olhos azuis, aquela bochecha rosa, aqueles cabelos loiros espetados, aquele sorriso". Wilson disse.

"Eu falo... meus genes e os de Cuddy combinados só podem originar algo bonito".


Cuddy dormia pesadamente, House estava em uma cama improvisada no quarto até que Gael acordou esfomeado.

"House, cadê ele?". Cuddy perguntou sonolenta e preocupada.

"Do seu lado no berço, espere que eu vou pegá-lo". House o entregou para Cuddy que sorridente o alimentou.

Foi assim a noite toda e na manhã estavam lá os outros integrantes de sua família para conhecer o irmão mais novo.

Blythe entrou carregando Bella e de mãos dadas com Rachel.

"Olha que fofo". Rachel disse para Bella. "Olhas as bochechas dele".

Gael estava atento a tudo e a todos.

"Beije ele assim ó". Rachel beijou o irmão que estava no colo de sua mãe para mostrar para Bella como fazer.

House levantou Bella e aproximou-a do irmão, ela fez o mesmo que Rachel, deu um beijinho na cabeça de Gael.

"Você tinha que tirar uma foto House". Cuddy disse.

"Como se eu estou carregando ela?".

"Deixa que eu tiro fotos da família". Blythe se ofereceu e pegou o seu moderno celular, presente de Arthur.

Falando em Arthur, ele entrou com Tommy.

"Ei filho, venha conhecer seu irmão mais novo". Cuddy disse e Arthur aproximou o menino de seu irmão mais novo.

Sem que ninguém esperasse Tommy deu um tapa no rosto de Gael e o recém-nascido começou a chorar.

"Tommy!". Cuddy falou assustada.

"Ei Tommy, você não pode bater no seu irmão mais novo". House falou com voz enérgica e Thomas assustou e fez beicinho de choro.

"Vamos Tommy, ele é pequeno e você pode machucá-lo. Dê um beijo no seu irmão agora". Ele aproximou Tommy de Gael que ainda chorava no colo da mãe e Tommy beijou o irmão.

"Isso filho!". Cuddy disse enquanto consolava Gael choroso.

"As brigas começaram cedo". House disse.

Depois chegaram Arlene e Julia. Além de Wilson, Chase, Treze, Foreman, Taub e outros colegas de Cuddy.

"Olha que fofo. Olha essas bochechas e essas covinhas". Julia dizia.

"Parabéns aos dois, vocês fizeram mais um bebê bonito". Wilson disse.

"Sorte da sua filha!". House respondeu.


No final do dia seguinte foram para casa, dessa vez não dispensaram a ajuda de Blythe e Marina. Com uma criança de seis anos, dois bebês de onze meses e mais um recém-nascido, não podiam dispensar ajuda nenhuma.

A adaptação foi mais tranquila do que imaginaram, Gael era um bebê calmo, diferente do irmão. Uma semana depois eles já estavam bem acostumados às novas rotinas, mas contando com ajuda, claro.

"Eu estava pensando em marcar minha vasectomia para a próxima semana". House falou.

"Dia 03 será aniversário de Tommy e Bella".

"Então, fazendo na próxima semana estarei recuperado até lá. Só não poderei fazer muito esforço na primeira semana".

"Temos Blythe, Arthur e Marina". Cuddy apontou.

"E também não insista porque não poderei fazer sexo por uma semana". House falou sorrindo.

"Isso vai ser difícil já que eu não posso fazer sexo por quarenta dias". Eles riram.

"Também não poderei ejacular por sete dias, tenho que tirar toda a reserva acumulada durante essa semana". Ele disse malicioso.

"Eu te ajudo com isso". Cuddy falou sorrindo.

Eles estavam tão cansados que não tinham forças para nada além de dormir, mas na véspera da vasectomia Cuddy fez sexo oral no marido para ajudá-lo a eliminar parte das "reservas".


Apesar do cansaço House não havia dormido bem. Os gêmeos já ficavam quietos a noite toda e Gael acordava a cada duas horas para mamar, Cuddy fez questão de evitar acordar House a cada vez que se levantava, mas o sono dele foi muito inconstante e às sete horas ele já estava em pé tomando seu banho.

Quando ele saiu do banheiro foi fazer algo rápido para o café, Cuddy levantou-se e o encontrou na cozinha alguns minutos depois.

"Está ansioso?".

"Um pouco". Ele admitiu.

"Obrigada por fazer isso por... nós". Cuddy falou com um sorriso.

"Tudo bem. Como você disse meses atrás, você já ficou grávida duas vezes, em uma delas grávida de gêmeos, e já passou por três partos, agora é a minha vez de fazer algo por essa família".

"Você faz muito". Cuddy falou se aproximando dele que estava sentado na mesa. "E eu sou muito grata por tudo". Ela beijou a cabeça do marido e o abraçou pelas costas.

"Quando Wilson virá?". Cuddy perguntou ainda o abraçando.

"Daqui a dez minutos, preciso terminar de me aprontar". Ele falou.

"Como ele vai dirigir com o pulso machucado?". Cuddy perguntou.

"Ele virá de táxi e vamos de táxi". House explicou e foi escovar os dentes.

Quando ouviu uma batida na porta Cuddy foi atender.

"Oi Cuddy, bom dia! Ele está pronto?".

"Está terminando. Obrigada por acompanhá-lo".

"Tudo bem, é sempre bom levar um amigo para que suas bolas sejam cortadas". Wilson fez a piada.

"Wilson, ele está tenso, ansioso. Evite piadas, por favor". Cuddy falou preocupada.

"Não prometo nada". Wilson disse e Cuddy a olhou sério. "Poxa, ele sempre está tirando sarro de mim".

"Me ligue quando ele entrar para o procedimento". Cuddy pediu ouvindo seu marido se aproximar.

"Vamos?". House chegou sério.

"Sim". Wilson respondeu.

"Eu vou Cuddy, te vejo mais tarde". House disse.

"Espera, e meu beijo?". Cuddy disse agarrando a cabeça de seu marido e a puxando para baixo. Ela deu um selinho nele.

"Eu te amo. Depois disso vamos ter todo o sexo quente do mundo sem nos preocupar com nada". Ela tentou incentivá-lo sussurrando isso no seu ouvido.

House deu um sorriso fraco e saiu.

No carro ele estava calado.

"Ei. Quer ouvir alguma música? Posso pedir para o motorista colocar algo". Wilson puxou assunto.

"A trilha sonora do momento em que estou indo cortar as bolas e os canos?". Ele falou desanimado.

"House, é algo simples. Depois você estará livre da preocupação com a superpopulação na Terra". Wilson tentava animá-lo.

"Eu só faço isso porque realmente amo demais aquela mulher".

"Eu sei. Ela sabe". Wilson disse com um sorriso.

"O amor nos faz agir de forma estúpida". House concluiu.

Chegaram à clínica. A recepcionista os encaminhou até uma sala de espera, mas logo Dr. Davis foi até eles.

"Bom dia, Dr. House". Ele disse.

"Bom dia, Dr. Davis. Essa é minha esposa que me obrigada a fazer a vasectomia". House falou apontando para Wilson.

"Eu não... eu sou amigo dele. Dr. Wilson. A esposa dele está em casa cuidando do caçula deles que tem uma semana de vida". Wilson justificou nervoso.

"Muitos detalhes só provam que ele mente". House disse e Wilson já estava corado a essa altura.

"Não... Eu falo a verdade".

"Tudo bem Dr. Wilson, eu sei da fama de bom humor que Dr. House possui". O médico falou sorrindo e se virou para House. "Parabéns pelo nascimento de seu filho".

"Obrigado. Bom... será o último da linhagem House".

"Você não está entrando em um procedimento onde terá seu pênis removido, pare com a cara de enterro". Dr. Davis falou sorrindo.

"Que bom me falar isso, porque é o como me sinto". House disse em tom sombrio. "Vamos acabar logo com isso?".

"Claro! Podemos entrar". Dr. Davis disse e virou-se para Wilson. "Em pouco tempo já venho dar notícias".

House entrou e Wilson mandou uma mensagem de texto para Cuddy.

Ele entrou na sala para o procedimento, estava parecendo que ia à um velório, ou à uma câmera de gás. De qualquer forma, eu mantive minha palavra e não caçoei dele, você me deve uma.

House foi até uma sala anexo trocar sua roupa por um avental hospitalar. Ele deu uma chacoalhada nos testículos e falou com eles. "Desculpem por isso rapazes, mas é por uma boa causa. Iremos nos divertir muito depois disso, prometo".

Ele voltou para a sala e deitou-se na maca.

"Vamos dar um sedativo para você e depois prosseguiremos com o procedimento, usaremos um anestésico local". Dr. Davis falou. Ele estava acompanhado de um médico residente e de um enfermeiro.

"Não quero o sedativo". House falou.

"Você ficará mais tranquilo".

"Não. Só a anestesia local". House estava irredutível. "Quero estar acordado caso vocês pensem em estragar tudo".

"Tudo bem, como você preferir". Dr. Davis falou bem humorado.

House foi preparado.

"Preciso levantar seu avental". Dr. Davis disse.

"Tudo bem, mas... desculpem pelo trauma que estou prestes a causar em vocês quando virem meus dotes". House disse fazendo os três homens presentes rirem.

"Cuidado com isso, é joia de família". Ele continuou quando Dr. Davis começou a ajustar a posição de seus testículos e de seu pênis.

"Pode deixar Dr. House. Cuidarei tão bem como se fossem os meus testículos". Dr. Davis falou sorrindo.

O procedimento começou e em casa Cuddy estava muito aflita. Ela alimentou Gael, Blythe a ajudou a alimentar os gêmeos e Rachel comeu cereal.

"Cadê papai?". Rachel perguntou.

"Ele foi ao médico, mas volta logo". Cuddy falou.

"Ele está doente?". A menina perguntou preocupada.

"Não filha, ele foi fazer um pequeno procedimento, logo ele volta mas vai precisar descansar nos próximos dias. Você me ajuda a cuidar do papai?".

"Sim mamãe. Eu amo o papai e quero que ele fique bom logo".

"Eu também filha, mas logo ele vai estar bom".

Rachel foi assistir à televisão enquanto sua mãe ficou na cozinha com Blythe.

"Ainda bem que ela não perguntou mais detalhes sobre o procedimento, não saberia explicar". Cuddy falou para a sogra que riu.

"Fique tranquila Lisa, ele ficará bem e logo estará de volta".

"Eu estou me sentindo culpada. Ele não queria fazer, fui eu quem praticamente o obrigou".

"Lisa, é um processo muito mais simples do que a Laqueadura das trompas, eu acho que você fez bem. Os homens precisam contribuir mais para os métodos contraceptivos, não deve ficar só a cargo da mulher". Blythe falou surpreendendo Cuddy. "Eu pensava diferente, fui criada para servir ao meu marido e fiz isso a vida toda com John, meu filho sofria abusos físicos e emocionais e eu fazia vistas grossas, quem me dera ter sido mais como você".

Cuddy ficou emocionada e abraçou a sogra.

"Eu amo meus netos, mas acho que quatro são suficientes". Ela disse fazendo ambas sorrirem. "Agora, não pense que ele não ficará manhoso, Greg vai te dar um trabalho esses dias, com certeza mais do que Gael, Bella e Rachel juntos. Tommy é como o pai, e não posso desconsiderá-lo. Greg e Tommy juntos será um desafio". E as mulheres riram novamente.

Nesse momento Bella, que estava brincando na sala, começou a chorar.

"Mamãe, Tommy puxou o cabelo de Bella e roubou o brinquedo dela". Rachel gritou.

"Como ia dizendo...". Blythe disse balançando a cabeça e sorrindo.

Na clínica o procedimento terminou após 30 minutos.

"Pronto Dr. House, você definitivamente não engravida mais ninguém". Dr. Davis falou sorrindo.

"Nesse momento eu nem consigo foder mais ninguém". House disse fazendo os três homens rirem.

"Você consegue andar?". O médico residente perguntou. "Tente se levantar devagar".

"Eu estou cheio de anestesia nas bolas, não sinto nada. Quero ver quando passar o efeito". House falou.

"Você já sabe sobre todos os cuidados, os pontos cairão sozinhos em poucos dias, você como médico, sabe como avaliar a cicatrização, mas em dez dias quero vê-lo novamente. Dois dias de repouso absoluto e sete dias evitando atividades físicas e esforço físico". Dr. Davis orientou antes de House sair.

Ele e Wilson estavam no táxi.

"Como se sente?". Wilson perguntou.

"Com as bolas anestesiadas e meus meninos infelizes já que não verão mais a luz do sol".

"Como é tomar uma injeção nas bolas?". Wilson perguntou intrigado.

"Muito agradável Wilson, nossa! É algo que quero fazer pelo resto de minha vida a partir de agora". House respondeu irônico.

Chegando em casa, Cuddy foi recebê-los na porta.

"House! Tudo bem?". Ela perguntou preocupada.

"Só saberei daqui a uma semana". House falou.

"Vai dar tudo certo, relaxe". Wilson disse.

"Vá para a cama House, você precisa de repouso". Cuddy orientou e ele subiu.

"Obrigada Wilson!"

"Por nada Cuddy. Foi uma honra levá-lo para o abate". Wilson disse sorrindo e saiu.

Cuddy subiu para olhar House e ele dormia tranquilo.

Nos próximos dias Cuddy e Blythe cuidavam dos bebês com a ajuda de Marina durante o dia, House repousava e Rachel fingia ser médica e cuidar de seu pai. Os bebês passavam parte do dia com o pai na cama e Cuddy o ajudava a fazer os curativos.

"A cicatrização está indo muito bem, logo estará pronto para coisas divertidas". Cuddy disse.

"Você está me ajudando com isso porque está bastante dolorido ainda e ele fica todo tímido e encolhido, mas a medida que a dor passar não poderei contar com sua ajuda mais". House falou. "São sete dias sem ejaculação, não esqueça".

"Logo vai passar". Cuddy falou.

"Depois de ter minhas bolas abertas, isso é tudo o que você fala?". House perguntou fazendo beicinho.

"Um centímetro House". Ela falou rindo. "Eu já tomei ponto na minha vagina mais de uma vez, se você não se lembra".

"Pare de desmerecer meu sacrifício". Ele resmungou.

Cuddy riu e deu um selinho no marido, o ajudou com as calças e saiu para pegar Gael.

"Ei Bella, papai está dodói". House dizia e a menina fazia carinho no rosto e cabelo dele.

"Ei Tommy, papai está dodói". House dizia e o menino gargalhava.

"Você não vai ser um psicopata garoto, Cuddy nunca ia me perdoar por isso, ela ia achar que eu tenho qualquer responsabilidade por isso". O pai falou para seu filho.

"Papai olha quem chegou. Gael quer lhe ver". Cuddy trouxe o filho.

Gael era muito atento a tudo e bastante tranquilo, quase não chorava.

"Ele tem os olhos diferentes dos de Tommy e de Bella quando eles nasceram. Acho que esse ficará com seus olhos". Ele disse para a esposa.

Gael ainda era recém-nascido, mas ele era uma mistura dos dois pais. Cabelos escuros, lábios que formavam um beicinho, nariz fininho e empinado, bochechas fartas e rosadas com uma covinha fofa, e até um leve furinho no queixo.

"Ele parece um anjinho". Cuddy disse.

"Que continue assim, já chega um Taz em casa".

"House!". Cuddy odiava aquele apelido.

"Taz!". Tommy repetiu rindo.