Capítulo 44 – Entre palhaços e prostitutos

"Minhas bolas estão até doendo de tanto esperma acumulado". House reclamou na manhã em que completou nove dias do procedimento.

Cuddy riu. "O seu médico não disse que era uma semana sem sexo? Acho que você já pode se aliviar um pouco. A cicatrização está ótima. Se quiser ajuda com isso...". Ela falou maliciosa.

Era bem cedo e as crianças estavam todas dormindo.

Cuddy o empurrou de costas na cama e montou em cima dele se esfregando em seu pênis ainda flácido enquanto o beijava. Em pouco tempo o pênis de House começou a dar sinais de vida e então ela se rastejou para baixo e puxou sua calça de pijama junto com sua boxer. O pênis dele estava meia vida nesse momento, Cuddy o pegou gentilmente e deu uma lambida na ponta fazendo House gemer.

"Cuidado com as minhas bolas". Ele disse.

Ela sorriu enquanto lambia seu pênis. Sua língua circulava pela cabeça e a cada segundo o pênis de House estava mais inflado.

"Quando eu gozar, quero ver se a quantidade do esperma é a mesma de antes". House disse e Cuddy continuou as lambidas e de repente o engoliu por completo. Nesse momento o pênis de House cresceu totalmente dentro da boca dela.

"Oh...". Ele gemeu.

Ela continuou e permitiu que o pênis fosse até sua garganta, depois movimentava a cabeça rapidamente para cima e para baixo, chegava quase a soltá-lo completamente e então engolia de volta quando sobrava só a ponta.

"Eu não vou durar muito". House disse.

O trabalho de Cuddy continuou até que ele a avisou que estava prestes a gozar. Ela então se retirou e com um trabalho de mãos fez com que o marido gozasse.

O esperma ficou nas palmas das mãos dela, uma quantidade considerável. Cuddy esperou House voltar de sua onda de prazer.

"Veja tudo normal por aqui. Você sempre teve muito esperma e continua com muito". Cuddy falou rindo.

"Eu estava com tudo acumulado, por isso saiu tanto". House respondeu.

Nesse momento Cuddy lambeu o esperma em sua mão.

"Mesmo gosto também". Ela falou maliciosa.

"Você ainda me mata mulher!". House respondeu com um gemido. "Deixe-me compensá-la".

"Não precisa". Ela disse se inclinando para beijar o marido na boca.

Segundos depois Gael começou a chorar.

"Gael tem o tempo exato". Ele disse e Cuddy levantou-se sorrindo indo até o banheiro enquanto House colocou a calça e foi buscar seu filho.


A festa de um ano de Tommy e Bella seria naquele dia.

Como Gael era recém-nascido resolveram fazer em casa novamente. House ficou um pouco receoso.

"Ele só tem um mês de vida e já vamos receber tanta gente assim aqui em casa".

"São só os amigos e parentes que já viriam aqui de qualquer modo para conhecê-lo. Além disso, Gael dormirá a maior parte da festa". Cuddy falou para o marido.

Tommy estava cada vez mais ativo. Ele e a irmã brincavam com jogos de encaixar e se saiam muito bem.

"Esses nossos filhos são uma melhora genética. O mundo nos deve por isso". House falava orgulhoso para Cuddy que ria, ela adorava ver a satisfação paterna nos olhos do marido.

Tommy já corria pela casa, o menino tinha uma coordenação motora impressionante, bem como uma energia ilimitada. Ele sempre estava rindo e aprontando, era a felicidade em forma de bebê. Seu cabelo deu uma leve escurecida, o que era um loiro claro estava agora virando um loiro médio. Os olhos eram muito intensos, era como olhar para os olhos de seu pai, não apenas a cor, mas o formato e a intensidade. O resto todo também era seu pai, isso impressionava a todos. Ele era um lindo bebê.

Bella era mais quieta, menos aberta que seu irmão, mas muito carinhosa. Ela adorava música, dançava e batia palmas sempre que ouvia. Toda vez que via um animal ela ficava louca, queria pegar e brincar com todos eles, de animais domésticos a insetos, não importava para ela. Seu cabelo castanho escuro continuava a crescer e a formar pequenos cachos, a bochecha volumosa e rosada, a boca carnuda, os olhos da cor dos de seu pai, mas com o formato dos de sua mãe. Quando ela sorria com seus pequenos dentinhos a mostra iluminava o ambiente. A menina poderia facilmente ser capa de qualquer revista infantil.

Gael adorava quando seu pai tocava para ele, ele arregalava os olhos e ouvia com atenção. Nos últimos dias começou a sorrir e era só ouvir uma música que o menino sorria feliz. As covinhas fofas na bochecha, os lábios em formato de biquinho, os olhos azuis acinzentados sempre atentos, o furinho no queijo, os ralos cabelos castanhos. Gael fazia qualquer um suspirar com tanta fofura.

Rachel estava muito orgulhosa de seus irmãos, ela sentia-se uma verdadeira irmã mais velha na missão de ensiná-los os caminhos das pedras. Passava horas de seu dia conversando com eles e explicando o que era certo e o que era errado, bem como cuidando dos cabelos de Bella. Rachel deu uma crescida nos últimos meses, agora estava mais alta e magra, cabelo mais comprido e com os dentes permanentes começando a aparecerem.

Na semana anterior o primeiro dente de leite de Rachel caiu. Ela estava com o dente mole já fazia uma semana, House queria arrancá-lo, mas a menina se negava a isso, ela tinha uma má impressão só de pensar em puxar o dente.

"Não... eu não quero". Ela dizia.

"Se você puxar esse dente te darei um presente". O pai falou.

"Não...".

"Você negando presente só por conta dessa covardia? Sabe o que fazíamos na minha época? Amarrávamos uma linha no dente e prendíamos a porta, então abríamos a porta com tudo e o dente caia".

"Que horror!". Cuddy chegou falando.

"Estou tentando convencer alguém aqui e você não está ajudando". House sussurrou para a esposa.

"Ela não vai arrancar o dente se não quiser, deixe o dente cair sozinho". Cuddy disse.

"Ai o dente que está vindo não terá espaço para nascer e começará a encavalar". O pai falou.

"E desde quando você é dentista?". A esposa retrucou.

"Você está questionando minha autoridade na frente de nossa filha". Ele retornou e Cuddy riu.

"Filha, quando o seu dente cair naturalmente você já sabe... O coloque embaixo do travesseiro que a Fada do Dente virá e substituirá seu dente por dinheiro". Cuddy disse para a filha.

"Eba!". A menina respondeu.

"Muito bonito. Fazer nossa filha acreditar em uma fantasia idiota e ainda suborná-la com dinheiro". House contestou divertido.

"Você queria suborná-la com presente. Não vejo diferença". Ela respondeu bem humorada.

O fato é que dias depois o dente caiu e Cuddy trocou o dente por uma nota de 10 dólares.


Cuddy havia contratado um Buffet para os preparos e serviços da festa, ela também contratou palhaços para animar as crianças. Naquela manhã eles estavam sem mantimentos em casa e House foi com Rachel ao supermercado depois de um café improvisado.

Cuddy ficou em casa com os filhos. Todos acordados e na cama com ela.

"Buuuuuuu". Cuddy falava para Gael que sorria.

Seus irmãos entraram na brincadeira e também repediam "Buuuuu", fazendo o mais jovem sorrir.

"Vocês estão se divertindo? Quem faz um aninho hoje?". Cuddy falava com Tommy e Bella e fazia cócegas nas barrigas deles.

Enquanto isso no supermercado...

"Pai o que é isso?". Rachel apontou para um pacote de absorventes.

"Absorventes". House respondeu.

"Para que servem?".

"Para conter o fluxo menstrual".

"O que é fluxo menstrual?".

"Sua mãe vai te explicar depois". House tentou cortar o assunto.

"Eu quero saber agora". A menina era teimosa quando queria.

"Tudo bem". House falou e se virou para a filha. "Quando a mulher chega à fase madura ela começa a ovular. O útero deve estar preparado para uma fecundação então ele se reveste de sangue esperando a chegada de um embrião, quando a fecundação não acontece o útero precisa eliminar essa reserva e esse sangue sai pela vagina como menstruação. O absorvente serve para conter o fluxo, como se fosse uma fralda".

Rachel ficou parada olhando para seu pai. "Não entendi nada".

"Ótimo. Quer marshmallow?". House ofereceu.

"QUERO!". Rachel gritou e saiu em busca do doce.

Quando chegaram em casa pai e filha estavam descarregando as compras e Cuddy foi encontrá-los. Bella e Tommy agitaram-se quando ouviram o carro e a voz de seu pai.

"Mamãe, papai me deu marshmallow e me explicou para que serve Adstroventes, mas eu não entendi nada". Rachel chegou dizendo e House revirou os olhos.

Cuddy olhou para House esperando uma explicação.

"Não me olhe assim, eu falei certo para ela: absorventes, ela que não consegue falar a palavra". House se justificou.

"Filha vai buscar as outras sacolas no carro". Cuddy pediu e House percebeu que viria um sermão da esposa.

"Você falou sobre...". Ela ia dizendo, mas House a interrompeu.

"Ela me perguntou, o que eu faria?". Ele explicou.

"E você falou o que?".

"A verdade, mas ela não entendeu. Obrigado Deus por isso! Depois comprei marshmallow e ela esqueceu".

"Claramente ela se esqueceu". Cuddy disse sarcástica.

"Relaxa Cuddy, você ainda tem uns seis anos para pensar em como vai explicar isso para ela". Ele disse pegando Tommy no colo e o girando no ar.

"Por que eu devo explicar? E você?". Ela perguntou.

"Deixe-me ver... Porque você é mulher... porque você tem mais experiência com fluxos menstruais e absorventes... Isso te parece bom o suficiente?". House falou enquanto colocava Tommy no chão e pegava Bella.

"Você é médico e tem tanta informação quanto eu".

"Mas não tenho sua experiência. Você cobre as meninas e eu cubro os meninos". House propôs enquanto rodava Bella no ar.

"Mamãe, tem umas sacolas muito pesadas". Rachel entrou dizendo e salvando House.


A festa começou às 15:00. Rachel convidou Davi e mais alguns amiguinhos. Dorothy levou Jennifer de oito meses. Os familiares, amigos, todos apareceram.

Os três bebês foram sucesso absoluto, todos os presentes queriam tirar fotos com eles. Bella estava linda em um vestido azul e com uma tiara na mesma cor que combinava com seus olhos. Tommy estava em uma camisa social branca e uma calça com suspensório azul ornando com a gravata borboleta e com seus lindos olhos. O menino queria tirar a gravata desde o momento em que sua mãe o vestiu. Gael, por ser um recém-nascido, fez uma apresentação rápida e logo voltou para o berço. Rachel estava com um lindo vestido rosa de sua escolha, a essa altura Rachel queria escolher todas as roupas e adorava a cor rosa. Cuddy estava linda em seu vestido vermelho, nem parecia que tinha dado a luz há um mês. House estava com uma calça social na cor caqui, uma camisa social preta, ele estava muito bem.

"Você não vai me dizer mesmo o nome e o endereço da barriga de aluguel?". Wilson dizia para House.

"Você sabe que é melhor que eu não diga nada. Não esqueça que é contra as regras da Casa de óvulos – A origem". House caçoou.

"Vamos House, eu preciso saber mais sobre minha filha. 19 semanas de gestação e tudo o que recebo é um boletim semanal".

"Você sabia disso antes de começar o processo".

"Sim, mas...". Wilson falava quando foi cortado pela chegada de um dos palhaços da festa. Ele saiu correndo.

"Wilson?". House não entendeu nada.

House foi atrás de Wilson e o encontrou na varanda.

"O que diabos aconteceu?". Ele perguntou para o amigo. "Você deve dinheiro para aquele palhaço?".

"Palhaços... odeio palhaços". House riu. Isso seria divertido.

Chase estava com a nova namorada, uma modelo.

"Vocês têm filhos lindos. Meu Deus! Eles podem ser capa de revista infantil. Olha esses olhos, essas bochechas. Meu Deus! Eu fico louca porque também quero ser mãe logo". Ela dizia para Cuddy encantada e Chase arregalou os olhos.

"Obrigada, muito gentil de sua parte. Tenho certeza de que seus filhos também serão lindos". Cuddy disse para ela.

Nisso Cuddy percebe seu marido passando agitado.

"O que houve?". Ela pergunta para House.

"Wilson tem medo de palhaços". Ele disse rindo.

"Sério?".

"Sim!".

"E o que você pretende fazer com essa informação?". Cuddy perguntou desconfiada.

"Atormentá-lo. O que mais eu faria?". House falou empolgado e saindo.

Ele foi até onde estavam os dois palhaços. "Querem ganhar um dinheiro extra?".

A festa continuava animada, música, dança e muita comida.

"Fiquei sabendo que você cortou suas coisas masculinas". Arlene disse se aproximando de House.

"Mamãe!". Cuddy a recriminou.

"Isso não é o tipo de coisa que um homem faz". Arlene respondeu para a filha.

"Olha senhora bruxa do mal, o tipo de homem que ama sua filha e sua família faria sim esse sacrifício por eles". House respondeu e Cuddy se derreteu de amores o abraçando e beijando-o.

"Que coisa mais ridícula". Arlene disse contrariada e saindo. Foi quando ela encontrou Wilson pelo caminho que fugia de um palhaço que insistia em ficar atrás dele.

"Olha só... a mãe do ano!". Arlene falou alto.

Wilson então começou a fugir dos dois palhaços que o perseguiam e de Arlene.

Julia estava com seu novo namorado a tiracolo, Ravi. Um homem de meia idade, empresário de uma startup no ramo logístico com ideias inovadoras.

"Nós só trabalhamos com bicicletas. Toda a carga é transportada por bicicletas". Ravi dizia.

"Mas você tem algumas limitações". House ia dizendo.

"Não vejo limitações, só oportunidades". Ravi respondeu.

"Tudo bem, mas e quando chove? E quando você recebe uma carga de volume grande ou de tamanho grande? E quando você recebe uma entrega interestadual?". House apontou.

"Nosso negócio é ecologicamente sustentável". Ravi continuou.

"Sim, mas se você não tiver solução para esses pontos não haverá nenhum problema ao meio ambiente uma vez que você não terá entregas a fazer". House disse e Cuddy o cutucou.

O homem continuou dizendo coisas sem sentido e House parou de ouvi-lo.

"Sua irmã está namorando um lunático". House cochichou no ouvido de sua esposa.

Mais tarde House estava com Tommy e Bella, eles estavam brincando com o palhaço. Tommy já havia tirado sua gravata, obviamente.

"Seu amigo está apavorado". Um dos palhaços falou fazendo House rir.

"Ótimo. Continuem o seguindo". House orientou.

Tommy puxou o nariz do palhaço e o arrancou. Isso fez o menino rir muito.

"Desculpe-me, Taz é terrível". House falou para o palhaço.

"Palhaço dodói?". Bella perguntou e fez carinho nele.

Enquanto isso Arlene puxou Cuddy de lado.

"Lisa, você precisa falar com sua irmã. O namorado que ela arrumou é um lunático. Onde já se viu entregas com bicicletas? O sujeito é completamente doido".

"Mamãe, é escolha de Julia, ela o conhece há pouco tempo. Vamos deixá-los se entenderem".

"Lisa, ele vai falir o negócio e depois vai ficar vivendo à custa de quem? Sua irmã é dona de casa, vive com a pensão do ex-marido homossexual".

"Mamãe...". Cuddy falava quando foi interrompida por sua mãe.

"Gregory é lunático, mas um tipo diferente de lunático. Ele te sustenta, ganha um bom dinheiro, aparentemente. É inteligente, não é um alienado como esse Ravi". Arlene admitiu fazendo Cuddy sorrir satisfeita. Finalmente sua mãe elogiava seu homem.

"Ravi é judeu". Cuddy provocou.

"Foda-se Ravi". Arlene respondeu e Cuddy arregalou os olhos.

"Mamãe!". Ela disse rindo.

Nesse momento Wilson encontrou House.

"House, por favor. Ajude-me!".

"O que houve?". Ele perguntou contendo um sorriso.

"Esses palhaços estão loucos atrás de mim".

"Você está imaginando coisas Wilson. Eles só andam por ai...".

"Não! Não estou. Eles estão me perseguindo".

"Wilson...".

"Eles me seguem o tempo todo, quando não é um, é o outro".

"E o que eles querem com você?". House segurava uma risada.

"Não faço ideia, mas boa coisa não é".

De repente eles avistaram um dos palhaços se aproximando.

"Não te disse?". Wilson falou agitado e saiu rapidamente de lá fazendo House gargalhar.

Nesse momento chegou tia Ann com um rapaz que devia ter uns vinte e pouco anos.

"Esse é meu namorado, Dom". Ela apresentou para todos.

"House, você viu o namorado de minha tia?". Cuddy se aproximou do marido perguntando.

"Cuddy, ele é um garoto de programas".

"Ele não é um garoto de programas".

"Claro que é".

"Ela não traria um garoto de programas para uma festa infantil". Cuddy argumentou.

"Tanto traria que aqui ela está com ele". House contestou seu argumento.

"Não é possível".

"Veremos! Se eu estiver certo, você me dará um boquete mais tarde. Fechado?".

"Papai... mamãe..." Era Rachel se aproximando. "Tommy está acabando com as bexigas".

"Oh meu Deus!". Cuddy disse e todos foram até ele.

Tommy estava estourando as bexigas e rindo com a explosão, Bella estava assustada e chorava sendo consolada por Blythe.

"Por que vocês não o impediram?". Cuddy perguntou para Blythe e Arthur.

"Porque estava muito engraçado". Arthur respondeu e Cuddy pensou "tal pai, tal filho".

"Tommy, você não pode estourar as bexigas, elas são para enfeite". Cuddy falou para o menino o pegando no colo.

Tommy começou a chorar porque ele odiava colo, mesmo o da sua mãe. Ele queria andar.

"Solte ele Cuddy, deixa que eu levarei o pequeno rapaz para um passeio". House disse.

"Aonde você vai com ele?". Ela perguntou.

"Para a sala de tortura". House disse e deu um olhar maligno.

"House!".

"Confie em mim".

House levou Tommy para a Caverna do homem.

"Filho, você puxou os genes de seu pai, mas precisa aprender a fazer as coisas com mais discrição, senão os outros humanos nunca te entenderão".

Nesse momento Wilson entrou.

"Preciso ficar aqui escondido".

"Wilson você precisa enfrentar esse seu pânico por palhaços. Já está mais do que na hora. Tommy puxou o nariz do palhaço e ele tem só um ano". House falou para o amigo.

"Eu tive péssimas experiências com palhaços".

"O que? Um deles te estuprou?".

"Não!". Wilson falou indignado. "Seu filho está aqui e você diz essas palavras?".

"Ele tem um ano". House justificou.

"E daí? Ele é um geniozinho, pode estar entendendo tudo". Wilson respondeu.

"Papai... Jimmy". Tommy disse.

"Não te falei? Esse menino entende tudo". Wilson disse assustado.

"Tudo bem Wilson, fique aqui, mas com uma condição. Ajudar-me a provar que o namorado de Tia Ann é um prostituto".

"Ele é?". Wilson perguntou surpreso.

"Ah... pessoas ingênuas, onde vocês vivem?". House disse.

"E como faremos isso?". Wilson perguntou.

"Simples". House sorriu.

Cuddy foi amamentar Gael e depois voltou com o menino. Gael estranhou tanta gente junta, mas ficou atento a tudo. Os convidados juntaram-se ao redor para vê-lo.

Na hora do bolo a família toda se reuniu ao redor da mesa, incluindo Gael. Tommy e Bella batiam palmas felizes durante o Parabéns.

Wilson estava à espreita para fugir dos palhaços que estavam distraídos com as crianças. Ele se aproximou de Dom.

"Senhor, com licença". Wilson disse.

"Estão ligando desesperados da agência atrás de você. Disseram que é algo urgente".

Dom ficou desesperado. "Algo urgente? Será com minha família?".

"Não sei, mas para confirmar: Qual é a agencia que você é contratado?". Wilson perguntou se aproveitando do nervosismo de Dom.

"Loucos por eles, sou Dominick". Dom respondeu.

"Então são eles mesmos, melhor você ver o que é". Wilson respondeu.

Após cortarem o bolo e posarem para fotos em família, House foi até Wilson.

"E ai?".

"Agência: Loucos por eles. Dominick". Wilson respondeu.

"Ótimo". House disse sorrindo.

Foram procurar o site e encontraram o catalogo de modelos-prostitutos. Tinham fotos de Dom, incluindo fotos nuas e todas as informações relevantes, inclusive as medidas de seu pênis.

"Isso é bom demais". House gargalhava.

Ele mandou o link para o celular de Cuddy. E escreveu:

Ansioso pelo meu prêmio essa noite. Agora, como pode um prostituto com um pênis tão pouco expressivo assim?

A festa continuou, mas Bella se cansou e foi tirar uma soneca. Tommy continuava com toda a energia.

Ao final, Cuddy viu a mensagem de House em seu celular e colocou a mão sobre a boca em choque. Sua tia tinha mesmo contratado um prostituto para uma festa infantil, que Arlene nunca saiba disso, ela pensou.

"Lisa, além de falar com sua irmã você também precisa falar com sua tia. É um absurdo ela trazer um garoto de programa para uma festa infantil". Arlene disse.

"Como você... como você sabe mãe?". Cuddy estava surpresa.

"E quem não percebeu? Sua tia realmente precisa ser internada".


Após todos irem embora, Cuddy e House deram banho nas crianças, as alimentaram e as levaram para a cama.

Cuddy entrou no banheiro de sua suíte máster. E estava alongando o pescoço, foi uma noite feliz, mas agitada, como acontecia em todas as festas familiares. De repente ela gritou alto. House que estava no quarto correu para ela.

"O que foi?".

Ele olhou para a enorme banheira e viu Wilson dormindo lá dentro.

"Wilson!". House falou confuso.

Wilson acordou assustado. "Desculpe... ai minhas costas".

"O que você está fazendo aqui?". Cuddy perguntou assustada.

Wilson se alongou e perguntou: "Os palhaços já se foram?".