Espero que estejam gostando das minhas loucuras. Escrevo porque amo House MD e Huddy, e para dar asas a imaginação usando todo o potencial que esse casal nos possibilita.

Ontem foi o Dia dos Namorados aqui no Brasil, estou meio atrasada, mas... O que melhor para celebrar essa data do que uma história de amor? Huddy é isso! Já que todo amor é disfuncional, imperfeito e tão humano, mas no final é isso o que o torna grandioso.


Capítulo 48 – Férias em família. Férias?

A família estava pronta para a viagem, o destino e tudo mais foi alterado de última hora. Cuddy estava preocupada em fazer um cruzeiro com três bebês a tiracolo, então Blythe sugeriu viajarem de avião para as Ilhas Maldivas. Cuddy não queria passar horas com os filhos em um voo, Tommy faria misérias dentro do avião, então Blythe sugeriu um resort confortável com tudo o que os bebês precisariam em Punta Cana. Três horas de viagem e comodidade garantida.

"Vamos Cuddy, precisamos relaxar. Não viajamos desde a nossa lua de mel". House disse.

"Eu sei, mas... Gael tem um ano, Tommy e Bella farão dois". Ela estava receosa.

"É um resort, teremos tudo lá dentro, não precisaremos sair". Ele insistia. "São só cinco dias".

"Não sei". Cuddy estava preocupada.

"Você não quer pegar uma praia?".

"Claro que sim, mas com eles...".

"Eu te ajudo, minha mãe te ajudará, até Arthur...".

"Mas não é só isso". Ela falou com voz tímida.

"Cuddy, eu quero que meus filhos viagem. Quero que eles tenham a oportunidade de conhecerem culturas diferentes, hábitos de vida distintos, idiomas diversos, todo o tipo de diversidade. Quero que eles conheçam o mundo. Não quero filhos acomodados e alienados. Não imponha limites para eles nesse quesito, olha a oportunidade. Minha mãe está fazendo algo útil com o dinheiro militar de meu pai".

"Tudo bem". Ela disse.

"Eu te amo!". House a beijou feliz.

No mês anterior à viagem aconteceu a festa de aniversário de Gael. A festa foi na casa dos House. O tema foi: Dinossauro. Um dos preferidos de Gael. Como em toda festa da família algo tinha que acontecer, dessa vez foi Wilson. Ele cismou que um dos animadores da festa que estava fantasiado de dinossauro pretendia intoxicar sua filha de cinco meses com massinhas de modelar.

Voltando aos dias atuais...

"Tudo pronto?". House perguntou empolgado.

"SIM!". Os filhos gritaram.

"Prontos para conhecerem a República Dominicana?". O pai continuou.

"SIM!". Eles gritaram.

"Já sabem, no avião vocês precisam ficar quietinhos". Cuddy falou isso para eles umas cinquenta vezes desde que concordaram com a viagem, umas dez vezes só hoje.

"Ouviu Tommy?". Ela falou para seu filho que era o maior motivo de sua preocupação. Bella conseguia se concentrar em um livrinho infantil por horas, Gael dormiria com certeza, Rachel já era uma mocinha, mas Tommy... Seria difícil manter o garoto parado por mais de três horas.

"Deixe-o comigo, eu estou levando algo". House falou.

"Você não vai dopar meu filho". Ela ameaçou.

"Seu filho? O que aconteceu com meus genes?". House perguntou fingindo-se ferido.

"House!".

"Não vou drogá-lo. Mas deixe ele se sentar ao meu lado. Confie em mim". Ele disse e Cuddy o olhou com preocupação.

Chegaram ao aeroporto e House resolveu cansar o filho enquanto esperavam o embarque, se é que isso era possível. Ele andou, andou, andou com seu filho por todo o saguão do aeroporto. O menino estava encantado com os aviões.

Dentro do avião House tirou um jogo de cartas: Super Trunfo Motos para brincar com seu filho. Tommy gostava da moto do pai, mas Cuddy não admitia a ideia dele chegar perto daquele objeto mortal, de acordo com palavras dela. Quando o menino viu o baralho das motos, com fotos e características de cada moto ele ficou louco.

"Esse é meu garoto". House disse.

"O que você fez?". Cuddy perguntou do assento da frente.

Estavam sentados House, Tommy e Bella. E nos assentos da frente Cuddy, Gael em seu colo, Blythe e Arthur. Eles revessariam Gael, o menino dormiria com certeza, então ficaria parte do tempo com sua mãe e parte do tempo com seu pai.

"Eu não fiz nada demais, só dei uma bela distração para meu filho. Me agradeça por isso".

"Mamãe. Moto!". Tommy mostrou uma carta para ela.

"Eu te mato!". Ela falou para a leitura labial de House e ele riu.

O fato é que Tommy ficou fascinado pelas cartas durante todo o trajeto, ele comentava com seu pai uma ou outra coisa.

"Vermelha bonita". Tommy disse.

"Eu prefiro essa preta". House mostrou. "Ela tem mais torque". E o menino olhava fascinado sem entender tudo o que seu pai dizia sobre as características técnicas das motos.

Bella estava vidrada em um novo livro sobre a Senhora Girafa.

"Tudo bem ai filha?". House perguntou.

"Pescoço grande". A menina apontou feliz.

"Sim filha. Meu pescoço é assim grande!". House falou e a menina riu.

"Não!". Ela disse rindo.

Diário de Punta Cana – Dia 1

Chegaram e o lugar era incrível. Um mar de coloração maravilhosa, uma piscina gigante que contornava o resort, muitos coqueiros, áreas para descanso, serviços para os hospedes. Rachel ficou muito ansiosa quando viu aquilo tudo. O quarto era pensado para a família, Blythe teve um capricho em solicitar cada detalhe. Ela ficaria em um quarto menor com Arthur, mas o filho e a nora ficariam em um grande quarto com uma conexão para outro quarto onde estariam as crianças. Todas dormiriam ali.

"Uau Blythe!". Cuddy falou.

"Espero que gostem e que aproveitem. Vocês merecem e precisam". Ela falou simpática.

Eles almoçaram em um restaurante do hotel, Tommy queria pegar tudo o que podia.

"Como um menino de dois anos pode comer tanto?". Arthur perguntou divertido.

"Puxou o pai". Cuddy comentou.

"Ela está pegando no meu pé desde casa". House reclamou.

"Coitadinho". Ela disse dando um selinho nele.

"Vocês se beijam até aqui?". Rachel contestou.

"Especialmente aqui". House respondeu rindo.

Passaram a tarde na praia, Tommy ficou louco quando viu o mar e obrigou seu pai a levá-lo. Gael ficou apavorado e queria ficar bem longe da água. Bella se revezava entre a água e a areia, pois estava muito divertido brincar com seu balde e pás na areia. Rachel foi para a água com seu pai e seu irmão.

"Não!". Bella começou a chorar.

"O que foi filha?". Cuddy foi até ela assustada.

"A abelhinha".

Quando Cuddy olhou, uma abelha estava morta na areia e sua filha chorando por isso.

"Sinto muito querida". A mãe disse e a consolou.

Depois disso, Cuddy ficou relaxando na espreguiçadeira. Blythe e Arthur ficaram olhando as crianças, exceto Tommy que estava no mar com seu pai. Bella continuava brincando na areia com Gael.

"Vamos filho, temos que sair um pouco". House disse para seu filho.

"Não!". O menino era teimoso.

"Papai está cansado, depois vamos para a piscina".

Depois de vinte minutos ele convenceu o menino, Rachel já havia voltado para junto de sua mãe fazia tempo.

"Hora do protetor solar". Cuddy falou.

"Mas você acabou de passar protetor solar neles". House disse.

"Mas Tommy saiu da água, tem que reaplicar".

"Pela quantidade de protetor solar que você trouxe pode passar quanto quiser, a cada dez minutos, que não vai acabar. Você pensa que tem o que? Dez bebês de dois metros de altura cada um?". House falou divertido fazendo Cuddy o encarar séria.

Ela havia levado uma mala pequena só com protetores solares infantis.

"Agradeça-me depois por seus filhos manterem a pele saudável e não estragarem sua viagem com queimadura solar".

Ao final do dia ficaram na piscina. Tommy parecia um peixe. House entrou com ele na piscina e começou a ensiná-lo a nada. O menino tinha o dom, ele pensou.

Bella e Rachel também entraram com seu pai e Tommy. Eles estavam na piscina infantil, claro.

Depois de um tempo, Arthur ficou de olho nos meninos enquanto House foi dar um mergulho na piscina de adultos. Tommy vendo seu pai quis fazer o mesmo e saiu correndo se jogando na piscina de adulto que tinha dois metros de profundidade.

"Tommy". O grito de Cuddy deve ter sido ouvido em alto mar.

"Oh meu Deus!". Blythe disse. Arthur estava paralisado.

House o viu e correu para o filho. Quando ele o segurou Tommy estava rindo. "De novo!".

Depois de algum tempo e da adrenalina pelo susto passar. House e Cuddy estavam sentados em espreguiçadeiras olhando seus filhos brincarem em segurança na piscina infantil.

"Taz é terrível". House disse rindo.

"Não o chame assim". Cuddy falou.

"Precisamos limpar aquela piscina lá de casa para Tommy, ele ama água". House falou.

"Aquela piscina é funda, por isso a deixamos vazia". Cuddy o lembrou.

"Vamos matriculá-lo em uma escola de natação". House falou e Cuddy achou uma boa ideia. Quem sabe o menino gastaria um pouco da energia em excesso fazendo algo saudável.

"Obrigada por insistir para virmos". Cuddy disse pegando a mão de seu marido. "Eu precisava disso".

"Eu sei o que faz bem para minha mulher". House falou e trocaram um selinho.

"Até aqui na piscina?". Rachel gritou e os dois riram.

Logo Cuddy saiu atrás dos filhos. "Hora do protetor solar".

À noite estavam tão cansados que colocaram os filhos na cama e desabaram em um sono reparador.

Diário de Punta Cana – Dia 2

Tommy acordou as cinco horas da manhã e foi até o quarto dos pais pela ligação interna que existia entre os quartos.

"Papai... mamãe...". O menino chamava e chacoalhava seu pai.

"O que foi Tommy?". House falou sonolento.

"Piscina".

"Ah Tommy, é de madrugada ainda". House falou irritado.

"O que foi?". Cuddy perguntou assustada. Desde o acidente do filho que o fez levar dois pontos na testa ela estava assustada.

"Ele quer ir para a piscina". House falou cobrindo a cabeça com o travesseiro.

"Filho ainda é cedo demais. O sol nem nasceu e a piscina está fechada. Venha, durma conosco". Cuddy convidou seu filho que se enfiou na cama no meio de seus pais.

Quando acordaram era perto das 8:00. Tommy continuava dormindo.

"Agora serei eu quem irei acordar esse pestinha". House falou.

Naquele dia Tommy ficou na piscina infantil com seus avós e House na praia construindo um castelo com Bella e Gael. Cuddy e Rachel estavam tomando sol e bebendo água de coco, mas Cuddy apreensiva com Tommy. E se o menino se jogasse novamente na piscina de adultos? E se ele saísse correndo? Os avós conseguiriam pegá-lo? Então ela levantou-se e foi ver o filho.

"Já volto!". Ela falou para House.

"Com certeza sua mãe vai ver como Taz está". Ele disse para os filhos, mas Cuddy ouviu e olhou para ele mostrando a língua.

"Papai". Gael disse apontando para um pequeno boneco que ele tinha em mãos e o colocando no castelo.

"Esse sou eu?". House perguntou.

Os filhos riram.

"E quem é esse monstro então?". House falou imitando um monstro pegando seus filhos que gritavam e riam alto.

House abraçou e beijou os dois e rolaram por sobre o castelo ficando todos sujos de areia.

Rachel correu até eles para entrar na brincadeira.

"Vamos nos lavar na água?". Ele disse e Gael queria fugir de medo.

"Gael, confie em papai, nós não vamos fundo". House disse e pegou seu filho no colo e deu a mão para Bella. Rachel também segurava a mão da irmã a caminho para o mar.

Eles ficaram sentados bem no raso para Gael perder o medo. Mas o menino estava em pânico então logo eles voltaram para a areia.

Enquanto isso Tommy se esbaldava na piscina, o menino fez amizade com outras crianças e estavam brincando muito felizes. Cuddy sorriu quando viu o filho, seus avós estavam bastante atentos na beira da piscina, mesmo assim ela foi conversar com um salva vidas.

"Senhor, bom dia".

"Bom dia senhora". O salva vidas a olhou de cima a baixo.

"Meu filho é aquele ali na piscina infantil". Cuddy apontou para Tommy. "O menino com a bermuda azul e branca. Você pode dar uma atenção especial, por favor? Ele é bastante travesso e ontem se jogou na piscina de adultos sem nem saber nadar".

Ela dizia e o salva vidas a encarava.

"Pode deixar senhora. Precisa de mais alguma coisa? Algo para você?". Ele perguntou malicioso.

"É para o senhor olhar por meu filho e não para mim". Ela disse saindo.

No fundo ela sentiu-se lisonjeada por ter sido assediada por um jovem mesmo estando na sua idade madura.

A noite eles comeram banana split, as crianças adoraram, especialmente Tommy que comeu mais do que devia e durante a madrugada toda experimentou os efeitos do seu exagero: diarreia. Seus pais acordavam de hora em hora com o menino reclamando de cólicas.

"Esse menino nunca mais vai comer bananas na vida". House reclamou.

Diário de Punta Cana – Dia 3

Tommy estava melhor de manhã, tão melhor que ele estava chorando para que seus pais o levassem para a água.

House ficou na piscina com Bella e Tommy durante a manhã. O menino queria mostrar suas habilidades para o pai e Bella queria ficar agarrada com House na água, então ele precisou administrar os dois filhos.

Cuddy levou Gael para brincar em um playground junto com Blythe. Arthur saiu cedo naquele dia para pescar, ele convidou o filho, mas House disse que preferia ajudar Cuddy com as crianças.

Gael adorou o escorregador e não queria sair de lá. Cuddy precisava ajudá-lo toda vez que o menino queria subir no brinquedo e ela estava exausta.

"Gael, filho... Vamos no balanço?".

"Não". Ele dizia e tornava a subir no escorregador.

"Requer muita energia para cuidar de três bebês". Blythe ria.

"Nem me fale, depois me perguntam como voltei rápido para meu peso após os partos". Cuddy comentou.

A tarde a família foi para a praia, mas Tommy quis ficar na piscina, então ele ficou com seu avô Arthur.

House e Cuddy caminharam na beira da praia com os três outros filhos. Rachel estava pegando as conchas e Gael fugindo das ondas quando chegavam até seus pés.

"Você está tensa". House falou para a esposa.

"Estou com um pressentimento ruim". Ela disse. "Com Tommy".

"Cuddy relaxe, ele está com Arthur".

"Não quero ser chata ou preconceituosa, mas Arthur tem quantos anos? Você sabe da energia de seu filho, acha que ele alcança o menino?". Cuddy disse.

"Isso é pressentimento de mãe?". House perguntou irônico. "E ainda por cima chama meu pai de velho". Cuddy arregalou os olhos, House nunca chamava Arthur de pai.

"Vamos voltar". House disse e deram meia volta caminhando em direção à piscina. Quando chegaram viram Arthur nervoso.

"O que foi?". House perguntou.

"Thomas, ele estava aqui agora mesmo". Arthur respondeu.

"Não te disse?". Cuddy falou e saiu em disparada atrás do filho por todo o complexo de piscinas.

Ela o encontrou na outra borda da piscina infantil brincando com outro garoto.

"Thomas!". Ela gritou tão alto que até sua família ouviu. "Vem aqui. Já!".

O menino não a obedeceu.

"Thomas Gregory House saia agora dessa água".

Ele saiu com beicinho de choro.

"Nunca mais suma de perto de nós. Se seu avô está com você, fique com ele". Cuddy falou nervosa. "Agora venha, saia dessa água que você não é peixe".

Thomas correu para abraçar seu pai com cara de choro.

"Tommy sua mãe está certa, você não pode fazer o que quer e sair de perto do adulto que está cuidando de você". House falou mais calmo que Cuddy. "Entendeu?".

O menino balançou a cabeça indicando sim.

"Taz estraga as férias de todo mundo". Rachel disse.

"Rachel, não fale assim". House falou para a filha.

"Taz!". Gael repetiu apontando para seu irmão.

"Desculpe, foi minha responsabilidade". Arthur chegou dizendo.

"Não, é nossa responsabilidade". House assumiu.

"Mamãe triste?". Bella foi até ela e começou a acariciar sua mãe. "Toma!". A menina entregou seu boneco para Cuddy com a intenção de consolá-la.

A noite Blythe e Arthur insistiram que ficariam com os netos para que os pais pudessem ter um momento a sós. Cuddy foi resistente depois de tudo, mas os avós a tranquilizaram dizendo que eles iriam até um anfiteatro do resort. Haveria um teatrinho infantil. Rachel disse que não era mais bebê, mas Blythe a convenceu a ir com ela para cuidar dos irmãos, assumindo seu papai de irmã mais velha, ela gostou da ideia e resolveu ir.

House e Cuddy foram jantar. Cuddy só relaxou quando recebeu uma mensagem de sua sogra dizendo que as crianças já estavam no quarto e que ela não sairia de lá até que os pais voltassem.

"Mais tranquila agora?". House perguntou.

"Sim. Você não se preocupa com Tommy?". Ela perguntou.

"Claro que sim. Mas eu meio que me identifico com o garoto e o entendo".

"Mas algo de ruim pode acontecer, ele faz algumas insanidades, ele é impulsivo, ele é...".

"Como eu". House respondeu.

"Sim". Cuddy disse com a voz baixa.

"Bom... coisas da genética. Preciso me desculpar pelos meus 50% de responsabilidade?".

"Claro que não! Eu o amo, assim como ele é. E amo você, assim como você é". Cuddy disse pegando a mão do marido. "Mas me preocupo com vocês dois".

"Sinto dizer, mas você terá que apender a viver com isso". House foi enfático e disse o que Cuddy tinha medo de ouvir. Mas ele tinha razão, isso era o que pai e filho eram, e o que ela amava neles, por mais contraditório que isso fosse.

"Vamos dar uma volta na praia?". House propôs e foram.

Havia balcões como camas box em cima da areia dentro do resort, luzes, garçons, músicos. Isso criava um ambiente muito aconchegante. House e Cuddy encontraram uma cama vazia e se aconchegaram ouvindo aos músicos enquanto olhavam para o mar.

"Será que Wilson está bem com Mandy?". House perguntou.

"Sério que você vai falar de Wilson agora? Estamos em um clima tão romântico e você lembra dele?". Cuddy contestou.

"Desculpe, foi mal". Ele encostou as costas na cabeceira da cama e puxou a esposa para seu peito, a abraçando apertado.

Trocaram beijos deliciosos, os dois estavam relaxados e apreciando um ao outro naquele cenário idílico.

"Daqui a pouco eu vou te empurrar de costas nessa cama e fazer amor com você aqui mesmo, na frente de todos". House disse excitado.

"Vamos para o quarto e, se tivermos sorte, Tommy não há de nos interromper essa noite". Cuddy falou maliciosa olhando para a ereção do marido dentro da bermuda branca.

"Em último caso nos trancamos no banheiro e deixamos as crianças para fora". Ele disse fazendo Cuddy rir.

"Vamos!". Ela falou.

"Espere. Preciso ajeitar isso". House disse apontando para sua ereção.

"Desculpe. Como eu ajudo?".

"Longe de mim, ou... falando de Wilson". House disse e Cuddy riu.

"Minha mãe ficou brava com a nossa vinda, ela disse que meus filhos já não pertencem a comunidade judaica e agora nem as festas de aniversário são familiares, nos isolamos para celebrarmos sozinhos, segundo ela". Cuddy disse.

"Ótimo, isso ajudou. Vamos!". House falou agora sem nenhum sinal de ereção existente.

Uma vez no quarto, todos dormiam tranquilamente, eles agradeceram Blythe e a mulher voltou para seu quarto com Arthur.

Então eles trancaram a porta que ligava o quarto do casal ao dos filhos e voltaram a beijar-se com urgência. Beijos e beijos, mas não demorou muito para começarem a arrancar a roupas. Deitaram-se na cama, House sobre Cuddy e os beijos deliciosos continuaram.

"Eu te amo". Cuddy disse entre beijos.

"Isso é ruim?". House perguntou provocante.

"Não. Isso é muito bom". Ela disse e continuou a beijá-lo.

"Então aproveite".

Ficaram entre beijos mais alguns minutos, beijos e carícias, não mais do que isso.

"Deus, eu amo te beijar!". Cuddy sussurrou muito excitada enquanto as mãos dela acariciavam a nuca de seu marido e sua boca dançava junto com a dele.

House passava as mãos possessivamente pelas costas da esposa, como que reivindicando cada pedaço de pele.

Fizeram amor lentamente, saboreando cada segundo. A lua que brilhava pela janela do quarto iluminava o leito de amor.

Diário de Punta Cana – Dia 4

House e Cuddy acordaram abraçados e nus, eles ainda estavam sonolentos e apaixonados. A noite anterior havia sido muito especial para o casal.

"Bom dia, meu marido lindo".

"Bom dia, minha esposa maravilhosa".

Nesse momento ouviram um barulho no quarto das crianças e vestiram-se apressadamente para ver o que era.

"Bella foi pegar o brinquedo de Gael e ele bateu nela". Rachel disse.

Tommy estava quieto só observando.

"Tommy não fez nada?". House perguntou surpreso.

"Não". Rachel disse.

"É o fim dos tempos". Ele disse sorrindo.

"House!". Cuddy chamou a atenção do marido.

"Bella quando quiser o brinquedo de Gael peça para ele. Gael, não pode bater na sua irmã e nem em ninguém". Cuddy falou.

"Que divertida essa família". House falou. "Pena que eu não tinha uma dessas enquanto crescia".

House foi para a massagem naquela manhã, sua perna começou a demonstrar sinais de cansaço então ele achou por bem procurar ajuda. Cuddy ficou com as crianças, Blythe e Arthur. Depois revessaram, Cuddy foi a aula de ioga e House ficou com as crianças.

Ao final da aula o instrutor chegou perto de Cuddy esbanjando simpatia.

"Você está hospedada aqui há muito tempo? Essa foi a primeira vez que te vi". Ele disse.

"Não, só estou aqui há alguns dias".

"Você... gostaria de sair para conhecer o resort?".

Ela ficou impressionada com a audácia dele. "Eu sou casada e estou com meu marido e meus quatro filhos".

"Mas só um passeio para relaxar da tensão familiar". Ele insistia.

"Não obrigada, adoro a tensão de minha família". Ela respondeu saindo.

Naquele dia Tommy nadou sozinho. Rachel ficou muito irritada porque ela ainda não conseguia nadar sem a ajuda de boias, mas seu irmão podia.

"Calma querida que tudo tem seu tempo". Blythe disse.

"Mas ele é menor que eu e já consegue, por quê? Eles são muito inteligentes porque vieram da barriga da mamãe e eu sou burra por que não vim?". A menina perguntou triste.

"Não querida, nada disso. Você é muito especial e muito inteligente também. Mas cada pessoa tem suas aptidões e habilidades, você, por exemplo, sabe fazer suas piruetas da ginástica artística, Tommy não sabe". Blythe disse.

"É verdade, Tommy foi tentar me imitar e caiu batendo a cabeça".

"Está vendo?".

"Sim vovó". A menina sentia-se mais aliviada após a conversa com sua avó.

Tommy parecia que nasceu na água, era impressionante vê-lo na piscina.

"Definitivamente aulas de natação". House disse e Cuddy concordou.

A tarde as mulheres partiram para fazer compras na cidade, isso incluía Rachel e Bella. Os homens ficaram nas piscinas. House levou seus filhos para a piscina de espumas, até Gael se divertiu no ombro do pai.

Bella queria comprar um urso de pelúcia e sua mãe não comprou. Bella se jogou no chão fazendo birra, a menina chorava e esperneava na loja.

"Bella pare!". Nada.

"Bella!". Ainda nada.

"Isabella levante-se daí agora".

A menina levantou-se contrariada.

"Você já tem um monte de ursos em casa, escolha algo diferente". Cuddy disse.

"Greg fez isso uma vez em uma loja quando era pequeno, John bateu tanto nele quando o pobrezinho chegou em casa que nunca mais ele pediu nada em loja nenhuma". Blythe lembrou-se triste.

"Meu marido teve uma infância nem sempre fácil, não é?". Cuddy perguntou para a sogra com um tom de voz triste. "Eu jamais bateria na minha filha. Eu mesma fazia birra sempre, minha mãe diz". Cuddy sorriu envergonhada.

"Aqui se faz, aqui se paga". Blythe falou e as duas mulheres riram.

Rachel queria um kit completo de esmaltes e Cuddy negou.

"Mas mãe...".

"Não tem nada disso, você é uma criança ainda, escolha algum brinquedo ou uma roupa".

Ela quis um kit de batons e Cuddy negou da mesma forma.

"House me mataria se ela chegasse com um kit de batons ou de esmaltes". Cuddy falou em tom divertido para a sogra.

"Meninas gostam de imitar a mãe".

"Eu sei e disse isso para House, mas tem um limite. Preciso cuidar para que Rachel não ultrapasse esse limite". Cuddy falou.

No final, Rachel saiu com um vestido rosa novo e Bella com um balde de praia em formato de tartaruga.

Gael e seu pai brincavam com instrumentos musicais disponíveis no resort para o deleite dos hospedes. House tocava um violão e seu filho um ukelele. O som que Gael emitia era péssimo, mas House viu que o menino levava jeito pela maneira que demonstrava ritmo. Tommy correu até eles e começou a dançar enquanto os dois tocavam. Os hospedes acharam muito fofos e começaram a se aproximar dos três. Arthur fazia um vídeo desse momento hilário.

Ao final, House precisou convencer o filho a deixar o instrumento, Gael queria levar o ukelele com ele para sempre.

"Muito bom estar aqui com você e sua linda família. Estou feliz, meu filho". Arthur disse sem jeito.

"Eu também". House respondeu.

Para dois homens com dificuldade em expressar seus sentimentos e com um passado de vida difícil, essas poucas palavras significavam muito.

Diário de Punta Cana – Dia 5

Hoje era o aniversário de Tommy e Bella. Dois anos. E era o dia em que voltariam para casa.

Fizeram uma pequena festa para seus filhos em um restaurante do resort. O pessoal do resort decorou com algumas bexigas e providenciou um bolo. Eles cantaram Parabéns para as crianças e deram presentes. Tommy e Bella apagaram as velas, abriram os presentes, comeram um pedaço do bolo e saíram em disparada, havia alguns brinquedos infantis e Tommy, Bella e Gael estavam aproveitando. Rachel conheceu uma menina de sua idade no dia anterior e estava brincando com ela.

"Adorei as férias Blythe, muito obrigada". Cuddy falou gentil para a sogra.

"Férias?". House comentou divertido fazendo todos rirem.

"Imagine, não precisa me agradecer. Adorei passar um tempo com meu filho e sua linda família". A mulher respondeu retribuindo a gentileza.

"John deve estar se revirando no tumulo". House falou sorrindo.

"House!". Cuddy disse.

"Mas é verdade. Minha mãe torrando o dinheiro suado da vida militar honesta e reta dele em uma viagem com outro homem, e com o filho incompetente, que aliás, trouxe a esposa e quatro filhos dele, só com essa quantidade de filhos ele já me chamaria de irresponsável". House continuou fazendo todos rirem, pois era pura verdade.

"John viveu mal, ele não aproveitou a vida". Blythe disse.

"Mas deixou o dinheiro para que você aproveite a sua". House falou enquanto piscava um olho para a mãe.