Capítulo 49 – E se eu brilhar, Barbie?

"Você vai com Tommy hoje? Preciso ir ao supermercado". Cuddy dizia ao marido.

"Mas eu fui com ele nas duas últimas semanas". Ele respondeu.

"Como se você não gostasse". Ela falou dando um selinho no marido e saindo com Rachel rumo ao supermercado.

House bufou, mas concluiu o que estava fazendo e fechou o laptop.

"Tommy, vamos para sua aula de natação".

"Oba!". O menino disse feliz.

Ele havia sido matriculado tão logo voltaram da viagem em família, isso há cinco meses. O menino estava se saindo muito bem. House e Cuddy encheram a piscina de sua casa no verão para que a família aproveitasse, sempre com muita segurança. Invariavelmente com um adulto presente e as crianças com boias. Só Tommy dispensava a boia em alguns momentos quando seus pais estavam com ele na água, já que o menino sabia nadar. Quando não estavam na piscina, eles colocavam proteção para evitar um acidente com as crianças ou, especificamente, com Tommy.

"Papai, olha". Bella falou mostrando a seu pai que ela conseguia se equilibrar em um pé só.

"Olha filha, já posso te deixar em um circo". House disse para a filha.

"O que é circo?". A menina perguntou.

Nas últimas semanas seus filhos gêmeos haviam ficado muito curiosos. Eles questionavam tudo o tempo todo.

"Um local de entretenimento com picadeiro rodeado por arquibancadas onde se apresentam atrações diversas". House respondeu. "Minha preferida é a mulher barbada".

"Não entendi". Bella falou. House tinha dificuldades em usar termos infantis para falar com seus filhos, ele costumava tratá-los como adultos nessas ocasiões e Cuddy achava graça disso. Ela sempre tinha que traduzir o que ele dizia para os filhos em uma linguagem mais amigável.

"Um lugar aonde as pessoas vão para ver a apresentação de alguns artísticas mostrando suas habilidades, você mostraria sua grande habilidade de equilíbrio em um pé só". House explicou.

A menina ainda não havia entendido completamente, mas se posicionou. Bella tinha uma posição muito forte do que queria e do que não queria.

"Não!". A menina falou.

House riu.

"Papai... tocar?". Gael falou.

Seu filho estava vidrado em música e queria brincar com os instrumentos do pai a todo o momento, ele comprou instrumentos infantis para ele, mas não era a mesma coisa. Gael queria os de verdade.

"Depois Gael, agora vou sair com seu irmão". House falou passando a mão nos cabelos de seu filho caçula. Cabelos ondulados na cor mel. Os cabelos de Gael tinham ondulações nas pontas, Cuddy achava lindo e deixou o cabelo do filho crescer um pouco para que as ondulações ficassem bem evidente. House implicava com isso, mas Cuddy não dava ouvidos ao marido.

"Ele parece um anjinho". Cuddy dizia. De fato, seu filho tinha uma aura angelical com os olhos azuis de sua mãe, bochechas rosadas, as covinhas, furo no queixo e aquele cabelo gracioso.

House pegou a mochila de Gael e foram para a natação, os demais ficaram com Marina.

Tommy tinha cabelos loiros na tonalidade média. Um cabelo quase liso, com poucos frisos. Olhos azuis, ele era um mini House. Simples assim.

Bella continuava uma bonita menina com o cabelo castanho escuro encaracolado, lindos e grandes olhos azuis, boca carnuda e bochechas fartas e rosadas.

Rachel estava magra, sua mãe se preocupava com ela.

"Você é magra, ela é magra... Não entendo porque se preocupar com ela". House dizia.

"Mas ela está em fase de crescimento". Cuddy apontava.

"Sua bunda também! Nunca para de crescer". Ela deu um soco no braço do marido sem disfarçar o sorriso.

Aliás, Cuddy estava preocupada com Rachel além desse fato, a menina havia brigado na escola dias atrás, isso não era normal, Rachel era tão pacifica. Naquele dia ela resolveu ir com a filha ao supermercado para tentar conversar com a menina longe da família.

"Mamãe, eu posso pegar marshmallows?". Rachel pediu.

"Claro querida. Mas me diga uma coisa... O que tem te chateado? Sua professora disse que você está diferente, você brigou na escola...".

"Mas foi ela quem me provocou". A menina respondeu.

"Como ela te provocou?".

"Ela... ela me chamou... de bastarda". A menina falou triste.

"Oh querida, vem aqui". Cuddy a abraçou no meio do supermercado. "Você sabe que não é isso, não sabe? Nós te amamos demais, eu, seu pai e seus irmãos".

"Mas eu não vim da sua barriga que nem eles".

"Não, você não veio, mas isso não te faz menos minha filha. Você é minha primogênita e sempre será. Eu te amo como amo seus irmãos, nenhum pouco diferente".

"E papai?".

"Papai também. Você foi a primeira filha de papai também, foi você quem ensinou papai o que era amar um filho. Sem você não sei se teríamos Tommy, Bella e Gael. As vezes precisamos dar mais atenção à eles que são bebês, mas isso não significa que te amamos menos".

"Eu gosto deles". A menina disse.

"E eles gostam de você". A mãe respondeu e notou que a menina ficou mais serena.

"Quando alguém disser isso novamente, diz que você é muito muito muito amada por sua família". Cuddy a orientou e Rachel sorriu.

Em casa Cuddy contou a conversa com Rachel para House e ele teve ímpetos de ir até a escola e resolver as coisas com a menina que disse aquilo para sua filha.

"Ela é criança também House". Cuddy o alertou.

Ele respirou fundo.

"Você acha que estamos fazendo diferença de alguma forma?". Cuddy perguntou.

"Não, só que nossa atenção se dividiu e Tommy absorve 50% dela". House foi objetivo.

"É verdade, ela era a única e tudo mudou drasticamente...". Cuddy pensou alto.

"O que você falou está certo, você explicou. Em um livro de paternidade e maternidade que li dizia que é normal isso acontecer com irmãos mais velhos, com Rachel ainda tem o fator adoção". House falou.

"Você leu livros com orientações para pais?". Cuddy perguntou surpresa.

"Alguns deles". House respondeu e Cuddy achou fofa a imagem mental que criou.

"Eles orientavam a fazer três coisas nesse caso: Conversar e ouvir a criança, explicar que bebês precisam de mais atenção enquanto são pequenos e passar tempo de qualidade com a criança mais velha tentando fazer com que ela participe do processo com os menores. Você já fez um e meio. Agora vamos fazer a outra metade disso".

"Eu te amo". Ela disse e deu um selinho no marido.

Nos próximos dias Cuddy iria para um passeio ao shopping com sua filha.


Depois das férias em família em Punta Cana, eles foram para mais uma viagem juntos, passaram um final de semana em Atlantic City. House levou a sério o assunto de viajar com seus filhos com frequência.

Naquele dia eles teriam um evento. Mandy completava um ano de idade, Wilson daria uma festa em um salão famoso e luxuoso e a família House estava convidada, aliás, convocada.

Chegaram ao local. Era enorme, muito bem decorado, parecia um castelo. Nitidamente o tema da festa era: Barbie.

"A menina de um milhão de dólares com a festa de dois milhões de dólares. Faz sentido". House comentou com Cuddy quando chegaram.

"Uau!". Rachel disse deslumbrada. "Quero uma festa dessas também".

"É bom que o pai de vocês fique milionário logo então". House respondeu rindo.

Havia fliperamas, brinquedos elétricos para crianças e adultos, algumas atrações de parques de diversão infantis e adultas. As famílias presentes levavam uma lembrança do evento para casa: um perfume Cartier e no rótulo os dizeres: Lembrança do Primeiro Ano de Madeilene Josephine Margot Wilson. Isso para os adultos. As crianças levavam uma boneca Barbie ou um carro Hot Wheels com uma grande caixa com doces diversos.

"Quem dá um perfume caríssimo como lembrança em uma festa infantil?". House perguntou para a esposa.

"Wilson?". Cuddy respondeu também chocada.

Era tudo um exagero.

Logo Tommy saiu correndo para brincar. "Tommy". Cuddy gritou em vão.

"Que bom que vieram". Wilson os recebeu.

"Está tudo... lindo". Cuddy disse cumprimentando o amigo.

"Ela quis dizer que está tudo exagerado". House falou.

"É aniversário de um ano de minha filha, o que eu deveria fazer?". Wilson questionou.

"Alguma coisa que não envolvesse alugar um castelo rosa de dois milhões de dólares". House respondeu.

"Eu vou procurar Tommy". Cuddy falou preocupada saindo.

As crianças todas foram com ela.

"Onde está Mad?". House perguntou.

"MANDY vai entrar em breve". Wilson disse.

"Claro, ela deve vir voando em algum dispositivo de última geração. Talvez no carro voador da Barbie". House foi sarcástico.

"Espere...". Wilson chamou o garçom. "Vire o copo para o outro lado, é mais elegante".

"Há quanto tempo você não transa?". House perguntou.

"O que?".

"Você precisa transar. O resguardo após o parto é de 40 dias, já passou o seu faz tempo".

"Não me atormente. Hoje tem que ser perfeito".

"A festa de debutante da sua filha tem que ser perfeita?".

"O que?". Wilson perguntou confuso, ele estava prestando atenção a tudo e muito tenso.

"Pare de se comportar como um louco e procure alguém para transar: mulher, homem, um boneco Ken, qualquer coisa". House disse.

"É aniversário da minha filha".

"E você tem que ser celibatário por conta disso?".

"House... estou ocupado".

"Com o que?".

"Cuidando para que tudo seja perfeito".

"Então para que serve essa empresa de um milhão de dólares que você contratou?".

"Eles não são o pai de Mandy".

"Wilson, você está louco há um ano. Vá a um psicólogo, psiquiatra, qualquer coisa. Você não está normal. Quem são essas pessoas? Nunca as vi. Você nem tem amizade com esse povo que convidou".

Wilson não estava prestando atenção, pois estava preocupado com a mesa dos canapês. House virou a cabeça em sinal de descrença e saiu atrás de sua família.

"Cadê as crianças?". House perguntou para sua esposa.

"Tommy está correndo em todos os brinquedos. Bella adorou o pula-pula e Gael o tobogã com piscina de bolinhas". Ela respondeu sentada em uma mesa e olhando os filhos brincarem. "Rachel fez amizade com algumas crianças e estão na montanha russa".

"Tommy vai deixar esses tutores loucos". House riu. Cada brinquedo tinha um tutor responsável pela segurança das crianças.

"Onde está Mandy. Eu não a vi". Cuddy perguntou.

"Wilson disse que ela aparecerá depois. Provavelmente voando magicamente. A Barbie voadora". House respondeu rindo.

"Wilson quer fazer algo bonito para a filha". Cuddy disse.

"Ela tem um ano, nem se lembrará disso". House respondeu.

"Mas ele sim, talvez ele queira compensar o fato dela não ter uma mãe".

"Ela nunca terá uma mãe se Wilson mantiver essa atitude". House respondeu.

"Tudo bem, vamos conversar sobre outras coisas. Como qualquer casal normal faria". Cuddy sugeriu.

"Não somos um casal normal". House respondeu pegando alguns petiscos chiques que os garçons serviam aos convidados.

Cuddy riu.

"Como está Ravi?". House perguntou.

"Você se lembra do nome do namorado de Julia?". Cuddy perguntou surpresa enquanto comia um dos petiscos.

"Ele fez por merecer". House respondeu de boca cheia e sua esposa riu.

"O negócio dele faliu".

"Que surpresa!". House falou rindo.

"Ele está agora iniciando outro negócio".

"Deixa eu adivinhar... Cachorro-quente sem salsicha?". House perguntou.

"Esse eu compraria". Cuddy falou rindo.

"Você já sabe minha opinião sobre vegetarianos e veganos". House a cutucou.

"Bella está indo para o mesmo caminho, melhor se conformar". Ela o cutucou de volta.

"Seus genes do mal". House falou.

De fato, Bella não gostava de nenhum tipo de carne, a menina comia a contragosto.

"Qual o negócio novo de Ravi? Quero rir". House perguntou ansioso.

"Ele é uma boa pessoa, mas péssimo empresário". Cuddy falou.

"Vamos... me diz qual o negócio". House percebeu a enrolação da esposa.

"Preservativos climáticos".

"O que?".

"O preservativo esquenta no inferno e refresca no calor". Cuddy explicou.

House riu alto. "Esse cara é um estúpido".

"House!".

"Como sua irmã está com ele? Com certeza ela está testando os preservativos, já perguntou se ela gostou do preservativo geladinho?". House caçoou.

"Ele quer abrir um sexshop só com produtos próprios". Cuddy disse.

"Você tem que incentivá-lo. E eu tenho que ir conhecer o sexshop judeu de Ravi".

"Minha mãe está indignada". Cuddy falou tentando segurar uma risada. Por anos ela elogiava as escolhas de Julia e criticava as de Cuddy.

"Imagino, a bruxa deve estar soltando fogo pela boca, literalmente. Que vergonha para ela perante a comunidade judaica. Esse superou a vergonha que a filha dela a fez passar casando grávida com um ateu".

"Mudando de assunto". Cuddy tentou tirar o foco de Ravi e Julia e aproveitou a oportunidade para esclarecer algo que estava em sua mente há alguns dias.

"Eu te vi escrevendo desde semana passada". Cuddy começou. "Você pediu para que eu te ajudasse a conseguir os registros de alguns pacientes que você atendeu em Princeton. Qual a relação entre esses dois fatos?".

"Surpresa!". House falou.

Quando Cuddy ia retrucar eles ouviram um barulho.

"Tommy!". Cuddy saiu em disparada.

"O que foi?". Ela perguntou para o filho.

"A senhora é a mãe dele?". Uma tutora perguntou.

"Sim". Cuddy respondeu.

"Ele foi expulso da piscina de bolinhas porque estava arremessando as bolas em todas as crianças ao redor. Então ele veio aqui para o carrinho que bate-bate e estava batendo em todos os outros carrinhos deliberadamente". Cuddy olhou para Tommy envergonhada.

"Ele tem idade para o carrinho que bate-bate?". House chegou perguntando.

"É o carrinho infantil". A tutora respondeu.

"Mesmo assim". House falou.

"Ele tem quatro anos, já pode brincar". A tutora falou.

"Não, ele tem dois anos e meio". Cuddy respondeu.

Tommy abaixou a cabeça.

"Ele disse que tinha quatro anos e ele tem tamanho...". A tutora disse.

Thomas era um garoto grande para a idade, ele era maior que sua irmã Bella, podia facilmente se passar por um garoto mais velho.

"Peço desculpas por ele, obrigada pelas informações". Cuddy praticamente arrastou seu filho até a mesa em que estavam sentados.

"Agora o senhor ficará sentado aqui de castigo. Mentiu e agrediu as crianças, você sabe que isso não é certo". Ela disse.

"Desculpe". O menino falou manhoso. "Papai". Ele tentou convencer seu pai.

"Não vem para o meu lado não, você que se resolva com sua mãe". House respondeu e Cuddy olhou para ele séria.

"O que eu fiz?". House perguntou, mas estava orgulhoso de seu filho. O menino com dois anos e meio enganou a tutora adulta. Mas também bateu um medo, até onde esse menino iria? A ideia de que seu filho era um psicopata voltou.

Tommy ficou sentado emburrado olhando seus irmãos brincando. Gael agora estava no pula-pula com Bella. A menina não queria sair de lá. Rachel estava na parede de escalada com os amigos que fez.

"Estou preocupada com Tommy". Cuddy começou a falar baixo para seu marido. "Ele não tem limites".

"Você está dando limites para ele agora o mantendo aqui de castigo". House respondeu.

"Nós estamos, somos pais, nossas decisões devem ser em conjunto".

"Certo". House achou por bem concordar.

"Como ele enganou aquela mulher? Ele tem só dois anos, como ele pensou em mentir sobre sua idade para poder andar nos carros?". Cuddy estava chocada.

"Impressionante, não é?", House falou admirado e Cuddy preocupada não entendeu se ele estava orgulhoso ou surpreso.

Nesse momento uma música começou e todos voltaram sua atenção para o mesmo lugar. Jogos de luzes, cores e fumaça. Wilson apareceu em cima de uma longa escada com Mandy vestida de Barbie.

What if I back down now
'Cause I'm afraid of what might happen
What if they turn away
When I show them who I truly am
What if I lose my breath
When I throw those big doors open
Or tonight, just tonight
What if I shine?

Should I even care?
They're all sitting there
And everyone's staring at me
If I step out in the spotlight
Maybe I'll be set free

(...)

"Oh meu Deus, eu preciso gravar isso". House disse rindo. "Isso é o cumulo da cafonize".

Cuddy nem ouviu o que o marido disse, pois ela estava impactada, parecia um show da Broadway.

"Deveríamos ter feito isso também. Eu adoraria entrar com Tommy vestidos de Lightning McQueen e Doc Hudson".

De repente House sentiu uma mão em seu ombro.

"Gostando da festa?". Era Chase.

"Wilson é muito gay". House falou e Chase riu.

Wilson desceu as escadas com Mandy ao som da música tema e a levantou para que todos pudessem vê-la. Depois a menina recebeu paparicos dos convidados, claro que House não foi até lá.

"Vamos jogar? Garanto que consigo batê-lo no fliperama". Chase desafiou House.

"Não vou mais apostar com você porque você não cumpre apostas, mas vamos jogar e vou destruí-lo mesmo assim".

House e Chase ficaram horas no fliperama. Cuddy liberou seu filho depois de mais alguns minutos com a garantia de que ele se comportaria. Ela ficou conversando com a namorada de Chase, a modelo Helena.

"Não conte para ninguém, mas... estamos tentando engravidar. Meu sonho é ser mãe e ter filhos lindos como os seus. Quero ter três ou quatro". Ela disse.

"Não é tarefa fácil, mas vale a pena. Você só precisa abrir mão de bastante coisa em prol de outras coisas novas".

"Não vejo a hora!". Ela falou sorrindo.

Wilson chegou perto de House e Chase.

"Estão se divertindo?".

"Muito! Diferente de você". House respondeu.

"Você chegou a fazer o DNA?". Chase perguntou.

"Por quê? Você acha que ela não tem nada a ver comigo?". Wilson perguntou tenso.

"Não... eu só...". Chase foi cortado.

"O cabelo é igual". House disse sarcasticamente, já que Mandy era ruiva.

"Dizem que ela tem o formato dos olhos como os meus". Wilson falou e os dois homens riram.

"Formato dos olhos?". Chase perguntou.

Os olhos da menina eram verdes.

"Você não contratou palhaços para a festa?". House provocou.

"Claro que não. Para que eu contrataria aquelas coisas satânicas quando Mandy pode ter o aniversário temático da Barbie?". Wilson respondeu fazendo House e Chase rirem. House imitava Wilson.

"Vocês dois são... idiotas!". Ele falou.

"Vai lá papai Barbie, a Barbie filha deve estar perdida na selva cheia de Kens pelados".

Wilson irritado saiu.

"Helena quer engravidar". Chase falou baixo.

"O que?". House perguntou surpreso com a mudança de assunto.

"Ela está tentando engravidar". Chase falou.

"E isso é um problema?". House perguntou.

"Sim".

"Você tem três opções. Um: tentar convencê-la a mudar de ideia. Dois: engravidá-la e viver com isso. Três: terminar". House disse objetivamente.

"Não é tão simples assim".

"Claro que é. Pode não ser fácil, mas é simples".

"Eu já tentei a opção número um e não funcionou".

"Então você tem mais duas opções". House falava enquanto jogava.

"Eu menti para ela". Chase admitiu.

"No que?". House questionou.

"Eu sou estéril".

...

A festa continuou. House não sabia o que dizer para Chase, exceto lamentar e propor um desafio novo no fliperama para distrai-lo.

Gael e Bella estavam com a mãe na mesa comendo alguns lanchinhos gourmet. Tommy continuava no pique total, ele praticamente devorou a comida em minutos para voltar a brincar.

"Senhora". Uma tutora chamou Cuddy que já gelou.

"Seu filho está passando mal no banheiro masculino".

Cuddy correu atrás de House.

"Tommy está passando mal no banheiro masculino, vá ver o que ele tem". Ela disse e House correu para o banheiro.

Chegando lá Tommy vomitava.

"O que aconteceu Tommy?".

O menino não falou nada, só limpou o vomito com a manga da blusa.

"Venha". House puxou o menino e limpou a boca dele, limpou a manga da blusa e colocou um pouco de água na nuca do filho.

O menino abraçou seu pai assustado.

"Rapaz, você precisa causar em todo o lugar? Até parece meu filho". House falou abraçando o menino.

Cuddy estava ansiosa fora do banheiro, quase entrando no luxuoso banheiro masculino.

"Taz causa em todo lugar". Rachel falou para a mãe. "Está tão legal aqui e agora vocês vão querer ir embora por conta dele".

"Rachel fique preocupada com seu irmão ao invés de ser egoísta assim". A mãe disse.

"Ele que é egoísta". Rachel falou e voltou para a brincadeira com seus novos amigos.

House saiu com o menino e Cuddy foi abraçar o filho.

"O que aconteceu com a manga da camisa dele?".

"Ele vomitou". House falou.

"Por que?". Cuddy perguntou, mas logo percebeu o motivo. "Ele comeu correndo e voltou para brincar".

"Taz... Taz... O que faremos com o senhor?". House disse.

Wilson cortou o bolo com Mandy ao som de Parabéns, era um bolo enorme e lindo, todo decorado em branco e rosa. Luzes iluminavam o momento em que pai e filha cortaram o bolo.

"Só esse bolo paga nosso carro". House cochichou para Cuddy que riu.

Ao final da festa, uma chuva de purpurinas rosa caiu sobre todos os presentes.

"Só faltava essa". House falou com o rosto repleto de pontinhos rosas.

"Te amo Ken". Cuddy respondeu dando um selinho no marido.


Depois que chegaram em casa e as crianças foram dormir, Cuddy tomou um banho e passou o perfume Cartier que ganhou na festa de Mandy. Deitou na cama só com sua lingerie e House sorriu maliciosamente e logo já caiu sobre ela a beijando com intensidade.

"Espere House". Cuddy falou se afastando dele. "Vamos fazer algo diferente hoje".

"Vamos deixar algo diferente para amanhã". Ele disse e começou a beijá-la novamente.

"Verdade ou desafio". Ela propôs.

"Não!". Ele falou com cara de choro.

"Eu começo". Cuddy ignorou o marido. "Verdade ou desafio?".

"Desafio".

"Você deve lamber meu pescoço até me fazer gemer". Cuddy disse.

"Gostei!".

House já subiu sobre ela e começou devagar a respirar perto do pescoço da esposa. Cuddy precisou segurar-se para não perder tudo ali. Então ele começou a lamber com bastante lentidão, aproveitando cada parte de pele, Cuddy estava fazendo um grande esforço para se segurar. House começou a lamber com mais intensidade e velocidade e Cuddy não se conteve mais.

"Uhhhh". Ela gemeu e House continuou.

"House!".

"Não precisamos parar". Ele falou esfregando sua dureza na coxa de sua esposa.

"House!".

Ele parou e olhou para ela.

"Não acredito que você quer brincar disso quando temos brinquedos muito mais interessantes". House reclamou.

"Sua vez. Escolho verdade". Cuddy disse.

"Sim, porque você é chata assim". House respondeu esperando um desafio para fazer a coisa continuar quente.

"Você está pensando no meu pau agora?".

"House! É sério".

"Estou sendo seríssimo".

"Agora estou pensando em quanto eu queria que você levasse a sério essa brincadeira para depois ter sorte". Cuddy respondeu. "Minha vez. Verdade ou desafio".

"Desafio, claro".

"Na próxima vez você precisará escolher a verdade". Cuddy disse.

"Não... eu escolho o que quero".

"Sua sorte mais tarde...". Cuddy ameaçou.

"Tudo bem, tudo bem, escolherei a verdade depois". House concordou com a esposa para garantir que teria sexo essa noite.

"Você vai se masturbar para mim". Cuddy ordenou.

House olhou e colocou a mão sobre a cueca sensualmente. Depois colocou por dentro da boxer preta e começou a alisar a coisa.

"Eu quero ver". Cuddy protestou.

Ele riu e abaixou lentamente a boxer liberando seu pênis duro. Então ele começou a se masturbar e Cuddy estava quase pulando no marido esquecendo-se da brincadeira.

"Isso é muito sexy". Ela falou.

"Então vem! Vem e me ajude". Ele falou.

"Tentador, mas temos algo para terminar. Sua vez".

"Estraga prazer".

"Desafio". Cuddy falou.

"Desafio você a montar em mim agora". House falou.

"Não. Isso não. Faremos isso mais tarde, algo que não envolva o sexo em si ainda".

"Por que essa coisa toda? Logo uma das crianças acorda e nossa noite termina". House falou. "Tudo bem, você tem o poder quando envolve sexo, você sabe... lamba a cabeça do meu pau sensualmente".

Cuddy riu e se aproximou dele. Ela colocou a língua pra fora antes mesmo da hora só para provocá-lo. Então ela encostou só a ponta e começou a circular a cabeça do pênis de House enquanto ele gemia em apreciação. Depois ela intensificou a pressão e velocidade. House se descontrolou e começou a empurrar na boca dela e Cuddy parou.

"Ok, minha vez". Ela disse.

"Não mulher... eu estou sofrendo aqui. Olha como meu pênis está!".

"Agora é verdade... então... Você já... ficou com Cameron?".

"O que?".

"Acho que fui bem clara".

"De onde vem isso?". House perguntou frustrado.

"Responda!".

"Seja mais especifica". House disse.

"O que? Você já fez sexo com ela?".

"Não! Minha vez agora". House falou.

"Nunca! Você já teve algo com ela, senão não pediria para que eu fosse mais especifica".

House bufou.

"Você já beijou Cameron?".

"Não acredito nisso. Você é estraga prazer". House disse.

"Responda!".

"Já. Agora minha vez".

"O que?". Cuddy quase gritou.

"Já, uma vez só. Na verdade foi ela quem me beijou". House respondeu. "Minha vez, escolha desafio, por favor,". House falou.

"Não... explique-se!".

"Cuddy...".

"Estou esperando explicações. Foi quando vocês tiveram um encontro?". Cuddy estava irritada a essa altura.

"Não. Foi no hospital".

"No meu hospital?". Cuddy perguntou indignada.

"Eu e você já fizemos coisa melhor lá... se é que você se lembra". House falou malicioso e começou a subir sobre sua esposa, mas ela o parou.

"Quando? Como?".

"Ela veio e me atacou, demos um beijo, não foi o pior da minha vida e nem o melhor e acabou, nunca mais tivemos nada. Satisfeita?".

"Não. Nada satisfeita. Ela te agarrou no meu hospital?".

"Cuddy, faz uma eternidade e não significou nada, você por outro lado... significa tudo". Ele disse novamente tentando agarrar a esposa.

"Você já pensou em me trair?". Ela continuou.

"Seria minha vez agora e não sua vez". House contestou.

"Responda!". Cuddy exigiu enquanto House desistiu de beijá-la.

"O que você tem hoje? Foi alguma coisa que você bebeu na festa da Barbie?".

"Por que você não pode cooperar?". Cuddy perguntou frustrada.

"Por que você não pode cooperar?". House falou agora já com o pênis flácido. "Eu não pensei nunca em traí-la, nunca. Não tive razão até esse momento quando minha mulher fica me enrolando e negando sexo. Você tem algo que quer me dizer? Por isso está me enrolando assim?".

"Não... eu não posso querer jogar um jogo com meu marido?".

"Tudo bem, então pergunte o que quiser. Mas só vale a verdade agora". House a desafiou.

"Você já quis me trair com outro homem?". House a provocou.

"Nunca. Você já pensou em ficar com Cameron novamente?". Cuddy respondeu e começou uma rodada insana de perguntas e respostas.

"Nunca. Você já se arrependeu de largar Lucas?".

"Nunca. Você já fantasiou com outra mulher enquanto fazia sexo comigo?".

"Nunca. E você com outro homem?".

"Nunca. Você já se arrependeu de se casar?".

"Nunca. Você já se masturbou no hospital?".

Cuddy paralisou.

"Sabia! Quando e onde?". House estava ansioso.

"Não ficava me masturbando no trabalho todos os dias, como você devia fantasiar, mas aconteceu uma vez". Cuddy disse envergonhada.

"Detalhes". House perguntou ansioso.

"Você às vezes me deixava... ligada".

"E você a mim". Ele falou.

"Cadê aquela cueca de nossa noite de núpcias?". Cuddy perguntou.

"Guardada".

"Quero ver você com ela". Cuddy falou maliciosa.

House levantou e a colocou voltando para a cama.

"Você é só meu!". Cuddy falou montando no marido.

"Só seu!". Ele respondeu ficando novamente excitado.

"De mais ninguém, nunca mais". Cuddy decretou e dessa vez não mais recuou.


No dia seguinte Cuddy havia ido logo cedo com os três filhos para a casa de sua mãe buscar algumas encomendas. Quando estava retornando e estacionando o carro em sua casa ela deu de cara com um fantasma.

"Crianças entrem que mamãe precisa conversar com uma pessoa". Ela orientou seus filhos.

Continua...


Música do capítulo: What If I Shine - Barbie