Nem sempre tudo são flores na vida... :(

Mas dizem que os espinhos protegem as flores.


Capítulo 50 – Fantasmas

No dia seguinte Cuddy havia ido logo cedo com os três filhos para a casa de sua mãe buscar algumas encomendas. Quando estava retornando e estacionando o carro em sua casa ela deu de cara com um fantasma.

"Crianças entrem que mamãe precisa conversar com uma pessoa". Ela orientou seus filhos.


"Não deu certo como reitora e agora está trabalhando como babá?". Ele perguntou.

"Filha, leve seus irmãos para dentro, por favor". Cuddy orientou.

"Lembra de mim Rachel? Como você está grande". O homem perguntou.

"Não senhor". E a menina entrou com seus irmãos.

"Irmãos, você adotou todas essas crianças?". O homem perguntou sarcástico.

"Me surpreende você, detetive, não saber sobre isso". Cuddy cutucou.

"Eu te odiei por bastante tempo, não queria saber nada sobre você. Cheguei ao fundo do poço".

"E agora o que você quer vindo aqui, Lucas?".

"Você está casada? Quem foi o sortudo que conseguiu a façanha de não ser largado ao pé do altar?". Ele disse quando viu a aliança no dedo dela.

"Você não foi largado ao pé do altar". Cuddy retrucou.

"Mas me pareceu isso". Ele disse se aproximando dela.

"Nós tivemos uma conversa muito difícil naquela época, mas muito sincera de minha parte". Cuddy falou se afastando.

"Que você não me amava o suficiente para esse compromisso, que não iria me enganar e se enganar, que por mais que eu fosse um sujeito bacana algo te prendia e não te deixava ficar comigo... blá blá blá...".

"O que você quer?". Cuddy perguntou começando a se irritar.

"Queria ver como você está, mas parece bem nessa casa gigantesca com uma creche de filhos adotivos".

"Eles não são todos meus filhos adotivos, mas isso não importa".

"O que? Você está dizendo que os três são seus filhos biológicos?". Lucas perguntou surpreso.

"Me admira você não ter investigado minha vida, mesmo com ódio de mim, é o que você faz...".

"Eu decidi que queria te ver depois de todo esse tempo, só pesquisei o seu endereço para chegar até você".

"E para que você queria me ver? Para ver se eu me lamentava diariamente por ter desistido de me casar com você?". Cuddy foi sarcástica.

"Nunca se sabe...". Lucas disse se aproximando mais dela.

"O que esse detetive de araque está fazendo em cima de minha esposa?". House apareceu na porta da casa.

"Uau! Não! Isso não é possível... vocês... realmente?". Lucas parecia chocado.

"Realmente. E ela não me largou depois que a pedi em casamento, pelo contrário, ela não queria me soltar mais... se é que você me entende". House falou se aproximando.

"Você não está mancando?". Lucas perguntou surpreso.

"Muitas coisas aconteceram". House disse.

"E vocês tiveram três filhos biológicos?".

"Sim". Cuddy respondeu preocupada, ela não confiava em Lucas.

"Isso é surpreendente". O detetive falou.

"Tenho que concordar". House disse.

"Parabéns! Você venceu. Realmente você venceu com louvor". Lucas estendeu a mão para House, e Cuddy não entendeu nada.

House o cumprimentou apertando sua mão.

"Boa sorte com... os filhos de House". Lucas falou para Cuddy e saiu.

"Homens!". Cuddy falou para si mesma surpreendida.

"Como você sabia que ele estava aqui?". Cuddy perguntou ao marido.

"Rachel me disse que um homem estranho estava conversando com você". House respondeu. "Vim cuidar do que é meu".

Ela pegou a mão do marido e foram para dentro de casa.

"Você acha que ele vai nos deixar em paz? Sei das coisas que ele fez para você quando eu e ele estávamos... namorando". Cuddy falou sem graça.

"Sim, ele admitiu minha superioridade. Acabou".

"Isso parece mais com o reino animal". Cuddy falou.

"No mundo macho ainda é mais ou menos assim". House respondeu.

Cuddy colocou as sacolas sobre a mesa e House percebeu que ela estava preocupada.

"Você... sentiu algo quando o viu?". Ele perguntou.

Cuddy sorriu e foi até ele. Ela passou as mãos pelo rosto do marido e o abraçou. "Senti sim. Senti a certeza de que escolhi bem ficando com você".

Naquela tarde House chamou Tommy e disse para o menino.

"Somos os dois homens mais velhos da casa e precisamos cuidar de sua mãe. Se algum homem estranho chegar muito perto dela você chuta as bolas dele". House orientou o filho que riu divertido com a imitação que seu pai fez.


Passado alguns meses, era manhã de sábado e as crianças estavam brincando. Gael tinha acabado de fazer dois anos e seus irmãos três. Eles celebraram os aniversários em casa, apenas com a presença dos mais próximos e fizeram uma festa única em um salão para os três. A festa não chegou nem perto do luxuoso evento de Wilson para Mandy. Foi um evento pequeno, apenas com familiares e amigos, mas foi muito divertido.

Estavam brincando na sala de estar: Gael, Bella, Tommy, Mandy, Jennifer e Miguel, o amiguinho de natação de Tommy. Rachel, agora com 8 anos, estava com duas amiguinhas no quarto. Rachel disse que não queria festa em seu aniversário, queria uma noite do pijama com suas amigas. E assim foi feito, apesar de que Cuddy comprou um bolo para a filha e celebraram o aniversário dela entre eles.

Lembrando da noite do pijama:

Naquela noite as meninas estavam de pijamas, o frio era grande lá fora então House e Cuddy ajudaram construindo barracas de cobertores na sala de estar. Elas queriam um clima rústico e selvagem, estavam fantasiando que acampavam em uma floresta.

"Posso contar uma história de terror para vocês?". House se candidatou e Cuddy olhou feio para ele.

"SIM!". As oito meninas gritaram.

"O que foi?". House perguntou para a esposa.

"Depois você vai ficar acordado cuidando de oito meninas medrosas enquanto eu durmo tranquila no meu quarto, já te aviso".

House não levou em consideração e chamou Tommy para planejarem algo.

Enquanto House contava a história mal-assombrada, as meninas estavam atentas a cada detalhe, tensas na expectativa que o suspense a levavam. House falou de um monstro que comia as entranhas, espíritos que puxavam as pernas e de repente... Tommy apareceu coberto em um lençol assustando a todas elas.

Uma das meninas o atacou e Tommy caiu de costas batendo a cabeça no chão. O menino começou a chorar e Cuddy correu assustada.

"O que foi?".

As meninas contaram o ocorrido e Cuddy queria esganar o marido.

"Eu te avisei que isso não acabaria bem. Vamos levá-lo ao hospital para um raio-x". Ela ordenou.

"Não há necessidade, foi uma batida leve, coisa de criança". House falava.

"Você ouviu o barulho?". Cuddy estava irritada e Tommy chorava.

"Mas quem ficará com as meninas?". House perguntou. "E com as outras crianças?".

"Ótimo. Eu vou para o hospital com Tommy e você fica com eles". Cuddy disse. "E eu que pensei que dormiria tranquilamente na minha cama nessa noite fria".

No final das contas, Tommy não tinha nada, mas Cuddy ficou horas no hospital com o filho para que exames fossem realizados.

House dormiu tranquilamente na cama do casal.


Wilson chegou para buscar Mandy na hora do almoço.

"Onde está Cuddy?".

"Saiu com Julia. Foi a uma pesquisa de mercado em um sexshop". House respondeu.

"O que? E você permite?". Wilson perguntou espantado.

"Primeiramente eu não tenho que permitir nada, ela é livre. Casamento não me torna dono dela. Depois, qual o problema? Você está muito velho e chato desde que levou adiante essa história de gravidez independente".

"Eu não...". Wilson ia falando, mas House o interrompeu.

"Qual foi a última vez que você saiu com uma mulher?".

Wilson ficou quieto.

"Ou com um homem... tanto faz".

"Eu não sou gay". Wilson disse. "Eu tive um encontro no mês passado com aquela enfermeira, Mag". Wilson disse. "E no mês anterior com aquela outra enfermeira, Sil".

"Será uma coincidência que as duas são... ruivas?". House perguntou.

"Eu não...".

"Wilson, você está tentando arrumar uma mãe para Mandy com o perfil dela. Ou pior, tentando descobrir quem é a doadora de óvulos?". House o acusou.

"Eu... não sei o que estou fazendo".

"Arrume uma mulher gostosa, que te deixe excitado e que você goste de passar um tempo com ela, independente da cor do cabelo". House sugeriu.

"O que é uma mulher gostosa?". Tommy apareceu perguntando.

Wilson corou e House respondeu com naturalidade.

"Uma mulher bonita".

"Mamãe é gostosa!". Tommy falou.

"Com certeza mamãe é gostosa". House respondeu sorrindo.

Enquanto isso no sexshop...

"Que pouca vergonha". Arlene dizia.

"Mãe, você quis vir conosco, o que você esperava?". Cuddy perguntou e Julia ria.

"Quem compra um negócio desse tamanho? Que mulher aguenta isso?". Arlene apontava para um vibrador.

Cuddy calou-se pois, ela era a prova viva de que a vagina era adaptável e flexível.

"Olha essa calcinha comestível. Será que tem gosto de que?". Julia perguntou para a irmã rindo.

"Que tal esse vibrador de penetração dupla?". Cuddy perguntou para a irmã.

"Pra que serve isso?". Arlene estava chocada.

"Nem queira saber mãe". Cuddy falou e as irmãs riram.

Passaram alguns minutos olhando tudo e Arlene resolveu sair daquele antro da perversidade.

"Eu vou sair, espero vocês lá fora, mas do outro lado da rua".

As irmãs passaram mais algum tempo na loja analisando as opções. Cuddy comprou algumas bolinhas explosivas mágicas que diziam fazer maravilhas durante o sexo. Ela planejava testar com seu marido naquela noite.

Depois de alguns minutos elas saíram e encontraram Arlene do outro lado da rua.

Chegando em casa, as três mulheres entraram. Cuddy tomou cuidado para levar suas compras eróticas para seu quarto. As outras mulheres deixaram as bolsas sobre a mesa da cozinha.

Gael estava tocando com seu pai. O pai estava ensinando o pequeno aprendiz a tocar piano e violão. Tommy também estava aprendendo, mas era menos dedicado que seu irmão. Bella brincava com as meninas na sala.

"Você está ensinando isso para meninos que não tem nem quatro anos?". Arlene perguntou.

"É a melhor idade para aprender". House respondeu.

Gael ficava fascinado com os acordes, com a maneira como seu pai conseguia criar uma bonita melodia. Tommy começava aprendendo, mas logo perdia a paciência e largava a aula ou começava a tocar que nem um louco, sons desafinados e doloridos para os ouvidos. Já na natação Tommy se saia tão bem que o seu instrutor queria inscrevê-lo em algumas competições infantis. Cuddy era contra e House achava que era saudável para o amadurecimento da criança.

Lembrando uma conversa de dias atrás:

"Que mal pode fazer?". House perguntava.

"Ele tem três anos, House". Cuddy falou.

"E? Não é bom aprender que a vida é uma competição desde cedo?". O pai argumentava.

"Ele é muito jovem para entender competições".

"Qual a idade que você considera ideal?".

"Após os cinco anos no mínimo, antes disso não. E só se ele quiser, enquanto for divertido para ele". Cuddy falou.

"Tudo bem, temos um acordo".

"Até lá ele faz aulas sem nem pensar em competir". Cuddy decretou.

Voltando aos dias atuais...

"Papai, olha". Gael disse e tocou alguns acordes que ele aprendeu no piano.

"Uau filho, isso foi demais". House falou elogiando seu menino. Ele lembrou-se imediatamente da reação contrária de seu pai quando ele tocava piano, seu pai desprezava suas habilidades e o proibia, com seus filhos não seria assim, eles teriam liberdade e apreciação paterna.

"Papai". Bella veio ciumenta. "Olha o que eu fiz com a massinha de modelar". Ela mostrou para ele o que deveria ser um cachorro.

"Nossa Bella, que lindo. Parabéns!". House disse beijando a filha. "É um cachorro?".

"Sim".

"Ele está tão bem feito que daqui a pouco começa a latir". E ele começou a imitar latidos fazendo seus filhos rirem.

Tommy estava correndo pela casa enquanto todos estavam na sala conversando, Arlene observando a filha de Wilson atentamente, sem notar semelhança entre ele e a menina ruiva. Quando de repente Tommy passa correndo com um vibrador roxo em suas mãos.

"Tommy". Cuddy falou corando.

House ria descontroladamente e o menino correia ao redor da sala chacoalhando o vibrador no alto.

Wilson estava quase se escondendo atrás da cortina com Mandy. Ele pegou a menina e tampou os olhos dela.

"Tommy, venha aqui já!". Cuddy ordenou e nada do menino obedecer.

"Thomas Gregory House!". Sua mãe falou e nessa hora o menino parou e entregou o objeto para ela.

"Uau, vocês foram para comprar essa coisa pequena?". House perguntou. "Isso Wilson tem aqui".

Wilson não falou nada.

"Não olhe para mim, pois não é meu". Cuddy disse escondendo o objeto das crianças. Era um vibrador roxo aveludado com uma curvatura para atingir o ponto G feminino.

"De quem é?". House perguntou.

"Meu também não é". Julia falou.

Arlene corou, mas negou. "Imagina que eu compraria essa perversidade".

Todos olharam para ela em choque, House segurando uma risada.

"Vovó Arlene comprou uma minhoca de brinquedo?". Bella perguntou fazendo todos rirem.


Naquela noite o casal foi para a cama cansado, House tomou um banho para relaxar e quando voltou sua esposa estava esperando por ele com uma lingerie vermelha.

"Natal chegou e eu nem fiquei sabendo?". Ele perguntou rastejando-se até ela na cama.

"Você preferia o Papai Noel?". Ela o provocou.

"Não gosto de velhos barbudos". House disse fazendo Cuddy rir.

"Trouxe algumas coisas para experimentarmos". Cuddy falou mostrando as bolinhas mágicas que comprou no sexshop.

"Para que servem?". House perguntou já beijando o pescoço da esposa.

"Colocamos na minha vagina durante a penetração e algumas sensações diferentes acontecem". Ela falou sugestivamente.

"E se isso der alergia?".

"É testado dermatologicamente".

"E você acredita nisso?". House perguntou.

"Todo mundo compra e usa, quero experimentar uma vez, pelo menos".

"Difícil dizer não para alguma coisa que você diz quando estou assim". House falou apontando para sua ereção ainda dentro da sua boxer.

"Trouxe gel para massagem erótica também". Ela disse.

House então a empurrou para a cama e começou a massageá-la. Pegou o gel e derramou na barriga dela se demorando na atenção que deu para a área, Cuddy levantava o quadril de desejo. Então ele passou para as coxas, Cuddy estava se contorcendo já e ele mal havia começado. Ele prosseguiu para o pescoço dela e retirou o sutiã vermelho liberando os seios que ele amava. Ele passou muito tempo nos seios dela, apreciando cada detalhe, cada pedaço de pele, especialmente os mamilos.

"House, eu já estou louca. Vem logo para dentro de mim".

"Calma senhora. Você quer isso?". Ele abaixou sua boxer branca e liberou sua ereção.

"Quero isso. Já!". Cuddy falou gulosa.

"É melhor do que o que você viu hoje no sexshop?". Ele perguntou provocando contrações voluntárias em seu pênis.

"Muito melhor, e é meu. Agora me dê ele". Cuddy falou e House tirou a calcinha vermelha da esposa e a posicionou. Ele abriu as pernas da esposa e se colocou no meio delas, House estava de joelhos na cama e a penetrou lentamente, depois ele se inclinou sobre ela e começaram a dança erótica.

Depois de algum tempo devagar a coisa ia começar a esquentar, então Cuddy pediu para ele se retirar e introduziu uma bolinha mágica.

"Venha!". Ela chamou House e ele a penetrou novamente.

A bolinha explodiu liberando o líquido, eles sentiram pequenos choques e uma sensação diferente.

"Oh meu Deus! Que estranho". Cuddy falou.

"Sim, se isso me der alergia você me paga". House dizia enquanto acelerava os movimentos.

"Mas é um estranho bom". Cuddy dizia.

"É estranho diferente". House falou.

De repente os movimentos ficaram frenéticos. House saiu de Cuddy e ela resmungou, mas foi só tempo suficiente para a virar de costas, na posição de cachorrinho e ele a penetrou por trás.

"Oh meu Deus, você é muito bom". Ela dizia entre gemidos.

"Você é muito gostosa". House disse e deu um leve tapa na bunda da esposa. "Ver meu pau sumindo dentro dessa boceta apertada...".

"Ter seu pau dentro de mim...".

"Ter você tão apertada e... tão molhada".

"Eu vou..." House falou e chegou ao clímax. Cuddy não se demorou.

Depois que passou a onda do êxtase eles se viram deitados na cama e agarrados um ao outro.

"Somos melhores que essa bolinha mágica". House disse ainda tentando recuperar o folego.

"Verdade". Cuddy concordou.


Duas semanas haviam passado. Cuddy acordou cedo naquele dia e fez seu ritual habitual. Eles trabalhavam em casa com a consultoria, mas House ficava muito ocupado durante o dia e Cuddy administrava a casa e demais necessidades da consultoria. Semanas atrás ela conseguiu um grande acordo para eles com hospitais europeus.

Ela estava reparando que House passava um bom tempo no laptop, com certeza ele estava escrevendo algo. Mas ele não falava e ela queria dar o tempo dele, Cuddy não iria ser invasiva.

House fez mais três palestras e todas um grande sucesso, queriam que ele viajasse pela América para palestrar, isso traria muito dinheiro, mas a prioridade de House era sua família. Uma proposta era tentadora: palestra no hospital Universitário de Zurich na Suíça. Ele ficou de dar a resposta até o final do mês, eles insistiram e disseram que pagariam a estadia de toda a família.

Cuddy estava ocupada preenchendo algumas fichas cadastrais de hospitais, mas sentiu uma pressão diferente na região da bexiga e foi ao banheiro. Qual não foi sua surpresa quando ela viu sangue. Sangue que vinha de sua vagina, mas não era menstrual.

Ela sai do banheiro e correu para agendar uma consulta com Dr. Phillips. Não contou para o marido, só disse que precisaria sair aquela tarde.

"Ao que devo a honra de vê-la Dra. Cuddy?". Dr. Phillips falou.

"Me chame de Lisa, Norman".

"Tudo bem, Lisa. O que te trás aqui?".

Cuddy explicou sobre o sangramento e também sobre a pressão que sentiu.

"Vamos olhar". Dr. Phillips disse.

Ela deitou-se na maca ginecológica, ele olhou o colo do útero de Cuddy e fez um breve exame com iodo.

"Lisa, você está com uma ferida grande no colo do seu útero. Não há de ser nada demais, mas precisamos fazer uma biopsia. Eu posso te direcionar para um laboratório ou posso coletar aqui mesmo. O que prefere?".

"Aqui mesmo, e agora Norman".

"Tudo bem".

Ele preparou o material e retirou duas amostras do tecido.

"O que você acha? Seja sincero". Cuddy pediu.

"Difícil dizer. Mas eu fiz um Papanicolau e coletei a biopsia, vamos saber em uma semana". Ele disse. "Mas acalme-se Lisa, você faz seus exames regulares, há de ser alguma inflamação, só achei a coloração diferente".

"Obrigada". Ela estava apavorada.

Na volta para casa Cuddy tentou manter a tranquilidade, ela precisaria falar para o marido. Ela precisava estar calma para isso. Cuddy parou em um parque perto de sua casa e caminhou sozinha chorando, com medo. Ela estava frente a frente novamente com o fantasma da morte, mas dessa vez ela tinha ainda mais a perder.

Continua...