Agradeço as palavras amigas de BHouse85, ao carinho de sempre de Housever, CalianaBergman e de minha amiga Renata. Também agradeço a todos os que acompanham e não comentam, espero que esteja fazendo jus aos personagens tão queridos de House MD.


Capítulo 52 – Tempo em família

Hoje era o dia. House fez questão de ir com a esposa até Dr. Phillips, ela disse que ele não precisava, mas House queria ir e sabia que ela queria que ele fosse. A antiga mania de Cuddy protegê-lo, isso tinha que parar.

"Somos um casal, somos uma família". Ele disse e Cuddy o abraçou chorosa. Ele era o porto seguro dela, quem imaginaria que Gregory House, o homem que sempre fugiu da dor, poderia ser o porto seguro de alguém? Valeu a pena cada minuto de espera por ele, ela pensou. E Cuddy não queria perder isso, não agora que a vida deles estava só começando um novo capítulo.

Cuddy não havia encontrado sua aliança e anel de noivado, ela estava muito chateada por isso, era um simbolismo, claro, mas ela sentia que estava começando a perder sua família e isso a estava sufocando.

House fazia o café para todos ao mesmo tempo em que falava com um hospital sobre o caso que ele era o consultor no momento. "Vocês testaram ALT, GGT, Albumina e Bilirrubinas?".

Tommy repetia. "Rubinas?".

"Estou pensando em AHP". House disse. "Não, onde você estudou? É Porfiria Hepática Aguda".

"Porfiria". Tommy repetiu.

O menino começou a prestar bastante atenção às conversas de seu pai sobre os diagnósticos e a repetir o que ele dizia, nem sempre exatamente com a correta dicção, mas era surpreendente que ele podia memorizar as palavras e repetir dias depois para alguém em uma situação aleatória. Aliás, ele memorizava as histórias que seus pais contavam, os livros que liam para ele, e podia repetir meses depois cada detalhe que ele conseguiu capturar.

"Faça os testes e me mandem os resultados". House falou e desligou. "Incompetentes".

"Incontentes". Tommy repetiu também.

House falava em outros idiomas com os filhos em muitos momentos e Tommy podia lembrar-se das palavras e repeti-las dias depois.

"Tommy coma sua panqueca com calda de morango, já que você ama morangos". House falou e o menino feliz começou a comer como se não houvesse amanhã.

"Calma rapaz, a panqueca não vai sair do lugar". Ele falou para o filho.

Bella estava em outra realidade brincando com sua boneca, ela tinha a capacidade de entrar em outra dimensão e se perder ali. Ficar completamente aleatória a tudo o que acontecia ao seu redor.

"Filha... filha...". House chamava sem conseguir a atenção da menina.

"Bella".

A menina olhou.

"Quer sua panqueca com calda de que?". O pai perguntou atencioso.

"De nada". A menina respondeu. Ela gostava de uma alimentação simples, comia carne a contragosto e as outras coisas em pequenas quantidades e sem muito recheio e cobertura.

"Você tem certeza que é minha filha?". House perguntou divertido enquanto preparava a panqueca da menina.

"Sou!". A menina fez cara de choro.

"Ei... claro que você é. Seu pai está só brincando com você". Ele foi abraçar a menina.

"O que é isso Bella?". Ele apontou para o dedo da boneca dela.

"Minha boneca".

"Sim, mas isso no dedo de sua boneca são os anéis de sua mãe". Ele disse.

"Ela casou, lembra?". Bella disse inocente e House riu.

"Você é muito inteligente, mas quase matou sua mãe". Ele falou. "Cuddy! Vem aqui!". House gritou e ela veio rápida com Gael em seu colo.

"O que Tommy fez?".

"A pergunta certa é: O que Bella fez?". Ele disse sorrindo.

"Bella?". Cuddy se surpreendeu.

"Venha ver. A boneca dela casou-se, lembra? Olha o que ela ganhou do boneco noivo". House falou apontando.

"Oh meu Deus!". Cuddy falou sorrindo. "Meus anéis".

House sorriu e ela os tirou da boneca e colocou em seu dedo.

"Mamãe, o anel dela". Bella resmungou.

"Esses são da mamãe, depois pensamos em algo para a boneca. Tudo bem?". Ela disse beijando a cabeça da filha.

"Cadê Rachel?". House perguntou.

"Dormindo. Não quer levantar de jeito nenhum. Ontem ela ficou até tarde no IPad, precisamos colocar limites no uso daquilo". Cuddy falou e saiu para se aprontar.

Ela não tinha fome, mas algo havia mudado, era como se a esperança voltasse a se instalar em seu coração.


Deixaram seus filhos com Marina e foram para o hospital, finalmente teriam os resultados dos exames.

Estavam no consultório esperando Dr. Phillips, apesar de nenhum deles ser funcionário direto de Princeton, eles ainda tinham privilégios por lá.

House pegou a mão dela e Cuddy apertou com força.

"Se der tudo certo, e vai dar. Você tem que prometer quatro coisas". House falou para ela.

"Chantagem na doença agora?". Ela respondeu também divertida, tentando esconder o nervosismo.

"Chame isso de incentivo".

"Diga!".

"Em breve será seu aniversário e vamos para a Suíça para aquela palestra, aproveitamos para celebrar enquanto ganhamos dinheiro. Essa é a primeira coisa".

"Uh, e quais as outras coisas?". Ela perguntou curiosa.

"Você me diz quem é Pete, concorda em adotarmos um cachorro e... sexo na piscina de casa nesse verão".

Cuddy riu. "Quando você pensou em tudo isso?".

"Tive muito tempo para pensar nos últimos dias". Ele falou sério.

"E tudo o que você quer é um cachorro, saber quem é Pete, viajar para a Suíça e sexo na piscina?".

"Não. Mas eu já ficarei feliz com essas coisa. Quer dizer, dependendo do que você me disser de Pete não ficarei tão feliz".

Cuddy riu outra vez.

"Tudo bem, temos um acordo". Ela disse rindo. "Mas eu também tenho só uma exigência".

"Qual?".

"Independente do resultado, hoje você me abraça forte e me beija do jeito que eu gosto até que eu durma". Ela falou deixando a voz de medo ressurgir.

"Temos um acordo". Ele disse apertando mais forte a mão dela.

Dr. Phillips entrou.

"Bom dia!". Ele falou animado.

"Não perca mais tempo Phillips, diz logo". House falou.

"Ótimas notícias". Phillips falou. House e Cuddy quase caíram da cadeira com o alivio que aquela frase trouxe.

"É apenas uma inflamação. Uma inflamação severa e perigosa se não tratada, sugiro que comecemos hoje o tratamento que envolve uma cauterização do colo do seu útero. É doloroso e podemos recorrer à anestesia, mas isso...".

Cuddy o interrompeu. "Não. Faça já! Agora".

"Tem certeza?". House perguntou.

"Absoluta! Preciso começar já para estar apta a viajar para a Suíça". Ela disse apertando a mão dele.

House ficou ao lado dela enquanto Dr. Phillips procedia com a dolorosa cauterização.

De repente House ficou sério, com o rosto que Cuddy conhecia bem.

"Eu sei o que causou essa inflamação". Ele disse e os dois presentes o olharam atentamente. "A bolinha explosiva mágica".

"Oh meu Deus!". Cuddy falou e Dr. Phillips olhou sem entender nada.

"Um item de sexshop". Ele explicou e Cuddy corou.

"Oh". Phillips entendeu. "Possivelmente. Esses produtos nem sempre contem lubrificantes e fluidos aprovados pelos órgãos reguladores".

"Não vou dizer agora 'eu te disse', mas que eu disse, eu disse". House falou e Cuddy balançou a cabeça sorrindo.

"Por que você está sempre certo?".

"Boa coisa é que meu pênis não caiu".

Phillips riu alto.


House a levou para casa, ela estava com muita cólica, era normal devido ao procedimento agressivo e de grande extensão.

"Fique aqui deitada que eu cuido de tudo". Ele disse e Cuddy estava muito feliz, apesar da dor intensa.

Os filhos vieram todos para vê-la.

"Mamãe, você está bem?". Rachel perguntou deitando na cama com ela.

"Sim filha, só com um pouquinho de dor, mas logo passa".

Os filhos beijaram e abraçaram sua mãe e ela deixou as lágrimas fluírem.

"Mamãe chorando?". Gael perguntou e fez carinho na cabeça dela com suas mãozinhas pequenas.

"Mamãe está chorando de felicidade". Cuddy disse acariciando os cabelos de seu filho.

"Tenho ótimas notícias para vocês!". House anunciou e Cuddy sorriu.

"Vamos ter um cachorro em casa!".

"EBA!". Todos gritaram.

"Posso escolher o nome?". Rachel disse.

"Não... sou eu". Tommy falou.

"Calma pessoal, depois decidimos isso. Mas antes do cachorro chegar nós vamos viajar para a Suíça!".

"Onde é isso?". Rachel perguntou.

"Na Europa. Longe... Precisaremos ficar bastante tempo no avião, só vamos se todos vocês prometerem que se comportarão". House disse e os filhos responderam gritando.

"SIM!".


O tratamento de Cuddy envolvia uma pomada cicatrizante que devia ser aplicada diretamente no colo do útero todas as noites e, obviamente, nada de sexo até estar liberada por Dr. Phillips.

Naquela noite Cuddy tomou um banho, aplicou a pomada e deitou-se. House chegou logo depois, já que ele estava colocando os filhos na cama.

"Lembra o que você me prometeu para essa noite?". Cuddy perguntou.

"Claro. E vou cumprir. Mas antes me responda quem é Pete".

Ela riu. "Pete queria namorar comigo no ensino médio".

"Uh. E você não quis?". House perguntou curioso.

"Não".

"Posso saber por que?". Ele insistiu.

"Eu não sentia nada por ele, na época ele era bonito, mas só".

"E você não chegou a ter nada com ele?".

"Um beijo e foi tudo".

"Um beijo? Ele era tão ruim assim?".

Cuddy riu. "Era".

"Em um beijo ele te espantou? Ele tinha mal hálito?".

"Ele beijava como sapo. Como um liquidificador... Horrível!". Ela falou rindo.

House ficou pensativo.

"Agora você... Você é o melhor beijo que eu já tive. Então trate de cumprir sua promessa". Cuddy exigiu.

Eles se deitaram na cama e House passou os dedos no rosto da esposa acariciando todo o contorno enquanto olhava para os olhos dela.

"Eu te amo". Ele disse.

E então ele a abraçou com força. "Eu também te amo demais". Cuddy respondeu cheirando a nuca dele e ficando inebriada com aquele perfume conhecido.

"Você é meu marido e eu posso te beijar quando eu quiser". Ela provocou. "Como, por exemplo, agora".

House a beijou delicadamente, sua língua carinhosamente contornando os lábios da esposa.

"É isso o que você quer?". Ele disse durante o beijo.

"Uhum. A noite toda". Ela respondeu e ficaram trocando beijos suaves, preguiçosos e deliciosos.

"Sou a mulher mais sortuda do mundo". Ela dizia.

"Totalmente de acordo". Ele respondeu.

Depois dormiram abraçados. Eles sentiam-se apaixonados como colegiais, não conseguiam conter o sorriso, o coração acelerado. Naquele momento não havia um único lugar do mundo onde quisessem estar além daquela cama.


Semanas passaram e a família nunca esteve mais unida. House insistia em aplicar a pomada vaginal em sua esposa, mas Cuddy não queria.

"Vamos, me deixe colocar a pomada uma única vez". Ele pediu e um dia ela cedeu.

Ela deitou-se na cama sem sua calcinha e abriu as pernas para ele ter acesso. House sentiu seu pênis responder. Fazia quase duas semanas que não tinham relações sexuais e nenhum tipo de contato íntimo, eles se abraçavam, trocavam beijos, nada além disso.

"Tudo bem, levante um pouco o quadril". Ele pediu. Assim que Cuddy obedeceu ele introduziu o tubo com a pomada o mais fundo que podia, seus dedos rosaram os grandes lábios dela e Cuddy gemeu, o pênis de House ficou mais vivo do que nunca. Então ele introduziu a pomada e lentamente retirou o tubo de plástico.

"Isso foi... excitante. Nunca pensei que introduzir outra coisa que não fosse meu sêmen seria tão excitante". Ele falou.

"Foi sim". Cuddy concordou e olhou para a calça do marido notando a protuberância.

"Deixe-me te ajudar com isso". Ela falou.

"Não seria justo com você". Ele falou. "E também você não deve se levantar agora que acabou de ter a pomada aplicada".

"Eu tenho prazer em ver meu marido ter prazer". Ela falou maliciosa. "E podemos pensar em outra maneira".

House não podia mais negar, ele estava muito duro. Ele abaixou sua calça liberando seu membro. Cuddy continuou deitada e House se posicionou sobre ela para penetrar a boca da esposa.

"Se eu me empolgar e começar a ir muito forte você me avisa?". Ele pediu.

"Claro!".

Ele começou a encostar a cabeça de seu pênis rosa e muito brilhante na boca dela, Cuddy passou a língua. Ela rodeava a cabeça do pênis do marido com a língua e ele gemia.

"Depois de tanto tempo sem sexo eu não vou durar muito". House disse.

Então ele começou a forçar seu pênis um pouco mais, Cuddy começou a chupá-lo, a pressão que ela colocou o estava deixando louco. Logo House estava introduzindo todo o comprimento e batendo suas bolas no rosto de sua esposa. Ele gemia e os movimentos ficaram mais erráticos. A garganta aveludada dela o deixava louco, era sensação demais.

"Eu vou gozar". Ele falou e começou a se retirar.

Ela o impediu segurando-o ainda dentro dela. Ele continuou os movimentos até que seu sêmen desceu pela garganta da esposa. Ele continuou empurrando até que a última gota fosse liberada antes de se retirar.

"Isso foi...".

"Muito bom!". Ela disse sorrindo ainda lambendo os lábios para engolir até a última gota.

"Você é demais!".


No aniversário de Cuddy a família fez um bolo, só entre eles. As crianças deram alguns desenhos para sua mãe e House deu mais alguns pingentes para ela colocar na pulseira que ele havia lhe dado anos atrás. Pingentes que representavam os outros filhos que faltavam e até um cachorro.

"Já estou me adiantando com o cachorro". Ele disse a beijando intensamente.

Cuddy se emocionou com a festinha surpresa, chorou e declarou seu amor por toda a família.

Na próxima semana Cuddy foi até Dr. Phillips, ele a examinou.

"Está tudo ótimo por aqui. Colo do útero rosado, novinho em folha. Pronto para outra gravidez".

"Norman, obrigada por elogiar meu colo do útero, mas ele já aposentou essa função". Cuddy falou.

"A única coisa que esse colo de útero vai receber agora é p...". Cuddy o interrompeu.

"House! Já é o suficiente".

Dr. Phillips riu. Ele adorava esse casal.

Naquela noite House preparou um ambiente romântico. Acendeu velas, colocou pétalas de rosa sobre a cama, deixou um lençol branco imaculado, e incensos.

As crianças dormiram e Cuddy foi se juntar ao marido, ela se surpreendeu quando viu o quarto preparado.

"Oh meu Deus!".

"É tudo para você". House disse e veio até ela com um smoking.

Ela riu. "Você é o melhor marido".

O amor entre eles foi lento, delicado e apaixonado. Eles levaram muito tempo perdendo-se um no outro, aproveitando cada pequeno detalhe, cada pedaço de pele. Eles se amaram como se não houvesse outra oportunidade.


Semanas depois...

"Suíça, ai vamos nós!". House decretou enquanto saiam de casa rumo ao aeroporto.

No avião foi difícil controlar três crianças pequenas por mais de oito horas. Tommy especialmente. Bella passou grande parte do voo assistindo desenho no Ipad que Cuddy levou para distraí-la. Rachel ficou lendo em seu próprio Ipad. Gael dormiu. Apenas uma observação: Tommy apagava a noite, nada acordaria aquele menino, mas Gael apagava a qualquer hora, apesar de ter o sono mais leve que de seu irmão. Os dois dormiam muito parecido com seu pai, durante a noite jogavam a coberta longe e tinham um semblante pacifico e a boca aberta. Cuddy achava extremamente fofo.

Chegando a Zurique House passou rapidamente no hotel com sua família e depois já foi para a palestra. Cuddy gostaria muito de ter ido com o marido, mas ela tinha quatro crianças para cuidar. Então Cuddy precisou assistir à palestra online.

House foi muito bem recebido, com honras de famoso, ele estranhou, mas aproveitou as regalias oferecidas.

A palestra foi ótima, todos os presentes ficaram encantados. Ao final ele foi muito aplaudido e cumprimentado. Ele estava fazendo um bom serviço em segurar as ofensas aos mais inconvenientes e estúpidos. O dinheiro estava ajudando, ele agora tinha quatro filhos e uma esposa para cuidar.

Cuddy se emocionou vendo seu marido falar, ele estava mostrando seu talento para o mundo, um talento que ela sempre reconheceu e estimulou, mesmo quando muitos a chamaram de louca.

"Dr. House. É um prazer conhecê-lo". Uma mulher se aproximou falando com forte sotaque.

"Obrigado".

"Eu sou Dra. Andersson, aqui do hospital. Sou grande fã do seu trabalho e talento". Ela continuou.

"Obrigado". House disse novamente. Ele só queria ir para o hotel, encontrar sua família e descansar.

"Gostaria de saber se você aceita jantar essa noite, eu te apresentarei a cidade...". Ela ia dizendo, mas House não a deixou concluir.

"Agradeço, mas minha família me espera para jantar no hotel".

Ele falou saindo. Ainda precisou cumprimentar mais algumas pessoas até que finalmente ele foi liberado.

Chegando ao hotel.

"Papai!". Tommy gritou quando seu pai entrou no quarto.

Cuddy foi até ele sorrindo. "Você foi ótimo".

"Você assistiu?". Ele estranhou.

"Online".

"Uh. Ainda bem que não fiz nenhuma piada sobre esposa". Ele disse divertido.

"Papai, vamos passear?". Rachel perguntou.

"Amanhã e depois de amanhã e depois de depois de amanhã". Ele disse e os filhos riam.

"E depois de depois de depois de amanhã". Tommy falou.

"E depois de depois de depois de depois de amanhã". Bella disse.

Mais tarde naquele dia, as crianças dormiram. Eles estavam em um grande quarto separado por uma parede fina de Drywall.

"Como foi lá no hospital hoje? Você demorou a chegar". Ela disse acariciando o braço dele.

"Poderia demorar mais se eu aceitasse o convite para jantar de Dra. Andersson". Ele falou.

"O que?". Cuddy perguntou ciumenta.

"Ela me convidou para jantar e me apresentar à cidade".

"Você sabe que ela não queria te apresentar a cidade, não sabe? Ela queria te apresentar a pequena vila no meio das pernas dela". Cuddy falou irritada e House riu.

"Amo você ciumenta". Ele disse dando um selinho na esposa.

"Ela não viu sua aliança? Ela é cega?".

"Relaxa esposa, eu disse que só quero jantar com a minha mulher". Ele falou e a beijou.

Começaram a trocar beijos e beijos. House a instigava com sua língua. Ele a provocava sutilmente e negava acesso à língua dele, depois novamente, novamente, a deixando louca. Até que ele liberava acesso a sua língua quando ela já estava fora de si.

"Você é o único homem que me deixa pronta só com beijos. Você é o único homem que já fez isso comigo". Cuddy falou gemendo.

Ela mordeu o queixo barbudo dele, como ela fazia sempre. Isso deixava seu marido louco e ela amava a sensação.

House desceu a blusa dela e começou a trabalhar em seu mamilo. Cuddy gemia alto a essa altura.

"As crianças estão ai do lado, logo eles virão pensando que um lobo suíço está no quarto dos pais". House disse entre lambidas.

"Você me deixa como uma loba".

House tirou toda a roupa dela e apreciou o corpo de sua esposa.

"Você é linda". Ele disse em admiração.

"Vem meu garanhão". Cuddy falou abrindo as pernas convidativa.

House não recuou, ele realmente deu a ela o que ela queria.


Nos próximos dias eles passearam pela cidade.

Quando chegaram ao saguão do hotel Tommy pegou o corrimão e desceu escorregando por ele.

"Thomas". Cuddy gritou indo até o menino.

"Senhora, não é permitido descer o corrimão dessa maneira, por favor alerte seu filho". Um dos recepcionistas a avisou.

"Desculpe, isso não vai se repetir". Cuddy falou envergonhada.

"Como você sabe que isso não vai se repetir? Estamos falando do Taz". House disse para a esposa.

"Não vamos deixar isso se repetir". Cuddy falou séria.

Eles foram para Lindenhofplatz, no centro histórico de Zurique. Tommy corria por toda a praça, e em dado momento quase derrubou seu irmão no rio Limmat.

"Thomas!". Cuddy gritou.

As crianças estavam achando tudo muito chato, então a família resolveu fazer um passeio de barco pelo rio. Ai sim as crianças ficaram muito animadas.

Também visitaram Zuri West, para almoçar. As crianças queriam sanduiches, os pais atenderam aos apelos.

"Quero esses dois". Rachel disse.

"Escolha um só filha, só um". Cuddy falou.

"Eu quero dois também". Tommy disse.

"Menino intrometido". Rachel disse.

"Você que é". Tommy respondeu.

Era normal Rachel e Tommy discutirem.

"Calem-se senão nenhum de vocês vai comer. Escolham um lanche cada um". House falou firme e Cuddy aprovou o comportamento do marido já que sempre era ela a repreender os filhos.

Depois passaram em lojas de chocolates e se empanturraram. Tommy ficou louco e queria comer todo o chocolate possível.

"Filho não exagere, depois você passará mal". Cuddy alertou.

Gael era chocólatra e apareceu com a boca toda suja de chocolate. House e Cuddy riram e tiraram uma foto.

A família estava se divertindo. Bella viu uma pomba e queria levá-la pra casa.

"Bella não chegue perto, ela pode passar doença para você". Cuddy falou.

"Doença". A menina perguntou.

"Dodói". House explicou.

"Ela está dodói? Papai faz ela sarar". A menina pediu com lágrimas nos olhos.

"Não filha. Ela não está dodói". House falou abraçando a filha. "Ela pode deixar você dodói".

"Ela é malvada?". A menina não havia entendido.

"Não, ela não faz isso de propósito". Ele respondeu e pegou a mão da menina a afastando dali.

"Mas papai...". A menina resistiu. Bella era teimosa e insistente.

"Tão teimosa". House falou para Cuddy.

"Como você!". Os dois falaram ao mesmo tempo e riram.


No dia seguinte foram até Sechseläutenplatz. Cuddy ficou maravilhada com o lugar. Tirou milhões de fotos, do local, da família.

"Aposto que você está postando essas fotos todas na sua rede social".

"Não me enche House". Ela disse sorrindo. E sim, ela estava postando.

Havia uma orquestra sinfônica se apresentando na praça e a família foi prestigiar. Gael, apesar de só ter dois anos, ficou encantado. O que dizer? O menino amava música.

House levantou seu filho que estava vidrado, o colocou sobre seus ombros para que Gael pudesse ter uma visão melhor. Logo Tommy pediu para ser levantado também.

"Espere um pouco, deixe seu irmão aproveitar e depois eu farei o mesmo com você". O pai disse e ficaram curtindo a música.

Tommy não ligou muito para a música, o que ele queria era correr na grande área aberta. Cuddy ficou olhando enquanto o menino se divertia.

Quando começaram a tocar Brindisi, La Traviata, House puxou Cuddy e começou a dançar com ela pela praça. Cuddy corou, mas não parou, no fundo ela adorou o gesto do marido. Os filhos imitaram os pais e alguns outros casais fizeram o mesmo.

Depois foram apreciar o chafariz. Bella nem piscava com a admiração. Tommy se meteu no meio da água, claro.

"Tommy NÃO!". Cuddy o puxou mas ele já estava todo molhado.

"Tommy só causa". Rachel disse balançando a cabeça e o menino deu um soco nela.

"Parem já!". Cuddy ordenou.

"Levanta-me?". Tommy pediu para o pai.

"Só se você prometer não bater na sua irmã mais". O pai disse.

"Prometo".

O pai sabia que era uma promessa de araque, mas levantou o filho. O menino fingiu que era um avião enquanto seu pai caminhava com ele.

"Eu quero também, papai". Bella disse.

Depois ele revezou e levantou a filha.

Certa hora todas as crianças estavam brincando. Rachel tirando fotos com seu Ipad e os pais ficaram sentados olhando os filhos a distancia.

"Que bom que viemos para essa viagem". Ela disse dando um selinho no marido.

"E ganhamos um bom dinheiro ainda por cima". Ele falou pegando a mão dela e dando um beijo carinhoso.

"Papai, olha o que eu faço". Rachel gritou e fez uma pirueta.

"Faz outra vez Rachel que eu vou gravar". Cuddy falou.

Tommy começou a andar se equilibrando em cima de um banco e Gael foi imitá-lo caindo e ralando o joelho. O menino começou a chorar alto chamando a atenção de seus pais que correram para ele.

Resumindo: Gael chorou a tarde toda.

No dia seguinte seria aniversário de House, ele ganhou um boquete no chuveiro pela manhã de Cuddy, e mais tarde a família foi tomar chocolate quente na cafeteria Schober.

Depois foram passear na Bahnhofstrasse. Compras! O sonho de Cuddy.

"Sabia que você me arrastaria para compras". House reclamou.

"Dessa vez não sou só eu quem quer comprar". Cuddy falou apontando para Rachel.

"Eu quero comprar um presente para Kev". A menina disse.

"Oh que ótimo!". House comentou sarcástico. "Compre uma tesoura para ele cortar aquele cabelo".

Rachel mostrou a língua para o pai.

"Você viu o que ela fez?". House perguntou para Cuddy que saiu rindo.

Cuddy comprou roupas e presentes para os familiares e amigos.

"Você vai precisar pagar excesso de bagagem". House falou. "Veja que até seus filhos de três e dois anos estão carregando sacolas".

"Para isso que meu marido ganha um bom dinheiro e, para isso que tive dois filhos homens". Ela respondeu bem humorada.

House bufou. "Mulheres!".

Rachel comprou um fone de ouvidos com luzes de led para Kev.

"Podia ser pior". House comentou com Cuddy sobre a escolha de presente de Rachel para o namorado.

"Ela vai gravar uma música romântica para ele ouvir no fone". Cuddy falou segurando uma risada.

"Eu mato esses dois". House comentou e Cuddy riu.

À noite Cuddy providenciou um bolo surpresa para House no hotel.

No último dia de estadia da família, eles foram até alto da Uetliberg para tirar algumas fotos. Ideia de Cuddy. House não queria porque teriam que caminhar com as crianças, mas quem deu trabalho não foram os pequenos, foi Rachel.

"Sério que vocês querem subir até lá?". A menina disse.

"Sério". Cuddy falou. "Vamos lá, força!".

A vista era linda e Cuddy não se arrependeu do esforço. Ela tirou inúmeras fotos de lá.

Almoçaram na cidade e voltaram para o hotel.

"Gostei dessa sua ideia de levar nossos filhos para viajar. Eu trabalhei demais por tempo demais, preciso aproveitar a vida agora, e aproveitar com minha família". Cuddy disse.

"Eu quero levá-los para viajar, mas quero que eles tenham um lar para voltar. Nunca tive isso na minha vida e agora sei o quanto é importante". House falou.

Marido e mulher beijaram-se e abraçados passaram as últimas horas na Suíça.


Música do capítulo: Brindisi, La Traviata - Giuseppe Verdi