Capítulo 53 – O amor aquece

"Vamos Rachel, tio Jimmy estará aqui em breve". Cuddy gritava.

"Você pegou tudo?". Ela perguntou tensa para House.

"Fique calma, está tudo sob controle". House respondeu calmo.

"Vamos perder o voo dessa maneira". Cuddy estava surtando.

Eles estavam indo viajar. Wilson os convidou para passar as férias de natal com ele e Mandy em um chalé da família em Vail, Colorado. Seriam sete horas de voo e isso por si só já deixava Cuddy tensa. Tommy dentro de um avião por horas, isso nunca era algo tranquilo.

Dois meses atrás a família esteve na Espanha, House foi palestrar em Barcelona e Madri, a família foi junto e aproveitaram para fazer turismo pela região, Tommy derrubou a bandeja de uma aeromoça dentro do avião e em Barcelona ele sumiu na Praça de Catalunha. Boa coisa é que o menino é um geniozinho e sabia dizer algumas palavras em espanhol que aprendeu com seu pai, foi mais fácil achá-lo dessa maneira. Cuddy estava desesperada quando encontrou o filho, e ele estava normal, como se nada houvesse acontecido.

House era um sucesso na Europa, recebia propostas diversas, mas ele não queria deixar sua família em segundo plano, então administrava como podia.

Três semanas atrás a família passou por uma preocupação, todos estavam com Sarampo. Todos, exceto Cuddy e Tommy.

"Eles tomaram a vacina e mesmo assim contraíram a doença". House falou se coçando.

"Não coça senão ficarão marcas". Cuddy o alertava.

"Mas isso coça demais". House reclamava. "Eu passei por tudo, e vou pegar sarampo de meus filhos". Ele estava inconformado.

"Tenha paciência, o pior já passou, vocês já não têm mais febre, a doença está regredindo". Cuddy disse.

Mas ela ficou muito preocupada quando os primeiros sintomas surgiram em Rachel. Ela foi à primeira, depois Bella e Gael. House foi o último e a surpreendeu.

"Será que vai surgir brotoejas também no meu pau?". House perguntou preocupado e Cuddy segurou a risada. Por que essa área do corpo era tão importante para os homens? Poderia nascer em qualquer parte do corpo, mas não lá?

"Se surgirem, elas irão embora como as demais".

"Imagina meu pau coçando como está meu braço agora? E minhas bolas? Não, por favor. Se existe um Deus, não deixe surgir brotoejas no meu pau e nem nas minhas bolas". House falou com voz de desconsolo.

Cuddy riu. "Nessas horas Deus existe?".

"Surgiram brotoejas no pênis e testículo de Gael?". House perguntou para Cuddy.

"Não que eu tenha visto. Fique tranquilo. Acho que já surgiu onde deveria surgir, agora elas começarão a sumir". Ela disse dando um selinho no marido. "Importante é vocês ficarem bem, pois daqui a três semanas iremos viajar".

"Eu aqui morrendo e você egoísta pensando em viagem?".

"Rainha do drama". Ela respondeu rindo. House com sarampo deu mais trabalho do que as crianças.

"Você e Tommy são do mal, por isso não tiveram sarampo". Ele disse e ela riu.

Voltando a atualidade...

Wilson chegou e entrou com Mandy.

"Estão prontos?". Ele perguntou. Wilson também estava tenso, seria a primeira viagem dele com a filha, ele levou muita mala e muita insegurança também.

House estava terminando de colocar as malas no carro.

"Wilson, posso colocar essas duas no seu carro?".

"Acho que não caberá".

"O que? Você só está indo com Mad". House falou sem entender.

"É que ela é uma bebê e precisei levar algumas coisas...".

House foi olhar as malas deles.

"Você está louco? Eu tenho quatro crianças e uma esposa e estou levando menos bagagem que você". House disse indignado.

"Você já viajou antes, eu... não sei o que vou precisar". Wilson se justificou.

"Sim, então você leva sua casa toda? Nós vamos viajar e não nos mudar para Vail".

"O que foi?". Cuddy perguntou se aproximando.

"Wilson vai gastar o dinheiro de um mês de trabalho com excesso de bagagem".

"Papai, quero falar tchau para Madonna". Bella veio dizendo.

"Ela já está na casa da vovó Blythe, quando voltarmos buscaremos ela". House disse.

"Mas ela vai sentir saudades". Bella falou com voz de choro.

"A vovó cuidará bem dela". Cuddy falou abraçando a filha.

Madonna veio para a casa há cinco meses. Era uma Golden Retriever muito dócil, mas bagunceira. House a chamava de Evil Lady Madonna ou TazDonna, em uma comparação com seu filho.

As crianças se apegaram a ela a primeira vista. Rachel queria enfeitá-la a todo o momento com laços e brilhos. Bella queria alimentá-la o tempo todo, Cuddy precisou esconder a ração, pois a cachorra estava sendo alimentada demais pela filha. Gael era carinhoso, e queria abraçá-la, mas a cachorra filhote fugia dele, pois tudo o que ela queria era ação e não ficar no colo do menino. Tommy já queria brincar com Madonna, os dois corriam pela casa toda juntos.

O engraçado era ver House levando Madonna para passear cheia de laços rosa e brilhos.

A sugestão do nome veio do pai, claro. House disse que ela era loira como Madonna, seus filhos não sabiam quem era Madonna e ele foi apresentar. As fotos que ele mostrou não eram todas exatamente próprias para crianças e Cuddy ficou irritada

Mas as crianças gostaram e aprovaram o nome.

Em outro momento ele colocou a música dela e começou a dançar com seus filhos pela sala.

I made it through the wilderness
Somehow I made it through
Didn't know how lost I was
Until I found you

I was beat
Incomplete
I'd been had, I was sad and blue

But you made me feel
Yeah, you made me feel
Shiny and new (Hoo)

Like a virgin
Touched for the very first time
Like a virgin
When your heart beats
Next to mine

Gonna give you all my love, boy
My fear is fading fast
Been saving it all for you
'Cause only love can last

You're so fine
And you're mine
Make me strong, yeah you make me bold

(...)

Cuddy que voltava do mercado e entrou em casa, viu seus filhos e marido dançando Like a Virgin e surtou.

"O que diabos é isso?".

"Estou apresentando Madonna, a cantora, para meus filhos". House falou inocente.

"Com essa música? De todas você escolheu essa?".

"Eles nem entendem. Relaxa". House disse, mas Cuddy desligou o som.

"MÃE!". Os filhos reclamaram.


Voltando aos dias atuais...

Eles foram para o aeroporto e embarcaram no avião. Wilson pagou uma fortuna com excesso de bagagem.

"Wilson, se esse chalé for no mesmo nível daquela cabana que nos levou... eu te mato". House ameaçou seu amigo quando estavam dentro do avião.

"Fique tranquilo que vocês vão amar. Ou você acha que levaria minha filha para sua primeira viagem em qualquer lugar?".

"Surpreende-me você deixar sua filha ter contato com a raça humana". House disse.

"Cala a boca". Wilson disse.

"Cala a boca". Tommy repetiu.

Cuddy olhou feio para os dois adultos.

"Desculpe". Wilson respondeu.

Mandy ainda não falava quase nada, apesar de estar com dois anos de idade. House dizia que isso era devido aos inúmeros traumas que o pai provocou nela.

Tommy começou a se agitar.

"Sério Wilson, não terei que ficar com Tommy por sete horas nesse avião para chegar a um local tosco, certo?".

"O local tem quatro grandes quartos confortáveis e tudo o que você pode imaginar de um chalé de luxo". Ele disse.

"Há quanto tempo você não vai para lá?". House perguntou.

"Anos... não sei... dez anos, talvez".

"Oh, em dez anos muito pode ter mudado". House falou balançando a cabeça.

"Nada mudou. Relaxe". Wilson respondeu.

"Olha quem fala. O grande senhor tensão pura". House retrucou.

"Wilson, você está bem? Digo... em relação à Beth?". Cuddy perguntou mudando de assunto.

Wilson havia terminado recentemente seu relacionamento de quatro meses com Beth, uma bartender. Ele descobriu que ela fazia alguns programas para ganhar um dinheiro extra. Detalhe que ela era ruiva.

"Sim, obrigado pela preocupação. Ainda bem que não a apresentei para Mandy". Wilson disse cabisbaixo.

"Você não a apresenta para ninguém, ela vive no Fantástico Mundo de Mad". House disse. "Quanto à bartender ruiva, fique tranquilo, existem muitas outras ruivas no mundo".

Quando chegaram ao local, depois de muita paciência com Tommy durante todo o voo e o posterior trajeto de carro, o chalé surpreendeu. Era rústico mas luxuoso.

"Uau! Wilson". Cuddy disse abrindo um sorriso.

"Não disse?". Ele falou convencido olhando para House.

"Espero que não seja só aparência". House não deu o braço a torcer.

Acomodaram-se. House e Cuddy dividiriam um quarto, Wilson e Mandy o outro, Rachel e Bella outro e o último ficaria com Tommy e Gael.

"Espero que esse inverno seja tão bom como foi o verão". House falou malicioso para Cuddy e sua esposa entendeu imediatamente ao que ele se referia.

Em um dia de verão Cuddy cumpriu sua promessa e eles fizeram sexo na piscina. As crianças estavam na casa de Julia e o casal ficou sozinho.

"Hoje é o dia ideal. Sol, calor, piscina e casa só para nós". Ele falou levantando a sobrancelha.

"Estou preocupada com as crianças. Será que Tommy não vai fazer nenhuma bobagem?". Cuddy disse.

"Você precisa relaxar e para isso seu marido está aqui".

"Mas você terá que usar preservativo, não podemos sujar a piscina assim, depois as crianças vão usar".

"Como se você não tivesse fluídos corporais também". Ele disse.

"Então melhor evitarmos...". Cuddy ia falando, mas foi interrompida.

"Tudo bem. Eu uso preservativo. Temos filtro na piscina e aplicamos produtos químicos, mas se você é exigente assim, tudo bem".

Eles entraram na água.

"Como começaremos? Será que ninguém vai nos ver?". Cuddy perguntou.

"Eu desliguei a câmera de segurança e não tem como ninguém nos olhar aqui. Relaxe".

House se aproximou da mulher e começou a beijá-la. Ele percebeu que Cuddy relaxava a cada minuto. Então ele começou a depositar beijos no pescoço dela e a roçar sua ereção no estomago dela. Logo tudo ficou nublado e ele estava tirando sua bermuda e ela tirava a parte de baixo de seu biquíni. House precisou sair da água para colocar o preservativo. Voltou pronto e devagar ele a penetrou, pois sabia que a água era um desafio para a lubrificação. Devagar começaram os movimentos, Cuddy sentiu um desconforto no início, mas seu marido foi carinhoso e começou a estimular o clitóris dela. Logo os dois estavam gemendo e a velocidade dos movimentos estava acelerada. Em pouco tempo House chegou ao orgasmo. Cuddy não o acompanhou, pois era um pouco desconfortável para ela a camisinha na água, mas House depois a levou massageando seu clitóris.

"Gostei da experiência". Ele disse. "Mas o preservativo atrapalha".

"Vá tirar esse preservativo antes que vaze". Ela falou.

"Que mulher fria". Ele saiu da piscina fingindo que estava ferido e ela riu.


De volta ao chalé...

"O que faremos hoje?". Cuddy perguntou.

"Como está tarde, pensei em ir para o centro da cidade dar um passeio". Wilson falou.

"Ótimo". Cuddy concordou.

Foram para o centro de Vail. Era lindo no inverno e tinha uma pista de patinação que deixou as crianças loucas.

"Posso ir, mamãe? Por favor, papai!". Tommy implorava.

"Nem pensar!". Cuddy decretou.

"A idade mínima é seis anos Tommy, só Rachel pode. Sinto muito". House falou.

Tommy começou a chorar.

"Calma Tommy, voltamos aqui quando você tiver idade suficiente". Wilson falou. Desde o evento em que ele foi grosseiro com o garoto, ele tentava ser o tio mais legal do mundo para o menino.

Rachel não quis patinar. Então foram jantar em um restaurante muito agradável.

No dia seguinte acordaram cedo para subirem a montanha até a estação de esqui. Alugaram roupas próprias no caminho, em uma loja especializada e subiram a montanha.

Chegando lá as crianças ficaram loucas com tanta neve. Tommy queria sair correndo, mas seu pai o segurou.

"Onde o senhor pensa que vai?".

"Papai... solta!".

"Não senhor. Se não obedecer a mim e a sua mãe nunca mais você viaja conosco, vai ficar na casa da sua avó Arlene".

"Não, não quero ficar na casa da vovó Arlene". Tommy resmungou.

"Então me obedeça".

Cuddy estava a distancia só observando a interação entre pai e filha, ela ficou satisfeita.

"Vamos deixá-los esquiar na área infantil". House disse para a esposa e Wilson se intrometeu.

"Com essa idade? Eles são novos demais".

"Tem instrutor e área infantil". House disse.

"Mas não área para recém-nascido". Wilson argumentou.

"Eles não são recém-nascidos, Wilson. Acorde! Logo sua filha terá quinze anos e estará se pegando com os meninos no sofá da sua casa".

As crianças pegaram esqui, Tommy quis snowboard.

"Claro que ele iria querer snowboard". Cuddy disse.

O instrutor estava orientando as crianças, elas ficariam em uma parte reta e bastante segura para brincarem, mas Wilson não deixou Mandy ficar entre eles. A levou para tomar um chocolate quente.

Gael estava com receio, ele era o menos esportista e aventureiro dos irmãos. Bella estava se divertindo mais com a neve do que com os esquis, Rachel prestava bastante atenção ao instrutor e Tommy queria ser liberado logo para se divertir.

Assim que o instrutor os liberou e pediu para irem devagar, Tommy quase o derrubou. Como um menino de três anos podia ir tão rápido?

"Oh meu Deus! Tommy vai devagar". Cuddy gritou.

"Stacy quase jogou Taz do telhado do hospital quando ele era um recém-nascido, acho que isso teve algum efeito sobre ele". House disse divertido.

"Ou a música horrorosa que você colocou na sala de parto". Cuddy rebateu.

"Ou os genes de vocês". Wilson chegou dizendo.

"Wilson". House exclamou. "Vamos descer a montanha esquiando?".

"Não, não gosto muito disso".

House riu. "Covarde!".

Depois de algum tempo as crianças terminaram, Tommy não queria deixar o snowboard, mas foi obrigado por seu pai.

Foram almoçar no restaurante e depois passaram um tempo admirando a paisagem e cuidando das crianças que brincavam na neve. Cuddy tirava muitas fotos. House a puxou e começou a jogar neve na esposa. Eles brincavam divertidos.

Wilson olhava de longe desejando encontrar isso na sua vida.

"Mamãe, pare de beijar papai aqui. Que vergonha". Rachel chegou reclamando e seus pais riram.


No dia seguinte foram até Adventure Ridge.

"Vamos descer de boia?". House propôs e os filhos todos concordaram. Só Gael que recuou. Então a família foi e Gael esperou com Wilson e Mandy.

"Vamos outra vez?". Tommy propôs feliz.

Passaram o dia no parque, as crianças divertiram-se muito e os adultos também.

"Mamãe compra pra mim?". Bella apontou para uma abelha de pelúcia e a mãe riu. Essa menina adorava bichos de pelúcia.

"Sim filha". A menina não largou mais o brinquedo.

"Papai olha!". Ela mostrou para seu pai. Era uma abelha com roupa de inverno na cor rosa.

"Olha essa roupa azul". House falou provocando a filha.

"É rosa". Ela respondeu.

"Não... é azul".

"É rosa!". Ela falou brava,

Bella era um amor de menina, mas era teimosa e odiava ser contrariada.

"Você é tão sua mãe!". House falou rindo e beijando a filha.

"É rosa!". Ela repetiu.

"É sim, filha". Ele concordou.

"Oh meu Deus!". Wilson gritou.

House e Cuddy correram para ele.

"Mandy caiu". Wilson disse.

Sua filha havia caído, mas já estava de pé e rindo.

"Vou levá-la ao hospital". Wilson disse.

"Mas ela está bem". Cuddy falou.

"Ela caiu!". Wilson disse.

"Crianças caem". House falou.

"Vocês não vão me convencer, vou levá-la para um raio-x".

"Não é como se ela tivesse caído da montanha". House insistiu e Wilson nem respondeu. Pegou a filha saindo.

"Aproveita e pede exame de sangue para ver se ela não tem nenhuma DST". House gritou fazendo Cuddy corar.

"Ele é louco". House falou para a esposa.

"Definitivamente". Ela respondeu.

Naquela noite a família estava no chalé quando Wilson voltou com Mandy. Cuddy havia feito House prometer que não diria nada e foi isso que ele fez.

Wilson entrou e levou Mandy sonolenta para o quarto.

"Pessoal, boa notícia. Mandy está saudável". Wilson disse e House se segurou.

"Que ótimo". Cuddy falou.

"Eu a levei porque nunca se sabe". Wilson continuou se justificando.

"Tio Jimmy, ela nem caiu forte. Tommy já fez coisas muito piores e não era nada no final". Rachel falou e House não conteve a risada.

"Pode falar House, eu sei que você acha que eu estou louco". Wilson disse.

"Eu não falei nada". House se defendeu.

"Wilson, você foi exagerado sim, você tem sido desde a gravidez. Sua filha pode ser afetada por suas atitudes, não digo isso como uma mãe perfeita, sei que não sou, ninguém é. Mas talvez seja importante você buscar uma ajuda para evitar que sua filha sofra com os efeitos de seu excessivo zelo". Cuddy falou e House arregalou os olhos.

Mais tarde naquela noite.

"Uau! Você chegou como quem não queria nada e soltou a bomba no Wilson". House disse para a esposa.

"E isso o excitou?". Ela disse se aproximando do marido.

"Você sempre me excita".

Começaram a trocar beijos. Eles provocavam um ao outro com beijos lentos, usavam suas línguas para instigar e as recolhiam, caprichavam nos movimentos labiais. Usam línguas sem exagero, só estimulando o parceiro. Eles tinham sintonia, sabiam o que seu amante faria a seguir. Depois de algum tempo eles sorriram na boca um do outro, entre beijos.

"Wow House... Você beija muito bem". Ela dizia entre beijos.

"Você também". Ele respondeu gemendo.

Eles estavam excitados só com os beijos, os quadris roçavam e ela podia sentir a ereção do marido. Então House a deitou de costas na cama e subiu sobre a esposa. Beijos continuavam entre a libertação das roupas. Depois faziam amor na posição missionário, lento no começo e depois acelerando. Bocas abertas, os testículos de House começaram a esfregar o clitóris de sua esposa e isso a estava deixando louca. Ela cruzou uma das pernas sobre a bunda de seu marido o trazendo mais para dentro dela, isso foi demais para ambos. House acelerou o quanto podia e isso causava maior estimulo ao clitóris de Cuddy e ela não aguentou. Gozou forte e levou seu marido junto, quando ele sentiu-a apertar ao redor dele.

O casal levantou sorridente e apaixonado. Tomaram café entre selinhos e caricias.

"Ei admiro o que vocês dois têm". Wilson disse.

"Obrigada!". Cuddy falou sorrindo.

"Ele sempre me quis para ele". House falou e Wilson balançou a cabeça.

Foram novamente para as montanhas. As crianças brincaram no espaço infantil, dessa vez Gael se arriscou. Não havia perigo nenhum, mas Wilson não queria que Mandy fosse de jeito nenhum, a menina chorou quando viu todas as crianças brincando. Wilson precisou aceitar e levou a menina, mas não queria sair de perto dela.

"Vamos Wilson, vamos descer a montanha como homens, deixe sua filha. Cuddy estará aqui". House propôs.

"Pode deixar que eu ficarei de olho nela". Cuddy se ofereceu.

"Nós não sabemos esquiar". Wilson disse.

"Vamos na área de iniciantes, só para brincarmos um pouco". House insistiu. "Mas com snowboard".

Cuddy sorriu. Tal pai, tal filho, ela pensou.

"Não sei...". Wilson estava apreensivo.

"Deixa de ser covarde!". House disse.

Enfim, eles foram.

Ficaram um tempo acostumando-se com o equipamento, testando o equilíbrio. House jogava neve na cara de Wilson.

"Você tem o que? 10 anos?".

No final House desafiou Wilson para descer a montanha, eles estavam na área para iniciantes, a montanha era pouco íngreme, segura.

Foram.

House chegou bem antes de Wilson e ficou olhando o amigo descer muito devagar, ao final, quando Wilson tentou frear ele caiu de bunda na neve. House riu alto, mas Wilson levantou dolorido, ele havia batido o cóccix e estava mancando.

"Quem te olhar assim vai pensar que você teve sexo anal comigo em cima da montanha". House caçoou dele.

"Cale-se a culpa é sua". Wilson falou dolorido.

"É mesmo, culpa do meu grande pênis". House riu.

"Cale a boca!". Wilson gemia de dor.

Voltaram para junto da família e House insistiu para Cuddy subir a montanha com ele.

"Só se for de esqui". Ela o desafiou.

"Tudo bem, escolha suas armas senhora!". O marido concordou.

Fizeram o mesmo, ficaram testando o equipamento e a perna de House não ajudava com esses, mas ele não admitiria para ela.

"Está com medo de descer?". Cuddy disse.

"A senhora está muito segura".

"Então me pegue". Cuddy desceu na frente.

House foi atrás, mas ela chegou antes dele.

"Não valeu, você saiu na frente e é mais leve". Ele disse.

"Pare de dar desculpas e aceite à derrota". Ela disse rindo e House a derrubou.

Começaram a rolar pela neve entre beijos, até que foram interrompidos.

"Com licença senhores. Mas temos crianças na área e não são permitidas certas intimidades aqui". Um instrutor os interrompeu.

"Você acha que isso é intimidade? Você não viu nada meu jovem". House falou.

"House!". Cuddy corando chamou a atenção do marido. "Desculpe-me". Ela disse para o instrutor.

"Mamãe". Eles ouviram gritos.

O coração de Cuddy saiu pela boca, ela nunca correu tão rápido. Quando chegaram Gael estava esquiando.

"Olha, ele perdeu o medo". Rachel disse.

"E você gritou por isso?". Cuddy perguntou tentando recuperar o fôlego.

"Sim, queria que você visse". Rachel falou e House riu.

Cuddy quase havia enfartado.


Seria a última noite em Vail, estavam jantando no chalé em frente à lareira, lá fora uma nevasca e de repente, tudo apagou. A energia elétrica caiu.

"O que aconteceu?". Cuddy perguntou surpresa.

Mandy começou a chorar assustada.

"Aparentemente estamos sem energia elétrica". House disse.

"O aquecedor...". Cuddy ia dizendo, mas calou-se preocupada.

"Vou tentar contatar alguém". Wilson disse, mas não havia sinal de internet, nada...

"E agora?". Cuddy perguntou.

Enquanto isso Tommy imitava um fantasma e assustava Gael, Bella e Mandy.

"Thomas". Cuddy chamou a atenção do menino.

"Crianças, vamos... Sentem-se todos no sofá". Cuddy disse guiando as crianças.

"Com essa nevasca não será possível chegarmos a lugar nenhum". House disse. "Precisamos esperar".

"Se passarmos essa noite sem aquecedor, vamos congelar". Wilson disse.

"Logo vai começar a esfriar aqui". Cuddy falou.

"Vamos esquentar uns aos outros. Coloque todas as crianças na nossa cama, Cuddy, vamos deitar juntos. Pegue quantas cobertas vocês encontrarem". House orientou. "Se quiser dormir com minha família Wilson...".

"Eu ficarei bem com Mandy, trouxe muito cobertor, acho que será suficiente".

E assim fizeram. Colocaram roupas quentes em todos, pegaram os cobertores disponíveis e deitaram-se na cama todos juntos. Família de House em uma cama, Wilson e Mandy em outra. Wilson tinha trazido uns dez cobertores, eles estavam sentindo até calor embaixo de tudo isso.

"Tommy, fica quieto". House falou quando o menino o chutou.

"Estou sem sono". O menino falou.

"Medo". Gael disse.

"Vem cá meu pequeno". Cuddy falou abraçando Gael.

"Papai eu preciso da abelhinha". Bella disse e House pegou o brinquedo da filha para ela.

"Mamãe, vai ficar escuro por bastante tempo?". Rachel perguntou.

"Não sei filha, espero que não".

"Então eu vou contar uma história". House falou e todos concordaram.

Era uma vez três porquinhos que viviam na floresta com a sua mãe. Um dia, como já estavam muito crescidos, decidiram ir viver cada um em sua casa. A mãe concordou, mas avisou-os:

Tenham muito cuidado, pois na floresta também vive o lobo mau, e eu não vou estar lá para proteger vocês.

Nessa hora Bella e Gael respiraram fundo.

Sim mamãe! – Responderam os três ao mesmo tempo.

Os porquinhos procuraram um bom lugar para construir as suas casas e, assim que o encontraram, cada um começou a fazer a sua própria casa.

"Porquinho tem casa?". Rachel perguntou.

"Tem sim". Bella respondeu.

House continuou...

O porquinho mais novo, que só pensava em brincar, fez a sua casa muito rapidamente, usando palha. O porquinho do meio, ansioso por ir brincar com o mais novo, juntou uns paus e depressa construiu uma casa de madeira. O porquinho mais velho, que era o mais ajuizado, lembrou-se do que a sua mãe lhe tinha dito, e disse:

Vou construir a minha casa de tijolos. Assim terei uma casa muito resistente para me proteger do lobo mau.

"O porquinho que fez a casa de palha é o Tommy". Rachel disse rindo e Tommy deu um soco nela.

"Tommy!". Cuddy falou. "Rachel, deixe seu irmão em paz".

"Se continuarem assim eu vou parar de contar a história". House ameaçou.

"NÃO PAPAI!". Todos gritaram e ele continuou.

É claro que o terceiro porquinho foi quem demorou mais tempo a construir a casa, mas, no fim, estava muito orgulhoso dela, e só aí se juntou aos seus irmãos para brincar.

Um dia andavam os três porquinhos a saltar, muito divertidos, quando apareceu o lobo mau.

Olá! Vejo três deliciosos porquinhos à minha frente.

"Ah não!". Disse Bella.

Ao verem o lobo mau, fugiram, cada um para a sua casa.

O lobo, que estava cheio de fome, chegou ao pé da casa do porquinho mais novo, e disse:

Cheira-me a porquinho! Sai daí que eu vou te comer! Se não saíres, deito a tua casa de palha abaixo…

E vendo a casa de palha à sua frente, soprou tão forte, que fez a casinha ir pelo ar!

"AHH!". Gael disse assustado.

O porquinho assustado correu para a casa do irmão do meio, que tinha uma casa de madeira.

Quando o lobo lá chegou, gritou novamente.

Cheira-me a porquinho! E eu estou com tanta fome que vos vou comer aos dois…

E com dois sopros, conseguiu deitar a casa de madeira abaixo.

"NÃO!". Todas as crianças gritaram.

Os dois porquinhos mais novos correram então, apavorados, para a casa do irmão mais velho, que era de tijolo.

O lobo, vendo que os três porquinhos estavam todos numa só casa, exclamou, louco de alegria.

Cheira-me a porquinho! E mais fome não vou eu ter, pois apanhei três porquinhos para comer!

Então o lobo encheu o peito de ar e soprou com toda a força que tinha, mas a casinha de tijolos não se mexeu nem um pouquinho. Aliviados, os três porquinhos saltaram de contentes. Mas o lobo não desistiu, e disse.

Não consegui deitar a casa de tijolos abaixo nem derrubar a sua porta, mas eu tenho outra ideia… esperem que já vão ver! E começou a subir o telhado, em direção à chaminé.

Os porquinhos mais novos ficaram aflitos, mas o mais velho, que era muito esperto, colocou no fogão, por baixo da chaminé, um grande caldeirão de água a ferver.

O lobo, ao entrar pela chaminé, caiu no caldeirão de água quente e queimou o rabo, fugindo o mais rápido que podia para o meio da floresta. Os dois porquinhos agradeceram ao seu irmão mais velho, e aprenderam a lição.

"Que alívio!". Rachel disse.

"O que essa historinha nos ensina?". Cuddy perguntou achando tão fofa a história que House contou.

"Que temos que construir uma casa de tijolos". Rachel disse.

"Isso. Nos ensina que se quisermos ter segurança precisamos de responsabilidade, fazer nossas obrigações e tarefas bem feitas antes de brincar, senão nossa vida será que nem aquelas casas que o lobo derrubou". Cuddy explicou.

"E também ensina que eu sou o lobo e vou pegar vocês". House falou com voz grossa em baixo das cobertas e seus filhos gritaram divertidos.

"AHHHHHH!".

Se congelava lá fora, aqui dentro o amor aquecia.


Música do capítulo: Like a Virgin – Madonna

História: Os Três Porquinhos.