..., mas há coisas que não mudam jamais.


Capítulo 57 – Amor incondicional

De repente uma enfermeira entrou.

"Dr. House, o senhor está acordado. Consegue me ouvir?". A enfermeira falou alto para a irritação dele.

Nesse momento Cuddy acorda. "Oh meu Deus! House!". Ela já foi para cima dele e beijou a testa do marido. "Eu quase morri esses dias. Você está bem?".

Ele estava com medo de falar, mas respirou fundo.

"Por quanto tempo eu dormi?".

"Dois dias, dois longos dias". Ela sorriu, mas ele ainda estava sério.

"Você sente alguma coisa? Alguma dor?". Cuddy perguntou.

"Onde está Richard, ou melhor, O Muralha?". Ele perguntou. "E de quanto tempo você está grávida?"


"O que?". Cuddy perguntou assustada. "House, você está bem?".

"Vai depender da sua resposta". Ele disse ansioso.

"Eu... eu não estou grávida, você fez vasectomia, lembra? Você lembra-se de tudo? Qual sua última lembrança?". Ela estava preocupada.

"Antes ou depois do acidente?". Ele perguntou.

"Antes".

"Você falou que se eu não tivesse feito vasectomia iria achar que estava grávida, fizemos sexo, eu puxei o edredom a noite durante minha insônia, falamos das loucuras de Ravi, eu te mandei o livro que estou escrevendo para que leia, falamos de Wilson que não faz sexo há milênios, dormimos. Acordei cedo, deixei um bilhete para você e sai para levar o carro a concessionária. Quando recebi o impacto do outro carro que cruzou o farol estava tocando Lady Gaga no rádio".

Cuddy ficou impressionada com a memória dele, era melhor do que a dela e ela não esteve envolvida em nenhum acidente.

Ela passou a mão pelos cabelos do marido carinhosamente.

"E depois do acidente? Do que você se lembra?".

"Você estava grávida de seis meses de uma menina, filha de Wilson fruto do ménage à trois que você teve com ele e com Vicky, mas ele não sabia que a filha era dele, pensava que era minha. Fiz exames para ver se havia recanalização dos meus canais deferentes, mas não. Então realmente era dele ou de Richard, o Muralha. Você iria casar com ele. Meus filhos os chamavam de pai, eles me esqueceram. Até Madonna se esqueceu de mim. Ah... e amputaram minha perna. Mas eu fui até o posto de gasolina e explodi tudo, incluindo Richard".

Cuddy estava com olhos arregalados.

"House... Nada disso é real. Você sabe, não sabe?". Ela perguntou assustada.

"Eu... espero que não seja, senão prefiro morrer".

Cuddy sorriu e o abraçou. "Senti tanto sua falta. Sentimos tanto sua falta. Seus filhos perguntam sobre você o tempo todo, meu coração parou nesses dois dias".

"Onde eles estão?".

"Eu os trarei mais tarde. Agora eu quero um beijo". Ela exigiu.

"Eu estou sem escovar os dentes há dias". House hesitou.

"Um selinho pelo menos". Ela pediu e ele a atendeu.

"Eu te amo tanto e nunca haverá ninguém mais. Nunca amei ou amarei qualquer outro homem como eu te amo. Lembra que te pedi para nunca se esquecer disso?".

"E eu não me esqueci. No momento em que nada fazia sentido, em que não te reconhecia eu me lembrei, aquela não era você".

"E você voltou para mim!". Ela falou sorrindo. "Graças a Deus você voltou para sua família".

Cuddy apertou forte a mão do marido.

Mais tarde naquele dia ela levou as crianças para verem o pai. Mas antes o médico passou para examiná-lo e explicar o prognostico.

"Você sofreu uma concussão séria, mas ela regrediu muito bem, felizmente. Em breve você receberá alta, mas preciso ainda fazer alguns exames e observar de perto a evolução".

"Eu sou médico, esqueceu-se?". House falou e Cuddy riu. Esse era seu marido.

Quando as crianças chegaram foi uma gritaria.

"PAPAI!". Todos gritaram juntos.

"Vem aqui criançada". Ele chamou e todos os filhos foram em cima dele ao mesmo tempo.

"Calma!". Cuddy tentava controlar a bagunça, pois estava preocupada com House e também em manter o silêncio no ambiente hospitalar.

"Quem é o melhor pai do mundo? Eu ou Richard?". House perguntou.

"VOCÊ!". As crianças gritaram.

"Quem é Richard?". Rachel perguntou e sua mãe fez sinal para ela ficar calada.

"Papai eu aprendi a tocar uma música para você". Gael disse.

"Na verdade ele fez uma música para você". Cuddy explicou.

"Sério?". House perguntou surpreso.

"Sim!". O menino respondeu.

"E eu fiz um desenho para você papai". Bella disse.

"E eu desenhei um corpo humano". Tommy falou.

"Sim, um corpo humano com uma parte muito avantajada, muito exagerada. Eu falei para ele refazer, mas você sabe como ele é teimoso". Cuddy explicou.

House riu.

"É o corpo do meu pai, igual ao dele". Tommy falou e Cuddy corou.

"O que posso fazer se meu filho tem olhos para ver?". House se exibiu.

"E eu aprendi a fazer um sanduiche para você, o seu preferido". Rachel falou.

"Uh, chame o médico, quero alta agora, preciso ir para casa ver tudo isso". Ele disse e sua esposa riu.

"E você?". Ele perguntou para Cuddy. "O que fará por mim quando eu voltar?". Ele perguntou malicioso segurando forte a mão dela.

"Eu te apresentarei a Richard, ele é o máximo".

House olhou para ela sério, então ela caiu no riso.


House esteve hospitalizado por mais dois dias. Cuddy não saiu de perto dele, exceto para rapidamente ir para casa tomar um banho e voltar.

"Oficialmente seu carro foi sucateado, você não tem mais carro para vender e nem dinheiro para receber, já que você não tinha seguro para aquele ferro velho". Cuddy falou quando entrava no quarto.

"E você fala mal de minha moto. Ela é muito mais segura".

"Sério mesmo que você quer falar de moto enquanto está sobre essa cama se recuperando de um acidente de trânsito?". Cuddy perguntou irritada.

"Tudo bem, falamos amanhã". Ele disse bem-humorado e ela sorriu se aproximando para beijá-lo.

"Agora que você já escovou os dentes eu quero um beijo de verdade". Ela pediu.

House sorriu e a beijou suavemente e da maneira que sua esposa gostava.

"É disso que eu precisava". Ela disse quando o beijo terminou.

"Eu preciso de um pouco mais". Ele falou levantando a sobrancelha.

"Isso terá que esperar, senhor". Cuddy falou divertida. "Pensei que fosse te perder, nunca mais faça isso comigo". Ela disse.

"Richard não teve essa sorte". Ele sorriu.

"Sério House, nunca mais faça isso".

"Você sabe que eu não tive nenhuma responsabilidade, não sabe? Não posso te garantir que um bêbado não irá cruzar meu caminho no futuro, nem o seu, nem os de nossos filhos". Ele disse e Cuddy gemeu. "Mas posso afirmar que farei todo o possível para nos proteger".

Eles se abraçaram e assim ficaram, até que alguns minutos depois, Wilson entrou.

"Ei! É bom vê-lo acordado e bem".

"É tão bom me ver bem que você sumiu nos últimos dois dias. Por quê?". House perguntou com tom acusador, ele ainda estava muito preso aquele sonho realista.

"Eu fui obrigado pela nova reitora a ir para uma conferência, mas só fui depois que você acordou, então tive que fazer tudo correndo, sem tempo...". Wilson justificou-se. "Ouvi que você deve receber alta hoje". Ele disse.

"Sim". Cuddy respondeu feliz.

"Trouxe isso". Wilson entregou flores, rosas azuis.

"Que lindas!". House disse sarcasticamente. "Obrigada amor".

Cuddy riu. "São realmente lindas Wilson".

"E gay". House complementou.

"Vai se ferrar". Wilson falou e Cuddy sentiu um alívio em seu coração, tudo estava voltando ao normal.

"Só um aviso". House disse para Wilson. "Não chegue perto de minha esposa, nunca pense em um ménage ou qualquer coisa do tipo". Ele ameaçou e Wilson não entendeu nada.

Cuddy corou.

"O que?". O amigo perguntou confuso.

"Você já está avisado!". House concluiu.


House recebeu alto naquela tarde e foi para casa. Chegando seus filhos todos foram para cima dele, apesar dos apelos de Cuddy para que eles esperassem.

"Papai, papai, olha meu desenho". Tommy entregou o desenho para o pai.

"Papai... olha o meu desenho também". Bella competia com o irmão pela atenção de seu pai. "Também coloquei o nome do meu ursinho novo de Papai".

"Papai... depois vou tocar minha música para você". Gael também ia dizendo.

"E eu vou fazer o seu sanduiche preferido". Aí foi a vez de Rachel falar.

"Obrigado crianças". Ele falou abraçando e beijando a cada um deles.

Até Madonna veio correndo lamber as mãos de House.

As crianças não entendiam muito sobre a gravidade do que seu pai passou. Eles sentiram falta dele em casa, mas Rachel, que era a mais velha, percebeu que era algo mais e ficou muito assustada. A menina chorava toda noite quando ia dormir, ela não deixava sua mãe ver pois não queria que ela ficasse mais triste do que já estava. Rachel tentou ajudar Marina cuidando dos irmãos, tentou bancar seu papel de irmã mais velha quando percebeu que era necessário.

"Papai, eu fiquei com tanto medo". Ela disse abraçando seu pai.

"Oh filha, desculpe por isso". Ele disse a abraçando de volta e a beijando.

"Você é o melhor papai de todos os tempos".

Cuddy chorou.


Ele foi muito mimado por todos naqueles dias, inclusive por sua esposa. Naquela primeira noite ela estava muito feliz em tê-lo de volta na cama, e de estar de volta também, já que ela dormiu todas as noites naquela poltrona do hospital.

"Senti saudades de nós aqui". Ela ia dizendo se aconchegando perto do marido.

"É? Eu também". House começou a dizer enquanto passava as mãos maliciosamente pelo corpo dela.

"House não!". Cuddy o afastou. "Você tem que ficar de repouso, cinco dias, você sabe".

"Eu preciso de alguma ação".

"Não, você não precisa". Ela falou sorrindo.

"Esse é meu remédio". Ele falou fazendo beicinho.

"Não seja teimoso, é para o seu bem". Cuddy estava muito excitada também, mas devia esperar.

"Eu sonhei que você estava com Richard. Preciso apagar essa lembrança de minha mente, compensar todo o sofrimento".

"Aquilo não foi real". Ela disse passando a mão pelo rosto do marido.

"Mas pareceu muito real para mim. O que nossa mente pensa ser real, se torna real".

"Agora eu tenho um marido filósofo?". Ela disse dando um selinho nele. "Aliás, eu li seu livro nesses dias em que esperava você acordar".

"Não mude de assunto. Vamos? Você fará todo o serviço pesado, eu ficarei só aqui deitado para o seu deleite". House falou manhoso.

"Eu te conheço, essa história de ficar parado não funciona com você". Ela disse rindo enquanto novamente os braços dele iam sorrateiramente envolvendo a cintura dela.

"Temos que controlar sua pressão arterial, e sexo não é uma opção. Você sabe que isso eleva a pressão". Ela riu controlando a mão dele que já estava sobre o sutiã dela. "Só mais alguns dias, prometo que te compensarei".

"Cuddy...". Ele lamentou.

"Vem cá... me deixa te abraçar. Quero ficar assim com você". Ela disse aninhada nos braços dele.

Ele respirou o perfume do cabelo dela, como ele sentiu falta disso. Dela. Deles.

"Voltando ao assunto do livro". Ela disse. "Eu li quase todo. É maravilhoso".

"Sério?".

"Seríssimo. A linguagem, o estilo, a forma com que você desenvolve o enredo... Isso será um Best Seller da medicina". Cuddy disse empolgada. "Vamos procurar editora, já fiz uma lista com...".

Cuddy continuou falando entusiasmada e House parou de ouvi-la, não por descaso, mas a mente dele estava muito longe, estava embriagada pelo cheiro, pela voz, pela pele de sua esposa.


Alguns dias passaram e Cuddy havia convidado Blythe, Arthur, Wilson, sua mãe e Julia para um almoço no domingo. Todos queriam ver House, e ela estava mantendo-o de castigo nos últimos dias, então agora faria um almoço para todos.

"Sabe que se eu morresse não sentiria falta de sua mãe, não é? Então para que a presença dela hoje aqui?".

"Não fala isso, me dói o coração pensar nessa possibilidade". Cuddy olhou séria para ele, mas logo abriu o sorriso e beijou-o.

"Mande todos embora e vamos fazer sexo". Ele propôs abraçando a esposa. Os dois estavam muito ansiosos por esse dia.

"Mais tarde, prometo". Com um beijo rápido ela se desvencilhou do marido.

"Filho...". Blythe entrou e rapidamente foi até ele e o abraçou. "Que bom vê-lo bem".

"Você estava tão preocupada que não apareceu para me visitar, nenhum dia". House falou para a mãe.

"Não? Eu estive no hospital com Lisa". Ela falou olhando para Cuddy.

"Eu disse a ele". Cuddy respondeu.

"Quando você acordou precisava de paz e de poucas pessoas, então eu o deixei em boas mãos". Ela disse olhando para a nora. "Mas recebia notícias suas diariamente".

"Filho". Arthur falou entrando. "Que susto você nos deu, você nasceu de novo". O homem abraçou House.

"Ele já nasceu de novo pelo menos umas dez vezes. Já deixou meu coração na mão em outras ocasiões também". Cuddy falou suspirando fundo.

"Oh esposa, venha aqui". House falou abraçando-a. Ela sorriu triste com a lembrança de todas as vezes em que ela pensou que o perderia.

"Vamos animar isso, está parecendo um funeral". Arlene entrou falando.

"Bruxa má. Como senti sua falta". House disse sarcástico.

"Que bom que você não deixou minha filha sozinha com a renca de filhos que você fez nela".

"Bom te ver outra vez também". House respondeu. "Sabe que você foi a minha maior motivação para voltar ao mundo dos vivos?".

"Gregory". Ravi falou.

"Ravi? A que devo a honra?". House respondeu.

"Eu trouxe um presente". Ele entregou um embrulho. "E parabéns por estar de volta".

"Não darei essa satisfação para Richard". House respondeu.

"Quem é Richard?". Arlene perguntou.

"Ninguém". Cuddy respondeu com um sorriso sem graça.

"Devo ter medo de voltar ao hospital ao abrir esse presente?". House perguntou para Ravi e Cuddy estava com olhos arregalados também em apreensão.

House abriu e era um capacete.

"É um capacete anti impacto para motoristas de automóveis. Ligue esse botão". Ele apontou.

House ligou e tomou um choque que o fez arremessar o capacete para longe. Madonna tentou pegá-lo mas também tomou choque e saiu assustada.

"O que foi isso?". Ele perguntou.

"É um choque". Ravi respondeu.

"Meu marido acabou de ter uma concussão e você dá um choque nele?". Cuddy perguntou indignada.

"Não... é... é mais uma proteção. Você usa e não toma choque, mas deixa ligado e se alguém tentar retirar de você, ele tomará choque e se afastará". Ravi explicou.

"E qual é a finalidade disso?". House perguntou.

"Se alguém tentar roubar o capacete, ou tirá-lo, deixando você desprotegido, ele não conseguirá".

Cuddy olhou para ele e os dois seguraram uma risada. Julia corava envergonhada.

"Só um pensamento... E se você tiver um acidente e precisar ser socorrido por paramédicos, como no meu caso?". House perguntou.

Ravi parou. "Não havia pensado nisso".

"Ravi, mais uma invenção ridícula? Já te disse Julia, larga esse idiota". Arlene falou alto na frente de todos.

"Idiota!". Tommy repetiu.

"Tommy!". Cuddy chamou a atenção do filho.

"Mas a vovó disse". O menino justificou-se.


Naquela noite House e Cuddy estavam no quarto.

"Agora você vai me dar o presente que eu mais espero?". House perguntou. "Esperei por isso o dia todo".

"Só o dia todo? Você não está esperando por isso desde que acordou depois do acidente?". Ela respondeu provocante.

"Claro que sim, você sabe disso. Sabe que é você quem tem negado isso".

"Para seu próprio bem". Ela falou e o empurrou de costas na cama.

"Agora para meu próprio bem você trate de tirar essa roupa".

"Paciência, tenho algo planejado". Ela falou e foi para o banheiro.

"Não mulher!". House reclamou.

House esperou impaciente e minutos depois Cuddy apareceu vestida de enfermeira sexy. Toda de branco, com saia curta, cinta-liga e decote generoso.

"Eu tenho que cuidar de você, Dr. House". Ela disse maliciosa.

"Oh meu Deus!". House gemeu excitado.

"Onde dói?". Ela perguntou.

"Bem aqui". Ele apontou para sua ereção.

"Uh... isso deve ser o típico caso de febre da lhama". Cuddy falou e House riu. "Preciso soprar senão você morrerá". Sua esposa continuou.

"Concordo totalmente".

"Deite-se". Cuddy disse e sentou-se sobre a cintura do marido que gemeu em apreciação.

"Vou medir sua febre, minha língua consegue aferir sua temperatura".

"Ótimo". Ele falou totalmente excitado.

Cuddy começou a lamber o pescoço dele.

"Uh... um pouco quente, preciso trabalhar nisso". Ela disse e desceu lambendo o peito dele, barriga. Arrancou as calças e lambeu por toda a virilha. House gemia e sua ereção doía presa em sua boxer.

"Agora chega a parte importante, preciso soprar a inflação". Ela falou maliciosa e House concordou com a cabeça.

Cuddy retirou a boxer dele, pegou seu membro com as mãos e começou a soprá-lo, lambe-lo, sugá-lo.

"Você é ótima em diagnostico e tratamento também, quer trabalhar comigo?". House falou com dificuldade.

Cuddy não respondeu, só sorriu e virou os olhos para ele enquanto estava com seu pênis na boca, isso quase fez House se perder completamente.

"Oh meu Deus!". Ele gemeu e olhou para outro lado, senão iria perder seu controle ali.

Ela percebeu e parou.

"Agora tenho que fazer a parte do tratamento mais importante". Ela falou e começou a tirar a calcinha, deixando o resto.

"Mergulho profundo". Ela falou e abaixou sobre House deixando com que o pênis dele a penetrasse.

"Oh meu Deus! Eu adoro esse tratamento". Ele gemeu.

"Estudei muito para isso". Ela dizia e House retirou seus seios de dentro do sutiã e os acariciava enquanto ela o montava.

"Você é PHD nisso". Ele começou então a segurar na cintura dela controlando o ritmo.

"Não faça isso doutor, eu sou a atendente aqui". Ela disse e retornou as mãos dele para os seios dela. "Você precisa segurar aqui porque eu consigo monitorar seus sinais vitais".

"Tudo bem, você é quem manda". Ele disse massageando os mamilos dela.

A velocidade ficou intensa, eles estavam na beira do precipício.

"Eu... acho... que esse tratamento... está funcionando". House disse com dificuldades.

"Eu... também... oh meu Deus! Esse tratamento é... muito bom...". Ela respondeu gemendo alto.

"Revolucionário...". House respondeu. "Agora... eu acho que vou...".

"Você precisa... liberar todo o fluido para melhorar...". Cuddy disse e acelerou ainda mais, se é que era possível.

"Eu vou liberar... tudo... bem... fundo". E ele gozou.

"Ah... eu sinto...". E ela foi junto com ele.

Depois de recuperar-se, Cuddy riu, ela estava sem calcinha, com a saia na altura da cintura, seios a mostra sobre o sutiã e a blusa rasgada. Uma bagunça.

"O melhor de todos os tratamentos que eu já recebi, preciso de aplicação diária". House disse abraçando Cuddy e a puxando para junto dele.

"Richard também pensava assim". Ela falou para o provocar. "E Wilson... durante o Ménage à trois".

House olhou para ela sério. "Nunca mais brinque com isso".

"Oh baby, eu te amo tanto". Ela disse o abraçando forte.

Ele nunca podia duvidar disso, nem em sonhos, nem em alucinações, não existia espaço para a dúvida ou incerteza, só existia amor.


Naquele dia House passou com seus filhos. Ele assistiu desenho, brincou com massinha de modelar, contou histórias, desenhou, brincou com blocos e Legos. Quando Cuddy olhou ele estava deitado no sofá e todos dormindo ao seu redor, exceto Rachel.

"Eles dormiram". A menina falou enquanto assistia a televisão. "São muito fracos, não aguentam nada".

Sua mãe riu da filha e da cena fofa no sofá.

"Preciso tirar uma foto disso, não faça barulho Rachel". Cuddy disse enquanto procurava sua câmera.

Naquela tarde Gael quis mostrar a música para seu pai.

"Eu vou tocar aquela música que fiz para você papai". O menino disse.

"Ótimo, estou ansioso". O pai respondeu.

Cuddy sentou-se no sofá ao lado do marido e pegou a mão dele. As crianças também se juntaram para ouvir e Gael começou no teclado que seu pai deu para ele em seu último aniversário.

O menino começou, o som não era ruim, ninguém esperaria que aquilo vinha de um garoto com quatro anos. A música era lenta e melódica.

Papai...

Você é meu melhor amigo

Meu papai preferido

Que me ensina a tocar

Que brinca comigo

Volta logo para casa

Podemos comer pizza

Meu papai preferido

De todos os papais do mundo

A letra não tinha nenhuma rima, mas a melodia era surpreendente para a idade do garoto e a voz dele também, muito afinada e, apesar de tudo, era a música mais linda que House já tinha ouvido.

Ele se esforçou para não chorar, ele não era disso, mas não foi fácil e uma lágrima caiu. Ele nunca pensou que seria tema de uma música de criança, uma declaração de amor de um filho. Para ele a paternidade era superestimada, mas fazia anos que ele entendeu o tamanho real de tudo isso. Ele entendeu o amor incondicional.