Capítulo 59 – Pássaro holandês
Naquela noite do lançamento do livro, Wilson e Vicky deram uma carona para House e Cuddy. Os deixaram no hotel onde estavam hospedados e seguiram para jantar em um restaurante renomado.
"Acho que Wilson não vai comer a comida, mas... outra coisa".
"House!". Cuddy chamou a atenção do marido enquanto ria.
"Não estou mentindo...".
"Eu sei... mas... vamos entrar porque eu quero comer outra coisa também". Ela falou mordendo os lábios.
House praticamente correu até o elevador e entrou, lá mesmo eles começaram a se beijar, logo entraram mais hospedes que tossiram propositadamente para que o casal se controlasse.
"Desculpe, mas... lua de mel". Ele mentiu e Cuddy riu. Ela amava esse homem, era como se eles fossem universitários ainda... ela sentia-se viva ao lado dele. Sempre foi assim e sempre seria, para o bem ou para o mal.
Abriram a porta do quarto e entraram devagar. O quarto das crianças era um anexo e ninguém queria acordar uma criança agora.
"Deite-se de costas para a cama". Cuddy ordenou.
House cumpriu sem questionar.
Cuddy subiu na cama, abriu a braguilha da calça social do marido liberando seu pênis que estava semiereto. Ela começou a massageá-lo e em poucos segundos o pênis do marido estava totalmente duro. Então ela abaixou e começou a lambê-lo. Só o pênis para fora da calça, eles estavam completamente vestidos.
"Oh...". House gemeu.
Cuddy se divertia, ela lambia da ponta até a base, circulava a cabeça, chupava, sugava, soprava. House estava louco.
"Oh mulher, você vai me fazer gozar muito cedo". Ele disse se virando e invertendo as posições. Então ele começou a baixar apenas a calcinha dela e começou a lambê-la.
"Oh House... meu Deus!".
"Eu sei que sou bom assim". Ele disse pretencioso. "Mas você vai acordar as crianças".
Ele continuou, mas logo foi ela quem interrompeu. "Me foda, agora!".
Ela disse o virando de coisas, levantando seu vestido até a altura da cintura e montando nele.
House estava ainda só com o zíper aberto e seu pênis e bolas para fora, e Cuddy começou a montá-lo em um ritmo intenso. Ela apoiava suas mãos na cama atrás dela, para conseguir mais impulso.
"Oh... você é a Deusa do sexo". House falou.
"E você é o Deus do pecado". Ela respondia. "Você me deixa louca".
Continuaram trocando elogios bregas tomados pela luxúria do momento.
As coisas estavam caóticas, ninguém mais controlava nada e então eles chegaram juntos. O orgasmo foi intenso.
O esperma de House manchou a calça social dele quando pingou da vagina da esposa.
"Quem vai levar isso para a lavanderia?". Ele falou rindo.
"Claro que você!". Ela respondeu ainda tentando recuperar o ar.
"Eu te amo". Ele disse deitando-se em cima dela ainda vestido.
"Eu te amo mais". Ela falou enquanto fechava seus braços ao redor dele.
Alguns dias depois a família se preparava para mais uma viagem, iriam para a Holanda, House tinha uma palestra em Amsterdã e a família o acompanharia, como habitual.
Eles encaixavam as viagens de maneira que não atrapalhasse o ano letivo de seus filhos, especialmente Rachel. Mas isso havia virado tradição familiar já.
As crianças estavam mais acostumadas com o avião, Tommy começou a se interessar por jogar no Ipad e isso era um alivio para seus pais. Dessa vez levaram Marina com eles, Cuddy queria ir à palestra do marido e também ter uma noite a sós.
Foram até o Museu Van Gogh, Cuddy, Bella e Gael ficaram encantados. Tommy e House impacientes. Rachel estava no celular trocando mensagens com o namorado então não se importou.
No Vondelpark Tommy se jogou na água, todos os presentes gritaram assustados e Cuddy quase morreu de vergonha.
"Está calor, mamãe". O menino se justificou.
"Thomas, você não sai mais de perto de nós, não faz nada sem pedir autorização, nem respira sem autorização". Ela falou irritada enquanto Tommy encharcado saia da água.
O menino prender a respiração. "Posso respirar?".
Cuddy bufou irritada e House segurou a risada.
"Rachel, larga esse celular". House falou.
"Eu estou falando com meus amigos". A menina justificou.
"Você está viajando com sua família, e isso...". House falou apontando a paisagem. "Você não verá outra vez tão cedo, aproveite".
"Mas Papai...".
"Dê o celular, agora!". Cuddy confiscou o celular da filha.
"Mamãe está brava por culpa de Tommy, como sempre". Rachel falou.
"Você que fica que nem uma boba no celular". O menino respondeu nervoso.
"Ei... ei... ei... parou!". House disse.
"Papai, vamos andar de bicicleta?". Bella disse apontando para algumas bicicletas disponíveis para locação.
"Só se vocês se comportarem". Ele respondeu.
"SIM!". Todos gritaram.
A família alugou bicicletas e começaram a pedalar pelo parque. Tommy queria andar rápido e tomou uma bronca de sua mãe então precisou seguir o ritmo de todos.
"Posso mergulhar na água com a bicicleta? Ia ser irado". Tommy falou.
"Faça isso e eu corto seu piu piu e penduro na árvore". House falou e Gael morreu de rir.
"Papai... tira uma foto minha para eu mandar para meu namorado depois?". Rachel pediu parando com a bicicleta em frente ao lago e fazendo uma pose.
"Nunca!". O pai respondeu.
"Mamãe...".
"Eu tiro". Cuddy se disponibilizou.
"Traidora!". House falou para a esposa.
"É muito chato ter que parar para tirar foto da Rachel". Tommy reclamou.
A família emendou o passeio com um sorvete e depois foram até a casa de Anne Frank. House contou a história da menina e Bella ficou impressionada. A filha fez um milhão de perguntas e seu pai prometeu comprar o livro para ela e lê-lo todas as noites um trecho.
Marina, que havia ficado no hotel por opção, os recebeu quando voltaram. Ela ficaria em um quarto individual, mas naquela noite de palestra, ela cuidaria das crianças até a volta de seus pais.
Na palestra House se saiu bem como de costume, foi aclamado e, ao final, recebeu vários convites para jantares e pedidos de autografo, ele negou a todos para sair com Cuddy.
Foram jantar em um restaurante em Jordaan. Cuddy ficou encantada com as ruas e canais estreitos, boutiques, bares. Eles entraram em um aconchegante e moderno restaurante.
"Uau... eu estou adorando viajar com meu marido e filhos, podíamos viver fazendo isso". Cuddy disse.
"Aí não seria empolgante, seria mais do mesmo". Ele respondeu.
"Não falamos de uma coisa até agora... Cameron". Cuddy disse.
"E o que tem para falar dela?". House deu de ombros.
"Eu fiquei irritada". Cuddy confessou.
"Percebi". Ele respondeu sorrindo.
"Foi tão nítido?". Ela perguntou corando
"Muito". House falou. "E não havia razão para isso".
"Eu sei... mas sentimento você não controla. E Tommy... dizendo que ela era bonita? De onde veio aquilo?".
House riu. "O menino é terrível, espere tudo dele".
Cuddy riu. "Ele tem seis anos".
"Ah, agora você se importa? Quando é Rachel eu sou louco?.
"É diferente".
"Diferente porque ele é o menino da mamãe?". House a cutucou.
"Não... ele tem seis anos".
"E Rachel era assim nova também na primeira vez que arrumou um namorado. Acostume-se! A vingança tarda mais não falha". House falou sorrindo.
"Quando você fala assim, parece que Rachel namora como um adulto, é namoro infantil!". Cuddy falou rindo.
"O mesmo para Tommy, é galanteio infantil". House imitou Cuddy.
"Mas ele é um bebê". Ela respondeu.
"Bebês crescem, e se você não notou, ele está crescendo, e muito rápido". House disse e Cuddy suspirou.
"Eu falei com Rachel recentemente sobre coisas de meninas". Cuddy resolveu mudar o foco para sua filha.
"E ai?".
"Falamos sobre menstruação, sobre beijo, sobre sexo. Ela queria saber como... se beija".
"O QUE?". House gritou e todo o restaurante olhou para eles.
"House!". Sua esposa o alertou.
"Você disse o que para ela?".
"Eu tratei os assuntos de forma natural, House. É o melhor a fazer".
"Natural? Uma menina que pergunta sobre beijo aos onze estará transando aos treze?".
Cuddy havia se arrependido de ter abordado esse assunto nesse momento.
"Pare de paranoia, melhor ela me perguntar sobre dúvidas, me contar o que acontece do que nos esconder, não acha?". Cuddy falou e House bufou.
"Melhor seria prendê-la em uma masmorra e liberá-la só aos trinta anos". Ele falou e Cuddy riu alto.
"Ela quer treinar para saber como fazer quando a hora chegar. Ouça bem: Quando a hora chegar". Cuddy ressaltou a última parte.
"Treinar como?". House perguntou chocado.
"Como as meninas fazem... com a mão, com um copo com gelo, com uma fruta...".
"Vocês fazem mesmo isso?". House perguntou franzindo a sobrancelha.
"Algumas meninas fazem".
"E isso funciona?".
"Não sei...". Cuddy riu. "Eu falei para ela deixar acontecer naturalmente, pois isso se aprende com prática".
"NÃO!". House gritou outra vez. "A pior resposta que você poderia dar. Isso vai instigá-la a praticar".
Cuddy riu. "Ela me perguntou se você beija bem".
"Claro que beijo bem". House falou pretencioso.
"Metido!". Cuddy disse rindo.
"A mãe dela não se casaria com um homem que não sabe beijá-la, e nem fodê-la". Ele disse malicioso.
"E você vai me mostrar tudo o que você sabe fazer quando voltarmos para o hotel?". Cuddy perguntou maliciosa pegando a mão de seu marido.
"Até o amanhecer".
No dia seguinte fizeram o passeio pelo canal de Amsterdã. As crianças adoraram. Depois foram até a praça Dam. Cuddy quis ir ver tulipas, House quis ir ver os moinhos. Cuddy quis ir comprar antiguidades. House quis ir ao Rijksmuseum. House e Tommy adoraram o Bitterballen. Cuddy, Bella e Gael amaram o Stroopwafel. Rachel preferia comidas 'normais', como ela se referia ao que era usual para seu paladar. Marina foi para outro roteiro, ela queria conhecer Rotterdam, e combinou com Cuddy que os encontraria na manhã seguindo no aeroporto.
House comprou uma garrafa de Jenever para degustar. E no quarto do hotel começou a beber. Em pouco tempo ele estava já alterado, devido ao alto teor alcoólico.
"Uau... isso é... forte". Ele falou com voz de bêbado e olhos mirrados. As crianças riram.
"House, pare, você já está bêbado". Cuddy disse tirando a garrafa dele.
"Só mais um pouquinho".
"Não tem nada de pouquinho". Cuddy falou irritada.
"Papai... você está bêbado?". Tommy perguntou.
"Acho que sim e sua mãe está brava".
Tommy riu, seu pai falava muito engraçado.
"Papai... não é feio ficar bêbado?". Bella começou.
"Lá vai Bella a advogada das boas maneiras". House disse e seus filhos riram.
"Por que uma pessoa fica bêbada?". Gael perguntou.
"Porque não tem noção". Cuddy falou.
"Ele está perguntando cientificamente". House disse. "O álcool interfere na ação de neurotransmissores que controlam a entrada e a saída de íons nos neurônios. Depois que o álcool atinge a corrente sanguínea o etanol ativa a produção de substancias que amplificam a ação dos neurotransmissores responsáveis pelo prazer". Ele disse.
"Legal!". Tommy achava muito interessante essas coisas cientificas, mesmo sem entender nada.
Cuddybalançou a cabeça.
"Você entendeu algo, filho?".
"Não, mas é legal".
Ela riu.
"Vamos dar um banho gelado em seu pai, ele merece isso". Cuddy falou.
"Por quê? É castigo?". Bella perguntou.
"O banho frio ajuda a controlar a bebedeira". Cuddy explicou.
"Por quê?". Bella perguntou.
"Isso não tem nenhuma base cientifica". O pai respondeu e negou-se a entrar no chuveiro frio.
De repente House disse. "Eu estou tão embriagado assim, ou tem uma ave sobrevoando nosso quarto?".
Todos olharam para o teto e gritavam. "AHHHHHH!".
Era uma ave voando por todo o quarto, um voo desesperado.
Gael se escondeu embaixo da cama, Tommy e Bella tentavam capturá-la, Rachel se trancou no banheiro e Cuddy desesperada tentava arrastar Bella e Tommy para outro lugar.
"Ninguém liga para mim aqui?". House falou.
O pássaro era ligeiro e ninguém podia capturá-lo.
"Como esse pássaro veio parar aqui?". House perguntava com a cabeça encostada na parede e bastante tonto.
"Eu... estava na minha mochila". Bella falou.
"O que?". Cuddy quase gritou.
"Eu o peguei na praça". A menina explicou.
"Bella!". Cuddy chamou a atenção da filha e Tommy riu.
"Não acredito que Bella fez isso de propósito". Rachel falou de dentro do banheiro.
De repente House vomitou no chão da sala.
"Oh meu Deus, isso é um pesadelo?". Cuddy falou.
A ave voava, seus filhos gritavam, House bêbado vomitando...
Ao final, Cuddy ajudou House a entrar no chuveiro e tomar uma ducha quente, ele exigiu. Depois foram todos para o anexo das crianças, pois a ave estava no quarto dos pais.
"Eu não vou fazer sexo com minha mulher hoje?". House perguntou enquanto Cuddy o ajudava no banho.
"Eu não faço sexo com bêbados". Ela respondeu.
"Calúnia! Nós fizemos sexo meio bêbados na faculdade".
"Não estávamos bêbados. Só bebemos uma cerveja". Ela respondeu e ele sorriu.
"Você se lembra de tudo?".
"Cada pequeno detalhe". Ela respondeu sorrindo.
Eles foram para a cama. Cuddy dormiria com Bella e House com Gael. Tommy chutava demais durante a noite e Rachel estava muito grande.
Naquela noite House roncou alto por conta da bebedeira. Seus filhos riram e Cuddy cansada só queria dormir, mais nada...
"Rola seu pai para o lado Gael, quem sabe melhora". Cuddy falou e o menino tentou, mas seu pai era pesado demais.
Logo todos estavam tentando rolar o pai, mas nada melhorava o ronco.
"Parece um caminhão". Tommy dizia rindo.
"House!". Cuddy o chamava. "Acorde House!".
"Uh?". Ele abriu os olhos sonolento.
"Se você quiser continuar com uma esposa sã e filhos saudáveis, vá já dormir no outro quarto". Cuddy ordenou.
"Mas tem uma ave lá". Ele falou.
"Se ela bicar o papai, vai ficar bêbada também?". Tommy perguntou fazendo seus irmãos rirem.
"Eu quero dormir!". Rachel reclamou.
"Tudo bem, se for pelo bem dessa família... Mas eu posso acordar amanhã sem piu piu, se ela resolver atacar achando que é uma cobra feroz".
Seus filhos riram e Cuddy corou.
"House! Pare e vá logo". Ela disse jogando uma coberta e um travesseiro para ele.
"Você trabalha, trabalha para sustentar a família e é isso o que você ganha em troca. Ele reclamou saindo e Cuddy fechou a porta.
"Vamos lá ave, me respeite que eu respeitarei você. Temos um acordo?". House disse e capotou em sua cama. "E não faça um ninho sobre minha cabeça".
No dia seguinte quando Cuddy acordou e foi procurar House, encontrou-o dormindo profundamente e a ave empoleirada na cabeceira da cama. Ela sorriu e tirou uma foto.
House acordou com uma grande ressaca. Mas ainda assim ele conseguiu pegar a ave e liberá-la para fora da janela do quarto.
Bella aplaudiu. "Que lindo ela voando!".
"Filha, você não pode pegar os animais assim, eles devem ficar no habitat deles, se fizer isso, você vai fazê-los sofrer". Cuddy falou.
"Eu não quero que eles sofram". A menina falou triste.
"Eu sei. Então não faça mais isso, tudo bem?".
A menina abraçou a mãe e concordou.
Depois do café foram para o aeroporto, era hora de voltar.
No avião, House ainda de ressaca dormia. Bella assistia desenhos no Ipad, Rachel assistia filmes também em seu Ipad e Tommy jogava no seu. House e Cuddy compraram Ipads para todos quando perceberam que era uma boa maneira de distraí-los. Cuddy era contra dar esses eletrônicos para seus filhos tão cedo, mas foi convencida por House quando ela percebeu a paz em sua casa. Cuddy não deixou de estabelecer regras para o uso dos dispositivos, e eles tinham que cumprir.
"Mamãe... eu estou com dor de barriga". Gael falou.
"Filho, você consegue segurar ou precisa ir ao banheiro?". Cuddy perguntou.
"Eu não sei, dói muito". Ele reclamou.
"Oh bebê. Vem cá com a mamãe". E ela o abraçou.
A dor não diminuía e Cuddy o levou até o banheiro, mas Gael não queria...
"Não quero fazer cocô, mamãe".
"Eu não tenho nenhum remédio aqui...". Cuddy disse. Então ela acordou House e contou o que acontecia com o filho.
"Filho, vem aqui...". Ele pegou Gael no colo e começou a fazer uma massagem ao redor do umbigo, onde Gael reclamava de dor.
"Está doendo aqui também". Gael apontou para o baixo ventre.
"Gazes?". Cuddy perguntou.
"Desde quando está doendo?". Ele perguntou para o filho.
"Desde ontem".
"E por que você não nos contou?". Cuddy perguntou. "Eu percebi que você não estava com apetite ontem, mas nem me dei conta".
"Porque a dor não estava tão forte". O menino respondeu.
Depois de meia hora Gael começou a vomitar.
"Oh meu Deus!". Cuddy correu para acudir o filho e House, pois Gael vomitou em cima de seu pai.
"Eca!". Tommy disse.
Rachel se encolheu de vergonha.
"Todos os voos são assim com você? Desde aquele vindo e Hong Kong?". House falou bem-humorado para a esposa.
"Levante ele, vamos precisar limpar essa bagunça". Cuddy disse.
"Acho que eu não fui o único que bebeu ontem". House disse e notou seu filho febril.
"Ele vai ficar bem?". Bella perguntou assustada.
"Infecção intestinal?". Cuddy perguntou para o marido.
"Não!". House respondeu. "Apendicite".
Continua...
