Agradeço, como sempre, as palavras amigas e incentivadoras. Não tenho planejado quantos capítulos faltam para o fim, mas ainda tenho algumas estórias para contar. Espero que estejam curtindo a viagem...


Capítulo 64 – Melhor que sonho

Alguns meses se passaram.

Arlene havia se recuperado da cirurgia e precisou mudar vários hábitos de vida para manter-se saudável.

Rachel continuava seu namoro adolescente com Davi. A menina tinha treze anos agora e seu corpo mudava significantemente. Começaram a surgir seios, os quadris alargaram, as pernas e nádegas cresceram. Ela estava se tornando uma bela mulher.

Davi, seu namorado, tinha cabelos castanhos arrepiados e olhos verdes. Ele tinha catorze anos, House sempre ficava louco em pensar que Davi era mais velho do que Rachel.

"Isso é praticamente pedofilia". Ele dizia sério fazendo Cuddy rir.

No fundo, House gostava do menino.

Mas Cuddy estava preocupada com a filha namorando sério e tão jovem. Ela constantemente buscava conversar com a garota para entender o que acontecia em seu namoro e quais eram suas dúvidas. Isso também para manter uma relação aberta e de confiança com a adolescente.

"Como estão as coisas com Davi?". A mãe perguntou.

"Tudo bem. Ele vai viajar com os pais esse final de semana, eu queria ir, mas sei que não posso". Rachel lamentou.

"Exatamente".

"Quando eu vou poder viajar com a família dele?".

"Quando você for mais velha".

"Mais velha quanto?".

"Não sei, isso suas atitudes me dirão". Cuddy respondeu.

"Mamãe...". Rachel estava sem graça. "Como é fazer sexo?".

Cuddy se engasgou só com a saliva. "Por que essa pergunta?".

"Curiosidade". Rachel respondeu.

"Depende muito... sexo pode ser muito bom ou frustrante, depende do seu parceiro, da sua cabeça, da situação".

"Como foi sua primeira vez?". Rachel perguntou e Cuddy corou. Ela tentava se manter aberta, mas certas coisas eram simplesmente difíceis de compartilhar com os filhos.

"Não foi muito boa". A mãe respondeu.

"Por quê?".

Cuddy tentou ser sucinta, mas não funcionou.

"Porque eu não estava com uma pessoa por quem tinha sentimentos, ele também era jovem e egoísta".

"Doeu?".

Oh meu Deus, ninguém havia dito que era tão difícil ter essa conversa com sua filha. Cuddy pensou.

"Um pouco".

"Dói muito?". Rachel perguntou.

"Depende da pessoa, da situação. Rachel, se tem algo que posso te aconselhar pela minha experiência, é para que não tenha pressa, leve o seu tempo e compartilhe isso com alguém que você realmente queira".

"Dói agora que você é mais velha?". A menina estava curiosa.

"Agora não".

"Por que você não esperou papai para que sua primeira vez fosse com ele? Vocês se encontraram na faculdade, não foi?".

"Essas coisas nem sempre são como queremos e... eu estou te aconselhando através de minhas experiências, filha. Você também terá arrependimentos e coisas em sua vida que faria diferente se pudesse voltar atrás, isso faz parte". Cuddy tentou cortar o assunto. "Você e Davi falam sobre sexo?".

"Eu quero que minha primeira vez seja com um menino que eu goste e que eu sinta que estou pronta". Rachel disse e Cuddy respirou aliviada. "Davi e eu não falamos disso, nós nem podemos beijar direito, sempre tem alguém olhando".

Cuddy riu. "Você tem treze anos, tudo no seu tempo. E quando esse tempo chegar, venha falar comigo. Precisamos ir a um ginecologista, te explicar sobre as prevenções...".

"Você não vai contar essa conversa para o papai, vai?".

"Não filha, isso fica entre nós".

Mesmo porque, House iria surtar, Cuddy pensou.

Tommy com oito anos iria participar do campeonato nacional de natação, seria em Los Angeles e seus pais iriam com ele, não o deixariam viajar sozinho com o técnico e o time. O menino agora estava treinando em um clube maior, com mais estrutura técnica. Ele era alto, bem alto, quem o via pensava que ele tinha pelo menos onze anos. Cabelos na cor loiro médio, quase lisos e, como sempre e isso não mudou, a cópia de seu pai.

"Mamãe, eu estou namorando". Tommy disse e sua mãe arregalou os olhos.

"O que?". Ela perguntou e House riu.

"A vingança!". House disse.

"Eu tenho duas namoradas". Tommy continuou.

"Como assim? Duas namoradas?". Cuddy perguntou preocupada.

"Uma namorada na natação e outra namorada na escola". Ele explicou.

"É isso ai filho!". House falou cumprimentando o filho em um aperto de mão que eles inventaram.

"House!". Cuddy chamou a atenção do marido. "Tommy, não é certo você ter duas namoradas. E você é muito novo para namorar...".

"Como?". House interrompeu. "Não era você quem dizia algo sobre 'namoro infantil'?".

"Mas ele tem oito anos". Cuddy justificou.

"Ah, então quando é o filhinho da mamãe aí sim é um problema?".

"Como vocês brigam!". Tommy falou saindo.

"Filho...mamãe não terminou". Cuddy disse, mas Tommy já estava longe a essa altura.

House olhou para ela sorrindo e ela irritada saiu da sala.

Bella continuava no futebol, mas fez sua mãe prometer que não causaria mais nenhuma vergonha quando fosse assistir a suas partidas. Ela era uma linda menina de oito anos. Olhos grandes e impactantes de um azul turquesa, boca rosada e carnuda, rosto com feições delicadas e femininas, cabelos castanhos encaracolados.

"Promete que você não vai mais invadir o campo, convidar vovó Arlene e nem brigar com outras mães?"

"Prometo filha".

"Tudo bem, se você fizer alguma dessas coisas eu não quero mais que você vá assistir meus jogos".

Gael progredia na música, ele tocava piano, violão, ukelele e estava começando a se interessar por banjo. Ele era um menino fofo de sete anos. Cabelos na cor mel encaracolados, estatura alta para sua idade, além de manter as covinhas fofas. Sua mãe deixou o cabelo do filho maior, ela amava a aparência de seu filho assim.

"Esse menino já tem sete anos, daqui a pouco vai sofrer bullying com essa cabelo". House dizia.

"Pare de bobagem, o cabelo dele é lindo". Cuddy retrucava.

"Você é a mãe dele, não conta".

"Eu sou mãe dele, mas também não sou cega. O cabelo dele é lindo assim como ele. E se você pensar em cortar o cabelo de Gael novamente, eu cortarei outras partes penduradas suas".

E assim ela encerrava o assunto.


Cuddy daria um treinamento sobre administração hospitalar. Havia poucos lugares e todos ocupados, muitos queriam ouvi-la. Ela era uma referência para reitores e administradores de hospitais. Cuddy tinha muita facilidade de falar em publico, mas ela se preparou bastante e, mesmo assim, estava nervosa.

"Você vai se sair bem, você sempre se sai bem". House a encorajava.

"Eu estou tensa". Ela falou movimentando o pescoço para os lados.

"No mais, os homens e mulheres estarão distraídos com sua bunda e nem irão reparar no que você diz".

"Você não está vendo que estou nervosa? Isso é para me ajudar? Pois não adiantou".

"Percebi. Mas você está outra coisa também... você está muito gostosa". House observou. Ela estava com uma saia na cor cinza, uma camisa vermelha e um blazer também cinza "Eu gosto de você na pose de administradora".

"Obrigada". Ela falou rindo.

"Deixe-me tirar sua tensão". House se aproximou dela. Ele ainda estava de pijama.

"House, se apronte senão vamos nos atrasar". Ela disse.

"Você precisa de um alívio".

"Eu preciso chegar a tempo".

"De que adianta chegar a tempo se você estiver assim estressada? Não é melhor se você chegar relaxada? Eu posso fazer isso por você, você bem sabe". Ele propôs malicioso.

"Eu adoraria, mas fica para depois".

"Deixe-me te fazer gozar, além de aliviar seu stress, ainda poderei vê-la falando no auditório enquanto os homens babam e eu sabendo que te fiz feliz horas atrás". Ele propôs.

"Você é doente". Cuddy falou rindo.

"O tipo da doença que você gosta". Ele falou sedutor.

"Eu vou amassar minha roupa". Ela começou a ceder.

"Não vai. Eu sou habilidoso".

House a encostou na parede do quarto, ela estava em pé. Ele delicadamente se ajoelhou e retirou a calcinha dela. Depois começou a brincar com seus dedos.

"Uhhh". Cuddy gemia.

"Calma que vai melhorar". Ele prometeu.

Após alguns minutos ele levantou a saia dela até a cintura e deixou que sua língua fizesse sua mágica. Ele lambia, chupava, sugava. As pernas de Cuddy já estavam moles, ela parecia uma gelatina.

"Oh meu Deus!". Ela gemia alto e tentava segurar-se nas paredes para não cair. Uma mão estava na parede e outra na cabeça de seu marido.

"Essa língua... ela faz maravilhas". Cuddy disse com dificuldades antes de chegar ao orgasmo.

"Te falei que faria você relaxar?". House disse com sua barba ainda cheia dos fluidos da esposa.

"Nunca duvidei de você". Ela disse ainda com as pernas bambas e sorrindo. Deu um beijo de língua no marido, podendo sentir todos os seus próprios fluidos.

"O que faremos agora com você?". Cuddy disse apontando para a ereção de House por baixo da calça do pijama.

"Não se preocupe, mais tarde você me recompensa. Agora posso resolver isso rapidamente no chuveiro". Ele disse e foi para o banho enquanto sua esposa se recompunha.


A palestra foi ótima, todos os presentes ficaram encantados pelo magnetismo de Lisa Cuddy-House. Seu marido a observava orgulhoso, e não deixava de pensar que ele a fez gemer horas atrás, isso o trouxe grande excitação.

"Lisa Cuddy". Clay, um administrador de uma pequena clínica em Nova Iorque e ex-colega dela em Michigan, chegou dizendo.

"Oi Clay". Ela o cumprimentou sem nenhuma satisfação, esse sujeito realmente a estava perseguindo? Ele havia a encontrado duas vezes nas últimas semanas. "Agora é Lisa Cuddy-House". Ela o corrigiu.

"House de Gregory House? De Michigan?". Ele perguntou surpreso.

"Esse mesmo". Ela respondeu sorrindo.

"Wow... você teve coragem de casar-se com aquele bastardo?".

"Alto lá!". House falou aproximando-se. "Quem está gordo e feio aqui não sou eu".

Cuddy segurou a risada.

"Eu te conheço?". House continuou.

"Clay Greywall". Ele se apresentou.

"Não... não conheço. Certamente nada que se destacasse para capturar minha atenção". House falou fazendo Clay corar e Cuddy soltar o riso que estava contendo.

"Desculpe Clay, mas eu e meu marido precisamos ir". Ela falou se liberando.

"Esse idiota acha mesmo que teria alguma chance com você?". House disse e Cuddy balançou a cabeça.

"Nenhum homem jamais teria chance comigo, seja idiota ou não".

"Nem Richard?".

Ela riu.


Semanas depois as crianças foram passar um dia na casa de Wilson. Ele e Vicky estavam morando juntos e iriam receber as crianças para uma noite de pijamas. Rachel tinha se tornado muito amiga de Mel. Também iria Jennifer, muito amiga de Bella. Gael e Mandy eram os melhores amigos que se podia imaginar, os dois juntos era uma fofura. Tommy não queria ir, pois ele não compartilhava das mesmas amizades dos irmãos, mas Wilson convidou seu amigo Miguel, então o menino ficou feliz.

"Sabe o que eu estava pensando?". Cuddy falou para o marido quando voltavam da casa de Wilson.

"Em sexo?". Ele falou sorrindo.

"Mais ou menos...".

Essa resposta atiçou a curiosidade de House. "Diga logo, mulher!".

"Como você sempre pensa em sexo... queria ver até onde você aguenta". Cuddy disse.

Ele arregalou os olhos. "Como assim?".

"Vamos ter um dia de sexo, quantas vezes você puder aguentar". Ela explicou e House abriu um sorriso.

"Você está falando sério?".

"Nem vou colocar roupas, ficarei a sua disposição a qualquer hora". Ela falou.

"Oh meu Deus! Isso é um sonho tornando-se real?". Ele disse.

"Como se não tivéssemos muito sexo". Cuddy falou rindo.

De fato, a quantidade de sexo que o casal fazia superava e muito a média dos outros casais.

"Se eu tivesse vinte anos você estaria ferrada, completamente ferrada". House disse.

"Você não tem mais seus vinte anos, mas eu ainda confio no seu taco". Cuddy falou maliciosa.

Assim que chegaram em casa Cuddy foi logo tirando a roupa.

"Oh meu Deus, você realmente falava sério". House disse.

"Você duvidou?". Cuddy falou vindo até o marido.

Eles começaram a beijar-se com urgência e fizeram amor pela primeira vez naquele dia sobre a mesa de jantar.

"Imagine quando sua mãe estiver jantando conosco. Vou falar: 'Ei bruxa má, sabia que você está comendo onde eu já fodi sua filha?'".

"Se você fizer isso eu não deixo você me foder mais em lugar nenhum". Cuddy o ameaçou com um sorriso.

"Adoro quando você fala sujo". Ele disse.

Ela foi ao banheiro rebolando para o beneficio do marido e voltou ainda nua.

"O que você quer fazer enquanto aguardamos a próxima rodada?". Ela disse sedutora.

"Quem disse que aguardaremos... Vou te dar tantos orgasmos quanto você puder aguentar". House disse e a jogou no sofá fazendo sexo oral nela. Cuddy chegou ao orgasmo e ao final, House estava pronto para a segunda rodada e eles fizeram sexo novamente, dessa vez no sofá.

"3x2 pra mim". Cuddy falou.

"Não sabia que isso era uma competição". House disse.

"Eu gozei três vezes e você duas".

"Mas você esqueceu-se de algo importante. Eu sou homem e tenho período refratário". House argumentou.

"Eu sou mulher e nós também temos". Cuddy respondeu.

"Você tem um período de sensibilidade e muito mais curto do que o meu". House apontou.

"Azar o seu não ter vinte anos". Ela disse sarcástica enquanto ia para o banheiro.

"Vamos ver então quem não tem vinte anos, você nem poderá andar amanhã". House a ameaçou. "E traga logo papel, toalha, qualquer coisa para que você não precise ir ao banheiro toda vez que terminarmos. Não que eu não goste de apreciá-la nua rebolando".

Comeram alguma coisa, ambos ainda estavam nus.

"Preciso comer para ter forças. Meus meninos estão com fome". House disse.

"Seus meninos não saem mais para brincar". Cuddy falou rindo lembrando-o da vasectomia.

"Isso não é engraçado. Eles sofrem!". House disse e Cuddy riu.

Durante o almoço Cuddy pegou uma banana e começou a fazer alguns gestos sugestivos com as mãos e a língua, isso deixou House quase duro.

"Pronta pra mais uma, senhora?". House perguntou.

"Acabamos de almoçar, teremos indigestão". Ela respondeu.

"E quem não tem vinte anos agora?". House a provocou.

Cuddy era péssima com provocação e competição.

"Tudo bem". Ela aceitou.

Dessa vez ela começou fazendo sexo oral nele até que ele estivesse pronto, depois o montou na cadeira da cozinha até chegarem ao orgasmo.

"Wow, isso foi bom!". House disse. Sexo com sua esposa era bom mesmo que repetidamente.

"Sempre é bom comigo". Ela respondeu.

"Metida!".

Eles riram.

"Eu vou ficar com o pau gasto". House falou.

"E eu toda assada". Ela riu. "De qualquer forma... 4x3".

Eles assistiram a um filme abraçados, eles se cobriram, mas continuavam nus embaixo da coberta. No final do filme começaram a se beijar e o clima esquentou. Eles se demoraram nas carícias, nos toques e resolveram ir para um local mais confortável, o quarto estava muito longe, então foram para o sofá cama na Caverna do homem. Lá fizeram amor mais uma vez, dessa vez lento e suave.

"5x4?". House perguntou.

"Você tem dúvidas de que gozei? Acha que eu menti?". Cuddy perguntou tentando recuperar o fôlego.

"Não, sem dúvidas. Eu sei como eu sou bom". Ele respondeu.

"Metido!". Ela o empurrou.

"Acho que você já gastou tudo o que tinha para hoje". Cuddy disse. "Não saiu quase esperma".

"Você sabe que quanto mais elimino menos sobra na reserva, não sabe?". Ele disse.

"Então sua reserva está ficando vazia? Bom saber...". Cuddy disse.

House não entendeu.

"Coisas de minha mãe". Cuddy falou rindo lembrando da conversa com Arlene meses atrás.

"Se você quer terminar esse dia de sexo, conseguiu me desmotivar citando o nome de sua mãe". Ele falou e ela riu alto.

O fato era que Cuddy estava começando a sentir um desconforto nas regiões femininas, mas ela não queria desistir da competição. House também estava exausto, mas ele não podia desistir e atestar que ele não aguentava mais.

Jantaram. Eles pediram comida chinesa e devoraram tudo, tamanha fome. Depois jogaram videogame e por fim, resolveram ir para a cama.

"Está cansado?". Cuddy o provocou.

"Vou te mostrar". House disse se abaixando pelo corpo da esposa. Ele começou a beijá-la desde os pés, chegando a sua vulva. Cuddy estava pouco molhada e ele notou.

"Você está exausta. Admita!". Ele disse.

"Nunca!". Ela se virou e o montou. Começou a roçar sua vagina no pênis dele e após alguns minutos estavam excitados. House não estava completamente duro e nem Cuddy estava completamente molhada, mas tentaram a penetração que não foi prazerosa para nenhum deles.

"Acho melhor só dormirmos". House disse.

"Concordo!". Cuddy falou. "Mas eu ganhei... 5x4".

"Isso não era uma competição". House falou caindo no sono.

"Sempre é!". Cuddy respondeu quase inconsciente.


No dia seguinte acordaram quase 11:00. Cuddy acordou primeiro e foi para o banho, ela estava dolorida nas partes femininas.

House levantou-se e se juntou a ela.

"Que tal dar uma volta no carrossel logo cedo?". Ele falou malicioso.

"Nem chegue perto de mim com isso hoje, estou toda dolorida". Ela falou e ele riu. "Sério que você conseguiria? Agora?".

"Sério! Mas também sinto meu pau muito sensível". Ele assumiu e ela riu. "Se tivéssemos nossos vinte e poucos anos, o céu seria o limite". House falou.

"Ainda bem que com o tempo damos mais valor para a qualidade do que para a quantidade". Cuddy disse e o beijou.


No mês seguinte a família viajou para Los Angeles a fim de acompanhar Tommy no campeonato nacional. Ele disputou três provas em dois dias. Provas para até treze anos, ele tinha oito anos. Cuddy nunca iria deixar o filho viajar sozinho com a equipe e o técnico, aliás, Tommy começou a treinar em um grande clube, com uma estrutura técnica muito melhor. O menino treinava agora cinco dias na semana, Cuddy entendeu que era o que fazia seu filho feliz, ele não parecia estressado, cansado, nada... Tommy era o mesmo menino arteiro de sempre. Ele ia bem na escola, aliás, muito bem.

Tommy voltou com uma medalha de prata e duas de bronze, considerando que ele competiu com meninos de até treze anos, o resultado foi espetacular. Apareceram alguns potenciais patrocinadores, mas Cuddy não queria 'profissionalizar' seu filho já. Ela aceitou os treinamentos mais intensos e as competições, mas cada coisa no seu tempo.

"Vá se conformando com a ideia, nosso filho ama isso e ele é muito bom". House avisou Cuddy.

Na semana seguinte ao torneio foi o Dia dos Pais. House ainda se sentia estranho nessas situações apesar de ser pai há alguns anos.

Ele foi a uma apresentação dos gêmeos. Uma dança muito fofa das crianças da turma de Tommy e Bella. A menina dançando era um tanto dura, ela definitivamente não levava o mesmo jeito que sua irmã Rachel. Mas Tommy era carismático e se divertia. Aliás, o menino se divertia em qualquer situação. Cuddy chorou emocionada quando a apresentação começou, apesar de ser o Dia dos Pais. House sorriu, era muito engraçado ver Bella tentando acompanhar os colegas durante a dança e Tommy fazendo o terror e incomodando a professora que tentava organizar as crianças.

Gael e sua turma cantaram para os pais. Gael era bem afinado, mas algumas crianças... Foi horrível, mas os pais adoraram. House riu muito também.

Ele nunca pensou que um dia estaria assistindo a seus filhos se apresentarem com uma homenagem para ele em pleno Dia dos pais. O mundo realmente dá voltas, ele pensou.

Rachel não teve apresentação, afinal, ela já tinha treze anos. Os adolescentes achavam brega essa coisa toda. Mas ela escreveu algumas palavras para seu pai. Ela deixaria para entregar quando estivessem a sós, mais tarde.

Chegando em casa Cuddy falou. "Feche os olhos".

"Você irá me assediar?". House perguntou.

"Não!". Ela respondeu rindo.

"O que é assediar?". Bella perguntou.

"Tirar proveito de mim". House explicou.

"Como assim tirar proveito de você?". Tommy perguntou.

"Querer colocar a mão dela onde não deve e depois me beijar apaixonadamente". House falou.

Tommy riu, Gael e Bella ficaram em dúvida sobre onde ela colocaria a mão.

"Eca! Vocês são nojentos". Rachel falou fazendo House rir e Cuddy corar.

House fechou os olhos e caminhou com sua família.

"Pode abrir os olhos". Cuddy falou.

Lá estava um carro branco coberto por bexigas.

"Seu presente de Dia dos Pais". Cuddy falou.

"Isso é... mas isso é um carro". House gaguejava. "E não é qualquer carro. É um Audi TT RS".

"Desculpe se não comprei o verde limão, sei que você iria preferir". Cuddy falou sorrindo.

"Pra que isso?". House falou chocado.

"Porque você é pai, porque é seu dia, porque você não tem mais um carro e anda por aí naquela moto assassina, porque você tem quatro filhos lindo melhor pai do mundo para todos eles. Ah... E porque nós te amamos". Ela respondeu.

"Você não gosta que eu corra riscos e me dá esse carro. Estou recebendo sinais mistos". Ele apontou.

"Esse carro é muito mais seguro do que aquele ferro velho, aquilo nem air bag tinha. E eu confio no seu bom senso para manter-se são para mim e para seus filhos". Ela falou.

"Será que você deveria confiar?". House perguntou sorrindo.

"Papai... vamos ver o carro". Gael disse.

"Parece uma nave!". Tommy falou. "Mas eu prefiro motos".

Cuddy gemeu com esse comentário do filho.

"Uau! Obrigado". House falou para a família.

Naquela noite, Rachel esperou todos se dispersarem. Tommy estava no vídeo game, Bella estava assistindo a um desenho e Cuddy estava ajudando Gael no banho então ela se aproximou do pai.

"Papai... eu escrevi isso para você". Ela entregou um envelope.

"Obrigada Rachel".

"Você nem leu ainda". Ela falou e House riu.

"Bem observado, vai que você está me xingando nessa carta, dizendo que precisa de um milhão de dólares para fugir, que matou uma pessoa e precisa de ajuda para esconder o corpo ou que você vai se casar com Davi?".

A menina balançou a cabeça. Ela não era filha biológica deles, mas Rachel tinha alguns hábitos e trejeitos que o lembrava demais Cuddy, como esse movimento com a cabeça quando estava contrariada ou frustrada.

"E o papel é perfumado". Ela disse saindo.

House sorriu e abriu o envelope.

Papai,

Não tenho palavras para expressar como sou sortuda por ter você como meu pai, mas vou tentar resumir meus sentimentos.

Um dia vi um homem alto e de olhos brilhantes, ele estava com minha mãe e pensei que ele era inatingível. Na minha pequenez eu o achava gigante e tão inteligente, ele tinha uma voz que parecia um trovão e era muito divertido. Eu queria muito chegar até ele, mas não sabia como. Até que dia a dia o que era inatingível se mostrou possível e eu amei e amo cada pedaço desse gigante. Amo que você é teimoso e petulante. Amo que você tem os olhos mais lindos do mundo. Amo quando você ri. Amo quando você irrita mamãe. Amo o jeito que você cuida de nós. Amo os irmãos que me deu, mesmo quando eles são irritantes como você. Amo quando você disfarça uma lágrima, mas podemos ver que seus olhos se encheram d'água. Amo a criança que há em você e o adulto que passou por muitos desafios para ser o que é hoje. Te amo papai, mesmo quando você é insuportável e pega no meu pé.

Agradeço a Deus todos os dias por poder chamá-lo de MEU PAI.

De sua Rachel.

Ele chorou.