Capítulo 66 – Para-raios

Meses depois…

"Onde está Rachel?". Bella perguntou.

"A levei ao shopping". Cuddy disse.

"Me leva ao shopping também?". Tommy pediu.

"Outro dia...". Cuddy respondeu.

"Por quê outro dia e não hoje?". O menino insistiu.

"Porque Rachel é adolescente então ela tem limites mais elevados que os nossos, não deveria, pois li que adolescentes fazem mais coisas insanas do que as crianças". Bella respondeu.

A menina andava lendo muita coisa e questionando seus pais sobre cada pequeno detalhe, ela era teimosa e tinha o dom da argumentação.

"Eu já tenho nove anos, não sou mais criança". Gael falou.

"De fato até doze anos incompletos podemos ser considerados crianças, adolescente é entre doze e dezoito anos". Tommy disse.

Tommy era uma enciclopédia humana. Tudo o que ele já ouviu ou leu, ele registrava em algum lugar de seu cérebro.

"Eu estou ouvindo tudo...". House gritou da sala.

"Então me ajuda com esses três". Cuddy pediu rindo.

"Eu quero ser adolescente". Gael falou.

"Será nossa morte quando esses quatro forem adolescentes ao mesmo tempo". House gritou da sala e Cuddy concordou rindo.

"Mas não é porque Rachel tem quinze anos e nós dez anos que vocês não deveriam nos levar ao shopping. Se não podemos ficar no shopping sozinhos ainda, como ela, vocês têm a obrigação de nos acompanhar". Bella falou fazendo seus pais rirem.

"Como tutores legais". Tommy complementou.

"Oh meu Deus, eu estou ficando velho ou esses pirralhos estão se achando?". House perguntou.

"As duas coisas". Cuddy respondeu rindo.

"Já sabemos que Bella será uma excelente advogada". House falou indo até a cozinha onde estavam as crianças e Cuddy.

"Não!". A menina respondeu. "Serei veterinária. A melhor!".

"Não vai dar certo". House disse.

"Por que?". A menina perguntou irritada.

"Porque você vai chorar toda vez que aparecer um animal doente". O pai respondeu.

"Não vou chorar... já serei adulta". Ela disse.

"Adulto chora também". Ele retrucou.

"Mas eu não vou chorar". A filha insistiu. "Terei controle emocional".

"Melhor ser advogada. Você leva muito jeito". House provocava a filha.

"Não quero". Ela respondia arredia.

"Você seria uma ótima advogada. Tem tudo o que é preciso". House concluiu.

"Tudo bem". Cuddy se intrometeu rindo. "Ela quer ser veterinária, então ela será".

"Puxa-saco". House falou e fez todos rirem. Cuddy adorava ver o marido interagindo com os filhos, era como ter mais uma criança em casa.

"Eu quero ser médico igual ao papai". Tommy disse.

"E eu?". Cuddy falou.

"Igual ao papai e a mamãe". Tommy corrigiu e House riu levando um leve tapa de sua esposa.

"Deve ser muito legal abrir as pessoas e ver o sangue e as tripas". O menino disse.

"Eca!". Gael falou enojado.

"Mas também quero ser nadador profissional, bombeiro e pescador". Tommy concluiu.

"Estamos falando só dessa vida Tommy, não das próximas três". House riu.

"Eu quero ser músico". Gael disse.

"Quando eu falei isso para meu pai ele disse que eu deveria escolher uma profissão de homem". House comentou.

"Seu pai não é espelho para nada". Cuddy disse abraçando o marido.

"Vovô Arthur?". Tommy perguntou.

"Não... meu pai de criação. John". House respondeu.

"Ele devia ser uma pessoa ruim". Gael falou.

"Ele não era fácil". House disse.

"Tenho saudades de vovó Blythe e vovô Arthur". Gael reclamou.

"Você foi na casa deles ontem". Cuddy disse.

"Mesmo assim...". O menino respondeu e Cuddy riu balançando a cabeça.

"Rachel disse que quer ser professora". Bella continuou o assunto das profissões.

"Professora de que? Só se for de namoro!". House falou fazendo Tommy e Gael rirem.

"Você é bobo". A menina falou para o pai fazendo Cuddy rir.

Algumas horas depois Cuddy foi buscar Rachel no shopping, ela havia saído com um menino da escola, Cuddy não compartilhou esse fato com House por razões obvias. A menina entrou chorando no carro.

"O que foi filha?". Cuddy perguntou preocupada.

"Ele me beijou". Rachel respondeu.

"E não foi bom?".

"Ele não sabia usar a língua". Rachel respondeu e Cuddy precisou segurar a risada.

"Essas coisas acontecem, está tudo bem. Se ele não te agradou, você não precisa mais sair com ele".

"Eu sinto saudades de Davi". A menina disse e sua mãe a abraçou.

Doía o coração de Cuddy saber que sua filha estava sofrendo por amor, ou o que quer que fosse esse sentimento, doía da mesma maneira.

A menina chegou em casa ainda chorando e subiu direto para o quarto.

"O que foi?". House perguntou para Cuddy.

"Depois eu te falo". Cuddy disse e House a olhou desconfiado.

"Não aguento mais essas mulheres...". Tommy falou quando viu sua irmã subir chorando.

"Bem-vindo a meu mundo!". House respondeu e Cuddy mordeu o lábio.

"Ah é? Você sofre com as mulheres?". Ela perguntou.

"Não... veja bem...". Ele se engasgou.

"Bom saber disso para mais tarde". Ela ameaçou e saiu.

"Você está ferrado". Tommy falou rindo.

"Você vai viver isso no futuro, pode rir agora... depois se lembrará de mim". Ele falou para o filho.

"Rachel deve chorar por conta de Davi". Tommy falou.

"Já faz meses que ele foi embora". House respondeu.

"Ela devia fazer como eu, tenho três namoradas e posso revezar". O menino falou.

"Você já as beijou?". House perguntou curioso.

"Só dei selinho nelas e beijo no rosto". O menino respondeu.

House arregalou os olhos. "Não deixe sua mãe saber disso".

"Saber do que?". Ela chegou.

"Nada!". House fez cara de desentendido.

"Tommy!". Ela encarou o filho com olhos ameaçadores.

"Que eu tenho três namoradas".

"O que?". Ela quase gritou. "Você precisa aprender a respeitar as mulheres, olhe para mim, para suas irmãs. Você não deve enganar as meninas".

House segurou a risada. Agora era ela quem surtava e Tommy quem estava com problemas.

"Desculpe mamãe". Tommy falou e foi abraçá-la.

Cuddy o abraçou forte, ele ainda era uma criança, ela não poderia imaginá-lo com nenhuma garota.

"Eu te amo meu filho, mas você precisa respeitar as meninas". Ela disse e Tommy balançou a cabeça concordando.

Então Cuddy subiu para ver Rachel.

"Você vai terminar com duas namoradas depois do que sua mãe disse?". House perguntou curioso.

"Claro que não". Tommy respondeu e House balançou a cabeça rindo.


Tommy ganhou uma medalha de ouro no torneio nacional e duas de prata, com isso Cuddy precisou ceder e aceitar patrocínios. Pelo menos era uma ajuda de custo mensal. Mas ela fez Tommy prometer que se ele quisesse parar de treinar e competir poderia falar imediatamente para seus pais, que isso não seria um problema e que ele deveria praticar natação apenas enquanto fosse divertido.

Mais tarde...

"Você vai me contar agora o que Rachel tinha?". House perguntou.

"Você não precisa saber já que as mulheres de sua vida são um problema". Ela retrucou.

"Vamos... eu falei aquilo brincando com meu filho...".

"Isso é machismo e eu não vou admitir um marido e um filho machista".

"Tudo bem, desculpe. O que mais posso fazer?".

"Ensinar Tommy e Gael como devem se comportar com as mulheres".

"Tommy tem três namoradas, ele tem dez anos, ele só deu selinho nelas até agora, mais nada...".

"O QUE? Meu filho anda dando selinho nas meninas?". Cuddy estava indignada.

House se arrependeu do que havia dito.

"Eu vou conversar com ele". House falou. "Ele só deu pequenos selinhos nelas, nada demais".

"E se fosse Rachel ou Bella com três namorados? Você teria surtado". Cuddy apontou.

"Você tem razão". House recuou.

"Claro que eu tenho razão". Ela concordou.

"Vou conversar com ele". House falou para amenizar o humor da esposa.

"É bom mesmo". Cuddy disse.

"E Rachel? Vai me dizer agora?". House perguntou.

"Ela está sentindo saudades de Davi. Foi ao shopping, tinha outros meninos, mas ela gosta de Davi". Cuddy falou omitindo certos fatos.

"O que podemos fazer?". House perguntou com o coração partido em saber que sua filha estava sofrendo.

"Nada...".


Depois do jantar, Bella e Gael estavam na sala assistindo a um documentário com seus pais.

Tommy estava jogando videogame e Rachel trancado em seu quarto ouvindo música depressiva.

Say something, I'm giving up on you
I'll be the one, if you want me to
Anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you

And I am feeling so small
It was over my head
I know nothing at all

And I will stumble and fall
I'm still learning to love
Just starting to crawl

(...)

"Desde que Davi foi embora ela só ouve essas músicas tristes". Gael falou.

"É a síndrome de Romeu e Julieta". House respondeu.

"O que é a síndrome de Romeu e Julieta?". Bella perguntou.

"Quando um relacionamento tem muitos empecilhos e não pode acontecer, os envolvidos acham que gostam mais um do outro do que na realidade gostam. As dificuldades fazem o sentimento parecer maior". House explicou.

"Então as dificuldades que tivemos fez com que nós achássemos que gostávamos mais um do outro do que gostamos na realidade?". Cuddy perguntou ofendida.

"Por que tudo o que eu digo você leva para o lado pessoal?". House perguntou frustrado.

"Eu te amo mais do que pensei que amava". Cuddy disse.

"Eu também". House falou e a beijou.

"Tudo bem, para vocês dois não se aplica a síndrome de Romeu e Julieta". Bella decretou.

House e Cuddy riram.

"Você tem namorado Bella?". House perguntou.

"Pra que?". A menina respondeu.

"Essa é minha garota!". House falou satisfeito.

"Eu não sou de ninguém", Bella respondeu e Cuddy riu alto.

"É uma fedelha mesmo". House falou e Bella mostrou a língua para ele. "Mas continue com esse pensamento sobre namoro".

"E você Gael? Tem namorada?". House perguntou. "As meninas gostam do meu leãozinho?".

Cuddy sorriu. Ela adorava quando House chamava seu caçula pelo apelido carinhoso.

"Algumas meninas da classe me acham fofo, mas eu não estou no mercado ainda". O menino falou e seus pais riram.


Dias depois...

"O que você está lendo?". House perguntou para sua esposa, eles ainda estavam na cama e Cuddy havia acendido o abajur para ler.

"Um livro sobre natação". Ela respondeu e House riu.

"Claro que sim". Ele falou sarcástico.

"Por que você diz isso?".

"Porque agora que Tommy está se dedicando mais a natação, claro que você tinha que saber tudo a respeito do esporte".

"Se com isso você quer dizer que eu sou controladora...". Ela ia dizendo, mas House a interrompeu. Ele subiu em cima dela e jogou o livro que ela lia no chão.

"Eu amo você sendo controladora". Ele falou beijando a esposa.

"Uhh". Ela gemeu.

"Mas hoje, aqui na cama, eu vou controlar". Ele disse sarcástico.

Os beijos continuaram, Cuddy sentiu o pênis duro de seu marido em sua coxa, ela também já estava muito pronta.

"Tão molhada". House sussurrou no ouvido dela enquanto a beijava no pescoço e seus dedos vagavam pela vulva da esposa.

Ele desceu pelo corpo de Cuddy e tirou sua calcinha. Logo começou a acariciar seu clitóris com os dedos. Pouco depois, os dedos deram lugar a língua. Cuddy estava louca.

"Por favor House...".

"Aqui eu controlo". Ele respondeu.

Ele continuou seu trabalho a deixando insana, mas antes dela gozar ele parou. Se ajeitou sobre ela e a penetrou lentamente.

Ele fazia movimentos lentos e ela pedia para que ele acelerasse, mas ele não a obedecia. Cuddy levantava seu quadril para encontrar com o dele, mas nada tirava House de seu ritmo. Depois de alguns minutos ele começou a fazer movimentos rápidos e os dois gemiam muito, mas ele reduziu em seguida. Trocaram beijos apaixonados e depois ele voltou a acelerar para reduzir novamente.

"Meu amor, eu te mato!". Cuddy disse entre beijos e House riu.

Ele voltou a acelerar e os dois estavam muito perto da borda quando ele reduziu a velocidade. Cuddy ainda tentou prendê-lo contra ela fechando suas pernas na cintura dele, mas foi inútil.

"Eu quero gozar". Ela disse.

"E você vai... quando eu quiser". Ele disse.

House começou a beijá-la no pescoço e na clavícula e em seguida acelerou novamente.

"Oh meu Deus! Não pare nunca, por favor". Cuddy pediu entre gemidos.

Mas House desacelerou e ela bufou frustrada. "Você vai me matar!"

"Eu te amo!". Ele disse e voltou a acelerar e dessa vez não mais parou. Eles chegaram ao ápice e caíram exaustos.

House colocou a mão em sua perna.

"Sua perna dói?". Cuddy perguntou enquanto o abraçava e colocava beijos em seu peito.

"Sim, mas... Foi bom?". Ele perguntou.

"Muito!". Ela respondeu.

"Então a dor valeu totalmente a pena". Ele disse a beijando.

Depois de mais alguns minutos na cama abraçados, Cuddy levantou a contragosto e foi tomar banho. House dormiu mais um pouco.

Quando Cuddy saiu do banheiro enrolada em uma toalha viu uma mensagem em seu telefone celular e ligou de volta para a irmã.

"Oh meu Deus! Quando? Como isso aconteceu?". Ela dizia com voz grave e House acordou assustado. "Tudo bem, se precisar de alguma coisa me ligue".

"O que foi?". House perguntou assim que Cuddy desligou.

"Ravi... Ele faleceu".

"Sério?". House perguntou.

"Davi morreu?". Rachel que passava pelo quarto dos pais ouviu errado o nome do morto e invadiu o quarto desesperada.

House estava pelado embaixo dos lençóis e tratou de puxá-los mais para cima enquanto sua filha entrava no cômodo sem aviso.

"Não Davi... Ravi!". Cuddy corrigiu.

"O que aconteceu?". House perguntou ainda coberto.

"Ele...". Cuddy começou a rir.

House e Rachel estranharam.

"Isso é uma piada?". House perguntou.

"Não... ele morreu mesmo". Cuddy não parava de rir.

"E você ri?". Rachel perguntou chocada.

"É porque... a causa da morte... Oh meu Deus! Perdão! Não posso rir". Mas ela não se controlava.

Dali a alguns segundos, House e Rachel estavam rindo da risada dela. Eles foram tomados por altas gargalhadas.

"Fala Cuddy...". House pediu ainda rindo.

"Ravi estava desenvolvendo uma nova invenção: cuecas que armazenam energia para recarregar dispositivos eletrônicos. Ele saiu no meio da tempestade só de cueca e com um para-raios em mãos, para absorver a energia e armazená-la na cueca. Mas ele foi... Ele foi eletrocutado". Ela começou a rir novamente.

House ficou sério... De repente ele começou a rir alto e ninguém conseguia mais se controlar.


Alguns dias depois House e Cuddy estavam indo para o serviço funerário de Ravi, seria na casa dos pais dele em Trenton.

"Eu tenho tantas piadas para fazer". House disse.

"Controle-se". Cuddy falou rindo.

"Mas a morte dele foi chocante". House disse e Cuddy riu.

"A morte dele foi um benefício para a humanidade, não podemos negar". House falou.

"Minha irmã está arrasada". Cuddy disse.

"Eu também estaria. Uma morte dessas...". Eles riram novamente.

Quando chegaram respiraram fundo para não rirem durante a cerimônia, em respeito aos presentes.

Julia estava triste e os recebeu.

"Julia, sinto muito!". Cuddy falou abraçando a irmã.

"Ele era um bom homem". Julia respondeu.

"Sim... ele era um homem peculiar". Cuddy respondeu e House estava se esforçando para conter a risada.

Depois Julia foi conversar com parentes de Ravi e Arlene se aproximou.

"Não sei se Julia está mais em luto ou envergonhada por ter perdido anos em um relacionamento com aquele lunático".

"Mamãe!". Cuddy chamou a atenção dela e House riu.

"Onde está a cueca eletrocutada?". Ele perguntou.

"House!". Cuddy chamou a atenção do marido.

"Só curiosidade... Será que ele teve êxito na invenção? Isso o faria feliz. Pergunto por respeito a memória dele e a seus grandes feitos em vida". Ele continuou.

"Queria dizer algumas palavras". Todos ouviram e se viraram. Era o irmão de Ravi.

Nesse momento começou uma música ao fundo e Julia chorava muito.

Woah, my love, my darling
I've hungered for your touch
A long, lonely time
And time goes by so slowly
And time can do so much
Are you still mine?
I need your love
I need your love
God speed your love to me

Lonely rivers flow
To the sea, to the sea
To the open arms of the sea, yeah
Lonely rivers sigh
"Wait for me, wait for me"
I'll be coming home, wait for me

Woah, my love, my darling
I've hungered, hungered for your touch
A long, lonely time
And time goes by so slowly
And time can do so much
Are you still mine?
I need your love
I need your love
God speed your love to me

House e Cuddy seguravam uma risada. Eles tinham respeito por Julia e pela família, mas a situação, a música, tudo era muito bizarro e os fazia querer rir.

"Ravi, meu irmão, era uma pessoa diferente. Ele enxergava o que poderia ser e queria criar mecanismos para chegar até o futuro, para trazer o futuro a todos nós através de suas ideias. Ele estava a frente de seu tempo. Ele tentava encontrar avanços que contribuíssem com a sociedade, quando Deus ceifou sua vida".

"Verdade: o suicídio foi um bem para a humanidade". House sussurrou para Cuddy que controlou a risada mordendo o lábio inferior.

"Poucos o entendiam, mas Ravi era um homem de Deus e voltou mais cedo para o Seu lado, no lugar dos eleitos, dos escolhidos...". Nesse momento Arlene o cortou.

"Pelo amor de Deus!".

"Mamãe!". Julia protestou.

House e Cuddy arregalaram os olhos.

"O homem era um estupido. Praticamente se suicidou. Deus nos ensinou a preservar a vida, o bem mais precioso, e o homem sai de cueca com um para-raios em mãos em meio a uma tempestade? Depois vão me dizer que ele era a frente de seu tempo? o escolhido? Que estupidez!".

House e Cuddy não se controlaram, nem a maioria dos presentes. A risada foi geral.

"Mamãe!". Julia correu envergonhada para ela.

"Desculpe filha, mas eu não estava conseguindo ouvir essa babaquice e continuar calada", Arlene justificou.

"Eu amo sua família!". House falou para Cuddy.


Algumas semanas depois, House entrou no banheiro de sua casa no andar térreo e algo chamou sua atenção no cesto do lixo. Ele foi olhar mais de perto e gelou, ficou completamente imóvel.

Era um teste de gravidez. Positivo!


Músicas do capítulo:

Say Something (feat. A Great Big World) – Christina Aguilera.

Unchained Melody - Righteous Brothers