Capítulo 69 – Que os jogos comecem

"Prenderam o suspeito?". Cuddy falou olhando para House. "Mel terá que ir reconhecê-lo".

House arregalou os olhos, era uma ótima notícia, mas péssima ao mesmo tempo. A garota estava finalmente deixando essa história para trás, mas agora teria que ir reconhecer o sujeito?

Nesse momento a campainha da porta tocou e House foi atender.

"Bom dia, senhor House".


"Davi!". House falou surpreso. O menino parecia muito mais alto do que antes e mais maduro.

"Eu sinto saudades daqui". O rapaz disse sorrindo. Gostaria de falar com Rachel".

"Ela ainda está no quarto, mas entre e espere que vou chamá-la". House disse e Davi entrou.

Cuddy arregalou os olhos quando o viu entrando em sua casa.

"Senhora House, como vai?".

"Bem". Ela havia desligado o telefone e estava indo cumprimentar o garoto.

"Eu vou chamar Rachel". House disse e subiu.

"Filha". House bateu no quarto dela.

"O que é papai?". Ela falou abrindo a porta com uma calça de moletom e uma camiseta larga.

"Acho que você vai gostar de trocar de roupa antes de descer". Ele disse.

"Por quê?". Rachel estranhou.

"Tem alguém aqui para vê-la". Ele disse.

"Quem? Mel está aqui? Deb?".

"Davi".

Rachel riu.

"Pare pai! Essa piada não tem graça".

"É verdade". Ele falou.

"Não acredito em você". A menina disse e ia descendo as escadas

"Tudo bem então". Ele falou.

Quando Rachel pisou no primeiro degrau ouviu a voz de Davi.

"Oh meu Deus! É verdade!". Ela voltou correndo para o quarto.

"Eu te disse". House falou.

"O que ele quer? O que ele faz aqui?". Rachel perguntou enquanto seu coração disparava em seu peito.

"Não sei... ele disse que sente saudades de mim e que veio conversar com você. Provavelmente vai assumir que me ama...". House ia dizendo e Rachel bateu a porta na cara dele.

"Ótima educação que você recebeu de seus pais". House gritou de fora do quarto.

Ele desceu.

"Rachel já está vindo".

"Obrigado senhor House". O garoto respondeu.

"Com quantos anos mesmo você está?". House perguntou.

"Farei dezessete em breve".

"Ah".

"House, vamos?". Cuddy o chamou.

"Vamos para onde?". Ele perguntou.

"Vamos...". Ela olhou para ele querendo o matar com o olhar.

"Não temos que ir para lugar nenhum". Ele falou e Cuddy foi até o marido e o pegou pelo braço.

"Temos que ir para a cozinha ver aquilo, lembra?".

"Ah aquilo". House falou saindo.

Quando chegaram na cozinha House perguntou: "o que é aquilo que temos que ver?".

"Deixe-os sozinhos, eles têm muito o que conversar". Cuddy falou.

"Um rapaz de dezessete anos volta para ver minha filha adolescente e você quer que eu os deixe a sós?". House perguntou fingindo indignação.

"Sim!". Cuddy falou e saiu para o banheiro.

House começou a ouvir uma conversa na sala e não resistiu, colocou-se atrás de um pilar onde podia ouvir tudo.

Rachel estava nervosa e ficou ainda mais quando o viu. Ele estava tão lindo.

"Eu... senti sua falta". Ele falou pegando a mão dela que estava gelada.

"O que você faz aqui?". Rachel perguntou.

"Eu não me acostumei com a Índia. Não gosto de lá". Ele falou.

"Não encontrou nenhuma garota interessante?".

"Nenhuma como você". Ele respondeu e House queria vomitar.

"House!". Cuddy o achou.

"Shhhh". Ele fez para a esposa.

"Você não deve ficar ouvindo". Ela sussurrou para ele.

"Ele vai dizer porque voltou". House sussurrou de volta.

"Sério?". Cuddy perguntou curiosa e também ficou ouvindo ao diálogo da filha.

"E você está aqui agora porque...". Rachel continuou.

"Porque te amo". Davi respondeu.

Cuddy queria chorar de emoção por sua filha, ela sabia que a menina também o amava.

House estava chocado com o que ouvia.

"Eu vou voltar, em seis meses meu pai será transferido de volta, mas não quero te perder. Espere-me esses seis meses, por favor? Podemos falar todos os dias pela internet e então, daqui a pouco estarei aqui, definitivamente". Davi pediu.

"Eu... eu também te amo".

Cuddy chorava a essa altura e House queria invadir a sala e levar sua filha para longe daquele protótipo de homem.

"Eu nunca te esqueci". Rachel falou. "Eu esperarei por você. O verdadeiro amor espera, meu pai me disse isso".

Nessa hora House corou e Cuddy olhou para o marido surpresa.

"Eu não falei isso...". House sussurrou para sua esposa que sorriu.

Eles se beijaram.

House olhou quando a conversa silenciou e os viu se beijando.

"Oh não!". Ele disse.

"Que lindo!". Cuddy falou.

"Eu vou lá, não posso aceitar isso dentro da minha casa". House disse.

"Você não vai a lugar nenhum". Cuddy o proibiu segurando seu braço.

"Eles estão se beijando na minha sala".

"Deixe-os". Cuddy falou puxando House para a cozinha.

"Você não sabe se eles vão se atracar no sofá". House estava indignado.

"Eles não vão". Cuddy decretou.

"Eles são novos demais para saberem o que é o amor, isso não é amor...". House resmungou.

Cuddy riu.

Após alguns minutos Cuddy olhou e eles estavam sentados e conversando de mãos dadas.

"Sua filha está feliz, Davi é um bom garoto e sei que você gosta dele. Assuma isso que dói menos". Cuddy disse.

"Nunca!". House falou.

Davi almoçou com a família e os dois anunciaram que namorariam a distância nos próximos meses até que ele voltasse para a cidade.

"Por mim tudo bem, até prefiro que minha filha namore a distância". House falou e Cuddy sorriu envergonhada pelas palavras do marido.

"Nós ficamos felizes por vocês". Ela disse.

"Eu fico feliz. Gosto de Davi. E agora Rachel vai parar de ficar tão chata". Tommy falou e Rachel o fuzilou com os olhos.

"Só tenho uma exigência". House disse.

"House, depois falamos". Cuddy já previa o pior.

"Sem envio de nudes e sem intimidades via webcam". House falou fazendo Cuddy, Rachel e Davi corarem.

"Pai!". Rachel disse.

"O que é nudes?". As crianças perguntaram em conjunto.

"Vou pesquisar sobre isso depois". Bella falou.


House estava na caverna do homem assistindo a um programa de televisão tosco quando Cuddy entrou.

"Você viu a vergonha que nos fez passar durante o almoço?".

"Eu fiz meu papel de pai preocupado". Ele justificou.

"Você fez seu papel de homem insano que envergonha sua filha e esposa". Ela respondeu menos irritada do que gostaria de estar.

"Relaxa, é bom que Davi saiba com quem está se metendo".

"Você sempre deixou isso muito claro". Cuddy falou e sentou-se no sofá da caverna. "O que você está assistindo?".

"Essa mulher alega que nunca teve um orgasmo na vida". Ele disse.

"Que porcaria você está vendo?". Ela falou deitando no ombro dele.

"É interessante".

"Impossível ela nunca ter tido um orgasmo nem com masturbação. Ou ela não se toca ou...". Cuddy ia dizendo e House a cortou.

"Tem problemas físicos. Imagine uma vida inteira de sexo ruim e falta de satisfação sexual?".

"Qual foi o pior sexo que você já teve?". Cuddy perguntou.

"Não é algo que quero discutir com você porque sei que você sempre fica irritada no final e sobra para mim". House respondeu.

"Não vou ficar irritada. Fala!".

House olhou para ela desconfiado.

"Fala!". Ela insistiu.

"Você primeiro". Ele disse. "Mas não vale Lucas".

Ela riu. "Ele não foi o único sexo ruim que tive".

"Você tem sorte de me ter em sua vida". House falou e Cuddy riu e beijou o ombro dele.

"Tive um namorado que durou pouco tempo, por razões óbvias... Ele terminava nas preliminares, nunca chegamos a ter nenhuma penetração".

"Por isso você vivia irritada no hospital. Você passava por isso no final de semana e depois me via na segunda-feira exalando masculinidade e habilidades sexuais". House falou.

Ele estava meio certo, ela pensou.

"E me admira que apesar disso você namorou com ele... Isso que é gostar de se frustrar ou é puro desespero". House a provocou. "Concordo que você é gostosa e é difícil se controlar, mas... isso já é demais".

Ela bateu no braço dele. "O namoro durou só três meses. Ele era legal".

"Realmente você tem sorte de me ter na sua vida. Sou legal e ótimo no sexo".

Ela riu... "Agora sua vez".

"Estou pensando em qual situação vou compartilhar com você".

"Diga-me sobre todas as que foram ruins". Ela falou.

"Bom... Teve uma que não tinha nenhuma reação, parecia uma boneca inflável. Acho que uma boneca inflável seria mais responsiva. Teve outra que tinha reação demais, parecia que estava sendo espancada por mim. Sei que sou bom, mas...".

Cuddy riu um pouco enciumada.

"Outra... ela gozava muito rápido. Eu fiz sexo algumas vezes com ela, mas em nenhuma consegui terminar a tempo, se é que me entende... Ainda teve outra que não aguentou tomar meu pênis inteiro, só podia colocar um terço dele...". House ia falando e Cuddy o interrompeu.

"Pare! Por favor. Já está bom".

House riu.

"Não precisa se exibir e me mostrar que dormiu com metade de Nova Jersey". Cuddy falou enciumada.

"Falei que você ficaria irritada". House disse. "Isso porque nem cheguei em outros Estados".

"É que você não tem limites". Ela argumentou. "Você se cuidava com todas elas?".

"Claro!".

"Eu... eu pensava que, depois de sua perna, de Stacy... você só tinha relações sexuais com prostitutas". Cuddy disse.

"Não... Às vezes eu encontrava alguma mulher em um bar e acontecia... Prostitutas não são ruins, elas fazem o que têm que fazer...". House falou.

"Elas fazem tudo?". Cuddy perguntou curiosa.

"Depende... depende de cada uma e de quanto você pagar".

Cuddy estava enciumada.

"Ei... Não fique brava. Isso foi meu passado chato. O que temos é muito mais interessante. Você sabe... você é a melhor foda de minha vida e o maior amor também". House declarou.

Cuddy riu e o beijou.

Fizeram sexo no sofá da caverna do homem e foi sexo muito bom.


No dia seguinte Cuddy finalmente puxou o assunto sobre Mel.

"Mel irá amanhã com os pais na delegacia de policia para reconhecer o sujeito. Parece que ele fez o mesmo com outras meninas e foi pego. Se for mesmo ele, não sei se ficarão mais tranquilos, se poderão recomeçar a vida...".

"Ou mais revoltados estando frente a frente com o filho da puta". House falou.

"Eles ficarão protegidos por um vidro e o sujeito não os verá". Cuddy explicou.

"Eu não sei o que faria no lugar de Wilson". House disse sentindo empatia pela situação do amigo.

"Mudando de assunto... vamos almoçar na minha mãe semana que vem?". Cuddy perguntou querendo mudar o foco.

"Sério?". House fez cara de desgosto.

"Por favor! Faz tempo que não vamos e... minha mãe está mudada desde o que aconteceu, será o aniversário dela, todos irão".

House nunca havia mencionado a conversa que teve com Arlene após a cirurgia cardíaca da sogra. Ele atendeu ao pedido dela e fingiu que nada aconteceu. Cuddy o perguntou algumas vezes sobre o que falaram e ele despistou.


Uma semana depois na casa de Arlene.

"Parabéns bruxa má! Trouxe algo para você". House falou e deu a ela uma vassoura embrulhada e com um grande laço.

"Bom que eu posso usar isso já". Ela disse e deu uma vassourada na bunda de seu genro.

As crianças riram.

Rachel estava com Davi, o garoto achava House o máximo. Ele riu muito com a brincadeira dele com Arlene.

"Então você é o namorado de minha neta?". Arlene perguntou.

"Você está ferrado agora garoto". House disse e seus filhos riram. Cuddy virou os olhos.

"Minha neta tem só dezesseis anos e, apesar de seu pai ser louco, a família de sua mãe é tradicional. Se você fizer algo para ela, eu furo seus testículos com esse garfo". Arlene ameaçou e o menino corou.

"Vovó!". Rachel disse.

"Passei o bastão para Davi". House disse contando que agora Arlene focaria no garoto e o deixaria em paz.

"Não senhor, você sempre vai ser meu alvo preferido". A sogra confirmou.

"Não faça nada com os testículos de Davi, ele já sofreu o suficiente com a sanguessuga". House comentou.

"Verdade!". Gael lembrou-se do acontecido no acampamento anos atrás.

Davi estava muito envergonhado.

Tommy estava no sofá jogando no celular de seu pai.

"Tommy sente-se para almoçar". Cuddy falou e Julia a puxou de canto.

"John virá".

"Sério?". Cuddy perguntou para a irmã.

"Ele virá com o namorado".

"Oh!". Cuddy estava surpresa. "E as crianças estão bem com isso?".

"As meninas estão levando bem, mas meu filho... ele não quis vir hoje quando soube". Julia falou triste.

"Sinto muito". Cuddy respondeu e abraçou a irmã.

"Você precisa conhecer alguém. Alguém que possa te dar uma vida que você merece. Alguém que saiba como usar o pênis, usar a língua...". Cuddy disse rindo.

"Quem? Onde? Eu pensei em contratar um garoto de programa para hoje, mas... desisti". Julia informou.

"Ainda bem". Cuddy disse aliviada.

"Mas eu acho que contratarei para... uma noite. Eles devem saber como usar... tudo. Eu preciso de alguém que faça tudo o que John não fazia e melhor do que Ravi fazia". Julia disse.

"Você tem certeza que quer contratar um prostituto?". Cuddy perguntou e foram interrompidas pela campainha na porta. Era John!

Ele cumprimentou a todos e sentou-se a mesa com seu namorado, o açougueiro Andrez.

"John, há quanto tempo não te vemos". Arlene falou sarcástica.

"Sim". Ele respondeu tímido.

"Como está sua vida agora que você descobriu os caminhos da porta dos fundos?". House perguntou e Cuddy o cutucou por debaixo da mesa.

Arlene riu.

"Estou feliz".

"Isso o que importa: a felicidade". House falou e Cuddy o chutou forte.

"Ai mulher, isso dói". Ele gritou e todos riram, exceto Cuddy, John e Andrez.

"Eu não tenho namorada, mas eu já beijei duas meninas". Tommy falou.

"Duas?". Cuddy engasgou.

"Sim, elas ficam atrás de mim, o que vou fazer?". Tommy disse dando de ombros.

"Tommy, nós conversaremos depois" Cuddy falou com um misto de irritação e preocupação.

"Você está ferrado". House disse para o filho. "Bem feito por ser linguarudo. Você nunca ouviu que deve beijar e não falar?".

"House!". Cuddy chamou a atenção do marido.

"Papai você está sendo machista agora". Bella apontou.

"E você, como sempre, chata". Ele respondeu.

"House!". Cuddy chamou a atenção do marido novamente.

"Desculpe por minha família". Rachel cochichou com Davi.

"Eu gosto deles".

Davi achava muito divertida aquela família. Na casa dele seus pais não brincavam e nem conversavam a mesa.

"Não foi essa a educação que eu dei para minha filha, que fique claro". Arlene falou, mas no fundo, ela adorava aquela família.


Meses depois...

Mel reconheceu o homem e ele estava atrás das grades, pois havia denúncias de outras garotas, além de Mel. Ele tinha 23 anos.

Julia saiu com um prostituto e disse para a irmã que descobriu sua vida sexual. Ela havia se tornado uma cliente assídua.

Davi voltou pata Índia com a família e ficaria por mais seis meses por lá, eles estavam namorado a distância agora.

Tommy beijou mais algumas meninas e Cuddy encontrou várias declarações de amor de meninas adolescentes no meio do caderno do filho.

"Essas meninas estão descontroladas". Cuddy falou indignada para o marido.

"Lembra-me alguém na faculdade, descontrolada atrás de mim". House respondeu.

"Eu não estava descontrolada, tinha tudo muito bem planejado. Eu estava decidida. E outra coisa importante: eu não tinha onze anos". Cuddy falou.

"Nem essas meninas que estão atrás de Tommy... Muitas delas têm mais de onze anos. E, além de você, havia algumas garotas descontroladas atrás de mim na faculdade". Ele falou sorrindo.

Cuddy jogou o travesseiro nele. "Não chegue perto de mim".

House riu.

"Aliás...". Cuddy continuou. "Você falou com Tommy sobre preservativos, não falou?".

"Ele não está fazendo sexo, Cuddy. Relaxe!".

Cuddy não relaxou.


No dia seguinte Wilson passou para falar com o amigo. Foram beber na Caverna do homem.

"Agora eu só quero ficar em paz após todo esse turbilhão, começar a viver como antigamente. Vicky também. Espero que ela fique mais sossegada agora". Wilson disse.

"Vamos combinar uma viagem juntos? Toda a família?". House propôs.

"Vamos! Precisamos disso... Você... por mais irritante e louco, me trás um senso de normalidade". Wilson disse.

"Ótimo. Agora, pare de me olhar assim que não farei sexo com você". House disse e Wilson riu.

"E você como está?". Wilson perguntou enquanto bebiam uma cerveja.

"Bem. Rachel namorando a distância é perfeito. Tommy está se aventurando com algumas meninas por ai e Cuddy está louca com isso, no mais... ele está se saindo muito bem na natação, parece que esse menino nasceu na piscina. Bella não pensa em namorar, ela só lê e cuida de Madonna o que é ótimo, apesar de que essa menina me assusta as vezes. Gael está indo cada vez melhor com o desenvolvimento musical, esse menino tem futuro. E Cuddy... continua gostosa".

Wilson riu. "Quem diria você com essa vida familiar intensa?".

"Quem diria?". House concordou e sorriu.


Naquela noite...

Cuddy entrou no quarto e House estava vendo aquele programa tosco na televisão.

"Vendo isso outra vez?". Cuddy perguntou sorrindo.

"Um homem de 45 anos alega que não precisa de mulher para ser feliz, só de masturbação". House falou.

"Se ele for homossexual...". Cuddy disse.

"Ele falou que é heterossexual". House explicou.

"Você não consegue ficar três dias sem sexo perto de mim". Cuddy o provocou.

"Três dias podendo me masturbar?". House se interessou.

"Sim, mas sem me atacar se eu te provocar". Cuddy falou maliciosa.

"Exatamente o que seria proibido nesse cenário?".

"Você precisaria resistir a qualquer tipo de sexo". Cuddy explicou.

"Beijar pode?".

"Beijar pode. Só não pode nenhum tipo de sexo". Cuddy propôs. "E eu posso te provocar o quanto quiser, mas você tem que resistir. Quer dizer... pode se resolver com suas mãos. Mas tem uma cláusula muito importante: Você não pode dormir em outro lugar, precisa dormir em nossa cama junto comigo".

"É uma aposta?". House perguntou.

"Valendo o que?". Cuddy continuava falando com voz sedutora.

"Se eu ganhar... sexo anal". House disse.

"Se você quiser isso eu posso resolver...". Ela disse rindo.

"Não sexo anal em mim... sexo anal em você". Ele respondeu

"Nem pensar!". Ela cortou rapidamente.

"Por que não?".

"Você se lembra que tentamos isso uma vez? Não consegui e, mesmo assim, não sentei por uma semana". Ela falou com cara de dor.

House riu. "Nós tentamos bem pouco... você logo desistiu".

"E você disse que nunca mais tocaria nesse assunto novamente".

"Tudo bem. Então sem aposta. Mas eu pensei que você tinha certeza de que iria ganhar, então não teria nada a temer...". House a provocou.

Cuddy era péssima com competições e House com desafios.

"Eu sei que vou ganhar". Cuddy disse.

"Então... qual o seu medo? Dê seu preço para minha derrota". House falou.

"Você terá que se depilar completamente, exceto cabelo e barba". Cuddy disse.

House hesitou por um momento, mas ele faria qualquer coisa para ganhar.

"Você não gosta de meus pelos?".

"Amo todos eles, mas tem que ser uma aposta que doa em você". Ela disse maliciosa. "Já que é certo que eu ganharei".

"Eu farei de tudo, mas não tocarei em você". Ele disse.

"Duvido!". Cuddy o desafiou.

"Aposta aceita". Ele respondeu. "Temos um acordo?".

"Temos um acordo!". Cuddy falou e apertou a mão do marido.

"Que os jogos comecem!".

Continua...