Esse capítulo tem um grande M. Fiquem avisados. :)
Capítulo 70 – Tentações
"Aposta aceita". Ele respondeu. "Temos um acordo?".
"Temos um acordo!". Cuddy falou e apertou a mão do marido.
"Que os jogos comecem!".
"A aposta começa a contar a partir de hoje?". House perguntou.
"A partir de agora". Ela respondeu maliciosa.
Cuddy saiu e foi tomar um banho, quando voltou estava nua e começou a tocar-se, House resolveu não olhar para ela, ele se virou e focou na televisão.
Cuddy deitou-se na cama nua e continuou a se tocar, ela gemia ao mesmo tempo em que se masturbava bem ali, do lado do marido. O pesadelo de House, ter sua mulher se tocando a seu lado e não poder fazer nada a respeito.
Ela gemia "Uhhh House... preciso de você... vem... estou molhada".
House já estava muito duro e resolveu fazer algo a respeito.
"Eu vou tomar um banho". Ele disse e foi em direção ao banheiro.
"House não... eu estou aqui para você". Cuddy disse abrindo as pernas na direção dele.
"Oh meu Deus!". House falou correndo para dentro do banheiro e trancando a porta.
"Estou ferrado nesses próximos três dias". Ele falou para si mesmo.
House entrou no chuveiro e começou a se masturbar pensando na esposa nua em sua cama e em tudo o que ele faria com ela. As mãos percorrendo seu comprimento rapidamente, uma técnica que ele conhecia desde os doze anos.
"Abra a porta House, deixe eu te ajudar". Cuddy pedia do lado de fora do banheiro.
"Sai demônia". Ele disse e Cuddy riu.
Quando terminou, ele estava mais aliviado e voltou para a cama. Cuddy estava coberta e aparentemente dormia.
Ele colocou roupas e dormiu virado para o lado oposto em que a esposa estava.
No meio da noite Cuddy o abraçou, como fazia sempre. House tentou se esquivar, mas ela não deixou.
"Fique aqui House, eu não sei mais dormir longe de você". Ela murmurou sonolenta.
Dormiram.
Ele acordou às quatro da manhã com Cuddy massageando seu pênis semiereto. Esquecendo-se da aposta ele começou a curtir as mãos de sua esposa em seu corpo, mas logo ele retomou a consciência e a afastou.
"Pare Cuddy!".
"Por quê? Você quer... eu quero". Ela falou lambendo o pescoço dele.
"Porque eu quero ganhar a aposta". Ele disse e se afastou dela.
"Eu deixo você depilar só as pernas...". Ela jogou sujo, pois disse isso massageando os testículos dele.
"Não!". Ele saiu correndo para o banheiro novamente.
"Não vale você ficar se trancando no banheiro a noite toda". Cuddy gritou do lado de fora da porta.
"Eu fico com a mão calejada, mas não perco a aposta". Ele gritou de dentro do banheiro.
Depois de alguns minutos ele saiu novamente, Cuddy estava dormindo. Ele deitou-se devagar para não acordá-la e dormiu. Pelo menos até às seis da manhã. Ele acordou com sua esposa se esfregando nele.
"Hora de acordar!". House disse levantando-se.
"Você nunca se levanta às seis da manhã". Cuddy falou sonolenta.
"Estou com fome e também farei uma leve corrida". House disse se trocando rapidamente para sair daquela zona perigosa que era seu quarto.
"Ou será que você está fugindo de algo?". Ela disse maliciosa.
"Isso também". House disse saindo do quarto.
Ele estava morrendo de sono durante todo o dia, Cuddy ficou na cama e dormiu um pouco mais, ela estava bastante disposta.
"Papai, você não dormiu essa noite?". Gael perguntou vendo o rosto der seu pai emaranhado de sono.
"Não... uma mulher maligna não me deixou dormir". House respondeu.
"Eu não preciso ouvir isso". Rachel respondeu com cara de nojo.
"Não é o que você está pensando, pelo contrário. Nada aconteceu...". House falou.
"Definitivamente eu não preciso ouvir mais nada". Rachel falou.
"Papai, um homem na sua idade já não pode mais achar que tem vinte anos". Bella disse.
"Falou Benjamin Button". House disse e Tommy riu.
"Você é muito chata, Bella. Nenhum garoto vai querer ficar com você". Tommy disse.
"E quem disse que preciso de garotos para viver?". A menina respondeu altiva. "Isso é mediocridade".
"O que é mediocridade?". Gael perguntou.
"Que menina de onze anos sabe essas palavras?". House perguntou.
"A sua filha". Cuddy respondeu sorrindo enquanto entrava na cozinha linda e disposta.
À noite Wilson foi beber uma cerveja com o amigo.
"O que você tem?".
"Estou em uma aposta". House respondeu.
"Aposta sobre não dormir?". Wilson perguntou divertido.
"Serão três longas noites... Quem mandou eu ter uma esposa gostosa e ainda não sofrer de impotência sexual?".
"Mas... Isso não é bom?". Wilson perguntou confuso.
"Sim, exceto esses próximos dois dias. Aí é péssimo".
"Não estou entendendo nada, mas talvez seja melhor não entender". Wilson bebeu sua cerveja.
Naquela noite...
House ficou na caverna do homem procrastinando o momento de ir para a cama, ele sabia o que o esperava.
"Venha House! Está na hora de dormir. Não se esqueça dos termos da aposta". Ela foi chamá-lo com uma camisola extremamente sensual.
"Estou indo". House respondeu e respirou fundo antes de subir.
Ele colocou calça e camiseta e foi dormir. Ela começou a esfregar-se nele e a beijar seu pescoço. Logo ele ficou excitado.
'Que droga, eu pareço um adolescente hormonal'. House pensou.
Ela continuou beijando o pescoço do marido.
"Beije-me House, beijar pode, está dentro dos temos da aposta". Ela pediu.
"Você é maligna". House disse.
"Só um beijo e prometo que te deixarei dormir". Cuddy disse e House desconfiou das intenções dela, mas ele a beijou mesmo assim.
O beijo foi forte, intenso, excitado. Línguas digladiavam, House só queria jogá-la na cama e possuí-la ali mesmo.
Ele estava muito duro e Cuddy levou a mão até sua masculinidade e começou a acariciar seu pênis por cima da calça.
"Uhhh". House começou a gemer na boca dela. "Pare!". House sussurrou.
"Por quê?". Cuddy gemia também. "Estou tão molhada para você".
"Eu te quero, mas... não". House correu para o banheiro.
"House!". Cuddy o chamou frustrada, pois ela estava muito excitada também.
House novamente se masturbou no chuveiro, ele tomou um banho frio.
Voltou e tentou dormir. Por poucas horas, logo Cuddy voltou a agir. Era um inferno, uma enorme tentação.
Na manhã seguinte House estava exausto novamente.
'Eu não aguentarei mais uma noite'. Ele pensou.
Cuddy precisava agir. Ela queria ganhar a aposta, pois o sexo anal não era uma opção. Além disso, ela estava com muito tesão.
Julia iria buscar as crianças na escola e Marina havia ganhado um dia de folga, ela precisava passar a tarde a sós com o marido.
"Eu tenho um teste na escola hoje". Bella respondeu.
"E você também, Tommy?". Cuddy perguntou.
"Sim". O menino respondeu.
"Vocês estudaram?". Cuddy perguntou para os filhos.
Cuddy e House não pegavam nos pés dos filhos, pois eles sempre se saiam muito bem na escola, na verdade, eram os melhores de suas turmas. Gael era mais preguiçoso com a escola, então Cuddy focava nele e em Rachel. A adolescente era muito distraída, sua mãe precisava ficar em seu pé.
"Estudei bastante, eu vou tirar a nota máxima". Bella disse enquanto Tommy e House faziam cara de nojo.
"Muito bem filha". Cuddy beijou a menina.
"E você Tommy?". Cuddy perguntou.
"Eu não preciso estudar, já aprendi tudo durante a aula". O menino falou e cumprimentou seu pai com um cumprimento que era só deles.
"Vou dormir na casa de Cindy hoje". Bella comunicou.
"E quem te deu permissão mocinha?". Cuddy perguntou.
"Vamos fazer A noite do Clube do Livro". A menina respondeu.
"Que empolgante". House disse sarcástico.
"House!". Cuddy chamou a atenção dele.
"Papai, não fique chateado com minha independência e autonomia, se isso te desagrada de alguma forma eu me desculpo". Bella falou e abraçou seu pai.
House ficou confuso. Sem duvidas Bella, de todos os seus filhos, era a que mais o surpreendia e o assustava.
Ele a abraçou de volta, House amava sua pequena.
"Eu te amo minha pequena intelectual feminista".
"Eu sei". Ela falou sorrindo. "Eu também te amo, apesar de que você é machista e... se você me ama mesmo, me leve até a Feira do Livro no domingo?".
"Sabia que tinha algum interesse por trás de tudo isso". House falou.
"Não... é sincero. Mas se você quiser me levar... será um plus e te amarei ainda mais". A menina o chantageando, mas de maneira doce.
Ele não resistia a aquela doçura de Bella.
"Tudo bem".
"Eba!". Bella o beijou.
Cuddy de fora assistia a interação dos dois e pensava que eles tinham mais em comum do que podiam imaginar.
As crianças foram para a escola e House ficou trabalhando, hoje Cuddy tinha a missão de vencer a aposta a qualquer custo. House não tinha ideia do que estava por vir.
Ele estava ao telefone na sala e Cuddy entrou vestido somente sua lingerie azul e começou a limpar a estante. House não conseguia mais falar ao telefone.
"House? Você está ai?". Chase perguntava.
"Sim". Ele respondeu, mas sua atenção estava nos movimentos exagerados que sua esposa fazia ao limpar os móveis. Ela ficou de quatro para limpar a mesa do centro.
"Preciso desligar". House falou desligando o celular.
"O que é isso?". House perguntou para ela.
"Estou limpando essa estante. O que parece?". Cuddy disse com voz de inocente.
"Parece que você está me provocando. Mas pode desistir, aguentei até agora, só me faltam algumas horas".
"Que bom para você. Ou não...". Cuddy falou e foi em direção a ele que estava sentado em uma poltrona.
"Ela começou a fazer uma lap dance e House estava muito duro. Todos esses dias de restrição... ele sentia-se como um adolescente de quinze anos".
"Você é muito gostosa. Inferno!". House reclamou.
"Então me foda! Aqui mesmo nessa poltrona. Tome-me por trás e enfie esse enorme pau na minha boceta".
Ele ficava louco quando ela falava sujo.
"Oh meu Deus!". Ele não estava conseguindo resistir, então o telefone tocou.
"Salvo pelo gongo". House disse e atendeu.
Cuddy bufou frustrada. Ela quase conseguiu. Mas ela não iria desistir.
Minutos depois...
House estava tentando fugir de Cuddy, ele ficou trancado trinta minutos no banheiro com seu laptop, depois foi para a caverna do homem.
"Venha almoçar House". Ela o chamou. Parecia inofensiva, então ele foi.
Sentaram a mesa para almoçar, House tentou puxar um assunto aleatório e Cuddy respondia monossílaba enquanto mastigava de forma muito sedutora alguns legumes. House não sabia se realmente ela estava fazendo isso propositadamente ou se ele, por estar tão fora de si, achava que tudo era erótico.
Quando terminaram ela trouxe a sobremesa: morangos com chantilly. Cuddy começou a lamber o creme, chupar o morango, sua língua circulava toda a fruta antes de engoli-la.
"Tudo bem, House?". Ela disse passando a mão na coxa do marido.
"Tudo ótimo. Eu preciso ir...". Ele ia levantando.
"Fica... prove o morango". Ela colocou na boca dele e logo o beijou. As línguas deles duelavam pelo morango, era erótico demais e ele ficou excitado novamente.
"Você é satanás". House falou quando o beijo terminou.
"Satanás que só quer te fazer feliz". Ela disse pegando no pênis dele sobre a calça.
"Uhhh". Ele gemeu e ela pode sentir que seu marido estava duro. Ela também estava louca de desejo após os três dias de provocação.
"Quero te sentir em mim". Ela sussurrou quando lambeu a orelha dele.
"Quero você... quero demais!". Ela continuou.
Nessa hora alguém tocou a campainha da porta.
"Deixe que chamem, vamos ignorar... vem pra mim!". Ela disse.
"Não... pode ser algo importante". House falou e saiu em disparada para atender. Ele esqueceu-se que estava duro e isso estava muito evidente. House precisou respirar e colocar o braço sobre sua pelve para que ninguém notasse seu estado de alerta.
Era Arlene.
"Oh... meu genro preferido". Ela disse sarcástica.
"Bruxa má! Dessa vez você me salvou da diaba". House falou e sua sogra não entendeu nada. "Entre e fique o tempo que quiser com sua filha, se quiser dormir aqui também, será ótimo".
"Mamãe!". Cuddy apareceu com o rosto sujo de creme.
"Eu não sei o que aconteceu aqui, mas devo ter interrompido algo muito interessante". Arlene disse.
Ela passou horas com a filha para desespero de Cuddy. Desde a cirurgia cardíaca, Arlene tinha tentado se aproximar mais de Cuddy e de sua família, era ótimo, mas não hoje...
Quando ela foi embora já era final de tarde.
"Onde estão as crianças?". House perguntou.
"Com Julia".
"Por quê?". House perguntou confuso, mas logo entendeu. "Você planeja me seduzir a qualquer custo".
"E teria conseguido se não fosse pelo telefone e por minha mãe".
"Você não sabe disso". Ele respondeu.
"Mas agora...". Ela se aproximou dele.
"Preciso ir... ao banheiro". House fugiu.
Logo Julia levou seus sobrinhos para casa, House estaria a salvo por algumas horas.
"Olha o que Davi me mandou". Rachel mostrou para sua mãe.
"Um anel". Cuddy falou.
"Não é qualquer anel, é um anel de compromisso". Rachel disse.
"Não me diga que você irá se casar agora?". House perguntou incomodado.
"Não. Ainda sou muito jovem para isso. Mas Davi mandou um abraço para você, por mais que você pegue no pé dele, Davi gosta muito de você". A menina disse para o pai.
"Eu toquei violão para todos lá na casa da tia Julia, eles falaram que eu sou muito bom". Gael disse.
"E você é mesmo, filho". Cuddy falou o beijando.
"O que é isso?". Tommy balançou em suas mãos uma calcinha vermelha com rendas pretas transparentes.
"Dê-me isso, Tommy!". Cuddy pegou o pedaço de roupa apressadamente das mãos do filho.
"Não acredito nisso...". Rachel falou com cara de nojo.
House vendo o pedaço de roupa pensou que não seria nada fácil resistir a essa última noite e recorreu a um último recurso. Ele procurou seu kit médico e se automedicou com uma pílula.
"Papai, a feira do livro será depois de amanhã, não esqueça, você me prometeu". Bella disse.
"Tudo bem, Bella". Ele falou enquanto jantavam. House exagerou nos ovos mexidos com batatas.
Mais tarde... House estava muito sonolento após o medicamento que tomou. Ele iria dormir a noite toda e nada o perturbaria, ele pensou. Não era um narcótico então ele resolveu recorrer a esse último recurso por puro desespero.
Ele estava com muito sono e sua esposa pronta para o ataque, seria sua última chance, então ela havia caprichado.
"Ei... homem gostoso!". Ela apareceu com aquela calcinha vermelha e transparente na frente.
"Oh meu Deus!". House falou, mas logo começou a sentir-se estranho e correu para o banheiro. Ele vomitou muito.
"O que houve?". Cuddy perguntou.
"Eu vomitei, passei mal...".
"Não vale fingir doença". Ela falou.
"Não estou fingindo. Da próxima vez prefere que eu vomite nos seus pés?". Ele perguntou.
"Vou pegar um chá". Cuddy colocou uma roupa e foi até a cozinha.
Quando voltou House estava dormindo.
"Eu não posso perder". Ela pensou subindo sobre House e começando a beijar seu pescoço.
"Cuddy... por mais que eu tenha tesão por você eu... estou realmente me sentindo doente".
"Então teremos que aumentar mais um dia na aposta, não é justo comigo". Ela relutou.
"Aceite que perdeu".
"Não!".
"Você é uma má perdedora. Nunca mais vou apostar nada com você". Ele falou e dormiu.
No dia seguinte House ainda não estava bem e ficou na cama. Cuddy levou chá para ele, biscoitos e tudo o que podia para ajudá-lo na recuperação.
"Quando vou ter meu prêmio?". Ele perguntou.
"Nossa aposta deverá ser cancelada". Cuddy disse.
"Ah Cuddy, sua má perdedora".
"Eu não vou fazer sexo anal".
"Você não devia ter apostado o que não consegue cumprir, isso te enfraquece, não acredito mais em sua palavra". Ele falou tão sério que ela sentiu o baque.
"Papai... amanhã é a Feira do Livro". Bella entrou no quarto dizendo.
"Eu sei filha, nós iremos amanhã". House disse. "Eu tenho palavra".
"Eba!". Ela correu e beijou seu pai.
Cuddy sentiu a indireta do marido.
No dia seguinte...
Bella acordou cedo surpreendentemente bem humorada, ela e seu pai iriam para a Feira do Livro.
"Você está melhor?". Cuddy perguntou para seu marido que estava tomando café.
"Sim. Pronto para cobrar a aposta essa noite". Ele respondeu malicioso.
"Jamais!". Sua esposa disse.
House balançou a cabeça em negação. "Mal perdedora".
Quando House e Bella chegaram à feira, a menina ficou louca. Tanta variedade de livros, tanta coisa interessante.
Ela encontrou uma autora de quem era fã: Heloyse Clark.
"Papai, eu quero que ela autografe meu livro". A menina pediu.
"Esse livro?". House apontou.
"Sim".
"Por que uma menina de onze anos compra um livro com o título: Desafios das mulheres do século XXI?".
"Porque eu serei uma mulher do século XXI". Bella respondeu muito objetivamente.
House já não duvidava de nada quando estava relacionado à Bella.
Pai e filha ficaram na pequena fila e quando chegou a vez deles a autora reconheceu House.
"Gregory House, li o seu livro. É um prazer te conhecer". Heloyse disse.
"Muito prazer! Minha filha é sua fã e quer um autografo". Ele informou.
"Essa garota é minha fã?". A mulher estranhou.
"Sim senhora, já li os seus dois livros anteriores e lerei o terceiro". A menina respondeu sorrindo.
"Ora... ora... Que jovem mais inteligente, eu mal posso esperar para vê-la daqui a alguns anos, tenho certeza que fará grandes coisas". A autora disse surpresa.
"Nem eu..". O pai respondeu rindo.
Ao final do evento, House estava cansado de tanto olhar livros e carregá-los.
"Quando eu for adulta escreverei livros que nem você". Bella falou para o pai quando estavam no carro voltando para casa.
"Ah é? E sobre o que será o livro?". Ele perguntou.
"Não sei ainda... não me decidi...".
"Pensei que você, madura como é, já tinha sua vida toda planejada". House falou divertido.
"Isso seria tolice, já que muitas coisas mudam com o tempo e outras não estão totalmente sob nosso controle". Bella respondeu séria.
House ficou impressionado com a resposta.
"Mas eu quero ser inteligente como você e como mamãe, por isso eu leio e estudo tanto". Bella falou. "E eu gostei tanto dessa girafa". A menina voltou com uns vinte livros, mas também com uma girafa de pelúcia com braços e pernas muito compridos.
Ele sorriu. Apesar de uma menina muito intelectual e madura, ela ainda era uma criança. Ele às vezes se esquecia disso.
Quando entraram com todos os livros Cuddy ficou espantada.
"Que exagero é esse? Vamos transformar a casa em uma biblioteca?".
"Quem me dera". Bella falou. "Olha minha girafa!".
"Conhecimento nunca é demais". House falou e Bella feliz o beijou.
"Obrigada papai, por tudo!".
Ele se derreteu como uma geleia.
"Eu também quero presentes". Tommy chegou falando quando viu Bella cheia de livros e com um bicho de pelúcia.
"O que você quer?". House perguntou.
"Uma moto de verdade". O menino respondeu.
"Nunca!". Cuddy disse séria.
"Sim!". Tommy insistiu.
"Nem pense nisso Tommy". Cuddy decretou.
"Quando você tiver a idade certa eu te ensino a guiar motos". House falou.
"House!". Ela chamou a atenção do marido.
"Cuddy!". Ele retrucou bem humorado. "E olha que eu tenho palavra Tommy, diferente de outras pessoas".
Cuddy ficou perturbada, pois ela identificou a indireta do marido. Não... Ela não queria sexo anal... Por que ela foi concordar com os termos da aposta? Eles tentaram isso uma vez quando completaram seis meses de namoro e não foi bom...
"Você já fez sexo anal?". Cuddy perguntou do nada enquanto ela e House assistiam a um filme de ação.
"Depende...". House falou sarcástico.
"Você entendeu...". Ela riu. "Refiro-me a você com uma mulher".
"Nesse caso já sim". Ele falou beijando a cabeça dela. "E você?".
"Nunca... nunca cogitei". Cuddy respondeu. "Como é?".
"É... apertado". House respondeu.
"Você sente falta?". Cuddy perguntou insegura.
"Não tenho nenhum fetiche com isso. Prefiro sua vagina". House respondeu sorrindo.
"Você fazia com prostitutas?". Ela perguntou curiosa.
"Não fiz muitas vezes, como disse... E, não foi com prostituta, elas cobram muito caro para isso, e tem algumas que nem aceitam...".
"Então foi com quem?". Cuddy perguntou surpresa.
"Qual é o ponto disso, Cuddy?". Ele estava estranhando o rumo que a conversa tomou.
"Quero tentar". Ela falou.
"Você não precisa".
"Eu sei, mas eu quero. Nunca tentei e... eu quero". Cuddy estava decidida.
"Não será muito confortável para você". Ele a alertou.
"Eu sei. Mas se tem alguém com quem eu queira tentar isso, é com você".
"Agora?". House perguntou.
"Agora!".
"Você tem certeza?". Ele insistiu na pergunta.
"Tenho certeza".
House parou o filme e foram até seu quarto. Ele pegou o lubrificante na gaveta do criado-mudo e começaram os beijos e abraços. Roupas iam saindo e eles estavam ficando excitados. House exagerou nas preliminares para relaxá-la. Quando ela estava bem excitada ele a virou de quatro.
"Eu vou começar a abri-la, se doer você me diz e paro na hora". Ele falou.
House penetrou um dedo nela e ela reclamou.
"Dói?". Ele perguntou atencioso.
"Incomoda".
"Quer parar?".
"Não!".
"Isso é só um dedo, imagina quando for meu pau?". Ele a alertou.
"Acho que para homens isso trás uma sensação diferente por conta da próstata". Cuddy falou.
"Não sei... nunca testei". House disse.
Ele continuou até que introduziu outro dedo muito lubrificado. Eram dois agora.
"É um tanto incomodo". Cuddy falou.
A essa altura House já estava dolorido, seu pênis latejava tanto imaginando estar onde nenhum outro homem pensou em estar.
"Vou colocar o terceiro dedo". Ele avisou e ela gemeu de dor. "Quer que eu pare?".
"Não, só preciso me acostumar".
E continuou assim por alguns minutos.
"Vou tentar agora colocar meu pênis, bem devagar. Ele é bem mais grosso do que esses dedos, será que você aguenta?".
"Vai devagar mas vai logo, antes que eu desista". Ela disse.
Ele procurou um preservativo e encontrou um solitário na gaveta, ele e Cuddy nunca usavam proteção então ele parou de comprá-los. House colocou o preservativo em seu pênis latejante e deu algumas estocadas com a mão lambuzando-o de lubrificante. Então ele colocou a cabeça de seu pênis na entrada enrugada dela e forçou levemente. Nada... Ele passou seu pênis para cima e para baixo buscando lubrificar toda a região e tentou novamente, só entrou a cabeça e Cuddy já estava com lágrimas nos olhos.
"Vou começar a forçar". Ele avisou se segurando para não gozar ali.
"Não. Deixe-me acostumar primeiro". Ela pediu.
O pênis dele latejava de tão apertada que era a entrada e também pelo pensamento de que ninguém nunca esteve ali.
"Respire e relaxe". Ele instruiu.
"Não é muito fácil respirar e relaxar com essa coisa grossa dentro da minha bunda".
"Mas só a cabeça está dentro ainda".
"Mesmo assim".
"Eu preciso me mexer". House falou depois de um minuto.
"Tente se mexer devagar".
Ele forçou e ela gritou.
"Pare! Isso dói demais". Cuddy gemeu. "Como alguém faz isso de boa vontade?".
House riu. Mas ele estava muito excitado a essa altura.
"Quer que eu tire para terminarmos isso de outra maneira?". Ele perguntou.
"Não... espere. Fique assim".
"Então eu vou movimentar só a cabeça". Ele disse e começou a tirar e enfiar a cabeça novamente. "Isso é... muito apertado... eu vou gozar".
Ele estava no auge e fez um pouquinho mais de força indo só mais um centímetro fundo e Cuddy gritou enquanto ele gozava.
"Oh meu Deus!". Ele disse quando terminou. "Isso foi... intenso".
"Eu acho que não vou sentar por dias". Cuddy falou. "Nunca mais quero fazer isso outra vez".
"Deixe-me te fazer gozar. Venha aqui!". House disse e a puxou de costas para a cama. Ele fez sexo oral nela até que sua namorada gozasse.
Naquela noite...
"Eu vou pagar a aposta". Cuddy disse para House.
Ele arregalou os olhos. "Eu não farei isso...".
"Por quê? Você acha que sou fraca e que não tenho palavra?". Cuddy perguntou irritada.
"Não. Porque nunca farei nada que você não queira. Nunca te machucarei. Eu estava te perturbando, mas nunca passou pela minha cabeça fazer isso de verdade".
"Mas eu... eu teria feito você depilar". Cuddy disse.
"Para você ver a diferença entre nosso amor". Ele a provocou.
"Cale-se. Eu te amo mais do que pensei ser possível". Ela o beijou.
"Agora... acabe com meu sofrimento... você me tentou demais nos últimos dias e eu preciso de uma liberação". House disse e sua esposa o montou sorrindo.
Fizeram amor não uma, mas duas vezes.
Meses depois...
"House...". Cuddy chegou ofegante. "Veja o que eu encontrei no histórico de navegação do ipad de Tommy".
Continua...
