Capítulo 71 – Eles estão crescendo
Meses depois...
"House...". Cuddy chegou ofegante. "Veja o que eu encontrei no histórico de navegação do ipad de Tommy".
Ela mostrou o histórico de acesso do filho a alguns sites pornográficos.
"Quem foi que me disse anos atrás que eu não deveria invadir a privacidade de Rachel?". House falou sarcástico.
"Mas isso é diferente". Ela tentou argumentar.
"Não tem diferença nenhuma".
"House, Tommy tem visto sites pornográficos". Ela estava chocada.
"Grande coisa para um adolescente de doze anos. Agora tem mais recursos, na minha época eu tinha que ficar caçando revistas que encontrava, porque não podia comprá-las. Ou eu tinha que usar a imaginação, isso foi até útil pois minha imaginação ficou bastante criativa". Ele disse sorrindo.
"Ele é uma criança". Cuddy argumentou. "Temos que bloquear os acessos a esses sites".
"Ele não é mais criança, ele é adolescente hormonal, e só vai piorar nos próximos anos, já te aviso". House falou. "E se bloquearmos esse dispositivo, ele vai arrumar um jeito de acessar em outro lugar. Não é melhor ele fazer isso na segurança de nossa casa?". House imitou as palavras de Cuddy quando ela tentava convencê-lo a aceitar o namoro supervisionado de Rachel.
Tommy estava com doze anos e desenvolvendo-se rapidamente. Sua voz estava mudando, ele tinha um timbre ainda mais grosso que de seu pai. Além disso, começaram a crescer pelos nas axilas e púbis do jovem. Ele também ficava incomodado com as espinhas que surgiam de tempos em tempos.
"Você explicou para ele sobre preservativos, certo?". Cuddy perguntou preocupada.
"Sim. Mas ele não está fazendo sexo. Com doze anos eu pensava em garotas 80% do meu tempo, isso faz parte de ser um adolescente cheio de hormônios".
"Ele tinha que ser igual ao pai até nisso?". Cuddy se lamentou.
"Genética... me desculpe por isso". House falou. "Esperamos que Gael tenha puxado algum parente distante que seja assexuado".
"Cala a boca". Cuddy falou ainda muito chocada. "Me sinto velha".
"É porque estamos velhos". House disse.
"Você é mais velho do que eu, eu ainda não cheguei lá". Ela respondeu irritada e saiu do quarto, mas voltou.
"E trate de explicar para seu filho novamente como se usa preservativos, também explique a ele que esses vídeos pornográficos não devem ser considerados como modelos para uma relação sexual".
House riu.
Tommy começaria a viajar com o time de natação para competições para dentro do país, ela estava muito preocupada com o filho. Ele tinha só doze anos e viajaria sem seus pais...
"Pelo menos Bella não se parece com você e nem com Rachel nesse quesito". House falou alto e Cuddy balançou a cabeça em contrariedade.
Mais tarde naquele dia...
"Tommy... venha aqui". Ele chamou o filho.
"Eu sei que você deve estar se divertindo assistindo a alguns vídeos pornográficos. Isso é normal, não tem nada do que se envergonhar, mas... não deixe rastros".
"Como assim?". O menino perguntou.
"Delete o histórico do navegador e, nunca, ouça bem: nunca deixe sua mãe ou irmãs te pegarem se masturbando".
"Eu sei...". O menino falou querendo cortar o assunto.
"Isso é muito importante porque... seria uma situação embaraçosa e traumática para todos, não quero ninguém nessa casa com traumas". Ele explicou.
"Tudo bem pai". O adolescente concordou.
"E como estão as garotas?". House perguntou.
"Bem... estou... me divertindo". Tommy disse.
"Ótimo, mas tenha responsabilidade. Você é muito novo ainda, mas quando acontecer... use preservativos. Tome!". House deu alguns preservativos para seu filho. "É importante que você treine antes de usar para ter certeza de que está usando corretamente, caso contrário eles podem estourar. E... não deixe sua mãe encontrá-los. Coloque no seu esconderijo super secreto".
"Sim, eu lembro que você já ensinou a mim e a Gael a colocá-los em uma banana, aquilo foi... bizarro". Tommy falou.
House balançou a cabeça negativamente, esse menino estava ficando muito petulante. "Eu já aviso que não sustento filho de ninguém, se você for descuidado vai se virar. Adeus natação, adeus faculdade". House ameaçou. "Sem contar as possíveis doenças que você pode contrair com sexo desprotegido...".
"Eu sei pai, fique tranquilo". O jovem respondeu.
"Outra coisa... Você não precisa contar tudo para sua mãe. Não precisa anunciar tudo para todos, venha falar comigo". House o alertou.
"Tudo bem pai. Posso agora voltar a falar com Miguel? Estávamos jogando videogame online quando você nos interrompeu".
House saiu. Tommy estava cada vez mais independente e mudado, House sentia falta daquele garotinho arteiro.
Pela manhã House e Cuddy fizeram amor e continuaram na cama abraçados. House aplicava beijos insistentes no pescoço dela.
"Meu Deus como eu sou mimada". Ela disse sorrindo.
"Eu amo beijar sua pele. Sua pele tem um cheiro bom".
"Mas eu transpirei bastante nos últimos minutos". Cuddy disse rindo.
"Seu suor tem cheiro bom". House continuou a beijando. "Você inteira tem cheiro bom".
Ela riu.
"Agora não podemos continuar House... as crianças vão acordar e eu não quero uma rapidinha. Já fizemos amor tão gostoso, não quero ter você só por dez minutos agora. A noite faremos tudo com calma". Cuddy disse.
"Só Gael é criança agora, na verdade ele é pré-adolescente. Eles se viram sozinhos...". House insistia em beijá-la.
"House... não assim correndo...". Ela falava sussurrando.
"Você tem que aproveitar enquanto podemos, logo seremos muito velhos...".
"Você nunca sofrerá de impotência". Ela disse rindo.
"E se sofresse existe o Viagra... Eu não deixaria minha dama na mão". Ele falou.
"House!".
"Tudo bem". Ele se afastou.
Ela sentiu falta do calor do corpo dele e o beijou novamente.
"Se você quer parar, então você precisa sair de perto de mim porque eu já estou começando a ficar duro outra vez". House disse.
Cuddy começou a massagear o pênis dele.
"Cuddy... não comece algo que você não pode terminar".
"Quem disse que não vou terminar? Isso consigo resolver em três minutos. Dúvida?". Ela o provocou.
"Não...". Ele falou sem ar, pois ela já caia de boca em seu pênis.
Ela o chupou forte e terminou em três minutos.
Naquela tarde House foi atender a porta.
"Davi!". Ele exclamou com um misto de felicidade por ver o jovem e angustia por saber que sua filha de dezessete anos agora namoraria presencialmente, não mais a distância.
"Davi!". A menina correu para ele e o beijou apaixonadamente.
House não sabia o que fazer, ele ficou paralisado.
"House!". Cuddy percebendo que seu marido estava sem sentidos foi ao seu encontro e pegou em seu braço carinhosa e prudente.
"Sua filha está feliz. Fique feliz por ela". Cuddy sussurrou no ouvido do marido.
"Senhor House, senhora House, estou muito feliz por estar de volta. Eu... senti muita falta daqui e de vocês". Davi falava sem jeito.
Ele entrou e sentaram-se na sala para conversar.
"O que você pretende fazer agora?". Cuddy perguntou para o rapaz.
"Engenharia robótica. Eu quero estudar na mesma faculdade que Rachel, já ficamos longe tempo demais". Davi respondeu.
House arregalou os olhos.
"Eu quero fazer psicologia. Quero trabalhar como assistente social auxiliando crianças e pais em processo de adoção. Sei como é importante encontrar a família certa". Rachel disse. "Amo meus pais e agradeço a Deus por tê-los".
Cuddy a abraçou e House ficou observando Davi.
"Para qual faculdade pretendem ir?". House perguntou.
"Não sabemos... vamos nos aplicar para várias e tentaremos optar por uma em comum". Davi disse.
"Se conseguirmos Princeton, será essa mesma. Perto de vocês". Rachel respondeu.
"Mas você vai para seu intercambio?". House perguntou.
Rachel tinha um intercambio de dois meses programados para a África do Sul durante as férias. Ela conheceria o país e seria voluntária em um projeto de assistência a crianças. Já estava tudo certo.
"Sim. Irei!". Rachel falou. "Na verdade... talvez Davi vá também".
House ficou em choque total com aquela informação e Cuddy percebeu e ofereceu água ou um suco para todos.
"Prefiro vodka". House pediu.
"Tome!". Cuddy deu um copo com água para ele.
"Isso é água, eu preciso de vodka". Ele reclamou e Cuddy o ignorou completamente mudando de assunto.
"Davi, venha tomar uma cerveja comigo". House o convidou.
"House!". Cuddy o alertou.
"Fique tranquila". House disse.
Foram até a caverna do homem.
Enquanto isso Rachel puxou sua mãe de canto.
"Mamãe... preciso que me leve a uma ginecologista". A menina disse e Cuddy arregalou os olhos. "Eu quero fazer sexo com Davi". Rachel continuou.
"Tudo bem filha. Você está certa disso?".
"Muito! Eu o amo desde sempre". A garota respondeu.
Cuddy não podia vacilar, ela tinha que se orgulhar porque sua filha confiava nela a ponto de terem essa conversa, mas era bom que House não soubesse de absolutamente nada relacionado a isso.
Na caverna do homem...
"Davi, eu vou ser objetivo e claro". House disse.
"Sim senhor".
"Se você engravidar minha filha, passar uma DST para ela ou fazê-la sofrer, eu corto seu pênis fora".
Davi corou. "Eu... eu...".
"Eu gosto de você, na medida que um pai pode gostar de um rapaz que quer fazer sexo com a filha dele". House continuou. "Então tem um limite, entende?".
"Sim senhor".
"Eu já fui um rapaz de dezessete anos e sei bem como vocês pensam. Mas você esteve na Índia se divertindo, minha filha não é uma diversão apenas".
"Eu não estive me divertindo. Eu até preciso falar com o senhor... eu não sei como dizer". Davi gaguejava.
"Diga logo rapaz".
"Eu nunca fiz... sexo". Davi falou envergonhado e com a cabeça baixa.
"Você é virgem? Quantos anos você tem?". House perguntou espantado.
"Farei dezoito anos no mês que vem". Davi respondeu.
"E nunca... nada?".
"Nada. Eu amo Rachel desde pequeno e... não sentia motivação com nenhuma outra garota".
"Nenhum outro tipo de sexo? Eu digo... oral... nada?".
"Nada!". Davi respondeu corando.
"Esquece o que te disse antes, eu realmente não entendo como você pensa". House falou. "Você sabe como usar preservativos?".
"Acho que sim". Davi respondeu.
"Não tem que achar, tem que ter certeza. Trate de comprar alguns e praticar. Não vou ficar aqui fingindo que você e minha filha não farão sexo, não sou estupido, mas que seja sexo seguro, senão... eu corto seu pênis e suas bolas".
"Tudo bem senhor. Eu queria dizer que te admiro demais e que eu queria ter tido um pai como o senhor". Davi foi sincero.
"Tudo bem, eu também gosto de você. Pelo menos por enquanto...". House olhou sério para ele. "Por enquanto!".
Davi sorriu tímido e tomou sua cerveja enquanto os olhos de House o observavam atentamente. Ele não bebia na alcoólico, mas não queria dizer isso para seu sogro.
"House!". Cuddy bateu na porta.
"Pode entrar". Ele disse.
"Vamos... voltar para sala? Você libera Davi?". Cuddy perguntou.
"Sim... sim... já terminamos aqui". Ele respondeu dando alguns tapinhas mais forte do que deveria nas costas do rapaz.
A noite...
"O que você falou para Davi? O menino estava assustado". Cuddy perguntou.
"Não falei nada demais. Nada que um pai preocupado não falaria...".
"House!". Ela perguntou desconfiada.
"Relaxa mulher, foi uma conversa de homem para homem".
"Papai... me leva para ver esse show?". Gael perguntou para House apontando um panfleto.
"Você é muito novo para entrar nessa boate, meu filho". House falou rindo. "Esse show é só para adultos".
Era um show de salsa em uma boate caribenha.
Gael gostava dos ritmos da américa latina, aliás, o menino se interessava por música em geral, ele gostava de misturar ritmos. Do blues que seu pai amava, a música clássica e ritmos latinos.
O menino ficou triste.
"Não podemos ir assistir ao show, mas podemos tocar. Vamos tocar?". House o convidou e o menino se animou.
Gael já dominava muitos instrumentos aos onze anos, era um verdadeiro talento musical. Ele também havia composto algumas músicas.
"Filho...". Cuddy o chamou.
"Ajuda mamãe com essas sacolas". Ela pediu e o menino prontamente a atendeu. Gael era um menino muito tranquilo, educado e sensível.
"Estou esperando o senhor Gael para tocar". House dizia.
"Eu já vou papai, estou ajudando mamãe". Ele falou rindo.
'Nada como quando eles são crianças...'. House pensou sorrindo e saudoso.
Uma semana depois, Bella chamou seus pais.
"Preciso anunciar uma coisa para vocês dois". Bella disse.
"Oh meu Deus, você vai dizer que não é humana?". House perguntou fingindo espanto.
Bella sorriu sarcástica. "Sou tão humana que gostaria de informá-los que hoje eu tive meu primeiro ciclo menstrual. Fiquem calmos que já tratei de tudo".
"Oh filha!". Cuddy a abraçou.
"Que bondade sua nos deixar saber". House falou. "Creio que não há necessidade de nenhuma conversa sobre gravidez e preservativos?".
"Não". A menina disse.
"Ótimo". House falou saindo. O fato é que ele estava extremamente impactado. Sua bebê era uma jovem mulher.
Cuddy ficou com a filha um pouco mais.
"Bem-vinda! Mulher do século XXI". Cuddy falou.
"Obrigada mamãe. Você é uma grande mulher, te admiro demais". Bella disse fazendo sua mãe chorar emocionada.
Mais tarde, Bella estava em seu quarto e House bateu na porta.
"Pois não, papai". A adolescente respondeu.
"Posso entrar?". Ele perguntou.
"Sim". Ele entrou e Bella estava estudando. Claro!
"Eu... te trouxe isso". Ele deu uma flor para a filha, assim como fez com Rachel anos atrás.
"Obrigada papai, mas você não precisa me tratar diferente agora. Isso é a evolução natural do corpo humano". Bella disse. Ela tinha pavor em pensar que seu pai se afastaria dela, ou a trataria diferente por alguma razão. Ela o amava demais.
"Eu não vou... Você será sempre minha menina". Ele falou com lágrimas nos olhos e Bella o abraçou também emocionada.
"Eu não falo isso sempre, mas... eu te amo muito papai!". Bella falou.
"Não há problemas em demonstrar sentimentos, filha. Não há nenhum problema nisso. Seu velho aprendeu isso tarde, mas você... não perca tempo na vida". Ele falou a beijando.
