Fico feliz que tenham se divertido no último capítulo, pois eu também me diverti enquanto o escrevia. Agradeço os feedbacks carinhosos! :)

Agora... uma bomba na vida de Gregory House. Segurem-se!


Capítulo 73 – Grande notícia

Meses se passaram, nesse interim, Rachel e Davi foram para o intercambio na África do Sul onde ficaram por dois longos meses. Cuddy e House sentiram muita falta da filha, mas era um prelúdio dos novos tempos agora que a jovem tinha dezoito anos. De volta, eles estavam se preparando para início do ano letivo na universidade de Princeton. Rachel cursaria Psicologia, enquanto Davi matriculou-se no curso de Artes Visuais, contrariando o desejo de seu pai.

Davi já morava sozinho há algumas semanas, os pais deram-lhe uma ajuda de custo para a faculdade e sustento nos primeiros anos, ele alugou um pequeno apartamento e mudou-se para lá. Rachel vivia mais na casa de Davi do que na sua própria casa. Isso incomodava House além do normal, mas ele tentava disfarçar e parecer um pai moderno.

"Rachel ficará morando aqui em casa já que ela vai estudar perto?". House perguntou.

"Não sei...". Cuddy respondeu.

"Como você não sabe? Você não é a mãe dela?". Ele perguntou incomodado pela falta de definição.

"E você não é o pai dela?". Cuddy retrucou. "Ela tem dezoito anos, pode decidir o que for melhor para ela".

"Morar com Davi?". House perguntou.

"Talvez... Isso é decisão dela".

"Mas ela vai estudar aqui perto...". House tentava convencê-la.

"E se ela quiser ter a independência dela? Você saiu de casa... Eu saí de casa...".

"Nossa situação era diferente. Estudávamos longe de nossos pais e... não tínhamos pais tão legais". Ele disse e Cuddy sorriu o beijando carinhosamente.

House ficou incomodado. Ele gostava de Davi e imaginava que sua filha tinha um namoro adulto com o rapaz a essa altura, o que significava: sexo e intimidades, mas era difícil imaginar que sua filha deixaria aquela casa, a casa deles.

Cuddy fingia-se forte, mas também estava abalada com o crescimento tão rápido de sua bebê, sua primogênita.

Tommy e Bella completaram treze anos.

"Tommy vai ter um Bar Mitzvá?". Cuddy perguntou.

"Pra que?". House respondeu.

"Porque minha família é judia".

"Mas Tommy não é judeu". House alegou.

"Mas é a cultura da minha família...".

"Ele não é judeu... não é circuncidado... ele sofreia bullying". House disse. "No mais, Rachel e Bella não tiveram Bat Mitzvá".

Cuddy ficou triste. "Eu sinto que deixei as raízes de minha família fora da educação de nossos filhos".

"Todo ano temos eventos judaicos nas datas comemorativas, não aguento mais receber Arlene para o Purim e ouvi-la exibir-se sobre suas obras caridosas. Arlene nunca nos deixa esquecer nada e desde que eles eram pequenos ela fala sobre as tradições. Você não deixou passar, eles vão decidir o que querem seguir mais cedo ou mais tarde, você os deu uma escolha".

Cuddy mudou seu semblante, ela estava mais aliviada.

"De qualquer maneira". House continuou. "Vamos perguntar se eles querem alguma celebração na tradição judaica, deixemos eles decidirem". House falou e Cuddy concordou.

"Tommy... venha aqui". House o chamou.

"Fala rápido que estou jogando videogame". O rapaz chegou dizendo.

"Sério? Jogando videogame? Que novidade!". House foi sarcástico, pois Tommy era viciado em jogos eletrônicos.

"Filho, você quer um Bar Mitzvá?". Cuddy perguntou.

"Eu não. Era só isso?". O rapaz perguntou apressado.

"Só!". Cuddy respondeu um pouco frustrada.

"Eu vou querer o meu!". Gael disse fazendo sua mãe sorrir.

"Sempre o filhinho da mamãe". House provocou os dois.

Tommy estava cada dia mais independente. No último campeonato nacional ele viajou sozinho com a equipe e ficou fora por três dias. Agora ele iria para o campeonato Pan Americano Infantil no México. Dias anteriores ele chegou até o pai para conversar.

"Pai, você pode falar?". Tommy perguntou.

"O que o senhor aprontou?". House desconfiou.

"Nada... Vamos para o meu quarto?".

House olhou para ele suspeito, mas foi.

"Pai... eu quero saber sobre sexo". Tommy falou objetivamente.

"Tudo bem. O que você quer saber?". House perguntou.

"Tem umas meninas mais velhas... elas dão em cima de mim". Tommy contou.

De fato, Tommy parecia mais velho do que era. O menino tinha treze anos, mas aparentava quinze anos facilmente. O corpo do rapaz era muito bem desenvolvido dado aos anos de natação, além da boa genética. Ele estava fazendo musculação no clube onde treinava, claro que com instrução de profissionais para que não forçasse a musculatura mais do que o ideal para um adolescente. Investiam no garoto já que ele tinha potencial para ser um atleta profissional e era o que ele queria fazer. Ele amava nadar.

"E você quer fazer sexo com elas?". House perguntou.

"Claro que sim!". Tommy falou sorrindo e House riu. 'Claro que um adolescente queria fazer sexo', ele pensou lembrando-se dos seus treze anos.

"Eu te dei preservativos, use-os. Se precisar de mais me avise". House disse.

"Você me deu uns cinquenta preservativos, vai demorar para eu precisar de mais". Tommy riu e House também.

"Tem algo específico que você quer saber?". House questionou.

"Eu... e se eu não durar muito?". O menino perguntou.

"Bom... vocês adolescentes tem uma vantagem e uma desvantagem".

"Quais?". O menino perguntou curioso.

"A vantagem é que vocês conseguem uma nova ereção poucos minutos depois. A desvantagem é que não têm experiência. Então... use a vantagem a seu favor para conseguir tornar a desvantagem uma vantagem também no futuro".

Tommy ficou pensativo. "Faz sentido!".

House riu.

"Mas... não precisa anunciar na mesa da cozinha durante o jantar quando você fizer sexo, deixe sua mãe viver em paz". House falou.

"Pode deixar". Tommy falou e sorriu.

"E mais uma coisa... não tenha pressa. Tome seu tempo. Não há nenhuma pressão para você fazer sexo, tem que ser algo legal para você". House disse.

"Como foi a sua primeira vez?". Tommy perguntou curioso.

"Foi legal. Com uma pessoa de quem eu gostava". House falou.

"Legal!". Tommy respondeu. "Agora vou voltar para meu videogame".

House riu... Esses garotos e suas coisas de garotos, logo mais o interesse por garotas superaria o interesse pelo videogame, ele pensou.


Gael era diferente do irmão. Ele não demonstrava muito interesse em garotas ainda, ele era um adolescente de doze anos muito tranquilo.

Gael era um menino com um rosto simétrico, perfeito. Sua voz estava em processo de mudança e as vezes se assemelhava tanto a de seu pai que todos na casa confundiam os dois. Seus cabelos na cor mel encaracolados, olhos azuis acinzentados, boca bem formada e um leve furo no queijo, além das adoráveis covinhas. Ele tinha o rosto de um modelo de beleza. Ele era alto e mais magro que o irmão.

Tommy tinha um rosto mais masculino, mas também muito bonito. Com seus lindos olhos brilhantes em um azul turquesa, cabelos loiros escuros beirando o castanho. A cada dia ele se assemelhava mais a seu pai.

Já Davi tinha semblante judeu com cabelos castanhos escuros e lisos e olhos verdes. Ele tinha pouca barba então a mantinha raspada. Ele era mais baixo que House, mas ainda assim ele tinha uma estatura alta, magro e com um sorriso cativante.

House estava mais grisalho e com uma barba mais espessa e bem cuidada, graças a sua esposa. Cabelo e barba estavam com uma coloração cinza, em alguns pontos mais escuro do que em outros. Ainda assim ele era muito charmoso e com os olhos mais brilhantes do mundo. Cuddy tinha ciúmes de seu marido, pois mesmo com a idade, mulheres não escondiam a admiração e atração por ele.

"Vamos pai!". Gael chamava House. Eles teriam um evento masculino hoje: Monster Truck. Iriam House, Tommy, Gael e Davi.

Davi nunca tinha visto isso ao vivo e ficou impressionado.

"Wow, eu entendo agora porque você gosta disso, senhor House". Davi disse.

"Isso é arte, caro Davi". Ele disse.

"É muito irado!". Tommy concordou.

Depois de lá eles foram comer hambúrgueres. Tommy comeu três lanches duplos.

"Bella iria te matar por você comer tanta carne e compactuar com a morte de tantos animais assim". Gael disse.

"Bela é chata demais". Tommy respondeu de boca cheia.

A irmã era vegetariana militante.

"Não fale assim de sua irmã". House chamou a atenção dos filhos. "Bella é excêntrica".

Todos riram.

"Bella é legal". Davi falou.

"E você? Quem come hambúrguer de frango?". House perguntou para Davi.

"A mesma pessoa que veste cuecas briefs azuis". Tommy disse rindo.

"Eu parei de comprar cuecas azuis". Davi se defendeu.

"Faça igual a mim, fique sem cuecas". Tommy falou.

"Isso é algo nojento para se falar enquanto estamos comendo". Gael reclamou.

"Bella dois". Tommy disse para o irmão.

"Eu não sou ogro, só isso. Você é um ogro!". Gael retrucou.

"Você faz até as unhas". Tommy acusou Gael.

"Eu corto minhas unhas, isso é higiênico". Gael respondeu.

"Você não é filho de Wilson não?". House perguntou para seu caçula.

"Não!". Gael respondeu nervoso e todos riram.

"Tommy fica admirando os músculos de seu corpo no espelho". Gael contou.

House e Davi riram.

"Músculo atrai garotas, unhas não...". Tommy rebateu.

"Música atrai garotas". Gael disse.

"Você não atrai garota nenhuma". Tommy falou.

"Você não sabe disso...". Gael respondeu.

"Eu sei".

"Como você pode saber, troglodita?".

O clima estava ficando pesado.

"Tudo bem, chega!". House disse. "Peguem batatas-fritas, encham a boca e calem-se".

"Daqui a pouco haverá música ao vivo". Davi tentou ajudar House mudando o assunto.

"Essa banda é ruim". Tommy disse.

"Como você sabe? Você não entende de música". Gael o provocou.

"Eu toco guitarra".

"Aquilo não é música, é mais barulho". Gael respondeu.

"E você acha que é o que? Mozart?". Tommy perguntou.

"Não, mas eu entendo mais de música do que você". Gael respondeu.

"E eu entendo de natação, matemática, biologia, videogame, garotas e tantas coisas mais do que você".

"Vocês dois são rapazes muito interessantes". Davi disse enquanto comia sua batata-frita.

"Isso foi gay". House disse e todos riram quebrando qualquer clima de animosidade.

House amava esses três.


Enquanto isso em casa...

"Rachel traga mais pipoca". Cuddy gritou da sala.

"Eu vou sentir falta daqui". Rachel falou.

"Você sabe que é sempre bem-vinda e se quiser ficar...". A mãe disse.

"É Rachel, vou sentir sua falta". Bella falou.

"Vamos dar um abraço de urso?". Cuddy propôs e as três se abraçaram forte.

Cuddy amava aquelas meninas. Ela amava sua família de todo o seu coração.

"Vamos assistir a um filme romântico". Rachel disse.

"Comédia romântica?". Cuddy propôs.

"Ah não... vamos assistir a um documentário". Bella sugeriu.

"Não! Comédia romântica". Cuddy e Rachel disseram ao mesmo tempo.

Bella vencida precisou concordar. Elas assistiram ao filme todas no mesmo sofá e abraçadas, cobertas por um confortável edredom.


House e os rapazes estavam indo para casa. Ele os estava levando em seu carro.

"Por que você não tem um carro?". Tommy perguntou para Davi.

"Porque eu não sei dirigir". Davi respondeu.

"Quer aprender?". House propôs.

"Sério?". Davi perguntou feliz.

"Seríssimo". House respondeu.

"Eu também posso aprender? Por favor! Quero aprender a dirigir carros e motos". Tommy pediu.

"Você ainda não, quando tiver dezesseis anos". House respondeu.

"Que droga!". Tommy ficou frustrado.

"Falta controle emocional para você". Gael disse e começou uma briga física dentro do carro de House.

"Se não pararem já, vocês não vão aprender a dirigir nem com dezesseis anos". House disse calmo e os dois recuaram.

Rachel já sabia dirigir, tinha a licença e tudo mais, só que não queria um carro agora. Ela usava o de Cuddy quando precisava, mas o achava muito grande, Cuddy ofereceu um carro para ela, a garota recusou, disse que tinha outros planos.

House deixou Tommy e Gael em casa e saiu com Davi, eles teriam a primeira aula de direção hoje. Foram para um espaço seguro e sem tráfego e House começou a ensiná-lo.

"Esse carro é veloz e é um presente, portanto, preste bastante atenção as minhas instruções, caso contrário, eu corto suas bolas". Ele disse.

"Não sei se conseguirei me sair bem nas aulas assim... tão pressionado". Davi respondeu.

"Você me conheceu ontem?". House perguntou sarcástico.

"Bom ponto". Davi respondeu rindo.

O rapaz até que se saiu bem e tomou gosto pela coisa. House deixou a opção do câmbio em manual, obrigando o rapaz a fazer mais esforço.

"Acho que podemos combinar umas duas vezes na semana para que eu te ensine, só que vou arrumar um outro carro". House falou.

"Ótimo. Obrigado. Quer dizer... por tudo".

"Sem problemas".

House levou Davi para casa.

"Você quer entrar? Eu gostaria de te mostrar uma coisa". Davi o convidou.

"Tudo bem". House concordou.

Eles entraram no pequeno apartamento de Davi, mas era muito organizado e limpo. O rapaz levou House para uma espécie de ateliê que ficava em um quarto vazio e o mostrou algumas esculturas de cerâmica que ele fez.

"O que você acha?". O jovem estava inseguro.

As esculturas eram lindas, dava para ver que Davi tinha um grande talento realmente.

"Wow! Você fez todas elas?". House perguntou.

"Sim".

"São muito boas". House falou admirado.

"Sério?".

"Sim, sério".

"Não havia mostrado para ninguém ainda... só para Rachel". Davi disse tímido.

"Mas devia mostrar para mais gente. São muito bonitas".

"Obrigado!". Davi estava feliz.

"Essa fiz para Rachel". Davi mostrou uma escultura de uma Rachel nua e House arregalou os olhos. Ele não sabia como reagir a imagem de sua filha nua em uma escultura feita pelo namorado dela. Tantas imagens e possibilidades passaram pela sua mente...

"Eh... Davi, eu preciso ir". House tentou falar em tom de normalidade.

"Não quer um café? Uma água?". O jovem ofereceu.

"Obrigado, mas não posso. Cuddy está me esperando. Você irá jantar conosco essa noite?".

"Sim, com certeza".

Foram até a porta e House estava saindo.

"Obrigado". Davi disse. "Pelo passeio, pelo hambúrguer, pela aula de direção, pelas palavras sobre minhas esculturas... Por tudo!".

"Eu te vejo mais tarde!". House disse e saiu.


"Ei, você demorou". Cuddy falou indo até o marido e o beijando. "Senti saudades".

"Desculpe, minha senhora, eu estava ocupado com Davi".

"Não estava me traindo?". Ela disse sedutora.

"Nunca!". Ele respondeu e já a abraçou forte e em seguida a beijou. "Muito menos com Davi, o Cueca Azul!".

Cuddy riu.

"Essa casa é uma verdadeira fonte de informações práticas". Bella disse quando descia as escadas e via seus pais se beijando.

"Agradeça a Deus pela oportunidade de vivenciar isso". House falou.

"Você nem acredita em Deus". A menina respondeu.

"E você?". House perguntou.

"Eu acredito em uma força superiora, é inegável a existência de algo que foge a nosso conhecimento". Bella disse e House ia discutir com ela quando Cuddy interrompeu.

"Eu sei que essa discussão será longa, podemos deixar para outro dia? Por favor?".

"Mas eu não sou judia, sou cristã". Bella falou saindo e House riu, pois isso irritou Cuddy por demais.

"Essa menina puxou totalmente você". Cuddy falou.

"Não totalmente". House devolveu. "Eu preciso dizer algo... eu vi uma coisa horrível hoje".

"O que?". Cuddy estava assustada.

"A escultura de Rachel nua".

"O que?". Cuddy estava totalmente confusa.

"Davi... Davi fez uma escultura de Rachel nua".

"Como assim?". Cuddy perguntou ainda confusa.

House contou toda a história para sua esposa e ela riu.

"Pensa na safadeza dela posando para ele". House continuou o drama.

"Ou ela não posou e ele usou a imaginação". Cuddy disse e House olhou para ela com cara de quem não era idiota.

"Ou ela posou para o artista Davi e não para o namorado". Cuddy argumentou.

"Cuddy, pare! Você está piorando as coisas. Respeite minha inteligência".

"É arte!". Ela disse.

"Arte com nossa filha nua. Imagina se ele quiser expor isso algum dia?".

"Ele não faria isso".

"Ele me mostrou. Ele mostrou para o pai da garota uma escultura dela nua". House estava indignado a essa altura. "Isso quer dizer que ele é capaz de tudo".

"Para você ver como ele não está levando isso para o lado do erotismo, ele é um artista, mente de artista é diferente da sua mente perversa".

"Agora isso vai se virar contra mim? Era só o que faltava".

"Relaxa House! Se ele mostrou seu ateliê para você significa que ele te considera uma pessoa muito especial, pense nisso. Foque nisso!".


Naquela noite a família estava jantando, Davi juntou-se a eles como era habitual. A cada dia que passava o jovem vivia mais e mais na casa dos House ou em seu apartamento com Rachel.

Eles riam e comiam, House e Tommy mais comiam do que riam, era impressionante o apetite dos dois. Ao término, Cuddy trouxe a sobremesa: Profiteroles.

"Eu amo as sobremesas dessa confeitaria". Gael disse. O menino era viciado em doces.

Tommy encheu a mão de profiteroles.

"Tenha modos filho". Cuddy chamou a atenção dele.

"Tommy é um ogro mesmo". Gael respondeu.

Anteriormente Rachel e Tommy viviam se desentendendo, com o tempo Rachel e Tommy pararam de se indispor um com o outro, mas agora era Gael e Tommy. Bella sofria muito bullying dos irmãos, mas ela os ignorava completamente, a menina tinha uma maturidade que chegava a assustar.

"Vocês dois, parem! Tem sobremesa para todo mundo". Rachel disse rindo. Doía em seu coração pensar em se afastar da casa em que cresceu, em que foi tão feliz. Se afastar de sua família disfuncional e única. Mas a vida era assim... estava em constante movimento.

Cuddy riu. Sua casa era um caos, na maioria dos dias, mas era o caos que ela amava, era sua família.

"Mamãe... Papai... Temos uma notícia". Rachel anunciou.

House congelou com a profiteroles na boca. "Você está grávida? Não me diga que você está grávida porque eu mato esse judeuzinho de merda".

"House!". Cuddy chamou a atenção do marido. "Deixe-os falarem".

"Não!". Rachel falou e Davi corou.

"Nós... nós iremos nos casar!".

Continua...