Capítulo 77 – Dominando o mundo

Um ano após o casamento, Rachel e Davi estavam indo muito bem. O jovem casal frequentava assiduamente a casa dos pais de Rachel, eles apreciavam muito o tempo que passavam juntos com a família. Davi, que se afastou do pai, encontrou uma figura paterna no sogro.

Gael se apaixonou pelo menos mais duas vezes, o jovem era muito romântico e intenso, isso preocupava Cuddy.

"Ele vai sofrer demais assim". Ela dizia.

"Ele vai aprender na marra, o que podemos fazer?". House tentava argumentar.

"Ele vive como em Romeu e Julieta". Cuddy disse.

"Não morrendo no final está de bom tamanho". House respondeu sarcástico.

"Eu estou falando sério". Cuddy disse irritada.

"Eu também". House respondeu. "Fique calma, só espere que com dezoito anos ele vai se casar".

"Como assim?". Cuddy perguntou confusa.

"Em breve ele se apaixonará perdidamente e se casará assim que completar a maioridade. Escreva o que te digo". House disse e Cuddy arregalou os olhos preocupada.

O fato é que o sofrimento deixava Gael inspirado, ele já havia composto diversas músicas nesses períodos. Belas músicas. O adolescente, agora com catorze anos, estava em uma banda com amigos da escola e também tocava na orquestra filarmônica da cidade. Gael continuava sendo um rapaz com o rosto simétrico e perfeito, ele chamava bastante a atenção das meninas, mas ele não era como seu irmão, para Gael relacionamento era coisa séria. Ele era alto e magro, seus cabelos eram na cor mel e com alguns cachos bem formados, ele mantinha seu cabelo com um corte médio, suficiente para que os cachos ficassem visíveis e caídos nos olhos. Aliás, os olhos eram como os de sua mãe e as famosas e fofas covinhas na bochecha e furo no queixo continuavam lá.

Bella, com quinze anos, ainda nutria sentimentos pelo professor de filosofia. A cada dia ela chamava mais a atenção dos garotos, já que havia se tornado uma linda jovem. Longos e brilhosos cabelos castanhos encaracolados, lindos e grandes olhos azuis turquesa, boca carnuda e levemente avermelhada, ela era magra e alta, mais alta do que sua mãe já, e provavelmente seria mais alta que Rachel também. Além dos atributos físicos, ela era muito inteligente e cultivava um ar de auto confiança que não passava batido por seus pretendentes.

Um dia Cuddy viu a oportunidade perfeita para ter uma conversa com a jovem.

"Você é tão linda. Deve haver vários rapazes apaixonados por você". A mãe começou e a menina bufou.

"Não precisa ficar irritada, Bella. Isso é natural. E se você não quiser... também é natural...". Cuddy ia dizendo quando foi cortada.

"Por que todo mundo acha que mulheres têm que viver para namorar, casar e procriar?". A menina perguntou em tom acusador.

"Eu não acho isso...".

"Só papai não me enche o saco".

Cuddy ficou arrasada. "Eu não te incomodo... nunca falei nada".

"Mas você me acha estranha. Eu sinto quando você está pensando. Rachel sempre namorou e casou jovem e você espera que eu siga o mesmo caminho. 'Como pode uma jovem de quinze anos não se interessar por garotos?'". Bella atacou.

"Não... eu...".

"E nem por garotas. Se você quer saber!". Bella disse. "Aliás... se você quer mesmo saber. Eu me interesso por homens".

Cuddy arregalou os olhos. "O que?".

"E não... eu não estou sendo assediada por um pedófilo". Bella disse.

Cuddy não sabia o que pensar. "Filha... você pode me explicar isso melhor?".

A menina bufou novamente. Ela não queria ter dado tantos detalhes, mas agora não havia outro caminho a não ser explicar-se.

"Eu gosto de homens mais velhos, eles são mais interessantes. Garotos são bobos e chatos".

"E tem um homem mais velho em particular de quem você goste?". Cuddy estava nervosa aguardando a resposta.

"Sim"

Cuddy ficou olhando para ela ansiosamente e morrendo por dentro.

"Meu professor de filosofia".

Cuddy suspirou mais aliviada. Se bem que, ela teve um caso com um professor uma vez... será que ela deveria estar tão aliviada?

"Ele sabe que você gosta dele?". Cuddy perguntou.

"Claro que não!". A menina respondeu rapidamente. "E vai continuar assim".

"Posso te dar um abraço?". Cuddy perguntou e sua filha estranhou. Mas ver a menina apaixonada e vivendo um amor platônico a fez querer abraçá-la.

"Por quê? Não é como se eu fosse morrer... Eu estou bem".

"Porque você é minha filha linda. Não posso abraçá-la?".

A menina sorriu cedendo aos apelos de sua mãe.

"Eu não me casei nada jovem... Não espero que você case-se logo. O que eu quero é que você seja feliz e, como sua mãe, tenho obrigação de cuidar de você enquanto você não é uma adulta". Cuddy falou.

Bella concordou, mas ainda sentia-se deslocada. Para ela esses assuntos não era algo tão natural como deveria ser. Não deveria?

Mais tarde naquele dia, Cuddy contou o ocorrido para seu marido.

"Eu vou matar esse professor". House esbravejou.

"Eu devia imaginar que o ogro insano que quer proteger suas crias femininas da aproximação de qualquer ser masculino iria emergir das cinzas". Ela falou para o marido.

"Ela tem quinze anos e está apaixonada por um professor. Ela é linda, inteligente, confiante...você não acha que o professor pode ceder?".

"Não! O professor nem sabe de nada".

"Vamos mudá-la de escola".

Cuddy riu de nervoso. "Você é realmente insano. Vou mudar minha filha de escola, um lugar em que ela já está adaptada, que ela gosta, que tem um ótimo ensino porque ela, como a maioria das crianças e adolescentes, se apaixonou por um professor?".

"Então o que você pretende fazer?".

"Nada!".

"Nada?".

"Vamos acompanhar de perto, mas não faremos nada a princípio".

"Quantos anos tem esse professor?".

"Não faço ideia e você não fará nenhuma bobagem senão eu não respondo por mim". Ela o ameaçou.

Mas fazer House entender não era tão simples e no dia seguinte ele estava na escola de Bella.

"Por favor, eu queria falar com o professor de filosofia de minha filha". Ele pediu na recepção. "Ela gosta muito da matéria e eu queria conversar com ele para verificar como podemos desenvolver esse potencial que ela tem da melhor maneira possível".

"O Sr. Mullen está em aula". A recepcionista respondeu.

"Qual é mesmo o primeiro nome dele?".

"Albert".

"É verdade. Tudo bem, eu tento contato em alguma outra ocasião. Você sabe quando seria melhor?".

"Talvez após as aulas, mas eu preciso ver com ele". A recepcionista informou.

"Fique tranquila, eu não quero incomodá-lo. Obrigado". E ele se foi.

Depois disso House o encontrou na internet. Era um homem que aparentava uns trinta anos de idade, casado e com uma filha bebê.

"O que você está olhando?". Cuddy se aproximou e puxou o laptop do marido não lhe dando a chance para se defender.

"Não acredito que você fez isso".

"Eu não fiz nada, só estou olhando o perfil do sujeito. Cuidando de minha filha". Ele justificou.

"Como você descobriu o nome dele?". Cuddy perguntou desconfiada.

"Isso é a coisa mais simples de conseguir".

"House!".

"Eu me informei. Só! Não o ameacei nem nada, eu nem falei com o sujeito".

"E que continue assim".

"Ele é casado com uma filha". House disse.

"É uma paixão platônica, House. Você já teve isso, lembra-se que sua mãe me falou a respeito de seu crush por sua professora?". Cuddy disse. "Vai passar, não se preocupe".

House respirou fundo.

"Vou tomar um banho, depois eu gostaria muito de seus cuidados para que eu possa realmente relaxar". Ele disse.

"Com prazer". Ela falou maliciosa.

Quando o marido saiu Cuddy olhou mais atentamente para o laptop com o perfil de seu professor. Sua filha tinha bom gosto, ela pensou.

Na noite seguinte Bella encontrou seu pai na cama lendo.

"Onde está mamãe?".

"Lavando a louça. Por que? Algo aconteceu?". House perguntou preocupado, será que a menina descobriu sobre sua pesquisa ao professor de filosofia?

"Eu... eu não sei como essas coisas de relacionamento, de gostar de alguém são tão naturais para as pessoas. Para mim não é".

House estranhou o desabafo da filha. "Bem-vinda ao clube. Para mim também nunca foi muito fácil".

"Sério?". A menina perguntou interessada.

"Sério!".

"Mas mamãe disse que você era mulherengo...".

"Sua mãe fala demais". Ele disse. "Ser mulherengo na juventude e ter um relacionamento real são coisas diferentes. Quando você se envolve com várias pessoas você não cria laços ou vínculos com nenhuma. A dificuldade está exatamente aí, em criar e manter as raízes, os laços".

"Você criou vínculos com mamãe". Bella falou.

"Porque sua mãe teve paciência comigo, sempre teve. E mesmo assim levou anos para que eu assumisse meus sentimentos".

"Será que eu vou um dia encontrar algo assim? Tommy e Gael dizem que sou chata, eles talvez estejam certos... Na escola tem alguns meninos, mas... eu acho todos eles estúpidos. As meninas morrem por eles e eu acho eles tão idiotas. Eu sou realmente esquisita". Bella desabafou.

"Venha aqui". Seu pai a puxou para debaixo das cobertas com ele. "Você encontrará alguém como eu encontrei sua mãe, que te amará tanto que fará você se sentir inteira sendo quem você é. Não aceite menos do que isso".

Então ele abraçou a filha. Bella sentiu um conforto enorme com aquele abraço, o cheiro da colônia de seu pai, a voz em seu ouvido.

"Obrigada pai!".

"Você é linda por dentro e por fora, nunca se esqueça disso". Ele disse beijando a cabeça da filha e adormeceram.

Quando Cuddy entrou no quarto ela viu a cena, seu marido e filha dormindo abraçados embaixo das cobertas. Ela sorriu.

Tommy aos quinze anos era terrível em todos os sentidos. Ele era atraente, atlético, bem-humorado, espirituoso, inteligente e talentoso. Começou a ficar famoso no meio da natação, pois ele passou a competir com adultos, e a ganhar de vários deles.

Seus pais tentavam mantê-lo com pés na realidade, evitando que seu filho se perdesse nas ilusões mundanas. Mas Tommy era bastante humilde e centrado. Só se deixava levar em alguns momentos e aí estava a grande preocupação de seus pais.

Tommy era alto, atualmente estava com o cabelo castanho claro bem curto e com um começo de barba que surgia à mostra.

"Meu filho já tem barba. Oh meu Deus, como estou velha". Cuddy disse quando viu os pelos faciais de seu filho pela primeira vez.

O rapaz foi ao acampamento de natação novamente esse ano e voltou com uma novidade. Ele procurou seu pai quando House estava na caverna do homem.

"Aconteceu". O adolescente disse para seu pai.

"Do que estamos falando exatamente?". House perguntou.

"Sexo".

House arregalou os olhos.

"Eu transei". Tommy confirmou as suspeitas do pai.

"Wow!". House não sabia o que dizer, ele pensou que seria mais natural, mas não era. Imaginar seus filhos fazendo sexo era, de alguma forma, estranho.

"Foi com uma garota no camping. Foi... muito bom!". Ele disse sorrindo.

"Wow...". House só conseguia dizer isso.

"Eu usei preservativos, fiz tudo como deveria ser e acho que me sai bem, aparentemente ela gostou".

"Fico feliz por você". O pai finalmente disse algo.

"Eu... não sei como ficarei sem isso de agora em diante". O jovem disse.

"Arrume uma namorada que pense como você e torça para ela morar sozinha e ter um espaço para que vocês possam ficar a sós". House disse sarcástico. "Pois aqui em casa sua mãe jamais deixará você com uma garota sozinhos no quarto".

"Não é tão simples". O jovem disse.

"Eu sei". O pai concordou. "Você não vai contar para sua mãe, certo?". House queria a confirmação do filho.

"Não! Nunca!". Tommy disse rapidamente.

"Ela vai surtar se souber".

"Não. Isso fica entre nós, por favor!". O adolescente pediu.

"Sim. De homem para homem".

"Ótimo". O jovem sorriu.

"Como ela era?". House perguntou interessado.

"Linda! Ela tem dezessete anos, é loira, alta, gostosa, seu nome é Tina".

"Mandou bem!". House disse cumprimentando seu filho. "Você vai vê-la novamente?".

"Talvez na competição". Tommy, que já era campeão nacional, iria disputar o mundial no próximo mês.

"Quem sabe vocês celebrem juntos?". House disse.

"Quem sabe?". Tommy respondeu malicioso. "Era isso pai. Eu precisava falar para você".

"Agradeço a confiança". House disse um tanto emocionado. Essa coisa de paternidade era estranha, trazia mistos sentimentos, coisas que parecem tão banais fazem você sentir-se tão especial quando está relacionado a um filho seu.


No mês seguinte a família viajou para Portugal onde seria realizada a competição mundial de natação para adultos. Tommy já competia nessa categoria.

Rachel e Davi não puderam ir devido ao emprego e a faculdade, mas House e Cuddy foram com o intuito único de assistirem seu filho, levaram Bella e Gael com eles.

No primeiro dia, enquanto Tommy estava com a equipe americana, a família passeou por Lisboa. Cuddy ficou encantada pela cidade e pela comida, Gael se acabou com os doces portugueses e Bella, que entendia o idioma quase tão bem quanto o irmão, comprou livros para sua biblioteca pessoal.

"Podemos voltar outra vez, adorei a cidade. Poderíamos vir para ficar mais tempo, quero conhecer Algarve". Cuddy disse. "Gael, esse doce é de Tommy, não coma".

"Ele está competindo, fica cheio de frescuras para comer, não pode comer nada". O irmão justificou.

"Mas quando terminar o torneio ai ele poderá". Cuddy falou.

"Até lá o doce irá estragar". O adolescente justificou.

"Não vai estragar". Cuddy falou.

"Esse ai tem o olho maior do que a barriga". House disse rindo. De fato Gael era apaixonado por doces em geral.

"Estou em crescimento e preciso comer bem". O filho justificou.

House riu alto.

"É verdade!". Gael disse.

"Você precisa comer alimentos que contribuirão para um crescimento saudável, não glicose em quantidades excedentes". Bella disse fazendo House rir.

"Vamos para Algarve após o torneio?". House propôs para Cuddy.

"Mas não temos tempo". Ela disse. "Não temos roupas de praia aqui".

"Arrumamos tempo e roupas de praia". Ele disse animado. "Na atual fase de nossas vidas, temos que aproveitar".

Cuddy sorriu. Ela, que sempre foi workaholic, aprendeu a viver a vida ao lado do marido.

No dia seguinte estavam no ginásio aquático para a competição mais importante de Tommy. Dependendo do resultado do filho, ele estaria classificado para as Olimpíadas também, algo que era impensável há alguns anos. Seu filho de quinze anos competindo com adultos e com possibilidades de se classificar para as Olimpíadas.

Tommy entrou quando foi anunciado e procurou sua família. Não foi difícil acha-los já que House levou uma enorme letra T inflável. Tommy riu quando os avistou. Só seu pai mesmo para o fazer rir dessa maneira antes da competição mais importante de sua vida. De alguma forma isso não atrapalhou sua concentração, mas o relaxou de maneira positiva.

"Oh meu Deus!". Cuddy estava muito nervosa e agarrou o braço do marido e a mão de Gael.

"Ai mãe!". O rapaz reclamou.

"Eu vou morrer antes dessa competição terminar". Ela disse.

"Fique calma mamãe, Tommy é muito bom". Bella disse.

"Eu sei querida, mas tem outros bons nadadores aqui também".

"E daí se ele não for o melhor?". House perguntou.

"Não haverá nenhum problema". Ela respondeu e House franziu a testa.

"Mas eu quero que ele seja. Que chute a bunda de todos!". Cuddy falou fazendo sua família rir.

A prova começou e a família se empolgou: "TOMMY! TOMMY! TOMMY!". Eles gritavam.

Nesse momento Cuddy recebeu uma ligação e ignorou. Logo veio uma mensagem.

"Não me ignore, quero saber do meu neto. Ele venceu?". Era Arlene.

Cuddy continuou sua torcida e as mensagens continuavam chegando.

"VAI FILHO! ARREBENTA A CABEÇA DESSES RAPAZES! VOCÊ É O MELHOR". Ela gritava loucamente.

House ria muito, sua mulher era insana realmente quando se tratava de competições.

No final, Tommy ganhou.

"OH MEU DEUS!". Ela pulou em House que quase caiu da arquibancada, não fosse seu filho ajudá-lo.

"Tommy é campeão mundial!". Cuddy dizia em lágrimas.

"E você quase foi a viúva mundial". House falou assustado.

"O que vale mais? Campeão em algo exclusivamente físico ou em algo intelectual?". Bella perguntou para seu irmão.

"Tommy é inteligente também". Gael respondeu. "E agora ele vai conseguir qualquer mulher que quiser com essa medalha".

"Vocês homens são todos uns porcos". Bella disse frustrada. Ela pegava no pé da família, mas os amava imensamente. Ela estava muito feliz por seu irmão.

Horas depois Tommy ainda comemorava com a equipe. Ele conseguiu a vaga nas Olimpíadas e sua mãe não se cabia de tanto orgulho.

"Teremos um filho olímpico!". Cuddy falou para House.

"Preciso repetir sobre nossos genes?".

Ela o beijou apaixonadamente.

E então a trigésima mensagem de Arlene chegou:

Já vi online que meu neto ganhou e vai para as Olimpíadas. A internet é mais prestativa que minha filha. De qualquer forma, diga a seu marido que levarei o maior banner do mundo para assisti-lo nas Olimpíadas.


Nos próximos dois dias a família esteve no Algarve, eles se apaixonaram pelas praias. Tommy foi junto com sua família. O rapaz estava muito feliz com os resultados, ele marcou seu melhor tempo da vida nesse torneio, ganhou medalha de ouro e garantiu uma vaga para as Olimpíadas nos 100 metros livres. Ele ainda teria pelo menos mais três vagas para buscar, mas agora era hora de celebrar e nada melhor do que ter sua família por perto.

Rachel e Davi ligaram muito felizes para falar com a família e com Tommy. Blythe e Arthur. Wilson e família, muitos amigos. O rapaz estava prestigiado. Mas agora sua família queria que ele relaxasse e voltasse a ser apenas um garoto com quinze anos de idade.

Eles conheceram algumas lindas praias nesses dois dias, mas agora estavam na Praia do Carvalho e Bella estava com um biquíni vermelho atraindo a atenção de muitos jovens.

"Tenho que fazer alguma coisa. Eu estou aqui e parece que não tem nenhum macho alpha cuidando de minha filha, a contar pela maneira que os olhos desses jovens a secam". House disse incomodado para a esposa.

"Relaxe! Sua filha é bonita, você precisa se acostumar e se orgulhar. Você não reparou em como as mulheres estão olhando para Tommy? Estão babando em nosso filho?". Cuddy disse. "Eu estou tentando manter meu orgulho de mãe ao invés de alimentar minha ira".

"Você está conseguindo?". House perguntou.

"Não". Ela respondeu e eles riram. "Até aquela mulher que deve ter uns vinte e cinco anos está encarando Tommy. Isso já é pedofilia". Cuddy falou apontando para uma jovem.

"E Gael que ainda é uma criança grande, nos próximos anos ele não só vai sofrer por amor, mas vai fazer algumas mulheres sofrerem por ele também". House falou e sorriu. "Estamos ferrados. Devíamos ter ficado só com Rachel, pelo menos isso já teria acabado".

"Não consigo mais imaginar minha vida sem nenhum de nossos filhos". Ela disse e pegou a mão do marido.

Ele a olhou intensamente.

"O que foi?". Cuddy perguntou.

"Eu te amo!". Ele respondeu cheio de afeto e ela se derreteu toda.

Alguns minutos depois Gael se aproximou. "Eu sinto falta de Rachel".

"Eu também!". Bella e Tommy responderam ao mesmo tempo.

"Vamos ligar para ela". Cuddy propôs e iniciou uma chamada de vídeo com a filha e com o genro.

"Oi Rack!". Os irmãos gritaram.

"Estamos todos com saudades de vocês!". Cuddy disse.

"Eu não estou com saudades de Davi". House gritou ao fundo fazendo Cuddy revirar os olhos.

"Nós também estamos com saudades!". Rachel respondeu.

"Da próxima vez que viajarmos, viremos todos juntos". Cuddy respondeu.

"Amo vocês!". Rachel falou.

"Nós também te amamos!". Cuddy respondeu se despedindo.

"Eu não amo Davi!". House gritou novamente ao fundo.

"Você sabe que ele te ama, Davi!". Cuddy falou.

"Eu sei!". Davi respondeu sorrindo.

"Estão todos enganados". House gritou novamente.

Cuddy riu alto.

Passaram o dia na praia que estava mais vazia proporcionando um momento e proximidade de sossego para a família.

"Será que se eu ficasse nu aqui, minhas bolas teriam queimadura solar?". Tommy perguntou.

"Que imbecilidade masculina". Bella disse balançando a cabeça em total desprezo pelo comentário do irmão.

"Ele é nojento!". Gael respondeu.

"E vocês se acham seres superiores. Mas Gael também tem bolas e Bella um dia...".

"Pare agora mesmo!". Cuddy o interrompeu.

"Testículos não são nojentos". House disse.

"Mas são nojentos se você pensar nisso com queimadura solar". Gael falou. "Imagina a pele descamando depois! Eca!".

"Se bem que uma bola a milanesa envolta na areia da praia...". House ia dizendo.

"Homens são idiotas!". Bella disse novamente.

Tommy riu alto do comentário de seu pai.

Cuddy sorriu com a interação deles. Ela amava sua família em qualquer parte do mundo.