Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis.

Carlos Drummond de Andrade


Capítulo 81 – Idas e vindas

Dois anos depois...

Tommy, aos dezenove anos, era um atleta renomado e muito dedicado aos estudos. Ele era alto como seu pai, tinha um porte físico invejável, cabelos castanhos claros quase lisos e era a cópia exata de seu pai mais jovem. Para ser ainda mais parecido, Tommy deixou uma barba crescer atualmente. O jovem morava e treinava em Baltimore, onde cursava Medicina. Tommy viajava uma vez ao mês para Princeton, ele visitava sua família e Mandy, com quem mantinha o relacionamento. Os dois passaram por momentos de duvidas e dificuldades, nunca duvidaram do sentimento, mas a distância era um fardo. Agora estavam mais estáveis. Além das visitas mensais do jovem, House e Cuddy iam para Baltimore uma ou duas vezes ao mês levando Mandy junto na maioria das visitas.

Lá, House dava um jeito de deixá-los a sós. O rapaz e seu pai eram mais próximos agora do que nunca, Tommy adorava passar um tempo com seu velho e ser seu cúmplice nas brincadeiras e nos segredos deles.

"Estou confiando em você com Mandy". House dizia. "Se você me desapontar, sua mãe e Jimmy me matarão, e eu voltarei das cinzas para te assombrar, como uma Fênix vingadora".

"Você não acredita em magia. Como vai acreditar em um ser mágico?". Tommy perguntava divertido.

"Volto até como um unicórnio se for por uma boa causa".

Os dois riam.

Bella morava em Ithaca, Nova Iorque. Aos dezenove anos a jovem era linda. Ela tinha longos cabelos cacheados escuros e brilhantes, olhos grandes de um azul vivo, boca carnuda e o rosto lembrava muito o de sua mãe jovem, com um e outro toque de House. Ela era alta, mas não chegava perto de seus irmãos. A jovem voltava para a casa dos pais quinzenalmente. Ela estava em seu primeiro relacionamento sério, seu namorado se chamava Ryan, um jovem de vinte e três anos que era veterano no curso de Direito. Bella estava apaixonada. Ryan era rebelde e muito inteligente, ele desafiava os professores e era muito polêmico na universidade. Tão diferente de Bella e tão igual a alguém conhecido...

"Esse tal de Ryan é um idiota". House disse certa vez após conhecer o jovem namorado da filha. Ele não se conformava com a filha namorando um sujeito como esse.

Cuddy riu.

"Você ri?". Ele perguntou indignado.

"Ele parece você em Michigan". Cuddy o provocou.

"Isso é uma afronta. Eu era muito mais bonito e espirituoso". House falou irritado. "Esse Ryan é arrogante".

"Ele é bonito também, e tem personalidade. Eu entendo o que Bella viu nele. E você era arrogante também". Ela falou se aproximando de House e o beijando.

"Ele me chamou de 'pai'". House estava indignado. "Eu não sou pai desse marmanjo".

Cuddy riu novamente. "Você é praticamente o pai de Davi. Ganhará mais um filho... É tão ruim assim?".

"Não compare Davi a esse sujeito". House disse. Ele amava Davi, mas Ryan...

"Você vai aprender a gostar de Ryan também". Cuddy disse rindo.

"Ou não...". House respondeu.

Gael foi estudar música em Nova Iorque. Ele voltava todo o final de semana para Princeton, pois ele estava apaixonado e em um relacionamento seríssimo com Mia, que morava e estudava em Princeton. Assim ele visitava a família e a namorada. Gael era um jovem muito bonito com dezoito anos. O resto dele era esteticamente perfeito, anatomicamente correto: formato, textura, proporções, o rapaz podia ser um modelo de beleza. Com os cabelos na cor mel cacheados, olhos azuis acinzentados, nariz perfeito e as covinhas fofas, ele chamava a atenção. Tommy tinha uma voz ainda mais grave do que a de seu pai, já a voz de Gael era idêntica a de House, tanto que todos na família se confundiam constantemente.

Mia era uma jovem muito bonita também, loira com lindos olhos na cor mel. Cuddy gostava muito da jovem, ela era uma mulher inteligente, muito criativa e carismática. Gael dizia que ela era a mulher de sua vida e que se casariam quando estivessem com o diploma nas mãos.

O jovem era um prodígio no mundo da música, mas era o mais careta dos irmãos. Recentemente ele resolveu se tornar um judeu.

"Gael é o músico mais careta que eu já conheci". House falou. "Todos bebem, tem tatuagens, cortam o cabelo de forma esquisita e vira moda depois, falam bobagens, mas Gael quer virar judeu...".

"Você está sendo preconceituoso". Cuddy falou.

"Não... é a tendência. Claro que há exceções e claro que a exceção deveria ser meu filho".

Cuddy riu. "Ainda bem!".

Rachel vivia em Princeton com Davi, eles eram figuras frequentes na casa de House e Cuddy. Rachel tinha agora vinte e quatro anos e Davi vinte e cinco. Ambos haviam se formado recentemente na faculdade. Rachel era uma jovem psicóloga que trabalhava em uma escola com aconselhamento de pais e professores, mas ela estava estudando para especializar-se já que ela queria mesmo atuar com processo de adoção de crianças. Davi trabalhava no museu, ele foi promovido e estava trilhando um caminho para a curadoria do museu, seu sonho. Além, é claro, de ainda trabalhar em suas próprias obras de arte. Uma vez o jovem fez uma escultura de seu sogro.

"Eu fiz isso para o senhor, em sua homenagem". O jovem disse entregando-o uma escultura com o busto de House.

Cuddy segurou uma risada, pois a escultura estava perfeita e capturou seu marido de perfil, altivo como um comandante prestes a entrar em uma batalha com o seu exército.

"Você acha que eu sou assim?". House perguntou e deixou Davi inseguro.

"É como eu lhe vejo". Davi disse.

"E o que isso quer dizer exatamente?". House perguntou confuso.

"Eu te vejo como a figura imponente e bondosa que defende sua família com unhas e dentes e ao mesmo tempo se envolve na vida deles como poucos". Davi falou e House olhou para ele engolindo a saliva para disfarçar a emoção.

"É isso o que está retratado aqui?". House questionou e Cuddy o cortou.

"É lindo!". Ela disse para Davi. "Vamos deixá-lo na sala".

Mais tarde naquele dia...

"Foi lindo o que Davi te disse". Cuddy abordou o assunto. "Esse rapaz tem em você um pai. Ele realmente te admira muito".

"Sim, mas... não vamos deixar aquilo na sala".

Cuddy riu. "É tão bem feito".

"Eu não sou Napoleão Bonaparte".

Cuddy riu alto.

Enfim, a família sempre se planejava para que pelo menos uma vez por mês todos estivessem na casa de House e Cuddy em Princeton. No final, Cuddy estava errada, sua casa não ficaria vazia com a ida de seus filhos, era sempre um ir e vir de filhos, namorados e amigos. A casa deles era um ponto de encontro.

Em um desses finais de semana em que todos estavam na casa...

"Por favor, pai! Você é o melhor e é meu pai, eu prometo não desapontá-lo. Quero fazer minha residência com você". Tommy tentava convencer seu pai de que ele seria um bom diagnosticador se fizesse a residência com ele. "Todos na faculdade me tratam diferente porque você é meu pai".

"Ou será porque você é famoso?". House questionou.

"Não... eu nem sou tão famoso assim. Agora você é uma lenda!". Tommy dizia.

Cuddy ouvia atentamente, mas a distância.

"Eu acho que é importante que você trabalhe em um hospital e veja a dinâmica, a burocracia que sua mãe me obrigava a cumprir diariamente, as dificuldades...". House dizia, mas foi interrompido por sua esposa.

"As burocracias necessárias para manter nossas licenças ativas e os profissionais fora da cadeia. E que você falhava miseravelmente em cumprir".

"De qualquer forma, você precisa ter experiência prática, aqui na consultoria você não teria isso". House continuou a dizer.

"Eu concordo com seu pai. Você precisa ver os pacientes, entender o que é a Medina na prática". Cuddy falou.

"Tudo bem. Eu trabalho em um hospital e também com você". Tommy propôs.

"E a natação? E Mandy? E os estudos? Você sabe que o dia não tem 68 horas, não sabe?". House perguntou.

"Eu dou um jeito". O rapaz insistia.

"Você vai estar tão enrolado com a faculdade e a residência que eu não sei como vai arrumar tempo para a natação. Ai você soma Mandy, sua família e a consultoria... Simplesmente não dá". House disse.

"Concordo com seu pai". Cuddy falou.

"Você estuda e se dedica, continua seus treinos e competições e consegue aquela bolsa de estudos e a residência em Mayo. Aquela que eu não consegui por conta de uma brincadeira estúpida. Ai depois, se você realmente quiser, vem trabalhar comigo". House propôs. "Quando estivermos juntos em algum final de semana, se é que você terá algum livre... eu vou testando os seus conhecimentos e habilidades e, depois de algum tempo, se estiver dentro do aceitável, você virá trabalhar comigo no momento certo".

"Eu virei, pode apostar". Tommy falou seguro de si. "Eu serei o melhor diagnosticador depois de Gregory House, o pai".

"Eu sou exigente". House disse.

"Eu te conheço desde que eu nasci". O jovem respondeu.

"Isso não mudará nada, aliás, será pior". House o alertou.

"Tudo bem, eu adoro desafios". Seu filho respondeu.

House sorriu. Seu filho era páreo duro e ele tinha certeza de que ele e Tommy trabalhariam juntos, pois quando o jovem se propunha a fazer algo ele trabalhava muito duro para conseguir atingir seu objetivo.

"E a natação?". Cuddy perguntou.

"Eu amo nadar e competir, mas é uma carreira curta, talvez mais uns oito anos competindo em alto nível... Depois quero salvar vidas como meu pai". O jovem respondeu enchendo House de orgulho. "E ter uma família como vocês, e ser ótimo pais como vocês". Cuddy se emocionou e abraçou o filho.

House tinha lágrimas nos olhos e tentou disfarçar balançando a cabeça em concordância com o filho.

"Obrigado a vocês dois, por tudo!". Tommy falou.

"O almoço está pronto". Rachel veio chamá-los quebrando o clima emotivo que envolvia a todos.

Rachel adorava cozinhar, ela se encarregava de cuidar das comidas em todos os eventos familiares.

Estavam todos em volta da mesa.

"E ai Gael, você já foi circuncidado agora que é o mais novo judeu?". House perguntou.

"Não, o rabino disse que não será necessário". O jovem respondeu.

"Como assim? Você ficará com a cabeça coberta? Abraão deve estar se revirando na cova". House perguntou fazendo metade dos presentes reclamarem e metade rirem.

"Durante o almoço não!". Cuddy disse.

"Qual o problema? Foi um comentário tão sutil.". Tommy defendeu seu pai.

"Bella prefere a cabeça coberta". Ryan falou e House olhou para ele vermelho de raiva.

"Ele está brincando". Bella disse cutucando seu namorado.

Cuddy percebendo o clima mudou de assunto rapidamente.

"Essa receita é de Blythe, espero que gostem". Ela falou.

House ficou triste. Não era a intenção de Cuddy. Blythe havia falecido no ano anterior, câncer de fígado em uma mulher que raramente consumia bebidas alcoólicas. Arthur estava ainda vivo, mas com sérias limitações dada à idade avançada, ele estava em uma casa de repouso de sua escolha e a família ia visitá-lo frequentemente.

"Esse sabor me lembra de vovó mesmo, sempre que íamos lá ela fazia tantas guloseimas". Gael falou.

Os jovens começaram a lembrar de sua avó com alegria e sorrisos, isso deixou House melhor. Cuddy pegou a mão do marido e a acariciou carinhosamente.

"Eu e Davi iremos nos mudar". Rachel compartilhou a notícia.

"Como assim?". Cuddy perguntou preocupada.

"Fique calma mãe, não vamos nos mudar de cidade, só mudaremos para uma casa maior". Rachel disse e Cuddy respirou aliviada.

"Você quase matou sua mãe!". House disse.

"Essa é a maneira de Rachel dar notícias. Ela sempre quase me mata do coração". Davi falou e sua esposa sorriu.

"Graças a Deus Mandy não faz isso, pelo contrário, ela demora uma eternidade para falar preocupada com a forma correta de colocar cada silaba". Tommy dizia.

"Isso é uma reclamação?". A jovem perguntou fingindo uma indignação.

"Não... são só fatos". Tommy falou.

Todos riram.

"Agora que Gael é um judeu, quem mais vai se declarar religioso?". House perguntou.

"Eu sou cristã, vocês sabem". Bella disse.

"Deus não existe". Ryan comentou.

"Pelo menos uma vez ele está certo". House concordou com o rapaz.

"Eu sou mais ligado à espiritualidade do que à alguma linha ou religião especifica". Tommy falou.

"Você? Que frustração". House disse.

Tommy riu.

"Eu e Rachel somos judeus, mas não praticamos". Davi respondeu.

"Não precisa puxar meu saco Davi, você ainda é meu genro preferido". House falou fazendo Cuddy rir alto.

"Eu fiz uma tatuagem, olhem". Mia mostrou uma tatuagem em seu antebraço. "Isso representa eu e Gael". Eram duas notas músicas entrelaçadas.

"Que linda!". Cuddy disse.

"Pelo menos sua namorada tem uma tatuagem, você é o músico mais careta que eu já conheci". House falou e Gael riu.

"É verdade, geralmente músicos têm uma vida insana". Davi falou.

"Ainda bem que meu filho não é insano". Cuddy disse sorrindo para seu caçula.

"Às vezes os que se dizem comportados são os piores. Eles só disfarçam bem, mas podem ser até psicopatas. Alguém pensou nisso?". Ryan falou.

"Gael não é psicopata". Bella atestou.

"Quem sabe?". Ryan insistiu.

"Cale a boca Ryan". House disse calmamente e Bella riu.

"Bem feito, você mereceu". A moça falou para seu namorado.

"Mereci, mas bem que você gosta...". Ryan a provocou.

"Ryan, não aqui!". Bella chamou a atenção do rapaz.

"Sempre pegando no meu pé, não deixando ser quem eu sou". Ryan reclamou e House arregalou os olhos. Era uma cópia dele e de Cuddy... Nitidamente. Isso o afetou e não passou despercebido por sua esposa. Cuddy olhou para ele e levantou as sobrancelhas insinuando algo como: 'eu te disse'.


Cuddy estava fazendo ioga naquela noite, todos dormiam e ela arrumou um tempinho para si. House sentiu falta dela na cama e foi procurar sua esposa a encontrando no estúdio de ioga.

"O que a senhora faz aqui ao invés de estar me esquentando?".

"Shhh. Estou concentrada". Ela respondeu.

Ele ignorou o pedido dela e se aproximou começando a beijá-la no pescoço.

"House, pare!". Ela reclamou com uma voz suave.

"Isso não me convenceu". Ele continuou os beijos e ela se entregou completamente.

"Você fechou a porta?".

"Sempre". House respondeu e ele fizeram sexo no tatame.

Depois, House estava com muita dor nas costas, ele não conseguia manter a postura reta.

"Estou velho demais para sexo no tatame". Ele disse e Cuddy riu.

Sua esposa o ajudou a ir até a cama, fez massagem e deu uma injeção anti-inflamatória no marido.

No dia seguinte House estava com dificuldades de movimento.

"O que aconteceu?". Rachel perguntou.

"Uma contratura muscular nas costas". Cuddy respondeu.

"Como ele conseguiu isso?". Rachel perguntou preocupada.

"Você não vai querer saber". House respondeu.

"Vocês continuam nojentos mesmo depois de velhos". Rachel respondeu chocada.

Eles riram. "Não estamos mortos". Cuddy respondeu.

"Onde está Davi?". House perguntou.

"Dormindo. Ele não dormiu nada essa noite". Rachel respondeu.

"E depois nós é que somos nojentos?". House insinuou.

"Não... não foi nada disso". Rachel respondeu corando. "Ele teve dores abdominais".

"Falei para ele não comer tanto doce, ele não é páreo para competir com Gael quando o assunto é ingestão de glicose". House disse.

"Deve ter sido isso mesmo". Rachel respondeu.

"Ou isso, ou... ele está virando uma fêmea e menstruando". House falou.

"Cale-se!". Rachel falou rindo.

Quando o jovem apareceu House gritou: "Como estão os gazes hoje? Ou a menstruação?".

O jovem corou sem entender completamente a piada.


"Mamãe, obrigada por ajudar papai a aceitar Ryan". Bella disse. "Sei que eu e ele não temos muito em comum para quem vê de fora, mas ele é inteligente, ele me desafia, ele me irrita, ele me envergonha...". Ela falou. "Isso faz algum sentido?".

Cuddy sorriu. "Isso faz todo o sentido do mundo".

"Sério que você entende?". Bella perguntou surpresa. "Poucos entendem".

"Eu te entendo completamente, caso contrário eu não estaria com seu pai até hoje".

"Você e papai têm tudo em comum".

"Nos seus olhos de quem nasceu e cresceu acostumando-se conosco, pergunte para quem nos conheceu antes de sermos um casal". Cuddy falou.

"Tio Jimmy disse que vocês são almas gêmeas".

"Sim, mas não porque somos iguais. Mas sim porque nos complementamos em nossas diversidades e também porque nos amamos loucamente".

Bella sorriu. Se seus pais tinham a vida que tinham, ela e Ryan podiam ter esperança.


Aquela noite Wilson passou para ver os filhos de House e Cuddy, ele os considerava seus sobrinhos, exceto Tommy que agora era o namorado de sua filha.

"Oi Jimmy, seja bem vindo!". House falou. "Sua filha está lá em cima no quarto com meu filho, sabe-se lá o que eles estão fazendo".

"House!". Cuddy chamou a atenção do marido, como habitual.

"O que eu faria se um dia eu não tivesse Cuddy chamando minha atenção". House falou sarcástico.

"Sério... onde está Mandy?". Wilson perguntou preocupado.

"Já te disse". House falou.

"Ela está lá em cima com Tommy, Rachel e Davi. Estão vendo alguma coisa na internet". Cuddy disse.

"Provavelmente pornografia". House falou e Cuddy olhou para ele séria, mas contendo um sorriso.

"Você não supera o fato de seu filho namorar minha filha, não é?". Wilson perguntou.

"Nunca superarei. Desculpe-me!".

"Parece que você tem doze anos". Wilson reclamou.

"Então Cuddy é uma pedófila". House falou e sua esposa o beliscou e em seguida o beijou.

"Ela me ama demais!". House disse.


Um ano depois...

Mandy queria estudar perto de Tommy por razões óbvias, mas se aplicou para diversas universidades. Ela iria cursar odontologia e não queria ficar distante do namorado. Não agora que ela tinha dezoito anos e podia ter mais liberdade para namorar. Michigan era a melhor opção para o seu curso, mas como ela ficaria longe de Tommy que morava em Baltimore?

Wilson estava preocupado, pois ele não queria que o namoro atrapalhasse o futuro profissional de sua filha.

Mas tudo havia mudaria... Aquela descoberta caiu como uma bomba. Nada mais seria como antes...

Continua...