Combata ódio com mais ódio. Era uma filosofia adotada por Eric Cartman que praticava muito na sua infância. Um grande exemplo dessa prática foi quando foi enganado e humilhado pelo seu meio-irmão fez que os pais dele morresse e fez que o garoto mais velho comesse pedaços dos cadáveres deles, enquanto fez a banda favorita dele demonstra total desprezo por sua tristeza.
Radical?
Com certeza, afinal Cartman fazia o melhor para fazer o pior.
Contudo a maturidade de Eric Cartman demonstrou que estava errado em reagir de forma exageradamente agressiva e muitos problemas poderiam ser evitados. Como por exemplo uma situação atual: quando ele está com Butters, Davin e Kevin em uma lanchonete onde Cartman virou o foco de uma brincadeira.
Nada muito grave, apenas o pegou de guarda baixa onde estava sentado e estava parecendo parte de sua bunda (o famoso cofrinho). Uma foto foi tirado nessa comprometedora posição e virou centro de gozação. Sim, é uma das coisas que mexeu com a paciência de Cartman. Algo que faz o fogo de sua raiva queimar como as chamas do inferno. A tentação de soltar toda sua fúria é grande, mas não fez. Por mais que seja algo que afete seu humor, está com seus amigos. A idade de cometer erros por raiva já acabou, segundo o rapaz robusto. Explosões de raiva não podem ser mais tolerados.
Claro que ainda tem um alinhamento bem caótico e causar a morte de um ser humano não abala seu ser. Contudo ele descobriu tudo precisa ser da medida certa. Todos precisam crescer e amadurecer, Eric Cartman não é uma exceção, apesar de muita gente acreditar que ele é um caso perdido.
O rapaz sabe que não dá para tirar a razão de terceiros. Não foi ele que sempre usava comentários totalmente ofensivos por sexo, cor, religião e país de origem. Soma ainda seu gosto pelo nazismo também não ajuda muito.
Nos Estados Unidos liberdade de expressão é um direito inquestionável independente o que uma pessoa fala. A pessoa pode falar declaradamente que é racista que a lei assegura sua liberdade, também pode falar abertamente quer que pedofilia seja liberado que também a lei garante sua expressão (mas não garante a prática). Contudo esse direito não garante aceitação social. Gordo, com personalidade explosiva, caótico e neonazista, não é uma combinação nada agradável.
Quantas coisas que poderia ter evitado apenas se tivesse mais alto controle? Teria evitado muito danos que fez em Heidi. Teria ainda Stan, Kyle e Kenny como amigos. Quanto mais evitaria problemas?
O passado não tem como concertar, mas o presente pode tomar seu rumo se tomar atitudes certas. Eric Cartman tem expectativa de acertar suas ações daqui para frente.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Os góticos de South Park. O grupo que sempre fazem questão de se separarem todos outros grupos. Vivendo em seu próprio mundo, não precisando de ninguém. Kyle está próximo ao grupo, ou melhor, ao trio do grupo. Não consegue ver o mais novo deles, por ainda está no fundamental, mas o mais alto de cabelos crespo e o de franja vermelha sempre acompanha a gótica.
Kyle sempre achou que o grupo são os mais desafortunados de espíritos desde quando eram criança. Eles não sorri, só falam sobre dor e tristeza não é uma vida digna de levar. Uma vez ofereceu para seu melhor amigo se interagir com os góticos para fazer ele ter noção de pessoa depressiva é muito pior do que a simples dor de término de namoro.
Tudo isso na perspectiva de Kyle, porque a realidade Stan nunca confirmou para o melhor amigo que os góticos só ficam falando sobre tristeza, traumas ou de amores não correspondido.
Eles ofereceram uma mudança de comportamento que consistia abraçar uma cultura rica sobre poesias, músicas, literatura, forma de vestir, história, misticismo e entre outras coisas. É fato que os temas da subcultura tem temas depressivos e sombrio, mas quer dizer esses sentimentos únicos para os góticos. Não é ser falso para as pessoas comuns demonstrando uma falta felicidade e simpatia. O óbvio que se alguém só se veste de preto, tem cara de poucos amigos e tem gosto peculiar não vai precisar de aceitação de pessoas comuns.
Quando fala que os outros são conformistas porque as outras pessoas se conformam em fingir que são felizes com a vida que levam, assim como ignorar os problemas e dores que sente para transmitir que são pessoas responsáveis e decentes na sociedade. Ou seja, conformistas são aqueles que se conformam com a vida que elam.
Essa informação é muito difícil chegar em Kyle por já ter uma opinião formada e pela falta de interesse de aprofundar sobre a cultura gótica. Também seu objetivo não é entendê-los, mas salvar com a única gótica do grupo do seu pior ex-inimigo (ou será que é atual?).
Kyle sente pena da Henrietta. É a única garota do grupo dos góticos que, segundo ele sofre, uma triste solidão. Alguém que se preocupa apenas viver em um mundo de constante depressão e não se preocupa nem com aparência. Kyle aposta se ela quisesse realmente ficar bonita emagrecia, vestia roupas mais… viva e parava de fumar cigarros. Em outras palavras não seria parecido com 'Cartman vestido de mulher em uma festa de halloween'.
Respira fundo e vai na direção do trio que está sentado em uma escada que liga os andares do colégio.
— Posso falar com você? - pergunta Kyle diretamente para Henrietta sem cerimônia.
Mesmo parecendo decidido tem que admitir o medo que está sentindo naquele momento. Os três góticos olhando sem nenhum pingo de emoção para ele. Já teve experiência com zumbis comuns, exércitos de mendigos, piratas, zumbis nazistas, caranguejos do subterrâneo, criaturas mutantes, criminosos e entre outras loucuras. Mas o trio parece algo mais… sem alma. Difícil dizer quais são as ações deles para sua pessoa.
— Que assunto fútil quer tratar comigo? - disse a gótica com sua voz falta de emoção.
— Sobre Eric Cartman - Kyle engole seco.
— Estou ouvindo.
— Gostaria de falar em particular.
Os dois góticos olham para Henrietta que retribui o olhar e de repente se levantam passando no caminho do judeu.
— Então? - diz Henrietta.
— Cartman está te usando.
— Usando? - fala com uma voz de tédio.
— Sim.
— Que forma está usando?
— Ele está te enganando assim como está fazendo com Lorrah.
— Está referindo meu contato carnal com os dois?
— S-sim - Kyle não esperava que a gótica fosse tão direta. Ela não falou nenhuma gíria direta.
— E onde tá o problema nisso? - diz a gótica dando os ombros como se não fosse algo banal para a surpresa do Kyle.
— Cartman é um manipulador, racista, homofóbico, nazista, antissemita, egoísta, mimado, gordo, bunda gorda, pau pequeno e tudo que é de ruim da face da terra.
— Do jeito que você tá falando parece uma atração homossexual sua por ele.
— Não é nada disso - Kyle cora de vergonha - estou avisando que se envolver com Cartman só vai trazer inferno para sua vida. Você não precisa aumentar seu sofrimento por um ser que não respeita humano nenhum.
— Aumentar meu sofrimento? Do que está falando?
— Os góticos não são um grupo que só falam sobre dor e tudo mais?
Nenhum momento Henrietta demonstrou nenhuma emoção na conversa com Kyle. Nenhum momento moveu um músculo facial diferente da indiferença. Então porque o judeu sente que o olhar da gótica fica mais gelado a cada momento?
— Sabe? Por um momento pensava que você era um conformista comum, mas vejo que você parece muito com meu irmão.
Kyle sorri com as palavras parecendo que está tendo resultados positivos conversando com a gótica.
— Eu eu odeio meu irmão - diz as palavras simples que faz Kyle fica com uma cara espantada.
— Manipulador? - Henrietta se levanta e começa andar em direção do Kyle que se assusta, mas é surpreendido pelos dois góticos que chegam de forma furtivo que o seguram.
— Pelo menos sabe como os conformistas agem para tirar proveito deles - ela se aproxima do Kyle e para com os dois passos de distância. Kyle começa de debater, mas não consegue se soltar.
— Racista? Alguém que pegue uma garota redneck, ruiva com a pele cheio de ferrugem está muito longe desse padrão. Homofóbico? Talvez seja, porque ele não te comeu. Antissemita e Nazista? Pelo menos não é conformista que não finge que é o dono da moral e a primeira oportunidade apunhala alguém pelas costas. Você um típico conformista que se acha que é bom, mas não tem nenhum receio de julgar os outros pela aparência. Nossa conversa acabou. Livrem desse lixo.
Michael e Pete erguem Kyle e caminham alguns metros para jogar em uma lixeira.
"Pau pequeno? Vamos conferir no futuro" pensa a gótica, enquanto volta sentar na escada. Contudo essa afirmação vem justamente pelo porte físico do seu… namorado. Henrietta sabe na pele os comentários que sempre acompanha sobre pessoas gordas. Gordos tem resistência muito baixa, os gordos são todos peludos, gordos tem mau cheiro.
Sendo uma que se inclui como… gorda sabe dos comentários do seu possível corpo nu. Seios que não se sustentam em pé, estrias mesmo no auge da juventude e até buceta que se perde nas banhas acumuladas. Se fosse um desenho animado seu corpo nu seria colocado com todas as suas características. Na realidade passa muito longe dessas características.
"Bunda Gorda" talvez seja o único ponto que Henrietta precisa concordar com Kyle. É uma bunda estupidamente gorda e gostosa.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Para falar com Lorrah, Kyle esperou o dia seguinte, afinal… não estava em boas condições para abordar a redneck. Ela precisa salvar o mais rápido possível, afinal é uma garota decente que está sendo enganada pelo Cartman ao ponto de fazer poligamia.
Lorrah é uma garota perfeita. Ela não cedeu aos encantos de um sedutor como seu amigo Kenny, ela demonstrou alguém bastante comportável e responsável. Uma namorada perfeita que Kyle mal veja hora de 'salvar sua princesa nas garras do terrível vilão'. Deixe o antimesista com a 'puta gorda que se veste de preto'. Aqueles dois se merecem, afinal são tão gordos que podem até gravidade própria. Pelo menos vai fazer a novata está longe dos dois baldes de banha.
Desta vez estão em um fim de aula onde pode ver Lorrah indo para seu armário para guarda os livros. Logo Kyle aproxima dela e diz, enquanto ela está de costa para ele:
— Lorrah. Posso falar com você?
A ruiva se vira para ver Kyle em pé. Conhece ele de vista e que seu namorado falou. Eric apenas falou o seguinte: Kyle, era um antigo amigo dele judeu que junto com Stan e Kenny não quiseram mais ser amigos do Eric. Também já tinha se informado sobre ele com o grupo de meninas e ele tem a maior avaliação de boa conduta. Não se destaca de ser desejado, mas destaca como amigo. O que é irônico, afinal o mais certinho perde muito para o mais galinha, pelo menos entre Kyle e Kenny.
Ele não é feio. Estatura média, cabelo ruivo natural, pele pouco morena. O nariz pouco torto, mas isso não o faz feio. E tem que concordar com as meninas: ele tem uma bunda… interessante. Não é aquele jeito que Lorrah gosta: farto e redondo, mas chama atenção de alguma forma. Para o padrão dela ele é só magro demais.
— Pois não? - disse Lorrah.
— Eu vou ser direto. Você tem que terminar com Cartman. Eu sei que pode parecer grosseria de minha parte, mas você não o conhece como eu conheço. Já vi ele namorando anos atrás. De início ele vai ser muito carinhoso, mas assim quando cansar ele vai te tratar tão mal ao ponto que vai querer a morte.
— Obrigado pelo conselho, mas estou feliz com Eric e Etta.
— Por favor, Lorrah. Cartman é alguém de boa hidrome.
— Kyle é seu nome correto?
— S-sim.
— O que faz Eric ser tão ruim? Afinal vocês dois não eram amigos no passado?
— Aquele balofo nunca foi meu amigo. Quem pode ser amigo de alguém mimado, preconceito, anti semita, nazista, homofóbico, gord…
Antes de terminar de falar a mão de Lorrah acerta a face direita de Kyle.
— Eu vou falar apenas uma vez: eu AMO Eric Cartman. Amo sua personalidade, amo seus defeitos, amo suas qualidades e amo aquele corpinho sex que ele tem.
— Aquele ser não tem qualidades - Kyle permanece com o rosto virado.
— Uma qualidade é não ser um fofoqueiro que esconde seu mau caráter em uma falsa máscara de moralidade. Ele possui culhão suficiente para manter o que fala, assim como se arrepender de suas ações muito mais que a maldita da sua opinião. E ele principalmente - aproxima de Kyle e sussurra - ele não é um porco judeu.
Kyle espanta com as palavras de Lorrah. Por alguns segundos aquela garota simples, nascida do interior, com cara inocente assume uma faça face perversa ao ponto do Kyle se sentir um judeu na Alemanha na época que o nazismo controla o país. A garota do interior apenas pega seu caminho deixando Kyle assustado.
Logo o estado de susto dá o lugar para raiva. Mais uma vez Eric Cartman corrompeu uma pessoa, segundo Kyle. Lembra que Heidi assumiu parte da personalidade do Cartman graças ao namoro abusivo que ela passou. Falar com Lorrah foi totalmente um fracasso. Existe uma ação para tomar: confrontar diretamente Eric Cartman.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
South Park é uma cidade pequena. Quando Cartman escutou a porta bater a última pessoa que esperava era Kyle. Por algum motivo seu ex-amigo judeu está nervoso. Kyle segurou sua camisa querendo erguer Cartman (se fosse possível para intimidar). Alguns anos passos o rapaz mais robusto iria ficar intimidado, mas o tempo passa e coragem pode ser adquirida junto com maturidade.
— Que porra é que está fazendo? - disse Cartman.
— Seu maldito desgraçado. Você corrompeu mais uma vez alguém inocente - Kyle está nervoso.
— Seja mais específico - Cartman se solta e ajeita sua camisa.
— Lorrah. Você fez a cabeça dela como fez com Heidi.
— Lorrah? E o que fiz com ela que aparentemente mudou a cabeça dela. Não que isso seja da sua conta, afinal ela é minha namorada - Cartman ri por dentro que é uma namorada que precisa compartilhar com uma gótica… com benefícios de ficar com a gótica.
Esse relacionamento a três não é tão único em South Park. Scott Malkinson tem um namoro com Sophie Gray junto os dois góticos Pete e Michael. É uma informação bem secreta que só soube com Henrietta recentemente. A diferença que no caso do quarteto não assume publicamente.
Ele percebe um vermelhidão no rosto direito de Kyle. Presume que o judeu tentou falar com Lorrah e recebeu um merecido tapa na cara. Como Eric gostaria de visto a cena.
— Você a fez ser uma maldita anti semita… - antes de terminar Cartman segura Kyle pela gola com a mão esquerda e o ergue assustando Kyle.
— Sabia que minha namorada foi abandonado pela mãe, porque ficou com um amante judeu? Não, você não sabia, porque para você é sou o vilão e você é o herói todo bonzinho que quer fazer justiça. Quer saber o que acho?
Cartman ergue mais alto Kyle que já está com dificuldade.
— Aposto que está apaixonado pela minha namorada. Você tem um gosto estranho por mulheres com que fico. A gente não se fala, não troca nem um bom dia e mesmo assim quer tirar satisfação comigo como se a gente tivesse dez anos? Que paradoxo!
Faz uma pausa e anda uns dois passos pra frente carregando Kyle.
— Sabe que horas são? - continua Cartman - hora de saber o peso da realidade de sua insignificância - Cartman ergue o punho direito.
A cena que acontece foi surpreendente, principalmente para os espectadores que estão olhando a cena escondido. No caso Stan que está olhando a distância preocupado com melhor aluno e Lorrah que viu por acaso os dois e está olhando a cena no segundo andar da sua casa. O punho do Cartman vai para trás e com toda velocidade e força vai de encontro no meio da cara. O impacto afunda a cara do judeu e o sangue começa sair com o impacto e o corpo começa já prepara para curar as lesões sofridas, diferente da consciência que já desliga.
Eric solta a gola deixando livre para o corpo para ser impulsionado para trás em uma queda bruta no chão frio da propriedade dos Cartmans. A cena durou alguns segundos, mas foi suficiente para os espectadores verem todos os detalhes. O agressor entra na sua casa de forma tranquila e por dentro com a alma lavada. Stan já vem carregar seu melhor amigo para sua casa para tratar dos ferimentos dele. Lorrah fica toda apaixonada pela força que seu namorado apresentou.
— Esse é meu homem - diz pra si mesma com ar apaixonada.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
A noite de South Park Kenny mais uma vez está fantasiado pelo seu alter ego, Mysterion. Está correndo no telhado, enquanto sua capa vai para trás. Antigamente tinha o objetivo de ser um vigilante que combatia o crime da cidade de South Park, nada de fato tão heroico, apenas era um civil fantasiado que fazia denúncias pessoalmente com os policiais. Também tinha algumas disputas amistosas de bem vs mal com 'Professor Caos' que aumentava a popularidade do herói. Hoje agora usa a fantasia para realizar visitas noturnas de fãs que querem… 'uma noite especial'.
Quando vai pular de um prédio para outro algo acertou sua perna. Com o susto do impacto cai do prédio de costa, mas como era apenas dois andares não teve danos séries.
— Que merda é essa? - Kenny ver um tipo de dardo tranquilizante em sua perna. Ele puxa e começa correr para sua casa antes que o efeito anestésico tenha efeito, contudo essa corrida apenas faz que a substância se espalhe no seu corpo. Quando cai no chão e antes de perder a consciência ver alguns vultos de pessoas o cercando.
CONTINUA
