Muitas coisas estranhas já aconteceram na vida de Eric Cartman. Ser abduzido para receber uma sonda anal (algo que descobriu mais tarde que só ele na cidade que lembra que é vítima), ter sua cópia com cavanhaque vindo em uma dimensão paralela, ser preso só porque tacou uma pedra em Token, pegou AIDS em uma operação de retirada de amídala e conseguiu a cura, conseguiu ser um herói no futuro e entre outras coisas. Já provocou muito bem e mal (principalmente) na vida dele.

Mas o que pode ter acontecido para ele estar preocupado? Uma convocação do grupo que ele montou anos atrás. "Movimento Separatista dos Ruivos" foi o grupo que montou para combater o preconceito que estava sofrendo por se tornar ruivo (graças uma armação de Stan e Kyle) pregando uma supremacia para raça ruiva.

Não nega que o nazismo foi a inspiração e funcionou quase chegou a matar todos não ruivo, mas sabendo que não era ruivo original morrer na ideia de extermínio que ele criou. Algum tempo depois Scott Tenorman virou o novo líder e revelou que era meio-irmão dele e fugiu da cidade com mochila a jato. Nunca mais ouviu falar do seu meio-irmão, mas sabe que o grupo dos ruivos ainda existe, apesar de agir bem discreto.

Seu amigo, Davin, passou a mensagem que o atual líder quer o encontrar no cemitério da cidade. Por um lado teme que o grupo possa ter despertado novamente a ideologia de matar os não ruivos, mas vai confiar no seu amigo, afinal ele nunca iria colocar algo que causasse sua morte. Será que o motivo é porque está namorando uma ruiva redneck?

Está na cafeteria dos Tweek tomando um café forte para se preparar para o encontro com o líder dos ruivos. Precisa ser frio suficiente para usar todo seu potencial se quiser ter o agrado do grupo.

— Você é o Cartman? - uma voz feminina o tira de sua concentração. Ele ver uma garota japonesa parada na sua frente.

Ele sempre se pergunta qual é a finalidade de trazer orientais para uma cidade do meio do nada. Talvez seja um plano dos prefeitos para ter verbas estaduais com o projeto de abrir portas para estrangeiros. Quando o Canadá passou por uma crise muitos Canadenses vieram para Colorado e parece com a falta deles trouxeram orientais. Só garotas, nenhum garoto. Parece que era um projeto de emancipação que ele nunca se deu trabalho de aprofundar os detalhes (parece que essa ideia saiu da boca da Wendy).

— Sim. Sou.

— Eu não gosto de você.

— Bem vindo ao clube. Pelo menos tem um motivo?

— Você impede de Bunny acontecer.

— Bunny?

— É o nome do meu OTP: Butters e Kenny.

— Bu de Butters e nny de Kenny. Faz sentido, mas o que eu fiz para mexer com seu OTQ, OTB ou seja lá que for.

— Você impediu dos dois ficarem juntos.

— Espera um pouco. Eu nunca fiz nada para impedir dos dois interagirem. Caso você não lembre era amigão mesmo dele, mas ele escutou o casalzinho não assumido para cortar relações comigo. Apenas só fiz novas amizades e Butters por consideração veio junto.

— Style também gosto.

— Style?

— Stan e Kyle.

— Style hippie judeu - Cartman ri.

— Isso foi preconceituoso.

— Ah foda-se. Tem mais nomezinho de casal?

— Tem Creek que é Craig e Tweek; tem Stolovan que é Clyde e Kevin; Dip que é Damien e Pip…

— Espera um pouco. Quem é Damien e quem é Pip?

— Damien é o filho de Satã, o anticristo sexy, Pip é o inglês.

— Damien… acho que tô me lembrando dele, mas o Pip, não. Inglês não conheço.

— Loirinho fofinho de cabelos até o ombro que usa roupas formais tipicamente inglesas, muito educado e sempre era abusado por todos.

— Abusado por todos? Ah sim. O francês. Ele morreu faz faz muita falta.

— Isso é malvado - a oriental bate na mesa.

— Malvado? Só porque ele virou seu fetiche de um relacionamento perfeito? - Cartman a encara fazendo ela dá um passo para trás - quantas vezes você já viu alguém passando uma injustiça e você se deu trabalho em protegê-lo? Heim. Seja homem, mulher, animal, gente que for. Acha mesmo que você não é diferente como todo morador dessa cidade que o despertou enquanto ele estava vivo. Nem mesmo Damien, o namoradinho perfeito que vai dá troca proteção para ele - fez o sinal de aspas com os dedos - quando teve a primeira oportunidade de ser notado socialmente quase o matou.

— Isso porque ele estava passando por momentos difíceis. Com certeza… - a oriental começa falar, mas é interrompido pelas risadas do Cartman.

— Irônico pensar que justamente considera o filho da representação do mal…

— Mal é você.

— ...como aquele que vai trazer a felicidade pelo Francês.

— E vai mesmo.

— Eu gosto muito do Hitler… - Cartman nem se preocupa em interromper seu discurso, porque sabe quando alguém quer ganhar uma discussão de qualquer jeito faz interromper o outro. Até fica surpreso como inicialmente ela escutou inicial tudo que ele falava.

— Seu facista.

—... e reconheço os estragos que ele fez quando conseguiu o poder...

— Ele foi o mal da humanidade.

— Agora idealizando a fonte do mal como sendo algo bom é meio bizarro.

— O inferno nunca mandou ninguém para campos de concentração e ainda mais o pai de Damien é bondoso.

— Contudo não quero falar desses fracassados…

— Fracassado é você.

— Você gosta de yaoi, correto?

— Yaoi é vida.

— Acho legal os desenhos - o elogio de Cartman sobre yaoi a oriental não esperava - é até interessante como as pessoas parecem tão frágeis e puros nesse amor homossexual.

— Os gays merecem felicidade.

— Não discordo, mas relacionamento gay não deixa de ser relacionamento. A pessoa não vai resolver todos seus problemas com um simples namoro.

— Isso porque você é sozinho.

— Como eu sou sozinho. Só tenho duas namoradas - Cartman se levanta e deixa uma nota de dinheiro debaixo do copo de café - eu vou afogar minhas tristezas no meio do rabo delas.

— Seu grosso.

Cartman apesar encara que faz desta vez dá uns passos para trás. Simplesmente vai em direção da saída deixando a oriental sozinha. Saindo da cafeteria vai andando para o cemitério da cidade para o encontro. Quando passou o cinema e chegou no ponto comercial teve uma pessoa que estava andando no seu lado. Não que é está acompanhando ou quer um contato com Eric, apenas está seguindo seu respectivo caminho. Não seria problema se não fosse Wendy, contudo Eric a ignora.

— Está feliz em aprontar novamente? - disse Wendy, mas Cartman a ignora.

— Você manda os ruivos para ameaçarem a mim e minha família só para sair da lista negra. Você é muito baixo.

— Boo Wendy. Boo - a feminista se irrita, mas pega seu rumo (o local de trabalho de sua mãe) deixando Eric seguir seu caminho.

Passa na prefeitura, delegacia para finalmente chegar na Igreja Católica de South Park. Consegue diversas pessoas ruivas na entrada do cemitério. Contudo existem pessoas não ruivas vestidos de preto, todos com caras poucos amigos.

— Chefe está esperando - disse uma pessoa ruiva.

Eric dá os ombros e entra no cemitério. Alguns ruivos e pessoas de preto os guiando.

"O que os góticos estão fazendo aqui?" pensa Eric, enquanto anda.

Chegando em uma espécie de enterro ver diversas pessoas ruivas e góticas parados se preparando para um enterro. Três pessoas que chamam atenção: primeiro o caixão que estava aberto estava Kenny bem amarrado, vestindo sua roupa de super-herói e com olhar apavorado.

A segunda pessoa é a Henrietta que está usando uma roupa negra que Eric achou muito bonito. O vestido é longo com mangas longas, pouco justo, uma abertura para a perna direita, com a parte nua da altura de um generoso decote. Tem umas quatro tiras que apoia nos ombros, em uma seda preto transparente que se liga a borda do vestido das costa ligando cada pulso. Também está usando sapatos salto alto e um véu acima da cabeça de seda preta transparente. Ela está em pé segurando um buquê de rosas negras.

A terceira pessoa é a Lorrah, mas está muito longe daquela menina redneck que conhece. Está usando um vestido curto, sem mangas, vermelho vinho ao estilo tomara que caia. Sapatos pretos salto alto e um longo casaco de pele de tigre. Ela está sem óculos tendo assim o rosto totalmente livre. Parece que a face inocente que o cotidiano deu lugar a uma expressão maquiavélica. Ela está sentada em uma cadeira com encosto. Ela levanta a mão e todos os ruivos falam em sincronia:

— Hazaa.

Eric se aproxima das duas, fica um pouco distante e diz:

— Líder dos ruivos. Nunca desconfiei.

— Eu tenho minhas cartas na manga, meu panda caramelado - disse Lorrah - o que achou?

— Gostaria de saber com antecedência que Wendy borrou as calças com ameaça sua e dos ruivos.

— Aquela feminista hipócrita estava barrando meus objetivos.

— Eu sempre fui seus objetivos?

— Não. Queria garantir minha liderança com os ruivos vindo para South Park. Manipulei a todos para garantir que meu pai trabalhar perto daqui. Não imaginava que o fundador do grupo era tão charmoso - Lorrah se levanta da cadeira - que está achando?

— Que estou desejando vê-la sem o vestido - disse Eric.

— Bobo - dá um leve corar - estava referindo a tudo isso.

— Eu me pergunto: por que enterrar vivo aquele pobre?

— Esse conformista merece - disse Henrietta.

— Eu não me oponho, mas não vai ser muito efetivo - disse Eric.

— Como assim? - disse Lorrah e Henrietta juntas.

— Pode não parecer, mas o infeliz é imortal. Ele pode ser enterrado vivo, mas vai está vivo.

— E o que você sugere? - pergunta Lorrah.

— Algo mais interessante - disse Eric com um sorriso perverso.

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— "Ave ou demônio que negrejas!" - disse Henrietta, enquanto está recitando um trecho de poema de Edga Allan Poe. Enquanto isso Kenny, desta vez só de cueca, está sendo enterrado amarrado com alguns tubos de alimentação e respiração conectados nele para justamente prolongar a vida dele enterrado. Uma estimativa de uma a duas semanas.

Kenny presencia a posse das garotas sobre seu ex-melhor amigo quando cada uma segura seu braço. Quando chega perto do seu túmulo ele dar uma apalpada nas bundas de ambas para mostrar que ele tem posse naquelas duas. Assim seu caixão se fecha e ele é colocado na cova, enquanto está enterrado Henrietta continua:

— "Profeta, ou o que quer que sejas! Cessa, ai, cessa! clamei, levantando-me, cessa! Regressa ao temporal, regressa À tua noite, deixa-me comigo. Vai-te, não fique no meu casto abrigo Pluma que lembre essa mentira tua. Tira-me ao peito essas fatais Garras que abrindo vão a minha dor já crua." E o corvo disse: "Nunca mais". E o corvo aí fica; ei-lo trepado No branco mármore lavrado Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho. Parece, ao ver-lhe o duro cenho, Um demônio sonhando. A luz caída Do lampião sobre a ave aborrecida No chão espraia a triste sombra; e, fora Daquelas linhas funerais Que flutuam no chão, a minha alma que chora Não sai mais, nunca, nunca mais!".

Um ruivo ficou com a fantasia do Kenny para se passar como Mysterion e praticar crimes para a reputação do herói seja afetada. Também ruivas mais novas vão puxar amizade com a irmã do Kenny para destruir a imagem de 'bom irmão' com contendas.

O enterro acaba breve onde os ruivos e góticos se retiram deixando o trio sozinho.

— O que aconteceu com o antigo líder dos ruivos? - pergunta Eric.

— Ele foi enterrado ali - Lorrah aponta o dedo.

— Isso foi tão gótico - disse Henrietta.

— Ficou bem sem óculos - disse Eric para Lorrah.

— Obrigada.

— E agora? Que fazemos.

— Quero uma dança - Lorrah pega seu celular, entra no Spotify e coloca uma música. Henrietta revira os olhos porque é country.

Eric e Lorrah dançam lentamente, enquanto Henrietta apenas observa.

— Qual é o nome da música? - pergunta Eric.

— Você vai me beijar ou não*?

— Ok - Eric beija Lorrah. Ela não resiste. O beijo rola até a música rolar para de repente Henrietta muda a música para sua preferencia:

— Que porra é essa? - pergunta Lorrah se afastando do Eric.

— Gallowdance.

— Eu não perguntei o nome da música - Lorrah faz um biquinho.

— Eu gosto quando você faz uma cara emburrada - Henrietta se aproxima Lorrah e a beija por um tempo até quando escutam a voz do Eric:

— Então é assim que é música gótica.

— Sim - Henrietta se afasta e aproxima de Cartman - algum problema?

— Até que boazinha.

— Como? - não esconde a cara de surpresa.

— Tipo pensava que os góticos gostavam de metal, mas se as músicas góticas são assim até que são agradáveis. Pouco diferente, mas dá aquele ar de música retro.

— Uau. Esperava por isso.

— Que tal isso - desta vez Eric beija Henrietta.

— Isso que é relacionamento - comenta Lorrah com um sorriso no rosto.

CONTINUA

Mais uma história terminado, pelo menos como arco de história. Tinha terminado essa história, mas toda a história tinha sido postada no spirit. Contudo minha conta antiga foi banida e perdi todas minhas fics postadas no site. No nyah tinha esquecido de colocar todos os capítulos, então tive trabalho de escrever novamente. Para ser diferente acrescentei o namoro entre os três.
Lorrah é uma criação de Cassey Monstrance e ela me autorizou usar a personagem. Tinha criado o pai da Lorrah em outra história minha. Só fiz que os dois sejam pai e filha, o que fez Lorrah se tornar redneck.

* Esse é a tradução do nome da história

Vai ter quatro últimos capítulos: todos hentais. O extra da história kkkkkkk
Até a próxima.