Para os músicos da orquestra naquela noite, a apresentação foi como qualquer outra. Era uma boa causa, o repertório agradaria facilmente vários tipos de gostos musicais, os ingressos tinham se esgotado em questão de dias e eles estavam preparados com ensaios constantes. Todos tinham certeza que seria um sucesso e não foram decepcionados. Entretanto, para Elizabeth, era diferente.
Ela se lembrou da primeira vez que se apresentou naquele palco como uma musicista contratada. "Jovem demais", os outros músicos diziam. Contudo, como sempre acontecia, sua coragem se erguia a cada tentativa de amedronta-la. Poucos minutos depois, os outros músicos entenderam porque ela estava ali. E cinco anos depois, quando ela tinha apenas vinte e um anos, ela ocupou a cobiçada posição de violinista principal de uma das orquestras mais renomadas do mundo, ganhando assim o respeito de seus colegas. Mesmo encarando com a cabeça erguida desafios que muitos diziam que ela não estava preparada, ela não tinha se sentido tão nervosa quanto estava naquele momento.
Ela se olhou uma última vez no espelho de trás do palco e alisou rugas invisíveis de seu vestido preto elegante. Seus cabelos eram uma causa perdida, depois de tocar por quase duas horas, era pedir demais que eles estivessem perfeitamente arrumados no penteado complicado que ela resolveu usar naquela noite. "Mamãe está certa... esses cachos têm vida própria." Ela murmurou tentando colocar um deles atrás da orelha só para vê-lo escapar e descansar contra sua bochecha novamente. Elizabeth revirou os olhos e bufou, desistindo de vez.
"Você está linda, Lizzie." Andrew, o harpista, passou por ela e elogiou. Ele sempre foi simpático com ela, desde que ela entrou no meio daqueles músicos desconfiados de uma adolescente entre eles. Era como ter um avô por perto.
"Obrigada, Andrew." Elizabeth riu um pouco, revirando os olhos para o seu nervosismo.
Respirando fundo, ela contou os passos até onde Jane a esperava com Bingley e Darcy. Enquanto ela tocava, fez questão de não olhar para o público. Ela sabia que ele a distrairia e não podia deixar isso acontecer. Naquela noite especial, ela desejava que tudo fosse impecável. Sem admitir para si mesma, ela queria que pelo menos um aspecto dela fosse perfeito aos olhos dele e por isso, praticamente ficou sem fôlego quando finalmente o viu em black tie. Tão bonito de smoking e gravata borboleta.
Ela se forçou a sorrir e se aproximou tentando demonstrar uma tranquilidade que definitivamente não sentia. "E então? O que vocês acharam?" Bingley e Jane praticamente a cobriram com um abraço duplo, o que a fez rir e relaxar um pouco mais.
"Isso foi incrível, Lizzie... eu me sinto até mais importante depois de assistir uma orquestra... como se eu finalmente amadurecesse..." Bingley declarou estufando o peito com o queixo erguido, fazendo Elizabeth gargalhar. Ela tinha feito as pazes com o fato de Jane estar novamente namorando com ele.
"Você está insinuando que orquestra é coisa de gente velha?" Ela arqueou a sobrancelha para o namorado da irmã, adorando provoca-lo.
"Você está colocando palavras na minha boca!" Bingley riu e deu espaço para Darcy se aproximar, se afastando um pouco com Jane para dar mais privacidade aos dois.
"Você sempre me surpreende." Darcy pegou uma das mãos de Elizabeth e beijou delicadamente.
Elizabeth sentiu seu rosto corar e olhou em direção ao palco que tinha acabado de deixar. "Jane disse que você não sabia..." Ela sorriu um pouco, de repente sem saber onde colocar as mãos.
Darcy abaixou a cabeça, bastante constrangido. "Não... eu..."
Elizabeth segurou o braço dele, o impedindo de falar as palavras de desculpa que certamente viriam. Ele já tinha pedido desculpas demais para ela. Praticamente cada vez que se viram. "Está tudo bem, William... a culpa é minha. Eu nunca contei para nenhum de vocês."
"Eu nunca subestimei tanto alguém..." Ele tentou novamente, mas se calou quando a viu balançar a cabeça.
"Está tudo bem..." Ela olhou para ele, parecendo tímida de repente. "Você gostou? Da apresentação, eu quero dizer..." Novamente fazendo gestos desajeitados com as mãos em direção ao palco.
"Muito, eu..." Darcy olhou para baixo, tão envergonhado quanto ela. "Você me deixou emocionado."
"Ei... vocês dois!" Bingley os chamou. "A reserva é para daqui alguns minutos."
Darcy e Elizabeth se olharam e sorriram. "Você quer ir no meu carro?" Ele perguntou, ávido para ter mais um pouco de tempo apenas com ela. "Ou você veio com o seu?" Ele adicionou apressadamente.
"Oh, sim, eu prefiro ir com você, por favor... eu não preciso aguentar Jane e Bingley e a aura de amor dos dois... eu acabo sempre sobrando." Elizabeth respondeu com humor.
Darcy olhou para ela querendo dizer algo, mas se impediu no último momento. Ele ofereceu o braço para ela, e Elizabeth sorriu, colocando delicadamente sua mão na dobra do cotovelo. "Sempre o cavalheiro, Sr. Darcy."
"Nem sempre." Ele respondeu com uma pitada de tristeza, entretanto, Elizabeth não queria iniciar novamente uma conversa que certamente levaria a mais desculpas.
Durante o jantar eles tentaram manter a conversa leve. Elizabeth gostava de estar com os três. Depois que Jane e Bingley tiveram uma conversa séria, e principalmente, depois da conversa que ela e Darcy tiveram, parecia que nunca ocorreu problema entre eles. A convivência era estranhamente fácil e prazerosa. Todavia, Elizabeth tinha um objetivo naquela noite. Ela só não sabia como conseguir um momento de privacidade entre ela e Darcy.
Para a sorte dela, Bingley forneceu esse momento quando pediu para Jane passar a noite com ele. "Nós podemos deixar Lizzie no apartamento e você vem comigo."
"Absurdo." Elizabeth riu. "Eu posso muito bem pegar um taxi. É um desvio enorme da sua casa."
"Eu levo você." Darcy entrou na conversa e se apressou a oferecer.
"Eu não quero atrapalhar." Elizabeth respondeu mesmo querendo o tempo todo ir com ele.
"Você não vai. Eu prometo." Ele olhou nos olhos dela, praticamente implorando para ela aceitar. A sugestão de Bingley era uma verdadeira benção para ele.
Elizabeth sorriu. Agradecida que teria a oportunidade que desejava. "Obrigada, William."
Durante o trajeto eles conversaram apenas sobre a apresentação daquela noite, e ele contou para ela da relação de seus pais com a orquestra de Londres, timidamente revelando que ainda fazia doações em nome dos dois. Darcy parou o carro na frente do apartamento de Elizabeth e desligou o motor. Ele queria aproveitar aquele momento sozinho para dizer para ela que seus sentimentos ainda eram os mesmos e que ele aguardaria por ela o tempo que fosse necessário, mas Elizabeth foi mais rápida.
"Você quer subir?" Ela agarrou a saia do vestido em um punho apertado. Envergonhada por parecer muito afoita.
Darcy sentiu seu coração disparado. "Claro." Ele engoliu em seco, sem acreditar que ela estava querendo ficar mais tempo com ele.
Eles entraram no prédio e tomaram o elevador para o quinto andar em silêncio. Elizabeth abriu a porta e tirou o casaco, colocando em um gancho na parede e indicando para Darcy fez o mesmo.
"Você aceita uma taça de vinho?" Elizabeth perguntou virando para olhá-lo por cima dos ombros enquanto se dirigia à cozinha. O vestido balançando atrás dela momentaneamente o distraindo.
"Sim... por favor." Ele respondeu, observando ela se afastar. Olhando com curiosidade ao redor, ele notou que havia um Ipod conectado em uma pequena caixa de som em uma prateleira perto do home theater. "Posso colocar uma música?"
"Eu adoraria." Elizabeth nunca recusaria música.
Darcy ligou o aparelho e passou os olhos por diversas músicas até encontrar a perfeita, inconsciente de que Elizabeth entrou na sala segurando duas taças de vinho. Ela o viu de costas e parou por um momento para aprecia-lo. Desde o dia em que ambos pediram desculpas um ao outro, eles não tiveram oportunidade de ficarem sozinhos. Entre todos os problemas com Lydia e as saídas com Jane e Bingley quando finalmente reataram o namoro, eles sempre estavam com pessoas ao redor. Ela se sentia muito nervosa naquele momento. Tudo que ela queria era uma segunda chance com ele. Ele tinha se mostrado um homem maravilhoso por baixo de toda aquela postura estoica. Vê-lo parado em sua sala, parecendo mais bonito do que nunca, era uma visão que ela não ligaria de ter constantemente.
Elizabeth colocou a taça na prateleira ao lado dele e ele olhou para ela agradecido antes da canção finalmente começar a tocar. Quando os primeiros acordes de Can't Help Falling in Love do Elvis Presley iniciaram, Elizabeth sorriu, ainda tímida e sem saber onde focar seus olhos. Há muito tempo ela estava associando a canção a ele.
Darcy pegou a taça da mão de Elizabeth e colocou na prateleira ao lado da dele enquanto ela arqueava uma sobrancelha confusa. Então, ele estendeu a mão para ela. "Você me concede essa dança, Elizabeth?"
Elizabeth sorriu mais amplamente e pegou a mão dele, sentindo a mesma sensação prazerosa que sempre sentia quando se tocavam. Assim que ele se aproximou e colocou a outra mão em sua cintura, a aproximando ainda mais do corpo dele, ela respirou fundo, contendo seu nervosismo. Ela sentiu o perfume dele e sua cabeça girou, a fazendo fechar os olhos e aproveitar todas as sensações que estava sentindo naquele momento.
Eles dançaram lentamente no meio da sala. Ele era sempre intenso, desde os primeiros dias. A resposta dela para ele era forte e muitas vezes contraditória. Atração, repulsa, raiva, paixão, desejo... Não importava o que era, tudo o que ela sentia por ele sempre foi poderoso, contudo, desde o dia em que decidiram recomeçar, a raiva e a repulsa deram lugar para sentimentos muito mais ternos. Elizabeth se forçou a prestar atenção na música, tentando desviar seus pensamentos do homem que a segurava com tanta ternura.
"Take My Hand
Take my whole life too
For I can't Help
Falling in love with you" *
*"Pegue minha mão
Tome minha vida inteira também
Porque eu não consigo evitar
Me apaixonar por você."
Elizabeth sorriu e nem mesmo pensou antes de deixar uma pergunta escapar. "Você quer dizer alguma coisa com a escolha da música, Sr. Darcy?" Em seguida, abriu os olhos arregalados e praticamente congelou no lugar, não acreditando que tinha falado aquilo em voz alta.
Darcy parou de dançar imediatamente para fitar os olhos dela. "Foi assim desde o começo, Elizabeth. Eu simplesmente não conseguia evitar, e eu fui um tolo por tentar. Eu não esperava sentir o que eu sinto, quando eu percebi, eu já estava há tanto tempo me enganando que eu não consigo determinar o momento que começou... não sei se foi a primeira vez que nos vimos, a segunda vez... eu não sei... eu queria me entregar para você corpo e alma antes mesmo de perceber."
Elizabeth estava petrificada escutando o que ele dizia, sentindo o corpo vibrar de alegria e medo enquanto ele continuava a abrir o coração para ela.
"Eu sei que você não sente por mim o mesmo que eu sinto por você, Elizabeth, mas a simples possibilidade de que isso possa um dia acontecer faz com que eu me levante todos os dias cheio de esperança." Ele desviou os olhos um pouco, a emoção de tudo o que estava falando o sobrecarregando, e voltou a olhar para ela novamente. "Eu te amo, Elizabeth. Se eu pudesse ser quem você quer... quem você deseja... o tempo todo... eu seria o mais feliz dos homens."
"Você é." Elizabeth respondeu colocando a mão trêmula delicadamente no rosto dele. Darcy fechou os olhos e se inclinou na palma dela, se deliciando com a pele um pouco fria, mas macia. Então, ele sentiu, com uma agradável surpresa, os lábios dela nos dele, tão suavemente quanto uma carícia delicada. Ele não se atreveu abrir os olhos como se estivesse com medo de que fosse um sonho, e se permitiu realizar uma de suas fantasias quando envolveu uma das mãos na massa de cachos dos cabelos dela, sentindo os fios deslizarem como seda por entre seus dedos.
O beijo foi casto, mas cheio de sentimento. Assim que ela se afastou, ele abriu os olhos para encontrá-la parecendo tão afetada quanto ele. "Eu sonhei tanto com isso... você não tem ideia de quantas vezes eu sonhei com isso..." Ele dizia em um sussurro.
Elizabeth não sabia o que responder. Ela não estava preparada para dizer que o amava. A frase sempre ficava presa em sua garganta, como se houvessem obstáculos em sua língua. Contudo, ela não conseguia negar a atração, o desejo e a paixão que sentia por ele. De fato, era ele quem ela queria o tempo todo. Ele não saía de seus pensamentos noite e dia. Estar com ele naquele momento e sentir os lábios dele naquele beijo terno, despertou dentro dela sentimentos poderosos que ainda eram desconhecidos por ela. Anseios estranhos que ela temia nomear.
Enquanto eles se olhavam, Darcy conseguia assistir todas as emoções passando pelos expressivos olhos dela. Ele sabia que ela não estava pronta para amá-lo e nem ele a forçaria. Seria o tempo dela. Tudo o que ele queria, era estar ao lado dela, e era tudo o que ele pediria naquele momento. Ele abaixou sua boca para capturar a dela novamente, e dessa vez ele aprofundou o beijo, provando seus lábios com a língua cuidadosamente, fazendo com que Elizabeth os separasse permitindo sua entrada. Ela circulou o pescoço dele com os braços, acariciando os cabelos da nuca dele, se sentindo um pouco presunçosa por sentir mais do que escutar um gemido.
Darcy não queria quebrar aquele maravilhoso contato, ele queria sentir o corpo dela ainda mais. Delicadamente, ele passou um braço na cintura dela e pressionou todo o corpo dela no dele. Elizabeth passou as mãos pelos ombros e peito de Darcy, sentindo seus músculos tensos sob a camisa. Tudo o que ela queria era estar ainda mais perto dele, mas sabia que se continuasse, perderia seu controle. Ela queria tempo para se adaptar ao que estava sentindo. Então, ela quebrou o beijo e ainda o tocando, colocou um pouco de distância entre eles.
"Existem tantas coisas que eu gostaria de falar para você." Elizabeth segurou o olhar dele com o dela, descansando suas mãos no peito dele. "Mas antes de tudo, eu preciso agradecer a você."
Darcy, ainda perdido nas sensações que sentia, piscou rapidamente tentando voltar para o presente, um pouco confuso com o agradecimento dela. "Agradecer o que, Elizabeth? Você não precisa me agradecer..." Ele sorriu um pouco, levantando uma das mãos até o rosto dela e acariciando sua bochecha.
Elizabeth fechou os olhos. "Por tudo o que você fez por Lydia."
Ela sentiu Darcy endurecer sob a palma de sua mão. Ele se encolheu um pouco e deu um passo para trás. "Eu..." Ele balançou a cabeça de um lado para o outro, sem olhar diretamente para ela. "Eu não quero o seu agradecimento."
"E ainda assim, você tem." Ela percebeu que ele estava se fechando, mas não podia deixar de dizer o que queria. "Se não fosse por você, ela poderia estar com sérios problemas agora... Wickham não hesitaria em colocar a culpa de tudo o que ele estava fazendo na minha irmã. Eu sei que foi você quem conseguiu todas as provas para colocar ele na cadeia e inocentar a minha irmã. E eu sei que você custeou o hospital. Você sempre terá a minha gratidão."
Darcy se distanciou um pouco mais e fixou seus olhos no chão. "Eu fiz isso por você. Eu não suportava o pensamento de que você estaria sofrendo..." Ele olhou novamente para ela. "Mas eu não quero a sua gratidão... eu não quero que você se sinta obrigada..."
Elizabeth o cortou puxando a cabeça dele para alcançar sua boca, e o calou com um beijo. "Você me conhece bem o suficiente para saber que isso não tem nenhuma relação com a gratidão que eu sinto." Ela o beijou novamente, mais demoradamente do que antes. "Tudo o que você fez pela minha irmã foi só mais uma prova de que não existe nenhum homem como você... foi só mais uma prova do quão errada eu estava..."
Dessa vez, foi ele que a calou com um beijo. "Não... você não estava errada... não totalmente. Muitas coisas que você falou aquele dia estavam certas e eu acredito ser um homem melhor por causa da sua reprovação..." Ele colocou a testa na dela, apreciando a proximidade. E escutando os acordes finais da música, ele sorriu e acariciou o rosto dela. "Promete que não quer começar algo comigo baseado em gratidão?"
"Eu quero começar algo com você baseado em muitas coisas... coisas que eu ainda nem compreendo totalmente. Mas prometo, gratidão não é uma dessas coisas." Ela o sentiu relaxar ao ser puxada para um abraço. Depois de alguns minutos, ela se afastou e segurou a mão dele. "Venha... vamos nos sentar."
A noite passou rapidamente enquanto eles conversavam, ambos confessando assuntos que nem mesmo as pessoas mais próximas a eles conheciam. As bases de uma relação que duraria uma vida inteira foram solidificadas naquela madrugada e nenhum deles tinha vontade de terminar aquele momento.
Entretanto, as estrelas desvaneceram e o céu escuro começou a mudar para cores que variavam do alaranjado para um azul claro. Olhando pela janela e temendo a separação, Darcy sabia que era ele quem teria que iniciar as despedidas que nenhum deles desejava.
"O dia está raiando, Elizabeth... e você precisa descansar." Ele segurava a mão dela, como tinha feito quase a noite inteira.
Elizabeth mordeu o lábio inferior enquanto olhava surpresa pela janela, impressionada por não ter notado as horas passando. "Você também está cansado... eu sinto muito por prender você a noite toda..."
Darcy riu e a puxou para mais perto. "Você realmente acredita que eu estou aborrecido?"
Elizabeth sentiu seu rosto corar como aconteceu incontáveis vezes nas últimas horas. Ele foi tão eloquente sobre o que sentia por ela... era inacreditável. "Não... eu estou tão feliz por essa noite..." Ela sussurrou com os olhos fechados e sentiu a mão dele no queixo dela.
"Eu também." Ele inclinou o rosto dela para um beijo longo e profundo antes de se levantar. "Infelizmente, se quisermos nos encontrar mais tarde, temos que dormir um pouco."
Eles caminharam a curta distância até a porta de mãos dadas, e Elizabeth encostou o ombro no batente o assistindo pressionar o botão do elevador. Ele voltou para ela e segurou seu rosto com ambas as mãos. "Eu nem sei como dizer o quanto essa noite significou... eu amo tanto você."
Elizabeth agarrou a camisa dele com as duas mãos e abaixou os olhos. "William... eu..."
"Não." Ele colocou os dedos delicadamente sobre a boca dela. "Elizabeth, eu estou há tanto tempo percorrendo esse caminho... eu estou muito a sua frente... mas eu estou esperando por você. E eu sou o homem mais paciente do mundo." Ele terminou sorrindo para ela, e a beijou com ternura até o elevador chegar. Ele sorriu uma última vez e se virou entrando no elevador sob o olhar dela.
As portas estavam prestes a se fechar quando Elizabeth colocou a mão entre elas as impedindo. Olhando para Darcy e quase sem fôlego, ela esticou a mão para agarrar um punhado da camisa dele. "Eu estou correndo." Ela declarou. "Estou chegando... alcançando você o mais rápido que eu posso."
Com olhos suspeitamente brilhantes, ele sorriu e a beijou uma última vez. "Eu sei." Ele declarou, pela primeira vez realmente confiante que em breve, eles estariam finalmente no mesmo lugar, e ele poderia ouvir dos lábios dela o que ele mais desejava.
