Notas do Autor

Ei, gente!

Então, isso aqui foi algo que comecei no final de 2016. Mas parei porque havia travado e outras fics foram surgindo. Me deparei com ela hoje no meu e-mail. rsrs Estava apagando umas coisas quando me deparo com ela. Juro que nem lembrava mais desse plot. O problema é que não tem quase nada dela escrita, então, estou colocando aqui só para ver se me animo de escrever. Mas vou logo dizendo que pode demorar bastante para sair, pois esse semestre começarei meu TCC.

Sei lá, o enredo pode não agradar a todos, mas vou tentar mesmo assim. rsrs... Lá vou eu em mais um devaneio.

Boa leitura e até breve.

TatianyPrince

Capítulo 1 - Capítulo 1

Hermione Granger sentou-se silenciosamente ao lado de seu amigo e sorriu.

Quando ela retornou a Hogwarts como a nova professora de Transfiguração, ela ignorou todos os sussurros pelas costas sobre o motivo de não ter voltado antes como todos os outros.

A razão por trás disso era que ela insistira em buscar de todas as formas sempre o melhor para sua carreira, os cursos no exterior lhe proporcionaram as melhores qualificações. Pelo menos, isso foi o que ela disse a si mesma, já que o outro motivo era deixar Alexander, seu filho de 17 anos, longe dos olhares curiosos.

No entanto, com ele no melhor colégio bruxo da américa, a mesma poderia voltar tranquilamente para lecionar em Hogwarts. Apesar de ter voltado no meio do ano letivo, a bruxa estava contente com tudo o que tinha para oferecer a seus novos alunos.

- Eu não vou usar essa coisa ridícula! – Harry resmungou ao seu lado segurando suas novas vestes de ensino.

- Pelo amor de Merlin, Harry, não é como se você nunca tivesse vestido algo pior. - Disse Hermione, gargalhando levemente. – Pense assim, pelo menos agora, nenhuma aluna vai se apaixonar pelo seu professor.

Harry deixou cair as vestes de sua mão, assentindo. Se havia algo que o incomodava, era os avanços indevidos de certas alunas. Sem dúvidas, qualquer coisa que impedisse qualquer proximidade, era mais do que bem-vindo.

- Sabe, Hermione, até que essas novas vestes da equipe são ... legais. - Comentou e Hermione sorriu. – Qualquer coisa para manter essas alunas distantes.

- Foi o que pensei. – Ela concordou.

(...)

Severus descobrira a doença de sua mãe no dia 19 de novembro, tinha sido uma notícia terrível e dolorosa.

Eileen foi diagnosticada com câncer aos 70 anos de idade.

Severus devia muito a ela, sua mãe havia cuidado de sua filha de forma que ele nunca conseguiria. Eileen definitivamente se enquadrava no ditado popular no qual dizia que ser avó significava ser duas vezes mãe.

Estava ali uma verdade, pois sua mãe havia assumido um importante papel junto a sua filha. E mesmo doente, continuava a dar suporte a Elizabeth.

Por ela, sua mãe, no último mês haviam decidido que depois de quase 18 anos morando na França, eles retornariam a Londres para que ela pudesse se tratar.

Severus sabia que era uma decisão difícil, pois os motivos que o levaram a sair era uma questão delicada. Mas não havia uma outra maneira de ser. Agora, lá estavam eles de volta a Londres.

- Então, minha garota, pronta para uma mudança drástica? – Eileen se dirigiu a Elizabeth.

- Não tenho certeza, mas farei o meu melhor, vovó. – A moça sussurrou no seu melhor tom.

- Claro que vai. Vou abrir o resto da casa! – Sua avó a informou saindo para o local que parecia ser a cozinha.

Para Elizabeth Snape, toda aquela situação era estranha, mas para a sua avó ela poderia enfrentar tudo aquilo. Talvez ali ela pudesse encontrar pelo menos um pouco da felicidade que havia deixado na França.

- Papai, nunca achei que não iriamos precisar mudar para Londres. - Liz quase chorou quando jogou sua mala na cama e olhou para seu novo quarto.

- Sim, bem, sua avó precisa que façamos isso por ela, Liz. Infelizmente, na França ela não teria o tratamento necessário.

- Eu sei... - Ela reagiu timidamente. - Pai, Natasha irá morar aqui? – Perguntou a ele sobre sua namorada.

A jovem bruxa não gostava de Natasha, ela era uma pessoa esnobe e medíocre, mas ela fazia o seu pai feliz, por isso, ela tentava passar por cima de seu orgulho quando o assunto era a mulher.

- Talvez. – Ele respondeu, sem deixar margem para que ela o questionasse sobre isso novamente.

Eileen entrou no novo quarto da neta e sorriu com a cena que presenciou.

- Elizabeth, - Seu pai começou desconcertado. - Outro abraço somente no seu aniversário. – Ele sussurrou em seu ouvido e ela gargalhou.

- Vovó, ele só disse isso porque a senhora apareceu. – Disse brincalhona. – Papai não resiste aos meus abraços.

- Eu sei, amor. – Sua avó respondeu.

- Vovó, a Senhora se lembra se quando papai era um estudante ele estava em algum tipo de problema quando estava em Hogwarts?- A menina tagarelava no ouvido da bruxa mais velha.

- Ele não era um problema, mas as pessoas criavam problemas para ele. – Eileen confirmou, enquanto olhava pela janela. – Sentirá falta de Beauxbatons?

- Não. – Sussurrou e Eileen sentiu uma pequena resistência em sua voz, mas a velha senhora sabia que não estava sendo fácil para a menina. – Sabe, será bom! Já estava cansada das mesmas pessoas de sempre.

- Aproveite o dia de hoje, querida. Provavelmente o diretor irá te esperar hoje por volta das oito da noite. - Eileen disse enquanto caminhava em direção a ela.

- Tenho mesmo que ir? - Disse quando se sentou na beira da cama e tirou os sapatos para deitar. - Estou inclinada a passar pelo menos uma noite com vocês.

- Eu nunca pensei que ouviria essas palavras deixando sua boca, Senhorita. – A repreendeu.

- Estou falando sério, vovó. - Ela respondeu quando acomodou melhor na cama. Essa semana não é a melhor para o meu signo quando o assunto é socializar. – Sussurrou.

- Sem chances, Elizabeth. – Seu pai gritou do corredor e ela resmungou. – O Direitor Longbottom estará te aguardando ainda hoje.

- Posso ao menos conhecer os arredores? – Sussurrou para sua avó.

- Acho que não há problema algum nisso, Liz. – Eileen respondeu. – O que acha, Severus?

- Desde que não demore. - Ele disse acenando com a aprovação.

- Obrigada, papai. - Disse com um sorriso no rosto. – Logo estarei de volta.

(...)

Quando a jovem conseguiu que seu pai a liberasse para conhecer o vilarejo bruxo, ela decidiu que começaria pelos lugares mais convidativos. Para ela, tudo parecia muito acolhedor.

No três vassouras, Eliza se sentou em uma das cadeiras na frente do balcão e esperou até que fosse atendida.

- O que posso fazer para você? - Rosmerta perguntou, quase meia hora depois de sua chegada, parecendo entediada.

- Você pode me trazer um pouco de cerveja amanteigada?

A mulher lhe deu as costas parecendo irritada. Liz não entendeu o motivo de tamanha hostilidade, mas resolveu não procurar saber. Minutos depois, a mulher retornou entregando sua bebida e saindo sem a menor cortesia.

Seus olhos se estreitaram, mas não disse nada. Eliza viu quando a mulher encarou o outro freguês com a mesma má vontade que a atendeu.

Liz sabia que se a mulher lhe fizesse outra grosseria, não iria se ressentir em pagar com a mesma moeda.

- O que posso fazer por você, Potter? – Rosmerta o questionou.

- Um Whisky, por favor. – Respondeu imediatamente. Ele realmente precisava de uma bebida.

- Aqui está. – Disse quase jogando a bebida para fora do balcão.

- Você parece miserável, Rosmerta.

Ele apenas olhou para ela como se a visse pela primeira vez e não escondeu sua surpresa.

- Esses estudantes quebraram meu banheiro mais uma vez. – Disse e recostou-se balcão e cruzou os braços sobre o peito. – Como quer que eu fique?

Harry abriu e fechou a boca algumas vezes.

- Conversarei com o Diretor, se de fato foi algum aluno, a escola ressarcirá os danos. Olha, eu entendo por que você está chateada, mas seus outros clientes não têm nada a ver com isso. Não acho que é certo estar com comportamento como esse. - Harry explicou.

Rosmerta deu um olhar cético para ele que lembrava vagamente Hermione.

Ele suspirou olhando para a bruxa ao seu lado, em seguida, voltou seu olhar para Rosmerta e a bruxa do outro lado do balcão pareceu entender o que o homem queria dizer.

- Minhas desculpas, - Falou a dona do estabelecimento. - o dia está muito ruim, mas de fato você não tem nada a ver com isso. - Falou, estendendo a mão.

- Tudo bem. - Disse Liz, dando a mão em um aperto firme.

Rosmerta saiu para a cozinha e eles ficaram sozinhos novamente. Ela deu um sorriso tímido a ele e voltou a sua bebida.

- Vem sempre aqui? – Harry perguntou de repente.

- Não, é a primeira vez que venho a Hogsmeade. Obrigada por aquilo, estava começando a pensar que vir até aqui não tinha sido uma boa ideia.

- Tudo bem. - Disse Harry. – Ela costuma ser mais amigável. Dê uma chance a ela. - Ele acrescentou, apontando para os belos bolinhos que estavam na estufa.

- Então, estão prontos para pedirem algo para comer? – A mulher perguntou quando voltou da cozinha.

- Eu acho que sim ... – Se manifestou o professor. - Então só precisamos decidir o que estamos recebendo. – Harry falou pegando o cardápio.

Inclinando a cabeça para o lado, Eliza perguntou:

- Você costuma chamar estranhos para almoçar?

Harry riu.

- Bem, que cabeça minha. Me chamo Harry. - Ele olhou para esperando que ela também se apresentasse.

Ela levantou uma sobrancelha para ele, mas decidiu pegar sua mão em troca. Eliza achou que não custaria ser cordial com quem lhe livrou de ser rude com a dona do estabelecimento.

- Me chamo Liz.

- Que tal irmos para uma mesa, Liz?

- Por mim, tudo bem, Harry. – Concordou gentilmente.

Harry deu a ela um sorriso agradecido enquanto puxava a cadeira suavemente para que ela se levantasse. Depois de alguns momentos, os dois desfrutavam de um belo almoço fornecido por Rosmerta.

(...)

Eliza descobriu que Harry era surpreendentemente gentil e extremamente doce. Conversar com ele era divertido e podia falar de qualquer coisa que o bruxo era um excelente ouvinte.

Assim, não foi difícil se convencer que ela estava tendo uma queda por ele.

Merlim, ela sabia que o pai a mataria se soubesse que ela estava na companhia de um homem que ela mal conhecia. Seu pai não era o mais compreensivo dos homens, mas certamente ele teria razão se achasse ruim, afinal, Harry era um total estranho.

Eliza sabia que não era o correto a fazer, mas lá estava ela tendo a melhor conversar de sua vida. Além disso, Harry parecia ter um coração maravilhoso.

A jovem se sentiu simpática quando Harry estava falando com ela. Parecia bobo e infantil, mas sentiu-se querida.

- Que diabos ela está nos encarando? – A bruxa perguntou de repente. – Você a conhece?

Harry ia responder, mas preferiu tentar identificar sobre o que ela estava se referindo.

Foi com um grande pesar que ele viu quem era. Skeeter olhava para ele com um ar de curiosidade. Mas, como muitas outras vezes antes, um Harry James Potter não passaria despercebido.

- Uma jornalista aposentada. – Respondeu. - Apenas ignore-a.

Ele se culpou por não ter escolhido uma mesa em um canto mais reservado, afinal, o local que estavam certamente chamaria atenção.

Cansado da mulher os observando, Harry fez algumas caretas para ela e, imediatamente, a loira deixou o estabelecimento. O mago tinha alguns segredos da mulher em questão e provavelmente ela não queria que aquilo fosse a público.

- Liz, espero que tenha gostado da nossa tarde.

- Foi incrível, de verdade, Harry, foi muito gentil da sua parte me convidar para te fazer companhia.

Além de seus olhos estarem em outro, ele pegou a mão dela e juntou na dele.

Apesar de apreensivo, o homem tomou a iniciativa. Harry se aproximou vagorosamente dela e quando viu que Liz não se afastou, começou beijando sua bochecha e depois o lábio. Nem um pouco hesitante, ela abriu sua boca, deixando sua língua suavemente avançar.

Quando o beijo se rompeu, Liz sorriu e inclinou a cabeça para o lado, mas Harry foi o primeiro a falar:

- Eu realmente sinto muito! Não quero que você pense que estou me aproveitando de você.

- Eu não sinto. – Disse ela com sinceridade. - Então, a gente se esbarra novamente? – Ela perguntou sorrindo.

Harry fez uma pausa, depois encolheu os ombros assentindo.

- Se você quiser. – Concordou com um pequeno sorriso.

A bruxa assentiu, então suavemente pressionou seus lábios contra os dele novamente, sua língua suavemente começando a explorar os lábios dele. Ela fechou os olhos, apreciando o beijo e a sensação.

(...)

Harry andou nervosamente em direção ao castelo. Ele realmente não sabia o que fazer, sua mente o condenado por não ter perguntado mais sobre ela. Onde morava, talvez. De que trabalhava. No entanto, se o fizesse, não seria uma espécie de traição a memória de Ginny? Essa era a coisa que mais o perturbava.

O bruxo estava confuso, mas o que a bruxa havia acendido dentro dele parecia a luz que estava faltando em sua vida para que ele se desprendesse do passado para viver o presente.

- Harry? – Hermione chamou bem próxima a ele. De repente, ele voltou à realidade e olhou para ela.

- O quê? Quem? ... desculpe, hein? - Ele disse, parecendo confuso e olhando em volta.

Ela sorriu e riu, olhando para ele

- O que aconteceu para estar assim? O dia deve ter sido bem agradável.

- Conheci alguém. Uma pessoa que não sabe quem eu sou, não sabe do meu passado, então dificilmente conversou comigo por interesse.

- E por que não está um pouco mais contente? - Ela perguntou, parecendo curiosa.

- Porque fui estupido o suficiente para não perguntar mais nada dela. - Harry disse. – Mas eu não podia. Você sabe que não.

- Oh, Harry. Já se passaram anos, você deveria recomeçar. - Ela disse com um sorriso triste. – Você sabe, não é como se fossemos encontrar a Ginny nessa altura do campeonato. Certamente ela não quer ser encontrada. Você merece ser feliz, aproveite com isso. - Harry olhou para ele com simpatia, mas ainda parecendo perdido.

- Não acho que estou pronto. - Harry disse, apontando para a escada na frente deles. – Vamos?

- Claro. – Concordou.

- Me diga, Hermione... Você também não parece muito bem. O que aconteceu?

- Alexander aconteceu, Harry! Você acredita que ele foi expulso da sala de aula? - Ela respirou.

(...)

Eliza não tinha dito a ele nada sobre sua vida, afinal, não queria correr o risco de seu pai estragar algo que nem mesmo havia começado. Ela abriu a porta e deu de cara com os grandes olhos negros perfurantes.

- Oh, olá. - Ela disse vagamente.

- Olá?!- Seu pai resmungou, sua raiva misturada com impaciência. - Você não estar em casa há uma hora atrás, Elizabeth?

- Oh, me desculpe. - Disse serenamente. - Às vezes minha mente vagueia, eu realmente não me lembro de verificar a hora e acabo perdendo a noção do tempo. - Ela se endireitou, segurou os livros no peito com os dois braços e olhou fixamente para ele. – Sinceramente, papai. Não foi minha intenção demorar tanto. Porém, conheci uma ótima livraria e não consegui sair de lá sem antes olhar todas as fileiras. – Mentiu parcialmente.

Sem dizer nada, seu pai a encarou com atenção. Severus parecia estar buscando algumas lacunas em sua fala.

- O senhor está bem? Você parece bastante estranho, você sabe.

- Você pode ir para seu quarto! A sua sorte, mocinha, é que não estará em casa. Caso contrário, estaria de castigo. – Grunhiu entre os dentes.

Com isso, ela lhe deu um breve beijo na bochecha e se afastou dele e correu para cima, ainda tendo ataques de risadas enquanto pensava que mudar foi a melhor coisa que lhe aconteceu.