Edward me deixou em casa um pouco antes das 9:00.
Confesso que foi relativamente difícil sair da sua casa depois de uma noite tão maravilhosa.
Tudo bem, não transamos e não aconteceu nada demais, mas essa com certeza foi a melhor noite da minha vida.
Ele fez algo que nenhum homem jamais fez. Pela primeira vez não me senti apenas como uma mulher quente que "me fez ter o melhor sexo da minha vida". Ele me fez sentir amada e protegida como nunca antes – tubo bem, eu senti algo muito maior e duro encostar na minha perna ontem a noite e aquilo com certeza não foi o controle remoto da TV – mas mesmo assim dormir em seus braços foi como o céu, acordar e vê-lo ao meu lado foi muito mais do que eu poderia imaginar sentir um dia.
E apenas por isso eu não estava surtando depois da descoberta dos meus sentimentos. Eu sabia que era louco, estamos juntos há apenas alguns dias e eu já estava apaixonada, mas isso não me assustou tanto ao ponto de pegar o carro e fugi como um bêbado.
Eu estava com um sorriso durante todo o caminho até meu apartamento, mas assim que coloquei os pés dentro de casa pude sentir que algo estava errado.
Haviam muitas, não apenas duas ou três, mas muitas garrafas de bebidas espalhadas pela sala e eu realmente não costumo ficar muito impressionada com isso, mas o local estava uma completa bagunça. Haviam copos, comida, uma caixa de pizza vazia, lenços jogados pelo chão, roupas...
Eu não fazia a menor ideia qual furacão havia passado por aqui, mas isso haveria consequências.
Em algum canto do corretor encontrei um corpo jogado no chão, ao me aproximar reconheci a cabeleira preta de Alice. Ela se escolhia no seu pequeno cobertor e um pouco de baba saia da sua boca. A oportunidade era boa demais para eu recusar, por isso peguei o celular do bolso e tirei uma foto.
Olhei para imagem mais uma vez e soltei um riso, era uma pena eu não ter nenhuma caneta agora.
Deixei-a onde estava e segui a minha inspeção. A porta do meu quarto estava aberta e quando entrei meus olhos quase saltaram quando vi a cena a minha frente.
Na minha cama estava Jasper – que mais parecia um gamba – e ao seu lado estava Rose. Os dois enrolados no meu cobertor e eu temi o que havia por baixo.
Depois de acalmar meu coração louco, e amaldiçoar Jasper por todos os nomes que eu conhecia, caminhei até os dois com passos hesitantes. Segurei o cobertor com uma mão e tomei um ar profundo antes de puxar de uma vez o tecido.
Alivio me dominou ao ver que os dois estavam devidamente vestidos e que, aparentemente, não haviam cometido nenhum crime na minha cama.
Olhei para o rosto adormecido e bêbado do meu amigo e uma vontade louca de jogá-lo dali me bateu. Porém, apesar desse desejo cruel e profundo em meu ser, dei um pequeno tapa no seu rosto para acordá-lo, não tão pequeno, mas mesmo assim o infeliz não acordou.
– Jasper – chamei-o baixo temendo acordar Alice ou Rose e ele resmungou fazendo uma careta e isso me irritou.
Agarrei sua bochecha com um pouco mais de força que o necessário e felizmente ele acordou.
– Ai, ai, ai... – abriu os olhos levantando da cama enquanto eu ainda não havia soltado e finalmente quando ele estava fora, e longe da Rose, o soltei. – Porra Bella! Isso dói! – resmungou massageando o local avermelhado e cruzei os braços encarando-o.
– Você deveria me agradecer seu... – fechei os olhos respirando fundo e o olhei mais calma. – Que merda aconteceu aqui? E por que Alice está deitada no chão enquanto você está aqui com Rose?
Ele ainda parecia um pouco confuso e de ressaca, mas quando terminei de falar seus olhos aumentaram e ele olhou para trás, quando percebeu a realidade ofegou e deu um passo para o lado.
– Que merda...? – murmurou e foi em direção à porta. O segui e quando ele viu o estado da sua noiva enfiou a mão no cabelo e o empurrou para trás com um suspiro.
– Agora quer me explicar o que aconteceu?
Ele olhou para mim e um pouco da minha raiva se dissipou ao perceber o quanto ele se sentia perdido.
– Vamos para cozinha, você precisa de um pouco de café e um banho – fez uma careta e ele abriu um pequeno sorriso e assentiu.
Jasper ficou sentando na cadeira do balcão enquanto eu me encarregava de fazer o café, ele não olhava para mim e parecia perdido em pensamentos. Eu não conseguia imaginar o que se passava por sua cabeça agora, mas agora conseguia me simpatizar um pouco com sua situação. Eu me encontrava em uma parecida, apenas os contextos eram completamente diferentes.
Nós dois estamos apaixonados, mas eu não tinha alguém e independente de qual escolha for à de Jasper alguém vai sair machucado.
– Aqui – coloquei a xícara a sua frente e ele levantou a cabeça, sorrindo em agradecimento antes de tomar um pouco.
– Eu não planejava me apaixonar por ela – começou e apenas o olhei. – Eu não planejei nada disso... Mas eu sabia que as coisas não poderiam continuar do jeito que estavam, por isso ontem a noite quando Alice disse que passaria a noite aqui, eu aproveitei a chance e fiz as pazes com ela e Rose – assenti e ele continuou. – Alice sugeriu bebermos para comemorar, você sabe como ela fica quando se trata de sentimentos.
Soltei um riso e ele me acompanhou. Alice nunca foi boa em demostrar ou falar sobre o que sente, ela sempre tendia a beber em momentos como esse. Como ela se tornou uma psicóloga é um mistério para mim.
– Eu não lembro de muita coisa, mas de uma coisa tenho certeza – ele me olhou nos olhos e eu podia ver a verdade ali. – Não aconteceu nada entre eu e Rose.
Soltei um suspiro de alivio.
Apesar de tudo eu ainda temia que algo tivesse acontecido.
– E nada nunca vai acontecer – jurou e o olhei momentaneamente surpresa.
– Isso é o que você decidiu? – perguntei e ele desviou o olhar forçando um sorriso.
– Isso é o que é o melhor a se fazer, para ela e para Alice.
Eu abri a boca para falar algo, mas nada saiu. O que eu poderia dizer? Não importa o que eu dissesse ou fizesse, essa era uma escolha dele, apenas dele e de mais ninguém.
– Mas e você? – perguntei e ele me olhou.
– Sentimentos mudam de uma hora para outra. Um dia isso, esse sentimento, vai passar – disse mais como para si mesmo do que para mim e peguei sua mão.
– Jasper – ele me olhou surpreso. – Alguém me disse uma vez que você saberá que encontrou a pessoa certa quando ela fizer seu coração saltar. Rose faz isso? Ela faz seu coração saltar?
Ele baixou os olhos e tirou minha mão da sua levantando.
– Eu preciso mesmo tomar um banho – brincou ignorando minha pergunta e forcei um sorriso.
– Sim, você precisa. Não queria dizer, mas... – escolhi os ombros e ele sorriu.
Ele estava prestes a sair da cozinha quando o chamei.
– Jasper, e Alice? Ela faz seu coração saltar? – ele olhou para mim e assentiu com um sorriso forçado.
– Sim... Ela faz.
Era mentira.
Seus olhos me diziam isso enquanto brilhavam com as lágrimas não derramadas e eu quis dizer, mas o que? O que eu poderia fazer?
Eu odiava isso, odiava o fato que não podia fazer nada e talvez eu também não queria que as coisas mudassem.
Eu odeio esse meu lado, odeio dizer isso, mas eu já havia escolhido um lado e não era o de Jasper. Eu sou egoísta, mas não queria ver Alice nem Rose machucadas.
Me desculpe Jasper.
– Que bom – disse forçando um sorriso e ele retribuiu antes de sair.
Me desculpe.
Mais tarde naquele dia Alice veio conversar comigo sobre minha noite.
Jasper já havia ido embora há algum tempo. Eu me sentia culpada por não poder ajuda-lo, mas eu também não queria destruir a amizade que construímos ao longo dos anos.
Esperar.
Isso era a única coisa que eu poderia fazer.
E isso é uma merda.
Alice felizmente pareceu não perceber o estado em que seu noivo encontrava, mas infelizmente ela parecia muito concentrada em mim.
– Oh meu Deus! – ela falou pela milésima vez e agarrou meus ombros. – Você sabe o que isso significa, não é? Isso é demais! Caramba... Isso é algo que você diz para mãe dos seus filhos – falou sonhadoramente e fiz uma careta.
– Alice não vá tão longe, nós nos conhecemos a o que? Algumas semanas? – engraçado, pensando bem, eu sentia que o conhecia há anos.
– Não seja estraga prazeres Bella. Isso é algo muito fantástico! Quantos caras já fizeram isso com você? – fiz uma careta e ela riu. – Exatamente! Não seja uma idiota e deixe esse homem escapar só porque está com medo.
Minha careta aumentou e torci os lábios em desgosto.
– Eu não estou com medo – reclamei e ela riu.
– Oh está sim, você sempre foge quando percebe que está se envolvendo demais – revirei os olhos e ela respirou fundo. – Deixe de ser uma idiota por um momento está bem? Você não precisa ter pressa, apenas... Deixe acontecer. Quando você menos espera algo incrível pode acontecer.
A olhei por um momento e soltei um riso.
– Falando assim você até parece à voz da razão – arqueei uma sobrancelha. – Quem foi a primeira a fugir quando descobriu seus sentimentos? – perguntei e ela fechou a cara.
– Isso foi antes, hoje eu sou uma pessoa diferente.
– Certo, certo... Mas me conte como vocês destruíram a casa ontem?
– Apenas aconteceu, bebemos, brincamos... Eu realmente não me lembro mais o que aconteceu no resto da noite – disse e rimos. – Felizmente Jasper e Rose se entenderam.
Meu sorriso morreu e eu desviei o olhar.
– É... – falei depois de alguns segundos. – Ainda bem.
...
Eu havia acabado de sair do banheiro quando percebi meu celular piscando com mais uma mensagem.
Edward e eu ficamos nos falando durante todo o dia, nos conhecendo, nossos gostos, preferencias e tudo mais que um queria saber sobre o outro, e eu estava amando isso, esse lado que apenas eu conhecia.
Meu Edward, meu bebê, meu am...
Certo, eu tenho alguns problemas.
E: O que você vai fazer hoje à noite?
Pensei por um segundo e então me lembrei do que havia combinado com Rose.
B: Eu combinei com Rose hoje de sairmos.
E: Hmm... Posso saber para onde ou estou me intrometendo?
Soltei um riso involuntário.
B: Claro que pode seu bobo. Vamos aquele bar que nos encontramos quando você estava bêbado, lembra?
E: Eu realmente não tenho muitas lembranças dessa noite.
Revirei os olhos e bufei. Claro que não, bêbado como estava era impossível lembrar.
B: Eu percebo. Posso mandar o endereço, você quer ir com a gente?
E: Mesmo? Não vou atrapalhar a noite das garotas?
B: Não, nós íamos mais beber e paquerar.
E: Paquerar?
B: Rose ia paquerar, eu ia mais para fazer companhia.
E: Hum... Acho bom mesmo.
B: Ciumento.
E: Ciumento não, cuidadoso. Espere-me no bar, acho que você também vai paquerar hoje Srta. Swan.
B: Bom Sr. Cullen, acho que vou ter que mostrar meus encantos essa noite.
E: Mal posso esperar.
Soltei um riso e joguei o celular em cima da cama antes de correr para me aprontar.
Alguns minutos depois entrei no quarto de Rose com um vestido que poderia ser considerado um crime vesti-lo.
Acho que Edward vai ter que ser muito cuidadoso hoje à noite.
Abri um sorriso ao imaginar sua reação. Com certeza vai ser uma noite muito divertida.
– Por que esse sorriso? – Rose perguntou quando me viu e seus olhos arregalaram ao ver como eu estava vestida. – Acho que posso entender.
Balancei a cabeça ainda sorrindo e parei a sua frente.
– Você também está de matar – ela soltou um riso e arqueou uma sobrancelha.
– Você tem certeza que deveria estar vestida assim? – perguntou e franzi o cenho. – Seu namorado pode não gostar muito.
Hum... Ainda não tinha contado a ela.
– Na verdade ele vai estar com a gente hoje – seus olhos arregalaram e ela balançou a cabeça.
– Então acho melhor eu ficar – revirei os olhos com seu absurdo.
– Deixe de ser boba Rose, você vai fazer o que combinamos. Ele vai apenas ficar ao meu lado. E você sabe que Alice vai te matar se você não obedecer ao plano dela.
Nós estávamos na parte "Faça Rose perder a timidez" do plano ridículo dela.
– Eu não sei... – disse incerta e suspirei.
– Eu prometo que não irei deixar você de lado como da ultima vez – prometi e ela suspirou.
– Tudo bem.
Quando chegamos ao bar já havia algumas pessoas circulando pelo local.
De longe avistei Edward sentado em uma mesa parecendo entediado e sorri indicando para Rose o local. Ela ainda parecia estar um pouco nervosa por ter Edward conosco. O que eu achava um absurdo, mas ele era o "chefe" dela apesar de tudo.
Assim que nos viu ele abriu um sorriso contente e nos chamou em sua direção.
– Você demorou – ele disse assim que sentei ao seu lado e me inclinei para depositar um selinho em seus lábios.
– Estava ficando bonita para você – pisquei um olho e ele balançou a cabeça.
– Percebi – murmurou colocando uma mão na minha em cima da minha coxa e os olhos grudados no meu decote.
Pigarrei chamando sua atenção – apesar de querer rir da situação – e indiquei Rose sentada a nossa frente.
– Ah olá Rose – disse e fiquei contente por ele esquecer as formalidades.
– Olá Edward – ela sorriu e levantou. – Vou pegar algumas bebidas para nós.
Rose saiu antes que pudéssemos dizer algo e revirei os olhos.
– Ela quis nos deixar a sós – expliquei para ele quando percebi seu olhar confuso.
– É muito... Atencioso da parte dela – disse e franziu o cenho. – Mas ela fez parecer que eu iria atacar você.
Soltei uma risada e arquei uma sobrancelha para ele.
– E não vai? – perguntei e seus lábios se curvaram.
– Ainda não.
Gargalhei e me inclinei para beijar seus lábios novamente.
– Sim, Rose foi muito atenciosa, mas hoje você vai ter que se controlar – ele fez uma carinha triste e eu quis mordê-lo. – Hoje eu preciso oferecer apoio a ela.
– Por quê? – perguntou confuso e mordi o lábio indecisa se lhe contava a verdade ou não.
Afinal isso era um segredo de Rose.
Mas por fim decidi que ele era de confiança e lhe contei toda historia e do plano maluco de Alice, tirando o fato que a pessoa de quem Rose gostava era Emmett.
– Hmm... Eu vejo – ele comentou pensativo depois que eu terminei e me olhou. – A pessoa que Rose gosta por acaso é o meu irmão?
O olhei surpresa.
– Como sabe? – ele soltou um riso e balançou a cabeça.
– Isso era um pouco obvio. Ela sempre ficava nervosa perto de Emmett.
Revirei os olhos. Rose nunca foi uma boa atriz.
– Tudo bem, eu vou ajudar – disse sorrindo e franzi o cenho. Mas antes que eu pudesse perguntar o que ele tinha em mente, ele falou. – Ela está vindo.
Rose colocou nossas bebidas em cima da mesa e sentou a nossa frente. Ela sorriu nervosamente quando a olhei e passou a bater os dedos em cima da mesa, um gesto irritante que ela costumava fazer quando estava nervosa.
– Então... – Edward começou e o olhamos. – Como vocês fazer isso? Escolhem aleatoriamente ou tem um alvo em particular?
Rose engasgou com a própria bebida enquanto eu o olhava de boca aberta. Como ele conseguia ser tão descarado?
Olhei para frente e Rose me enviava um olhar fulminante. Pigarrei desviando o olhar e tomando um gole de cerveja.
– Aletoriamente... – murmurei sem saber o que fazer.
– Hum... – murmurou e o olhamos. – Eu não sei muito como funciona com vocês garotas, mas para nós, homens, funciona um pouco diferente.
Eu o observava boquiaberta, não acreditando que ele iria mesmo fazer isso.
– É mesmo? – perguntei tentando prender o riso e ele arqueou uma sobrancelha.
– Sim. Nós gostamos de mulheres hm... Mais "fáceis" – disse com cuidado ao ver meu olhar e continuou. – Porém todos os homens gostam de algum desafio. Você deveria tentar Rose, não gostou de nenhum homem aqui em particular?
Rose estava no mesmo estado que eu, não acreditando que o seu chefe estava mesmo oferecendo conselhos amorosos para ela.
E sim, isso era muito estranho. Mas engraçado pra caramba.
E assim se prosseguiu durante o resto da noite. Edward ajudando Rose, dizendo para ela passar perto de um cara, mas o ignorando completamente enquanto conversava com outro cara do lado.
Eu estava me divertindo, rindo quando Rose foi pegar uma bebida e praticamente passou os seios na cara de um moreno.
Essa noite definitivamente me surpreendeu.
E então quando, finalmente, ficamos Edward e eu ficamos sozinhos, pois Rose já tinha a sua conquista na palma da mão, passamos a conversar, ainda no nosso jogo de conhecermos um ao outro.
Eu gostava de falar com Edward, ele era divertido e sempre parecíamos nos dar tão bem. Como se nos conhecêssemos há décadas, como se ele tivesse sido meu amigo a minha vida inteira.
Era estranho pensar que há algumas semanas atrás nós nunca havíamos visto um ao outro.
Isso era tão estranho. Mas eu não conseguia pensar na minha vida sem ele.
Sim, estava muito divertido, mas eu queria sair daquele lugar. Eu amo conversar com ele, mas com certeza beijá-lo era a minha coisa favorita de fazer.
Então olhei para Rose e suspirei. Ela se divertia com o moreno musculoso e definitivamente não iria precisar mais de nossa ajuda. Então o que estávamos fazendo ali?
Senti a mão de Edward tocar minha coxa e contive o sorriso.
Nós definitivamente não iriamos permanecer por ali por mais tempo.
– Podemos sair daqui? – Edward perguntou antes que eu pudesse dizer algo e sorri.
– Ao que parece pensamos igual, Sr. Cullen – beijei levemente seus lábios e levantei. – Vamos!
Saímos do bar rindo como duas crianças travessas.
Rose nem ao menos percebeu que estávamos saindo. Ela estava muito ocupada com o senhor musculoso e eu aposto que sua noite iria terminar tão divertida como a nossa.
Edward nos levou ao seu carro e assim que entramos eu praticamente pulei em cima dele, beijando sua boca como se ele fosse o ar e eu precisasse dele para respirar.
Em questão de segundos a noite fria em Chicago se transformou em um vulcão. Tudo parecia pegar fogo, meu corpo, meu coração, minha alma... Tudo, tudo em mim clamava por aquele homem.
– Não... – ele disse me parando e eu franzi o cenho.
Sua respiração se encontrava tão ofegante como a minha e ele, com certeza, estava tão ou mais excitado que eu. Mas antes que eu pudesse perguntar o que aconteceu, ele nos colocou no banco do passageiro e trocou nossas posições, deixando seu corpo por cima do meu e abriu um sorriso tão cruel que minha calcinha encharcou.
– É minha vez de brincar... – sussurrou perto da minha orelha e todo meu corpo arrepiou.
Seus dentes morderam levemente o lóbulo da orelha e eu soltei um gemido involuntário, fazendo-o soltar um riso.
– Eu nem comecei e você já está gemendo gatinha... – ele se afastou e fixou o olhar em meu rosto enquanto passava o dedo lentamente pelo meu pescoço. – Talvez devêssemos parar?
Estreitei os olhos em sua direção.
– Não se atreveria... – ameacei e ele riu.
– Oh sim, eu me atreveria – aproximou o rosto do meu. – Então a menos que não queira que eu pare, você não pode gemer. Ouviu bem?
Eu odeio receber ordens, realmente odeio.
Mas droga, ele estava sendo tão sexy que eu não pude fazer nada além de assentir.
– Boa garota – sussurrou se abaixando para me beijar e eu quase o mandei se foder, mas antes que eu pudesse pensar em algo sua mão desceu pelo meu corpo até encontrar a abertura do vestido, que realmente não era tão longe, e seus dedos deslizaram por cima da minha calcinha me fazendo tremer.
E eu agradeci por ele estar com a boca na minha, pois eu provavelmente iria gemer.
De repente o banco que estávamos desceu, ficando totalmente deitado, o que me assustou pra caramba, mas o susto logo passou quando ele começou a me tocar mais intimamente e quando ele afastou a minha calcinha para o lado e passou a realmente me tocar foi como se eu tivesse ido aos céus e voltasse.
Infelizmente o ar se fez necessário e precisamos nos separar, mas seus lábios imediatamente fora ao meu pescoço, lambendo e mordendo, o que fazia contorcer mais e morder o lábio com força.
Eu queria gemer, não, eu precisava. Mas eu sabia que, se o fizesse, ele iria parar.
Então, quando eu menos esperava, ele tirou seus dedos de mim e se afastou e antes que eu protestasse ele ergueu meu vestido, deixando-o até metade da minha cintura e rudemente rasgou, sim, rasgou minha calcinha e abriu minhas pernas me deixando totalmente exposta.
Ele me olhou por um segundo e abriu um sorriso tão devastador que eu pensei que iria gozar ali mesmo sem ele ter feito quase nada.
E antes que eu pudesse pensar, ele baixou seu rosto e literalmente lambeu ela.
Eu joguei a cabeça para trás e mordi o lábio om força, pois se não fizesse acho que poderia gritar.
Agradecia o fato do seu carro ter os vidros escuros, e só se uma pessoa realmente se aproximasse do vidro é que poderia ver algo, mas no momento eu estava pouco me lixando se alguém pudesse ver.
A partir dali eu não era mais Isabella, eu não conseguia pensar em mais nada a não ser sentir as sensações que ele provocava em mim.
E ele realmente brincou comigo, lambendo, chupando, mordendo e praticamente me penetrando com sua língua. Me fazendo sentir, a cada segundo, mais perto da pequena morte.
– Edward... – sussurrei fechando os olhos com força quando mais uma onde de prazer me atingiu. – Me beija... – pedi, pois sabia que não iria aguentar mais sem gritar.
Em um segundo seus lábios estavam nos meus e seus longos dedos passaram a fazer todo o trabalho, me penetrando de forma rápida.
Gemi ao sentir meu gosto em seus lábios e isso pareceu incentivá-lo, pois sua língua passou a imitar os movimentos que seus dedos faziam em mim e aquilo foi o auge do prazer para mim.
Gozei sentindo seus dedos ainda em mim, não parando até quando terminei de vir.
Ele se afastou e eu respirava ofegante, assim como ele.
Alguns minutos se passaram e, depois que o meu estupor passou, soltei um riso sendo observada por seus lindos olhos divertidos.
Céus...
Eu preciso casar com esse homem, mas se for pedir muito deixe-me apenas casar com essa língua e viver o resta da minha vida no prazer.
Sim, é verdade, a felicidade é encontrada em pequenas coisas.
