Oi, galera. Quantos ANOS eu não posto uma fanfic aqui! Mais ou menos 5 anos!
Eu estava relendo algumas fics e percebi que se fosse escrever hoje, escreveria diferente. Acho que minha escrita melhorou.
Então me perdoe se as fics antigas tiverem uma qualidade muito diferente dessa.
Eu vi o remake do Resident Evil 3 esses dias. Eu não gostei de várias coisas que eles colocaram, mas gostei de coisas tipo o gráfico e dos flertes do Carlos. Jill e Carlos são um casal que shippo muito, depois de Leon e Ada. Eu não gostei do modelo de rosto do Carlos, mas senti vontade de criar uma fic de Jill e Carlos! (Vou escrever Carlos com aquele corte de cabelo anos 90) Só que como já aconteceu tantas coisas na saga do Resident Evil (que nunca chega no fim, aff), iria ser muito trabalhoso (pra minha criatividade) criar uma fic nos tempos atuais da franquia. Por outro lado, eu JÁ criei uma fic depois dos acontecimentos do Resident Evil 3, que se chama "Seja minha Valentine / Be my Valentine", que é sobre Jill e Carlos num cruzeiro. É uma fic curtinha, de quatro capítulos, se não me engano.
Então pra fazer algo diferente dessa vez, eu decidi fazer algo parecido que fiz com Umbrella only for rainy days, que é uma fic num UNIVERSO PARALELO. Neste universo, não tem zumbis, vírus, armas bio-orgânicas, umbrella... Nada disso :) Uma fic super light de ler. E mais fácil de desenvolver levando em consideração aquele lance de umbrella, b.o.w.s... E como a Capcom esqueceu o Carlos no churrasco, aí fica difícil criar coisas de acordo com a franquia.
No caso de Umbrella Only For Rainy Days [fic com foco no Leon e na Ada], eu escrevi a história situando em Nova York. Apesar de ter tirado aquela vibe do cenário de Raccoon City, foi bem gostosinho retratar Nova York naquela fic. Mas hoje em diria, eu colocaria mais detalhes em alguns episódios, quando paro pra pensar. Na época, eu era muito inexperiente...
"Os Dois Cs" se passa num universo paralelo, mas eu decidi deixar Raccoon City como a cidade mesmo. Em vez de usar lugares reais (de Nova York), eu vou tentar usar as referências da cidade de Raccoon City :)
Espero que gostem de ler fics em universo paralelo! E espero que shippem Carlos e Jill! E, mais uma vez, coloquei o Carlos como brasileiro pra dar uma representada bonitinha pro meu país. (Mas existe uma chance de 99% dele ser brasileiro, né? Sempre teve isso). Apesar da situação política brasileira atual ser ridícula, espero que o Carlos da fic traga uma lembrança boa do brasileiro. Aliás, é 98, né? Hahaha Espero que gostem do jeito como vou escrever o Carlos.
Capítulo 1:O quão pouco que sabemos
Era uma noite de quarta-feira. Jill estava em casa, sentada à mesa, comendo um pedaço de bolo de chocolate. Enquanto comia, lembrava do convite que Chris tinha feito neste mesmo dia: ele, Jill e Barry irem comer no Hard Rock Café, no sábado. Para ela, era um convite normal. Mas Barry havia dito algo intrigante. Enquanto ela e Barry estavam sozinhos na sala dos S.T.A.R.S., Barry disse para ela que esse convite era só um pretexto pro Chris passar mais tempo com ela. Jill achou um absurdo porque Chris é só um melhor amigo para ela. Mas isso não a fez parar de imaginar se Chris realmente estava com outras intenções com ela. Chris havia elogiado ela em muitos momentos enquanto estavam trabalhando, mas ela sempre ignorou esses elogios.
Quando terminou de comer o bolo, foi para a janela do seu quarto olhar a cidade. As ruas estavam quase vazias mas as luzes das casas e dos apartamentos ainda estavam acesas; indicando que a maioria das pessoas ainda estavam acordadas. E então voltou a refletir. Jill gostava de Chris como amigo, mas não conseguia enxergar ou sentir compatibilidade amorosa ou química. Pediu a Deus que isso fosse só paranoia do Barry, que Chris não gosta dela como namorada. Jill não era o tipo de pessoa que gostava de ir em encontros para conhecer homens. Mas como Chris era um cara legal e sempre muito gentil com ela, todo mundo que ela conhece iria importuná-la demais para que ela desse uma chance pro Chris. Como se toda mulher fosse obrigada a dar uma chance e se permitir namorar um cara com quem não tem tanta atração física só porque o cara é considerado "legal".Infelizmente, Jill sabia que ela acabaria cedendo à opinião dos outros. Porque todo mudo iria dizer que Chris é um bom partido e etc.
Jill se deitou na cama. Pegou o controle remoto que estava perto do travesseiro e ligou a televisão. Estava passando um filme da Sandra Bullock, o "enquanto você dormia". Já havia visto esse filme, mas como Jill adorava ver filmes que já havia visto, fez uma nota mental que iria assistir o filme até o fim antes de ir dormir. Mas enquanto assistia, veio um pensamento em forma de prece. Ela pediu a Deus que aparecesse alguém com quem ela tivesse uma atração muito forte mas que ao mesmo tempo fosse uma pessoa boa para namorar.
No dia seguinte, Jill se preparava para mais um dia de trabalho na Delegacia de Polícia de Raccoon City (R.P.D.). O lado bom de ser uma policial S.T.A.R.S. era que nem sempre seus serviços era necessários, já que a vida em Raccoon City era pacata, com poucas tragédias ou altas criminalidades. Então havia dias que ela trabalhava muito pouco. Por outro lado, quando acontecia algo excepcional e extraordinário, tudo caía em cima das costas dos S.T.A.R.S.
Jill entrou na R.P.D. e foi diretamente para a sala dos S.T.A.R.S., cumprimentando todos que ela viu no caminho. Na sala dos S.T.A.R.S., Rebecca Chambersestava sentada na mesa dela.
- Bom dia, Rebecca - disse Jill.
- Bom dia, Jill! - Rebecca disse após um gole no seu café.
Jill sentou em sua mesa e pegou uma pilha de papéis que estava um pouco à esquerda. O olhar dela desviou dos papéis e parou na guitarra do Chris, que estava encostada na parede. Se lembrou daquele novo mistério com o qual ela teria que se preocupar: se Chris estava tendo uma quedinha por ela. De repente, um som de porta abrindo a assustou. Olhou pro lado direito e viu Chris entrando.
- Bom dia, bom dia.
Rebecca e Jill responderam o bom dia dele.
Chris se aproximou da mesa de Jill, queficava atrás da mesa dele, fazendo com que os dois ficasse de costas um pro outro quando cada um estava encarando suas mesas. Chris colocou um sorriso no rosto e disse:
- Jill, você não vai acreditar no que aconteceu ontem!
- O que? - disse ela desinteressada mas tentando não aparentar que estava assim.
- Eu lembrei de você enquanto estava ouvindo uma música!
Jill apoiou o cotovelo na mesa e encostou o polegar e o dedo indicador no rosto e disse:
- Que música?
- Peaches, do The Stranglers.
- Eu adoro essa música.
- Sério?! Então eu pensei certo! - Chris encostou a lateral do corpo na mesa de Jill e colocou uma das mãos na cintura. - Quando eu ouvi, eu pensei "Nossa, mas esse cara cantando essa música é como se fosse uma versão masculina da Jill!" Porque você com certeza seria o tipo de pessoa que chegaria na praia de óculos escuros e ficaria olhando todos. Porque você é toda poderosa, né? Você é ousada, você fala o que pensa, você é sexy... Então você com certeza chegaria de óculos escuros num cara e falaria "nós temos muitas coisas nas nossas cabeças, se é que me entende" e outros trechos daquela música. - deu uma risadinha - Eu também acho que você representa muito bem o feminismo. Eu admiro muito isso...
"Meu Deus... Eu não ouvi o que eu ouvi. Que comentários mais sem... Que tipo de pensamento é esse?" foi o que Jill pensou enquanto olhava pra Chris, com a sobrancelha levemente franzida.
- Aí, acho que por ter lembrado de você - continuou Chris - eu sonhei contigo!
- Sonhou? O quê? - ela disse sorrindo educadamente, mas os pensamentos dentro da sua cabeça eram "ai meu Deus..."
- Eu sonhei que eu e você estávamos num lugar com praia. Não se explicar onde era. - Chris contava de um jeito empolgado - aí estávamos jogando vôlei de praia. Você estava com um biquíni azul escuro, da cor do seu uniforme. Depois da partida, íamos tomar banho de piscina. A gente pulava na piscina. Era meio louco. Mas aí.. - Chris hesitou um pouco - eu não lembro o que aconteceu depois - disse olhando pro lado esquerdo, fugindo de olhar Jill nos olhos.
- Uau... Com certeza, a quantidade de "praias" que você ouviu na música te fez sonhar com praia.
- Sim -ele deu um sorrisinho.
E, então, Barry e Brad entraram no escritório. Chris se apressou em sentar na sua cadeira. O clima ficou profissional de repente, e toda aquela conversa sobre praia e piscina foi encerrado ali. Jill achou toda essa conversa estranha e ficou pensando quando que Chris começou a gostar dela, se fosse o caso.
Terminado seu expediente de trabalho, Jill ficou com vontade de ir num restaurante italiano que ela gostava muito na cidade. Um pensamento assombrava ela. A intuição dela estava dizendo que ou Barry iria desmarcar a "janta" no Hard Rock Café ou Barry iria embora do Hard Rock Café mais cedo. Intuição feminina nunca falha. Alguma coisa nesse dia faria Jill e Chris ficarem a sós.
Jill entrou no restaurante e percebeu que ele estava um pouco cheio. Não havia mesas completamente vazias. Se ela tivesse que comer, teria que dividir a mesa com outra pessoa. Só havia duas mesas com apenas uma pessoa sentada. Uma tinha um homem velho e muito feio. Parecia ter uns 40 anos. E a outra mesa tinha um homem com a idade na mesma faixa de idade que a dela. Mas este era bonito a nível o tipo de homem que a Jill gosta. Ele estava jogando "snake" no seu celular. "Bom, seeu tenho que escolher com quem eu tenho que dividir mesa, eu prefiro sentar com o bonito ali".
Ela se aproximou da mesa e disse para o rapaz:
- Com licença, posso sentar aqui contigo? Não tem outras mesas vazias nesse restaurante;
- Sim, sim. Você pode sentar. - o rapaz sorriu. - Eu sei que é estranho sentar com um estranho só porque o restaurante está lotado. Mas não se preocupe porque eu não vou te atrapalhar.
- Ah, sem problemas. Eu também não sou uma pessoa que não conversa com estranhos. Eu sou uma pessoa sociável, então eu não ligo - ela disse com intuito de prolongar a conversa com aquele cara bonito. - Desculpa perguntar, mas.. Você é estrangeiro? Pude notar um sotaque diferente em algumas palavrinhas, bem sutil.
- Nossa, você é bem perceptiva. - ele sorriu. - Eu sou, sim. Eu sou brasileiro.
O rapaz estava vestindo uma jaqueta bege, uma blusa verde escura e uma calça cinza escura. Ele era branco, tinha cabelos castanhos e era muito bonito. Jill pode perceber que conversar com estrangeiros sempre dava um ar do inesperado. Era como se fosse uma situação revigorante. A diferença de culturas era sempre interessante.
- É meu trabalho ser perceptiva - ela sorriu também. - Brasil? Nossa, que legal. Qual é seu nome?
E então, galera? Ansiosos para o próximo capítulo?
