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O Presente de Artêmis
VIII
Marin
A amazona de Águia olhou para o rio e estranhou seu reflexo brilhante na correnteza. Sua armadura sagrada parecia se misturar ao fluxo da água e pequenas fagulhas prateadas emanavam de seu corpo. Ela havia esquecido que vestia a armadura. Sim, estava exausta, mas nem percebia mais o peso e o atrito do material sobre sua pele.
Se ajoelhou e molhou o rosto, se refrescando do longo exercício. Desde que a guerra começou, Marin intensificou seu treinamento e seu tempo livre foi reduzido. Passava as manhãs descobrindo a potência de seu cosmo com a armadura de prata. A tarde (e muitas noites) acompanhava Mayura para auxiliá-la nas estratégias de guerra. Sabia que sua mentora já considerava a possibilidade de uma batalha nas últimas lunações de sua gravidez ou até mesmo nas primeiras semanas após o nascimento do bebê. Quanto mais a gestação de Mayura avançava, mais conhecimento era exigido das demais amazonas.
Marin sorriu ao ouvir os gritos das crianças, não podia vê-las dali, mas fechou os olhos tentando distinguir a voz de cada uma. Filhos ou não das amazonas, aqueles pequenos guerreiros eram sua família e agradeceu por poderem estar em segurança ali. Aquilo não era a realidade das crianças de outras vilas, especialmente nesse momento.
Após a derrota nos mares, Kardia, Shion e Dohko precisaram recuar rapidamente para proteger suas próprias regiões. Os demais herdeiros dourados venceram batalhas pontuais conforme mais cidades declaravam guerra aos seus domínios. O conflito se espalhou por toda a Grécia e as informações deixaram de ser precisas. Nunca os oráculos foram tão cobrados por respostas sobre o futuro. Ou para dizerem o que aconteceu com a reencarnação de Atena.
Felizmente seu irmão mais novo ainda conseguia mandar notícias, colaborava com o Templo de Elêusis, comandado pelo Cavaleiro de Câncer, e o território ainda conservava sua força:
- Treino difícil? – a voz calorosa ao seu lado dissipou seus pensamentos. Marin abriu os olhos. Era Aiolia – Você realmente não notou minha proximidade?
Como ele conseguia isso? O guerreiro foi acolhido pelas amazonas há centenas de dias e Marin ainda tinha dificuldade em ouvi-lo se aproximar. Era alto, forte e inquieto, como podia ser tão silencioso? Fitou seu tronco nu, o suor escorria pelos músculos e realçava o volume de seu peitoral. Provavelmente era o horário de sua corrida matinal:
- Bem, quando você usa o cosmo, eu percebo. - Ela sussurrou e fugiu do olhar curioso do guerreiro.
- Eu noto o seu também, por isso te achei aqui. – Aiolia se inclinou para o rio e molhou o rosto. – Parecia que você estava destruindo a floresta hoje.
Marin o observou se sentar ao seu lado e refletiu se aquele encontro foi casual. Não lembrava de tê-lo visto correr por ali antes, na verdade, evitava ao máximo sua presença e escolheu o rio para seus treinos por saber que ele costumava correr ao Norte. Concluiu que o treino não rendia tanto em sua presença, especialmente quando percebia que Aiolia a encarava intensamente. Havia algo mágico naquela troca de olhares a distância. Ele nunca disfarçava o interesse, como se fosse natural observá-la à distância, e talvez fosse mesmo, entretanto aquilo a desconcertava toda vez.
Marin evitava encontrá-lo com muita frequência, achava importante que ele fizesse outros laços na Vila das Amazonas. E isso realmente aconteceu, com o tempo muitos o acolheram como um dos órfãos que cresceram ali, as crianças adoravam sua gentileza para ensinar e as amazonas e demais prateados admiravam suas habilidades de luta. As anciãs identificavam-no como um líder natural e lhe deram permissão para estudar o que quisesse na biblioteca.
Conforme os meses passaram, o sorriso foi voltando ao rosto do herdeiro de Leão. E mais Marin se afeiçoava a sua presença:
- A armadura está te ensinando algo, não é? – Aiolia perguntou.
- Acho que sim... Ainda não está perfeito, mas acredito que posso te mostrar...
Marin se inclinou sobre o rio e queimou seu cosmo minimamente. Deferiu um golpe sobre água e sua ilusão foi criada conforme imaginava o que deveria acontecer após aquele ato. O soco pareceu atingir o rio e água caiu sobre o casal. Viu que Aiolia protegeu o rosto e passou a enxugá-lo, como se realmente estivesse molhado. Ela sorriu:
– Viu?
O guerreiro a olhou confuso:
- Foi um golpe na água?
Marin arqueou a sobrancelha:
- Não. Observe... – ela tocou seu braço com a mão que supostamente invadiu o rio. Ele sentiu o toque por um tempo, ainda tentando entender. Marin então afastou a mão seca e a girou próxima aos olhos dele, para que visse que não havia nenhuma gota de água.
Ele a tocou, desconfiado do que via:
- Sua mão não está molhada? Mas... – ele roçou os dedos na pele dela, atestando sua afirmação. Depois tocou seu próprio corpo, notando que estava seco como antes. Nenhuma água espirrou nele. – Isso foi uma ilusão?
A águia sorriu assentindo com a cabeça e então se livrou de seu toque. Sentou-se na grama um pouco mais distante do que antes. Porém a atração desconfortável permanecia a mesma:
- Então esse golpe pode criar ilusões complexas? Será que você consegue fingir que atingiu alguém? Que feriu um corpo?
- A ideia é essa. Mayura acredita que sim.
- Eu posso te ajudar. Treine o golpe em mim.
Os dois se entreolharam por um momento. Aiolia exibia uma expressão de desafio, esperando que ela processasse aquele convite. Já haviam treinado juntos algumas vezes, mas nunca usaram o cosmo antes:
- Só porque você é descendente de heróis, não significa que é invulnerável.
Ele sorriu:
- Você está em completa sintonia com a sua armadura de prata, Marin. Eu confio em você.
Algo em seu tom de voz fez a ruiva sentir uma sensação estranha na barriga. Levantou-se e ficou de costas para ele, observando as árvores atrás do rio:
- Acho que temos um tempo antes das crianças chegarem aqui.
- Ah, o dia de treinar subir em árvores. Vão demorar a chegar até aqui. – Ele afirmou, levantando-se também. Se afastou alguns passos e esperou ela se virar para falar – Acho que aqui vou estar seguro.
O leonino estava arriscando seu corpo, mas era Marin quem se sentia vulnerável. Realmente não gostaria de feri-lo. Incerta, se afastou um pouco mais:
- Eu digo onde vou mirar para você se proteger?
- Faça como você faria em uma luta.
A ruiva assentiu com a cabeça e respirou fundo, controlando a ansiedade. Reuniu o cosmo em seu braço direito e deferiu seu golpe, concentrada em imaginar como seria se realmente o atingisse. Era a imagem de sua mente que se formava na ilusão e ela não sabia muito bem ainda se o que mais contava no golpe era seu cosmo ou sua imaginação. Quando seu soco pareceu ferir o ombro de Aiolia, soube que definitivamente era um equilíbrio das duas coisas:
- Isso é realmente estranho, parece que ... – o loiro observou seu ombro ensanguentado tão incrédulo quanto ela – Isso é fascinante.
- E realmente não está doendo? Não tem nenhum tipo de sangramento? – Marin focou nos detalhes da pele, tão perto daquele jeito poderia ver os contornos imperfeitos da ilusão, mas até um guerreiro perceber isso, já estaria dando um golpe, dessa vez real, em um ponto vital.
- Sinto apenas um formigamento - Aiolia apertou o ferimento falso – o que é bom para confundir mais. No meio de uma luta, dificilmente um guerreiro pensaria em uma ilusão.
A ruiva tocou no local também, curiosa para ver o quanto a ilusão aguentaria. Enquanto o efeito se dissipava, diversas estratégias lhe passaram pela cabeça. Não gostaria de usar isso contra um guerreiro fracote, mas pelo que ouviram até agora uma força oculta colaborou nas batalhas contra os templos. Alguns até estipulavam que Éris seria a responsável por toda a confusão que estava acontecendo, se fosse realmente verdade, qualquer nova habilidade seria essencial para conseguirem vencer a guerra. Perdida naqueles pensamentos, a amazona demorou para perceber que Aiolia a fitava intensamente. Não sabia muito bem se era orgulho o que via em sua expressão ou outra coisa...
Marin queria desviar daquele olhar misterioso, mas não o fez, sempre era a responsável por quebrar o encanto que surgia entre eles em situações de silêncio. A excitação pelo golpe que deu certo atiçou sua curiosidade para saber o que aconteceria. Dessa vez não se mexeu nem quando percebeu a respiração dele mudar. O viu engolir em seco e seu sorriso sumiu, a ruiva pôde ver que ele ficou tímido, incerto de como deveria agir. Leu desejo em seus olhos, e teve certeza: ele queria se aproximar mais, queria beijá-la. Ela afrouxou o toque em seu ombro, escorregando os dedos pelo seu braço musculoso e fantasiou como seria tocar seu peito, seu pescoço. Como seria sentir seus lábios e se entregar para as carícias de sua boca... Tinha certeza de que seria muito melhor do que aquele beijo roubado no rio.
A risada de uma criança fez ambos darem um passo para trás, dissipando o desejo crescente. Não havia ninguém ali naquele momento, mas não demoraria para algum guerreiro de Artêmis aparecer. A ruiva se afastou olhando para as copas das árvores:
- Bem, obrigada por me ajudar – murmurou e, retomando a compostura, o fitou de relance – estou mais confiante que agora isso pode dar certo.
- Claro, podemos treinar mais vezes, se você quiser – a voz de Aiolia transparecia insegurança e ele a seguiu observando o chão – deve ser difícil não ter Mayura para treinar.
- Normalmente teria outras amazonas do mesmo nível, mas nossas melhores guerreiras prateadas foram ajudar Shion ao Leste.
- Ou estão espalhadas nas cidades ... – ele murmurou, um tanto orgulhoso por saber de tais detalhes – Meu pai sempre me falava sobre vocês, para ter cautela. Aiolos também.
Marin não disse nada e continuaram a caminhar em silêncio por um tempo. As famílias que herdaram as armaduras douradas de fogo e terra se apegaram ao poder que exerciam sobre as vilas gregas. Ora, eles próprios se tornaram os gregos mais poderosos e era difícil tolerar a imprevisibilidade das seguidoras de Artêmis. O fato delas adotarem órfãos de origens diversas e os tratarem com igualdade, contradizia cada vez mais com as regras que prevaleciam na cidade. Pensou sobre os Cavaleiros de Ar e de Água. Libra, Gêmeos e Aquário. Câncer, Peixes Escorpião... Já os viu frequentando a vila em algumas cerimônias homenageando Artêmis, cerimônias de estação também. Alguns nasceram sob a vigília da deusa e foram aceitos pelos seus pais, eram bem-vindos em sua família com a mesma honra que os filhos de seus casamentos oficiais.
Dificilmente isso aconteceria na família de Aiolia:
- Então, podemos treinar amanhã? – o loiro questionou, cortando seus pensamentos.
- Os ritos em homenagem a Artêmis vão começar amanhã ao cair da noite, é um dia que costumo não ter muito tempo para treinos.
- Os ritos do Equinócio? Pensei que não haveria a cerimônia da estação – a voz dele enfraqueceu quando falou o último jogo de palavras.
Marin o observou com atenção, percebendo que estava envergonhado em falar sobre o ritual que incentivava a união das amazonas com outros guerreiros. A dupla já podia ver as crianças que treinavam subir nas árvores, mas algo lhe dizia que não era por isso que estava envergonhado.
- Com a guerra, não vamos abri-lo a pessoas de fora. Mas é importante que o ciclo se mantenha, pelo menos entre nós... - Aiolia desviou de alguns galhos das árvores, processando aquela informação. A ruiva continuou – Temos um momento para louvar Apolo também, não se preocupe.
- Obrigado - ele sorriu, mas sua expressão era misteriosa. Parecia em conflito, escolhendo as próximas palavras com muito cuidado. – E você vai participar?
A sensação estranha no ventre de Marin voltou:
- Não, acredito que nenhuma amazona envolvida com os planos de guerra participará.
A ruiva podia sentir que ele queria saber mais, não dos detalhes da cerimônia, mas se ela já havia participado alguma vez. Imaginou como seria se um dia o herdeiro de Leão participasse, será que ele a desafiaria para uma luta ou escolheria outra amazona?
- Acho que ninguém de sua família participou, não é? – perguntou, se arrependendo em seguida. Sabia a resposta para aquela pergunta, não deveria insistir nesse assunto:
- Lembro que Ilías se interessava em vir, achava importante essa conexão com vocês, especialmente por achar que jamais se casaria e pretendia ter filhos. Contudo nosso pai insistia que não era necessário... Acho que no fundo ele acreditava que Ilías se interessaria por alguma mulher que se dedicava aos cultos de Hera.
Marin pensou naquelas líderes políticas, havia algumas boas guerreiras, mas elas deveriam se dedicar principalmente aos pormenores espirituais de uma grande família, assim com as colheitas e finanças das terras de seus maridos. Nunca continuavam a lutar após se comprometerem, era impossível conciliar suas tarefas administrativas com os treinos árduos:
- Faz sentido. Elas são excelentes para ajudar em todas as obrigações espirituais e da comunidade. Acho que um perfil assim se encaixa melhor na vida de um Cavaleiro Dourado. É importante ter ajuda.
- Admiro as mulheres que cultuam Hera, mas seria bom ter um sobrinho em segurança aqui... – ele disse pesaroso. Olhava uma das crianças prestes a subir em uma árvore, a menina estudava quais galhos seriam os ideais para escalar - Eu costumava ir para Delos, todo fim de inverno, para acompanhar o equinócio e solstício com Ilías. As festividades começavam ao entardecer, mas eu e meus irmãos sempre ansiávamos mais pelo nascer do Sol – Aiolia comentou e Marin pôde sentir a melancolia em sua voz – E agora a ilha está dominada por invasores... fico imaginando como estão tratando os habitantes. Será que vão permitir algum ritual a Apolo ou algum deus?
- Acho estranho arriscarem a ira de um deus no fim do inverno... talvez a população tenha mais liberdades do que imaginamos
- Eles queimaram o Templo de Apolo na ilha em que ele e Artêmis nasceram. Em uma Ilha sagrada. E nada aconteceu. Nenhuma praga, tempestade, maremoto. Nada.
- Talvez eles estejam poupando os fiéis que restaram lá. – Marin falou, delicada. Não queria desencorajar o desabafo de Aiolia, mas não achava produtivo refletir o que motivava as ações dos deuses – Ou talvez vão agir quando tentarmos retomar as ilhas.
- Isso tudo ainda é muito estranho... - Aiolia deu um sorriso triste - E ficar aqui tem me deixado com a sensação de que estou ignorando meus deveres.
Ao ouvir aquilo, a ruiva teve a certeza de que em breve ele iria embora...
A amazona de águia queria confortá-lo de alguma forma e, sem saber o que dizer, tocou em suas costas, demonstrando com seu toque e olhar que era complacente a sua dor. Sabia que uma das tutoras das crianças os observava atentamente, parecia que sempre havia alguém observando-os, mas Marin não tinha nada a esconder. Faria o mesmo com um prateado ou uma amazona que precisasse de conforto:
– Bem, você pode ser importante aqui também, pode ensinar as crianças sobre Apolo, pode treiná-los. Pode estudar os terrenos que precisará reconquistar. Enfim... - antes que pudesse ouvir sua resposta, uma voz familiar a chamou:
- Marin! – era Lara, seu rosto avermelhado demonstrava que viera correndo. – Mayura! Está na hora!
- O bebê? – Aiolia murmurou ao seu lado.
- É muito cedo... – a ruiva respondeu sem esconder sua preocupação. Balançou a cabeça afastando os temores – Ela deu alguns passos, se afastando e sorriu para Aiolia – Enfim não ache que é um inútil aqui. Você nos ensina muito também.
Antes que a amazona alcançasse Lara, uma criança passou por elas correndo, era Ikky. O garoto rebelde claramente quebraria as regras e ia tentar ver como estava sua mãe. Lara resmungou alguma coisa e saiu a seu encalço, não o segurou ou o impediu até que chegaram à construção que abrigava os aposentos de Mayura. Puxou-o pelos ombros como se não pesasse nada e o segurou no alto, ignorando seus protestos:
- Esse é um momento da sua mãe e do seu irmão. – disse, severa - Ela não pode ficar preocupada com você. Fique aqui com Marin que eu voltarei com notícias.
A amazona mais velha olhou para a ruiva e colocou um Ikky emburrado ao seu lado. Marin colocou a mão nos ombros da criança, uma garantia que ele não corresse novamente. Viu Lara conversando com as anciãs que estavam na porta do quarto de Mayura, a amazona participara de alguns partos, contudo ela, assim como Marin, estava ali para obter ordens e ajudar a repassar o que Mayura considerava importante nesse momento delicado. Pelas expressões tranquilas da conversa, o parto ainda não havia começado, contudo um choro de bebe invadiu o corredor:
- Não... – ela murmurou forçando Ikky a ficar ali. Ele era forte, mas não ousou tentar fugir do toque que o mantinha no lugar.
- É um menino – ele afirmou.
Como conseguia distinguir o sexo por aquele choro?
- E se for uma menina?
A criança deu de ombros:
- É um menino, tenho certeza.
A ruiva respirou aliviada, viu Lara fazer um sinal para que eles se aproximassem e ela pôde deixar o garoto ir. A amazona estava sorridente e apenas sussurrou um "tudo certo" para Marin quando cruzaram a porta.
Mayura estava com uma expressão cansada, mas conseguiu ser gentil com a aproximação do filho mais velho. O cômodo não tinha nenhum resquício do parto, e Marin ficou imaginando se Mayura passou a noite lutando contra sua dor antes de chamar as anciãs. Segurava o pequeno bebê em seu colo, acalmando-o:
- Shun, esse é o Ikky.
Marin sorriu. Então era mesmo um menino.
Ciente de suas mãos imundas e machucadas do treino, a criança se inclinou com curiosidade, mas não ousou tocá-lo:
- Ele é muito, muito pequeno... – murmurou falando o que todas as amazonas pensavam.
Ikky nascera forte e grande, passando algumas luas do ciclo esperado. Mas esse bebê parecia vulnerável, talvez fosse pelo tempo, mas também poderia ser pela sua origem. O pai era um dos irmãos do Cavaleiro de Peixes, Marin não sabia muito sobre eles, mas era curioso que a criança escolheu nascer justamente no signo do final do Inverno. Por pouco teria nascido no Equinócio e regido por Áries:
- Será que ele vai ser rebelde como você? – Mayura brincou e deu um sorriso raramente visto, especialmente nesses dias de guerra. Quando viu Marin, a expressão se desmanchou. A líder, de volta a sua postura imbatível, disse – Marin, temos notícias de Atenas.
Marin não disfarçou sua expressão de surpresa:
- Shaina?
- Sim. Ela encontrou o herdeiro de Touro.
Mayura: Amazona de Pavão em Saintia Shô
Comentários:
Amo Shun e Ikky! Amo também os poderes da Marin, pena que são tão mal explorados no mangá, anime etc.
Se vocês estão gostando da história, não se esqueçam de comentar. É ótimo compartilhar esse universo com vocês e a troca deixa tudo mais divertido.
