Nova história espero que goste!
Era uma tragédia ele tinha feito tudo o possível mas infelizmente a garota de dezesseis anos veio a abito. Ela teve um traumatismo e perfuração nos pulmões, o médico havia feito de tudo, mas não adiantou pelo menos era o que havia dito.
Isso era algo que jamais iria perdoar.
Oito meses depois.
Já havia adiado a muito tempo ele tinha que encarar os fatos, seu irmão se fora e nada podia fazer para mudar isso, tinha que ir até a casa dele limpar tudo.
Shun Amamyia conseguiu licença do trabalho para ir até a casa do irmão, ele poderia ter ido antes, mas não queria aceitar. Uma semana depois do acidente a polícia já havia liberado a casa para limpeza, Shun é que não tivera coragem.
Um mês depois da investigação ele sabia que Ikki jamais voltaria. Seu irmão, a pessoa que o criou e que sempre o apoio não estava mais ali.
Shun estava no trem, havia pegado o avião que levava até uma cidade próxima a que seu irmão morava, mas dali em diante ele tinha que ir de trem, parecia que Shun estava em um túnel do tempo o trem era muito antigo e o caminho que dava até a cidade de West Valley era belo, mas isso não importava para o rapaz.
Era um lugar bem a cara da esposa do irmão ela era escritora e esse tipo de ambiente seria inspirador para Shina assim como pra Ikki que adorava pintar paisagens em seus quadros. Ele sorriu, ainda se lembrava da felicidade dos dois.
Assim que o trem parou ele pegou sua bagagem e andou até a bilheteria, era a única pessoa que estava no trem.
-Bom dia sabe me dizer se tem algum taxi aqui que eu possa pegar?
O homem de meia idade e um pouco careca o olhou intrigado.
-Não temos taxi aqui mas posso te passar o telefone de alguém que faz as corridas da cidade. – ele entregou um papel com o telefone escrito. –Você não é daqui.
-Como sabe?
-Poucas pessoas pegam esse trem a maioria vem em feriados visitar parentes e todos já sabem como chegar aos lugares, não ficam perguntando para mim. Como pode ver sou a única pessoa que trabalha aqui e também esse trem só passa uma vez por semana, então se quiser deixar a cidade sugiro que espere a próxima semana.
Shun ficou irritado esperava sair dali em dois dias no máximo e agora teria que esperar mais sete dias.
-Obrigado pela informação e pelo telefone.
Ele caminhou pra fora da estação pegou seu celular e discou o número do papel.
-Alo?
-Alo eu queria que você me desse uma carona estou na estação de trem uma pessoa que trabalha aqui me deu seu número.
-Claro já estou a caminho.
O carro demorou uns dez minutos para chegar assim que o motorista saiu veio cumprimentar seu passageiro.
-Oi sou Aldebaran muito prazer quer ajuda com a mala.
-Não precisa e só essa eu vou colocar no banco de trás se não se importa.
-A vontade. –Aldebaran entrou no carro seguido por Shun que sentou no banco de trás.
-Vai para onde?
-Rua The Queen número 211.
O motorista olhou assustado para Shun.
-Tem certeza que é esse o endereço?
-Sim.
-Está bem.
Aldebaran deu partida no carro, estava intrigado por que um estranho iria para aquele lugar? Não podia deixar de olhar de vez em quando para o jovem. Shun por outro lado nem percebeu os olhares curiosos do motorista.
-Você vai morar lá?
-Como? –perguntou Shun confuso.
-Se você vai morar lá?
-Não.
-Vai vender a casa então?
-Não sei, talvez – Shun olhou para o motorista- Porque quer saber?
-Bom é que aquela casa está abandonada a oito meses depois da tragédia que aconteceu ninguém ousou ir até lá de novo.
-É mesmo? –perguntou sem emoção.
-Sim o casal que morava lá sumiram a polícia deu eles como mortos o que é uma pena eram pessoas muito boas.
-Conheceu eles? –agora Shun estava realmente interessado.
-Sim todo mundo conhecia o casal artista como chamavam, ela era escritora de mistério minha esposa fez amizade com ela logo de cara e ele dava aula de pintura para meu filho fazia questão de ir lá em casa dar as aulas. Eram muito queridos jantamos com eles algumas vezes, a escritora e o artista como meu filho os chamava. –Aldebaran sorria ao falar.
-Eles eram muito bons.
-Então você os conhecia.
Shun ficou quieto não queria comentar que era seu irmão e cunhada que estavam desaparecidos, mas também não queria deixar o assunto morrer por algum motivo simpatizava com Aldebaran.
-Como eles sumiram?
-Bom é um mistério. Parece que alguém entrou na casa e os levou mas a polícia não sabe ao certo que aconteceu eles não investigaram muito na minha opinião.
-Nunca acharam um suspeito?
-Não. Eles ainda acreditam que os dois foram embora.
-Isso é ridículo! Se tivessem ido embora eu saberia. –Shun estava irritado.
Ficaram em silencio até o final do caminho quando o carro parou Shun estava com o pensamento longe.
-Chegamos. –Aldebaran percebeu que ele não tinha escutado- Ei já chegamos –falou mais alto.
-Ah sim obrigado, quanto eu te devo? –Shun pagou a corrida e saiu do carro.
-Garoto!
Nossa fazia tempo que não o chamavam assim.
-Eu não sei o que te trouxe aqui, mas se precisar de algo pode me ligar. – o motorista sorriu.
-Obrigado gentil de sua parte.
O carro partiu e Shun ficou olhando para entrada da casa de dois andares, era sua primeira vez ali a fachada era escura mais bem convidativa se não fosse pelo o que aconteceu. Shun suspirou e entrou na casa.
