Oi! Então, essa é a primeira fanfic que eu crio coragem de postar. Ainda não sei exatamente como é estar desse lado, de quem escreve, mas acho que vou me adaptando com o tempo e trazendo um conteúdo melhor. Então já peço desculpas por qualquer erro meu e por favor, me avisem no que eu puder melhorar.

Além disso, tem algumas outras coisinhas que eu acho que eu devo falar aqui. Bom - o que é mais que óbvio -, apesar de eu amar todos eles, nenhum personagem me pertence, e sim a todo o universo de Harry Potter criado pela JK Rowling. E parte do plot também não me pertence. Na verdade, essa ideia vem martelando na minha cabeça desde janeiro ou fevereiro, quando o fanctions propôs seu segundo concurso com o tema "James está com problemas com os (ini)amigos. Lily é a única que pode ajudá-lo a resolver. Existem problemas de comunicação entre eles.", então eu devo muito disso aqui à elas.

Bom, eu acho que é só isso. Vou deixá-los seguir a leitura. Espero que gostem. Comentem!


— Isso é inadmissível, Sr. Potter. — o professor Slughorn repreendia o garoto com uma expressão séria e inflexível no rosto — Você falhou em todas as minhas atividades deste semestre!

James coçou a parte de trás da cabeça, envergonhado. Realmente tinha tido experiências ruins nas aulas de poções, afinal, sua cabeça estava em outro lugar. Era seu último ano em Hogwarts, seu último ano jogando quadribol para a Grifinória, e não só jogando, como também sendo o capitão. Não poderia deixar os asquerosos sonserinos ganharem a Copa de Quadribol. Principalmente não depois da aposta que fizera no início do ano com Mulciberg.

Se os grifinórios ganhassem — o que James estava confiante que aconteceria — os sonserinos fariam uma declaração pública de como a Grifinória era melhor que a Sonserina e tratariam James e Sirius como reis por um mês. Contudo, se as serpentes ganhassem, os marotos teriam que obedecê-los por um mês e eles ficariam com o pomo-de-ouro do primeiro jogo do moreno. O que não podia acontecer por três razões , a) o garoto não queria perder seu pomo-de-ouro, b) não suportaria receber ordem deles e c) Remus e Peter não faziam ideia que estavam incluídos na aposta. Mas ele não achava que tinha sido um desastre em todas as poções, só na maioria.

— Me desculpe, professor… — começou o garoto, com um olhar culpado por trás dos óculos quadrados, que logo foi interrompido.

— Não estou reconhecendo-o, sr. Potter. O senhor realmente tem potencial, mas neste ano não apresentou nenhum tipo de progresso na minha disciplina. Isso não pode continuar assim. Em breve você terá os seus N.I. e o conteúdo que você tem se mostrado indiferente será cobrado. — O homem deu um suspiro, pensativo. Parecia ter chegado a uma conclusão. Deu a volta na mesa e sentou-se em sua cadeira. — Terei que tomar medidas drásticas, sr. Potter. Esse tipo de desleixo não será tolerado. Terei uma palavra com a professora McGonagall e você será suspenso do quadribol até suas notas subirem.

O rosto do maroto assumiu uma expressão perplexa enquanto ouvia o professor falar. "Suspenso" e "Quadribol" não eram palavras que deveriam aparecer na mesma frase, ainda mais quando diziam respeito a ele. Ele não podia proibí-lo de jogar, poderia? Ele precisava treinar, precisava vencer os jogos. Por Merlin, ele era o capitão!

James desatou a falar, numa tentativa desesperada de convencer o professor a não tirá-lo do time de Quadribol, com o tom mais suplicante que conseguiu proferir — Professor, tenho certeza que isso não é necessário. Posso conciliar os dois, tenho o feito pelos últimos anos e sempre f-

— Basta, sr. Potter. — Decretou, interrompendo os protestos do garoto — Por seus últimos seis anos de sucesso na minha aula, darei-lhe uma chance. Em duas semanas, você terá que realizar três das poções que ensinei esse ano, de minhas escolha, que só chegará ao seu conhecimento no momento do teste. Caso você falhe, não voltará a jogar durante seu tempo em Hogwarts.

James suspirou. Sabia que independente do que argumentasse, Slughorn não voltaria atrás, já havia-o dado uma chance que não daria para a maioria dos alunos. Ele tinha que passar no teste, era só o que importava pelas próximas duas semanas. Ele respirou aliviado por, ao menos, receber uma chance. Ir às maçantes festas privadas do professor para seus alunos preferidos havia rendido alguma coisa.

— Obrigado, professor. — Respondeu, desanimado.

Slughorn dispensou o garoto que enfiou as mãos nos bolsos da calça e pôs-se no caminho da Comunal. Tinha que recuperar a matéria do ano inteiro e fazer três ótimas poções em 14 dias. Estava perdido.

James nunca havia tido nenhum tipo de afinidade com poções. Preferia muito mais Transfiguração ou Feitiços, apesar de nunca — até agora — ter tido problemas com a matéria. Surpreendentemente, nunca tivera problemas com nenhuma das disciplinas. Porém, ele vinha negligenciando Poções muito mais neste ano do que fizera nos anos anteriores. Tudo isso era culpa de Mulciberg. O garoto não resistia ao um desafio, ainda mais um que sabia que iria ganhar, afinal, o time da Grifinória era muito melhor do que o da Sonserina. .

Ainda mergulhado em seus problemas, o moreno caminhou até encontrar o quadro da Mulher Gorda, onde resmungou a senha, recebendo uma repreensão, que foi ignorada, da Mulher sobre seus modos antes de finalmente abrir a passagem, revelando um misto de vermelho e dourado em toda parte, no chão, nos móveis, nas paredes, nos alunos.

Dentro da Comunal, alguns dos alunos ocupavam algumas das poltronas e sofás, menos do que o habitual. Todos já estavam se organizando para o recesso, coisa que James não faria pois estaria muito ocupado falhando na droga de poções. Ele avistou Sirius num dos sofás, com um pergaminho entre as mãos e lançou-se ao lado do amigo.

— Eu estou fudido.

O garoto tinha um sorriso divertido no rosto e respondeu sem tirar sua atenção do que quer que estivesse fazendo — Era pra isso ser novidade?

James revirou os olhos para o comentário — Estou suspenso do Quadribol. — uma mistura de horror e desespero tomaram o rosto de Black, que finalmente olhava para James — E só posso voltar a jogar se passar num teste do Slughorn em duas semanas.

Nós estamos fudidos. — O garoto corrigiu o comentário anterior de James — Você precisa passar em poções, cara.

O moreno deixou sua cabeça cair sobre o encosto do sofá, desesperançoso. — Como?

Sirius mordeu os lábios enquanto tentava pensar numa solução para o problema não só dos dois, como também dos desinformados Remus e Peter. Uma ideia pareceu ter chegado ao garoto, que, como James notou, soltava seus lábios.

— Bem, Evans é a melhor em poções no nosso ano. Você poderia pedir aulas para ela. — Sugeriu.

— Evans? — O outro questionou, franzindo o cenho.

Lily Evans, como Sirius havia mencionado, estava no mesmo ano que eles. Ela também era uma grifinória e monitora-chefe, junto com Frank, além de ser a aluna perfeita. Tinha 'ótimos' em todas as disciplinas, era adorada por todos os professores e nunca se metia em problemas, além de ser a aluna favorita de Slughorn. Ela seria a professora ideal, o único problema era que os dois nunca haviam trocado mais que três palavras. Desde o primeiro ano, sempre foram… indiferentes um ao outro.

— Sim, Evans. Se ela não conseguir te ajudar, ninguém pode.

James lançou um olhar ao outro lado da sala, onde os olhos negros do amigos estavam há alguns momentos. Longos cabelos ruivos, sardas, vestes impecáveis e brilhantes olhos verdes vidrados num livro que o garoto não conseguia ler o título. Aquela era Lily Evans.

— Não sei, Padfoot. Por quê ela me ajudaria?

— Eu não sei, Prongs. Seja criativo. Você precisa disso.

O garoto ainda mantinha seu olhar sobre Evans, que estava focada em seu livro. No fundo, ele sentia que a garota tinha algum ressentimento contra ele, apesar de não lembrar de ter feito algo pessoalmente contra ela. Ela nunca ficou impressionada com sua performance no quadribol ou riu de suas brincadeiras. Era como se fosse imune a seu charme. Ela era… diferente. James sentiu um cutucão em seu braço esquerdo e olhou para Sirius, que indicava a menina com um aceno de cabeça. Ele tinha razão, se James quisesse vencer aquela aposta, precisaria passar no teste de Slughorn, e aulas com a melhor aluna de seu ano com certeza seriam a melhor ajuda que ele conseguiria neste departamento.

Ele se levantou e atravessou a sala, alcançando a garota, ainda um tanto hesitante com a ideia. Entretanto, não poderia dar para trás, ele precisava dela. O maroto pigarreou, tentando chamar a atenção de Lily, que levantou os olhos do exemplar para olhar quem ousava interrompê-la.

— Hey, Evans. — O garoto tentava mostrar-se amistoso, sorrindo enquanto cumprimentava-a.

— Potter. — Ela cumprimentou, sem emoção.

A indiferença da ruiva deixava James nervoso. Ele estava acostumado a lidar com pessoas que gostavam dele ou que o odiavam, mas não tinha prática com o desinteresse. Tentando prender sua atenção, ele buscou na garota algo que pudesse comentar. Um comentário sobre sua aparência não seria apropriado, queria uma professora, não um encontro, e ela não parecia se impressionar com facilidade. Então encontrou a capa de seu livro. Com a distância cortada, finalmente podia lê-la.

— Virgínia Woof, huh? — Disse, sem fazer a mínima ideia de quem era essa. Imaginava que era uma autora trouxa, uma vez que Evans era uma nascida-trouxa.

A ruiva levantou uma sobrancelha, intrigada pelo caminho que o colega estava tomando. Sua curiosidade até fizera-a fechar o livro, com um dos dedos marcando a página que parara — Você conhece?

— É claro, ahn, leio sempre que posso… Não, não conheço — Corrigiu-se, enquanto sentava na poltrona na frente dela. Ela parecia já saber que mentira. Parecia lê-lo perfeitamente sem ao menos conhecê-lo. — Na verdade, eu vim te pedir um favor.

Ela continuava em silêncio e seu rosto estava, de novo, sem expressão. Sem surpresa, sem curiosidade, nada. James odiava isso. Ela não poderia expressar a mínima reação a ele? Isso o deixava nervoso. Ela o deixava nervoso.

— Não sei se sabe, mas minhas notas em poções caíram muito esse ano e, huh, Slughorn me deu uma oportunidade para me recuperar e se eu não for bem, serei banido do time de quadribol.

Ela ainda não parecia comovida, convencida ou qualquer outra coisa. Qual é, Evans! Tudo pela Grifinória. Onde está seu orgulho grifinório? Ela não lhe dava nenhum tipo de sinal. James temia que ela dissesse um não bem grande na sua cara, ele não passaria no teste e perderia a aposta de Mulciberg. Ele não poderia aceitar um não.

— Então, huh, eu estava pensando — Continuou — se você poderia me ajudar a estudar para ir bem em poções.

Os dois se encaravam em seus olhos. Lily estava em silêncio e James tentava buscar alguma indicação da resposta da garota ao seu pedido, sem sucesso. Os dois ficaram assim por alguns segundos, que pareceram durar séculos para o maroto, até que ela quebrou o silêncio.

— Por quê eu te ajudaria?

Por quê ela o ajudaria? Era exatamente o que tinha perguntado para Sirius. O que no mundo faria Lily Evans querer ajudá-lo? O que ele poderia fazer por ela que ela não fizesse dez vezes melhor sozinha? Sequer eram amigos, sequer se conheciam além de seus nomes e reputações. Desejava que tivesse pensado na resposta para essa pergunta antes de vir falar com ela. Achava que uma justificativa surgiria em sua mente enquanto falava com ela. Adivinha, não surgiu. James abriu a boca, procurando um razão para motivá-la a ensiná-lo, mas estava sem ideias. As palavras não fluíam com ela. Sempre fora bom com desculpas de última hora, porém, não sabia o que dizer a Lily Evans.

Percebendo que não teria uma resposta, ao menos nada convincente, a ruiva levantou-se e pôs-se no caminho do dormitório, todavia foi interrompida pela mão quente que segurava seu pulso. Virou seu tronco de volta para o garoto, que deu um suspiro.

— Porque eu fiz algo estúpido.

James pareceu ter atraído a atenção da garota com a declaração, que o ouvia atentamente. Ele não queria contar a ela sobre a aposta, no entanto, não via outra opção. O que mais poderia falar para convencê-la? Era tudo o que tinha. E, se ela não fosse ajudá-lo por ele, talvez o fizesse por Remus, que o moreno sabia que era seu amigo.

Depois que o garoto terminou de contar a história, o que a garota deve ter achado a coisa mais idiota do mundo, Lily consentiu em ser sua professora pelas próximas semanas, deixando claro que fazia isso por Remus e Peter, mas James não se importava. O importante era que ela iria ajudá-lo a passar no teste de Slughorn e tudo voltaria a seus eixos. Ele não conseguia esconder a satisfação em seu rosto de ouvi-la concordar em ensiná-lo. Teve vontade de abraçá-la, mas não acreditava que seria apropriado. Ou seguro.

Já sentada novamente na frente do maroto, a ruiva deixou seu livro sobre a mesinha de centro e colocou suas mechas atrás da orelha, preparando-se para tratar o assunto com a devida seriedade. James se sentiu aliviado. A garota que o tratava com indiferença e possivelmente não gostava dele o salvaria.

— É o conteúdo de meses para apenas alguns dias, então vamos nos encontrar em todos os nossos horários livres. E você pedirá a Slughorn para utilizarmos sua sala fora de horário.

Ele assentia com tudo que Lily dizia, afinal, a garota sabia o que estava fazendo.

— Vou precisar de toda a sua atenção, Potter. Então, sem brincadeiras, sem encontros, sem detenções.

— Sou todo seu, Evans. — James respondeu, piscando para a garota com um sorriso divertido nos lábios, arrancando um revirar de olhos da monitora. Não podia deixar velhos hábitos de lado, ele ainda era James Potter.