CAPÍTULO 9 - O CONJE, A CONJA E OS CONJINHOS

No capítulo anterior, fomos apresentados a Orrabo de Caralho, o filósofo que não é filósofo! Na área da filosofia a burrice come solta quando se trata de Poseidonaro e dos seus. Mas... Se quando se trata de justiça, será que a mesma também é cega, ou burra? Ou ambas as coisas?

Vamos a um dia no qual Nereu Moro, aquele usualmente tido como o responsável pela prisão de Prometeu, cometeu uma gafe feíssima no tocante às linguagem, ainda que coloquial.

Num belo dia, quando Poseidonaro e seus asseclas Sebastian nervosamente sobre o que fazer acerca do suco de laranja do Queiroz, Moro resolveu dar lá o seu pitaco, a fim de ver se aquela situação se resolvia logo de uma vez.

Moro - Então né patrão, essa situação teria que ser resolvida com a sua conje!

De repente, todos estacaram e olharam feio pro Nereu.

Poseidonaro - O que foi que você disse?! Repete aí pra ver se entendi direito, tá ok?

Moro - Falei pra averiguar a situação com a sua conje! Não foi com ela que aconteceu o negócio do suco de laranja?

Poseidonaro - Tá, tá, essa parte eu entendi. A parte que não entendi é... Você chamou ela de que, mesmo?

Moro - De conje!

Poseidonaro - Ai que BUR-RO, dá zero pra E-LE!

Moro - Mas não é conje? A pessoa que é casada com a gente não é nossa conje?

Poseidonaro - Claro que não! Todo mundo minimamente inteligente sabe que quando essa pessoa é mulher, na verdade não é CONJE, e sim CONJA! Não é verdade, Orrabo?!

Orrabo - Ora porra, é claro que sim! Homem é conje, mulher é conja!

E assim, a burrice se perpetuou no vasto governo dos sete mares. No entanto, a vergonha se tornaria ainda mais vergonhosa quando Moro foi falar daquilo em público.

Moro - Porque quando a conje ataca o conje sobre forte emoção... Ih, não é conje, né? É conja?

Prometeu como sempre assistia tudo lá do xilindró e aquele dia era de visita, tanto Haddades quanto Ana Perséfone estavam lá com ele.

Prometeu - Ih compaiêro, olha como ele é burro! Fó tem fente burra neffe goferno!

Haddades - Ih chefe, mas você não pode falar muito disso né... Eu estudei, você não! Até te ofereci umas aulas mas você preferiu ficar no "Só sei que nada sei" do Sócrates...

Ana Perséfone - Ah querido, mas você nem é professor de gramática!

Haddades - Mas ainda falo melhor que o patrão e o povo aí do governo do Poseidonaro, né minha conje? Digo, conja! Digo, cônjuge! Aff, tá vendo como burrice é contagiosa?

Prometeu - Tá falandfo de mim, compaiêro?!

Haddades - Também, também... Digo digo, claro que não, chefinho! Falo do pessoal do governo miliciano aí.

Prometeu - Aaaaaaah bom! Então vamo tomar maif um pouco de caffafa, compaiêro!

Enquanto isso, no QG dos sete mares...

Poseidonaro - Minha conja! VEM A-QUI minha conja!

Anfitrite - Affff, que é, Poseidonaro?

Poseidonaro - Tô precisando levar um papo contigo, tá OK? Vem cá, o Nereu disse que precisamos resolver essa parada aí do Queiroz e eu tinha de tratar contigo. E aí, como que a gente vai fazer?

Anfitrite - Ih, ainda tão dizendo que é comigo? O negócio está muito mais feio pro lado dos seus filhos, isso sim!

Poseidonaro - Meus filhos?! Claro que não! Eles foram muito bem educados, com pai presente e...

Anfitrite - É o que todo mundo comenta pelo menos.

Poseidonaro - Vou ter que convocar a assembléia inteira, tá OK?! CON-JI-NHOS!

Anfitrite - Que é isso de "conjinhos"?

Poseidonaro - Se a esposa é conja e o esposo é conje, os filhos só podem ser conjinhos!

Enfim, apareceram os ilustres filhos do presidente do Olimpo e após muita confusão, bafafá e gritaria, enfim se descobriu que todo mundo tinha esquema não só com o suco de laranja do Queiroz, mas com um monte de baixarias. Tudo isso, é claro, não ficou somente entre eles; a fofoca sempre rola solta e então logo muita gente ficou sabendo do ocorrido, o que rendeu a todos o título de " familícia".

Ao ser indagado das confusões e dos boatos, Poseidonaro bateu pé e surpreendentemente usou o mote de seu antigo rival:

Poseidonaro - Eu não sei de nada disso daí, tá ok? Qualquer coisa perguntem lá pra minha conja e pros meus conjinhos!

Prometeu, indignado, viu aquilo e se sentiu plagiado.

Prometeu - EEEEEI, effe mote do Fócratef é meu, compaiêro!

E agora? Será que além de Orrabo de Caralho, Sócrates também ensinou o rei dos mares? E a família, é mesmo uma familícia? E o Prometeu, vai sair da cadeia até o final da história?

Isso você verá no próximo capítulo dessa maluquice!