Naruto, obviamente não me pertence.

Sinopse: O que você faria se descobrisse que os Dinossauros voltaram a vida? Será que o tão sonhado Parque dos Dinossauros seria enfim inaugurado? Criaturas imensas e assustadoras, porém extremamente magníficas. Era assim que os paleontólogos os descreviam.

Mexer com fósseis era o sonho de infância de Sakura e Shikamaru. Eles sempre gostaram de estudar e investigar como eram os organismos e os ecossistemas do passado geológico da Terra. Agora os dois tinham a oportunidade de fazer parte de algo maior que eles. Entretanto, essa incursão ao meio da floresta pode gerar situações um tanto quanto constrangedoras, já que teriam que trabalhar com os irmãos Uchiha.
Naomi e Sasuke são irmãos gêmeos, ela sendo alguns minutos mais velha do que ele e isso era o fator mais importante da relação dos irmãos. Sasuke a respeitava como irmã, mulher e por ser mais velha que ele. O relacionamento não era fácil, mas sendo irmãos, isso não era surpresa para ninguém. Entre trancos e barrancos, os dois vão vivendo a vida cada um de uma forma. Ele cuidando dos animais que tanto amava e ela gerenciando uma empresa de renome mundial.
Para que o projeto da "Senju Inge" de certo, eles precisam da opinião dos dois melhores paleontólogos das Américas. Sendo assim, o grupo um tanto quanto desconexo terá que entrar no meio da floresta a fim de averiguar se as criaturas estão devidamente presas e preparadas para encontrar com o mundo mundano. O que parecia estar em perfeito estado, não está e, por causa de uma falha humana a vida de bilhões corre perigo. Resta saber se os nossos heróis estão prontos para colocar as desavenças de lado e dar fim a ganância do homem.


"É como dar uma volta na floresta. 65 milhões de anos atrás".

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros.

Capítulo 1.

O tempo não estava tão bom assim, por mais que o sol brilhasse no céu, mas as densas nuvens de chuva deixavam claro para todos que aquela bola imensa de fogo logo desapareceria por entre as nuvens e a chuva e os ventos frios dariam as boas vindas aos cidadãos novaiorquinos.

Shikamaru terminava de analisar alguns relatórios quando a porta se abriu em um rompante, fazendo ele virar o rosto assustado na direção da mesma. Não se surpreendeu ao notar aquela cabeleira rosa tão conhecida adentrar o recinto afobada caminhando em passos apressados e desgovernados. Suas bochechas estavam vermelhas e uma fina camada de suor alojava-se em sua testa.

— Você abriu o e-mail que te encaminhei? – ela perguntou de forma direta parando bem na sua frente com os olhos arregalados.

Por kami! Estavam no começo do dia e aquela mulher já estava naquele estado de nervos. Pensou ao girar totalmente o corpo para enfim lhe dar a devida atenção.

Sakura estava ansiosa e esperava que ele aceitasse a loucura que estava por vir, pois sabia que ele surtaria junto com ela. Antes mesmo de bater o ponto, seu celular tocará. Era um e-mail de uma empresa bastante famosa que tanto ela quanto Shikamaru vinham querendo propor parceira para o financiamento de novas incursões ao mar mediterrâneo, já que próximo daquele local um novo fóssil de dinossauro havia sido descoberto.

O que ela não imaginava, nem mesmo em suas maiores ilusões, era que o extinto se tornaria real. Dinossauros vivos em pleno século XXI. Há muito tempo, ouve boatos de que um cientista tinha conseguido através do material genético encontrado em um fóssil dar vidas a esse seres há muito extintos. Entretanto, a notícia assim como surgiu, foi abafada pelas autoridades e pela mídia fazendo com que aquele assunto caísse no esquecimento.

Shikamaru balançou os papéis mostrando que estava trabalhando e que não havia tido tempo, mas Sakura estava agitada e apanhou o Notebook abrindo rapidamente o e-mail do moreno para lhe mostrar o que a tinha lhe tirado dos eixos. Seus dedos dedilhavam com agilidade o teclado enquanto Shikamaru franzia o cenho em total descontentamento por ela ter tirado de sua página original.

— O que é isso? – ele perguntou assim que ela baixou um arquivo do seu e-mail pessoal. Será que ele teria que avisar mais uma vez a ela que era estritamente proibido abrir qualquer tipo de conta pessoal no trabalho? Pensou irritado com a atitude ousada de sua funcionaria.

— Você vai surtar, Shika. – disse antes que ele pudesse lhe aplicar um sermão — Eu estou surtando. – enfatizou.

— Estou surtando com você invadindo o meu espaço pessoal – tratou de chegar a cadeira um pouco mais para o lado. As vezes a rosada era um tanto quanto espaçosa demais. – Espero que seja algo importante para você violar uma das regras do escritório.

— Você vai ter que ler e tirar suas próprias conclusões. – Sakura apontou para a tela do computador e observou o amigo com cara de poucos amigos erguer uma das sobrancelhas antes de focar no que ela tanto queria lhe mostrar.

Era um e-mail da empresa "Senju InGen" que eles tanto queriam uma parceira. Ele sabia que Sakura estava tentando a mais ou menos dois menos conseguir um financiamento com eles. Precisavam de verba para viajar até o outro lado do mundo para estudar os novos fósseis encontrados. Tudo na vida requer dinheiro.

Eles precisavam de infraestrutura e maquinário adequado para começar os estudos científicos em cima das novas descobertas. A empresa deles era pequena, hoje em dia, quase ninguém queria ser um paleontólogo. Poucas empresas investiam nesse ramo, a maioria estava mais inclinada a tecnologia, já que era através desse meio que o capital girava e obviamente dava lucro.

Se surpreendeu ao ler o conteúdo. Olhou do computador para a rosada várias vezes. Não é possível. Alguém estava brincando com ele. Tornou a ler mais uma vez aquelas singelas linhas.

Senhorita Haruno,

Venho por meio deste expressar o quanto nós da Senju InGen nos sentimos felizes com o seu interesse em associar a sua empresa a nossa. Gostaria de informar que temos um projeto em andamento, nossa empresa está em busca de profissionais da sua área. Sua equipe fora muito bem recomendando, precisamos que venham o mais rápido possível.

Temos carta branca dada pelo próprio presidente dos EUA para seguir com o projeto e precisamos de mão de obra qualificada. Caso a empresa a qual trabalha esteja interessada por favor, ligue para o número abaixo.

Att,

Shizune.

Shikamaru desviou sua atenção da tela do computador e encarou a amiga. Ela tinha um sorriso triunfante nos lábios, como se tivesse acabado de dar um ponta pé inicial na mais nova descoberta do século 21.

— Isso é verdade? – não pode deixar de perguntar, já que era um incrédulo nato – Eles realmente querem uma parceria conosco?

— Tudo indica que sim, mas eu ainda não liguei. Quero deixar que você faça as honras.

— Espero que não seja um trote.

— Deixa de ser pessimista e liga logo!

[…]

Era possível escutar o barulho do salto alto do outro lado do corredor a medida que a mulher estava se aproximando da sala de reunião onde seus superiores haviam solicitado com urgência uma reunião extraordinária. A cada cinco minutos, checava seu telefone esperando o retorno de Shizune. Entrou na vasta sala e encontrou as duas pessoas no qual mais admirava debatendo sobre qual era o melhor caminho a ser tomado diante daquele impasse que eles se encontravam. A conversa acalorado dos dois fez com que Naomi recuasse alguns passos pensando se não era melhor esperar os dois terminarem de discutir sabe-se lá o quê.

Sabia que o casal Senju eram teimosos e difíceis de se lidar. Quando um deles colocava algo em sua mente, ninguém conseguiu tirar. Antes dela recuar e sair da sala para lhes dar privacidade mais uma vez, Tsunade Senju, uma mulher extremamente bonita de longos cabelos loiros e fartos seios de causar inveja em qualquer um, sorriu para a mulher de cabelos negros e apontou a cadeira a sua frente.

— Tem alguma novidade para nós? - perguntou observando cada movimento da mulher a sua frente.

— Recebemos retorno de todas as mídias, eles estão extasiados com a surpresa que estamos preparando. Daqui a duas semanas divulgaremos a primeira foto e os primeiros ingressos. — A mulher sorriu de forma profissional. — Mesmo sem divulgar para o mundo o Parque, os acionistas estão feliz com a repercussão que está tomando. Quando nosso marketing anunciou sobre os projetos da empresa Senju, nossas ações subiram.

— Isso é bom. — Jiraya olhou para esposa e sorriu. — Já conseguiu retorno do Senhor Nara e da Senhorita Haruno?

— Ainda não mas…

— Precisamos deles o mais rápido possível, só após o aval deles que começaremos a divulgação. — Cortou o homem de cabelos platinados.

O celular na mão da mulher vibrou. Ela bufou um pouco irritada olhando a mensagem de Shizune, ergueu o corpo do assento e sorriu para o casal.

—Sinceramente não consigo compreender o motivo de vocês esperarem o aval desses dois, mas Shizune acabou de me enviar uma mensagem confirmando seus planos de vir até Ilha Nublar. — Ela caminhou até a porta. — Eu tenho controle de tudo, fiquem tranquilos.

— Sabemos da sua competência, Uchiha. — Tsunade sorriu. — E Sasuke?

— Está brincando com os raptores. — disse com indiferença. Ela não entendia como o irmão gostava tanto daquilo. Enquanto ele ficava "brincando" com os dinossauros, ela estava ali trabalhando duro, tentando deixar tudo em perfeita ordem para que o Parque fosse logo inaugurado. O irmão ficava com a parte prática e ela com a burocrática, simples assim.

Naomi assinou alguns documentos e entregou para Shizune, para que a mesma encaminhasse a papelada para alguns acionistas. Ouviu a porta sendo escancarada e pressionou as têmporas, pois já conhecia muito bem a única pessoa que invadia sua sala sem ser anunciada.

—Como assim você me escondeu que criaram um raptor novo? — a voz dele soou como um trovão raivoso no céu.

Naomi girou as orbes escuras para o homem que estava a sua frente, os ombros largos estavam vestidos com uma camisa escura e um colete escuro com vários bolsos.

— Quantas vezes eu preciso avisar que você não está na sua casa e que precisa bater à porta? — esfregou as têmporas a fim de amenizar sua dor de cabeça.

— Eu não preciso ser anunciado. — falou de forma ríspida.

— Claro que você precisa, Sasuke. — Ergueu a cabeça e notou a forma como ele crispou os lábios. — Isso aqui não é a casa da mãe "joana".

Sasuke cruzou os braços contra o corpo e encarou a Uchiha, sabia que não deveria se portas daquela forma dentro do escritório, mas estava pouco se fudendo para aqueles empresários de merda, a única pessoa a quem ele respeitava era a sua irmã e mais ninguém. Se ele queriam continuar a brincar de Deus, tudo bem, mas que, pelo menos, tivessem a ombridade de lhe avisarem, já que era a vida dele que constantemente ficava em perigo no meio daqueles animais. Sempre achou que por carregarem o mesmo sobrenome teria alguns privilégios, isso incluía saber o que estava acontecendo dentro dos laboratórios. Mas Naomi Uchiha não era uma mulher fácil e seu jeito mandão fazia ele recuar, já que era a irmã mais velha, além dela lembrar bastante Mikoto –, sua falecida mãe. Era a única que fazia Sasuke se calar.

— O que você precisa? — ela começou a digitar algo em seu computador. — Eu estou resolvendo problemas sérios aqui, não tenho tempo para ficar me divertindo com os itens.

— As vezes não reconheço você, trata esses animais como se fossem simples objetos! — Sasuke retrucou. —São seres vivos.

—Diga logo o que você quer Sasuke.

Naomi se escorou na sua mesa e esperou que o irmão continuasse seu discurso. Ela não estava de bom humor para aturar os ataques de histeria do Uchiha em relação aos itens do Parque, sabia que era apegado aos animais. Principalmente os raptores, no fundo ela se orgulhava do trabalho que ele desenvolvia com aquelas espécies desde que elas ainda eram apenas ovos nas encubadoras.

— O meu problema é que você não me contou que Orochimaru criou um híbrido, você sabe as consequências disso?

— Criamos dinossauros todos os dias Sasuke, fale realmente o motivo de você está tão irritado a ponto de deixar seus filhotes de lado e vir me perturbar na minha sala?

— É verdade que Tsunade e Jiraya mandaram chamar Shikamaru para inspecionar o Parque?

Naomi suspirou novamente pressionado a testa com as mãos, de fato ela estava com bastante dor de cabeça e o dia nem havia começado direito.

Se Sasuke não estava contente com a vinda do Senhor Nara, ela muito menos, mas não podia passar por cima das ordens dos Senjus, quando ia responder a porta se abriu revelando uma Shizune com as bochechas vermelhas e esbaforida por interromper a conversa dos dois.

— Senhorita Uchiha. — Naomi olhou em sua direção. — O senhor Nara está linha, quer falar diretamente com a senhorita.

—Obrigada Shizune, pode passar a ligação.

Naomi se desencostou de sua mesa indo se sentar em sua cadeira, esperou o telefone tocar e ergueu os olhos escuros na direção do irmão.

—Precisa de mais alguma coisa? — colocou a mão no telefone esperando o mesmo tocar — Acho que seus bichinhos precisam de atenção.

O Uchiha deu uma última olhada para a mulher revirando os olhos antes de sair. Ele estava tão inconformado com a situação e pela recusa da irmã em lhe dar respostas que saiu apressado quase esbarrando em Shizune no processo. A mulher olhou assustada para as costas do moreno e logo em seguida encarou a sua chefe. Ela fez uma breve referência com a cabeça antes de sair e ir para a sua mesa passar a bendita ligação do senhor Nara para Naomi.

Não levou nem dois minutos e prontamente digitou o ramal da sala de sua chefe e esperou a linha chamar do outro lado.

Naomi respirar fundo quando o telefone tocou, ela contou mentalmente antes de tirar o mesmo do gancho. Já conheci o senhor Nara de outro lugar e sempre o achou muito irritando com o seu jeito indiferente de ser. Compreendia muito bem os sentimentos do irmão, já que ela assim como ele, não se dava muito bem com o paleontólogo.

— Pronto. — Falou de imediato assim que atendeu o telefone no segundo toque. Não pode deixar de constatar um leve bufar do outro lado da linha. Assim como ela, Shikamaru não ia muito com a sua cara — Vejo que aceitou a nossa oferta.

— O que te faz pensar que eu aceitei o seu convite? — respondeu de forma presunçosa.

— Se está me ligando é porque aceitou. — Naomi sentia vontade de socar a cara daquele homem toda vez que ele usava aquele tom com ela. — A não ser que você queira deixar a maior oportunidade da sua carreira passar.

— Eu quero saber toda a verdade — falou de forma cansada.

Sempre que ligava para aquela mulher, era daquele jeito. Por isso quem sempre tratava com outras empresas, inclusive as que Naomi fazia parte era Sakura. Ele não tinha saco para aturar o mal humor dela.

— Verdade… — Naomi enrolou o fio do telefone no dedo indicador — Você sabe que esse tipo de assunto não se deve falar pelo telefone, não é mesmo?

— Quando eu posso ir ai?

— Meus chefes querem vocês aqui para ontem. — respondeu.

— Ótimo! Vou arrumar as coisas por aqui e nos mais tarde a noite estou chegando ai.

— Vou mandar alguém pegar vocês no porto.

— No porto? — perguntou — Vocês não estão em Nova Iorque? — aquilo era novidade para Shikamaru. Ele tinha certeza que a empresa deles era no centro de Nova Iorque.

— Não. — Naomi encarou as grandes janelas de sua sala — Estamos na Ilha Nublar. Vocês vão precisar ir até o porto para chegar aqui, a viagem é de mais ou menos cinco horas de barco.

— Aquelas notícias eram verdadeiras, não eram? — ele perguntou incrédulo.

— Quando vocês chegarem, eu responderei todas as perguntas — Naomi o cortou — Façam uma boa viagem — disse ela antes de desligar.