Capítulo 40 - O último dia
Snape havia adiado a ida ao Beco Diagonal para a manhã do dia seguinte. Já que, pela manhã, havia menos gente caminhando pelas ruas e, consequentemente, menos curiosos dirigindo olhares a ele e a Hermione.
Hermione, que desde que havia conversado com Draco, estava tensa, deixou tudo isso de lado assim que colocou os pés no Beco Diagonal. Ela adorava aquele lugar, que era sempre tão vivo e cheio de cores. Além de que, lhe lembrava sua infância, quando vinha com seus pais comprar seus materiais para Hogwarts.
Severus logo notou que a expressão de Hermione tornou-se mais leve e ela já parecia mais animada. Havia sido uma boa ideia convidá-la para vir junto com ele.
Hermione caminhava ao lado de Severus e olhava animada as vitrines das lojas, que não haviam mudado quase nada desde que ela tinha onze anos.
— Onde costumava comprar os ingredientes para preparar suas poções, Severus? — Questionou Hermione assim que ele passaram direto pela lojinha que vendia os ingredientes para os alunos de Hogwarts.
— Comprava na loja de um velho conhecido. Espero que ele ainda tenha a loja, pois é para lá que estamos indo. — Disse o homem. — Lá é o único lugar do Beco Diagonal que tem ingredientes de qualidade.
Severus e Hermione caminharam pelo Beco Diagonal, passando por toda a parte brilhante e iluminada, chegando a uma parte mais sombria e escondida.
Eles entraram um uma rua estreita, com diversas lojas que pareciam abandonadas. Severus parou em frente a uma loja que tinha a porta pintada de um verde desbotado, além da pintura já estar descascando em alguns lugares.
As vitrines da loja estavam realmente sujas, porém ainda era possível ter um vislumbre do interior do local pelas vidraças, parecia haver centenas de frascos, organizados em diversas prateleiras.
— Não se deixe enganar pelas aparências, por fora parece apenas um local abandonado. Mas assim que cruzar a porta verá que é um local impecavelmente organizado. — Explicou Severus. — Fields deixa o exterior assim para não chamar muito a atenção. Ele inclusive não gosta de receber clientes novos.
"Um lojista que não gosta de clientes?", Hermione achou aquilo estranho, mas ela estava no mundo bruxo, muito do que ocorria por ali não fazia o menor sentido.
Ela levantou seus olhos para ver melhor o lugar, foi assim que avistou uma placa, que tinha as palavras praticamente apagadas, mas com certo esforço, ainda era possível ver "Égide ervas e ingredientes". Pelo menos o nome do lugar era interessante.
— Vamos ver se ele ainda está por aqui. — Disse Snape com a mão já sobre a maçaneta da porta.
A porta se abriu com um clique, Severus adentrou o ambiente seguido por Hermione. Repentinamente um homem usando um terno verde brilhante saltou de trás do balcão. Hermione assustou-se e agarrou a manga do terno de Snape.
— O que querem aqui? — Perguntou o homem de forma ríspida.
O homem ajeitou seus óculos sobre o rosto, estreitou os olhos e depois deu um largo sorriso, mudando também seu tom de voz, que agora era amistoso.
— Snape! Há quanto tempo não o vejo, meu caro! — Disse o homem dando a volta no balcão e aproximando-se do casal.
— Sete anos, talvez? — Disse Snape com leve ar debochado.
— Talvez, talvez. — Disse o homem não dando muita importância as datas e segurando uma das mãos de Snape entre as suas e sacudindo-a.
Depois o homem virou-se para Hermione. Ele soltou a mão de Snape e estendeu sua mão à bruxa.
— Eu sou Gary Fields. — Disse o homem. — E a senhorita, quem é?
Hermione estendeu a mão para o homem e respondeu:
— Sou Hermione Granger. É um prazer conhecê-lo.
Gary estreitou os olhos, soltou a mão de Hermione, retirou os óculos do rosto, limpou-os e depois voltou a colocá-los no rosto.
— Senhorita Granger! E não é que é mesmo a senhorita! A que devo a honra de uma presença tão ilustre em minha humilde loja? — Perguntou o homem com um grande sorriso.
Hermione sorriu um pouco sem graça e respondeu:
— Eu só vim acompanhar Snape.
— Ah, sim, sim. — Gary virou-se novamente para Snape e perguntou: — Então, no que posso te ajudar hoje, meu caro?
— Preciso de ingredientes. Você ainda trabalha com coisas de qualidade, não? — Questionou Snape.
— Certamente, Snape, certamente. — O homem falava a balançava a cabeça. — É por isso que minha loja ainda funciona, só eu tenho os melhores ingredientes e ervas.
— É bom saber disso. — Disse Snape.
— Provavelmente tem uma lista do que precisa, não? — Perguntou Gary já acostumado com os grandes pedidos que Snape costumava fazer.
— Certamente. — Disse Severus tirando a lista do bolso de seu paletó e entregando-a a Gary.
Gary pegou a lista, ajeitou seu óculos, depois passou os olhos sobre os itens.
— Felizmente eu tenho tudo o que precisa. Mas talvez eu demore um pouco para separar. Querem esperar aqui ou preferem voltar mais tarde?
— Aqui dentro certamente é mais tranquilo do que as ruas do Beco Diagonal. — Snape virou-se e perguntou à Hermione. — O que acha, vamos esperar aqui?
— Podemos esperar. — Respondeu a bruxa.
— Então sentem-se, meus jovens. — Gary então indicou um par de poltronas que ficavam próximo a porta. — Por que a lista é extensa.
Hermione e Snape assentiram e foram sentar-se. Enquanto o casal estava sentado, Gary movia-se com grande agilidade pela loja, subindo e descendo escadas, pesando ingredientes, separando as quantidades dos produtos.
Hermione olhava atentamente os movimentos do senhor Fields, ele era bem ágil para um idoso.
Cerca de meia hora depois, Gary chamou-os até o balcão. O casal se levantou e foi até o homem.
— Está tudo aqui, Snape, — disse Gary enquanto fazia algumas somas — ao total, são quatro galeões.
— Certo. — Respondeu Snape, logo entregando a quantia ao homem.
Severus pegou três das quatro sacolas cheias de ingredientes, enquanto Hermione pegou uma.
Assim que saíram da loja, Snape dirigiu-se a Hermione:
— Vamos para casa? O tem algo mais que queira fazer?
Hermione pensou por alguns instantes, tudo o que ela queria era passar seu tempo ao lado de Severus. Certamente em casa ele estaria mais confortável.
— Vamos para casa. — Hermione indicou a sacola que tinha em mãos. — Nós temos muita coisa para organizar.
Snape assentiu.
— A senhorita tem toda a razão — ele usou um tom levemente zombeteiro.
Hermione riu.
O casal foi até uma das zonas onde a aparatação era permitida.
Severus passou o braço pela cintura de Hermione.
— Pronta? — Ele questionou, pois sabia que ela detestava aparatar.
Hermione assentiu e fechou os olhos. Ela logo sentiu o caraterístico puxão no umbigo.
— Chegamos. — Disse Snape próximo ao ouvido dela.
Hermione abriu seus olhos e avistou a casa de tijolos cinza, com janelas que um dia já haviam sido brancas. Naquele momento ela sentiu como se estivesse chegando em casa, mesmo aquela não sendo sua casa. Hermione se deu conta, naquele instante, que já considerava aquela casa seu lar.
O casal entrou em casa.
— Eu vou levar as coisas até o laboratório — disse Snape.
— Então eu vou começar a organizar nosso almoço — falou Hermione.
Severus foi até seu laboratório e largou as coisas sobre a bancada, logo retornou a cozinha para auxiliar Hermione, ou só assisti-la cozinhando, como ela preferia.
Assim que Hermione o viu retornar sorriu e disse:
— Sente-se, me faça companhia, deixa que eu preparo nosso almoço.
Severus acatou ao pedido dela. Sentou-se em uma das altas banquetas da cozinha e ficou observando Hermione mover-se com destreza pelo ambiente.
Ele gostava disso, observá-la, vê-la fazendo as mais simples tarefas, ali ele descobria pequenos detalhes sobre Hermione. Como: ela gostava de comer um pedacinho de tomate a cada vez que os picava para colocar na comida; sempre que ela tinha uma tarefa a fazer fazia um coque em seu cabelo; ela sempre fazia uma careta quando picava cebolas; quando ela estava concentrada lendo um livro mordia os lábios; quando estava lendo apenas para passar o tempo mexia em seus cabelos.
Severus amava descobrir coisas sobre Hermione, ele a amava por completo. E ele já havia planejado como dizer isso à ela.
~ x ~
Depois que almoçaram, Hermione e Snape voltaram ao laboratório para organizar aquilo que haviam comprado pela manhã.
Hermione retirou os ingredientes de todas as sacolas e os espalhou sobre a bancada, enquanto Snape separava frascos para acomodá-los.
Eles passaram a tarde toda organizando e catalogando o estoque de ingredientes. Quando finalmente colocaram o último frasco com ingredientes na prateleira, Hermione disse:
— Agora está tudo no lugar. — Disse a bruxa admirando o trabalho dela e de Snape.
Hermione suspirou cansada, havia sido uma tarde bastante atarefada, mas ela estava feliz em poder ajudar Snape a recomeçar sua vida.
— Creio que nós merecemos um descanso. — Disse Snape ao ouvir o suspiro de Hermione.
Ela sorriu e concordou:
— Certamente.
~ x ~
Após o jantar, Hermione tomou um banho e voltou à sala de estar, para ficar com Snape. As noites já estavam ficando mais frias, frias o suficiente para Severus acender a lareira. Quando ela desceu as escadas, Severus já estava sentado, mas dessa vez estava no sofá, e não em sua habitual poltrona.
Hermione aproximou-se vagarosamente, pois estava contemplando a figura de Severus, que lia um livro. Quando ela chegou perto o suficiente, perguntou:
— Quer uma chá, Severus? — Questionou Hermione.
Snape virou-se para Hermione, deixou seu livro de lado e disse:
— Depois de tanto trabalho, acho que merecemos algo mais especial. — Ele tinha um meio sorriso.
Hermione o mirou curiosa.
Severus levantou-se do sofá e foi até a cozinha.
— Espere-me aqui, Hermione.
Hermione sorriu, não sabia o que ele planejava, mas certamente deveria ser algo bom pelo sorriso que ele carregava quando levantou-se do sofá.
E Hermione não estava errada, pois quando Snape voltou à sala de estar tinha uma garrafa de vinho tinto em uma das mãos e duas taças na outra.
Severus voltou a sentar-se no sofá. Hermione o acompanhou dessa vez. O homem alcançou as taças para Hermione, que segurou-as enquanto ele as enchia de vinho.
— O que acha de um brinde? — Perguntou Hermione enquanto Severus largava a garrafa de vinho sobre a mesa de centro.
— Um brinde? A que nós brindaremos? — Questionou Snape enquanto pegava sua taça das mãos de Hermione.
— Ao trabalho duro. — Ela riu.
— É um bom brinde.
Snape levantou sua taça e aguardou Hermione fazer o mesmo.
— Ao trabalho duro. — Disseram os dois.
Cada um bebeu um gole de vinho enquanto encaravam-se.
Severus sorriu e puxou Hermione mais para perto.
— Fique ao meu lado. — E não era só por aquele momento que Snape estava pedindo isso a Hermione, porém ela não percebeu isso.
Hermione sentou-se ao lado de Severus e recostou sua cabeça no ombro do homem, gostava de fazer isso, gostava da sensação de ter Severus tão perto, de estar tão perto do coração dele.
A bruxa voltou a beber seu vinho, enquanto encarava as chamas da lareira, o crepitar da madeira queimando parecia lhe hipnotizar, prendia sua atenção enquanto pensava no quanto estava feliz naquele momento.
Já Severus, observava sua Hermione, com seus cabelos rebeldes que refletiam as chamas da lareira e seu rosto, com suas feições maduras, mas que ainda carregavam um ar doce. Aos olhos dele, Hermione era perfeita.
Com o passar das horas, o fogo na lareira começou a diminuir, Severus tinha quase certeza de que já passava da meia noite. E no dia seguinte eles teriam que acordar relativamente cedo, já que Zabini viria fazer seu último check-up.
Severus olhou para a garrafa de vinho vazia sobre a mesa de centro, só restavam uns poucos goles de vinho nas taças de cada um, isso não seria suficiente para causar uma ressaca. Então estava tudo bem.
Hermione estava sentada sobre o sofá e tinha as pernas dobradas sobre ele. Admirava a taça de vinho que tinha na mão, enquanto brincava com o laço do robe que estava usando sobre seu pijama.
Severus acariciou levemente o rosto da bruxa, para lhe chamar a atenção.
— Está com sono, já quer ir se deitar? — Ele perguntou.
Hermione deixou-se acariciar mais um pouco antes de responder.
— Estou com um pouco de sono. Mas só irei me deitar se me acompanhar. — Ela respondeu com um pequeno sorriso sobre os lábios.
— Seu desejo é uma ordem, minha querida. — Ele respondeu com ar divertido.
O casal subiu para o quarto, deitaram-se lado a lado, e admiraram o rosto um do outro até o sono chegar.
~ x ~
Era o trigésimo dia de Hermione na casa de Snape, hoje ele seria liberado dos cuidados médicos. Porém, antes que Hermione pensasse em qualquer outra coisa, sentiu seu rosto sendo acariciado. Ela abriu seus olhos por completo e encontrou a imensidão, de cor obsidiana, que eram os olhos de Severus.
Hermione sorriu com delicadeza, virou levemente o rosto e beijou a mão do homem.
— Bom dia — disse Snape, seu tom de voz era tranquilo.
— Bom dia — respondeu Hermione, grata por poder ouvir aquela voz maravilhosa pela manhã.
Severus aproximou seu rosto e colou sua testa na testa de Hermione, depois lhe deu um leve beijo sobre os lábios.
— Como se sente? — Questionou Hermione ainda com a testa colada a Snape.
— Me sinto ótimo.
Hermione sorriu e acariciou o rosto dele, adorava sentir a textura da pele de Severus, além disso, era tão bom tê-lo tão perto.
Severus fechou seus olhos e atentou-se apenas ao toque de Hermione. Tê-la perto era tão bom, lhe fazia tão bem.
Hermione, tendo Snape tão perto, não resistiu e aproximou seus lábios dos lábios do homem. Primeiro ela deu alguns leves beijos, depois ela colocou sua mão no pescoço de Severus e passou a língua sobre os lábios dele, pedindo uma permissão silenciosa para aprofundar o beijo. Severus cedeu e logo ambas as línguas roçavam-se com desejo.
Hermione afastou seus lábios dos lábios de Snape por apenas alguns segundos e pediu:
— Me ame, Severus. — Hermione sabia que hoje era seu último dia naquela casa, então queria aproveitar todos os momentos ao máximo.
— Hermione... — Snape sussurrou, ele queria dizer a ela que fossem mais devagar, que fossem com calma, mas pelo visto não seria possível.
— Apenas me ame, meu amor. — Hermione reforçou o pedido.
A bruxa voltou a colar seus lábios aos de Severus, não lhe permitindo se opor ao pedido dela.
Severus não tentou resistir mais, ele não queria resistir mais. Ele desceu as mãos sobre o corpo de Hermione, lhe acariciando delicadamente, passou os dedos sobre o braço dela, percorrendo toda a extensão daquela parte do corpo da bruxa.
Depois ele subiu suas mãos para o pescoço dela, deixando uma mão permanecer ali, enquanto a outra percorria as costas de Hermione, passando pelas curvas do corpo da bruxa. Ele só parou de percorrer seus dedos pelo corpo de Hermione quando encontrou a curva da cintura dela, ali ele repousou sua mão. Com seus dedos, ele apertou a pele daquela região, sentindo logo a bruxa aconchegar-se mais para perto do corpo dele.
Severus separou seus lábios dos lábios de Hermione, mas não cessou com os beijos. Ele percorreu, com doces beijos, a curva do pescoço da bruxa, seguindo depois para os ombros.
Hermione tinha suas mãos nas costas de Severus, acariciava a região delicadamente, sentia cada uma das cicatrizes dele com as pontas de seus dedos. Queria gravar cada pedaço dele em sua mente, cada sinal, cada cesura, cada marca. Queria mapeá-lo com suas mãos.
Severus, com brandura, ajeitou o corpo de Hermione, de modo que a bruxa ficasse com as costas completamente sobre o colchão. Antes de voltar a beijá-la, Severus afastou um pouco o seu corpo e contemplou Hermione, deitada com os cabelos revoltos sobre o travesseiro, com os lábios levemente vermelhos e com um olhar de desejo direcionado a ele.
— Linda. — Ele sussurrou para si.
Mesmo sendo apenas um sussurro, Hermione pode ouvir. A bruxa sorriu com o elogio tão honesto que escapou dos lábios do homem.
Severus voltou a beijar Hermione, primeiro nos lábios, depois desceu os beijos para o colo dela, que estava parcialmente coberto pela parte de cima do baby doll, vermelho com bolinhas brancas, que ela estava usando.
O homem desceu uma de suas mãos, passou sobre o tecido de cetim do baby doll, parando somente quando sentiu a pele de Hermione. Ela tinha a pele de seu ventre parcialmente exposta, pois a parte de cima de seu baby doll já estava completamente desalinhado.
Severus deteve sua mão ali por alguns segundos, brincou com a barra da peça de roupa, depois invadiu o interior do baby doll com seus dedos. Quanto mais sua mão subia, mais desalinhada a parte de cima da roupa de Hermione ficava.
A mão de Snape logo chegou ao vale dos seios de Hermione, antes de tomá-los em suas mãos, Severus acariciou o local, passando levemente os dedos entre os seios dela. O homem sentiu a pele de Hermione arrepiar-se sob sua mão.
A pele macia de Hermione era um convite para algo mais que apenas toques, porém, Severus seguiria com calma, ele a amaria, como ela havia lhe pedido.
Ele cessou os beijos e afastou-se alguns centímetros do corpo de Hermione e desceu a mão que estava no vale dos seios da bruxa. Snape segurou a barra da parte de cima do baby doll de Hermione e, suavemente, puxou a peça para cima, retirando-a do corpo da bruxa. A pele de Hermione foi exposta, seus seios eram dois formosos montes rosados e seus mamilos já estavam tesos devido aos toques de Snape.
Severus segurou seu desejo de avançar desejosamente sobre os seios nus de Hermione assim que os viu expostos. Em vez disso, ele aproximou-se com calma, primeiro passou os dedos sobre os seios da bruxa, roçando propositalmente sobre os mamilos.
Hermione gemeu pelo toque, que era ao mesmo tempo tão delicado e tão provocativo.
Severus continuou com os toques, primeiro eram apenas os roçares de dedos sobre a pele nua da bruxa, depois ele acariciou os seios dela com movimentos circulares, dando atenção a um seio de cada vez. Só depois disso ele segurou o seio dela entre seus dedos, exercendo uma leve pressão. Hermione segurou-se nos lençóis e soltou um leve gemido ao sentir o toque um pouco mais intenso.
Severus já não conseguindo mais conter seu desejo de tomar os seios dela entre seus lábios, lambeu o região. Primeiro deu atenção aos mamilos, lambendo um de cada vez. Depois aprofundou as carícias, distribuindo beijos molhados nos mamilos e também em volta deles.
Hermione já suspirava e se contorcia de desejo sobre os lençóis brancos.
Snape continuou dando atenção aos seios da bruxa com seus lábios e com uma de suas mãos. A mão que estava livre, ele desceu até o ventre de Hermione. Por alguns segundos, Snape acariciou a região, sempre trazendo a mão para cima assim que ela atingia o tecido da parte de baixo do baby doll, que Hermione ainda tinha posta.
Hermione deu um gemido de frustração quando Severus, pela terceira vez, apenas tocou seu baby doll, sem fazer menção de se livrar da peça de roupa.
Severus levantou seu rosto e mirou Hermione.
— Você parece impaciente, Hermione.
Hermione abriu seus olhos, mirou seu amado mestre de poções e com a expressão mais dissimulada que conseguiu produzir, respondeu:
— É apenas impressão sua, Severus.
O homem deu seu sorriso de lado, tipicamente sonserino, e disse:
— Então talvez em me demore mais um pouco nessas carícias. — Severus referia-se as carícias que fazia sobre o ventre da bruxa.
— Não ouse. — Hermione mirou um olhar desafiador ao homem.
A bruxa apoiou-se sobre os cotovelos, aproximou seu rosto do rosto de Severus, deu uma leve mordida sobre o lábio inferior dele e completou:
— Tire logo minha roupa e me ame.
Severus comtemplou aquela faceta de Hermione, uma faceta mais dominadora. Ele gostou daquilo. Ele então apenas deu um sorriso de canto e disse:
— É claro que irei lhe amar, Hermione, minha Hermione.
Severus deu um beijo nos lábios de Hermione e a mirou nos olhos, enquanto descia sua mão para a peça de roupa que ainda restava sobre o corpo da bruxa, os olhares entre os dois eram intensos e desejosos. Snape, passeou com os dedos sobre a barra do short, provocando-a mais um pouco.
Hermione, ao sentir os dedos de Severus tão perto de sua intimidade, jogou a cabeça para trás e deixou um suspiro desejoso escapar de seus lábios. As provocações dele estavam fazendo-a excitar-se, cada vez seu desejo de tê-lo dentro de si era maior.
Severus só parou com as provocações quando ouviu a seguinte frase sair, em um sussurro, dos lábios de sua amada:
— Severus, por favor, não me faça esperar mais, me ame.
Snape direcionou as duas mãos a parte de baixo do baby doll e em apenas um movimento retirou o short e a calcinha de Hermione, deixando-a completamente nua sobre os lençóis.
Severus não conseguiu segurar uma reação instantânea de seu pênis, que clamou por liberdade de dentro de seu pijama. Ele então logo livrou-se de sua roupa, a parte de baixo do pijama e a cueca, e deitou seu corpo nu sobre o corpo de Hermione.
Hermione o recebeu sobre si. O homem apoiou-se sobre a cama com uma das mãos e com a outra mão, direcionou seu pênis na entrada de Hermione. Com calma ele sentiu a umidade dela e só então começou a empurrar seu membro para dentro da bruxa.
Lentamente Snape impulsionou todo seu membro dentro de Hermione. A bruxa gemeu quando a pélvis de Snape encaixou na sua.
Snape voltou a apoiar-se sobre as duas mãos, seu rosto muito próximo do rosto de Hermione. Ele penetrava a bruxa com movimentos lentos.
— Estou te amando, minha Hermione. — Disse Severus em um sussurro.
Hermione pousou as duas mãos sobre o ventre e respondeu:
— Eu sinto, Severus, eu sinto.
Severus colou seus lábios aos lábios de Hermione, a bruxa envolveu o pescoço do homem com seus braços enquanto ele lentamente entrava e saia da intimidade dela.
O casal aproveitou cada segundo daquilo, Severus amava Hermione com movimentos lentos e cadenciados. Hermione recebia Severus dentro de si com gemidos de prazer, alguns deles sendo abafados pelos lábios de Snape.
Severus, sentindo seu orgasmo se aproximar, afastou seu corpo, porém sem sair de dentro da bruxa, logo ficando de joelhos entre as pernas de Hermione. Ele levantou as coxas dela e colou a intimidade dela à sua em um movimento rápido.
Hermione, tendo como única opção agarrar-se aos lençóis, o fez quando sentiu Snape levantar seu quadril e estocar com um movimento mais intenso em sua intimidade.
Hermione segurou o gemido mordendo os lábios.
Severus continuou seus movimentos de vai e vem dentro da bruxa, enquanto isso deliciava com as expressões do rosto dela. O corpo dela adaptava-se completamente ao seu, o encaixe deles era perfeito.
Algumas gotas de suor correram sobre a testa de Snape, ele estava muito perto do orgasmo, esperava que sua amada também estivesse.
Hermione sentia seu corpo todo aquecer-se cada vez mais, ela não sabia explicar como, mas Severus sempre a levava ao seu ápice e com certeza dessa vez não seria diferente, os primeiros sinais do orgasmo estavam cruzando seu corpo.
Severus desacelerou um pouco os movimentos e disse a Hermione:
— Meu amor, eu estou perto. — A voz dele estava nublada de prazer.
— O mesmo para mim. — Disse a bruxa.
Severus voltou a debruçar-se sobre Hermione, colando seu peito aos seios dela, ele deixou que ela envolvesse os braços em seu pescoço outra vez, enquanto ele escorava sua testa no ombro dela.
Severus acelerou seus movimentos, penetrando Hermione de forma mais intensa. Hermione agarrou-se mais fortemente a Snape, que não diminuiu seu ritmo. Ele deixava alguns suspiros de desejo chegarem aos ouvidos de Hermione, assim como ela também o fazia.
Hermione sentiu seu orgasmo chegar com intensidade, ela sem mesmo notar, acabou cravando as unhas nas costas de Severus. Porém ele sequer sentiu a dor, pois o prazer de seu orgasmo o atingiu enquanto Hermione se agarrava a ele.
Severus derramou-se dentro de sua amada, enquanto sua respiração descompassada lutava para retornar ao ritmo normal.
Severus levantou um pouco a cabeça, a tempo de ver o último resquício do orgasmo cruzar pelo rosto de Hermione. Logo depois ela abriu os olhos, deu um leve beijo sobre os lábios de Snape e disse:
— Eu o amo, Severus.
— Também a amo, minha Hermione.
~ x ~
Depois daquele momento mais intenso entre o casal, eles precisaram organizar-se rapidamente. Os dois tomaram um banho rápido e arrumaram-se em poucos minutos, pois Zabini logo chegaria à casa para fazer o último check-up de Severus.
Um pouco antes das nove da manhã, os dois sentaram-se sobre o sofá da sala de estar. Hermione recostou a cabeça no ombro de Severus, aproveitando para descansar da correria de momentos atrás.
Severus olhava aquela mulher, a beleza dela era estonteante, a inteligência dela era magnifica, essa eram qualidade visíveis a qualquer um. Porém, haviam mais partes dela, que só Severus podia ver. E ele desejava que isso permanecesse dessa forma. De forma egoísta, ele desejava que algumas partes de Hermione fossem só dele.
Severus estava decidido, após Zabini lhe dar a alta e ir embora, ele pediria a Hermione para ficar. Pediria a Hermione para permanecer ao seu lado para sempre.
Pontualmente as 9h da manhã, Zabini bateu à porta da casa de Snape. Quem o recebeu foi Hermione, ela tinha um sorriso enorme em seus lábios. Logo ela lhe convidou a entrar.
— Bom dia Snape, — Zabini dirigiu-se a Snape assim que cruzou a porta de entrada. — Como se sente hoje?
— Bom dia, Zabini. Eu sinto ótimo. — Respondeu Snape, sendo sincero.
Ele realmente se sentia ótimo. Certamente seu momento de mais cedo com Hermione havia contribuído muito pra isso.
— Isso é perfeito. Podemos fazer os exames então? — Perguntou o medibruxo.
— Certamente. — Disse Snape indicando a escada para Zabini lhe acompanhar.
Hermione permaneceu na sala de estar, como havia feito todas as outras vezes. Ela suspirou, deveria estar muito feliz por Severus, porém, algo dentro dela não permitia que sua felicidade fosse completa. E ela se sentia muito egoísta por isso.
A bruxa mal viu o tempo passar pois estava perdida em seus pensamentos, quando se deu conta, Severus e Blaise já estava descendo as escadas.
— Gostaria de um chá? — Hermione perguntou ao amigo.
— Hoje não, Hermione. — Disse Blaise. — Só preencherei a alta de Snape. Depois preciso voltar rápido ao hospital. A situação com os pais de Neville está me deixando louco, então não terei tempo para tomar um chá com vocês.
Hermione assentiu.
Blaise então completou:
— Porém, depois que isso acabar, vou arrumar um tempo na minha agenda para tomar um chá com vocês. — O medibruxo disse em tom divertido.
— Esperarei — disse Hermione sorrindo ao amigo.
Zabini retirou de sua pasta uma prancheta, sobre ela deu um leve toque de varinha, logo todas as informações sobre Snape estavam nos pergaminhos presos a prancheta.
Zabini retirou os papéis e entregou a Snape.
— Você está oficialmente liberado dos cuidados médicos, meu caro Snape. Esta é sua alta. — Zabini estendeu a mão a Snape.
— Obrigado, Zabini. — Disse Snape apertando a mão de Blaise.
Severus sentou-se no sofá e passou a admirar aquele pilha de papéis em suas mãos enquanto Hermione levava o medibruxo até a porta.
Hermione abriu a porta para Blaise. Que virou-se para a amiga e a abraçou.
— Ele está perfeitamente bem, Hermione.
Ela retribuiu o abraço e assentiu, concordando com as palavras do amigo.
— Nunca se esqueça, Hermione, que ele está aqui por que você nunca desistiu dele. — Zabini foi enfático em suas palavras. — Não faça isso agora, não desista dele.
Hermione afastou-se e encarou Zabini.
— Draco me contou, ele me disse que você parecia não saber o que fazer. — Explicou o medibruxo.
Hermione deu um sorriso leve.
— Não se preocupe, Blaise, eu não vou desistir dele. Nunca!
Blaise riu.
— É bom ter você de volta. — Brincou ele. — E não se esqueça, quando vocês forem casar, eu exijo ser padrinho.
— Você não estava cheio de trabalho no hospital? — Perguntou Hermione com leve tom de deboche.
— Nossa, foi só eu falar em casamento que você já quer mudar de assunto, Granger. — Zabini usou do mesmo tom de Hermione.
Hermione apenas revirou os olhos.
— Agora falando seriamente, você merece ser feliz e precisa lutar por isso.
— Obrigada, Blaise. — Ela lhe dirigiu um sorriso agradecido.
— Bom, agora que eu terminei meu discurso motivacional, — brincou ele — vou voltar ao hospital, pois o trabalho me aguarda.
Zabini beijou a testa da amiga e despediu-se.
Hermione entrou e fechou a porta. Ela virou-se na direção de Severus e o mirou por alguns segundos, ele continuava sentado sobre o sofá e ainda tinha os olhos sobre os papéis de sua alta.
Hermione aproximou-se vagarosamente e sentou-se ao lado dele. Colocou uma de suas mãos sobre a mão de Severus e disse:
— Você está livre, meu amor.
Ele virou seu rosto para Hermione e disse:
— Sim, eu estou.
Snape sabia o que precisava fazer agora. Ele largou os papéis sobre a mesa de centro, colocou-se em pé, estendeu sua mão para Hermione e disse:
— Vamos passar um tempo no jardim. Faz alguns dias que não fazemos isso. — Ele queria um lugar bonito pra fazer seu pedido à Hermione, escolheu o jardim de sua casa, pois era um lugar que sabia que ela gostava de estar.
— É claro. — Disse a bruxa segurando firmemente a mão de seu amado mestre de poções.
Hermione estava imensamente feliz por Snape estar finalmente livre, mas também tinha uma parte de si que estava triste por ter que deixar aquele pequeno pedaço de paraíso que ela e Snape haviam construído. Mas ela estava determinada a não deixar que essa pequena parte, que estava triste, tomasse conta de sua mente. Ela iria comemorar com Snape a sua liberação. Pois isso era o mais importante.
Severus entrelaçou seus dedos aos de Hermione, quando ela lhe estendeu a mão, e juntos eles caminharam até o jardim.
Em vez de sentar-se no habitual banco, Snape permaneceu em pé, logo puxando Hermione para perto e apertando-a em seu abraço.
Hermione recostou sua cabeça sobre o peito do homem e ficou ali, apenas aproveitando o momento, enquanto escutava as ritmadas batidas do coração dele.
A bruxa, ainda nos braços de Snape, passou a admirar o jardim, depois olhou para a casa. Aquela casa, aquele jardim, foram lugares onde ela havia sido muito feliz.
Quando esses pensamentos vieram à sua mente, foi difícil conter a emoção. Algumas lágrimas insistiram em cair de seu olhos.
Severus, que tinha os braços em volta cintura da bruxa, também pensava nos momentos que passou ao lado de sua Hermione, desde o dia em que ele acordou no hospital.
Severus acariciou os cabelos da bruxa, que aconchegou-se mais em seu peito. Durante os trinta dias que passou ao lado dela, percebeu que o brilho no olhar dela não havia se apagado nenhuma vez, mesmo nos dias mais difíceis ele continuava ali. E os toques dela, haviam se tornado cada vez mais íntimos, mas sem deixar se serem ternos. Já os beijos, sempre eram recheados de paixão.
Severus pegou-se sorrindo com essas lembranças de Hermione. Ele certamente nunca havia sido tão feliz como estava sendo naquele momento. Ele não queria perder aquilo, nunca. Ele estava decidido a mudar seu futuro. Ele decidiu que iria ser feliz e fazer feliz sua amada Hermione.
Hermione, que não fazia a mínima ideia do que se passava na cabeça de Snape, secou algumas das lágrimas que insistiram em cair de seu olhos.
Severus, que acompanhou o movimento de Hermione, surpreendeu-se ao notar que a bruxa estava secando suas lágrimas.
— O que aconteceu, Hermione? — Perguntou Severus já preocupando-se.
— Eu apenas estou feliz que você foi liberado, desculpe, é difícil segurar a emoção. — Disse Hermione.
Severus secou uma solitária lágrima com seu polegar e disse:
— É só isso mesmo, Hermione?
Hermione levantou seu rosto e encarou Severus, olhos nos olhos, mais algumas lágrimas escaparam dos olhos de Hermione. Então ela finalmente cedeu e disse:
— Eu estava lembrando de nossos momentos nessa casa. Eu fui tão feliz nesses trinta dias ao seu lado, tão feliz que tenho medo de nunca mais sentir algo parecido.
Severus aproximou seu rosto do rosto de Hermione e colou seus lábios nos lábios dela.
— Eu também fui muito feliz durante esses trinta dias, Hermione. Na verdade, esses foram os dias mais felizes de minha vida.
Hermione, ouvindo isso, olhou nos olhos de Severus e finalmente liberou tudo aquilo que estava pesando em seu coração:
— Eu não quero sair de seu lado, Severus. Eu não quero deixar você. Eu quero continuar dormindo e acordando todos os dias ao seu lado. Quero fazer minhas refeições com você. Quero sentar ao seu lado no jardim. Quero ficar aninhada em seu braços. Quero te acompanhar em uma xícara de chá após o jantar todas as noites. Quero simplesmente ficar com você.
Severus apertou Hermione em seu abraço e a beijou com desejo. Assim que separou seus lábios dos lábios dela, disse:
— Você não precisa sair de meu lado. Você nunca precisou sair. Eu sempre desejei que você permanecesse comigo. Eu só não sabia como dizer isso a você, minha Hermione. — Severus acariciou o rosto da bruxa com seu polegar direito. — Eu não vejo mais essa casa sem sua presença, sem seu brilho. Eu preciso de você comigo, Hermione. Para sempre, se possível.
— Para sempre? — Perguntou Hermione.
Snape confirmou e então tirou uma caixa de veludo vermelho do bolso, abriu-a e disse:
— Minha Hermione, minha amada Hermione, eu quero acordar pelo resto de meus dias ao seu lado, quero ver seu sorriso pelo resto de meus dias e quero ser amado por você pelo resto de meus dias.
Lágrimas corriam dos olhos de Hermione enquanto ela encarava aquele par de alianças dentro da caixinha de veludo vermelho.
— Hermione, eu a amo, imensamente. — Continuou Severus. — E é com a certeza desse amor, que te pergunto: quer ser minha esposa?
Hermione deixa um sorriso radiante brotar de seus lábios, enlaça seus braços no pescoço de Snape e responde:
— Eu aceito, meu amor!
