Capítulo 42: Epílogo II – Sete anos depois
Snape colocou a mão na cintura de sua esposa, enquanto começou a conduzi-la pela pista de dança, a música que estava tocando era lenta e ainda era o único tipo de música que Severus atrevia-se a dançar.
— Minha querida, devo dizer que você fica linda com esse vestido de madrinha. — Snape falou e apertou mais sua mão em torno da cintura de sua esposa.
O casal havia sido convidado para serem padrinhos de casamento de Draco, que finalmente estava se casando com Alice, seu amor à primeira vista. Naquele momento, estavam aproveitando um pouco da festa, que já se estendia por algumas horas.
— Posso dizer então que você fica lindo de padrinho. — Rebateu Hermione em um tom divertido.
— Esse seu vestido me lembra aquele que usou no casamento do Potter, eu ainda lembro claramente como foi maravilhoso tirá-lo. — Falou Snape aproximando mais o rosto do ouvido de Hermione.
Hermione corou um pouco, mas não deixou por menos.
— Foi mais maravilhoso do que tirar meu vestido de noiva? — Hermione tinha um sorriso convencido nos lábios.
Severus afastou um pouco o rosto e mirou Hermione nos olhos.
— Acredito que nada irá superar o momento em que tirei seu vestido de noiva. — Severus deu um sorriso debochado. — Talvez seja hora de renovarmos nossos votos.
Hermione não conseguindo conter-se riu abertamente.
— Talvez, Severus. Quem sabe possamos fazer isso em breve, quando completarmos nossos sete anos de casados.
— É uma excelente ideia e só faltam alguns meses. — Severus tinha um pequeno sorriso sobre os lábios. — Já posso ir pensando como tirar seu próximo vestido de noiva.
Hermione sorriu.
~ x ~
Quando a música acabou, Severus e Hermione retornaram à mesa dos noivos, Draco e Alice.
Draco tinha em seu colo uma pequena criatura de olhos e cabelos negros, enquanto Alice lhe dava uma porção de torta.
Assim que a pequena criatura avistou Hermione e Severus caminhando em sua direção, lhes estendeu seus braços e fez gestos com a mão, em um pedido para que o casal se aproximasse mais.
Snape, assim que chegou perto o suficiente, pegou o pequeno garotinho no colo.
Hermione, que estava ao lado do marido, pegou um dos guardanapos que estavam sobre a mesa e limpou os lábios do menino, que estavam cheios de glace, da torta que Alice estava dando-lhe há poucos momentos.
O pequeno, assim que se viu livre do guardanapo que lhe limpava o rosto, virou-se na direção de Snape e lhe deu um beijo na bochecha.
— Um beijo doce no papai. — Disse o pequeno Sam sorridente.
Hermione riu e depois perguntou ao filho:
— E a mamãe também não vai ganhar um beijo doce?
Sam riu, com sua expressão infantil, e disse:
— Vem cá, mamãe, que também dou beijo.
Hermione aproximou seu rosto e também recebeu um beijo doce de seu pequeno garotinho.
— Quero mais bolo — disse o pequeno logo depois de beijar a bochecha de Hermione.
— Vem com o padrinho, eu te dou mais bolo — disse Draco a Sam.
O pequeno virou em sorrisos e Snape então o devolveu aos braços de Draco. Sam, voltou a sentar-se no colo de Draco, com Alice dando torta em sua boca.
— Vocês vão mimar demais o Sam. — Brincou Hermione.
— É para isso que padrinhos e madrinhas servem. — Disse Alice usando do mesmo tom divertido. — Nosso primeiro dever como padrinhos é mimar nosso afilhado.
Hermione riu.
Alice e Draco eram ótimos com Sam. E realmente o mimavam demais. Mas Sam os amava e Hermione tinha absoluta certeza de que Draco e Alice também amavam o afilhado.
Assim que Sam terminou seu pedaço de torta, Hermione estendeu os braços ao seu garotinho e perguntou:
— Quer vir dançar um pouco com a mamãe e o papai?
Sam prontamente estendeu os braços e disse:
— Sim, mamãe.
Hermione pegou o menino no colo, que logo estendeu as mãos para Severus.
— Quero o papai, ele é maior.
Hermione riu e entregou Sam nos braços de Snape. Os três então voltaram a pista de dança. Snape, com um braço segurava Sam, e o outro tinha em volta da cintura de Hermione. Hermione também tinha um braço na cintura do marido e com o outro ajudava a segurar Sam.
Snape beijou a testa do filho, depois beijou os lábios da esposa. Ele e Hermione já estavam casados há quase sete anos, com seu pequeno garotinho de quatro anos, ele nunca havia imaginado que a vida poderia ser tão maravilhosa. Naquele momento ele se sentia feliz e completo.
No dia me que havia sido atacado por Nagini, Severus acreditou que finalmente encontraria a paz, porém, a paz na morte. Mas, quando acordou, sete anos depois, no hospital, desesperou-se. Ele não queria estar ali, não queria estar vivo, não queria mais ser Snape.
Então ele viu Hermione, viu que ela também estava ali. Descobriu depois que ela estava ali apenas por sua causa.
Naquele momento ele desejou continuar sendo Snape.
Hermione foi a luz que chegou em sua vida, a luz que o tirou das trevas, a luz que deu vida a seu mundo, a luz que lhe indicou o caminho da felicidade, a luz que lhe devolveu a vontade de viver.
Hermione foi quem trouxe o amor de volta à sua vida e lhe ajudou a multiplicá-lo, Sam era a prova disso.
Snape estava completamente feliz.
Notas finais:
Então, finalmente estou finalizando essa fic.
É minha primeira long-fic terminada, foram dois anos e meio escrevendo essa história.
Eu quero agradecer de todo meu coração quem acompanhou essa história até aqui.
Todos que deixaram seus comentário e favoritos: saibam que vocês foram muito importantes na construção dessa fic.
Novamente, muito obrigada!
Espero vê-los em breve!
Um beijão!
