CAPÍTULO 12
Missing Scene 3
Era noite na grande Tóquio. A cidade estava bem movimentada, as pessoas iam e vinham constantemente de encontros, passeios e negócios. Alguns restaurantes renomados tiveram suas reservas estouradas pois boatos circulavam de que os irmãos Okamoto estavam na cidade.
Não sabendo dessa informação, Hakudoushi Hashimoto estaciona seu conversível na frente de um restaurante 4 estrelas localizado no centro da cidade.
Ao entrar na recepção, outro arrepio lhe sobe a espinha.
"Estranho.". Pensava ao lembrar que algo lhe dizia para não ir a esta reunião. Nunca fora um homem supersticioso, então ali estava ele fazendo o check-in.
Quando o recepcionista pediu para que ele aguardasse, abriu um sorriso vitorioso.
"Depois de hoje, a Youkai's não será mais a mesma.".
Notou que o recepcionista estava demorando então decidiu olhar para dentro do restaurante. Cheio. Viu várias mesas ocupadas e pensou que a sua ainda estava, então se dirigiu para o bar, porém quando estava entrando seu irmão apareceu em seu campo de visão.
Existiam apenas duas coisas em sua vida que ele poderia dizer com certeza que entendia. A primeira era as matérias. Muitas vezes só pelo título ele sabia se a notícia seria boa ou não, ou qual seria a repercussão dela. Ele chamava de "visão", por isso, muitas vezes ele dizia não sem piedade.
A segunda era seu irmão. Desde pequeno, Moryomaru era muito expressivo, muitas vezes apenas o olhar já dizia tudo. Aprendeu a reconhecer cada detalhe, então quando olhou para seu irmão soube que algo estava errado.
-Acho que deveríamos conversar antes de irmos para a mesa.- Disse cauteloso. Hakudoushi semicerrou os olhos e voltou a visão para o salão, arregalando de leve os olhos ao reconhecer, numa mesa mais ao canto, duas pessoas, que jurou nunca mais ver pessoalmente. Voltou a encarar o irmão, dessa vez transbordando fúria.
-O que eles fazem aqui?- Moryomaru respirou fundo antes de dizer de uma vez:
-Eles sabem.
-Eles sabem de que?- Perguntou temendo a resposta.
-Eles possuem os documentos que comprovam as fraudes que tiraram a Youkai's da falência.- Falou sério vendo a face do irmão de transformar. Hakudoushi deu um passo para o interior do salão, mas Moryomaru o impediu segurando o braço firmemente.- Não!
-Ousa me impedir? Eu vou quebrar aqueles vi…
- Você não vai fazer porra nenhuma.- Disse quase gritando, chamando atenção de quem passava por ali. Moryomaru respirou fundo novamente, tentando se recobrar e continuou:- Você vai me escutar com atenção. A menos que queira ser preso e passar o resto da vida numa cela, você não vai insultá-los, pra começo de conversa. E…- Olhou para um ponto qualquer antes de dizer.- Vai ouvir a proposta que eles fizerem.
-Você já sabe o que é?- Perguntou entredentes.
-Ainda não. Eles me ligaram no início da noite então estou até agora tentando pensar em formas de revidar o que for.- Disse com as mãos na cintura.
- E por quê não me disse assim que soube?
-Porquê? Ainda me pergunta? Ia armar um escândalo agorinha. Imagina se soubesse antes. Merda! Merda! Merda! Quando eu penso que nada mais vai incomodar...aparece isso pra ferrar com a nossa vida. Inferno!!
-Vamos manter a calma. Se os dois perderem a cabeça não vamos resolver nada.- Disse tentando se acalmar.
-Ok. Vamos ver o que esses putos querem logo.
Moryomaru conduziu o irmão até a mesa onde Bankotsu e Jakotsu Okamoto estavam. Ao olhar para a mesa, Hakudoushi notou a figura de Yura. Ergueu uma sobrancelha ao notar que ela não vestia o vestido que havia dado a ela mais cedo.
-Olha quem chegou.- Disse Jakotsu animado, levantando-se da mesa- Nosso convidado especial, Hakudoushi Hashimoto. Está mais bonito do que da última vez que nos vimos. Está malhando?- Comentou, fazendo uma veia levantar na testa de Hakudoushi. Controlando a voz respondeu com um sorriso malicioso olhando para Yura:
-Sim, eu ando malhando. Você também está bem.
-Ah pare com isso. Assim eu fico encabulado.- Hakudoushi rolou os olhos.
-Deixa ele sentar Jakotsu. Pare de ser atirado.- Falou Bankotsu sério.
-Ai mano, sabe como eu sou. Não posso ver um homem bonito que me derreto todo!- Comentou sonhador.
-Eu tomei a liberdade de pedir.- Disse bebendo um gole de vinho.- Não tenho a intenção de demorar.
Hakudoushi e Moryomaru sentaram-se apreensivos.
-Na primeira vez que nos vimos…-Começou Bankotsu entregando uma folha para Hakudoushi.-...foi quando publicou esta matéria. Eu lhe disse que não faria nada, por enquanto, mas quando surgisse uma oportunidade, nem que fosse uma minúscula, eu iria aproveitar.- E sorriu, recostando na cadeira.- Eu esperei por anos algum deslize seu...e qual foi a minha surpresa quando recebi uma ligação me falando da existência disso.- E mostrou o pendrive. Hakudoushi engoliu em seco e fechou as mãos em punho.- Confesso que fiquei feliz. Muito feliz. Minha vontade na hora, foi de ir direto a delegacia.- E observou a reação de Hakudoushi.- Mas...graças a ele…- E olhou para o irmão, que lhe sorriu complacente.- Eu te farei uma proposta.
-Que tipo de proposta.- Se adiantou Moryomaru.
-Ah sim, claro. Yura.
A mulher que até então estava calada, retirou de uma pasta algumas folhas e entregou para o homem à sua frente.
-Onde estão meus modos. Esqueci de lhes apresentar minha nova secretária, Yura. Mas acredito que já se conheçam.- Falou sarcasticamente.
-Mas isso..- Deixou morrer a fala, Moryomaru, e olhou incrédulo para Bankotsu.
Hakudoushi pegou os papéis da mão do advogado e ao ler, deu um soco na mesa e levantou-se. Furioso passou as mãos pelo cabelo e amassou a folha enquanto erguia a mesma na direção de Bankotsu.
-O que pensa que está tentando fazer aqui?- Esbravejou o homem.
-Acredito que o título bem grande de "COMPRA", diz tudo.- Sorrindo bebeu mais um gole de vinho e se recostou na cadeira.- Mas se ainda sim não entendeu e precise que eu explique: estou comprando a Youkai's!
-C-o-m-q-u-e-d-i-r-e-i-t-o?- Disse entredentes, apoiando as duas mãos na mesa, os olhos fervendo de raiva encaravam Bankotsu.
-Com o mesmo que publicaste essas matérias difamando meu irmão e eu!- Disse exaltando-se.
-Eu menti por acaso?- Disse, olhando rápido para Jakotsu com repulsa.
-A orientação sexual de meu irmão não diz respeito a você, a mim ou a qualquer outro exceto a ele. No momento em que fez essas matérias para ofender, semear e espalhar ódio, já estava errado. Então eu exijo que se desculpe, e eu vou pensar se serei generoso ou não com você.
-Desculpas? Você acha que vou me desculpar com essa coisa? Vou te mostrar como vou me desculpar…
Hakudoushi avançou na direção de Jakotsu mas foi puxado e forçado a se sentar por Moryomaru. O homem que estava sério olhou para o irmão e disse:
-Não complique ainda mais nossa situação!- O homem suspirou e continuou.- Não estou aqui para lhe dar lição de moral, acho que já está grandinho o suficiente para isso. Mas se não quer me ouvir como seu irmão, então me escute como advogado: se, eu eu digo se, ele decidir levar isso às devidas autoridades, a Youkai's não só irá entrar em crise, como irá falir e você levará anos para quitar as dívidas.
-Dei um jeito uma vez, posso dar de…
-Ah pode? E me diz como, se estará preso?- Disse interrompendo ele.- Se apenas um desses caras quiser e for atrás do que roubou, com os juros e todo o resto, acha mesmo que conseguirá se livrar? Sem contar que, com o escândalo, a probabilidade das compras das revistas caírem são altíssimas, perderemos investidores e as chances de conseguir novos irão por água abaixo.- Respirou fundo e com a voz mais amena completou- Ainda pensa que dará conta?- Hakudoushi olhou para o papel amassado que Moryomaru colocava novamente na sua frente.- Até agora, ninguém te julgou pelo que fez no passado, se formos analisar, o retorno que deu a essas pessoas é bem maior do que elas perderam. Mas ninguém entenderá assim.
-Vá direto ao ponto!- Falou Hakudoushi ainda irritado. Moryomaru arrepiou ainda mais os cabelos ao passar a mão nervosamente antes de dizer:
- Você deve assinar. Não existirá outro jeito.
Hakudoushi sempre se orgulhava de sua frieza. Graças a ela pode tomar decisões para chegar onde estava. Porém ouvir que teria que vender a única coisa pela qual lutara e amara em toda a sua vida, a fúria tomou conta dele de tal forma que se levantou e foi em direção ao bar para tentar se acalmar.
-Veio conferir se eu não iria fugir?- Perguntou raivoso.
-Não, apenas vim ver como estava.- Hakudoushi olhou para a pessoa à sua frente com desdém. Bebendo num gole algo que lhe fora servido disse:
- Esse não foi o vestido que lhe dei, Yura.
-Eu teria vindo, se não fosse pela proposta indecorosa que me fez.- Respondeu indignada, pegando o copo da mão dele, bebendo numa virada e colocando o copo na bancada em seguida.
-Indecorosa? Não me parecia ser o tipo que se importasse.- Comentou indiferente.
-Você é mesmo um idiota.- E virou-se com a intenção de sair. Porém Hakudoushi a segurou pelo braço e a puxou para junto de si.
-Não sei como conseguiu aqueles arquivos, nem quero…-Sussurrou no ouvido da mulher.- Tampouco o que faz com aquele bastardo. Mas escuta bem o que vou te dizer…
-Vai dizer nada.- Disse a mulher se soltando bruscamente de Hakudoushi. Com raiva continuou.- Você nunca quis me assumir. Isso eu conseguia entender, de verdade. Mas...me vender? Fiquei com raiva sim! Fui atrás dele sim! Mas eu fiz isso porque eu amo você, inferno!
Hakudoushi olhava incrédulo para a mulher à sua frente. Nunca imaginou vê-la gritar ou agir daquela forma com ele. Não era idiota, sabia dos sentimentos da mulher por si, porém não poderia retribuí-los. Um sentimento de culpa começou a tomar conta do homem, então ele se aproximou dela e colocou a mão no rosto de Yura. A mulher arregalou os olhos e derramou mais lágrimas. Hakudoushi passou pela mulher e se dirigiu a mesa onde estavam os outros, antes que se afastasse muito ouviu:
-Mesmo não me amando, se quiser não ter que passar por isso sozinho. Vou estar te esperando no mesmo lugar. Vou entender se não aparecer e prometo não ir atrás de você.
Hakudoushi não se virou ou respondeu. Apenas voltou a caminhar sem olhar para trás. A mulher ficou ali tentando se recompor antes de voltar para a mesa também.
Os homens se entreolharam, ninguém falava. Hakudoushi lia o contrato e vez ou outra batia na mesa, chamando a atenção dos outros clientes. Ao terminar de ler, passou a encarar Bankotsu.
-Por que, quer comprar a Youkai's? Por que simplesmente não me denunciou?- Era a pergunta do homem. Bankotsu se remexeu no banco e soltou um suspiro antes de responder:
-Como eu já havia dito, por mim, estaria na cadeia.- Dessa vez quem se mexeu incomodado foi Hakudoushi.- Mas meu irmão tem um coração muito mole e me convenceu a apenas comprar. Nós já tínhamos planos de comprar outra empresa, mas iríamos enfrentar muitas burocracias e gastaríamos muito mais recolocando-a no auge, uma vez que eles já decretaram falência. Comprando uma que além de estar na ativa, não precisaríamos investir em mais nada, apenas fazer algumas alterações, era um negócio bem melhor e lucrativo. Meu irmão não explora muito o seu lado empresário, se o fizesse seria melhor que eu.- E olhou para Jakotsu que lhe sorria.
-E a Youkai's estava na sua lista?
-Não!- Jakotsu respondeu atraindo a atenção de todos.- Ban diz que tenho um bom coração, talvez seja mesmo. Mas não foi por isso que sugeri comprar sua empresa.- E abriu um sorriso.- Você foi muito cruel ao escrever suas matérias sobre mim. Ainda sim, se você tivesse se concentrado apenas em mim...mas não!- E o encarou sério.- Você teve que envolver meu irmão também. Então eu pensei em te punir com algo que fosse fazer você sentir a mesma dor que eu senti ao ver meu irmão perder a cabeça por causa de suas matérias maldosas.- Bankotsu olhou o irmão pegar a taça de vinho e beber, ainda sem acreditar que ele fizera aquilo por si. Sempre se orgulhara do irmão que tinha, mas agora, o sentimento era ainda maior. Tudo o que pode fazer foi abrir um meio sorriso. Hakudoushi encarou Jakotsu, sua mente fervilhava e ele estava a ponto de socar um, quando Moryomaru pegou uma caneta e assinou a folha, colocando-a na frente dele em seguida. Incrédulo, Hakudoushi olha para o irmão que diz:
- Como seu advogado, o aconselho a vender pelos motivos já dito. Como seu sócio, não posso correr o risco de ficar sem nada, e ainda por cima, correr o risco de arruinar minha reputação, mais do que será. Posso não me envolver muito nas coisas da empresa, mas amo meu trabalho como advogado.- E respirou fundo antes de continuar.- E como seu irmão, será muito mais fácil recomeçar se não estivermos lutando contra os processos que virão.
Hakudoushi viu seu mundo acabar por desmoronar. Trêmulo pegou a caneta que seu irmão lhe estendia e assinou. Olhou para o papel e estendeu para Bankotsu que assinou e foi seguido por Jakotsu.
-Ótimo.- Exclamou Bankotsu- Ah Yura, que bom que já voltou. Tome, guarde e me dê os cheques- E estendeu as folhas do contrato para a mulher que colocou na pasta e pegou as folhas do cheque que estavam ali.- Peguem.- E estendeu para Hakudoushi, porém este estava tão perplexo que não fez nenhum movimento. Moryomaru se adiantou e pegou o cheque. Ao olhar para o valor, o homem se engasgou e olhou para Bankotsu.
-Mas…?- Bankotsu riu e disse:
-A compra desta revista pode ser meramente pessoal. Mas não posso negar que ela rende muito. Aproveite que estou sendo generoso. Outra pessoa não faria uma oferta tão boa.
-E desde quando precisamos de sua generosidade?- Falou olhando irritado para os homens a sua frente.
-Hakudoushi sejamos realistas: - Bankotsu apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçou as mãos e apoiou o queixo nelas e disse pausadamente:- Você perdeu!
Moryomaru precisou segurar o irmão que avançou para cima de Bankotsu. Felizmente conseguiu arrastá-lo para fora, onde ficou aguardando o manobrista trazer seu carro. Depois mandava buscar o do irmão. Naquele momento apenas precisava pensar em tirá-lo dali, depois pensaria no que fariam de suas vidas agora. Apesar do dinheiro recebido pela venda da Youkai's ser alto, uma hora ele iria acabar. Ainda mais com o estilo de vida do irmão e a própria, se continuassem gastando dinheiro daquela forma, iriam a falência em menos de um ano.
-É uma merda mesmo.
-O que?- Gritou Hakudoushi.- Por que não me deixou quebrar a cara dele?
-Olha, primeiro, porquê não estamos podendo ganhar processos, sabe? - Disse ficando irritado pelo descontrole do irmão.- E segundo, não sei se lê revista, mas Bankotsu sabe vários estilos de artes marciais diferentes…
-Está insinuando que eu perderia?
O irmão apenas deu de ombros e sinalizou avisando que o carro chegara.
-Apenas vamos pra casa. Quero encher a cara.
E entraram no carro. Cada um com perdido em seus pensamentos e medos em relação ao futuro. Por um bom tempo, ninguém ouviu falar deles.
No restaurante, Yura organizava os papéis e recolhia a última assinatura, para então ser oficial a venda da revista. Seus pensamentos estavam no ex chefe, por isso só percebeu que falavam com ela quando sentiu um toque no ombro.
-Flor? -Chamou novamente Jakotsu.
-Desculpe senhor Jakotsu. Estava distraída.
-Percebi.- E sorriu.- Não esquece que isso precisa ir amanhã cedíssimo para o cartório.
- Também lembre de marcar uma reunião com todos os colaboradores e acionistas. Avisaremos sobre a compra para todos juntos.- Falou Bankotsu.
-Sim senhor.
- Mais uma coisa.- Falou Bankotsu ao ver a mulher se levantar.- Minha proposta ainda está de pé. Você é talentosa, poderia ser bem mais que uma simples secretária.
-Vou pensar, hoje não tenho mais cabeça para nada.
-Ok.
E saiu. Os irmãos ficaram em silêncio por um momento e então Jakotsu se pronuncia primeiro.
-Aai! Vou precisar de uma massagem depois dessa noite. Eu realmente pensei que ficaria sem pescoço. Se não fosse aquele advogado, acho que ele teria mesmo batido em nós.- Comentou impressionado.
-Ficou com medo?- Provocou Bankotsu.- Do que adiantou todas aquelas aulas de lutas que fez?- Perguntou erguendo uma sobrancelha.
-Ah, é que eu fiz as unhas hoje. Olha!- E colocou a mão na frente do rosto do irmão. Que apenas rolou os olhos indignado.
-Ela mandou mensagem?- Mudou de assunto Bankotsu.
-Ainda não. Aquela safada estava com o namorado num quarto escuro.- Disse animado Jakotsu, porém o comentário fez com que Bankotsu engasgasse.
-Co-como é?- Perguntou com a voz rouca, depois de tossir.
-Hahaha, eles foram ao cinema. Uma hora ela teria que namorar.
-Mas ela é uma criança ainda!
-Uma criança de quase 16 anos maninho, com um corpão que faz qualquer um babar. Eu mesmo seria capaz de virar hetero só por causa dela.
-Para de falar bobagens.- Repreendeu o mais velho, cruzando os braços contrariado.- Tem razão a Kagome não é mesmo mais uma menininha. E porque não me disse que ela estava namorando? Quero saber quem é esse tipo.
-Ela me disse hoje só. É recente parece.- Parou de falar e olhou animado para o irmão.- Vamos ir até a casa dela? Assim conhecemos ele, e eu vejo se ele é tão gostoso assim.
-Jakotsu!
-O quê? Quem mandou mamãe e papai não me derem uma irmã?
-Vamos logo então, antes que fique mais tarde.
Já no estacionamento, Bankotsu entrega um envelope ao irmão.
-O que é isso?- Pergunta curioso.
-Quando eu mencionei que você tem a capacidade de ser um empresário melhor que eu, não estava apenas querendo provocar Hakudoushi. Eu estava falando sério. Sei que prefere ser livre para fotografar e escrever suas matérias,mas vamos precisar de um diretor aqui, e sabe que até o final do ano,não posso deixar Singapura.
Jakotsu pula no pescoço do irmão emocionado.
-Darei o meu melhor!
-Assim que se fala. Agora me solta que já tem gente olhando.
-MEU IRMÃO É IRRESISTÍVEL EU SEI!- Gritou para todos que pararam para ve-los abraçados. Bankotsu apenas entrou no carro, apesar se se sentir envergonhado, não repreenderia o irmão. "Jamais" . Abriu um sorriso e deu a partida em direção ao templo Higurashi, hoje finalmente poderia dormir em paz.
I-i-i-sso é tu-tu-tudo pe-pe-pe-ssoal!!!
