NOTAS DO AUTOR:

Yo!

Sobre esse capítulo, bom, sei que muitos esperavam por ele e trago uma interação um pouco mais estreita entre o Itachi e a Sakura, espero que gostem.

Boa leitura!*~

[…]

Come a little bit closer…

Venha um pouco mais perto…

Don't stay in the shadows my boy.

Não fique nas sombras, meu garoto.

[…]

Antes mesmo de abrir os olhos, Sakura franziu o cenho e enrijeceu os lábios um contra o outro, protestando tantas dores pelo corpo. Tudo bem que se esforçou muito, mas não precisava ter o corpo inteiro dolorido como se tivesse sido atropelada por inúmeras Kurama. Até mesmo levantar o dedo indicador doía.

Com dificuldade forçou um braço a pousar sobre os olhos e suspirou alto, cansada e irritada pelo estado atual.

Num ímpeto se deu conta da situação e abriu os olhos de uma só vez, sentando-se, gemendo em protesto pelas dores. Procurou com os olhos Itachi, mas não o encontrou, em vez disso, percebeu que estava deitada numa cama, devidamente coberta e sozinha num quarto novo e desconhecido, mas que pelos padrões de cores nas paredes velhas e móveis desgastados e tão antigos quanto, pôde identificar que ainda estava na mesma pensão.

Rapidamente se levantou da cama, praguejando as pontadas em todos os músculos, já praticando o velho hábito de utilizar chakra para se curar – ainda que fosse desnecessário, porque era só para ter comodidade e conforto – e depois de ir ao chão algumas vezes, por suas pernas, mesmo depois de curadas, recusarem-se a ter firmeza, foi até o banheiro que tinha a porta fechada, receosa de encontrar seu mais novo paciente em maus lençóis de novo.

Ela abriu a porta com medo, até engatou a respiração, mas a soltou numa lufada aliviada por ver o banheiro vazio, no entanto, surgiu uma dúvida, que a fez se virar para trás e olhar o quarto vazio: onde Itachi estava?

Ele nunca a deixou sozinha.

Olhou a volta procurando seus pertences e os dele também. Sua mochila e coldres estavam sobre uma cadeira no canto do quarto, mas não havia nada dele por ali, não visivelmente, e acreditava que não teria de qualquer forma. Itachi levava consigo nada mais que as vestes do corpo e os coldres.

Andou tanto de um lado para o outro que as pernas que já doíam passaram a doer ainda mais, a ponto de ela ter que curar também os músculos desgastados pelo uso excessivo de Chakra dos dias anteriores.

Não sabia dizer quanto tempo se passou, mas já tinha entardecido e Sakura estava realmente cogitando, pela primeira vez, sair do quarto em busca do seu "sequestrador".

Não era irônico? A "refém" buscar o "sequestrador"?!

Só podia ser uma piada do destino. Uma grande e grotesca piada, porque além de cogitar buscar seu sequestrador, não passou em sua mente, nem por um segundo, a possibilidade de fugir.

O que diabos estava acontecendo consigo? Realmente adotou e assumiu a posição de refém consentida?

Voltou a compulsão de andar de um lado para o outro e só parou quando, horas depois, a porta se abriu. Assustada, ela cerrou os punhos e se pôs defensivamente em posição de batalha, mas relaxou ao reconhecer Itachi.

Suspirou aliviada e nem se importou em esconder aquele fato, até mesmo sorriu ao vê-lo aparentemente saudável, mas qualquer coisa boa que sentia desapareceu ao notar a expressão estoica e o Sharingan ativo, tirando o chapéu de palha e o manto negro e os colocando sobre uma cadeira ao lado da porta do banheiro, como sempre fez no quarto em que estavam.

Ele a encarou. Olhos nos olhos, aquele vínculo perdurou por alguns milésimos de segundos, tempo que ela levou para perceber o perigo que correu ao encarar o Sharingan e desviar e mirar o olhar na boca dele.

Sentia o olhar dele sobre si. Seu corpo estava pesado e a atmosfera tão opressora que engatou a respiração, o que ela não sabia era que ele vasculhava seu corpo para ter certeza de que ela estava melhor.

Dois dias se passaram desde que ele despertou e ela foi envenenada num confronto contra Nukenins que estavam atrás dele. Ela o protegeu. O protegeu depois de curá-lo e cuidar dele por dias. E ela ainda queria poupá-lo de lutar, dando um fim nos inimigos. Foi tão inconsequente que, em outros tempos e outra vida, teria lhe dado sermões e punições por tal irresponsabilidade. Lembrava-o de seu tolo irmão. Tão precipitado…

Itachi conseguiu encontrar o antídoto que Sakura citou e deu à ela. Enquanto ela estava inconsciente, resolveu tudo o que era preciso devido ao estrago que a força inumana dela fez no quarto em que estavam e para respeitar as ordens de não se esforçar, alugou outro quarto na mesma pensão e também reforçou a segurança com Clones que escoltavam noite e dia pelos arredores. Descobriu que alguns funcionários daquela pensão fizeram o que ele tentou impedir que acontecesse: espalharam informações sobre Sakura estar com ele e também sobre estar vulnerável devido ao estado em que chegou um pouco antes de Sakura tratá-lo, e o que ele fez não foi nada comparado ao que pretendia, visto que cada um que descobriu estar envolvido estavam mortos, depois de algum tempo em tortura psicológica, contudo não o suficiente para acalmar sua fúria.

O silêncio repentino e absoluto pairou e Sakura já se sentia desconfortável e oprimida.

— Volte a descansar. — ele ordenou e automaticamente a compulsão dela de morder o interior da bochecha começou.

Ela o observou passar por si e atravessar o quarto em busca de algo dentro de uma das gavetas do criado-mudo, nem sequer a encarou e deveria estar aliviada por isso, pois o Sharingan lhe era assustador, mas estranhamente sentia um aperto no peito por tanta indiferença.

Por acaso fez algo errado?

Repassou suas últimas lembranças, mas não encontrou nada hostil, muito pelo contrário, ele se abriu, ao menos um pouco.

"Não a trouxe porque estou doente, nem para usá-la para me curar."

Poderia estar constrangido por ter lhe contado aquilo? Seria esse o motivo daquela frieza?

Ela salvou a vida dele, inferno! Merecia ao menos um agradecimento!

Oh, então se lembrou de acontecimentos mais recentes. Ela o protegeu. Enfrentou dois adversários para que ele não interrompesse o processo de recuperação e… ah, sim, também foi descuidada e acabou sendo envenenada. Tudo bem, talvez ele realmente tivesse um bom motivo para tratá-la com aquela frieza toda, mas será que não lhe passou pela cabeça que já se condenava o suficiente por tal erro? O ego dela foi ferido, afinal, era uma Médica-Nin e especialista em venenos, antídotos, ervas medicinais e outros elementos químicos. Como pôde se deixar ser envenenada e ainda por cima se ferir em vez de se curar? Foi lamentável, tanto que se mataria se não fosse ainda mais vergonhoso e covarde adotar medida tão drástica.

Virou-se para ele, mas teve que se virar novamente porque mais uma vez ele atravessou o quarto e foi até a janela, parecia procurar algo, por mais discreto que fosse. Depois de algum tempo que, com toda a certeza, manteve-se em silêncio, o viu fechar a janela e entrar no banheiro. Tudo isso ainda aparentando a habitual calma e imponência, por mais que suas habilidades dedutivas dissessem que algo estava errado.

Estranhando o clima tenso, resolveu esperá-lo sair para perguntar o que estava acontecendo e como ele estava, porque os procedimentos que realizou foram muito bem-sucedidos, mas precisava de acompanhamento, ao menos até a plena recuperação, além de que, ele a desobedeceu e usou o Sharingan quando não deveria usar, então precisava conferir se não houve sequelas ou mais estragos. E não poderia se esquecer que tinha que abordar com ele sobre os exames que fez, sobre a doença.

Para sua frustração, ouviu o som do chuveiro.

Era brincadeira ter que esperá-lo tomar um banho para sanar suas dúvidas, não?!

Emburrada, sentou-se na cama e cruzou os braços, o aguardando sair.

Cerca de meia hora depois ele saiu com uma roupa Ninja similar, mas limpa, pés descalços e longos cabelos negros soltos e úmidos. Ele passou por ela a ignorando e foi até a janela, onde abriu e se sentou, colocando o pé direito no parapeito e o cotovelo sobre o joelho dobrado. A cabeça voltada para fora, os olhos, Sharingan, fixos na paisagem.

Sakura revirou os olhos diante de sua indiferença e suspirou, agradecendo por, pelo menos, ele parecer menos tenso do que quando chegou. Estava cansada, exausta na verdade, e infelizmente ainda sob efeitos colaterais.

Quando voltaria a ser saudável?

Ela cruzou os braços e mordeu o lábio inferior tentando acalmar o coração agitado.

— Como você está? — teve a ousadia de perguntar, ainda que não olhasse na direção dele.

Itachi manteve-se um bom tempo em silêncio e quando desistiu de esperar por uma resposta e deu a volta na cama, deitando-se em seguida, inesperadamente a obteve:

— Sua preocupação comigo é desnecessária. Preocupe-se apenas com você mesma.

Não foi uma repreensão. Sinceramente, Sakura até sentia preocupação enrustida nas palavras dele. Ela absorveu aquilo como um "Você fez um ótimo trabalho, não precisa se preocupar comigo. Agora cuide-se, por favor." e cobriu-se com o lençol até a altura do peito.

Fechou os olhos, sentindo um pequeno sorriso brotar em sua boca com o pensamento, chegando a seguinte conclusão: fazia o mesmo com Sasuke. Tinha o dom de distorcer a grosseria em gentileza, apenas para que seu amor por ele sobrevivesse. Talvez não fosse nem distorção da grosseria em gentileza, talvez fosse porque era o que sentia que queriam lhe dizer. Mas, de qualquer forma, nunca saberia a verdade, porque um Uchiha era orgulhoso demais para expor a verdade sobre o que sentiam e ela respeitava aquilo, como sempre respeitou.

Sempre foi uma garota boba, irritante, como Sasuke a chamava, e pelo visto continuava do mesmo jeito, principalmente por agir da mesma maneira com o irmão dele. Será que Itachi a achava irritante também?

Divertindo-se com a própria tolice, permitiu-se relaxar, mas ao contrário do que aparentava estar prestes a fazer e o que realmente precisava, se concentrou em seu fluxo de chakra de Cura e o circulou pelo corpo para apagar os vestígios das consequências de suas últimas ações.

Ao sentir uma comoção significativa de chakra, Itachi a olhou de esguelha. O Sharingan detectou movimentação na circulação de chakra dela.

Dificilmente ficava surpreso, mas já era a terceira vez que Sakura conseguia essa proeza dele. Ela se curava, sem a necessidade de manipular o chakra de Cura com a mão como sabia que Médicos-Nin faziam, fluindo-o internamente pelo seu fluxo, acoplando através de uma varredura cada parte de seu corpo e curando num processo relativamente rápido por onde passava.

Sob seu olhar experiente e curioso, ela se manteve naquele processo por três horas, antes de finalmente resolver descansar.

Itachi, depois de ter certeza de que ela dormia profundamente, virou a cabeça para fora e apreciou a paisagem, esboçando um sorriso discreto.

[…]

Kyoko-San…?

Sakura ouviu no fundo de sua mente e depois de ligar o nome a si, já que se deu um nome falso para se proteger, forçou-se a despertar daquele sono pesado. Lentamente abriu os olhos, aguardando-os focarem. Havia uma penumbra acolhedora no quarto iluminado apenas por um abajur de parede. Segundos depois captou uma presença ao seu lado. A funcionária da pensão, a mesma que diariamente lhe servia, estava curvada sobre si sorrindo.

— Bem-vinda de volta. Espero que esteja melhor.

— Sim, me sinto melhor. Obrigada. — ela respondeu, com a voz rouca por acabar de acordar e por ultimamente utilizar pouco as cordas vocais.

Com a ajuda da mulher, se sentou e sentiu a mão dela pousar em suas costas para pressioná-la a se curvar um pouco para frente enquanto ajeitava os travesseiros.

Sakura se sentiu uma enferma com tantos cuidados e aquela sensação só piorou quando a mulher a acomodou para trás no término e perguntou se estava confortável com o modo que posicionou os travesseiros contra suas costas. Confusa, ela respondeu que sim e a mulher sorriu, colocando em seu colo uma bandeja farta de uma refeição reforçada.

— Bom apetite. — a mulher disse e a reverenciou curvando-se. Ao se endireitar, a encarou por algum tempo antes de enrubescer e sorrir ainda mais — E… muito obrigada por me salvar. Se você não tivesse interferido aquele homem me mataria.

Sakura sorriu, orgulhosa de si mesma, e observou a mulher se retirar. Somente quando a funcionária da pensão passou por Itachi, que estava sentado na cadeira ao lado da porta do banheiro, com os olhos fechados e pernas cruzadas, o percebeu presente.

Ela pensou em dizer algo, mas não queria enchê-lo com sua necessidade de interação, então apenas iniciou sua refeição.

Depois de terminar a refeição, Itachi, ainda com os olhos fechados, se levantou e caminhou em sua direção, abrindo-os e expondo o Sharingan. Ela imediatamente desviou o olhar e abaixou a cabeça. Segundos depois viu a bandeja em seu colo ser retirada por ele, que deixou sobre a cômoda antes de voltar a se sentar na mesma posição em que estava.

O gesto a surpreendeu. De alguma forma sentiu como se ele estivesse cuidando dela também.

Com um pequeno sorriso agradecido ela voltou a se deitar e fechar os olhos, pretendendo começar outra sessão de cura. Seu peito ainda doía e sentia uma grande pressão sobre o coração, devido a tentativa catastrófica de se curar enquanto envenenada e fazer o contrário. Precisava dar um jeito naquilo ou seu corpo não daria conta de aguentar toda a pressão que estava sendo submetido.

O processo levou três horas e logo depois caiu num sono profundo, acordando apenas no dia seguinte. Assim que despertou, Itachi anunciou que deixaria um Clone "para assegurá-la" e saiu, voltando apenas a noite, onde desfez o Kage Bunshin e assumiu seu posto.

Por alguma razão que Sakura ainda não tinha descoberto, ele inverteu as coisas. Inicialmente, assim que deixaram Konoha, Itachi deixava um Clone a noite e o substituía pela manhã e ultimamente fazia o contrário. Seguiu-se assim por cinco dias.

Durante este período, Sakura, de dia e sob a guarda do Clone, intercalava-se entre descansar para repor suas reservas de Chakra e se curar.

Desconfiava que estava atrapalhando os planos do Uchiha, uma vez que não encontrava outra explicação para o fato de estarem a tanto tempo naquela pensão. A seu ver, eles estavam naquela pensão porque Itachi tinha alguma missão ali perto, o que explicava a ausência dele por tantos dias e o estado em que estava quando voltou. Se realmente estava certa, depois que o curou e ele se recuperou, deveriam sair, mas não saíram, pelo contrário. Só conseguia deduzir que era por sua causa, então só o que pôde fazer foi providenciar para que se recuperasse o mais rápido possível.

Não conseguiu, em nenhum momento, uma abertura para falar com ele sobre os exames que fez e sua descoberta, por mais que ele dificilmente deixasse transparecer qualquer coisa que estivesse sentindo, ela sabia que algo estava o incomodando; ele parecia mais distante do que o normal, mesmo que o normal fosse haver uma galáxia inteira entre eles, não só dela, mas de qualquer coisa a volta dele, então não queria piorar a situação.

Ouviu o bater da porta e observou o Clone de Itachi se levantar da cadeira calmamente e abri-la. Não houve troca de palavras, o Nukenin apenas permitiu a passagem da pessoa que recebeu.

A funcionária da pensão entrou. Aya, descobriu o nome dela há três dias, enquanto conversavam sobre a evolução da recuperação dela.

A mulher sorridente adentrou o quarto com uma bandeja e alargou ainda mais o sorriso quando a viu em pé arrumando a cama.

— Não precisa ter este trabalho, Kyoko-San. Faz parte das minhas obrigações deixá-los devidamente acomodados.

— Não é trabalho algum. — a respondeu, ignorando o uso do nome falso, mas, ainda assim, se sentindo culpada por mentir.

Ajeitou os travesseiros sobre o lençol impecavelmente posto sobre a cama.

O Clone de Itachi voltou a se sentar, alheio à conversa das mulheres que riam ora ou outra de algum comentário enquanto Sakura se alimentava.

— Você está até mesmo mais corada, Kyoko-San! É inacreditável o que suas habilidades médicas são capazes de fazer em tão pouco tempo!

Sakura involuntariamente desfez o sorriso e ele percebeu que a mentira que contou a funcionária sobre sua identidade a incomodava, quase a ponto de se tornar insuportável. Os lindos olhos esmeraldinos baixaram e quase imperceptivelmente ela recuou a postura, encolhendo-se. Martirizava-se por mentir, era óbvio aos seus olhos experientes.

— Já chega. — ele interferiu, levantando-se e abrindo a porta do quarto numa clara expulsão.

Aya e Sakura se entreolharam e ambas levantaram. Sakura forçou um sorriso, constrangida com a grosseria do Clone do Itachi e Aya a reverenciou em despedida, depois de pegar a bandeja. Antes de sair, reverenciou Itachi, sem saber que era um clone, e pediu desculpa pelo inconveniente.

O silêncio era palpável, pesado.

Sakura se sentou na cama, perdida em pensamentos; uma crise de princípios e valores.

Era a primeira vez que mentia daquela maneira para uma pessoa que só queria o seu bem. No começo conseguiu controlar a culpa, mas, nos últimos dias, cada vez que Aya a chamava de Kyoko sentia como se fosse se quebrar em inúmeros pedaços com o próprio julgamento que fazia de si: mentirosa, aproveitadora, falsa. . Aquilo a machucava tanto…

— Você está fazendo o que é preciso para sobreviver.

Ouviu-o dizer e só então percebeu que ele estava tão próximo. Em frente a janela, tinha as mãos apoiadas no parapeito e os olhos fixos na paisagem.

Imediatamente sofreu uma epifania. Itachi, mesmo que com um clone, não mandou Aya ir embora por grosseria, a mandou embora porque queria evitar que ela sofresse ainda mais e não obstante, ainda, de certa forma, a confortou.

Talvez Uchiha Itachi não fosse apenas o que todos diziam ser; um dos Nukenin mais perigosos do mundo Shinobi, uma pessoa cruel e fria, um homem desprezível.

E talvez, só talvez, tenha julgado erroneamente algumas das atitudes dele para consigo.

[…]

NOTAS FINAIS:

O trecho em negrito e itálico no início do capítulo é da música Vanity – Yuki Kajiura.

Eu sei que a aproximação deles é bem sutil e demorada, mas vamos levar em consideração de que sentimentos fortes não despertam da noite para o dia, principalmente na situação de ambos.

Não sei se já comentei isso, mas criei essa fanfic para retratar o verdadeiro amor. Amor de verdade, não aquele que se resume em declarações, pedido de namoro fofo, sexo selvagem, cenas de ciúmes e todo esse clichê que tem em excesso por aí.

É aquele amor que cresce sorrateiramente, pouco a pouco, no implícito, na convivência, despretensiosamente, mesmo sem nenhuma garantia de reciprocidade.

É sofredor, é inseguro, mas também muito mais forte do que qualquer sentimento a curto prazo, garanto. E por isso eu fiz dessa fanfic um triângulo amoroso.

A Sakura não vai deixar de amar o Sasuke para amar o Itachi e nem o contrário.

É possível amar duas pessoas e conviver com esses sentimentos, pelo menos no caso da Sakura nessa fanfic e logo vocês vão entender o porquê.

É isso! Espero que compreendam e que estejam dispostos a acompanhar essa empreitada!

Contem-me o que estão achando. Comentários são muito importantes para mim!

PRÓXIMO CAPÍTULO: Evidências.

DATA DA POSTAGEM: 30/05/2021.

Até a próxima!*~