Olá leitores! Fiquei tão empolgada com o capítulo que postei hoje mesmo. Espero que gostem! Lembro que trata-se de um UA, então, apesar de manter as bases dos episódios, vou brincar um pouco com os sentimentos de Lisbon e Jane. Aproveitem e deixem sua opinião!
1ª TEMPORADA – EPISÓDIO 4 - SEDUÇÃO E AMBIÇÃO
'' Amor e afeto.''
'' Amor e afeto?!. Risgby devolveu descrente. '' – Devolve meu dinheiro.''
'' – Quem não quer amor e afeto?! Aposto cem notas de um dólar que consigo seduzir qualquer mulher aqui, agora.'' – ele desafiou o outro.
Risgby olhou em volta e com um sorriso malicioso, anunciou: '' – A viúva.'' – certo de que Jane não seria capaz de tentar algo na cerimônia de enterro do marido. Mas como sempre, Jane surpreendeu, impossibilitado de resistir à chance de ganhar dinheiro fácil de Risgby.
Com determinação no olhar, ele aproximou-se da viúva de Sands, pegando-lhe a mão para dar os pêsames, enquanto sentia discretamente seu pulso durante seu discurso de ''sedução''. O olhar intenso que ele deu a Jennifer Sands durante sua fala deixou-a sem palavras e desnorteada. Antes dos seguranças agirem para retirá-lo dali, Cho e Risgby chegaram em seu socorro.
Jane ainda sustentava um sorriso petulante, quando na sede da CBI, Minelli dava-lhe uma reprimenda por ter sido desarmes; seu discurso inflamado foi interrompido por um telefonema do gabinete do procurador geral, avisando que a Sra. Sands esqueceria o assunto se Jane fosse pedir desculpas. Pessoalmente. Ele sorriu ainda mais e saiu presunçoso para encontrar a sra. Sands, deixando para trás um Minelli confuso e uma lisboa incomodada.
Muito tempo, Lisboa notara o fascínio que Jane exercia sobre a maioria das mulheres. O jeito descuidado e o olhar intenso dele derretiam os corações femininos – e até alguns masculinos. Na sede da CBI, às vezes era irritante como as mulheres for a da sua divisão lançavam olhares cupidos de desejo para Jane. Algumas olhavam para seu traseiro desatar, enquanto ele desfilava despreocupadamente pelos corredores, carregando sua ridícula xícara azul-turquesa cheia de chá. Ao que parece, como as mulheres ignoravam a aliança no dedo da mão esquerda dele, optando por achar interessante muito paquerar um homem comprometido, mesmo que fosse com a esposa morta. Claro, todos conheciam a triste história da vida dele, cochichavam pelos corredores o quanto era fascinante e excitante a devoção que tinha em relação à esposa falecida. Como mais indiscretas encurralavam Lisboa nos corredores e banheiros, perguntando a ela como se aproximar dele, pois, ela sendo a mais próxima dele, com certeza o melhor conhecia que ninguém. Lisboa apenas balançava a cabeça em negação, aborrecida demais para dignar responder a aqueles avanços absurdos.
E o caso Sands trouxe à baila mais uma vez o poder de sedução de Jane. A viúva simplesmente parecia ter abandonado a tristeza da perda recente do marido para tentar de todas as formas aproxima-se de Jane, chamando-o para entrevistas pessoais em sua casa por diversas vezes. Ainda que, na ação de busca no iate de Sands, Jane tem demonstrado que não era o homem mais impetuoso do mundo, até a amante de Jason Sands aparentemente ficara encantada com ele:
'' – Ah, o bonitão. É gay, não é?!'' De uma maneira distorcida, Adriana Yonowicht não conseguia se conformar que Jane não tinha cedido a seus atributos femininos, apesar de que ela claramente sentiu-se imediatamente por atraída ele.
Como uma espécie de vantagem, Jane aproveitava-se disso para manipular as mulheres a seu gosto, forçando-como revelar a verdade que mêm mantinham cuidadosamente oculta para o resto do mundo. Ele não era bobo, ele sabia bem o poder que tinha sobre as mulheres e como seu charme poderia ser irresistível. Ele usou muito isso no passado, quando se fingiu de vidente, para conquistar mais clientes e manter-las enredadas em seu truque. Todas as vezes que ele se lembrava disso, ria levemente, inconformado de como as pessoas podiam ser facilmente manipuladas. Bom, nem todos. Sua esposa foi uma das poucas que não sucumbiu ao seu charme, tendo Jane muito para conquistá-la. Talvez por isso ele a amava tanto. Mesmo depois de morta. Ela era uma mulher, fascinante divertida, forte e linda. Ela tinha o poder de enxergar além de suas manipulações e esgueirar-se por seu verdadeiro Eu. Com um simples olhar, ela era capaz de arrancar qualquer verdade de Jane sem dificuldade; seu toque era carinhoso e gentil; sua fala, firme e determinada. Ela o conhecia melhor do que ninguém, e mesmo com sua vida de enganador, vigarista, o amava assim como ele a amava. Sua esposa era seu mundo, que se tornou maior com a chegada de sua filha. As duas eram as pessoas mais importantes da vida de Jane e o motivo pelo qual ele continuou com seu número de vidente, na intenção de dar de tudo para elas. Ele sempre queria mais; mais joias para sua linda esposa de lindas; mais brinquedos para sua menininha. Quando Red John como matou, matou uma boa parte de Jane, reduzindo-o a uma sombra do homem que ele para a antes. Ele usou uma máscara de arrogância e segurança para encarná-lo a dor profunda que se sentia. Seu coração foi tão quebrado, tão machucado, que ele duvidava que um dia fosse capaz de se recuperar. Trabalhar na ABI, por mais chato que fosse devido às inúmeras regras e a insistência de Lisboa em segui-las, dava-lhe um alento, uma pequena satisfação de poder ser responsável de identificar criminosos e levar-los à justiça.
Nas solitárias noites em sua casa em Malibu, ou em seu quarto de hotel de longa permanência, quando seus pensamentos deixavam de se fixar em Red John e nos mais variados modos de matar-lo, ele via-se refletindo sobre seu trabalho na CBI e em Teresa Lisboa. A pequena mulher, com os olhos verdes mais fascinantes e verdadeiros que ele tinha visto, de alguma forma que ele desconhecia, tinha a chance de fazer algo de bom com seu talento enganado e manipulador. À medida em que trabalhou juntos, ele desenvolvia por ela um respeito muito grande, quase tão grande quanto sua gratidão por ela ter acreditado em sua capacidade. Na opinião dele, se ele teve em sua vida um outro trabalho formal e honesto, dificilmente encontraria uma pessoa tão honesta e confiável como Lisboa.
'' – Você se afeiçoou a ela?'' - a pergunta dela em um tom indignado era tão engraçada que ele não resistiu a abrir um pequeno sorriso e com atrevimento, ele declarou que manteria seu 'profissionalismo''. A braveza dela era adorável e viciante e Jane gostava muito de provocá-la só para ter o prazer de ver seus olhos verdes abrirem-se de raiva e brilharem de preocupação. Ele tinha que admitir: Lisboa era tão fascinante quanto sua esposa. Mas ele faria de tudo para que ela não percebesse isso dele. Ele não poderia oferecer a ela nada além de seu fracasso como marido e pai.
No que diz respeito, Lisboa estava satisfeita em permanecer incólume ao charme sedutor de Jane. Ou pelo menos fingi. Ela não era tola e como todas as mulheres da AIC, admirava o afeto e amor que Jane mantinha pela falecida esposa. No fundo, ela queria que um homem a acumular assim com tamanha intensidade que nem a morte seria capaz de aplacar sua força. Muitas vezes, Lisboa observa Jane de longe, quando ele distraidamente perdia várias horas do dia mirando sonhadoramente sua aliança de casamento. Nestas oportunidades, ela queria ter as mesmas habilidades de Jane para ser capaz de ver de sua máscara o que verdadeiramente passou-se em sua cabeça. Ela queria, por um momento, ser inteligente o suficiente para desvendar o mistério Patrick Jane. E então, em um rompante de realidade, ela empurrava todos esses sentimentos para o fundo da alma, voltando sua atenção para aquilo que ela poderia controlar: investigar e prender criminosos. De alguma forma, ela sabia que deixar-se levar encantos de Jane só trariam dor e miséria para sua vida, afinal, como um homem profundamente devotado à falecida esposa, dificilmente ele abrir o coração para alguém de novo. Para seu horror completo, Lisboa pegou-se pensando em como seria beijada Jane, mente sua mão, passar os dedos em seus cabelos loiros encarascolados. De modo algum ela poderia permitir-se ter uma fantasia tão sem sentido em relação ao seu consultor, cuja vida girava em torno de vingar a morte de sua família.
O caso Jason Sands mostrou que a ganância e ambição corroeram todo e qualquer sentimento que um dia houve entre o casal. Jennifer Sands mostrou-se ser uma mulher ambiciosa, fria e calculista, que faria de tudo para conseguir o que queria e manter seu modo de vida. Com maestria, ela manipulou o pobre advogado Bennet, na intenção de que ele a ajudasse a desco''brir o pé de meia feito por Sands. Ela engendrou um plano de sequestro da própria filha, a pequena Julie, a fim de que o dinheiro aparecesse de qualquer forma. E graças a um plano engenhoso de Jane, Lisboa e sua equipe conseguiu desvendar o caso e prender a viúva Jennifer Sands; a qual, ilusoriamente, acreditou que havia conquistado Jane e que seria capaz de enganá-lo para conseguir o dinheiro e fugir.
''Quando começou a suspeitar dela?'' – Cho perguntou a todos os observou Jennifer Sands ser levada presa por assassinato e outros crimes.
'' – Comecei a desconfiança no enterro; ela estava muito bonita.''
'' – Então você apostou com Risgby na intenção deliberada de enganá-la?'' – Lisboa perguntou boquiaberta com a malícia dele.
'' - Bem, não.. queria ganhar mesmo a aposta.'' – Jane desconversou, olhando para os lados.
Eles voltaram para a CBI com a SVU e no carro, o silêncio era profundo e ao mesmo tempo confortável. Cada uma refletia o que havia aprendido do caso. E era sempre um aprendizado quando Jane estava envolvida. Chegaram na CBI, começaram a papelada para encerrar o caso, tendo Lisboa e Jane ficou até muito depois do expediente. O prédio estava praticamente vazio, os agentes da Unidade de Crimes Graves pouco a pouco saiu, retornando aos seus lares. Mesmo sabendo que não poderia, Lisboa ainda estava muito incomodada de como Jane poderia ser tão confiante ao ponto de achar que poderia seduzir qualquer mulher. Ela finalizou o relatório, desligou o computador e as luzes de sua sala, pegou sua bolsa e antes de ir embora, não pode resistir em procurar Jane, deitado em seu costumeiro sofá, nitidamente determinado a não sair tão cedo da sede da CBI:
'' – Não vai embora?'' – ela perguntou com uma voz simpática.
'' – Ainda não.'' – ele respondeu simplesmente, sem sequer abrir os olhos.
'' – Jane...'' – ela começou, agora sem graça ao perceber quanto ao assunto era indelicado. ''... bem, boa noite''. Ela virou-se para sair dali rapidamente, como um animal pego nas luzes do farol de um carro.
'' – Eu não tinha a intenção de seduzi-la de verdade; foi apenas uma provocação com o Risgby.'' – ele disse com uma voz carregada de diversão.
'' – Não vou perguntar isso.'' – ela claramente estava na defensiva.
'' – Sei. E você também não iria perguntar como eu faria isso.'' – ele agora abriu os olhos, sentando-se para encará-la intensamente.
'' – Não.'' – a voz de Lisboa saiu esganiçada e alta.
Jane sorriu de novo, levantando-se do sofá e caminhando lentamente em direção a ela, fechando a distância entre eles. '' – Ela não era uma mulher digna de sedução. Jennifer Sands é uma pessoa mesquinha, egoísta e manipuladora. Não vale o preço.''
'' – Hum, ok.'' – Lisbon fugiu do olhar intenso dele, desviando seus olhos para qualquer canto do escritório.
'' – Se eu fosse seduzir alguém, seria uma mulher forte, determinada, boa e amável.'' A voz dele era suave e baixa, quase como um sussurro soprado na noite. '' – Uma mulher digna de ser conquistada; de ser amada.'' – ele aproximou-se mais dela e delicadamente, colocou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. '' – Uma mulher, como você, Teresa.'' – sua voz era tão baixa que Lisbon foi obrigada a curvar-se um pouco na direção dele para ouvi-lo. Os dois ficaram tão próximos, milímetros separavam os lábios um do outro. De repente, estar presa na intensidade do olhar de Jane não era mais perturbador; era lisonjeiro, cativante, hipnotizante. E pelo que ela pode perceber, ele também estava afetado por essa troca deles. Respirando muito rápido, Lisbon correu os olhos por todo o rosto de Jane, procurando sinais de zombaria ou diversão, encontrando ali somente uma sombra de confusão e surpresa. Os dois permaneceram assim, estudando-se intensamente, até que Jane abaixou-se levemente e com delicadeza, encontrou os lábios de Lisbon em um beijo casto.
Como que se tivesse sido atingida por um raio, Lisbon afastou-se repentinamente dele, ainda respirando rápido e sentindo o gosto dele em seus lábios. Sem dizer nada, ela saiu correndo do escritório, deixando Jane plantado no meio do escritório, igualmente surpreendido pelo que havia acabado de acontecer. Só quando ouviu as portas do elevador fechando-se é que ele saiu do transe, balançando a cabeça furiosamente, tentando encontrar a resposta de como ele pode deixar-se levar deste modo. Ele agira como um adolescente apaixonado, confuso e inseguro, dando o primeiro beijo na garota mais bonita do colégio. Jane apanhou seu paletó do sofá, indo às pressas em direção ao elevador, mas quando chegou ao estacionamento, Lisbon havia ido embora. Suspirando de alívio, ele caminhou pesadamente até seu carro, agradecendo baixinho a qualquer providência divina que ela não estava por perto, pois ele não saberia se poderia resistir em querer aprofundar o beijo e tomar Teresa Lisbon em seus braços.
