Notas do autor: Itálico para flashbacks e pensamentos.
Capítulo 02: A Noite Em Que Nos Perdemos Um No Outro.
Já eram quase oito da noite, Orihime se olhava no espelho procurando qualquer defeito em seu traje ou maquiagem. Este era o dia da festa beneficente anual da empresa, há anos a ruiva perdera a empolgação de ir ao evento, toda vez era a mesma coisa, ver gente que era soberba e arrogante o ano inteiro fingir ser a ovelhinha mais querida de Deus. Sua única motivação para comparecer — além da comida que lá serviam, é claro — era entrar no elegante salão de festa de braços dados com Byakuya, seu melhor amigo e chefe, por quem também estava apaixonada.
A campainha tocou, sabia que se tratava do Kuchiki, ele sempre fizera questão de busca-la na porta de sua casa. Calçou seus sapatos e deu uma rápida olhada em si mesma no espelho, ajeitou seu vestido azul-marinho de gola alta e penteou os longos cabelos acobreados com as mãos uma última vez e correu animada até a porta com um sorriso largo no rosto.
— Mudança de planos. — disse ele parado como uma estátua do lado de fora do apartamento, seu rosto expressava nada além de um olhar cansado e irritado. — Kyouraku largou o caso da farmacêutica Kurotsuchi. E adivinha quem é o encarregado dele agora?
— Está de brincadeira, certo? — perguntou a ruiva na esperança de que fosse realmente uma pegadinha do moreno.
O caso da empresa farmacêutica Kurotsuchi era uma dor de cabeça que já durava meses. Em resumo o laboratório Kurotsuchi Corp. era acusada de negligência com a segurança após um acidente que deixara pelo menos 8 mortos e 15 feridos graves e leves. Inoue já podia ver seus finais de semana e férias tão aguardadas passando por ela e dizendo adeus de longe.
O Kuchiki passou pela ruiva que estava estática, ele foi direto até a cozinha e largou na superfície de mármore da mesa uma enorme caixa com os papéis sobre o caso.
— Quem me dera! — disse.
O baque pesado causado pelo papelão despertara a ruiva de seu transe.
— Vou trocar de roupa. — avisou desanimada antes de ir para o quarto se trocar novamente.
Algum tempo depois a ruiva voltara para a sala, agora de rosto limpo e trajando um vestido rosa-claro largo demais para seu corpo. Procurou pelo amigo com olhos pela extensão da casa e o encontrou sentado à mesa da cozinha já examinando os papeis que o mesmo trouxera. Orihime analisou a figura quieta dele de longe.
Com os primeiros botões de sua camisa branca abertos mostrando a clavícula e mais de sua pele branca, os cabelos negros medianos presos desleixadamente pela metade. Olhos azuis sérios e concentrados em seu trabalho, e se olhasse bem, Orihime podia ver seus lábios se mexendo levemente a medida que o moreno lia cada palavra do que estava em suas mãos.
"Ele é tão bonito que dá raiva". Pensou ela sentando-se a frente de Byakuya. "Hora de pôr as mãos na massa". Pegou um conjunto de documentos da caixa de papelão branca e começou a lê-los.
Orihime olhou para o relógio no pulso de Byakuya. Quatro horas haviam passado voando, haviam saído da cozinha e ido para a sala, soltando os papeis na mesa de centro a ruiva se espreguiçou preguiçosamente.
— Quer beber algo? — perguntou indo até à cozinha, o Kuchiki respondeu que sim sem tirar seus olhos dos documentos em suas mãos. Minutos depois a ruiva voltara com duas latas em suas mãos.
Foi por volta de meia-noite que começou seu declínio. Duas latas de cerveja que evoluíram para quatro, que se tornaram seis e que de repente se transformaram em uísque misturado com saquê.
— Está calor, não acha? — perguntou Orihime enquanto se abanava com as mãos, seus olhos ébrios encarando a camisa meio aberta do amigo atentamente.
— Deve ser o aquecedor. — respondeu ele meio alheio ao tom doce e lascivo da voz da ruiva. E embora por fora não parecesse, por dentro estava tão bêbado quanto ela.
— Me faz querer ficar mais perto. — disse ela sentando-se no colo do Kuchiki, o prendendo pela cintura com suas pernas sem pudor. O moreno naturalmente passou suas mãos grandes e esguias pelo quadril dela, como se fosse algo que fizesse o tempo todo.
— Mais aí... vai ficar mais calor ainda. — alegou ele, havia um olhar de confusão em seu rosto que o deixava tão fofo quanto sexy aos olhos da ruiva e ela não pode evitar o desejo de beijar os lábios dele.
— Então é só tirarmos as roupas. — respondeu Orihime e na mesma hora tirou o vestido rosa-claro que cobria seu corpo voluptuoso revelando seu sutiã de renda branco que fazia par com sua calcinha, após jogar a peça no chão, em seguida abriu todos os botões da camisa social do moreno com apenas um forte puxão em ambos os lados da mesma.
A ruiva olhou atentamente para a imagem do abdome definido a sua frente, não pode evitar passar suas unhas pela extensão do peito do mesmo, as marcas vermelhas deixadas na pele branca quase pálida a excitava cada vez mais. Seu desejo era passar sua língua nele de cima a baixo.
O Kuchiki parecia ter seus próprios pensamentos sujos a parte, pois puxou a ruiva para um beijo que possuía tanta luxuria quanto a mulher em sentada sob suas pernas. Um beijo lento que tirava o ar de seus pulmões a cada segundo. Um beijo longo em que com ele o moreno confessava os sentimentos profundos de seu coração.
Ele a puxou contra si fortemente, o contato de seus corpos um no outro os inebriando a cada movimento involuntário, sua boca sedenta deixando um rastro de foco por onde passava ao longo do pescoço delicado de Orihime. Os gemidos pecaminosos que a ruiva soltava ecoavam por cada canto daquela casa.
Com a mão esquerda abriu o sutiã da ruiva e enquanto revelava a pele corada da ruiva lentamente, com a direita explorava cada centímetro das coxas grossas dela, que ofegava em seu ouvido e rebolava obscenamente sob seu quadril. Estava o provocando e ele gostava muito disso.
Não demorou muito para que a mulher que ardia em desejo abrisse com rapidez o cinto e o zíper que mantinham fechadas as calças do rapaz. Os olhos castanho-claro dela encaravam as irises azul metálico dele, havia um pequeno sorriso sórdido em seus lábios vermelhos, não havia necessidade de perguntar por permissão para o que ela faria a seguir.
Cada movimento que a ruiva fazia era uma tortura, pois a mesma fazia lentamente, era uma espécie de castigo e recompensa ao mesmo tempo. Ela puxava com força os cabelos negros dele enquanto o mesmo deixava a marca de seus dentes no caminho entre seus seios e orelha.
Estavam perdendo-se em maio a devassidão, o fogo da paixão os consumia a cada segundo que passava, exploravam cada parte do corpo um do outro sem medo. E agarrada ao corpo do Kuchiki enquanto se perdia no êxtase da excitação, Orihime deixara escapar por seus lábios, num sussurro apaixonado, palavras que há muito tempo queria dizer, mas não se atrevia.
— Eu te amo.
Notas do autor: Não seja tímido(a), deixe seu comentário.
