Eu sei q devo declarar q Saint Seiya não é meu e bláblábl�!

Para uma melhor estética, responderei aos reviews ao final...


IV. A Decisão

Ikki e Seiya conversavam alegremente. Andrômeda quase chorou ao ouvir a risada do irmão.

"Shun, finalmente voltou!"

Ikki comemorava. Parecia ter recuperado o bom humor e Shun não conseguia conter sua alegria. As lágrimas juntavam em seus olhos e a sua emoção estava à flor da pele. Sentia que deveria sair pulando, gritando, mas de uma forma carinhosa e levemente manhosa, declarou:

"Ikki? Estou tão feliz de ver você sorrindo novamente..."

"Ih, mas já vai chorar?" – perguntava Seiya.

"Esse aí? Até demorou..."

Ikki gozava. Ele sabia que seu irmão também precisava de apoio, compreensão e sentiu que deveria voltar a ser o velho Ikki de sempre. Mesmo estando tetraplégico, tinha que arranjar forças para agradar o caçula.

Shun aproveitou o momento alegre para abraçar o irmão de sua forma emotiva, chorando em seu peito sem o menor pudor. Não importava que Ikki não pudesse responder ao abraço e sim que sentisse sua força, seu amor através de suas carícias e atitudes, por isso repetiria esse gesto quantas vezes fossem necessárias. O olhar de Fênix dizia tudo e Andrômeda já se satisfazia com esse gesto, essa demonstração de carinho.

"Niisan..."

A campainha toca e Seiya corre atender. Sentiu que deveria deixar os irmãos a sós, pois eles precisavam conversar. Ikki aproveita o momento e pede:

"Shun me desculpe!"

"Nani?"

"Eu fui egoísta e só pensei em meus sentimentos..."

"Não, Ikki! Eu te conheço e sei o quanto está sofrendo."

Aquela justificativa era muito pobre, não condizia à personalidade de Ikki. Por mais verdadeira que fosse, seu sofrimento não justificava tudo o que estava fazendo com o irmão. Fênix não se perdoava pela forma hostil que vinha tratando uma pessoa que estava lhe ajudando por amor e não por pena, por isso precisava redimir-se, desculpar-se de suas palavras grosseiras. Vendo que não conseguia formular uma boa desculpa, argumentou:

"Mas não precisava passar por cima das suas emoções! Eu o feri da forma mais covarde, no momento que você mais precisava de mim..."

"Você só está confuso e um pouco chateado. Ikki, você sempre se orgulhou de ser um homem forte e poder me proteger, mas agora se vê indefeso e debilitado... precisando da minha ajuda e proteção! Os papéis se inverteram e você não queria deixar que isso acontecesse."

"Ah, Shun! Sempre a palavra certa, na hora certa..."

Ikki se mostra feliz e emocionado. Realmente Shun era um homem fantástico e o conhecia profundamente, mesmo que Ikki nada dissesse, Shun saberia o que o irmão queria, o que estava sentindo só olhando em seus olhos. Fênix chega sorrir ao pensar que entre ele e seu irmão existia um tipo de telepatia nata, mas logo depois fecha a cara, reclamando:

"Preciso ir ao banheiro..."

O irmão mais velho fez questão de fazer uma careta para demonstrar que não estava reclamando de verdade. Ele queria parecer cômico, como se estivesse rindo de seus limites. Ficou extremamente feliz quando percebeu que deu certo e ouviu a risada discreta de seu irmão, que completou enquanto o colocava na cadeira de rodas:

"Deixa que eu te levo!"

Hyoga aparecia na porta estava travado. Havia pensado em brincar, em chamar Ikki de 'bela adormecida' ou algo assim, mas arregalou os olhos e sentiu o coração parar ao ver a imagem de Shun arrumando o irmão na cadeira de rodas. Era um verdadeiro pesadelo, um dos mais tristes e horripilantes que pudera ter. Por mais que tentasse, não poderia falar, expressar-se, tinha entrado em choque.

Ikki percebeu a presença do russo em sua porta e o estado em que ele estava. Irritou-se profundamente com o comportamento dele. Preferia ter ouvido uma brincadeira estúpida a ver aquela reação. Sentiu-se ofendido, diferente, frágil... na verdade, nem ele sabia definir seus sentimentos. Demonstrando sua raiva, perguntou:

"O que foi pato?"

Hyoga finalmente acordara de seu transe. Nada o irritava mais do que ser chamado de pato, mas não reclamaria... Não hoje! Sentiu que a sua reação havia sido muito pior do que qualquer palavra que pudesse ter dito. Apesar de tudo, Ikki não merecia aquilo. Buscou os olhos de Shun desesperadamente, numa tentativa de perguntar o que fazer, o que dizer, mas não os encontrou. Ele estava entretido demais com o irmão, mas sabia que havia que finalizar a conversa antes mesmo dela acontecer.

"De novo não! Por favor, nos esperem na sala que eu levarei o Ikki lá... Só preciso fazer uma coisinha antes."

Shun dizia com cansaço em sua voz enquanto terminava de arrumar o irmão na cadeira. Sabia que quando aqueles dois começavam não paravam tão cedo e por isso tinha que tirar Ikki dali, antes que ele se descontrolasse e se tornasse motivos para chacota. Sem o controle sobre certos nervos e músculos, Fênix não conseguia segurar a vontade de urinar ou defecar. Sua bexiga, seu intestino não obedeciam e ele tinha que usar uma sonda especial para evitar acidentes, principalmente agora que ainda estava aprendendo a entender quando precisava ir ao banheiro.

# IV #

Assim que os irmãos Amamiya chegam à sala, surpreendem-se com o fato de, além de Seiya e Hyoga, estarem também: Saori, Shiryu, Aiolia e Mu.

"Boa tarde a todos." – cumprimenta Shun.

Ikki engole em seco e fica cabisbaixo. Não esperava que os cavaleiros de ouro estivessem ali. Sentia-se ainda mais fraco perante eles e é com um nó na garganta que fala:

"Boa tarde, não esperava a visita de vocês..."

"Soubemos do seu acidente. O que aconteceu?"

Pergunta Aiolia, preocupado. No fundo ele sabia o quão poderoso era aquele rapaz e não seria um mero acidente que o deixaria assim. Certamente haviam mais coisas por trás e ele temia pela paz na Terra.

"Eu não sei... Infelizmente eu não lembro de nada." – Ikki responde.

Apesar de seu esforço, Fênix não consegue esconder seu constrangimento. Além de estar tão debilitado, não poderia nem ajudar com as investigações e o pior era saber que se não fosse um acidente todos estariam em perigo, inclusive Shun.

"Ikki, não precisa ficar constrangido. Nós viemos ajudar..." – Mu avisa.

Ao ouvir isso, os olhos de Ikki umedeceram-se e ele abaixou a cabeça, evitando demonstrar fraqueza. Ele sentiu que precisava sair dali a todo custo. A sua vontade era correr, se trancar no quarto, se esconder... mas não podia! Seu corpo não o obedecia, o que tornava a cena ainda mais horripilante. Num tom desesperado e quase inaudível, pediu:

"Shun me tire daqui."

Antes que Andrômeda pudesse tomar qualquer atitude, Mu usou de sua forma mais gentil para tocar no ombro do cavaleiro de Fênix, que se assustou ao perceber a aproximação do cavaleiro dourado. Áries abaixou-se para ficar na altura dos olhos de Ikki. Em seguida, o ariano usou a outra mão para levantar o rosto do jovem cavaleiro, numa inútil tentativa de que este o encarasse nos olhos. Então, Mu pediu:

"Ikki, por favor, olhe pra mim. Eu seria um hipócrita se dissesse que sei o que está sentindo ou passando. Primeiro porque eu nunca passei por nada parecido. Segundo porque você sempre foi um bravo guerreiro e um jovem muito ativo... Um exemplo de força, coragem e determinação, mesmo estando apenas na flor da juventude. É um verdadeiro exemplo para muitos de nós."

Nesse momento, Ikki já se pegava olhando nos olhos do ariano. Shun trouxe uma cadeira e ofereceu ao cavaleiro dourado, que gentilmente aceitou. Apesar de não ter dito uma única palavra, Áries percebeu que Fênix o encarava com ansiedade e dúvida.

"Por favor, deixe-me examiná-lo e ver a extensão de seus ferimentos."

"Nani?"

"Devido à minha paranormalidade, posso saber a gravidade da sua lesão e saber se é reversível ou não. Se for reversível, poderei saber se podemos ter alguma esperança de cura. Ou seja, posso saber se você poderá voltar a vestir a armadura de Fênix."

Ao ouvir a palavra armadura, Ikki surtou. Ele não havia pensado nisso... Mas se ele não voltasse ao normal, se ele não pudesse mais andar, não poderia mais trajar a armadura de Fênix, perderia seu posto de cavaleiro. Não conseguiu segurar o sentimento de revolta que invadiu a sua alma. Depois de tanto sofrimento ele teria que desistir, renegar o passado? Era injusto! Justo ele, que quase morreu na infernal Ilha da Rainha da Morte e chegou a tentar matar seu irmão por causa dela. Sem medo de repreensões, ele esbravejou, demonstrando a sua raiva:

"Então pretendem retirar minha armadura? Bom, eu já havia previsto isso. Como um... er... alguém na minha situação poderia defender Atena?"

A sua verdadeira intenção era definir-se como aleijado, mas se conteve ante a presença do irmão. Prometera a si mesmo que faria o impossível para não magoar a pessoa que mais amava no mundo e retribuía esse tipo de sentimento, afeição... Ele estava disposto a demonstrar a sua revolta, mas deveria poupar Shun.

"Ikki, por favor, não interprete as coisas erroneamente. Eu não quero tirar a sua armadura, pois seria um desperdício abdicar de um guerreiro como você."

"Sim, eu sei. Aonde você quer chegar?"

Ikki respondeu sarcasticamente. No fundo, Fênix não sabia se confiava ou não naquele homem à sua frente. Mesmo que os olhos dele dissessem a verdade, como ele poderia saber se Mu não estava sendo enganado? Ele era um paranormal e poderia estar disfarçando. Havia ainda uma probabilidade de que ninguém tivesse querendo perder as habilidades que Ikki possuía, mas e se descobrissem que ele ficaria assim para sempre? Isso seria pior que a morte...

"Niisan, escute o Mu! Deixe-o examinar."

Ao ouvir o apelo do irmão, Ikki acorda de seus devaneios e responde de forma ríspida:

"Como se eu pudesse impedir... Faça o que quiser Mu de Áries!"

Sem tocar, Mu põe a sua mão na direção da testa de Ikki e concentra-se. Ele fecha os olhos e anuncia, calmamente:

"Seu problema é cerebral e por isso seus músculos e nervos paralisaram-se. Nem a medicina tradicional e nem mesmo o uso do 7º sentido poderiam trazê-lo de volta ao normal, pois não é só um problema físico como psicológico... Eu sei que seu irmão caçula anda ajudando-lhe e posso afirmar que está fazendo um ótimo trabalho, apesar da inexperiência. Aparentemente, seus membros estão inutilizáveis, mas há uma forma de reverter esse quadro." – sorri de forma confiante e continua – "O treino que os cavaleiros de bronze enfrentaram foi algo desumano, mas o nosso preparou-nos para tudo... Até para casos medicinalmente insolúveis. Sem contar que todos nós temos algum tipo de formação na área da saúde. Não pense que fazemos isso por pena ou compaixão... A verdade é que acreditamos na sua força de cavaleiro e no seu caráter. Você iria para o santuário e nós, através da união de poder e conhecimento, faríamos você voltar a ser o cavaleiro de Fênix. E então, Ikki, o que diz?"

Aquilo estava bom demais para ser verdade. Iria receber um tratamento especializado e ainda poderia voltar ao seu posto quando estivesse recuperado. A esmola era muito grande para ser aceita. É verdade que desde que acordara ele estava desconfiando de tudo e de todos, mas era muito estranho um convite como aquele. Será que eles não cobrariam nada em troca? Resolveu responder com sarcarmo:

"Devo confessar que é uma grande decisão. Tenho que escolher entre ir à Grécia e submeter-me à humilhação de ser tratado como um boneco inútil pelos cavaleiros dourados, deixando que meu irmão volte a ter uma vida normal ou ficar e deixar meu irmão estragar a própria vida para cuidar de um aleijado... Estou indeciso.".

"Niisan, não fale assim!" – repreende Shun.

Ao ouvir a voz do irmão, Ikki sente como se algo lhe atravessasse o coração e tenta consertar. Ele havia se esquecido da presença de Shun ao dizer aquelas palavras duras, pois pensava num meio de se livrar das incômodas visitas. Num tom de desabafo, ele confessa:

"Desculpe Shun. Eu sei o quanto eu lhe ofendo ao dizer essas palavras, mas... estou cansado de tudo isso! É humilhante saber que você não consegue nem comer sozinho, é deprimente olhar pro próprio corpo e ver que ele está inutilizado, é triste saber que você teve uma lesão no cérebro e que por isso ficará assim eternamente... Você sofreu muito em todas essas batalhas, pois nunca gostou de ferir ninguém e agora merece a chance de ter uma vida normal."

"Você está redondamente enganado, Ikki de Fênix. Talvez você nunca mais volte a lutar, mas o Shun não estará livre de suas obrigações... Não estou pedindo para ele trabalhar ou guerrear e sim, acompanhar-lhe à Grécia." – Saori informa.

"O Shun seria uma peça-chave muito importante na sua recuperação. Além do mais, Shaka gostou da personalidade dele e, assim que soube que Andrômeda era do signo de Virgem, manifestou sua vontade de treiná-lo." – Áries informa.

Ikki sempre soube o quanto o irmão detestava violência, o quanto ele detestava lutar e agora queriam obriga-lo a passar por mais esse sofrimento? Não poderiam... Era uma atitude extremamente covarde e ele tinha que impedir. Já basta tudo o que passaram durante a infância e agora que tinham a chance de ser feliz, tinham que aproveitar. Com toda a sua fúria, Fênix avisou:

"Ninguém vai tocar no meu irmão, nem mesmo alguém que seja considerado o homem mais próximo de Deus."

"Vai fazer o que para impedir? Se Shaka realmente quiser, é só vir aqui e levar Shun à Grécia, pois você não pode impedir-lhe."

O tibetano decide provocar. Tinha que pegar no calcanhar de Aquiles dele e Shun era o único que poderia reverter essa situação. Se Ikki pensasse que o irmão pudesse correr qualquer tipo de risco, não exitaria em defendê-lo, mesmo nessa situação.

"Mu, por favor, não precisa humilhar o meu irmão. Ikki escute-o! Se não fosse nada sério ou se eles não quisessem o nosso bem, não teriam mandado os nossos amigos para conversar... Como o Mu disse, eles poderiam ter vindo e nos levado à força. Eu estarei l�, ao seu lado, e não deixarei que ninguém faça nada que o prejudique. Por favor, niisan..."

O clima já havia ficado demasiadamente pesado. Shun sentia-se na obrigação de defender seu irmão e, ao mesmo tempo, entendia aonde Mu pretendia chegar. Mas o ariano havia sido muito baixo ao dizer aquelas palavras, fazer aquelas provocações a um homem doente. Ele tinha que apaziguar a situação antes que gerasse uma guerra entre os dois e Ikki desistisse de vez de ir à Grécia.

"Shun, leve-me ao quarto. Precisamos conversar às sós."

Sem conseguir disfarçar sua alegria, Shun leva o irmão para o quarto. Ele sabe que, com essa atitude, Ikki pedia para pensar no assunto.

# IV #

Algum tempo depois, os irmãos voltavam de sua conversa. Ainda era impossível distinguir qual seria a decisão deles, pois não transmitiam nenhuma pista em suas expressões. Foi o próprio Ikki quem anunciou:

"Tudo bem, eu aceito ir à Grécia, mas só se puder dividir o mesmo quarto que o Shun. Ainda não me sinto confortável quando sou... ajudado por outra pessoa."

Aiolia havia ficado muito contente, pois se lembrava da relação que tinha com o irmão e conseguia facilmente colocar-se no lugar de Shun quando via o estado de Ikki. Ele havia perdido seu irmão mais velho e faria o impossível para que Shun não perdesse o dele. Com certa animosidade na voz, manifesta-se:

"Quanto a isso, podem despreocupar-se, lugar é o que não falta. Vocês poderão escolher uma das casas vazias para dormir ou mesmo o templo de Atena."

"E quando nós iríamos?" – pergunta Shun.

"Agora mesmo. É só o tempo de arrumar as malas e podemos partir." – Leão novamente fala.

"Bom, devo falar que ainda estou um pouco assustado, mas quanto antes puder voltar ao normal, melhor..."

Ikki finalmente falava e se abria. Não foi fácil tomar essa decisão, mas ele sabia que seria muito difícil voltar a andar se não recebesse uma ajuda especial. Seu treinamento fortalecera os seus músculos, mas também dificultava nessas horas. Como um cavaleiro de bronze, Fênix não poderia ser considerado e nem tratado como um homem normal. Precisaria de muito mais esforço e paciência.

Shun agora via uma ponta de esperança e alegria. Estava sendo uma ótima experiência cuidar do irmão, mas ele não poderia ficar assim para sempre. O prejuízo não seria só mental, mas físico também. Quanto mais tempo Ikki ficava parado, mais seus membros atrofiariam, seus órgãos ficavam preguiçosos e, num futuro mais distante, poderiam parar de funcionar. De forma agitada, Andrômeda anuncia:

"Eu também estou ansioso pela sua recuperação, niisan! Se você não se importar, eu o deixarei aqui enquanto estiver arrumando as malas."

"Tudo bem, Shun. Você sempre foi o mais organizado mesmo..."

Shun sorri com o comentário do irmão e vai em direção ao quarto.

"Ikki, eu queria pedir-lhe desculpas..." – Hyoga fala, constrangido.

"Hm, o pato fala!"

"Eu não quero começar uma discussão inútil. Eu não sei o que me aconteceu ou o motivo daquela reação. Já fiz a minha parte, que era desculpar-me. Se você não quer aceitar, o problema é seu!" – Hyoga mostra-se ofendido.

"Rapazes, por favor, acalmem-se! Vocês estão acostumados a atacar no ponto fraco do adversário, comparar seus limites, mas não é hora para isso. Ikki precisa de ajuda e respeito, mas também precisa ceder um pouco. Já passou da hora dele reconhecer seus limites, aceitando essa nova condição e vocês devem ter muita paciência e garra para superar essa fase." – Mu fala.

Ambos ficam cabisbaixos e um longo silêncio se faz presente na sala. Apesar de tudo, aquelas palavras haviam mexido com todos e ninguém sabia o que dizer, o que fazer... Hyoga e Shiryu acabam indo ao quarto, a fim de ajudar Shun e Aiolia finalmente resolve falar, num tom alegre:

"Soube que você é leonino, Ikki."

"É verdade, mas por que a pergunta?"

"Depois dos resultados da batalha das 12 casas, eu gostei do seu potencial e acredito que você poderia facilmente transformá-lo num cavaleiro de ouro. Você poderia ser o meu substituto caso alguma coisa acontecesse..."

"Você diz isso por saber que, na verdade, eu não conseguirei mais lutar como antes. Por mais que eu me recupere, eu nunca voltarei ao normal."

"Se você realmente pensar assim, é assim que vai ser." – Aiolia responde.

"Ikki, você sempre foi um dos mais poderosos cavaleiros de bronze e agora está se subestimando? Acredite em você e nos poderes dos cavaleiros de ouro." – Saori pede, colocando as suas mãos sobre as dele.

"Se não se importam, eu gostaria de ficar um pouco em paz. Não gosto de ficar em meio a tumulto e estou com um pouco de dor de cabeça."

Ikki pede, fitando o chão e demonstrando tristeza em sua face. Depois de tanto lutar, acabou cedendo e demonstrando que precisava de ajuda, mas ainda precisava de tempo e, se fosse possível, iria para seu quarto e não sairia de lá tão cedo. Ele nunca imaginou que pudesse ser tão difícil essa nova situação.


Bom, aqui vão as respostas das reviews:

Madame Verlaine: Nee-chan querida! Sim, o capítulo anterior ficou mt bom sim. O nosso intercâmbio está ficando cada vez melhor né? Bom, apesar de td, estou mt feliz por esse meu desenvolvimento. Sei q ainda tenho o q melhorar (perfeccionista como td aquariano), mas estou me sentindo cada vez mais animada com esse texto. Mts bjs e abraços da sua irmãzinha barriga-verde de criação e pé-vermelho de nascença.

Bab's: O trabalho dos dourados começará nesse capítulo. Vamos ver o q isso vai dar, bjs.

Lola Spixii: Shunzinho é fofo mesmo e sim, a fic está cada vez mais comentada e emocionante. Estou mt feliz por esse meu bb! Na verdade, o q me deixou com um pé atrás foi o fato de não ser inédito os Amamiya encontrar a mãe. No final do ano eu li uma fic com esse tema e isso me causou insegurança de implementar esse tema. Qto ao Hyoga, tadinho do Ikki! Vc é má mesmo... Bom, pra não ficar chateada, olha a aparição do nosso russo... Sei q não foi o imaginado, mas achei q assim ficasse melhor. Bom, vc me conhece e sabe q eu não admitirei q o Ikki vai recuperar TODOS os movimentos, embora eu tenha q admitir q ele vai se recuperar sim. O qto, só eu sei (risada maligna a lá Ares). Bom, é isso. Bjs!

Juliane.chan: Com tanto apoio, acho que não mudarei a idéia original e fico contente por vc ter gostado do jeitão do Seiya nesse capítulo, pois sei q é uma das fãs dele... Ah obrigada pelos elogios e por td mais! Bom, saboreie esse novo capítulo e até logo, bjs!

Pisces Luna: Obrigada pelos elogios, moça. Eu confesso que também não sei como consegui fazer algo tão grandioso assim. Acho q é pq amo demais o Ikki XD! Eu gosto tanto dos Amamiya q acho q eles merecem uma mãe de verdade depois de tanta dor e sofrimento. rs! Ah sim, essa dica de como não ser pego por um trem eu conheço bem. Eu darei um jeito de concretizar esse atropelamento, mas antes que joguem pedras em mim, devo comentar q resolvi fazer esse tipo de acidente por causa do capítulo onde o Seiya pula de um precipício com a Saori.

Na época eles nem tinham a velocidade da luz e eram mais fraquinhos e mesmo assim o Pégasus sobreviveu sem nenhuma seqüela. Bom, essa fic se passa depois da batalha das 12 casas e certamente teria que ser algo realmente grave para fazer esse tipo de seqüela no Ikki, não concorda? Foi esse o meu raciocínio para escolher o motivo da tragédia...

Ai, não me dê idéias q eu as concretizo! Mas se eu fizer o Ikki descobrir q não é o irmão legítimo do Shun, me esfolam. Depois de ler a sua review, eu consegui arranjar umas 3 ou 4 formas de explicar pq os Amamiya não são irmãos de sangue, mas não kero nem pensar na reação dos leitores... rs!

Tem razão, gostar do Seiya ou não é algo que não podemos discutir. Devo confessar que não sou fã dele, mas engulo. Eu acho q aquele jeito descontraído dele pode ser mt aproveitado e bom, eu adorei o último diálogo entre ele e o Ikki tb. Sem discussão, o Shun é td de bom, um amorzinho, não? Ai, nosso bebê verdinho... Er, acho q tb já falei demais, né? Mas eu adoro responder reviews, ainda mais essa sua q foi tão alegre e inspiradora... Ah o review veio inteiro sim (eu acho! XD) e desculpa por esse pequeno discurso... rs. Só posso te mandar bjs e espera-la no próximo episódio. Ata mais!

Betinha: Só eu sei o qto vc está gostando dessa fic, por isso nem dá pra comentar. Aliás, como td aquariano tenho mania de perfeccionismo, por isso n repare nas minhas crises de insegurança XD. Mas eu estou gostando tanto de fazer essa relação entre os irmãos Amamiya e tentarei aperfeiçoar mt mais isso. Eles merecem! Bom, então até a próxima. Mts bjs e abraços.

Giovana: Oi, td bem? Bom, devo confessar q foi uma falha na escrita, mas eu não queria passar a imagem de que o Shun estivesse fazendo fisioterapia no Ikki sozinho. Na verdade, eu não vejo o cavaleiro de Andrômeda de braços cruzados enquanto vê seu irmão fazendo fisioterapia. Por mais educado q ele seja, eu acho q ele iria ficar lá e tentar ajudar de alguma forma, não concorda? E com aquela carinha cuti, quem se negaria a dizer não a um pedido dele? Rs

Só pra esclarecer, minha mãe é Massoterapeuta, com diversos diplomas técnicos nessa área e estava cursando Psicologia, mas teve que trancar. Graças a isso, eu conheço várias pessoas na área da saúde e conheço alguma coisa na ética médica, embora eu não saiba nada de anatomia, neurologia... Prometo ficar mais atenta ao texto, evitando cometer outra gafe (o q não será impossível :S ). Ah pra sua decepção (ou não) eu não pretendo mostrar como seriam as sessões de fisioterapia, pois isso iria exigir uma certa pesquisa e, infelizmente, eu não tenho tempo, pois faço Ciência da Computação numa universidade estadual, em período integral e a minha mãe não apóia esse meu hobby.

Ah qto a atender o Ikki de graça, pode até ser, mas terá q arcar com as despesas de passagem. Afinal, eu tb sou apaixonada pela personalidade forte dele e não facilitarei a ninguém XP (Nana m�!) Ai, acho q me empolguei, desculpe... Fazer o q? sou baixinha e descendente de italianos e, como diria um amigo meu: "São nos menores fracos que estão os melhores perfumes... ou os mais poderosos venenos". Não sei qual é o meu caso, mas sou alérgica a perfume... rs! Continue acompanhando e pode mandar dica, mas tenha paciência com essa pobre alma q já paga seus pecados com 10h seguidas de aula na 3ª e na 5ª. Bjs e até a próxima.

Pandora-Amamiya: Vc e a torcida do Flamengo, né? Como não gostar do nosso kerido Fênix? Ele é td de bom! Sempre carinhoso com o maninho... O Seiya é um caso à parte, mas no final ele consertou a burrada q havia feito. Ah cuidado pra não bater mt nele, senão o tico e o teco podem fundir de vez e piorar a situação. rs

Eu sei que ele se move à velocidade da luz e é mt poderoso por isso eu já estou começando a bolar melhor esse acidente, apesar de saber q ele só deva aparecer lá pelo capítulo 7 ou 8. De qualquer forma, mt obrigada por td e até a próxima, bjs!

Ana Amamiya: Apesar da "demora" deu tempo sim... rs. Bom, obrigada pelos elogios e continue acompanhando, pois ainda vai se emocionar mt. Bjs!

Respostas via msn: Eu sei que o site às vezes fica com TPM, por isso não me importo de receber os comentários via msn. Como diria a tia Vê, nem sempre a janelinha idiota abre... Aí estão as respostas de quem só comentou por esse método:

Luly Amamiya: Que bom que você gostou do capítulo anterior. Eu sei q vc gosta muito das minhas obras e é uma das minha leitoras vips. Ah e não se preocupe, eu tentarei fazer o acidente com o maior cuidado possível... confie em mim! Bjs

Angel: Pois é, Ikki está com crise depressiva e acaba pensando em morrer pra não ficar dando trabalho ao nosso kerido Shun, mas ele tb está pensando no irmão, percebeu? Nosso Fênix entrou em conflito e nem ele mesmo sabe o que quer, mas aos poucos ele vai melhorando (ou não? Rs). Qto ao Shun, nossa manteiga derretida, sim! Ele ficaria arrasado com a morte do niisan, mas o próprio Ikki já refletiu sobre isso... Agora, cá entre nós, o Seiya apronta mesmo. Onde já se viu falar pro Ikki q ele tem sorte de ficar tetraplégico e caçoar disso? Mas depois ele se redimiu e até alegrou o amigo. Bom, agora teremos mais visitas, vamos ver o q isso vai dar... Bjs.

persefone-sama: Oi mana, eu nunca vou esquecer de vc, mesmo q nós não possamos conversar mt durante a semana, é sempre bom ter a sua companhia e, não sei se vc vai gostar, mas esse capítulo será em sua homenagem. Bjs!

Aos demais que estão lendo e não comentam: é sempre bom saber o quanto as pessoas estão gostando. Por mais tímidos q sejam, eu sinto a força e a emoção de vcs do outro lado. Bjs grandes e até logo!