Eu não possuo nenhum direito sobre Siant Seiya e não pretendo ter fins lucrativos!
XII. O Diagnóstico
"Boa tarde! Desculpe ter vindo sem avisar, mas preciso falar sobre o meu avô."
"Tudo bem, Saori! Sinta-se em casa... Quer um suco? Uma água?"
"Obrigada, mas vou recusar a oferta."
"To saindo, volto logo..."
"Pode ficar Aiolia, não é nenhum segredo o que quero falar com os rapazes, principalmente pra você, que já virou da família."
"Desculpe, senhorita, mas é que eu realmente estava de saída. Tenho que comprar umas coisinhas pra janta."
"Por que não jantam comigo?"
Ao ouvir a pergunta, Ikki sabe que, se aceitar, terá que ir à mansão que trouxe tantas desgraças à sua vida. Para piorar, sabia que ela era cheia de degraus e certamente dependeria da ajuda de Shun e Aiolia para poder entrar ou sair de determinados cômodos. Também não se sentiria à vontade caso tivesse que usar o banheiro, ainda mais por saber que, além de Hyoga e Seiya, os demais cavaleiros de bronze estavam vivendo lá e depois do que fizera com Jabu, temia a vingança do outro, não física, mas verbalmente ou através de um pequeno e imperceptível gesto mais gozador ou preconceituoso.
"Desculpa, mas eu não me sentiria à vontade na mansão Kido... Prefiro ficar no apartamento do Shun."
"Entendo. Esqueci das escadas..."
Aiolia, que até então ouvia a conversa, sabia que o real desconforto de Ikki não era por causa das escadas, ou melhor, não era só por causa disso. Afinal, fazia um bom tempo que ele aceitava sair de Gêmeos, mesmo sabendo que teria que ser carregado independente da direção que tomasse. O grego saiu, fazendo um pequeno e proposital barulho na porta.
"Mudando de assunto... o que você quer falar sobre o seu avô?" – Ikki pergunta em tom de nervosismo.
"É que, até agora, de todos os testes de DNA feitos, nenhum deu positivo. E olha que já foi feito em quase todos os suspeitos com um indício de descendência oriental."
"Então há chances do seu avô não ter tido filhos?" – Shun arriscou, tentando descobrir aonde Saori chegaria.
"Na verdade, estou esperando os resultados de mais 5 exames e vim pedir para que vocês participassem dos testes..."
"Nós já falamos com a nossa mãe e sabemos a identidade do nosso pai."
"É verdade! E se o senhor Kido não tiver nenhum filho?"
"Ele teve um filho! Ele deixou escritono testamento que deixava tudo para essa pessoa, cujo nome não revelou, mas dizia que estava entre os cavaleiros ou amazonas de bronze... Infelizmente se não encontrarmos algo que prove que essa pessoa está viva ou morta, a Fundação Kido terá que ser fechada em breve por falta de recursos financeiros. Ele deixou tudo a quem provasse ter algum laço de sangue com ele e, como sabem, eu não tenho!"
"Quando essa pessoa for descoberta, você vai revelar pra todo mundo a verdadeira identidade do misterioso filho?" – Ikki pergunta.
"Por que a pergunta?"
"É importante!" – O moreno afirma.
"No que dependesse de mim, garanto que ninguém saberia... a menos que essa pessoa quisesse que todos soubessem."
"Eu faço o exame então!"
"E você Shun?"
"Não vou precisar... Não sou filho dele."
"Nani?"
"Não gostaria de entrar em detalhes agora, mas a minha mãe disse que não temos o mesmo pai biológico."
"Entendo Ikki. Fico feliz pela sua decisão..."
"E quanto a nossa mãe? Eu fiquei tão triste de vê-la naquela situação..." – Shun diz com um pouco de pesar.
"Fiquem tranqüilos, isso foi um dos motivos que me trouxe aqui. Já arrumei um apartamento condizente, dei uma bolsa de estudos aos seus irmãos e ofereci emprego a ela e ao marido que vive ausente por causa do atual trabalho."
Eles sorriem, demonstrando a felicidade de poder ajudar a mãe. Mesmo sabendo que Ikki teria direito ao dinheiro, gostaram do gesto de generosidade que a menina estava tendo. Alheia às novidades sobre a origem de Ikki, a deusa fazia isso como uma forma de recompensar tudo o que fizeram por ela e o tempo de sofrimento que passaram para receber suas armaduras. Embora estivesse sendo pressionada, não conseguiu pedir a Ikki que devolvesse a armadura de Fênix. Era como se estivesse condenando o rapaz a ficar aleijado para o resto de sua vida e ela não desejava isso!
"Quando pretendem voltar ao Santuário?"
"Depende... Se você permitir, a gente passará em Londres antes." – Shun revelava.
"E o que pretendem fazer lá?"
"Vamos atrás de um amigo da nossa mãe para tentar encaixar a última peça do quebra-cabeça. Se tudo der certo, o mistério sobre a nossa origem será totalmente esclarecido..." – Ikki afirmava, numa tentativa de dar um ponto final ao assunto.
"Ótimo! Aproveite e se consulte com o doutor Keller, Ikki."
"Doutor Keller?" – Ikki e Shun perguntam num susto.
"Sim, é um dos neurocirurgiões mais famosos do mundo. A ele foram atribuídas diversas técnicas e até alguns milagres..."
"E qual é o nome completo dele?" – Ikki pergunta de forma agitada.
"Sabia que iria se interessar... O nome completo dele é Roger Keller. Se vocês quiserem, eu arranjo uma consulta."
O brilho nos olhos dos irmãos intensifica-se e eles abrem um largo sorriso. Iriam se encontrar com o pai! Saori percebeu a alegria de ambos enquanto digitava um número no telefone e acreditou ser por alguma esperança de Ikki voltar ao normal o quanto antes. Os irmãos haviam feito um pacto entre si e com Aiolia de nunca contar a ninguém sobre o verdadeiro passado deles, pois Ikki preferia esquecer e tentar ser como um filho para o tal Roger, se este ainda o aceitasse...
"Consegui a consulta. Vocês podem partir ainda hoje no avião da empresa, é só pedir. Para que possam descansar, será daqui a 5 dias e vocês não podem esquecer de levar todos os exames feitos aqui, ouviram?"
"Obrigado, Saori, nem sei como agradecer..." – Shun falava, em prantos.
"Obedeça ao médico e faça seu irmão voltar a ser o cavaleiro de Fênix! Isso seria o maior agradecimento que eu poderia conseguir. O que acha?"
"Farei o impossível para voltar a andar, mas se o meu destino não permitir, prometo continuar vivendo da melhor forma e aceitar esse desafio..."
"Confio em você, Ikki!"
"Eu também, niisan! Farei tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar."
"Você e o Aiolia... aquele lá se tornou membro da nossa família sem aviso prévio ou autorização."
Eles riem de forma gostosa, contemplando a verdade. Aiolia estava adquirindo uma grande cumplicidade e respeito pelos irmãos Amamiya como se fosse da família. Era um exemplo a todos que a união de cavaleiros de diferentes postos era útil e, às vezes, imprescindível, podendo trazer grandes benefícios a todos.
-------------- # XII # --------------
"Good morning, Mister..."
"Amamiya, Ikki Amamiya."
"Oh! The Japanese boy... Doctor Keller will be soon joining you, if you wait a minute."
"Thanks. Excuse me!"
Ikki se afasta da mesa da secretária e vai ao encontro de Shun e Aiolia, que perguntam:
"E aí?"
"Ele vai chamar logo..."
"Vocês podem entrar sozinhos, eu espero! Afinal... não é uma simples consulta."
"Como se houvesse segredo entre nós..."
"Mas e ele? Ficaria à vontade comigo?"
"Acho que..." – Shun ia responder, mas é interrompido pela secretária.
"Mr. Amamiya? You may come in!"
"É a minha vez, vamos?"
"Eu já disse que vou esperar aqui! Sei que o meu inglês ainda é precário, mas posso ficar apreciando as paisagens..." – Aiolia fala encarando uma moça de cabelos curtos e escuros, sentada próximo a ele com uma saia sensivelmente sexy.
"Tarado! Vamos, Shun. Esse aí não tem jeito..." – Ikki diz de forma repreensiva e Shun o acompanha rindo.
Um homem de cabelos dourados lisos cujo comprimento não chegava à altura do queixo, um refinado e imponente conjunto de camisa, calça e sapatos impecavelmente brancos estava de costas, mexendo no computador. Tinha porte de um verdadeiro integrante da família real, o que fez o coração dos irmãos disparar levemente, apreensivos com a imagem do homem à sua frente. Ao virar-se, demonstra estar usando um discreto par de óculos, que o deixava aparentar um estilo mais intelectual, sem perder a beleza de seu fino e delicado rosto. Sem levantar o olhar ao paciente, pegas as fichas e lê, assustando-se com o nome. Incrédulo e um pouco gaguejante, pergunta:
"Mr. Amamiya?"
"I am Amamiya and this is my brother, Shun Amamiya."
Roger os encara tremulamente, sem reação. Não acreditava no que estava vendo. Quantos anos procurou pelo seu pequeno Richard? Sabia que ele havia sido levado por Mitsumasa Kido para algum lugar e que não poderia fazer nada para reaver o garoto, mesmo se o achasse. Afinal, por lei não tinha nenhum direito sobre o menino que era filho de seu pior inimigo. Apesar disso, nunca se cansou de procurá-lo e o destino agora o colocava à sua frente.
Quase chorou de alegria por reaver seu menino e de angústia por vê-lo preso a uma cadeira de rodas, mas conseguiu conter-se. Via o outro rapaz ao seu lado e lembrou-se de Keshi. Estava tão atônito, que nem pensou na possibilidade do rapaz de cabelos verdes poder ser seu filho, mesmo por que, o seu bebê, a sua filha, estava morta! Foi quase maquinalmente que se ergueu e caminhou até Ikki, revelando sua altura de 1,92 cm e os belos olhos dourados, quase da mesma cor do cabelo.
Os irmãos Amamiya admiraram o homem que era seu pai e estava visivelmente emocionado. Ikki sentiu, mesmo sem o conhecer profundamente, que Shun havia puxado para o pai biológico no jeito de ser, pois os movimentos, as atitudes, o jeito de caminhar... tudo era tão parecido! Os irmãos acompanharam o momento em que o suíço deu um forte abraço no jovem paralítico e chamava febrilmente, arrancando muitas lágrimas de Shun:
"Ricky..."
"I'm here, daddy... That's me!"
"My Ricky, my primogenitor! What have they done to you, my boy? That bloody bastard... it was him, wasn't it?"
Indiretamente havia sido! Se Mitsumasa não deixasse Keshi na miséria, nada disso estaria acontecendo... Mas Ikki preferia acreditar nos fatos, nas suas atitudes e sabia que tinha um grau de culpa na história. Não se punia pelo atual estado físico e nem se arrependia de ter salvado a vida de Yuki, mesmo antes de saber que se tratava de seu irmão. Respondeu num tom calmo e seguro:
"Actually, it was supposed to be a heroic act, but it didn't work out the way I expected. I guess I must have been too reckless, I don't know, I still cannot recall the events of the day, I don't remember the accident… I have no idea about it, I wonder how I was hit or how I managed to escape death."
"I see..."
"Ikki, o que vocês estavam falando? Não entendi muito bem... Era sobre o acidente?"
"Sim, ele achou que o meu acidente foi causado pelo Mitsumasa Kido e eu respondi que foi um descuido meu, que eu não me lembrava de como tinha escapado da morte ou como tinha sido atingido."
"Ah!"
"Você não fala inglês... Shun? Posso falar em sua língua, se preferir." – Roger falava serenamente, fitando o jovem.
"O Ikki me ensinou algumas coisas, mas tenho dificuldades com diálogos extensos e nesse nível." – Andrômeda responde corado.
"Então o meu filho é professor de inglês?" – Roger falava em tom de orgulho e brincadeira.
"Na verdade, só dou aulas ao Shun, que é o meu irmão e ao Aiolia, um amigo que me ajudou muito..."
"Interessante! Então o Shun é filho da Keshi? Soube que ela tinha se casado novamente, depois da nossa separação... Você é muito parecido com ela. Qual a sua idade, 11 anos?"
"Não! Tenho 13 anos."
"Como? A minha filha era para ter 13 anos..."
"Você também foi enganado... Shun é o seu filho!"
"Nasci no dia 9 de setembro. Tenho 2 anos a menos que o Ikki..."
"Não pode ser! Eu vi o corpo do bebê... era uma menina e..."
Roger lembra do bebê que foi apresentado como sua filha e só agora liga alguns fatos e atitudes suspeitas de médicos e enfermeiras. Não achou que a menina fosse parecida com Keshi ou com ele, mas achava que era o fato de ser recém-nascida. Quem havia anunciado a tragédia era um médico amigo do maldito Kido e agora sentia raiva de sua inocência. Analisou Shun dos pés à cabeça e, apesar do garoto ser muito parecido com Keshi, achou alguns traços e atitudes que lembravam a si mesmo: o jeito de sentar, o movimento suave das mãos, o jeito sereno de falar...
"Meu filho, meu bebê..." – Roger abraçava o filho possessivamente, derramando lágrimas da alegria que marcava o fim de um pesadelo.
"Papai..." – Shun chorava no peito do médico.
"É hoje que eu morro afogado!" – Ikki brincava e completou – "Então você pediu para não saber o sexo do seu filho?"
"Não é bem assim... Tudo bem que, para mim, independia o sexo da criança e eu tinha escolhido o nome para os dois casos. Se fosse menina, seria a minha bonequinha Anne, que, aliás, foi o nome com o qual a menina que foi apresentada como minha filha foi enterrada. Se fosse menino, seria um ótimo amiguinho para o Ricky e se chamaria Christopher. Eu confesso que gostaria muito de saber o sexo da criança, mas, na época, a tecnologia não permitia a certeza de sexo, mesmo se a gestante estivesse no último mês de gravidez." – Roger justificava.
"O Ikki é mais que um amigo para mim..." – dizia entre sorrisos e com um brilho de orgulho nos olhos, apertando a mão de Ikki e o beijando na testa, como sempre fazia desde que começou a cuidar dele, após o acidente e queria passar confiança – "Quanto ao nome, gostei! É forte... Parece de um nobre."
"Olha, vamos deixar o passado para trás. Estamos aqui e isso é o que importa!"
"É verdade, Ricky! Eu só preciso esclarecer uma coisa: como eu e a Keshi nos separamos."
"Tem certeza de que quer falar sobre isso?" – Ikki perguntava, olhando o pai.
"Tenho!"
Roger dizia sentando-se na cadeira de médico e indicando que Shun também sentasse, evitando que Ikki acabasse tendo um torcicolo de tanto olhar para cima. Ao perceber que o caçula já estava acomodado, falou, encarando os filhos:
"Depois da morte da Anne, a Keshi começou a agir diferente. Primeiro por ter perdido a memória e depois... Bom, como eu a estava ajudando a lembrar das coisas, ela começou a achar que eu pudesse estar mentindo. Não queria ouvir os meus relatos e o clima entre nós passou a ser de tensão. Antes que ela tivesse raiva de mim, decidi me afastar e, quando voltei, ela já estava casada com outro e parecia feliz. Vim morar na Inglaterra e decidi recomeçar a minha vida, mas nunca desisti de procurar pelo Ricky, ou melhor... Ikki."
"Tudo bem, papai, já passou... Pode me chamar de Ricky se preferir. É meio parecido mesmo!"
Roger chegou a abrir a boca para falar alguma coisa, mas antes que pudesse começar, ouviu as tradicionais 3 batidas na porta da secretária, que avisava:
"Doctor Keller, your next patient has arrived already."
"Oh, really?"
"In fact, Doctor, it is about an hour you are with the boy..."
"Well, please, ask my patient to wait for me just a little more. I am afraid I must have more time for this appointment.
"All right, excuse me." – Sai.
"Acho que precisarei de uma nova consulta..."
"Você acha que vou deixar o meu primogênito sair sem um diagnóstico? Pode ficar quieto e esperar!"
Roger pega os exames e começa a examinar seriamente. Vê os exames de raio-x com calma, compara resultados e fica pensativo. Seriamente, declara:
"Isso tudo é muito estranho! Não condiz com o seu real estado de saúde. Desculpe a franqueza, mas pelo que pude observar, era para você estar em estado semi-vegetativo. Para ser mais específico, qualquer pessoa com esse tipo de lesão, teria deficiência lingüística, amnésia e debilidade física em todo o corpo, podendo até estar tetraplégico."
"Eu recomecei a falar normalmente uns 3 dias depois de acordar do coma e só havia esquecido o que teria acontecido para eu ter tido essa lesão, mas já faz um bom tempo que eu me lembrei do acidente..." – Ikki conta tudo o que lembrava sobre o acidente e o que tinha descoberto depois, quando foi conversar com a mãe. Ele também relata o tempo que ficou tetraplégico e como foi sua recuperação, ocultando a parte dos cavaleiros de ouro por saber que exigiria grandes explicações. Termina seu depoimento, falando. – "Depois desse rigoroso tratamento, finalmente já consigo mover a parte superior do corpo, como se nunca tivesse sido afetada..."
"Hum... Pedirei que faça alguns exames, pois já percebi que o seu caso é muito complexo, talvez o mais delicado que já tenha visto! Por melhor que fossem as sessões de fisioterapia ou seja lá o que você tenha feito, nada o deixaria tão bem. Você perdeu parte do seu cérebro! Quando perdemos um neurônio, dizemos que ele morreu, pois é impossível recupera-lo e, no seu caso, foram vários..."
"Resumindo: tenho que me contentar por estar paraplégico e aceitar ficar preso a esta cadeira de rodas para o resto da minha vida. Confesso que tinha esperanças do contrário, mas já esperava por isso."
"Gostaria de dizer que você está enganado, mas, na minha opinião, é um milagre você estar movendo a parte superior do corpo com tanta naturalidade, não ter nenhuma problema na hora de falar ou estar com a memória intacta e é por isso que quero ver o resultado dos seus exames. Você fará tomografia, eletroencefalograma e mais esses listados abaixo. Não perca as esperanças ainda, pois só esses novos exames poderão revelar seu real estado de saúde."
"Eu não deixarei o Ikki desanimar, prometo!"
"Pai, eu já passei por muitos desafios e obstáculos e por isso peço que sempre seja sincero sobre o meu estado de saúde. É muito melhor ter a certeza de que ficarei paraplégico para sempre do que ficar na ansiedade de andar e não conseguir... ou pior, acreditar que poderei andar quando isso é uma mentira! Eu poderia pensar ser fraqueza minha..."
"Eu sei, Ricky! Já lidei com muitos casos piores que o seu, tendo que desanimar o paciente e a família, mas não desistia antes de ter certeza que era um caso insolúvel e irreversível e assim farei contigo. Não desistirei de você enquanto houver esperanças."
Os irmãos sorriem de forma discreta, mas franca. Roger levanta-se, novamente vai até os filhos e pede:
"Gostaria de me encontrar com vocês mais tarde... Não é todo dia que se tem a oportunidade de se reencontrar com 2 filhos que estavam perdidos ou mortos há mais de 13 anos."
"Nós preenchemos a ficha com os dados de onde estamos. Estaremos esperando..." – Shun fala entre sorrisos.
"Certo! Ao sair marquem um retorno para daqui a uma semana. Os exames estarão prontos até lá."
"Obrigado por tudo... pai!" – Ikki fala com um franco sorriso.
"Ah! Começarei um processo de reconhecimento de paternidade do Shun... Se vocês não se importarem."
"Seria uma honra para mim." – Shun responde.
"Por mim, tudo bem! Você está no direito e, devo confessar que fico com uma ponta de inveja do meu irmão... Não é qualquer um que pode ter um pai bonito, inteligente e bondoso como você."
"Você sabe que é o meu filho, Ricky, mesmo que a genética não diga isso!"
"Não queria ser chato, mas é melhor a gente se encontrar mais tarde. A fila de espera só vai aumentar... eu quero ter uma conversa de pai para filhos sem preocupação de tempo ou compromissos." – Shun fala divertidamente.
"Tem razão, Shun! Eu ligo assim que estiver livre."
"Até logo! Ah, não estranhe se encontrar um rapaz de 20 anos com pouco mais de 1,80m, cabelos castanhos e olhos verdes em casa. É nosso amigo Aiolia e está nos ajudando desde o começo do tratamento. Já o consideramos como se fosse o nosso irmão mais velho..." – Ikki fala, enquanto recebia mais um abraço do pai.
"Até mais tarde! Será um prazer conhecer esse Aiolia. Cuide-se Ricky e você também, Shun..." – Roger fala alegremente, abraçando fortemente Shun, que já estava novamente em pé, retribuindo o abraço.
Eles despedem-se e saem do consultório, encontrando com um Aiolia muito decepcionado e incomodado pelo fato de estar numa terra estranha onde não conhecia a língua. O grego sorri aliviado pela saída dos irmãos e corre na direção deles, enchendo Shun de perguntas enquanto Ikki marcava o tal retorno, já que era o único que dominava o inglês. Aiolia esboçou um triste sorriso pelo primeiro diagnóstico, mas felizmente Ikki não percebeu e o grego decidiu não desistir e lutar até o fim, incentivando o amigo.
CONTINUA
Gente! Desta vez eu deixei o texto com grandes reviravoltas! Bom, como não posso mais responder aos reviews e acho que todo autor deve valorizar seus fãs, criei um blog para tal finalidade. O endereço é www(ponto)nana-pizani(ponto)myblog(ponto)com(ponto)br. Disponibilizarei na bio tb. Beijões a todos.
