35- Occupied Village! And Lina in a Unexpected Meeting
*Kenshin e Misao continuam andando em direção a Kyoto*
Encurralada. Era a palavra exata para descrever a situação de Lina. Os homens se aproximam, ela dá um passo para tras, olha para baixo, o declive era realmente acentuado. As flechas não eram suficientes.
Ela encara os bandidos. Sorri. Um sorriso estranho, misturado com uma cara de choro e medo. Dá tchau com a mão para eles, e num segundo joga seu arco para além do declive, se vira e da um passo a frente, para descer correndo o barranco.
Os bandidos se olham impressionados e chegam perto do barranco para ver o que tinha acontecido. Desistem de perseguir a garota e voltam para tras.
Lina, depois do segundo passo que deu para baixo, escorregou devido a inclinação e a terra e literalmente foi rolando barranco abaixo. Rolava meio encolhida, como um tatu-bolinha; o arco deslizava logo a seu lado e sua mochila descia com uma bola, a sua frente.
A garota cai com um enorme baque em terra plana, de cara pro chão. Fica estendida lá como morta por alguns minutos. Depois, vira sua cara para o lado, cospe algumas graminhas e diz, quase incompreensivelmente para se consolar
Lina: Sim, podia ser pior, muito pior.
Se levanta com enorme dificuldade, dizendo muitos ''ai''. Seu estado era deplorável: joelhos e cotovelos arranhados, roupa e corpo sujos de terra, o macacão meio rasgado, folhas grudadas para todo lado. Ela abana com as mãos sua roupa, tirando um pouco da terra.
Pega seu arco, as 2 flechas espalhadas, as coloca no tubo que levava sempre consigo para armazená-las, e sua mochila. Põe tudo as costas, exceto o arco que leva na mão, e volta a caminhar para garantir que não encontraria os bandidos de novo. Sem rumo, com dores, mais desanimada que nunca, olhando para o chão, ela anda e depois de alguns minutos olha para frente e ve que a mata terminava. A garota anda mais rapido, esperançosa, e chega a uma estrada.
Se senta a beira dela e tira seu mapa da mochila. Mas era impossível saber por ele que estrada era aquela, por isso ela joga o papel fora, fazendo cara de enfado. Tira a garrafinha com água e passa um pouco em seus machucados e no seu rosto. Fica alguns minutos lá, sentada e sozinha, sem forças para se por de pé.
Pouco tempo se passa quando ela escuta o som de cavalos. Ve um carro pequeno, lá ao longe. Sem pensar duas vezes, a garota se coloca no meio da estrada e acena, alegre e contente. O carro pára quase em cima dela. Lina vai animada até o motorista e diz
Lina: Oi. será que voce poderia.. Saitou! - viu ele no banco de passageiro.
Mais animada ainda, a garota abre a porta do carro e sem nenhuma cerimônia entra nele, para espanto do motorista.
Lina: finalmente tive um pouquinho de sorte!
Motorista: Senhorita queira se retirar, somos da polícia e estamos em missão.
Lina: mas estamos indo pro mesmo lugar. Não custa nada dar uma caroninha -diz simpaticamente e sorrindo, deduzindo que estavam indo a Kyoto.
Saitou: deixa ela. Prossiga - diz em tom de ordem. O motorista se cala e comanda os cavalos, enquanto o sol se punha no horizonte e Lina olhava distraída pra fora
Saitou: Não tem medo que eu te mate? Seus amigos não estão aqui pra te proteger, ninguém ficaria sabendo.
Lina: hmm.. (vira seu rosto para ele) não. (e volta a olhar a janela. Saitou pasma). (depois de um momento): você podia ter matado Sanosuke e não o fez, alias, acho que ate pegou leve com ele. Parecia que estava o incentivando a ficar forte e ir ajudar Kenshin. Portanto.. não tenho medo. E nem te odeio (e sorri, virando pra ele)
Saitou se impressiona com essas palavras, e desvia para olhar a janela.
A viagem continuava. Já era outra mannhã. Lina tinha cochilado no carro, mas agora estava desperta e cheia de energia. Balançava suas perninhas freneticamente, enquanto Saitou continuava calado, pensativo e sério, mas quebra o silencio subitamente, falando secamente.
Saitou: Espero que tenha consciência que esta indo em direção a morte
Lina: Ai que fome! - disse ao mesmo tempo que abria sua mochila e tirava um pacote de bolachas recheadas - Aceita?
Mais algumas horas se passam. Saitou manda o motorista virar a direita e eles entram por uma trilha estranha, bem no meio da floresta, saindo totalmente da direção da estrada. Lina olhava curiosa para aquilo. Saitou manda parar o carro e diz para Lina com o mesmo tom de ordem.
Saitou: você desce aqui
Lina: O que? Nesse lugar desolado? Mas aqui não é Kyoto. Não foi esse nosso combinado
Saitou: Nunca houve um combinado. A próxima vila está ocupada por homens de Shishio, e Kyoto é o centro do perigo.
Lina: hmm.. querendo me proteger é Saitou - disse com um risinho maroto - e todo mundo achando que você era o vilão
Saitou: Só quero me livrar de você o quanto antes então desça logo - disse em tom de seriedade.
Lina fechou a cara abruptamente ao ouvir isso. Mas logo começou a falar implorando
Lina: Mas Saitou eu vou para Kyoto de qualquer jeito se voce me deixar aqui vou ter que ir andando e vai ser muito mais perigoso. (fazendo cara de vitima) Ficarei vulnerável a bandidos maus e sanguinários, voce não permitiria isso né? -e olhou para ele como se pedisse por piedade.
O carro parte da vila, deixando um rastro de poeira no ar, e algumas moedinhas voam dele. E lá está Lina, em pé, vendo o carro partir, emburrada, pega as moedinhas.
Lina: VOCE É DETESTAVEL HAJIME SAN! RETIRO TUDO QUE DISSE, EU TE ODEEEEIO- gritou bem alto.
Lina: Humpf, pelo menos ele me deu um dinheirinho..- e se vira de frente para a rua principal da vila, que estava deserta.
Saitou: Rapido. Ate Shingetsu
*Kenshin e Misao chegam a uma vila fantasma, tomada por homens de Shishio, chamada Shingetsu, depois de encontrarem um menino chamado Eiji, cujo irmão foi morto. Saitou chega a essa vila, dizendo que recebeu informações de que Shishio andava por lá. Saitou e Kenshin partem em busca de Shishio, deixando Misao e Eiji para tras.*
