61- Effect of a Poison. Lina! Wake Up to Life!

(61 do anime: Remaining Juppon Gatana. Choice of Life! só o inicio está aqui, depois que Kenshin acorda será o 62 da fic)

Na saída da fortaleza de Shishio, Saitou fica para trás e todo grupo consegue escapar do local que ruía em chamas. Próximos de la observando a cena estavam Anji, Houji e Soujirou, que comentam seus planos para o futuro.

A noite, em frente ao Aoiya destruído, todos esperavam. Um policial chega e diz que tinha lugar no posto médico pra eles.

Misao: nós não iremos. Estamos esperando alguns amigos, por isso não podemos sair de nosso posto.

Lina estava preocupada e cabisbaixa, sentada ao lado de Misao

Lina(pensando): porque.. tanta demora

Yahiko: Kenshin.. certamente voltará – diz extremamente enfraquecido

Hiko: o garoto tem razão. apesar de estupido ele é aprendiz de Seijuro Hiko, não tem como morrer facilmente. O mesmo pode ser dito dos outros não é? – termina a frase olhando para Lina e Misao, e volta a tomar seu sake. Misao se anima, enquanto Lina, surpreendida por aquela frase, relembra o momento que Sano prometeu que cuidaria de si, mostrando seus punhos, e se sente mais confiante.

De repente, Hiko se levanta, olhando para a rua. Todos olham também. Kenshin, Sano, e Aoshi retornavam. Kenshin estava desacordado, carregado por Sano. Todos vão correndo saudá-los. Lina olha para Sano com grande alegria, sem nada dizer, e este retribui o mesmo olhar.

...

Devido ao estado lamentável de Kenshin, Kaoru chama Megumi, e ela chega a Kyoto o mais cedo possível, indo direto tratá-lo. Nesta manhã , Lina estava sentada a frente da hospedaria, trocando as ataduras da mão direita de Sano, silenciosa e concentrada, enquanto ele olhava as pessoas na rua

Sano: finalmente um pouco de paz

Lina continuava enfaixando, silenciosa. Inesperadamente

Lina: baka!

Sano se surpreende, olha pra ela, que o encarava com raiva. Se assusta mais.

Lina: voce não vai me contar como conseguiu destruir sua mão desse jeito?

Sano diz com certo descaso, voltando a olhar pra frente

Sano: não foi grande coisa não

Lina aperta os punhos sobre a perna, com a cabeça baixa, seu rosto escondido pelos cabelos, e fala com seriedade e pausadamente

Lina: como.. não foi grande coisa?

Sano olha para ela naquele estado, surpreendido, mas logo seu olhar se torna carinhoso, e ele volta a olhar pra frente, dizendo

Sano: realmente não há nada com que se preocupar – POW (leva um tapa na cara)

Lina de repente estava a frente dele, nervosa

Sano (levanta irritado): porque voce me bateu?

Lina (irritada): voce disse que ia se cuidar e olha o estado que chegou

Antes que Sano pudesse retrucar, um homem desconhecido pára na frente da hospedaria, olhando os dois. Se aproxima de Lina, retira o grande chapéu que usava cobrindo seu rosto, e sorri pra ela, de forma estranha

-Ah então voce esta ai. Gostaria de te agradecer

E move seu braço em direção ao ombro de Lina, como num sinal de reconhecimento

-Voce é a garota que disparou inúmeras flechas contra os comparsas de Shishio, e ajudou a acabar com o gigante Fuji ne.

Sano olha pra ela surpreendido, enquanto Lina meio tímida diz

Lina: hehe acho que sim

-Impressionante como uma mulher sozinha possa fazer isso. A não ser que tenha sido treinada em Shibawa

Lina: voce conhece la! (diz empolgada) realmente passei um tempo entre eles.

Sano (pensava): a vila dos arqueiros guerreiros? Nunca ninguém entra la. Como ela conseguiu? Não importa.. esse cara.. não parece estar com boas intenções - Sano olha para ele desconfiado

-eles se dizem uma vila pacifica mas é só na aparência, são uma incrível maquina de guerra, mas ficam reclusos e indiferentes ao que acontece no Japao. Mas parece que nessa batalha, eles te usaram

Lina (chocada): como voce pode dizer isso? Quem é voce?

-Eu já fui um arqueiro de Shibawa, mas meus ideais eram incompatíveis por isso fui expulso. Eles provavelmente queriam ajudar nesta batalha sem se envolver diretamente, por isso te treinaram e te usaram.

Lina (diz com convicção): não importa que tenham me usado, foi devido ao que aprendi la que pude ajudar na proteção de Kyoto

-realmente.. sem seus ataques muitas forças policiais poderiam ter sido esmagadas, e os soldados que cercavam Aoiya poderiam ter ajudado a Juppongatana a vencer.. (e sua voz ia se tornando cada vez mais raivosa, ate estourar) NÃO POSSO ACEITAR QUE AQUELA MALDITA VILA TENHA ATRAPALHADO O INFERNO DE KYOTO

Sano entrara na frente dela e socara o rapaz na costela com sua mão esquerda. Ele voa longe. Lina estava em estado pasma, mas logo se recupera

Lina: então voce era um dos soldados de Shishio! Não sei o que aconteceu, mas eu não tenho nada a ver com sua historia em Shibawa, e usarei meu arco sempre que for preciso defender as pessoas de homens como voce.

O homem se levanta com dificuldade, com a mãos onde levara o soco, e diz num tom ameaçador, encarando Lina e rindo

-não creio que usará mais –e sai correndo

Sano: seu verme – e se move para ir atrás dele, mas há apenas alguns passos dados, viu que dois policiais que estavam passando por la encurralaram o homem

-é um dos fugitivos de ontem a noite – disse um deles, e o levaram

Sano: a policia já vai se encarregar dele – e neste momento escuta Lina sussurrar, e percebe que tem algo errado.

Lina: droga

Sano vira seu rosto e corpo para ela. No momento em que olha a garota, Sano se assusta. Ela estava com o olhar vidrado a frente, para o vazio, com uma cara de panico, e a mão direita sobre seu ombro esquerdo. Na sua mente, a cena do homem colocando a mão em seu ombro, fingindo ser agradecimento. Lina arranca da clavícula uma agulha quase imperceptível, ainda sem mover sua face. E derruba a agulha no chão.

Tudo aconteceu repentinamente. Sano viu a agulha caindo. O olhar da menina estava paralisado, assim como seu corpo. Ele grita seu nome. Lina nada mais ouvia, e tudo a sua frente girava, girava, ate se tornar escuro. Sano corre em direção a ela. Lina desfalece. Ele chega a tempo de ampará-la.

Sano: LINAAAAAAAAAAAA

...

Lina estava desmaiada numa cama, com Megumi fazendo uma massagem cardíaca, e todos ao redor apreensivos.

Megumi: Os batimentos dela estão quase cessando. Rápido! Preciso que peguem toalhas e água. Kaoru fique aqui, vou ditar uma receita, consiga as ervas o mais rápido possível. Estamos correndo contra o tempo.- Yahiko e Misao saem

Megumi se vira para Sanosuke, que estava calado, franja cobrindo os olhos, os dentes cerrados, a raiva e desespero o envolvendo.

Megumi: Sanosuke, não é hora de ficar se remoendo. Pegue um frasco de pó verde que tem na minha mala. Ajudará o coração a manter seu ritmo.

Kaoru: Megumi, é algo muito sério?

Megumi: Temo que seja um poderoso tipo de veneno, o efeito é muito rápido e devastador, não sei se conseguirei – e escutam um baque.

Sano estava virado contra a parede, seu punho num buraco que ele próprio tinha feito, sangrando.

Sano: Voce é médica não é.. voce deve tratar e curar as pessoas não é mesmo? (e se vira pra ela, alterado, em tom de voz alto) Se você é médica de verdade faça algo que dê resultado!

Megumi (nervosa): Sou uma profissional Sanosuke e você não precisa me dizer o que fazer ou não. Nunca deixei um paciente morrer em minhas mãos sem antes fazer o possível para tentar de salvá-lo.

Kaoru: Sanosuke é melhor se acalmar, Megumi sabe o que está fazendo.

Sano se cala, deixa o vidro com Megumi e sai do quarto.

...

Sano estava na frente da casa, sentado, no local onde tudo ocorrera. Olhava pros seus punhos machucados, perdido em pensamentos

Sano: de que adiantou.. ficar mais forte.. se mesmo assim .. eu não pude protege-la com meus punhos.. do meu lado.. ela estava do meu lado..– e se prepara para dar um enorme soco no chão, quando é interrompido por Megumi, que fala em tom de seriedade

Megumi: não adianta ficar se punindo. Voce seria de melhor utilidade se ao invés de se culpar fosse ficar ao lado dela enquanto eu cuido de Kenshin

Sano se calara. Seu rosto estava escondido, mas percebia-se pela respiração que estava tomado de desespero e raiva.

Megumi: e como eu disse, fiz tudo que pude, a situação mais critica já passou, agora é cuidar da febre, e confiar nos medicamentos e na vontade dela de viver.

...

A noite chega. No quarto, Sano vigiava Lina à luz de uma única vela. Sentado ao lado dela, não desviava os olhar do rosto da menina, suave e sereno

Sano pega seu pulso e mede os batimentos de novo. Mas percebe algo diferente. A boca dela se abrira um pouco mais, e sua face parecia mais pesada. Seu peito arfava cada vez mais rápido. O ritmo de sua respiração ficava descompassado. Ela começa a respirar ofegante, como se o ar faltasse. Sanosuke se levanta, sem saber o que fazer.

Nesse instante chega Megumi, que percebe a situação. Faz outra massagem cardíaca, e coloca o pó verde na boca da menina. Ela volta a respirar tranquilamente.

Megumi: Pode ir agora eu cuidarei dela

Sano: Vou continuar aqui – diz séria e secamente, com o olhar fixo na garota

Megumi (dando os ombros): Faça como quiser, mas não hesite em me chamar se qualquer coisa acontecer. Vou preparar mais antídoto

Sano: Megumi

Megumi pára. Ele, sem olhar pra ela, pergunta com extrema seriedade

Sano: é muito grave?

Megumi não responde, e vai embora. Sano fica imóvel. Misao, que olhava da porta, diz

Misao: ela acreditou que voce voltaria vivo. Voce também tem que acreditar nela – e sai

Sano segura a mão de Lina, e diz, com certo sofrimento

Sano: voce também prometeu que ia se cuidar. Não ouse descumprir uma promessa

E segura com mais força a mao dela, enquanto uma lagrima escorre.

...

Uma semana se passou. Kaoru, Misao e Yahiko tomam café da manhã, sob um clima pesado e silencioso. Yahiko é o primeiro a quebrar esse silêncio.

Yahiko (com o cotovelo apoiado na mesa e a mão no queixo). Tenho que admitir as coisas fica bem sem graça sem ela.

Kaoru: é..mas isso será por pouco tempo, daqui a pouco ela volta pra disputar seus biscoitinhos, e discutir com Sanosuke. E Kenshin também, pra acalmar os dois

Misao: falar nisso, o Sanosuke ta realmente dedicado, não vi ele sair do quarto uma vez. Aposto que Aoshi sama faria exatamente o mesmo por mim – e seus olhos brilham

Kaoru e Yahiko pensam: não...

Kaoru: bom, vou voltar pro quarto de Kenshin, e levar algo pro Sanosuke comer – e sai

Yahiko: ah não entendo esses casais, brigam que nem gato e rato, mas não conseguem sair de perto do outro

Misao: hmmmm Yahiko desvendando os segredos do amor, será que voce já tem uma namorada tambeeeem

Yahiko (vermelho de vergonha) : o que? Claro que não! Já acabei vou treinar.

E sai deixando Misao aos risinhos.

Kaoru vai ao quarto de Lina e deixa bolinhos ao lado de Sano,que cochilava sentado próximo a cama da menina. Ele escuta o som do prato, e acorda

Sano: ah, Kaoru, é voce. Voce pode ficar aqui um pouco, faz muito tempo que to nesse quarto, preciso sair pra espairecer.

Kaoru sorri: pode ir sim, mas fique tranqüilo, a Megumi disse que não há mais riscos, é so esperar a recuperação

Sano: eu sei. (e sorri pra ela) Bem, já volto então

Depois de algumas horas, Kaoru sai para preparar o almoço. Sano ainda não tinha voltado.

...

Não havia ninguém no quarto de Lina, que parecia uma criança dormindo. Seus dedos começam a mexer. Na sua mente, passam cenas confusas do homem suspeito de Shibawa, a agulha envenenada, Sano gritando seu nome, ela desfalecendo.

Repentinamente ela abre os olhos. Fica um momento parada observando o teto. Se levanta devagarinho e fica sentada, boceja e tenta se por de pé.

Ao fazer isso porém cai no chão. Estava extremamente tonta. Tenta de novo e consegue. com cara de quem acabou de acordar vai andando a pequenos e vagarosos passos até a sala.

Chegando lá, com o cabelo desgrenhado e esfregando os olhos, fala com sonolencia, mas com extrema normalidade

Lina: Konnichiwa

Yahiko, Kaoru, Misao, Okina e os Oniwa, que estavam reunidos almoçando, ficam literalmente paralisados. Lina não percebe a situação, se aproxima da mesa, e os 3 pulam em sua frente:

Misao: LINAAAA VOCE ACORDOU!

Yahiko: até que enfim ein

Kaoru: que maravilhoso

Lina: ãh?

Yahiko: é tudo que pode falar depois de deixar todos tão preocupados? Francamente

Lina (mais confusa ainda): que?

Kaoru (cochichando para os dois): será que ela não lembra de nada?

Misao: é bem provável..

Kaoru: Lina você sabe o que aconteceu?

Lina : Claro que sei. Fui atingida por uma agulha envenenada e desmaiei..

Kaoru, Misao e Yahiko suspiram de alivio

Lina: ... ontem

Kaoru, Misao e Yahiko caem.

Yahiko: sua baka, já faz uma semana que voce ta desmaiada por causa desse veneno

Lina (incrédula): O QUE? - a garota põe a mão na cabeça pois se sentia nova onda de tontura.

Kaoru: Sim é verdade. Estava muito mal esse tempo todo, mas Megumi cuidou muito bem de você

Lina: uma.. semana.. AAAAAAAAI como eu pude perder uma semana de turismo em Kyoto por causa dissooo (e começa a chorar como criança)

Todos se enchem de gotas. Misao e Kaoru comentam

Misao (¬¬): ela tem umas preocupações estranhas

Kaoru (¬¬): muito

...

Depois do almoço, Kaoru diz

Kaoru: Agora precisa descansar volte para seu quarto

Lina (levanta rapidamente): Eu já estou super bem! – sente uma imensa tontura e cai sentada

Kaoru (¬¬):volte para seu quarto e não saia de lá até Megumi te dar alta - e vai empurrando Lina até seu quarto e fecha a porta. Encostada nela pelo lado de fora, suspira e grita com Lina que parecia estar querendo abri-la

Kaoru: E não deixarei você sair daí até que esteja totalmente bem

Lina estava sem forças para discutir e resolve deitar,emburrada.

Lina ficou um tempo deitada, mas não conseguia dormir. Mexia de um lado para outro e a toda hora olhava a porta, esperando que se abrisse.

Lina: O Sanosuke desalmado nem veio ver como eu estava. Aposto que não faria diferença se eu morresse. - e vira para o lado mais emburrada ainda.

Se põe sentada de repente e diz com bastante energia

Lina: Não vou ficar aqui parada depois de tanto tempo dormindo!

Vai até a porta e a abre devagarinho para ninguém escutar. Sai a passos leves do dojo, passando pelo quarto de Kenshin, onde Kaoru o observava. Milagrosamente não tinha ninguém no caminho, e ela pode sair normalmente.

Lina anda pelas ruas de Kyoto, sempre cheias de gente e movimento. Ainda sentia uma leve tontura, mas nada que incomodasse muito. Enquanto caminhava, avista Sano andando na direção oposta a sua. Os dois se olham por um breve instante, mas logo se perdem no meio da multidão. Sano fica paralisado no seu lugar, totalmente sem reação por não acreditar no que via. E Lina, achando que ele simplesmente estava indiferente, continuou andando. Sano se virou para vê-la, mas ela já tinha sumido.

Sano: (esfrega os olhos, cara de quem viu fantasma, quase gaguejando): Acho que era uma assombração..

Sano chega a hospedaria. Vai direto ao quarto de Lina, mas Megumi o interrompe

Megumi: esta na hora de trocar seus curativos

Sano: isso não é importante agora – mas ela o puxa e o faz sentar, com uma cara assustadora que o deixa sem reaçao

...

Lina: ele nem se importou, nem disse nada.. Sanosuke no bakaaaaaaaa - e bate numa barraca de frutas, assustando o vendedor. Sente entao uma imensa tontura devido a esse esforço repentino, e resolve voltar

Minutos depois, ela entra na sala e dá de cara com Sanosuke discutindo com Megumi enquanto ela o enfaixava.

Sano: Você está enrolando pra tirar de uma vez essas faixas, raposa

Megumi aperta a mão dele de pirraça e Sano solta um urro de dor, logo interrompido ao avistar Lina na porta de entrada.

Sano (assustado): De novo a assombração.!

Megumi: é ela mesma, idiota. Parece que acordou hoje a tarde e já saiu por ai sem minha permissão (Megumi dera muita ênfase nessas ultimas três palavras, olhando de forma amedrontadora para Lina, que se assustou)

Sano abre um enorme sorriso. Já ia falar algo, mas se cala quando vê que Lina nem olhou sua cara, foi direto para Megumi o ignorando completamente

Lina (se curva): Megumi gostaria de agradecê-la por tudo que fez por mim. Muito obrigado

Megumi: Não foi nada, apenas meu trabalho.

Lina: Mesmo assim.. Muito obrigado pela dedicação, não é todo mundo que se dispõe a ficar ao lado das pessoas quando elas precisam

Sano (interrompe, com cara fechada): To indo

Sano bate a porta com força, Lina faz cara de indiferente e Megumi, que via abismada a cena, olha com raiva para Lina, fica de pé e dá uma bronca na garota, que a primeiro momento nada entende.

Megumi: Como pode tratá-lo assim? Você devia ter o mínimo de consideração pelo que ele fez garota e deixar de ser tão mimada e estúpida.

Lina: Megumi, primeiro não admito que grite comigo assim, vim aqui te agradecer e você me responde com pancadas, Segundo do que voce ta falando? Ele mal me cumprimentou la fora quando viu que eu tinha melhorado; esse tipo de gente não merece consideração.

Megumi: Esse tipo de gente Lina ficou do seu lado todo esse tempo, sem sequer sair, se esquecendo ate de trocar os próprios curativos. Esse tipo de gente quase destruiu os punhos de raiva por ter deixado aquela agulha atingir voce. Finalmente ele resolve deixar o quarto pra respirar, e so porque voce o acorda e não o vê la, acha que foi desinteresse. Mesmo que ele não tivesse la, voce não tem o direito de exigir, voce não o merece!

Cada palavra era como uma facada na alma de Lina. Ela estava paralisada. Seu corpo tremia. Seus olhos se enchiam de lagrimas. Megumi sai, e diz com a voz baixa

Megumi: espero que voce aprenda a ter um pouco de gratidão– e a deixa sozinha

Lina cai de joelhos. E chora

...

Já era noite. Lina estava em seu quarto, coberta nos lençóis, desanimada. Misao e Yahiko olhavam a porta

Misao: hmm ela esta bem diferente de a tarde, será que foi uma recaída?

Yahiko: pode ser, ela exagerou passeando por ai

Megumi ouve. Da um suspiro. Entra la

Megumi: voce poderia ir buscar água no poço? Pra compensar o tanto que tivemos que fazer isso por voce

Lina se levanta, vagarosa, e cabisbaixa, passa, murmurando

Lina: tanto faz..

Yahiko e Misao se assombram com a atitude, e Megumi entra no quarto de Kenshin.

Era uma noite escura,com o brilho das estrelas contrastando com o céu. Lina vai até o poço e posiciona o balde. O faz descer e ficar cheio de água. Puxa a corda, mas estava muito pesado. Consegue ir puxando vagarosamente, com grande esforço. Subitamente, a corda se torna leve e o balde sobe. Uma mão aparecera ajudando-a a puxar.

Lina se surpreende, e quando percebe de quem era a mão que a ajudava, sente uma enorme emoção. Solta as cordas, se vira rapidamente, e sem conseguir encarar Sanosuke, olhando para o chão, diz baixinho:

Lina: me des..cul..pe

Antes que terminasse de falar sente os braços de Sano a envolverem. A garota se espanta, mas logo se entrega. O envolve timidamente com seus braços também, aconchegando seu rosto nos ombros do rapaz, de olhos fechados.

Lina sorri. De olhos fechados, podia sentir as batidas do coração de Sano, seus braços fortes a envolvendo, se sentia protegida e amparada. Mas.. quando abre os olhos..

Atrás do tronco de uma árvore atras deles três cabecinhas os espionando, que se escondem ao perceberem que ela os notara. Lina se solta imediatamente de Sano (que fica extremamente confuso) e levantando seu punho grita vermelha de ódio e vergonha

Lina: Vocês não tem mais o que fazer não bando de desocupados! – e lança o balde de água em direção a eles

Sano (assustado): como ela .. conseguiu.. o balde.. que força

Kaoru: Calma Lina a gente não pretendia.. – sai da arvore, Misao a interrompe

Misao (empolgadíssima): aaaaaaai como eu queria que o Aoshi me abraçasse assim – e se auto abraça

Yahiko: foi muito chato eu esperava mais

Lina (explode): EU DEFINITIVAMENTE VOU ACABAR COM VOCES .. – tira seu tenis branco e começa a correr atrás deles - AAAAAAAAAAAAHHHHHHHH

Sano se divertia com a cena. O rapaz começa a rir gostosamente, mas logo é atingido na cabeça por um calçado que Lina jogara quando os três que fugiam tinham acabado de passar por ele (erro de alvo).

Sano se mantém em seu lugar, porém extremamente zonzo, com os olhos rodando. Lina tromba nele enquanto perseguia os 3, ele gira, mais tonto ainda.

Lina: Para de ficar só olhando e vem ajudar! VOCES ME PAGAM SEUS CURIOSOS!

E o corre-corre continua..