DEAN & FILHO
SUPERNATURAL ALTERNATIVE UNIVERSE
CAPÍTULO 11
.
Rhodes soube da morte dos pais por uma mensagem de q-cell.
- Seus pais no voo p Tucson q caiu?
Uma mensagem curta. Uma frase irrefletida, inocente e cruel. Que mudaria o mundo de Rhodes para sempre.
Deixara os pais no aeroporto e voltara para casa. Em sua mente, ecoavam as palavras do anjo do sonho da noite anterior.
A inquietude que sentia desde que fora acordado no meio do sonho só se acentuara com o correr das horas. E a casa agora vazia e silenciosa só aumentava aquela sensação. Era como se soubesse que ia receber uma notícia ruim e a espera o fizesse desejar que a notícia ruim chegasse logo.
Mesmo assim - ou por isso mesmo - seu cérebro demorou para processar o conteúdo da mensagem. Melhor dizendo, seu cérebro rejeitou a mensagem. Entrou em curto-circuito. Olhava para a tela do q-cell com a mente em branco.
A reação veio do corpo. O aperto no coração era como a dor que anuncia um enfarte. Um gosto ruim subiu do estômago e avançou até a sua boca, sendo contido a custo. A vista escureceu, as pernas fraquejaram e Rhodes tombou de quatro no chão e ali ficou deitado de costas.
- Meus Deus, isso não pode ser verdade!
Fechou os olhos e rezou para que quando voltasse a abri-los a mensagem no q-cell fosse outra. Que fosse uma mensagem de sua mãe dizendo que chegaram bem e que não se preocupasse com eles.
Mas, quando finalmente abriu os olhos e checou, a mensagem na tela ainda era a mesma.
Hesitou longos minutos antes de dar o comando de voz para ligar a TV holográfica. Tinha medo. Medo que a TV confirmasse que a sensação ruim que sentira ao abraçar os pais no aeroporto tornara-se realidade. Medo que a mensagem do q-cell tivesse um sim como resposta.
Estava em todos os canais. Parecia ser o único assunto. Uma realidade da qual era impossível fugir. Eram repórteres falando ao vivo do local do acidente tendo ao fundo destroços fumegantes. Apresentadores em estúdios tendo ao fundo imagens de destroços fumegantes. Entrevistas com parentes de passageiros chorosos. Flashes atualizando cada nova descoberta sobre a dinâmica do acidente. Declarações de autoridades. Mesas redondas com especialistas em aviação. A tragédia transformada em show.
Deteve-se num canal onde o noticiário da noite estava começando e, numa chamada, o apresentador prometia apresentar a cobertura completa do "maior acidente aéreo em número de vítimas envolvendo aeronaves de grande porte em território americano desde 1979".
Ok, acontecera um desastre de avião. Mas, isso não significava que seus pais estivessem mortos. Talvez esse não fosse o avião dos seus pais. Talvez por algum motivo eles não tenham embarcado. Talvez eles tenham sobrevivido à queda.
'Talvez o anjo os tenha salvo.'
O avião que caiu partira de Topeka com destino a Tucson com 342 passageiros e 10 tripulantes. Uma imagem da cauda destroçada do avião com o logo da empresa em destaque deixava claro para os espectadores a que companhia aérea o avião pertencia. Rhodes viu ali sua esperança começar a morrer. Fora ele próprio que pesquisara, a pedido do pai, as opções de voo e os preços. Sabia que havia um único voo direto diário entre as duas cidades. Sabia o nome da companhia aérea, o número do voo e o horário de partida do voo de seus pais. E estes coincidiam com os do avião que caiu.
Rhodes buscava um fio de esperança a que pudesse agarrar-se. Mas, as respostas que a holoTV trazia não eram as que ele queria escutar. As imagens de altíssima definição gravadas por drones eram impactantes e não davam margem a especulações. Só mesmo por milagre alguém teria escapado com vida.
Segundo o noticiário, o plano de voo fora seguido - e o voo transcorrera sem qualquer incidente - até a aeronave entrar no espaço aéreo do Arizona. Então, sem motivo aparente e sem aviso, o piloto alterou o curso da aeronave para a rota que levava à cidade de Phoenix. Vinte e um minutos depois, a aeronave iniciaria a arremetida para baixo que levaria o avião a chocar-se violentamente contra a face leste do Monte Baldy, o pico mais alto da cordilheira de White Mountains.
O local do acidente era remoto e de difícil acesso, mas os drones enviados da base aérea de Phoenix sobrevoaram os destroços menos de duas horas depois do choque com a montanha. Equipes de resgate transportadas por helicópteros não aguardaram a confirmação do local da queda para decolar. O que permitiu iniciarem os trabalhos antes de decorridas 3 horas. As imagens dos drones não mostravam sobreviventes e a equipe de resgate só confirmou o que já era esperado. Não houve sobreviventes.
As autoridades aeronáuticas, em comunicado oficial, declararam não saber o que tirou o avião da rota original e que a hipótese mais provável era a de falha humana. O comunicado informava ainda que as condições meteorológicas locais eram boas e que os dados que os instrumentos de bordo enviavam em tempo real para o Centro de Controle de Tráfego Aéreo não acusavam a ocorrência de falha mecânica ou eletrônica.
Não demorou muito para que a versão oficial fosse posta em dúvida.
Repórteres, citando fontes ligadas à torre de controle de Albuquerque, divulgaram relatórios internos de controladores de voo onde estava registrado que meia hora antes da queda o transponder do avião fora intencionalmente desligado e que, questionado pelo Centro de Controle de Tráfego Aéreo de Albuquerque, o piloto teria colocado a aeronave em silêncio de rádio.
O piloto teria inclusive ativado um dispositivo de bloqueio de comunicações via q-cells. Um recurso recomendado apenas em situações excepcionais de risco à segurança do voo.
Rumores de que o piloto intencionalmente causara a queda do avião rapidamente se espalharam pelas redes sociais forçando as autoridades a soltarem sucessivos comunicados pedindo paciência, lembrando que o trabalho da perícia estava apenas começando, que era necessário aguardar o relatório final da equipe de investigações e que não se desse crédito a especulações irresponsáveis.
A mídia, de olho na audiência, fomentava discussões e divulgava opiniões e versões conflitantes dos fatos.
Rhodes enterrara as suas últimas esperanças e estava enojado com o clima sensacionalista da cobertura e o oportunismo de gente tentando usar a tragédia para aparecer.
Desligou a TV, subiu para o quarto e, ao deitar na cama, assumiu posição fetal. Lágrimas silenciosas se sucediam. Chorava não só a perda dos pais, chorava o fim da vida que conhecia. Sua vida ia mudar. Essa era a sua única certeza. Não conseguia sequer imaginar como seria sua vida dali em diante.
Por que não impedira os pais de viajar? O sonho fora um aviso. Fora-lhe dada a chance de salvá-los e a desperdiçara tolamente. Não dissera nada porque .. tivera medo de parecer ridículo? Deixara os pais morrerem por medo de parecer o tolo que realmente era?
O sentimento de culpa era avassalador.
.
.
Na manhã seguinte, bem cedo, Rhodes acordou com a campainha da porta tocando insistentemente a intervalos regulares. Inferno! Era só ignorar e, fosse quem fosse, acabaria cansando e indo embora. Cobriu a cabeça com o travesseiro e tentou voltar a dormir. Mas, a campainha continuava tocando a intervalos cada vez menores e duração cada vez maior. Desgraçado! Será que esse sujeito não vai desistir? Não. Parecia que não
Não dava para ignorar a maldita campainha. O pouco que lhe restava de sanidade dependia de parar aquele barulho infernal. Irritado e ainda zonzo de sono, Rhodes finalmente desceu as escadas sem se preocupar com a aparência deplorável que exibia depois da noite mal dormida.
- Sr. Angles?
- O Sr. Angles é meu pai. Ele .. ele ..
As lembranças dos acontecimentos da véspera o atingiram com a força de soco no estômago e a voz, quando saiu, saiu embargada.
.. morreu.
- O senhor é Rhodes Angles? Estamos cientes do ocorrido e compartilhamos da sua dor. Na verdade, essa é a razão da nossa visita. Existem providências e decisões que o senhor - e apenas o senhor, como o parente mais próximo das vítimas - pode tomar. O reconhecimento dos corpos, por exemplo. Sem isso, nenhuma outra medida pode ser tomada.
- Quem são vocês? Por favor, ME DEIXEM EM PAZ! Meus pais acabam de morrer. Eu não estou com cabeça para decidir nada agora.
- Entendemos o quanto deve estar sendo difícil para o senhor, mas, infelizmente, há decisões práticas que PRECISAM ser tomadas. Somos representantes da companhia aérea. Cumprindo a determinação legal de prestar assistência às famílias das vítimas. Acreditamos que deseje que seus pais sejam enterrados aqui, na cidade onde moravam.
- Claro! É o que eles gostariam. Eles amavam essa cidade. Meus pais não são daqui, mas já moravam em Topeka muito antes de eu nascer.
- A companhia reservou um lugar para o senhor no voo para Phoenix que sai dentro de três horas e .. vinte e três minutos.
- Reconhecer os corpos você disse.
- Sim. Feito isso, poderemos providenciar o translado coletivo. Uma boa parte dos passageiros era daqui de Topeka ou de cidades próximas.
- Eu preciso de um banho frio para acordar. Eu não dormi tudo o que precisava. Ainda estou meio zonzo.
- Naturalmente. Mas, por favor se apresse. Ainda temos outras visitas como essa a fazer.
.
.
- Tim, por que não me avisou?
- Eu bem que tentei. Mas, seu q-cell estava no modo invisível. Dean, pensei que depois de ter quase morrido em Chicago você tivesse aprendido. Você prometeu que não voltaria a desligar o dispositivo de rastreio do q-cell.
- Eu conheci uma garota e .. Ah! Deixa para lá. O Rhodes? Como ele está?
- Fomos pegos de surpresa pelos acontecimentos. Soubemos do acidente assim que aconteceu. Mas, apesar do voo ter saído de Topeka, não me passou pela cabeça que os Angles pudessem estar no avião. Eles não costumavam viajar e, até onde sabemos, não tinham assuntos a tratar na Costa Oeste. Vacilo meu.
- Foi vacilo. Mas, o vacilo foi não termos incluído um alarme automático que nos alertasse da compra do bilhete aéreo.
- A companhia aérea demorou a divulgar a lista de passageiros. E eu e equipe estávamos com a atenção focada numa morte suspeita numa cid ..
- Frete um jatinho. Vou agora mesmo para lá.
- Para lá significa Topeka? Dean, o Rhodes não se encontra, neste momento, em Topeka. Com sorte, ele volta amanhã.
- E para onde ele foi?
- Viajou para Phoenix, acompanhado de representantes da companhia aérea e de outros parentes de vítimas.
- Não acredito! Os cretinos vão pedir para o garoto identificar os corpos despedaçados dos pais que ele ama. Malditos burocratas. É desumano forçar um garoto a isso.
- Dean, o Rhodes não é mais uma criança. Ele, oficialmente, já é maior de idade. Foi um baque terrível, mas ele é forte. Vai superar. Acredite nele. Ele tem o seu sangue. É um Winchester.
- Pois, para mim, ele ainda é uma criança. Uma criança que acabou de perder os pais. Sabe lá o que é isso? Sabe o que é para um garoto perder os pais de forma tão trágica?
- Sei, Dean. Eu sei perfeitamente o que é ser criança e perder os pais num acidente. Eu perdi os meus com 12 anos. E você também sabe. Sabe o que é ser criança e perder a mãe. Nós dois sabemos o quanto é difícil. Mas, também sabemos que é possível superar a perda. Ele só precisa de tempo e de um ombro amigo para chorar.
- Frete o jatinho. Eu quero estar lá quando ele voltar.
- Chefe, não acho que isso seja uma boa ideia. Você vai se apresentar para o garoto como sendo quem? Vai se apresentar e revelar para o garoto que é o pai biológico dele? Ele não vai acreditar. NINGUÉM acreditaria. Como você vai explicar que é pai dele aparentando terem a mesma idade?
- Se for preciso, eu conto toda a verdade?
- Toda a verdade? TODA? O garoto está sofrendo com a morte inesperada dos únicos pais que conhece e você chega e conta que é o verdadeiro pai. Digamos que ele acredite. Ele certamente vai querer saber da mãe. Você vai contar que a mãe dele era garçonete de um bar de estrada mal frequentado, que transou com ela bêbado e que, ao acordar no dia seguinte, sequer lembrava o nome da garota? Que quatro anos depois a mãe dele morreu assassinada por ter levado para a cama o cara errado? Vai contar que não quis assumir a responsabilidade de criar um garoto nascido de uma transa de uma única noite.
- As coisas não foram bem assim.
- Foram. Foram exatamente assim.
- Eu cuidei para que ele fosse criado por uma boa família. Eu venho cuidando dele à distância esses anos todos.
- Chefe, você tinha milhões de motivos para não ficar com o garoto na época. Todos extremamente válidos. Eu não estou dizendo que você agiu errado. Muito pelo contrário. Acho que agiu certíssimo. Pensou primeiro no bem-estar e na segurança do garoto. Mas, eu duvido que quando vocês estiverem frente a frente, olhos nos olhos, você encontre um motivo convincente o bastante para ele abrir os braços e te chamar de papai.
- Você mesmo disse que, nesse momento, o que ele mais precisa é de um ombro amigo.
- Um ombro amigo. Alguém que ele conheça, confie e o faça sentir-se confortável o bastante para abraçar, chorar e se mostrar frágil. Você é um estranho para ele. Tudo que ele não precisa neste momento é descobrir a verdade sobre você e sobre a mãe biológica dele.
- E o que você me aconselha, Tim?
- Meu conselho é não agir no impulso. Já enviei um de nossos agentes a Phoenix e outro a Topeka para facilitar os trâmites e o desembaraço dos corpos. Isso vai tirar a parte burocrática dos ombros dele. Essa costuma ser a parte mais massacrante de um enterro. Não existe nada pior que ter que assinar documentos e pagar serviços quando tudo o que se deseja é deitar e chorar.
- Obrigado.
- Mandei também uma equipe de campo para o local do acidente. Para descobrir se existe algo mais por trás da queda do avião.
- Está achando que pode ter algum elemento sobrenatural envolvido?
- Não estou achando nada por enquanto. É isso que precisamos descobrir. Já é dado como certo que o piloto arremessou o avião de encontro à montanha. Deve ser por isso que demoraram tanto para divulgar a lista de passageiros.
- Deviam estar investigando se tinha algum passageiro envolvido.
.
.
- Dean? Conseguimos.
- Finalmente!
- Demorou para passarmos pelo firewall no sistema do Centro de Controle de Tráfego Aéreo, mas conseguimos. Baixamos os vídeos das câmeras instaladas na cabine de voo. São apenas duas câmeras. E, portanto, dois vídeos. Como a suspeita é de falha humana e o avião estava sendo pilotado no modo manual, a câmera que importa para as investigações é a que mostra o painel do avião, os manches e as mãos dos pilotos. É ela que permite analisar as ações do piloto e do copiloto e confrontar as ações com as leituras dos instrumentos. O outra é uma câmera panorâmica e é nela que está o registro de áudio. Mas, o primeiro vídeo, mesmo sem áudio, já mostra o que queríamos saber. Depois, com mais calma, eu examino o segundo vídeo e preenchemos as lacunas. O que interessa para nós é o que está registrado nos sete últimos minutos de gravação.
- Consegue transmitir o vídeo diretamente para minha holo-TV?
- É para já.
- É isso mesmo o que eu estou vendo? As mãos do piloto estão se incendiando?
- Não só as mãos. Se prestar atenção, vai ver as calças do piloto começando a pegar fogo. Eu vou voltar e pausar o vídeo. Está vendo? Ele todo está se inflamando. O copiloto se assusta e deixa o assento. Aparentemente para pegar o extintor portátil. Agora vemos a nuvem de fluido extintor envolvendo o piloto e as chamas baixando. As roupas já queimaram. A pele começa a carbonizar. O piloto se levanta e sai do campo de visão da câmera, mas ele claramente foi em direção ao copiloto. Para saber o que ele fez ao copiloto só vendo o registro da panorâmica, mas o copiloto provavelmente foi morto. E aqui nosso homem em chamas voltando para o banco do piloto.
- Ele segue pilotando normalmente. Mesmo com a superfície do corpo inteiramente carbonizada e queimando por dentro. Do banco do piloto e do manche, só restaram as partes em metal. O que era tecido queimou e o que era plástico derreteu ou carbonizou. Dá para ver que o calor que ele emana começa a derreter o painel de comando.
- Em nenhum momento o piloto demonstrou espanto ou dor. Está queimando, mas permanece vivo e ativo. Seja lá o que for, não é humano.
- Você disse que o piloto desviou a rota de Tucson para PHOENIX? É isso! O desgraçado quis deixar bem claro o que ele é.
- Como assim?
- Não entendeu? Phoenix! O piloto é uma fênix.
- O pássaro mitológico?
- Se ele pode assumir a forma de pássaro, eu não sei. Mas, já enfrentei um fênix no passado e ele tinha forma humana. O que sabemos deste piloto?
- Piloto e copiloto tiveram os nomes divulgados. Me dê uns segundos que eu baixo a ficha funcional dele. .. Pronto. O nome é Elias Finch, 32 anos, natural de Sunrise, Wyoming, licença de piloto profissional ...
- É ELE! Não outro da espécie. É o próprio. O piloto é o fênix que eu pensei ter matado em 1861.
- 1861?
- Longa história. Envolve Castiel e viagem no tempo.
- Como pode ter certeza que é a mesma criatura?
- O nome é o mesmo e a idade bate com a que ele tinha. E, para completar, a ficha informa que o piloto teria nascido em Sunrise, Wyoming. E foi justamente lá que eu matei o desgraçado. Vi quando ele queimou até virar cinzas.
- A fênix mitológica renasce das próprias cinzas. Neste sentido, é imortal. Sempre volta.
- Se é ele e voltou, voltou sem uma parte. Seria engraçado se a parte faltante fosse justamente AQUELA parte. A que eu considero a parte mais importante.
- Obviamente, não está se referindo ao cérebro. Mas, por que está dizendo isso?
- Samuel Colt enviou pelo Correio um vidro lacrado contendo parte das cinzas do fênix para o ferro-velho do Bobby. Em Dakota do Sul. Exatamente como na cena clássica do filme De Volta para o Futuro 2. Usamos as cinzas para matar Eve, a Mãe de Todos os Monstros. E isso foi no Oregon. Mais espalhadas que isso, impossível.
- Eu vi o vídeo e o piloto não parecia ter nenhuma parte faltando. A menos que a parte faltante seja essa mesmo que você pensou.
- O desgraçado não está morto. Ele pode ter queimado até virar cinzas, pode ter explodido junto com o avião, mas ele não morreu. Aparentemente, ele volta mesmo que as cinzas tenham sido espalhadas.
- Resta saber por que derrubar um avião e matar 352 pessoas.
- Em Sunrise, ele matou o juiz, o xerife e o ajudante do xerife por vingança. Ele não matava por prazer ou aleatoriamente.
- Você se apresentou na cidade como Dean Winchester?
- Não! Como Clint Eastwood.
- Ele ficou sabendo que você era do futuro? Acha possível que ele tenha esperado todo esse tempo e agora tenha vindo atrás de você?
- Não! Ele não teria como saber.
- Então, acredita que seja coincidência?
- Não! Não acredito. No nosso ramo, coincidências não existem. Eu não imagino como ele descobriu, mas ele sabe. Sabe quem eu sou, sabe do Rhodes e sabia que os pais adotivos do garoto estariam no voo.
- O que vai fazer?
- Matá-lo. Matá-lo antes que ele vá atrás do Rhodes. Tim, providencie um jatinho para Phoenix. Avise nossa equipe de campo que estou seguindo para lá. E acesse os registros dos drones de busca. Precisamos descobrir se o Finch já retomou a forma humana.
.
NO PRÓXIMO CAPÍTULO: NÃO ESQUEÇA QUE VOCÊ TEM UM PAI.
06.06.2018
