Ana estava em seu laboratório fazendo mais um teste para a poção que estava fazendo para Remus, os olhos da garota estavam vermelhos e vidrados pela falta de sono, ela sentia que estava muito próxima de uma descoberta e nesses momentos quem precisa de sono. Ela temia que se dormisse a ideia viria a sumir como uma nuvem de fumaça.

Ela tinha pedido para seu pai lhe mandasse para ela vários livros sobre genética e química além de um conjunto de laboratório trouxa. Ela passou dias lendo e relendo aqueles livros antes de começar a fazer experiencias com as coisas que tinha aprendido ali. Ana tinha feito testes para saber sobre a estrutura molecular da planta Wolfsbane e tinha aberto seus olhos para várias coisas.

Agora ela estava vendo uma substância avermelhada fervendo e seu vapor passando por um longo tubo para ser resfriado e voltar ao seu estado líquido que estava caindo gota por gota no líquido prateado.

Ana bocejou ela levantou os óculos de proteção e esfregou os olhos marejados antes de se espreguiçar. No movimento de espreguiçar uma das gotas de suas lágrimas caiu dentro do vidro que a poção que ela preparava estava, o líquido prateado brilhou por um segundo antes de passar a ser dourado, não que Ana tenha notado isso, ela tava muito ocupada colocando suas costas no lugar. Ela passou muito tempo curvada.

Quando Ana finalmente voltou sua atenção a sua poção ficou chocada, não era para ser dourado e nem estar com esse brilho, era quase como se estivesse olhando para uma poção Felix Felicis. Ana pegou a poção e levou para a área onde estava seu microscópio. Ela tirou um pouco da poção com um conta-gotas e pigou na amostra de sangue que tinha conseguido de Remus.

Colocando a placa de vidro sob o microscópio e quase chorou de alegria e alívio. Ela observou os glóbulos brancos tomarem um brilho dourado e passaram a lutar com o vírus que ela tinha identificado como o vírus da Licantropia antes.

Ana caiu sentada no chão sem forças antes de levar ambas ao mão ao rosto e começar a chorar de alívio. Teddy que não estava entendendo nada já que ele estava no canto da sala brincando com um conjunto infantil de poção andou até sua considerada mãe e bateu no ombro dela levemente.

Ana olhou para Teddy e abriu um grande sorriso.

"Teddy querido, vá chamar os marotos." Ana pediu para eles.

Teddy fez movimentos que se pareciam alguém ajeitando os olhos. "Sim, James." Ana confirmou.

Teddy fez movimento de alguém abrindo um livro. "Sim, Remus é quem mais deve estar aqui." Ana concorda com a cabeça.

Teddy fez um movimento de ajeitar sua jaqueta imaginaria de um jeito descolado "Sirius também." Confirmou depois de rir levemente.

Teddy ia fazer outro movimento. "Não, se Peter estiver com eles, tente os chamar discretamente, não quero que aquele rato imundo saiba o que acabei de conseguir." Teddy concordou com a cabeça. "Faça com que eles venham imediatamente depois de você os chamá-los, diga que é urgente."

Ana observou Teddy sair do quarto em seu movimento de marcha saltada e soltou um pequeno sorriso antes de se levantar com as pernas trêmulas e tampou o frasco o colocando em um expositório com todo cuidado, ela não queria estragar tudo agora que finalmente conseguido.

Ela já tinha conseguido fazer a solução prateada antes, porém sempre que adicionava mais algum ingrediente o líquido outro explodia, evaporava, falhava… Ela não sabia o que tinha acontecido e não sabia se um dia poderia repetir tal coisa novamente, uma pura sorte burra que só deveria pertencer a uma pessoa da Griffinória.

Ela pega seu livrinho e anota tudo que tinha feito até o momento antes de poção modificar-se, será que além da cor parecida da poção de sorte, tinha que ser por pura sorte para conseguir finalizá-la?

Anotando suas divagações e vez ou outra lançando olhares para poção que tinha conseguido fazer, com um sorriso no rosto ela abriu a página em seu livro onde tinha sua lista de objetivos.

{Objetivos:

- Cura para licantropia (Para Remus pelo menos).

- Suavização de cicatrizes causadas por magia negra.

- Descobrir um modo de destruir Horcruxes (Em progresso)

- Achar as Horcruxes (Progresso 1/5 [6?])

- Melhorar o sabor de poções de cura}

Logo ela tera que conseguir novos objetivos, mas pelo menos agora ela poderá se concentrar somente nas Horcruxes sem distrações. Ela suspirou abrindo novamente um sorriso ao fechar seu livrinho e guardá-lo em suas bolsas de contas.

A porta de seu laboratório se abriu com força fazendo-a bater na parede e dando um susto em Ana, a garota olhou sobre o ombro e viu os marotos despenteados e ofegantes parados na porta.

"O que aconteceu Ana?!" James foi o primeiro a perguntar.

"Alguém te machucou? Teddy nos disse que você estava chorando!" Remus perguntou aflito.

"Nos diga quem e nos o matamos!" Sirius comentou estalando os dedos.

Ana abriu um sorriso e começou a chorar novamente, ela correu até os marotos e pulou em Remus o abraçando apertado. Remus olhou para os dois amigos sem entender, mas retribuiu o abraço do garoto.

"Eu consegui..." Ana murmurou baixinho.

Remus só conseguiu ouvir somente por ter seus sentidos melhorados por causa de seu lobo e Sirius foi o mesmo.

"Conseguiu o que?" Sirius perguntou confuso.

"Eu finalmente fiz..."Ana se afastou de Remus e o segurou pelo ombro olhando o rosto do garoto com expectativas "Eu consegui a cura."

"C-Cura?" Remus murmurou seus olhos começando a brilhar

Ana concordou com a cabeça e se afastou dos garotos e passou a olhar para o expositório com adoração, os garotos seguiram seu olhar e ficaram de boquiabertos, a poção dourada com um brilho quase celestial.

"Como você conseguiu?" Perguntou James.

"Eu não sei, eu tinha tentado a mesma solução várias vezes até que consegui…." Ela diz.

Remus e James se aproximam do expositório para olhar a poção melhor. Remus estava quase com medo de chegar próximo e a poção fosse desaparecer. Sirius segurou Ana pelo ombro e a afastou de seus amigos e os dois foram para o canto da sala onde Sirius a abraçou apertado. Ele não disse nada, mas ela sabia que ele estava muito grato por ela esta ajudando seu estimado amigo.

Sirius se afastou lentamente dela antes de segurar seu rosto e a olhou seu rosto com adoração e com um pequeno, porém sincero sorriso, ele puxou seu rosto para próximo do seu e a beijou.