Oi pessoal, como prometi, um capítulo para o final de semana. Estou postando hoje porque sábado e domingo será impossível, tenho alguns compromissos, um deles magnífico: amanhã, às 16h na rádio Cultura do Pará, eu e minha manda daremos entrevista e tocaremos algumas músicas no Balanço do Rock, estaremos lá desde as 14h para passar o som, e a noite provavelmente vamos comemorar. Domingo preciso terminar de adiantar assuntos da faculdade que eu deveria ter vergonha na cara e estar cuidando hoje, mas não estou com cabeça, porque a banda pode estar de vento em popa, mas a vida pessoal está uma desgraça e eu, sinceramente, não faço ideia de como será meu 2018, nem de onde estarei, portanto desde já peço desculpas pela minha possível ausência a partir do fim de 2017. Tentarei publicar o máximo de material que tenho produzido até lá, porque escrever fanfics me ajuda muito a melhorar os ânimos e me desprender, nem que seja por uma ou duas horas, da minha realidade familiar. Desde já peço desculpas por utilizar o espaço das notas para fazer um desabafo, e agradeço a todos que tiveram o carinho de ler, bem como a quem tem acompanhado a fanfic e me incentivado a continuar. Amo vocês.

Sem mais, desejo-lhes uma boa leitura.
Nos vemos lá embaixo, nas notas finais. Espero que gostem desse capítulo e perdoem o gênio da Kikyou (hehehe).


Anna, isso é verdade?! a zanga teve o seu início, Responda! gritou após a demora de reação da interrogada Você e Naraku?!

Os globos dourados miravam-na inquisitórios e ela sabia, não havia para onde correr. Não seria justo esconder a verdade, e não faria jus a si mesma ser omissa por mais tempo. Ainda que lhe doesse como incontáveis apunhaladas, por mais que o ar lhe faltasse e os olhos ardessem contendo o descer de uma cascata, a boca abrir-se-ia e o que sairia dali poderia ser sua sentença de morte.

Capítulo 19 – Verdades sejam ditas

...e o som escapou, enfim, trazendo consigo a resposta:

— Sim. disse, embargada Sim, ela tem razão, eu estive com Naraku ontem e nós... os olhos cerraram-se com força quando Inuyasha grunhiu irado:

— Então você é aliada dele?!

— Não! gritou estarrecida Não, eu não sou cúmplice dos planos dele!

— Eu não acredito em você! mostrou-lhe as garras - Como pode dizer não ser aliada de Naraku se você e ele... o restante da frase foi engolido por um rosnado de nojo. Inuyasha chacoalhou a cabeça tentando não imaginar os dois agarrados à mata, prontos para se devorarem.

Uma lágrima, depois outra, e logo o rosto dela estava encharcado e o corpo agitava-se com os soluços.

— Eu lutei contra isso, mas foi mais forte do que eu! confessou de cabeça baixa.

— Então você é nossa inimiga! posicionou-se para atacá-la, mesmo ferido como estava.

— Me mate, fechou os olhos e estendeu os braços para baixo eu não irei contra atacar. trêmula, mordeu o lábio inferior e segurou um gemido conforme ouvia os passos de Inuyasha aproximando-se.

Kikyou contemplou seu amor antigo parar diante da vulnerável presa e erguer as garras afiadas. Os dedos tremelicaram primeiro para depois se fecharem. O rapazote recolheu a mão, respirou fundo, visivelmente desapontado e não só: compadecido esse era o termo. Inuyasha era assim, não aguentava ver uma mulher chorar. Passou pelo lado dela, parou uma última vez, olhou-a e partiu rumo ao local onde os amigos estavam.

Annabelle abriu os olhos vagarosamente, mirou cada centímetro a sua volta e o amigo sumira, estavam apenas ela e a sacerdotisa a fitá-la misteriosa.

— Você... agora seu semblante tristonho assumia tênue traço de indignação precisava fazer desse jeito? enxugou o rosto inundado Eles eram tudo o que eu tinha!

— Então deveria ter pensado antes de se deixar levar, a recriminou de se deixar seduzir. Você se permitiu, assuma as consequências.

— Você não tem o direito de me apontar o dedo, bronqueou graças a sua ajuda, agora Naraku tem a Joia quase completa em mãos! Você, sim, o tem ajudado pelas costas de todos. Por sua causa, Inuyasha quase morreu ontem à noite.

— Eu tenho as minhas razões, e faço o que faço por uma causa maior do que você, do que Inuyasha e do que a mim. disse fleumática, o timbre inalterável Já que estamos aqui, por que não aproveita para esclarecer algumas coisas? aproximou-se.

Annabelle eriçou ao talo. Arredia, deu um passo para trás. A saliva desceu custosa pela garganta seca.

— Nós não precisamos ser inimigas, garota. Basta que não se ponha em meu caminho. Agora, diga-me com sinceridade, o que você tem com Naraku? parou ao lado, encarando-a com tamanha intensidade que a fez sentir-se despida.

— Naraku... respirou fundo eu e ele, nós não... como encontrar palavras para explicar o que ela mesma não sabia o que era? Ele roubou a aparência do homem por quem me apaixonei, não seria o homem a quem amou? Por que não usava mais a palavra "amor"? Ela ainda sabia o que era? é difícil estar diante dele e não sentir nada. "Estou mentindo".

— Não é só isso. O que sente por ele? os dedos leitosos tocaram o braço dela.

A boca selou, os olhos miraram a grama. Kikyou permaneceu atenta a suas reações e expressões, viu as mãos espremerem-se por baixo das mangas e soube que a estranha torturava-se em silêncio.

— Venha dar uma caminhada comigo. a sacerdotisa sugeriu e iniciou os passos.

Annabelle, quieta, a seguiu.

— Sinto uma energia pueril queimando dentro de você. Para mim e, certamente, para Naraku, você não é qualquer pessoa. Ele tinha razão ao dizer que você pode fazer coisas grandiosas, se usar o seu dom para fazer o bem, poderá ajudar muitas pessoas, poderá salvar vidas e você sabe disso. Mas, sim, um poder como o seu ou o meu traz consigo um fardo incalculável. Haverá sempre quem queira usufruir disso, quem queira sugá-la até o último fio de cabelo...

Ouviu-a com atenção, contudo sem fitá-la.

— Isso é o que Naraku quer, sugar esse bem precioso de você até que não lhe reste nada. É só o que ele sabe fazer. Não se iluda pensando que aquele ser nutre qualquer sentimento por você, porque ele é incapaz disso. Naraku não conhece o real significado do amor, ele é obcecado e o objeto de sua obsessão não é você, sou eu. de supetão, freou o andar. Annabelle parou logo atrás e a viu virar-se austera O coração humano de Naraku vibra por mim, e eu não acredito que haja algum espaço para você, torço para que não. Não só porque isso atrapalharia meus planos, mas porque a tornaria mais uma vítima das intenções perversas dele. chegou-se bem próxima, tão perto que podia ver a si refletida nos aturdidos céus estivais Eu gostaria de acreditar que a bondade dentro de você – a qual percebo ser imensa – pudesse trazer luz àquela alma perturbada, ainda que meu íntimo não me permita perdoar Naraku, no entanto, sei que toda a pureza do mundo não seria capaz de curá-lo. Naraku é amaldiçoado e está fadado a sê-lo por todo o tempo em que sua existência perdurar. Você não pode salvá-lo. segurou-lhe as mãos com firmeza.

Salvá-lo, era isso o que almejava? Mudar a sua natureza?! elucidava a intenção que brotou em seu âmago somente agora, e a sacerdotisa já percebera há tempos. De fato, Kikyou era uma mulher sensitiva e madura, e quando sua vida lhe fora roubada a sacerdotisa era mais jovem do que Annabelle. Admirou-a profundamente, seus dedos apertaram os dela. Fez-se uma fortaleza momentânea, mesmo sentindo pontadas no peito ao ouvir sobre a antiga fixação de Onigumo pelo amor da vida de Inuyasha.

— Sinto muito pelo que ele fez a você, de coração. finalmente, a ocidental tomou a palavra Você tem razão, algo em mim se apiedou da condição dele. Entenda, eu não consigo acreditar que alguém seja feito apenas de maldade ou de bondade, creio que todos os seres são muito mais complexos e estão acima disso. mirou o céu vespertino, nuvens começavam a encobri-lo trazendo consigo o presságio da chuva Me disseram que Naraku nasceu da fusão entre um bandido estorricado e uma horda de youkais. Sim, ele foi composto pelas piores índoles e assim veio ao mundo, trazendo no interior as memórias, os sentimentos pútridos e nenhuma experiência sobre boas sensações e vivências. Ele não teve família, não teve ninguém a não ser ele mesmo. Como qualquer pessoa ou youkai que viveu nessas condições poderia saber fazer outra coisa se não causar mazelas? Virtudes podem vir de berço, mas também são ensinadas...

— Não cabe a você assumir esse papel, você pode se destruir no processo. alertou-a Onigumo conheceu a compaixão através de mim e veja o que me aconteceu. Não desejo mesmo destino a ninguém.

O vento mudou repentinamente de direção e acentuou-se. Kikyou puxou o arco amarrado nas costas e encaixou-lhe uma flecha. Annabelle se posicionou defensiva.

— Saia da árvore, sei que está aí! a sacerdotisa vociferou.

Depois de breve riso, a esguia youkai saltou da alta copa dando piruetas no ar até cair elegantemente de pé sobre a terra. Abriu seu largo leque e abanou-se graciosa.

— É ela... Annabelle petrificou a cria de Naraku!

— Kagura, eu tenho nome. bufou em ares de tédio Naraku mandou que a vigiasse, direcionou os orbes rubros como os do mestre à jovem dos cabelos noturnos mas que chatice ter que assistir sem poder fazer nada! Preferiria matá-las de uma vez... não houve tempo para terminar a sentença, a seta purificadora a acertaria em cheio se não fosse rápida o suficiente para puxar a pena de suas madeixas negras e voar para longe.

— Naraku saberá que tivemos essa conversa. Kikyou comentou a observar a mestra dos ventos desaparecer no firmamento.

— Ele virá atrás de mim...

— De nós duas. Enquanto Naraku brinca com seus sentimentos, ele me rodeia como um abutre. Jamais se sinta especial. serpentes esbranquiçadas desceram dos céus e enredaram o corpo delicado da antiga guardiã da Joia de Quatro Almas Não se esqueça. as sandálias se separaram do solo. Aos poucos, Kikyou foi levada para longe e a escocesa se viu solitária, perdida na infindável brenha pantanosa.

"Para onde irei agora?" era ela e a Deusa novamente. Apertou o cristal de lua no pescoço e deu início a peregrinação.


— Inuyasha, onde está Annabelle? Kagome perguntou tantas vezes que perdeu a conta Você não vai nos dizer o que aconteceu?

— Eu tenho certeza que ele assustou Anna-hime com esse humor horrível que ele tem! Shippou choramingou Eu quero a Anna-hime de volta!

— Ela foi embora, é isso! Por que não me deixam em paz?! deitado sobre a grama, virou-se para o lado oposto "Droga!" praguejou em pensamentos, sentindo-se péssimo com aquela situação.


Você não me ama, duvido até mesmo que ame Kikyou, mas de alguma maneira torta, esquisita, você se importa. E se você é capaz de se importar, existe algo de bom em você. Naraku, sentado no banco diante da harpa dourada, pegava-se rememorando o confronto com Annabelle. Por fim, lembrava-se do último encontro, passional e intenso, surpreendente até mesmo para ele.

"É possível Annabelle ter se apaixonado por alguém como eu?" os lábios entreabriram-se num longo suspiro, o dedo indicador tocou uma corda.

— Então você está aí... Ailyn meteu a cabeça para dentro do quarto em primeiro instante, depois se atreveu a passar totalmente pela porta, ainda que soubesse o risco a se correr. Naraku estava de péssimo humor.

Ao lado do hanyou estava a pequenina youkai branca a segurar seu espelho. Através do objeto arredondado os olhos rubros observavam a dama dos cabelos de fogo a vagar errante, abraçando a si mesma.

— Aí está ela, a gêmea "má" inclinou-se diante de Kanna e fitou a irmã através do espelho parece tão vulnerável... Quem diria ser uma criança beijada pelas fadas?

Há poucas horas, Ailyn revelara a Naraku a origem de seu clã:


Reza a lenda, que quando nossa bisavó era recém-nascida, seus pais verdadeiros a puseram em um cesto e a deixaram entre as raízes de um cinamomo, como uma oferenda para as fadas.

Fadas? o aracnídeo perguntou curioso.

Seres encantados da minha terra, algo parecido com vocês, youkais. explanou Elas vivem em reinos escondidos nas profundezas da floresta. Quando a colheita não vai bem, algumas famílias usam recém-nascidos como oferendas, deixam os bebês debaixo das árvores para que as fadas possam buscá-los. Então, elas levam os infantes para seus domínios secretos. Há quem acredite que as fadas devoram as crianças, mas no caso de minha bisavó, elas a criaram como se fosse uma delas.

E então? Naraku cruzou os braços, ligeiramente desinteressado.

Nossa bisavó cresceu no reino desses seres mágicos e foi agraciada com o dom. Quando ela se tornou uma mulher adulta e pronta para se transformar numa daquelas criaturas, no entanto, conheceu um homem comum, se apaixonou e fugiu do reino, carregando consigo o misticismo e o mistério. Desde então, a primogênita de cada geração tem sido abençoada com o poder, mas Annabelle se superou. caminhou pelo cômodo escuro, os saltos das botas batucavam revoltados Geralmente, "beijados pelas fadas" possuem o poder de controlar os quatros elementos da Mãe Terra, isto é: a água, o fogo, a terra e o ar. Só que Annabelle vai além, ela tem o dom da regeneração, o dom de revigorar e reviver o que está morto. Ela é uma necromante. Há quem diga que quando minha irmã nasceu, os espíritos da floresta encarnaram em seu corpo, então ela não somente controla a natureza, fala também pela Mãe Terra, é uma ponte entre a Deusa e o mundo.

Oh, muito interessante, confesso. os rubis cintilaram, preciosos e perversos, orbes quase saltaram das órbitas, cegos de ambição, e não só: a curiosidade resplandecia em seu ser Mas, me diga, você e Annabelle Rose não são gêmeas? Por que não herdaram as duas esse poder magnífico.

Annabelle veio ao mundo poucos instantes antes de mim. - bufou desdenhosa, repleta de rancor.

— Uma pena, não? Naraku escarneceu E de onde vem a sua habilidade sobrenatural então?

— Aprendi alguns truques quando entrei para a ordem de uma bruxa muito poderosa, a mulher de meu pai. um sorriso malevolente se formou nos lábios avermelhados e Ailyn fixou o olhar sombreado na pedra verde e luminosa talhada no anel dourado encaixado no dedo mínimo.


A chuva desceu forte, anunciada pelo ressoar dos trovões. A escocesa solitária perambulava a arrastar seu longo vestido pelo chão, não parecia preocupada com o clima.

— Ela molda a natureza a seu bel prazer. Se está feliz, pode fazer o sol raiar intenso. Se está triste, traz com suas lágrimas a tempestade... Ailyn tocou o espelho nesse exato momento, minha irmã está despedaçada.

Kagura acabara de chegar e os ouvia por trás da porta.

— Esse seria o momento perfeito para interceptá-la. a Rosa Rubra fitou-o direta Por que não vai ao seu encontro?

Naraku manteve-se tácito, vidrado na imagem do espelho. As negras sobrancelhas curvavam-se para baixo, tão sutis que somente ele percebia o movimento.

— Mesmo abençoada por tal poder capaz de mudar os rumos da natureza e curar os enfermos, Annabelle é humana e seu corpo está vulnerável às doenças de sua espécie. O dom pode ser usado em todo o tipo de criatura, menos nela mesma... afastou-se da figura no espelho. Ereta, mirou o hanyou antes de deixá-lo atormentado no quarto, acompanhado apenas pela garotinha desalmada.

"Seria muito imprudente da minha parte..." recriminou a ideia de ir até a mulher embrenhada no mato Tsc! virou o rosto, evitando contemplar o estado miserável da ocidental.

Você se importa. a voz branda repetia-se num infindável refrão, atormentando-o.


Caminhou até as pernas pesarem de tão cansadas, até não haver mais árvores para rodeá-la, até ver-se diante de um campo aberto, agraciado por capim alto e de um tom verde gritante. Então, ela ergueu o rosto aos céus, abriu os braços e lembrou-se de seu saudoso país, a terra que teve de abandonar prematuramente. Desenhar os magnânimos castelos de pedra na memória a distraia do frio implacável.

Em instantes, a energia nefasta se fez presente. Annabelle escancarou os olhos e o viu descer dos céus como a entidade sobrenatural que era. O coração gritou desvairado. Num impulso, ela tentou correr na direção contrária. A conversa com a sacerdotisa Kikyou e a segurança momentânea que sentira caíram por terra. Era ele, em pessoa. Era ele!

A velocidade dos pés humanos não era nada comparada a agilidade youkai. Naraku em um estalo estava adiante, bloqueando o caminho. Protegido pela barreira, a água não o tocava.

Annabelle girou o corpo para o outro lado, insistindo em se afastar apressada. Tentáculos surgiram repentinos e enlaçaram-lhe a cintura, trouxeram-na ao encontro indesejado, viraram-na de frente para o inevitável, acolheram-na dentro da barreira, e se recolheram ao local de origem – o interior composto por infindáveis youkais e um coração humano.

— Não... ela meneou a cabeça, segurando-a com as mãos Não! juntou as pálpebras inchadas e continuou a praguejar: Desapareça da minha vida, eu não aguento mais! que se danasse o orgulho, que se danasse a necessidade de fingir-se de forte, de não se deixar atingir. Quis desabar.

Mãos contiveram as suas e as desceram, fazendo com que os dedos nervosos desenrolassem dos cabelos ensopados, uma manta quente a cobriu da cabeça aos pés e um toque arrastado por seus braços parecia uma tentativa desajeitada de aquecê-la, de protegê-la do frio.

Os globos celestes abriram-se lentos e temerosos, até atreverem-se a vislumbrar a face tirana perderam-se nos detalhes dos trajes nobres e escuros. Ao alcançarem o rosto, enfim, perceberam-se diante de uma situação totalmente contrária à esperada. Em vez de serem recebidos por um sorriso opressor, tinham sobre si esferas tristonhas de sangue mirando-os sem piscar. Naraku persistia a esfregar as mãos sobre a pele de babuíno a cobri-la.

— Será que um dia eu me verei livre de suas garras? sussurrou enquanto o pranto escorria pelas bochechas em finos fios d'água. Ele não rebateu Não vai falar nada? Nem parece você... estremeceu ao sentir os dedos enxugando-lhe as lágrimas O que está tentando fazer? persistiu.

— Cale a boca! puxou-a para si, fê-la afundar o rosto em seu peito. Não entende, Annabelle Rose? Está sozinha agora, perdida em um campo minado de youkais loucos para se aproveitarem do seu poder, o único a quem pode recorrer nesse momento sou eu.

Oh, você deve estar adorando isso, não é? ergueu a face, apoiando o queixo no peito que a acolhia e testemunhou os olhos carminados tremeluzirem discretamente Por que me olha desse jeito? suspirou derrotada, a testa escorou-se no tecido macio do quimono dele, a mão subiu por um bordado e apertou o pano Por que, Naraku?

— Porque eu me importo. apoiou a cabeça sobre a dela e admitiu, focado no horizonte enevoado Eu acho que me importo, Annabelle. corrigiu-se, não queria entregar a certeza nas mãos dela, embora ele a tivesse finalmente.

A boca desbotada pelo frio tremelicou balbuciando algo incompreensível enquanto os orbes miraram os dele a procura de algum traço de fingimento e encontraram somente sobriedade.

— Venha, eu vou tirá-la da chuva. ergueu a mão a ela, mantendo o tom.

Annabelle não pôde fazer outra coisa a não ser oferecer a sua.

Continua...


Contemplem um raro momento em que Naraku não foi um filho da p... Hehehehehehe! Adianto que o próximo capítulo está uma gracinha, amei demais escrever as cenas.

Tivemos alguns momentos importantes hoje, mais revelações sobre as origens de Annabelle - a abençoada pelo poder das fadas. Eu já vi em séries e até em filme essa lenda de os aldeões largarem bebês nas florestas para as fadas, e existe todo o tipo de mitologia sobre esses serzinhos. Podem ser super fofos e bonzinhos como a Tinkerbell, ou simplesmente amedrontadores. Quis aproveitar o pouquinho que sei - e inventar mais um tantinho - para compôr essa personagem que gosto tanto, Anaberu-chan (saudades, Hitomi... a presença dele na fanfic ficará a cada dia mais escassa, trágico mas necessário).

Adiante, vocês saberão também como a vida de Ailyn seguiu seu curso.

Estão mais amistosos com a Kikyou?

Enfim, espero que tenham gostado do capítulo, aguardo ler suas opiniões, gente linda!
Qualquer errinho ortográfico, de formatação ou possíveis redundâncias, me perdoem.

Kissuuuus e um bom final de semana!